Tenha atitude

Tenha atitude. O mundo é de quem faz.

Há algum tempo, lembro de cansar de ouvir resmungos e reclamações de amigos que falavam de problemas que não conseguiam resolver. Na maioria das vezes eu parava, escutava e pensava em soluções possíveis que pudessem ajudar ou até resolver totalmente a questão. Normalmente a solução envolvia trabalho, afinal nada acontece se ficarmos parados. Neste momento, em vez de partir para a implementação, vinham desculpas: é difícil, é caro, dá trabalho, não sei fazer, me ajuda, faz para mim…

Atualmente não passo mais por isto. Estou envolvido com projetos novos e não sobra tempo para ficar escutando os chorões. Não iniciei um processo de afastamento do chororô, aconteceu de forma natural à medida em que me tornava menos complacente e mais enfático: “a solução está aí, a parte trancada, como resolver o problema, já fiz. Tira essa bunda da cadeira e faz tua parte”. As pessoas que esperavam que eu fizesse tudo para elas foram aos poucos se afastando e com isso foi sobrando não apenas tempo, mas espaço para a aproximação de novas pessoas, mais sintonizadas com minha frequência atual, pessoas de menos drama e mais atitude.

Pode ter ajudado o fato de agora eu cobrar consultoria. Quem paga, geralmente tem atitude de implementar as soluções.

A vida é dura para quem é mole.

Quem espera as coisas cairem do céu acaba vivendo uma vida vazia e sem sentido. Veem uns progredindo e não entendem porque para elas não acontece o mesmo. Vendo de fora, imaginam que tudo de bom acontece para os outros, nada para si. Passam o domingo na frente da TV reclamando que a programação é uma porcaria e não lembram que poderiam estar lendo um livro.

A rotina de acordar, trabalhar, voltar para casa, ver TV e dormir se torna um ritual, um hábito que parece ser o natural, todo mundo faz. Enquanto estiverem fazendo o mesmo continuarão tendo os mesmos resultados. Iluminamos uma sala ao acender a luz, não adianta ficar no escuro gritando e agitando os braços. Se você se identifica com esta situação, pare agora mesmo e se pergunte: o que estou fazendo para mudar minha vida?

Tenha atitude.

Você não enriquecerá economizando no cafezinho.

Você já leu em algum livro ou artigo. Economizar em pequenos gastos diários, como tomar o café da manhã em casa e não na rua, se torna uma fortuna se aplicado a juros compostos ao longo de trinta ou mais anos.

Quero deixar uma coisa clara:

Você não enriquecerá economizando no cafezinho!

Você só conseguirá viver infeliz.

Tomar café em casa significaria deixar de tomar o café com aquela colega de trabalho de quem você gosta.

Você quer enriquecer. Seguido vê tabelas de juros compostos mostrando a fortuna que você joga fora todos os dias no café da manhã. Até que um dia você cede e corta da sua vida “aquela atitude horrível que o estava impedindo de enriquecer”.

Sabe o que acontece a seguir? Você não guarda o valor economizado com isso, são valores tão pequenos que acabam escorrendo em outros pequenos gastos. Mesmo que você seja disciplinado e realmente coloque em um cofrinho o valor do cafezinho, certamente você não fará isso pelos próximos 30 anos!

Divirta-se com o processo, não espere pelo resultado

Aproveite sua caminhada para a riqueza. De que adianta viver se tivermos que abrir mão de todos nossos pequenos prazeres? Para que enriquecer se não podemos nem tomar um cafezinho com os amigos todas as manhãs?

O caminho para a riqueza exige esforço sério, disciplina e dedicação constantes. É um caminho que pode ser trilhado por qualquer um, mas não é um caminho que possa ser percorrido para quem não deseja fazer o necessário.

Ao escolher buscar a riqueza você escolhe abrir mão de muitas coisas hoje para poder usufruir de bem mais daqui alguns anos. Significa viver a verdade, mostrar quem você é, não quem você gostaria de aparentar ser.

Abra mão hoje do que fará diferença significativa no seu futuro e permita-se alguns pequenos prazeres que tornem esta caminhada menos árdua. Ande com carro popular, mas tome seu cafezinho. Foque em qualidade de vida, não em aparência.

Do que você abriria mão hoje para ter muito mais amanhã?

O que é essencial em sua vida que não há como dispensar?

Estou ajudando?

Há 63 dias escrevo aqui diariamente. Publico estes textos no Instagram e no meu blog pessoal. Tem sido interessante para mim. Além do exercício de pensar em um assunto novo todos os dias, escrever me ajuda a colocar as ideias em ordem.

As vezes é um texto reflexivo, outras uma ideia que tive. O limite de 2200 caracteres do Instagram me ajuda a editar e cortar as palavras desnecessárias.

Agora a pergunta que te faço é se para você isto está ajudando de alguma forma. Pode ser apenas por lhe distrair, pode ser por lhe fazer pensar em determinado assunto que não faça parte do seu dia a dia.

Ou escrever aqui é só mais uma distração na sua vida, que passa batido e você pula sem ler (e então nem vai me responder esta mensagem). Você só dá like na imagem para cumprir sua vontade de ajudar?

Agradeço as opiniões. Faço o convite para os que não escrevem a tentar.

E seguimos o bailinho.

pé ante pé

Pé ante pé.

Pé ante pé ela vai até o banheiro fazer o xixi da manhã. Ouço os sons da cama e dos passos, mas não a vejo, passa rapidamente em um piscar de olhos.

Deitado entre dormindo e acordado escuto a porta do banheiro fechando, o rosto sendo lavado. A luz sendo apagada e a porta sendo aberta de modo a não ter claridade.

Pé ante pé ela fecha a porta do meu quarto. Meus olhos estão abertos, mas ela não sabe disso no escuro. Ouço a porta da sala abrir. Levanto devagar.

Minha vez agora, xixi, rosto lavado, roupa trocada.

Chego na sala e lá está ela, sentada no sofá, comendo bolachinhas V, assistindo o desenho dos dragões. Minha menina está crescendo, o tempo está passando.

Páscoa

Esses são os personagens das minhas páscoas.

Minhas lembranças das páscoas da infância são legais.

Não apenas por procurar ovinhos e cestinhas escondidas pela casa ou pelo jardim, nas vezes em que passávamos o feriado na praia, mas por lembranças bem específicas e únicas.

A mãe fazia (e ainda faz) ovinhos recheados de amendoim doce. Não ovinhos de chocolate, nem de plástico, mas ovos de galinha, decorados por ela mesma com carinhas, coelhinhos e personagens.

Sabe aquela história de que para fazer omelete é preciso quebrar os ovos? Nem sempre. As vezes basta um furinho em baixo.

Coelhos, índios, chineses e palhaços habitam minhas lembranças de infância.
Índia
Muitos coelhos

Das coisas que faço todos os meses

Das coisas que faço todos os meses.

Ou um pouco de como me organizo.

Sempre no último dia do mês, ou primeiro do mês seguinte, faço o balanço do patrimônio. Tenho uma planilha onde jogo todos os números, saldos de contas corrente, investimentos em fundos, ações, ouro, moedas fortes, criptoativos, etc. Nesta planilha as coisas estão agrupadas em tipos de investimento, então no final tenho um gráfico de pizza com os percentuais de cada fatia. No final do processo, imprimo tudo em uma página e colo na minha agenda de papel. Se um dia os computadores deixarem de existir, o papel permanece. Ou como escreveu certo presidente: “verba volant scripta manent”.

Tenho meus compromissos com data e hora agendados no celular, com alarme sempre para uma hora ou trinta minutos antes. Esses tremem no meu pulso com o Apple Watch, uma das melhores aquisições que já fiz de trecos tecnológicos. Esse relógio me permite evitar precisar pegar o celular em incontáveis situações. Para quem trabalha com as telas como eu, toda vez que dá para responder algo ou ter alguma notificação apenas com o levantar do pulso é uma dádiva.

Ainda assim, todos os compromissos estão também na agenda de papel. E se no momento meu espaço de trabalho está meio restrito, na situação ideal esta agenda está sempre aberta na página da semana em andamento, junto com um calendário mais amplo, de vários meses, na parede próxima de onde trabalho. O que vemos sempre, não esquecemos.

Este ano minha agenda é um simples caderno sem pauta. Desenho eu mesmo os espaços semanais, as vezes ocupando uma página para a semana, as vezes duas. Gosto de agendas com uma página por dia, tem espaço para rabiscar, desenhar e escrever com letras grandes os compromissos importantes, mas nesse período que estamos vivendo os dias tem sido muito iguais, o caderno que comecei no ano passado ainda entrou e durará até o final de 2021. Será minha agenda bi-anual.

E você, tem alguma coisa que cuida todos os meses, que não faça parte da sua rotina mais frequente?

Equilíbrio entre o controle e a obsessão

Diz o dicionário, sobre obsessão: preocupação exagerada com alguma coisa.

É o contrário de indiferença. Sinônimo de preocupação.

Esses dias caíram todos os comandantes das forças armadas. Sabe o quanto me preocupei com isso? Nada. Se isso tivesse acontecido uns anos atrás, teria entrado imediatamente no homebroker para ver as implicações disso na bolsa.

Não sei se chegava a ser uma obsessão, mas lia tudo sobre o mercado, inclusive sobre empresas em que não investia. Acompanhava todos os relatórios de três casas de análise e realmente os lia de ponta a ponta. Era quase como se tivesse dois empregos, um exclusivamente como leitor de relatórios de investimento.

Claro que aprendi muito nessa época, mas chega uma hora em que começa a ficar tudo um pouco mais do mesmo.

Hoje me informo de maneira mais leve. Controlo meus investimentos diligentemente, mas sem preocupações com as variações de curto prazo ou baseadas em eventos. Como gestor de um clube de ações tenho responsabilidade com o meu dinheiro e com o de todos os outros cotistas. Cuido de perto os fundamentos das empresas em que investimos, mas seu neuroses. Os negócios se movem em velocidade bem diferente dos ruídos e medos dos investidores em geral.

O que você faz todos os dias é quem você é.

O que você faz todos os dias é quem você é.

E isso muda com o tempo. Muda o tempo todo.

Lembro de uma época em que tínhamos um apartamento bem maior. Cada um com seu próprio escritório neste apartamento. Acordava cedo, saía para uma caminhada de 2Km, voltava, tomava meu banho e estava pronto para o trabalho.

Escrevia, respondia os clientes, almoçava diariamente com minha esposa. As vezes passeávamos juntos durante a tarde, as vezes voltávamos para o trabalho.

Viajávamos para o exterior todos anos. As vezes duas vezes por ano. Por longos períodos.

Eu era um empreendedor de sucesso. Financeiramente independente, bem casado, descansado e feliz.

Hoje passo os dias em casa. Continuo acordando cedo. Não faço a caminhada logo quando acordo, escrevo estes textos. Sou um escritor. Tenho livros publicados. Tomo meu café. Em seguida a filha acorda, preparo o café dela. Vemos uns desenhos juntos. Ela vai brincar no iPad e volto a trabalhar.

O filho acorda. Brinco com ele enquanto a mamãe prepara o café da manhã dele. Tomo meu banho enquanto ele come. Saímos nós dois em seguida para passear. Meus 2Km continuam, ganharam um companheiro para toda a vida. E um saquinho de batatas para carregar de vez em quando, hoje são 12Kg de pura fofura.

Voltamos para o almoço, mais brincadeiras. Entre um brinquedo e um colo, entre uma fralda e um copo d’água, vejo o trabalho no celular, no iPad, no computador. O que for mais rápido e prático. Respondo um email. Um WhatsApp. Um direct no Instagram. Fechei uma venda. Aviso em casa, comemoramos. Acompanho a aula online da filha. Anoto o tema do dia seguinte, caso ela esqueça. O bebê vai fazer a soneca com a mamãe, quando acordar recomeça tudo novamente. Talvez não tenha muito trabalho essa tarde, lavo a louça enquanto a filha faz o lanche.

Sou um empreendedor de sucesso, bem casado, geralmente cansado e feliz, muito feliz. Sou pai de duas crianças lindas que tornam todo o cansaço do dia suportável. Que fazem meus dias mais alegres a cada pequena conquista. A cada palavra nova aprendida. Cansa, mas como é bom.

Bons momentos

Todos os dias, por mais complicadas que as coisas estejam, podemos plantar uma sementinha de um no momento.

Pode ser um passeio até a esquina, respirar um ar fresco. Pode ser tomar um sorvete com a filha. Pode ser correr na entrada do prédio com o filho.

Os bons momentos podem ser profissionais. Uma venda. Uma consultoria.

Pode ser pessoal. Uma frase que traga boa lembrança. Uma fotografia antiga que surge destacada nas lembranças do Google Fotos ou do Facebook.

Pode ser simplesmente estarmos aqui. Acordados. Vivos. Bem. Lendo isso. Escrevendo um comentário logo abaixo.

Já tiveste hoje um bom momento? Comenta aqui, vou gostar de saber que você está bem.

Revolução da internet

Chega a ser engraçado ver as pessoas falando hoje em dia da internet como algo comum, que faz parte do dia a dia de todos. Se torna ainda mais interessante quando falam de como a internet está revolucionando o comércio, permitindo as compras online, facilitando a vida no meio desta confusão todas pela qual estamos passando, permitindo a comunicação e proximidade com a família, mesmo que através de uma tela.

O que hoje é comum para você, o mundo em que você nasceu, dependendo da sua idade, não existia 25 anos atrás. Eu estava lá, não apenas quando tudo estava começando, mas mais, estava lá com pás e picaretas ajudando a cavar as fundações, a colocar as bases iniciais e os tijolos que começariam a levantar essa tal de internet.

Não é que eu me lembre de como era o mundo antes da internet. Isso muitas pessoas da minha idade ou mais ainda lembram. O que eu lembro, mesmo, é como essas pessoas viam o mundo antes da internet, e desdenhavam de quem, como eu, estava construindo “essa coisa que não serve para nada”, a não ser perder tempo, ficar de bate papo com desconhecidos, baixar fotinhos borradas ou com poucas cores, fazer esses barulhos estranhos e ocupar o único telefone da casa por horas e horas sem fim.

Um pouco disso tudo se transporta para a questão do trabalho remoto. Há mais de 12 anos trabalho exclusivamente em casa. E as pessoas ao redor, mesmo as mais próximas, não entendiam como fazia isso. Agora entendem. A necessidade se impôs. As dificuldades pelas quais estão passando, já as vivi, já as resolvi. Há vários livros que tratam do tema, com sugestões como acordar e se vestir como se fosse sair para trabalhar fora, até a de fazer uma ida virtual ao trabalho, dando uma volta na quadra antes de começar a trabalhar em casa, por exemplo. Ter um espaço separado, privado, dentro de casa também ajuda. Um quartinho, ou um canto exclusivo pelo menos.

Tirando a parte problemática do momento, estamos vivendo no mundo que sempre sonhei, no mundo que ajudei a construir. É legal ver as coisas em que sempre acreditamos se tornar parte do dia a dia de todas as outras pessoas.