Livro: Tranquilidade Financeira – Introdução

Como viver bem, conquistar uma aposentadoria tranquila e enriquecer, sem sofrer com isso.

Viver bem, conquistar uma aposentadoria tranquila, enriquecer. Tudo isso é simples. Temos centenas de casos bem documentados, alguns muito famosos, outros apenas conhecidos localmente. Milhares, talvez milhões de pessoas, conseguem alcançar o suficiente para uma vida boa e uma aposentadoria que não lhes falte nada.

Os hábitos e rotinas que tornam possível essa vida sem apertos no futuro são simples, mas aparentemente não são fáceis, dada a dificuldade que a maioria tem em você compreender e seguir. Bons conselhos são chatos e repetitivos porque raramente são novidade. Mesmo assim, vale a pena ouvir los de novo e de novo porque somente assim se tornaram parte de nós.

  • Trabalhe para ganhar dinheiro;
  • Viva o menos do que ganha com o teu trabalho;
  • Invista a diferença com sabedoria e foco em segurança e longo prazo;
  • Mantenha este plano por 20 ou 30 anos;
  • Se aposente quando os rendimentos de seus investimentos superar suas despesas atuais e futuras.

O que acabei de citar é a introdução do meu livro Tranquilidade Financeira: como viver bem, conquistar uma aposentadoria tranquila e enriquecer, sem sofrer com isso.

Ao longo das próximas semanas irei publicar aqui outros capítulos do livro, à medida em que os edito para eventual publicação do mesmo.

Quem me ler por aqui e mesmo assim quiser comprar o livro completo no final, agradeço antecipadamente. Acredito que será uma boa ferramenta para ler e reler ao longo da vida. Pode ser também um bom presente para aqueles que você deseja ajudar a conquistar uma vida sem sobressaltos por conta do dinheiro.

Obrigado pela deferência, vai ser um prazer concluir este livro junto de você, leitor. Fique a vontade para enviar comentários sobre este, ou sobre os novos capítulos. A melhor maneira de garantir que você receba cada capítulo assim que for publicado aqui, é assinando o site para receber os textos por email. Tem um campo ali ao lado (se você está lendo no computador), ou no final do texto (se estiver lendo no celular).

A rotina diária de uma vida financeiramente independente no meio da pandemia do coronavírus.

Começo a escrever este texto 6h da manhã de uma sexta-feira. Não são todos os dias que acordo esta hora, apesar de ser mais matinal do que noturno nas minhas preferências. Hoje, especificamente, acordei com ideias para este texto.

Fui ajudado pela minha filha na madrugada. Pouco antes das 5h ela acordou para fazer xixi. Busquei ela no quarto, iluminando o caminho até o banheiro com a tela do Apple Watch. Cuidei do porquinho de pelúcia que ela levou para acompanhar enquanto fazia o xixi e a levei de volta ao quarto, ficando ao lado dela até pegar novamente no sono. Voltei para cama, mas com as ideias fervilhando na cabeça, quem disse que consegui dormir? Então aqui estou.

O que chamo de Independência Financeira?

Quando falo ou escrevo sobre independência financeira, muitas vezes noto que esse termo tem conotações diferentes para as pessoas. Então acho interessante explicar o que chamo de independência financeira, e como ela se da na minha vida na prática.

Para alguns, falar sobre independência financeira é o mesmo que dizer que a pessoa é multi-milionária. Que basicamente pode fazer tudo o que quiser, que o dinheiro nunca acaba. Que o dinheiro jorra em suas contas bancárias como cachoeiras infinitas. Infelizmente esse ainda não é o meu caso.

Outros chamam de independência financeira o simples fato de terem um emprego que pague seu custo de vida e os permita morar sozinhos, o famoso “sair da casa dos pais.” Não chamo isso de independência financeira, pois a pessoa em questão é dependente daquele emprego, e vai saber quanto tempo esse emprego vai durar? Felizmente, esse não é meu caso.

O que chamo de independência financeira é uma situação relativamente confortável de vida, mantida da maneira o mais automática possível, sem a necessidade ou obrigação de bater ponto em um emprego ou trabalho próprio. É poder ter uma vida digna e sem necessidades, sem trabalhar. É basicamente poder viver como um aposentado. Esse é o meu caso.

Claro que cada um tem sua própria definição do que é viver de forma confortável. Tem gente que se contenta em morar em um apartamento pequeno, com móveis simples e práticos, e tem gente que precisa de espaços enormes e decoração refinado para suprir suas necessidades básicas. Tem gente que acha um exagero possuir carro, e tem quem não consiga viver sem um carro de luxo. Eu me encontro no meio dessa escala, tenho um bom carro quitado, um carro comum, mas sedã com um bom porta-malas para carregar as bicicletas dos baixinhos. Acredito que um bom apartamento tenha ao menos dormitórios suficientes para que cada filho possa ter seu quarto e sua privacidade. E que também esteja quitado, porque dever para o banco não é legal.

Já escrevi ou gravei um vídeo anteriormente sobre o que chamo de Escada da Independência Financeira. Resumidamente é a definição de um padrão mínimo de vida para aquele momento específico, e de quanto seria necessário possuir investido para que os rendimentos do patrimônio investido pudesse prover a independência financeira naquele degrau de vida.

Quando atingi minha independência financeira, tinha carro popular. Morava em apartamento menor, não tinha filhos. Tinha conquistado patrimônio suficiente para manter aquela vida indefinidamente, mas é claro que sabia que aquela não seria minha vida por muito tempo. A conquista da independência financeira não me proporcionou uma vida fácil e folgada com tudo o que queria. A conquista da independência financeira me proporcionou a independência necessária para poder fazer as melhores escolhas de onde iria investir meu tempo, de maneira a otimizar meus ganhos, sem precisar bater ponto em algum emprego mal remunerado qualquer simplesmente para pagar as contas. Meu trabalho de verdade estava apenas começando.

A conquista do primeiro degrau da independência financeira representou a abertura da porta necessária para a busca do aperfeiçoamento pessoal e do meu propósito de vida. No degrau em que me encontro atualmente, temos uma vida tranquila com dois filhos. O menor ainda em casa conosco 24h por dia, a maior já há alguns anos no colégio, apesar de neste momento específico de pandemia estar também 24h por dia trancada aqui com a gente. Carro quitado, apartamento quitado, e sem dívidas, da para se manter esse fluxo por tempo indeterminado.

O degrau atual em que nos encontramos na escada da independência financeira nos permite ficar em casa no meio da crise do Coronavírus. Tenho meu trabalho vendendo consórcios de imóveis, mas este, que era bem mais ativo antes do vírus manter todos dentro do apartamento, ficou bastante prejudicado no momento. Continuo atendendo os clientes que já possuo e sempre chegam novos através da internet, mas o tempo livre que antes tinha para produzir conteúdo novo, sejam vídeos explicativos, sejam textos como este aqui, virou pó. Foi substituído por acompanhar a filha em aulas online, organizar as tarefas extras de ensino, cuidar da casa, lavar louça.

E é o conteúdo novo que me traz novos clientes em profusão. Então, se por um lado a coisa está andando sem maiores problemas, com a garantia das contas pagas, por outro, continuo fazendo o possível para manter o barco navegando em bons ventos. Porque, como escrevi antes, estou já alguns degraus acima do básico, mas ainda longe de onde pretendo chegar.

Quem me acompanha há mais tempo por aqui sabe das viagens regulares que fazíamos ao exterior. Viagens geralmente longas, ao menos uma ou duas por ano. Claro que essa rotina mudou um pouco com a chegada de mais um bebê, mas não fosse o vírus, provavelmente já teríamos feito algo deste tipo nas férias de julho e certamente faríamos algo assim próximo do fim do ano. Essas viagens não fazem parte ainda do degrau de independência financeira atual. Como temos necessidades especiais de hospedagem (precisamos de apartamentos com cozinha, por conta de alergias alimentares), os custos são consideravelmente maiores do que uma viagem mais “normal.”

O que proporciona viagens regulares e o passo necessário ao próximo degrau, são justamente o trabalho que realizo na venda de consórcios imobiliários, e nas consultorias financeiras pessoais, além do investimento regular em oportunidades pontuais que sempre surgem para buscar um lucro mais rápido.

Estou há mais de uma hora escrevendo este texto, e não cheguei ainda no título do mesmo. Escrevi no título que este era sobre a rotina de uma vida financeiramente independente. Pois bem, tendo definido exatamente o que é essa tal de independência financeira para mim, vamos à rotina.

Rotina diária de uma vida financeiramente independente no meio da pandemia.

Como não sei exatamente como será o dia de hoje, vou basicamente descrever o dia de ontem. Na prática, não muda muito. No meio do confinamento, todos os dias são mais ou menos iguais.

Acordei por volta das 8h da manhã. Minha filha acordou em seguida e fomos para a sala tomar café da manhã. Preparei meu café, preto, coado direto na caneca com o filtro pequeno, e um Toddy e sanduíche de queijo com requeijão para a baixinha. Conversamos e brincamos um pouco de dinossauros, menina-dragão, e depois ela foi assistir um pouco de TV enquanto eu lia as notícias, e-mails, e redes sociais ao lado dela no sofá. No caso específico de ontem, não tínhamos lavado a louça na noite anterior, então fiz isso neste momento.

O bebê acordou pouco depois das 10h30, e ele e minha esposa se juntaram a nós na sala. Pelo horário avançado, decidimos que ele iria direto para o almoço, que faríamos mais cedo para ele, mantendo o horário normal para o nosso. Entre troca de fralda, brincadeiras, e corrida pela casa com a mana, o almoço ficou pronto, e enquanto minha esposa dava comida para o bebê, fui tomar um banho.

Bebê de barriguinha cheia, eu de banho tomado, saímos para uma volta na rua, ele e eu. Fomos ver os chafarizes dos prédios próximos de casa. É um passeio de 45 minutos a 1h, caminhando pela rua, olhando os caminhões. Ontem tinham inclusive duas betoneiras em um dos prédios que estão levantando aqui perto.

Volto para almoçar, café preto depois do almoço, responder e-mails e estudar um pouco mais para mim, enquanto minha esposa cuida para ninguém se machucar na corrida dos pequenos pela casa. Bebê vai fazer soneca com a esposa, criança começa aula online, mais leituras, e-mails, e planejamento de novos textos para mim. Bebê acorda, aula termina, prepara lanche, todos comendo bem, levo o lixo para fora e neste dia consigo ir até o escritório para gravar um vídeo novo. Ontem foram 50 minutos de rua no passeio do bebê, e mais ou menos o mesmo tempo no escritório para mim no fim da tarde.

Volto para casa, atividades de avaliação do colégio, brincadeiras com as crianças, Preparar a janta, trocar a fralda, jantar, lavar a louça, dar uma última olhada nos e-mails, redes sociais, artigos na fila de leitura, e começar a diminuir o ritmo da casa. Meia noite, todos dormindo.

Mais um dia na rotina de uma vida financeiramente independente no meio da pandemia do coronavírus. A vida se tornou uma coisa meio nebulosa, com os dias se fundindo uns aos outros, tudo sempre igual. Ficando a maior parte do tempo em casa acabamos diminuindo as chances dos encontros fortuitos que estar na rua nos proporciona.

Em épocas mais normais, levaria a baixinha ao colégio depois do almoço. Encontraria um ou outro pai/mãe na entrada, conversaríamos sobre algo banal ou sobre os filhos mesmo. Voltaria para casa, iria ao escritório caminhando, passaria antes no correio, pararia para um café na cafeteria ao lado, onde encontraria um colega de faculdade que não via a muito tempo. Conversaríamos sobre como estavam as coisas, nossas empresas, nossos filhos, e combinaríamos de uma hora nos encontrarmos novamente, deixando para o destino escolher quando isso aconteceria de novo. Na volta ainda cruzaria com outro amigo, mais um oi rápido, mais o sentimento de que tudo está andando nos trilhos para aqueles que amamos. Tudo isso está suspenso por enquanto.

Se sua vida está mais fácil, ou mais difícil, saiba que estamos todos juntos nessa. Vai melhorar.

Diversificação

Em 11 de setembro de 2001 aprendi minha primeira lição sobre diversificação. Uns dias depois, na verdade.

Quem me lê a mais tempo sabe que no início dos meus investimentos perdi tudo que tinha investido na bolsa. Já contei essa história antes. No meio da tragédia das Torres Gêmeas e do horror que tudo aquilo representou, as bolsas despencaram com as dúvidas sobre o que aquilo traria de consequência para o mundo.

Naquela época investia em meu campo de conhecimento, sem olhar muito para outros setores. Minhas posições estavam concentradas em apenas três empresas, todas do mesmo setor de telecomunicações. Tinha Embratel, Globo Cabo e CRT apenas. Não poderia estar mais concentrado, nem estar no setor mais errado no meio do que aconteceu. Minha carteira perdeu 95% do valor em apenas três dias.

Claro, tragédias dessa magnitude não podem ser previstas antes de acontecerem, mas aí é justamente onde entra a importância da diversificação, ela nos protege justamente daqueles problemas que não conseguimos prever. Se eu tivesse a diversificação que tenho hoje, financeiramente o impacto teria sido absolutamente menor.

O Corona virus causou impacto semelhante em alguns setores da economia mundial. Imaginem se minha área de conhecimento fosse o setor de viagens e entretenimento, e se só investisse em empresas desse ramo, o tamanho do buraco em que teria caído. Ou se vivesse de imóveis de aluguel por temporada, imóveis de férias? Mesmo setores tradicionais e resilientes como este, podem sofrer consequências péssimas que, antes de uma epidemia de proporção mundial, jamais seria prevista.

Para minha sorte, perder tudo que tinha em um momento em que estava começando, onde ainda não tinha tanto assim, acabou sendo uma excelente lição que me protegeria em diversas ocasiões posteriores. Crise do subprime? Joesley Day? Greve dos caminhoneiros? Passaram batido, um soluço no grande esquema das coisas.

Como a todos, o Corona virus pegou meus investimentos de surpresa. Só não foi uma tragédia completa graças aos anos de aprendizado sobre a importância da diversificação. Enquanto algumas posições caíram bastante, outras subiram em proporção semelhante. No equilíbrio das coisas, e contando também com um pouco de sorte de ter feito certos negócios “na hora certa”, acabei ficando no zero a zero.

Se você teve o azar de ter sido atingido em cheio com as consequências da pandemia nas suas economias, deixo minha mensagem de alento, de que as coisas vão melhorar. O mais importante, porém, é estudar como estavam seus investimentos em março, e porque foram tão atingidos, para corrigir o rumo e proteger sua carteira das crises futuras, que certamente virão, não sabemos nem quando, nem de onde.

Termino com preces voltadas a todos que perderam suas vidas na tragédia imensa que foi a queda das Torres Gêmeas, e a todos que estão sofrendo as consequências atuais, não apenas as financeiras, da pandemia que assola nosso planeta no momento. Fiquem bem.

Uma defesa do Bitcoin como seguro para os super-ricos

Esses dias vi um post no Twitter em que pessoas montavam uma guilhotina em frente à casa do Jeff Bezos, logo após sairem as notícias de que ele tinha atingido a marca de 200 bilhões de dólares de patrimônio pessoal.

A Tesla, teve suas ações valorizadas em mais de 10 vezes em menos de 18 meses com a injeção maciça de dinheiro que o FED americano despejou no país. Isso apesar de ter 6 bilhões de dólares de prejuízo depois das contas e dividendos pagos a seus acionistas. Elon Musk atinge a cifra de 100 bilhões de dólares de patrimônio pessoal.

Enquanto isso, Bernie Sanders sugere que a solução para o problema da brutal inequalidade entre ricos e pobres não é corrigir os absurdos que estão sendo feitos pelo FED, mas sim, ir em direção ao socialismo…

Com as coisas andando como estão, uma hora parece que a maré pode virar para os super ricos. E claro, para os ricos de uma categoria mais comum. E se você que está lendo isso tem curso superior e um bom emprego que pague um salário decente, pode manter seus filhos em escola particular, possui imóvel próprio e um ou dois carros na família, e antes da pandemia que atingiu nosso planeta, podia se dar ao luxo de fazer uma ou mais viagens internacionais ao longo do ano, você pode achar que não, que é só classe média, mas a verdade é que você é sim, muito privilegiado em relação à grande maioria da população.

Então essa defesa do Bitcoin vale para os super-ricos, aqueles que qualquer pessoa sabe, inequivocamente que são, os multi-milionários, os bilionários, os grandes empresários e banqueiros, mas vale também para a grande proporção dos ricos que não se acham ricos, pois vivem em uma bolha de classe média que se acha pobre, sem nem mesmo fazer idéia do que é a realidade da grande população dos que são realmente pobres neste país.

Esse artigo é para você, médico, engenheiro, advogado, arquiteto, dentista, funcionário público, e qualquer um que possui um bom emprego que proporciona uma razoável qualidade de vida para sua família.

Eu não acredito em revoluções como forma de resolver os problemas, mas ao mesmo tempo não acho que estejamos completamente protegidos de alguma forma de revolução se em algum momento o tecido social seja extendido um pouco acima do razoável. Guerras civís e revoluções sangrentas já aconteceram vezes suficientes para nos mostrar que nunca podemos ter nada como definitivamente garantido.

E não falo aqui de direita ou esquerda, falo de radicalismos que não tem diferença de posicionamento, seja de que facção for. Ao mesmo tempo em que uma revolução vinda da esquerda pode exacerbar e tornar real um contra-ataque agressivo da direita, o contrário também pode acontecer com a mesma facilidade. Com os ânimos exaltados, é cada um por sí.

Por mais que as coisas encrespem em um determinado local, sempre há a tentativa de refúgio em algum lugar mais ameno. Temos isso acontecendo na Europa, temos aqui ao lado com nossos vizinhos da Venezuela atravessando a fronteira e se refugiando no Brasil. Tivemos há não tanto tempo atrás com o Holocausto.

O que vejo de diferente neste momento, e este é o ponto em que desejo chegar, é que, hoje, temos ferramentas que nos permitem tentar uma saída sem que tenhamos que abrir mão de tudo o que conseguimos juntar na vida. Na hora do aperto, pode ser tarde tentar resolver as coisas. Quando tudo explode, não dá mais tempo de vender imóveis, carros, equipamentos. O dinheiro no banco pode ter sido bloqueado. Atravessar a fronteira pode até ser possível, mas certamente sem os dólares na cueca ou no sutiã, que serão confiscados dos que tentam fugir…

Aí é que entra uma quantia razoável em Bitcoins. Nem tanto, que cause aperto atualmente, quando as coisas ainda estão em uma situação aparentemente normal, mas ao mesmo tempo, não tão pouco, que não sirva para nada em caso de uma situação calamitosa que exija uma saída de emergência do país. Penso em algo como o mínimo suficiente para tentar recomeçar a vida em um local mais seguro.

Os Bitcoins se tornaram um ativo considerado de valor por autoridades monetárias de praticamente todos os países. Essas autoridades sabem que não podem controlar o fluxo nem a propriedade desses Bitcoins, mas ao declarar a validade deles, permitem que exista um mercado para tal ativo.

O objetivo deste texto não é explicar como funcionam os Bitcoins, mas para compreender como eles podem ser um ativo de segurança em um momento crítico como uma revolução é necessário saber uma ou outra coisinha sobre eles.

  1. Onde estão, onde ficam os Bitcoins?
  2. Como compro e vendo Bitcoins?
  3. Como guardo meus Bitcoins de forma segura?
  4. Como atravesso a fronteira com meus Bitcoins?

Vamos construindo as respostas em ordem…

Onde estão, onde ficam armazenados os Bitcoins?

Os Bitcoins ficam armazenados de forma distribuída no que é chamado de Blockchain. Esse blockchain nada mais é do que o livro de registros de todas as transações feitas com todos os Bitcoins existentes. Quem mantém esses registros são todos os participantes da rede Bitcoin, ou seja, todos que possuem o software do Bitcoin em seus computadores. Atualmente, além das pessoas físicas que possuem tal software em seus computadores, há empresas gigantescas que mantém servidores rodando em tempo integral para manter a rede funcionando e as transações sendo registradas. O objetivo disto é que, quem faz parte dessa rede acaba, depois de um tempo, recebendo Bitcoins como recompensa pelo processamento que faz.

O que o Blockchain permite, na prática, é uma rede distribuída em que todos possuem uma cópia de todas as transações, de modo que se alguns deixam de existir, outros continuam, mantendo a integridade dos dados. Mesmo que um país inteiro seja “desligado”, os Bitcoins de quem mora naquele país continuam lá, registrados nos milhões de computadores espalhados pelo planeta que ainda estão registrando as transações da moeda.

Como compro e vendo Bitcoins?

Os Bitcoins podem ser comprados em corretoras que funcionam de maneira parecida com uma bolsa de valores. Essas corretoras são meros intermediários entre pessoas físicas que desejam transacionar Bitcoins. Os governos permitem a operação de tais empresas por um motivo bastante simples: exigem que elas tenham registro explicito de tudo o que é negociado, exige identificação extensiva dos usuários, com fotos e documentos válidos, além de transferências bancárias somente através de contas correntes registradas no nome de cada participante. É a única maneira dos governos tentarem ter algum controle sobre o que as pessoas fazem neste mercado. E cobrar impostos sobre isso 🙂

Os Bitcoins podem ser comprados sem registro, uma pessoa com a outra, com pagamento em espécie e transferência feita entre “carteiras de Bitcoin” individuais. Todas as transações são registradas, mas nenhuma “carteria de Bitcoin” possui um registro inequivoco de quem a possui. Você só pode chegar a uma pessoa específica seguindo uma longa trilha de por onde os Bitcoins passaram até chegar a determinado ponto. Então se eu compro um Bitcoin em uma corretora, por exemplo, e transfiro esses Bitcoins para uma determinada “carteira de Bitcoin”, tudo o que o governo sabe é que eu tinha esta quantia e transferi para alguém (ou para eu mesmo). Por outro lado, se eu compro individualmente Bitcoins de uma pessoa que eu saiba que os possui, somente esta pessoa sabe que foi para mim que ela vendeu tais Bitcoins. Sim, o governo pode saber que ela possuía Bitcoins e que os transferiu, mas só saberá que foi para mim se essa pessoa falar. E mesmo assim, só poderá provar se tal pessoa tiver gravado essa transação de alguma maneira (me filmando entregando o dinheiro, por exemplo?). No momento em que os Bitcoins foram transferidos para uma “carteira de Bitcoins” que eu tenha a chave de acesso, somente eu tenho como “abrir essa carteira”.

Como guardo meus Bitcoins de forma segura?

Uma carteira de Bitcoins nada mais é do que dois códigos alfa-numéricos longos. Um deles, público, representa o endereço Bitcoin, ou seja, identifica aquela carteira como única. O outro, privado, é a chave de segurança que permite realizar qualquer transação que envolva os Bitcoins registrados naquela carteira. Com os Bitcoins, somos o Banco que guarda nosso dinheiro, e os únicos a possuir a chave do cofre. Se a perdermos, ninguém mais tem acesso àqueles Bitcoins, nem mesmo nós. Por isso é importante guardar de forma muito segura a chave dos nossos Bitcoins. Qualquer um com acesso a ela pode fazer o que quiser com nossos Bitcoins, e se a perdermos não temos mais acesso a eles. Não é uma coisa simples, temos que proteger, mas não podemos perder. Muita gente perdeu Bitcoins ao longo dos anos. A maioria, quantidades enormes, que hoje valeriam verdaderias fortunas, ao ter “brincado” com a moeda em uma época em que não valiam quase nada e simplesmente terem perdido ou até apagado os HD’s em que guardaram as chaves de acesso originais. A primeira transação amplamente divulgada com os Bitcoins, foi uma pizza que foi encomendada mediante o pagamento de 10.000 Bitcoins, o equivalente, no dia em que escrevo essas linhas, a R$ 640.000.000.

Uma carteira de Bitcoin, aquele endereço único, público, pode não ser conhecida por ninguém. Essa carteira “possível”, só se torna uma carteira real, quando efetivamente transferimos Bitcoins para ela. A transferência de Bitcoins para uma carteira implica no registro desta transferência no livro de registros chamado de Blockchain. Desta forma, podemos ter várias carteiras de Bitcoins que só existem em nossa propriedade, sem efetivamente possuirem nenhum Bitcoin nelas. Para todos os efeitos, existir ou não essas carteiras é o mesmo. Somente quando transferimos Bitcoins de uma carteira previamente registrada no Blockchain é que nossa carteira passa efetivamente a existir na rede Bitcoin.

Como atravesso a fronteira com meus Bitcoins?

Sendo a carteira de Bitcoins um simples conjunto de dois códigos alfanuméricos longos, atravessar a fronteira com nossos Bitcoins passa a ser um exercício de como transportar ou transferir ou guardar digitalmente de forma segura esses códigos. Há diversas maneiras de fazermos isso.

Podemos compactar um arquivo com estes códigos, devidamente protegidos por senha, e nos enviar por email, utilizando um servidor de emails acessível em qualquer lugar do planeta, como Gmail ou Hotmail, por exemplo.

Outra maneira tradicional de manter nossos Bitcoins é fazer a impressão dos códigos em papel. É uma forma bastante comum para guardar Bitcoins de maneira a não correr o risco de perda no caso de problemas com equipamentos eletrônicos. Imprima os códigos de acesso à sua carteira, e guarde em um cofre, por exemplo. Esta não é, no entanto, uma maneira segura de atravessar uma fronteira, onde tal papel pode ser pego com certa facilidade.

A melhor e mais segura maneira de garantir que ninguém além de nós mesmos tenhamos acesso aos nossos Bitcoins, no entanto, é guardando os códigos na memória. Claro, é mais fácil falar do que fazer, quando estamos tratando de dois códigos de 32 caracteres completamente sem sentido aparente, gerados matematicamente. Por outro lado, a matemática é uma ferramenta maravilhosa, e na prática, conseguimos gerar um conjunto de chaves Bitcoin a partir de uma frase ou conjunto de palavras em determinada ordem. Podemos então pensar em algo único que faça sentido apenas para nós mesmos, mas que ao mesmo tempo não tenhamos como esquecer, e gerar nossa carteira Bitcoin a partir disso.

Um exemplo do que escrevi acima seria, por exemplo, usar parte de sua árvore genealógica como a semente geradora de sua carteira Bitcoin. Somente você sabe que essa é sua semente, somente você sabe em que pessoa da sua árvore genealógica começa sua sequencia de nomes, e em que ordem você percorre a árvore. E você não deve esquecer facilmente uma sequencia de nomes de avós, pais, tios e primos, nem as diferenças de idade entre eles para derivar alguma ordem dessa mistura de nomes. É apenas um exemplo para ilustrar que guardar a chave pessoal para sua carteira de Bitcoins não é algo tão difícil assim.

Concluindo

Este artigo foi uma pequena introdução à ideia de que precisamos pensar em nossa segurança financeira frente ao inesperado.

Vivemos em um período complexo.

A história já nos deu diversos exemplos de que não podemos tomar como certo nada do que temos hoje.

Podemos e devemos buscar alternativas que nos protejam até mesmo do que não sabemos que possa acontecer.

Acredito que possuir uma reserva de segurança do patrimônio em Bitcoins possa ser uma possível solução para tal proteção do indefinido.

Gostaria de ouvir sua opinião. Se gostou deste texto, se essa ideia ressoa com suas observações, ou se precisar de orientação profissional mais prática ou pessoal para implementar uma estratégia dessas, entre em contato.

Desabafo de um analista

Vou ser bem sucinto aqui. Independente da oferta de assinatura do produto no final do video, que provavelmente não estará mais disponível quando você acessar, acho que vale muito a pena conhecer o Ricardo e escutar o que ele tem para dizer.

A maioria pensa que bolsa de valores é glamour, é oba-oba, cassino onde todo mundo ganha sempre, basta ter a dica preciosa do influenciador do momento.

NÃO É ASSIM!

Neste momento em que até influenciadora fitness virou day trader de sucesso da noite para o dia, isso se torna ainda mais importante.

Assista o Ricardo clicando nesta frase. Me agradeça depois.

Desconectados

O Brandon escreveu há algum tempo um post interessante intitulado Disconnected. Traduzo abaixo para quem não tem familiaridade com o inglês.

Imagina isto:

Pouco tempo atrás, você acordou com seu despertador. Sem notificações, mensagens ou emails.

Foi ao banheiro, tomou um banho, e dirigiu ao trabalho.

Talvez ouviu as notícias no caminho, ou viu a previsão do tempo na TV antes de sair. Se você é uma pessoa matinal, pode ser que tenha acordado mais cedo e lido algumas notícias antes do café da manhã. De toda forma, a quantidade de informação e de opiniões a que você foi exposto foi limitada.

Ao chegar no trabalho, você trabalhou. Conversou com seus colegas e talvez tenha ligado para seu marido ou esposa no intervalo do almoço, mas por aproximadamente oito horas você esteve desconectado de sua vida pessoal. Você estava atuando no filme de outra pessoa. Não estava respondendo mensagens sobre dramas familiares ou amigos indignados com seus chefes. Não estava lendo comentários dizendo que seu diretor favorito de cinema é um lixo. Não estava olhando para uma lista de informações cuidadosamente elaborada por uma empresa cujo objetivo é lhe influenciar a comprar coisas. Você apenas trabalhou, comeu, conversou com colegas, e voltou para casa.

Na hora que chegou em casa, a maioria dos assuntos estressantes já tinha passado do estágio crítico. Os problemas do seu marido no trabalho aconteceram horas atrás e agora já são bem menos dramáticos. Sua própria má experiência com um cliente não está tão fresca e em vez de jogar sua frustração no seu companheiro, você conseguiu se recompor e explicar quão frustrante foi a situação sem aumentar sua frequência cardíaca.

Neste passado não tão distante, as notícias, dramas familiares, e injustiças em geral não apareciam em tempo real. Não havia cobertura 24/7 em seu telefone ou computador. A maioria das coisas eram discutidas horas depois, já de cabeça fria. Você podia contar sobre seu problema no trabalho para um amigo uma semana depois, mas você não escreveu para ele logo após ter acontecido. Você teve tempo para digerir e processar a experiência, não apenas reagir.

Sinto que tudo que fazemos atualmente é reagir. Somos bombardeados de informação/opiniões desde o momento em que acordamos e apenas reagimos. Não processamos. Expomos nossa primeira reação indignada nas redes sociais ou através de mensagens de texto, e não tenho certeza de que o cérebro humano funciona de maneira mais eficiente desta maneira. Reagimos com medo ou raiva, porque isto é o que nos mantinha a salvo na época primitiva, mas essas reações não servem mais para o mesmo fim em 2020.

Pequenos prazeres – pequenos rituais

Presente de aniversário chegou com uns meses de antecedência aqui este ano.

Já escrevi anteriormente sobre os pequenos rituais e como eles nos permitem levar a vida de forma um pouco mais leve e contemplativa.

Ontem minha esposa me presenteou com esta chaleira bico de ganso, presente de aniversário uns meses adiantado. Diz ela que estava angustiada de me ver tentando derramar a água em círculos no filtro de papel com a chaleira comum.

Não tenho palavras para descrever o quanto este presente simples tornou meus dias mais felizes. Fazer o café todas as manhãs é meu pequeno ritual para começar o dia. Me permite parar uns poucos minutos e meditar logo depois de acordar e ser grato por tudo de bom que acontece na vida.

Este período de pandemia nos trouxe uma série de desafios, o mundo de cabeça para baixo. Poder ter estes pequenos momentos faz toda a diferença quando conseguimos ver o quanto somos privilegiados em poder passar por isso da maneira que estamos passando, com relativa segurança.

A felicidade está nas coisas simples. Uma chaleira pode não fazer nenhuma diferença na sua vida, mas na minha, lembra o quanto sou querido aqui em casa, todos os dias, enquanto preparo meu café todas as manhãs.

Tenha um bom dia.

Idéias para a vida

Do livro de citações do Patrick Rhone

  • Use o que você possui;
  • Seja quem você é;
  • Preste atenção a tudo ao seu redor;
  • Busque ser uma pessoa de poucas necessidades;
  • Pontos de interrogação em vez de pontos finais;
  • Seja curioso;
  • Bom o suficiente é bom o suficiente;
  • Não confunda o que é urgente com o que é importante;
  • Passe ao menos um dia por ano em completa solidão;
  • Faça o máximo possível com o mínimo necessário;
  • Faça menos promessas, mas cumpra todas que fizer.

Um pouco mais sobre o Clube de Ações.

Há algum tempo escrevi que migrei meu investimento em ações da pessoa física para um Clube de Ações que eu próprio administro, com a participação de alguns amigos e familiares que navegam comigo neste navio. No texto cito as vantagens e desvantagens desta mudança.

Uma das coisas que os iniciantes no investimento em ações pensam, é que a forma de ganhar dinheiro com as ações consiste em comprar as ações por um valor baixo, e vender por um valor alto. Seria interessante, não fosse o fato de não termos uma bola de cristal para saber quando elas poderiam estar no topo e prestes a despencar, ou quando atingiram o fundo e dali só poderiam subir.

No Clube, uma das exigências é que ao menos 67% do patrimônio esteja sempre comprado em ações. Isso faz com que a estratégia de vender boa parte das ações quando inicia uma queda, para depois voltar a comprar quando chegou no fundo do poço seja limitada por este percentual mínimo que sempre deve estar comprado. Isso acaba sendo um seguro contra aquela vontade imensa de sair vendendo tudo na crise, quando deveríamos, ao contrário, começar a estudar novas entradas.

Mesmo assim, pode haver a tendência de algum cotista tentar fazer isso, solicitando resgate do Clube nas altas, pensando em voltar quando os preços caírem. Minha opinião é que isso é uma armadilha, primeiro porque não sabemos se realmente irá cair antes de ter subido muito mais, situação em que podemos ter vendido alto, mas só conseguiremos comprar novamente por mais alto ainda. Depois, porque apesar do clube não ter impacto do IR nas operações de compra e venda das ações independente do valor negociado no mês, há o impacto do IR nos resgates do clube feitos pelos cotistas.

Desta forma, ao resgatar nosso dinheiro com lucro do clube, temos a retenção na fonte de 15% de IR. Para voltarmos a comprar cotas do clube com vantagem, as cotas teriam que cair bastante, mais do que um circuit breaker de queda para começar a valer a pena tal estratégia.

A solução? A mesma que usam os maiores investidores de sucesso em longo prazo: investir nas melhores empresas, se tornar sócio delas e respeitar o tempo de maturação dos negócios, que são bem mais longos e previsíveis do que o sobe e desce diário do preço das ações.

É assim que faço no Clube de Ações Kairos. Se quiser trocar idéias sobre o assunto, estou sempre aqui para aprender com quem está participando ou deseja participar deste jogo de longo prazo.

Ações, não palavras, revelam nossos verdadeiros valores

Derek Sivers, mais uma vez, acertando em cheio, em um artigo de 2016. Traduzo abaixo, mas se preferir você pode ler o original, e já se esbaldar com muitos outros artigos sensacionais: Actions, not words, reveal our real values.

Me identifiquei muito com o texto, como acontece com quase tudo que o Derek escreve, pois temos uma história muito semelhante, com sucesso relativamente cedo que permitiu a possibilidade de escolha do que fazer no futuro sem depender de um emprego tradicional para o sustento. E da preferência por estudar, escrever, e ser bastante participante no dia a dia do crescimento dos filhos.

Já fui um empreendedor serial. Hoje, prefiro ser pai, estudante, escritor, pintor, leitor… e vendedor de consórcio, que foi a ferramenta/investimento que realmente me permitiu chegar neste ponto.


Contei ao meu antigo coach que eu realmente gostaria de abrir minha nova empresa.

Ele disse, “Não, você não gostaria.”

Eu disse, “Sim, gostaria! Isto é realmente importante para mim!”

Ele disse, “Não, não é. Falar não torna isso verdade.”

Eu disse, “Você não pode ignorar o que estou dizendo. Me conheço bem. Estou te dizendo o que é importante para mim.”

Ele disse, “Sim, eu posso ignorar o que você está dizendo e simplesmente olhar para suas ações. Nossas ações sempre revelam nossos verdadeiros valores.”

Pensei sobre isso, mas me soou errado. O que dizer de pessoas que querem aprender outras línguas, ou criar negócios, mas que ainda não começaram? E sobre pessoas que desejam parar de fumar ou largar seus empregos, mas ainda não conseguiram?

Ele disse, “Se eles realmente quisessem fazer, já teriam feito. Você vem falando sobre esta idéia de uma nova empresa desde 2008, mas nunca começou. Olhando para suas ações, e te conhecendo, eu diria que você realmente não deseja começar um novo negócio. Você, na verdade, prefere a vida simples que tem agora, focada em aprender, escrever, e brincar com seu filho. Não importa o que diga, suas ações revelam a verdade.”

Wow. Claro. Ele estava certo.

Eu vinha me enganando há anos, dizendo para mim mesmo que eu queria fazer isso, mas minhas ações provaram o contrário. Sim, eu queria um pouco, mas queria outra coisa muito mais.

Agora tenho compartilhado este pensamento com amigos que falam que querem alguma coisa, mas não fazem acontecer. Todas as vezes, eles tem a mesma reação que eu tive.

Não importa o que você conta ao mundo, ou conta para si mesmo, suas ações revelam seus verdadeiros valores. Suas ações mostram o que você realmente deseja.

Há duas reações inteligentes a esta constatação:

  • Pare de mentir para si mesmo, e admita suas reais prioridades.
  • Comece a fazer o que você diz que deseja fazer, e veja se é realmente verdadeiro.