Conheça a si mesmo

Se você sonha em investir da mesma maneira que eu sonho em aprender a tocar guitarra, o primeiro passo necessário é conhecer a si mesmo, saber que sem a paixão pelo assunto, suas únicas chances são a de simplificar e automatizar ao máximo seus investimentos.

Você precisa saber qual é seu perfil de risco, se está disposto a perder dinheiro por um tempo, se consegue ver suas economias flutuarem para cima e para baixo, parte do processo, ou se prefere ganhar um pouco menos, mas ver seu dinheiro sempre crescendo, devagar e sempre, sem sustos, sem sobressaltos.

O que você acha da bolsa? Compreende que é um local que lhe permite se tornar sócio de grandes empresas? Se acredita que a bolsa é uma mesa de jogos, não adianta jogar contra si.

Imóveis o agradam ou repelem? Ir contra suas crenças pessoais lhe trará resultados negativos. Todos os investimentos são bons para quem os entende e gosta deles. Não há investimento mais ou menos lucrativo, mas sim investimentos mais adequados a algumas pessoas e outros mais adequados a outras.

Para investir há apenas duas coisas importantes a saber:

  • conhecer seu perfil de risco;
  • saber que somente você sabe o que é bom para si.

Para conhecer seu perfil de risco, há diversos sites, artigos e questionários que tratam do assunto. A pesquisa faz parte do processo de aprendizado. Querendo o caminho mais simples, vá até a agência do banco onde mantém sua conta corrente e peça ao seu gerente o questionário do banco para definir o perfil de risco dos clientes, todo banco tem um desses a disposição.

Sobre seu dinheiro, você é o único responsável pelos resultados. Não há como culpar tal gerente de banco, tal dica de amigo ou de consultor quando as coisas derem errado. E pode ter certeza, algumas coisas darão errado. Somente você pode decidir o que fazer com seu dinheiro. Os erros serão todos seus. Somente você sofrerá as consequências desses erros. Lembre-se, no entanto, que não há erro maior do que evitar os investimentos com medo de perder. Não investir, por medo, é o maior de todos os erros. Não investir dá automaticamente o resultado negativo.

Seja o melhor no que lhe apaixona

Seja o melhor no que lhe apaixona. Automatize todo o resto.

Ser o melhor no que lhe apaixona é o maior conselho de vida que posso dar a qualquer pessoa. Se você ama carros, procure um emprego que lhe permita viver nesse meio. Não se preocupe inicialmente com quanto ganhará. Se preocupe apenas em estar presente na área de sua paixão. Da mesma forma, se for apaixonado por direito, assista muitos filmes sobre o assunto, converse com amigos da área, ouça histórias com atenção, arranje um estágio no escritório de algum advogado, mesmo que seja para servir café ou carregar pastas de processos de um lado para outro. Só você sabe o que lhe apaixona, corra atrás disso e tente se inserir no meio de quem vive disso.

Cerveja dia e noite.

Esse conselho vale inclusive para qualquer paixão, até para cerveja. Tenho um amigo apaixonado por cervejas. Gosta de beber e experimentar as mais variadas, de todos os cantos do mundo. Gosta das artesanais.

A solução que encontrou foi trabalhar no departamento de marketing da Brahma, depois AmBev. Com este emprego, viajou o mundo, conheceu as mais famosas cervejarias, experimentou as melhores cervejas.

Hoje, aposentado, abriu uma pequena confraria de cervejeiros onde recebe os amigos e conhecidos, dispondo de mais de 150 rótulos para apreciação dos apaixonados por cerveja como ele. Passa os dias conversando sobre o assunto de sua paixão.

Surf e esqui, não importa se é verão ou inverno.

Será que funciona para paixões que parecem ser apenas diversão? Tenho um amigo de infância apaixonado por surf e skate. Desde gurizinho ele surfava, há mais de 40 anos. Será surpresa o destino que traçou para si?

Começou viajando com os amigos. Conheceu os melhores locais para a prática destes esportes. Ofereceu-se como guia em algumas agências. Formava grupos com amigos e conhecidos. Viajava para os lugares que já conhecia. Economizava parte do que ganhava, sabendo o que queria realizar.

Hoje, é dono de uma agência de viagens especializada em turismo de surf e esqui na neve. O trabalho dele é levar outros apaixonados para os destinos mais desejados para praticar estes esportes. Com o tempo, ainda ampliou os serviços. Ao conhecer bem os locais mais procurados para a prática destes esportes, descobriu que também eram os locais mais procurados por quem desejava fazer intercâmbio. Sua empresa também atua nesta área atualmente.

Sobre os investimentos, se você realmente gosta do assunto, já sabe o que tem que fazer. Mais que isso, já FAZ o que tem que fazer. Você é como o Gustavo Cerbasi, que se tornou um autor de sucesso contando a história de como ganhou o primeiro milhão investindo na bolsa. Você junta finanças pessoais com entretenimento, como faz a Nathalia Arcuri no canal Me Poupe, no Youtube. Você é como o Conrado Navarro, que segue seu caminho com o site Dinheirama. Você pode não ser exatamente como esses exemplos que citei, mas se conhece algum deles pelo nome, você sabe que a paixão pelos investimentos está dentro de você.

Por outro lado, se o que lhe apaixona é outra coisa, seja o melhor nisso. Automatize ao máximo seus investimentos. Dessa maneira, você se sentirá mais realizado, trabalhará com mais prazer, ganhará mais, e finalmente, terá mais para investir. Lembre sempre que aportes regulares é o que realmente faz o patrimônio crescer.

Você tem certeza de que deseja se tornar um investidor?

Você sonha em ficar rico? Busca ativamente seus objetivos? Tem pretenção de se aposentar bem?

Muitas pessoas me procuram dizendo que desejam aprender sobre investimentos. Alguns buscam uma aposentadoria tranquila, outros querem enriquecer, outros desejam conquistar determinados objetivos. Todos sabem o que querem, assim como eu sei que quero aprender a tocar guitarra. Saber o que queremos não serve para nada a não ser para nos iludirmos. Precisamos agir.

O problema desta situação são as consequências que ela traz para nossa vida. No meu caso, deixar de aprender a tocar guitarra não traz nenhuma consequência grave para o futuro. Não dependo disso para viver, minha filha não depende desta minha habilidade para frequentar a escola. No caso dos investimentos, perder 30 anos de uma vida “tentando” investir pode fazer toda a diferença entre uma aposentadoria tranquila e uma com dificuldades financeiras. Pode fazer toda a diferença na educação formal que poderemos dar aos nossos filhos. Pode nos proporcionar viagens, exposição à cultura, experiências de vida, ou não.

Se hoje sou investidor, empreendedor, sócio de empresas é porque o tempo que não dediquei a aprender a tocar guitarra, dediquei a me tornar mestre nestes assuntos que me apaixonam verdadeiramente. Penei muito, trabalhei muito, penso em negócios e investimentos 24 horas por dia. Minha vontade de aprender a tocar guitarra, ainda forte, é eclipsada pela paixão pelos negócios e empreendimentos. Para mim isso não representa esforço, é minha paixão. Assim como tocar guitarra é a paixão verdadeira dos grandes guitarristas.

Tornei-me profissional nos investimentos, o sucesso é consequência da experiência. Não foi do dia para noite, foram anos de prática, milhares de horas de leitura e análise de casos. São mais de 30 anos em que esse assunto domina meus pensamentos. Cometi vários erros, tive muitas perdas. Necessárias para aprender algo que ainda não sabia. Ainda errarei, só não erra quem não tenta. Não me preocupo, o conhecimento adquirido ajuda a minimizar o impacto e prejuízos de eventuais erros.

O que é investimento?

Investimento é o que fazemos para formar patrimônio que cresça e/ou gere renda.

Investimento é o que fazemos para garantir nosso futuro e o de nossa família, independente de nossa capacidade de continuar trabalhando e recebendo salário ou pro-labore.

Investimento é o que construímos mês a mês, ao longo dos anos, para nos proporcionar uma vida plena e feliz, e uma aposentadoria tranquila e de qualidade.

Investimento é o que fazemos regularmente, com um percentual considerável do dinheiro que ganhamos com nosso trabalho ou negócios.

Investimento é a quantia que pagamos a nós mesmos antes de pagarmos aos outros ou antes de pagarmos nossas contas e custo de vida.

Investimento é o valor que constrói nosso patrimônio, do qual não sai de forma alguma, aumentando sempre, de forma a produzir riqueza independente de trabalharmos ou não.

Investimento é o que nos torna ricos.

Investir é tarefa para toda vida. Investir não é algo que fazemos de vez em quando, nem que deixaremos de fazer algum dia. Investir é tarefa regular, que fazemos ao longo da vida, inclusive quando já estamos usufruindo dos resultados de parte dos investimentos.

Luxo

O luxo é relativo ao padrão de vida de uma pessoa. Conheço pessoas que ganham dinheiro suficiente para dirigir BMW e Harley-Davidson totalmente quitadas, sem comprometer a segurança e a tranquilidade já conquistadas. E conheço pessoas que fazem o mesmo financiando esses sonhos. Para os primeiros isso não é luxo, é conforto. Para os outros é luxo. Não sou contra as pessoas fazerem esforços extras para alcançar seus luxos. O que não compreendo é que façam isso antes de garantir o essencial. Enfim, é meu pensamento, cada um é livre para ter o seu.

Minha concepção de luxo é o supérfluo. É o extra. Para quem tem condições de comprar um bom relógio e deseja o melhor, algo que lhe traga não apenas a função de ver as horas, mas também o apelo emocional de saber estar usando algo fora de série, um Rolex seria um conforto. Traz um benefício real para seu proprietário. Já colecionar relógios, extrapola a função. É um luxo.

Meu luxo pessoal, por exemplo, são máquinas fotográficas e equipamentos eletrônicos. Então tenho mais e melhores máquinas fotográficas do que o necessário. Mas só as adquiri depois de garantir os ítens anteriores de segurança, tranquilidade, conforto e liberdade.

O mesmo vale para o carro. Para mim um carro é como um martelo, uma ferramenta que resolve um problema, no caso, me levar de um lado para o outro de forma um pouco mais prática e confortável do que com o transporte público. Não é necessário para mim um carro maior, mais caro e mais potente para andar no dia a dia da cidade, mas é um conforto que posso me dar, depois de ter atingido um nível de liberdade que me permita isso sem precisar abrir mão desta liberdade.

Faz sentido para você? Qual sua opinião sobre o assunto?

Liberdade – Escada da aposentadoria

Liberdade, para mim, é poder dispor de seu tempo como bem entender. É não precisar bater ponto no serviço, é não precisar chegar cedo na própria empresa para manter as coisas funcionando e dar o bom exemplo aos funcionários.

Liberdade é conseguir conquistar a independência financeira, da forma como a definimos anteriormente.

Escada da Aposentadoria. Degraus para a liberdade.

Desenvolvi uma técnica que me permitiu alcançar a liberdade muito antes do que seria possível normalmente. Chamei esta técnica de Escada da Aposentadoria. É uma técnica muito simples, mas poderosa se bem utilizada.

Defina um padrão de vida relativamente modesto, mas ao qual você consegue se adaptar de maneira a viver feliz dentro daquele teto de gastos. Para conseguir isto de forma um pouco mais agradável, estabeleça alguns prêmios regulares que lhe tragam uma alegria acima da média. Pense em coisas que lhe proporcionem alegria e ao mesmo tempo não sejam tão caras a ponto de bagunçar seu orçamento. Um filme no cinema com regularidade, por exemplo. Tirar o tempo para uma maratona de sua série favorita uma vez por mês. Preparar um jantar especial em sua casa no fim de semana. Passear por um parque que lhe traga lembranças especiais. Tomar aquele café da manhã “de hotel” na sua padaria preferida, aos sábados pela manhã.

Destine um percentual da sua renda a estes pequenos presentes regulares. Assim, os pequenos esforços e as coisas que você eventualmente deixe de fazer por estarem fora do seu padrão de vida atual não se tornam insustentáveis.

A medida em que você se especializa e cresce profissionalmente, não aumente seu padrão de vida. Mantenha a mesma rotina, os mesmos hábitos, as mesmas facilidades. Continue indo trabalhar de ônibus ou metrô. Dê preferência por morar perto do trabalho para não perder tanto tempo em trânsito, ou leia um bom livro no caminho do trabalho.

Tudo que você passa a ganhar a mais com este crescimento, invista integralmente na sua formação de patrimônio. Desta forma, sem o aumento do seu custo de vida, você atingirá muito mais rápido a independência financeira definida por este primeiro degrau.

Pronto! Você conseguiu, e nem demorou tanto. Você possui patrimônio que gera renda suficiente para lhe sustentar neste padrão de vida pré-definido sem precisar trabalhar. Agora sim, suba um degrau.

Defina algumas coisas extras que você pode acrescentar na sua vida agora que você ganha mais e já possui bens que lhe garantam aquele padrão anterior. Não use todo seu salário para isso, mantenha um percentual razoável para “pagar a si mesmo” em primeiro lugar. E aproveite a vida com o restante.

De novo, neste segundo degrau, ao começar a ganhar mais ao longo dos próximos anos com seu desenvolvimento na carreira, não aumente seu padrão de vida imediatamente. Destine esses recursos extras para acelerar sua formação de patrimônio e logo, em pouco tempo, você terá este patrimônio lhe gerando renda para sustentar este segundo degrau de independência.

Repita isto ao longo dos anos e você verá que não apenas você vive bem ao longo do tempo, mas, na medida em que seu patrimônio aumenta e os rendimentos que esse patrimônio gera, permitem que você mantenha seu padrão de vida mesmo sem trabalhar.

Você passa a ter o poder de escolha. Você não precisa mais aceitar uma proposta profissional que não lhe agrada, com medo de não ter como pagar as contas do mês. Você pode pleitear uma promoção e como tem garantias, pode inclusive jogar a carta do “ou recebo a promoção que desejo, ou vou procurar quem me pague o que vale meu trabalho,” sabendo que seu padrão de vida está garantido, e que você terá tempo para encontrar algo melhor para continuar sua ascensão profissional e galgar os próximos degraus de liberdade.

Conforto

Conforto implica em coisas que gostamos de ter e que depois de as ter não queremos abrir mão. Pode ser, por exemplo, uma viagem para o Nordeste todo ano, um carro com ar-condicionado… São os aumentos no nosso padrão de vida. É um apartamento maior, é um sofá novo, é um carro mais potente.

O conforto vem depois da tranquilidade na minha cabeça. Então não tem sentido para mim, trocar de carro ou apartamento caso precise utilizar a reserva de tranquilidade descrita acima para isso. Tenho a sorte de ter casado bem, pois minha esposa compartilha comigo dessa ideia.

Ou seja, tendo a segurança e tranquilidade garantidas, o que ganho pode ser dividido para adquirir mais conforto, liberdade e luxo. Foi o que fiz quando dediquei o valor que antes construía minhas reservas para o pagamento do novo apartamento.

Note que depois que passamos a usufruir de maior conforto, pode ser necessário aumentar nossa reserva de emergência para dar conta do custo extra deste conforto. Em caso de problemas, temos que pagar a gasolina a mais que o carro potente consome em relação ao carro popular, a conta de luz do apartamento maior pode ser maior que era a do apartamento pequeno, etc.

Cada decisão tem impactos, analise o que é necessário e o que pode ser postergado um pouco mais caso implique em custos recorrentes muito maiores, e não apenas no custo de aquisição.

Ouro para as emergências

Há alguns anos, quando lia um dos livros da série Pai Rico, Pai Pobre, havia uma indicação para ler uma história no site Rich Dad Gold, que já não existe mais.

Lá, a história falava do ouro como um metal que atraía riquezas.

Contava isso de forma bastante lúdica. Explicava uma receita mágica para ganharmos mais. Dizia que devíamos possuir, em ouro, o valor que gostaríamos de ganhar mensalmente. Simples assim.

Quer ganhar R$ 5.000 por mês, tenha R$ 5.000 em ouro perto de você. No texto ele dizia que não era imediato, mas que a medida em que aumentavam suas reservas de ouro, com o tempo, aumentavam seus rendimentos mensais. Gostei da história, mesmo sabendo que não passava disso, de uma história.

Como gosto de coleções, resolvi fazer uma pequena experiência. Passei a compra regularmente uma pequena moeda de ouro. Existem moedas de ouro que não possuem valor de coleção, são vendidas pelo peso em ouro. Com isso, parte da minha reserva de emergência é baseada em moedas de ouro.

Estas moedas possuem uma grande vantagem sobre outras formas de guardar dinheiro. Como são moedas lindas, não há o menor incentivo em vendê-las para colocar a mão no dinheiro. Então no caso de uma necessidade tenho certeza que farei um esforço bem maior que o normal para conseguir resolver o problema sem que seja necessário vender minhas moedinhas.

Note que apenas uma pequena parte da reserva de emergência deve ser feita desta maneira, tendo em vista que não possui tanta liquidez quanto uma aplicação mais tradicional e os custos de venda podem gerar uma pequena perda nominal. Além disso, o ouro varia de preço de acordo com o humor do mercado, pode ser que você precise do dinheiro em um momento ruim em que a cotação do metal esteja baixa. Essa seria a reserva da reserva, aquela para utilizar somente em casos de tragédia financeira real, uma doença grave não coberta pelo seu seguro saúde, por exemplo.

Sobre a história? Sabe que é verdadeira! Para mim, ao menos, deu muito certo. Uns meses depois de começar minha coleção, o dinheiro passou a entrar em abundância.

Reserva de emergência

Uma das formas mais efetivas de obter tranquilidade é através da formação de uma reserva de emergência.

A reserva de emergência também costuma ser chamada de Colchão de Liquidez.

Lembro de quando era adolescente ouvir meu pai dizendo: “Quem tem um colchão de segurança nunca passa trabalho na vida.” Isso me marcou forte, porque nas piores situações, nos momentos mais dramáticos, o colchão de segurança sempre esteve lá cumprindo sua função e segurando as pontas até os problemas estarem resolvidos.

O objetivo deste valor, que pode ser entre três a doze meses do seu custo de vida, dependendo de sua empregabilidade ou segurança no emprego, é simplesmente estar lá disponível para uma emergência, como diz o nome. Para este dinheiro é importante ele nunca ter rentabilidade negativa e possuir altíssima liquidez. Vale até deixar o dinheiro na conta corrente, se a inflação não for tão alta.

Imagine a situação de perder o emprego, quanto tempo você levaria para conseguir outro que lhe pague mais ou menos o mesmo que costumava ganhar? Ou uma doença que exija seu afastamento do trabalho, por quanto tempo você poderia manter as contas em dia sem receber seus pagamentos mensais? Isso pensando que você tem um bom plano de saúde, se não tiver, quanto custaria o tratamento?

Para esta reserva de emergência, então, você deverá contar com um investimento como um bom fundo de renda fixa com liquidez diária e baixa taxa de administração ou uma aplicação no Tesouro Selic, onde o dinheiro cai na sua conta no dia seguinte ao resgate. Já um CDB com prazo de dois anos onde você perde todo o rendimento se sair antes, não é boa opção.

Sugiro um fundo sem baixa automática para conta corrente ou até mesmo em um banco diferente do que usamos para o dia a dia. Assim, podemos pensar se é mesmo uma emergência o motivo de precisar do dinheiro e evitamos usar a reserva de emergência para fins menos nobres, como comprar algo antes de termos o dinheiro para isso.

Conheça a si mesmo.

Quais seus objetivos? Quais suas necessidades pessoais?

Cada um de nós tem particularidades que devem ser levadas em conta em nossos planos de longo prazo. Investir para formar patrimônio e atingir a independência financeira ou a aposentadoria precoce é um plano de longo prazo. Devemos pensar profundamente sobre o que queremos atingir, mas ao mesmo tempo devemos pensar também em que prazo desejamos isso e que caminho desejamos trilhar até lá.

Meu plano pessoal de investimentos é relativamente simples. Acredito que a simplicidade nos leva a boas escolhas. Não acredito em investir em coisas que não compreendo. Todo o dinheiro que ganho é alocado seguindo alguns poucos princípios básicos. Quando eu respeito esses princípios as coisas vão bem. Quando extrapolo (não sou perfeito), esses deslizes costumam cobrar seu preço.

O plano visa me dar as coisas que preciso, nesta ordem:

  1. Segurança
  2. Tranquilidade
  3. Conforto
  4. Liberdade
  5. Luxo

Note a ordem em que listei os objetivos acima. Esta ordem faz toda a diferença em relação aos resultados que você pode obter na vida através do gerenciamento do dinheiro que você ganha com seu trabalho e esforço diário.

Esta ordem representa o que funciona para mim. Suas escolhas podem ser diferentes, e neste caso, você deve desenhar seu plano de acordo. Vou explicar os motivos de eu ter escolhido estes objetivos, o que cada um representa, e porque os coloquei nesta ordem específica.