Dúvidas sobre o investimento em consórcios

Há algum tempo, o Rafael Jantsch fez uma entrevista comigo, onde explicava o investimento em consórcios e contava um pouco da minha trajetória pessoal neste investimento. Você pode assistir a entrevista aqui.

Esta semana o Rafael me enviou uma série de perguntas que um dos amigos que assistiu a entrevista enviou a ele. Respondi ao email, mas achei que as perguntas eram relevantes para mais pessoas, então publico aqui as mesmas, junto das respostas que dei.

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Vi vários vídeos seus e um me chamou atenção em especial. O vídeo em questão foi o COMO USAR CONSÓRCIO PARA CONSTRUÇÃO DE PATRIMÔNIO. Tive algumas dúvidas e gostaria de saber se poderia respondê-las. Ei-las:

1 – Se um consórcio demora a ser contemplado ou não é de fato, como posso lucrar com isso?

O consórcio é um investimento assimétrico, no sentido de que, se for contemplado rápido, gera lucros sensacionais, e se demorar muito para contemplar, gera lucros menores, mas ainda assim, gera lucros.

O segredo então está em investir com um horizonte mais longo, de formação de patrimônio, e não com vistas de curto prazo, como a poupança para uma viagem, por exemplo. Está ainda em ver o investimento como o conjunto das cartas de consórcio investidas ao longo do tempo, e não no de uma carta de crédito apenas. Uma carta que gere o lucro sensacional que o consórcio proporciona, compensa diversas cartas em que o lucro apenas empate com o lucro de investimentos tradicionais.

E as características dos grupos que indico para adquirir torna a matemática ainda melhor, pois usa das estatísticas de contemplação para escolher os grupos em que as probabilidades de contemplação mais cedo são otimizadas, ou seja, em que as características de formação do grupo permitam que sejam realizadas mais entregas no início do que no fim.

No vídeo o entrevistado sugere a possibilidade de manter a carta contemplada e alugar o imóvel.

Mas se eu quiser realmente me desfazer do investimento com algum ágio, digamos que não seja um imóvel, mas um carro ou moto, como ficaria a situação?

O investimento em consórcio funciona de maneira otimizada com o consórcio de imóveis. No consórcio de veículos, seja carro ou moto, até dá para lucrar da forma como explico para o de imóveis, mas o lucro depende exclusivamente da sorte, não contando com as probabilidades de contemplação mais cedo que existem nos grupos de imóveis.

Em todos eles, entretanto, não há a necessidade de comprar o bem, ou seja, comprar um imóvel e alugar, para pagar as prestações restantes, é apenas uma das possibilidades de lucro. A venda da carta contemplada com lucro pode ser feita diretamente, sem a necessidade de um imóvel entrar no negócio entre comprador da carta e vendedor com ágio.

2 – Seguindo a ideia de que eu não consiga ser contemplado, sigamos o raciocínio.

Vi em um outro vídeo (chamado: Quer investir e lucrar? Consórcio é uma ótima ideia”) que existe a possibilidade de não resgatar o prêmio, nesse caso o investimento fica como que aplicado e a rentabilidade seria semelhante ao de um CDB.

Entretanto sabe-se que o preço desembolsado pela carta é de 30 a 40% a mais que o preço que o produto de fato vale. Nesse caso assumindo uma valorização de 10% ao ano (média de um CDB), eu teria que esperar de 3 a 4 anos com a carta em posse para poder vendê-la com ágio ou pelo menos entrar no empate?

Neste caso, voltamos à resposta da primeira questão. Nem todo consórcio obterá o lucro máximo. Em alguns planos, tu terás apenas o retorno do investimento. O consórcio é vantajoso em relação a outras opções para quem tem a mentalidade de longo prazo e para quem entende que, no conjunto das cartas, algumas obterão ganhos razoáveis, mas não excepcionais. A questão é que as cartas que geram os ganhos excepcionais tornam a média dos resultados tão maiores, que no geral, os resultados são muito expressivos quando comparados a investimentos tradicionais.

Outra questão relevante é que após a contemplação, o valor que fica aplicado rendendo é o valor total do crédito contemplado, e não apenas o valor investido até então no pagamento das prestações, ou seja, a rentabilidade, sobre o que foi efetivamente investido, é bastante maior do que qualquer CDB ou títulos do tesouro.

3 – Digamos que ainda assim eu esteja interessado em investir nessa modalidade. Como eu vendo a carta?

Gostaria de ter nesse investimento uma renda passiva. Passiva mesmo. Não fazer absolutamente nada.

Seria possível encontrar comprador para as minhas cartas terceirizando a venda? Existem profissionais para isso? Quem faria isso? A concessionária? Um vendedor autônomo? O que sugere?

Eu tenho, devido aos meus textos explicando os benefícios do uso dos consórcios para aquisição de imóveis ou construção, uma longa lista de interessados na compra de cartas já contempladas. Uma longa lista que é muitas vezes maior do que a quantidade de cartas contempladas que tenho minhas, ou mesmo de meus clientes. Visto que a demanda é muito maior do que a oferta, a venda de uma carta contemplada costuma ser relativamente rápida, coisa de poucas semanas.

Do ponto de vista do investidor/vendedor, a questão toda se resume a assinar o documento de transferência e reconhecer firma no mesmo, enviando então por Sedex para que o comprador faça o mesmo e a transferência seja registrada.

Ps: Se não me engano, seu entrevistado chegou a falar que tem no consórcio uma renda passiva. Foi só maneirismo ou literal?

Não me lembro se falei isso, ou se ele entendeu dessa forma. O consórcio é uma maneira de formar patrimônio mais efetiva do que investimentos tradicionais. Isso se dá por conta de vários fatores.

Um deles, é o fato de que os boletos mensais das prestações do consórcio são uma forma efetiva de fazer com que a pessoa, todos os meses, pague uma parcela de seus rendimentos a si mesmo. É a regra básica de todos os livros de finanças pessoais e investimentos: pague primeiro a si mesmo.

Outro motivo são os ganhos excepcionais que o consórcio proporciona ao longo do tempo. Ganhos estes que podem se tornar uma bola de neve ao usarmos tais ganhos como lastro para a aquisição de novas cotas de consórcio que serão pagas com estes lucros, além das que mantemos com nosso fluxo mensal destinado ao investimento.

Chega um momento em que os valores investidos e os retornos por eles proporcionados se tornam efetivamente relevantes, podendo então ser direcionados em parte a investimentos mais tradicionais de geração de renda, como ações de dividendos, aluguel de imóveis, fundos imobiliários, ou mesmo mantendo o fluxo nos consórcios e reinvestindo apenas parte dos lucros e retirando parte como renda passiva.

Como em todo investimento, há um período de formação de reserva, e um período de colheita. O consórcio é uma ferramenta de investimento que permite que o período de colheita chegue mais cedo, pois a formação de reserva é acelerada com os ganhos excepcionais que as contemplações mais cedo proporcionam na média dos resultados.

Se o investimento em consórcios te interessou, fico a disposição para ajudar em todas as etapas do mesmo.

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Primeira turma do curso de arbitragem internacional de Bitcoins em NY


Partimos para NY na primeira semana de dezembro. Meus dois alunos (cuidado para não confundir um com o outro) ansiosos não apenas com as novidades que trataríamos nas conversas do curso, mas também com os papos sobre a bolsa de valores que certamente comentaríamos em nossa estada na Big Apple e com a cidade em si, ainda novidade para ambos.


The great twins and me! Sim, estava frio, bem frio mesmo.

As surpresas começaram logo no aeroporto, veja só quem estava embarcando junto conosco rumo a NY:


Felipe Miranda, o CEO da Empiricus que lemos diariamente, no mesmo voo para NY.
O queridão Rodolfo Amstalden, a mente por trás do Programa de Riqueza Permanente, embarcando junto para Big Apple, onde ele e o Felipe iriam participar de um curso de valoração de empresas de tecnologia na Universidade de Columbia..

O papo de aeroporto com os guris da Empiricus foi bastante legal. Claro que fomos meio tietes, dados os excelentes resultados que temos tido graças às lições diárias de investimento que os relatórios deles nos trouxeram nos últimos três anos. Por outro lado, também fiz meu comercial, e em breve podemos ter excelentes novidades em relação ao investimento em consórcios, meu carro-chefe de sempre no front financeiro. Aguardem…

A viagem foi sensacional. Do início, com o encontro inesperado com o pessoal da Empiricus, até o fim, com o café especial da Starbucks no aeroporto de Guarulhos. 

Em vez de falar dos detalhes da viagem, deixo em seguida algumas fotos para ilustrar a experiência. Lembrem que não era turismo, era trabalho, então não teremos aqui aquelas fotos tradicionais dos pontos turísticos.

Assim começa uma boa viagem.
Quando em Roma, faça como os romanos. Um bom dia começa com um bom café da manhã. 
Tomando café da manhã e observando a abertura da Bovespa no Brasil.
Luzes de Natal!
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.
— Oscar Wilde
Parada obrigatória, Eataly. Já renovei meu estoque de café.
Pai babão.
Grãos novos. Menção especial ao Pike Place, em homenagem ao local da primeira loja da Starbucks nos Estados Unidos. Este blend foi criado logo após a volta do Howard Schultz ao comando da empresa. Ele conta esta história no livro Onward.

E assim termina mais uma aventura no mundo dos investimentos. Se você deseja fazer parte da próxima turma, entre em contato. 

MISBEHAVING, o evento mal comportado de 9 anos da Empiricus. Eu estava lá!

 

Café da manhã no topo do JK Iguatemi, onde aconteceu o evento.

Semana passada aconteceu o evento MISBEHAVING, em comemoração aos 9 anos da Empiricus. Foi uma bela oportunidade de assistir uma aula exclusiva com o Prêmio Nobel de Economia, Richard Thaler. Além disso, foi possível conversar pessoalmente com vários analistas da empresa, trocando insights bastante úteis.

A primeira a subir ao palco foi a Luciana Seabra, com foco no futuro, e com isso, na necessária previdência. Falou sobre a criação do FoF da SuperPrevidência (se você ainda não conhece, corre para assinar o relatório dela na Empiricus, “os melhores fundos de investimento”) e algumas vantagens que ele possui em relação aos fundos individuais da SuperPrevidência original. Indicou ainda alguns cuidados que devemos ter em relação à nossa previdência, baseada nas idéias de David Swensen, o cara responsável pela gestão do dinheiro da Yale:

  • carteira diversificada;
  • foco em ações;
  • preocupação com impostos.

Além disso, citou algumas vantagens que um plano de previdência possui em comparação a investimentos diretos, como:

  • não passar por inventário;
  • não ter que pagar o ITCMD em muitos estados;
  • postergar o pagamento do IR, para quem se beneficia disso no PGBL.

Fotinho padrão com a Luciana, responsável pelo relatório de fundos de investimento da Empiricus, e responsável direta pela criação da SuperPrevidência, a melhor forma de se preparar para a aposentadoria.

Em seguida veio o monstro do marketing da Empiricus, o Beto Altenhofen, contar o segredo do sucesso da empresa, ensinando a única forma de vender o que as pessoas NÃO estão procurando. A fórmula é simples:

  • chamar a atenção com a emoção, geralmente a ganância ou o medo;
  • usar a persuasão através de argumentos racionais depois de ter a atenção do leitor.

Passamos então ao Rodolfo Amstalden, tímido no início, mais solto no final, dando uma aula de porque não pregam para convertidos, ou seja, porque falam para as pessoas comuns, e não para os “especialistas em investimentos.” Explicou ainda como os comportamentalistas brincam, provocam, até assustam de vez em quando, mas principalmente, não se levam tão a sério.

Veio então o trio de analistas, Sergio Oba explicando o negçio da LINX de forma magistral, Max Bohm falando da hora certa de se ter microcaps e smallcaps na carteira (sempre) e contando tudo o que aprendeu em sua visita à Ouro Fino Saúde Animal, e foi seguido por João Piccioni falando sobre as FAANGS, Marijuana e Bitcoin.

Pausa rápida para o almoço e bate papo com os outros participantes, acompanhados por um bom café.

Caio Mesquita conta a história da Empiricus e mostra um pouco do que é o Grupo Acta e de todas as empresas de conteúdo que fazem parte do grupo.

E aí sobe ao palco o José Luis Cordeiro, um pesquisador controverso, que começa a falar de futuro, da normal incapacidade de pensarmos facilmente de maneira exponencial, e da expansão dos limites humanos através da ciência nas próximas décadas, começando com as tecnologias que hoje vestimos (smartphones, fones de ouvido, smart watches), e em seguida implantaremos em nossos corpos.

Fala então da busca da imortalidade e do rejuvenescimento biológico, fazendo com que algumas cabeças explodissem na platéia e nos lembrando que esta é uma época maravilhosa a que estamos vivendo, e que seria péssimo morrer nos próximos 30 anos, visto que com a evolução exponencial da ciência, esse é o prazo em que devemos obter a cura daquela doença que até então tem matado a todos indistintamente, a velhice. Sério, não queria ser o palestrante seguinte a ele…

Seguimos bem, entretanto. Felipe Miranda entra com sua camiseta dos Rolling Stones, brincando que num evento intitulado MISBEHAVING, o sócio Caio Mesquita aparece de terno e gravata. Então conta a história da Empiricus de forma menos comportada, incluindo aí a quase falência e as mesas e cadeiras que tiveram que vender no Mercado Livre para pagar as contas no pior período da empresa, além de comentar sobre o antigo sócio-fundador, há muito já desligado da empresa, Marcus Elias.

Depois deste breve histórico ele chama ao palco o engravatado ganhador do Prêmio Nobel de Economia do ano passado, Richard Thaler, que já entra se desculpando: “se tivesse sido avisado a tempo sobre o tema do evento, também teria vindo com minha camiseta dos Rolling Stones.” Em formato de bate papo, explicou os conceitos essenciais da economia comportamental descritos em muito mais detalhes em seus livros “Nudge” (empurrõezinhos) e “Misbehaving”.

Concluímos então com Pedro Malan, fechando com chave de ouro ao falar o que será necessário para o futuro do país em termos macroeconômicos, microeconômicos, e na necessidade da educação para aumentarmos a produtividade de maneira a diminuir o impacto que a temos à frente com a queda demográfica que estamos vivendo.

Resumo do dia.

Como economizar mais de 5% em todas suas viagens e compras internacionais

Em continuação ao video, deixo algumas informações extras para quem deseja implementar esta dica na prática.

Para abrir uma conta nos Estados Unidos, temos que estar fisicamente presentes. A abertura de conta leva pouco mais de 20 minutos, bastando para isso ter em mãos o passaporte, visto americano válido e comprovante de residência do Brasil mesmo, podendo ser uma conta de luz ou até mesmo a da TV a cabo.

Um dos melhores bancos para quem deseja deixar a conta aberta é a do TD Bank. Além de ter um bom aplicativo para o celular e acesso ao internet banking através do navegador de internet, eles exigem somente US$ 100 de saldo médio na conta para manter a isenção das taxas de manutenção da conta.

Tenho uma excelente experiência também com o Wells Fargo, um dos maiores bancos americanos, que também conta com excelente aplicativo para o celular e operações completas através da internet. O saldo médio diário para manutenção da conta sem custos é de US$ 1500.

Para quem deseja abrir uma conta no exterior, estando no Brasil, uma descoberta recente que já testei é o LeoPay. É uma startup financeira inglesa, de atuação internacional, que possui uma característica bem interessante, que é a de poder manter contas separadas em dólar e euro. Além disso, permite solicitar cartões de débito diferentes para as duas moedas, facilitando muito as viagens não apenas para os Estados Unidos, mas também para a Europa. Podemos ainda fazer a conversão entre as moedas e contas diretamente pelo aplicativo de celular. A abertura da conta é totalmente digital, feita diretamente no aplicativo para o celular, inclusive com a digitalização dos documentos e uma entrevista realizada com a câmera frontal do smartphone.

O cartão de débito do TD Bank já é entregue com seu nome gravado, na hora da abertura da conta. O do Wells Fargo vem pelo correio, mas lhe entregam um cartão provisório para já utilizar e se beneficiar do IOF menor mesmo na sua primeira viagem com uso desta sugestão.

Consórcio é um bom investimento?

Como especialista em consórcios imobiliários, esta semana tive uma surpresa. Vários amigos, parceiros e clientes me pediram para comentar sobre um vídeo da Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe no YouTube, em que ela fala para fugir dos consórcios e financiamentos.

Se você não assistiu ao video, ela simplesmente tem pavor de consórcio (por já ter feito um que deu errado no passado, certamente mal orientada) e de financiamento. Segue abaixo o video dela, com meus comentários em seguida:

Adoro a Nath, mas neste vídeo ela errou feio. Até o Gustavo Cerbasi, que no início não gostava muito dos consórcios, em seus últimos livros fala com propriedade sobre os usos em que eles podem ajudar a formar patrimônio.

Os comentários feitos no próprio YouTube já indicam varios dos erros, como a comparação de 320.000 de financiamento com 400.000 do consórcio, o fato de não mencionar a correção do crédito ao longo do tempo, junto com a correção das prestações, para manter o poder de compra. Ela não desconta do investimento em Tesouro Selic o custo que teria de aluguel neste tempo todo, e por aí vai. Fez um vídeo simplista, me dói dizer, de quem não sabe matemática. E faz isso justamente dizendo que os números não mentem! E me dói dizer, justamente porque gosto dela, e geralmente o conteúdo dela é muito bom, tanto que sempre que acho relevante, divulgo aqui.

Com mais de dois milhões de seguidores, somente o fato de ter chegado a este número, no tópico de finanças pessoais, já é sensacional. Pessoalmente, acho que da para perdoar um deslize técnico, mesmo um que me prejudique pessoalmente, frente ao enorme bem que ela faz desmistificando os produtos financeiros.

Seria uma pena me sentir prejudicado com isso. Neste momento, mais de 300 mil pessoas já assistiram ao video dela. Mas não me sinto prejudicado com o video, pelo contrário. Eu vendo consórcios e os utilizo pessoalmente como ferramenta para construção de patrimônio, mas a verdade é que ninguém fica pobre por NÃO ADQUIRIR um financiamento ou consórcio. Pode deixar de se beneficiar de certas estratégias, mas não perde ao não fazer. Só deixa de ganhar.

Deixar de ganhar é melhor do que perder dinheiro com uma aquisição mal orientada.

Então, se ela ajuda a evitar perdas para quem adquiria um consórcio qualquer sem pesquisar, achando que todos são iguais, ou para os que caíam no canto da sereia de maus vendedores ou de gerentes de banco que só desejam recolher suas comissões ou cumprir metas de venda, todo meu apoio a ela.

Por outro lado, se você chegou até aqui na leitura, assistiu ao video dela e se perguntou: “é isso mesmo?” Bem vindo a um novo mundo. Um mundo onde os consórcios são simplesmente uma ferramenta. E como ferramenta, podem ser bem ou mal utilizados na construção de seu futuro financeiro. Estou aqui para te ajudar nisso.

Modo avião

Oi, tudo bem? Fabricio Peruzzo aqui, em uma das minhas escalas nesses passeios da vida.

Queria aproveitar esse momento off-line para deixar um recado, mas antes, deixa eu agradecer meu amigo Alessandro Gonçalves pela ideia do modo avião, uma das coisas em comum que fazemos e que ele publicou recentemente em seu Instagram.

Se você não me acha na hora, fique sabendo: Eu tenho meus momentos de modo avião.

E o que são momentos de modo avião?

São momentos em que desligo o celular, sem WhatsApp, sem e-mails, sem ligações…

Porque meu trabalho é criar, criar coisas novas, concatenar ideias, bolar estratégias.

Nessas horas evito interferências, além das várias que já existem dentro de mim. Porque se algo é fato, é que às vezes eu mesmo fico interrompendo meu raciocínio com outros pensamentos.

Normalmente isso acontece de manhã, quando estou com toda minha energia criativa fluindo, cheio de ideias para escrever. Esse é um dos motivos de você não conseguir falar comigo facilmente pelas manhãs, porque acordado, provavelmente já esteja desde as 6 horas.

Então quando não estou online, estou voando, em modo avião, nas minhas ideias e criações.

Mas lembra que eu sempre aterriso de volta. Tenha paciência que vale a pena esperar.

Me acompanha e me chama, para ver se não criei algo bom para você no último voo.

Um grande abraço, e bons voos para você também.

O ônibus errado

Acabo de ler, e de traduzir em um caderno, o texto de ontem do Seth Godin.

Segue a tradução abaixo, para quem não tem familiaridade com a língua inglesa.

“Seu primeiro engano foi pegar o ônibus A53, aquele que atravessa a cidade em vez de ir para onde você deseja chegar.

Erros deste tipo acontecem toda hora.

O grande erro, no entanto, o erro que irá lhe custar muito, é permanecer naquele ônibus.

Eu sei que não foi fácil subir neste ônibus. Eu sei que conseguiste um assento. Sei que está escurecendo do lado de fora. Mas você está no ônibus errado, e ficar no ônibus errado não irá transformá-lo no ônibus certo.

Se você realmente deseja chegar onde planejou, você terá que saltar do ônibus errado.”

Obrigado, Seth. Tuas palavras não poderiam chegar em momento mais síncrono.

Imóvel inteligente é aquele que coloca dinheiro no seu bolso

Compre um imóvel em Gramado investindo apenas metade do valor do mesmo, usufrua da melhor cidade turística do Brasil e ganhe dinheiro todos os meses para sua aposentadoria.

Agora em maio conheci um pessoal sensacional que trabalha com locação por temporada. Cuidam de todos os aspectos do negócio, desde a colocação dos anúncios em vários sites deste tipo, como Booking.com e AirBNB, entre outros, até a recepção dos hóspedes e limpeza e manutenção das unidades. Cuidam principalmente da gestão das opiniões dos hóspedes sobre sua experiência com a locação, ponto essencial para um negócio deste tipo.

Estão em Gramado, RS, a cidade mais bem cotada como destino turístico no Brasil. Não há baixa temporada em Gramado, quando as pessoas não vão para ver neve ou para as comemorações de Natal, vão para o Festival de Cinema ou para eventos empresariais que costumam ocorrer na cidade.

Um dos aspectos legais do negócio, além da experiência e da seriedade das pessoas envolvidas, é que a empresa que gerencia tudo isso tem como um dos sócios uma construtora forte da região. E esta construtora constrói, principalmente, prédios já voltados para esta operação, ou seja, com as características necessárias para otimizar e facilitar este tipo de negócio. Isso vai desde a entrada com fechaduras digitais, até detalhes como chuveiros com aquecimento duplo, a gás e elétrico, como redundância caso haja problema com um sistema ou outro.

Fui conhecer o negócio pessoalmente e me hospedei por lá, curtindo toda a experiência. Tenho que repetir novamente isso, pois fui com meus sócios e parceiros comerciais. Da próxima vez repito a experiência com a família, que adora visitar Gramado.

Meu propósito lá era conhecer e entender o negócio para ajudar a formatar uma forma de aquisição das unidades através dos consórcios imobiliários, de maneira a tornar a compra ainda melhor do que seria a simples aquisição das mesmas a vista ou financiadas. Este objetivo foi plenamente alcançado depois de algumas reuniões e simulações, e hoje, com duas unidades já vendidas e testadas através deste método, venho à público explicar como fazer essa compra pagando pouco mais da metade do valor do imóvel, usufruindo do mesmo quando desejado (afinal, ele é seu), e ganhando uma renda extra para aposentadoria com a locação do mesmo quando você não está na cidade, de forma totalmente automática e sem necessidade de sua presença por lá.

O processo é relativamente simples de explicar. Vou fazer duas versões, uma simplificada, em que apenas discorro sobre como tornar isso possível, e uma mais completa, onde explico os detalhes do processo.

Versão simples:

Você compra uma unidade pagando 10% de entrada e em paralelo adquire consórcios que serão contemplados com lances equivalentes a 40% do saldo do imóvel. Você paga uma ou duas prestações iniciais destes consórcios que podem levar o valor inicial total a pouco mais de 50% do valor total do imóvel, e depois disso os rendimentos da locação do mesmo por temporada já pagarão as prestações restantes do consórcio. Depois de quitado o consórcio, é renda líquida, melhor do que CDI em relação ao valor do imóvel, e muito melhor ainda se levado em conta o valor efetivamente pago com recursos próprios.

Versão mais explicadinha:

Os lances em um plano de consórcio costumam ficar acima de 65% do valor do crédito, próximos dos 70%, inclusive. O que fazemos neste caso é buscar grupos que possuem como característica a possibilidade de lance embutido de até 50% do valor do crédito. Nestes grupos, adquirimos cartas que somadas completem o dobro do valor do crédito necessário (o dobro do saldo devedor do imóvel depois de paga a entrada para aquisição do mesmo). Com isso, supondo um lance de 70% do crédito, como embutiremos 50% do próprio crédito, sobrariam 20% a serem pagos com capital próprio. Como esses 20% se referem ao crédito em dobro que adquirimos, na prática temos então o pagamento de 40% do crédito que realmente vamos utilizar na compra do imóvel.

Sim, concordo que o parágrafo acima ficou um pouco complicado de entender, mas foi o melhor que consegui. Vou ver se em breve gravo um video mostrando isso de maneira mais gráfica. No final, basta saber que funciona, já fiz a venda de duas unidades desta maneira, com a contemplação das cotas e tudo mais.

Então concluindo a explicação: pagamos 10% de entrada para a construtora, adquirimos um consórcio no dobro do valor do saldo devedor, pagando uma prestação inicialmente maior por conta disso, ofertamos um lance de aproximadamente 70% deste crédito, 50% do próprio crédito e 20% com recursos próprios, diluindo todo esse valor nas prestações restantes (e assim diminuindo drasticamente o valor mensal destas). O consórcio contemplado então quita o imóvel, restando para nós as prestações do mesmo, que serão, em grande parte no início, e em sua totalidade depois do segundo ano, pagas com os rendimentos mensais da locação por temporada do seu imóvel em Gramado.

Extrapolando para outros negócios…

Claro que esta estratégia pode ser usada para aquisição de qualquer outro imóvel. O que estes oferecem a mais em particular é a questão da gestão das locações por temporada e o fato de já termos a parceria firmada e em andamento com a construtora, o que torna toda a questão contratual mais simples. Agora, se você tem uma construtora e deseja implantar um plano semelhante para venda de seus imóveis, vamos conversar, que vai ser um prazer ajudar nisso.

E se você deseja usufruir da cidade mais charmosa do Brasil, mande uma mensagem, email, sinal de fumaça, que vai ser um prazer ajudar na realização do seu sonho.

Estou aqui pra te ajudar a investir bem, lucrar muito e formar patrimônio sólido ao longo do tempo. Vem comigo.