Negócios não lineares

Veja lá no meu IGTV.

Há diversas maneiras de se fazer negócios e investir o dinheiro. A maioria das pessoas realiza estas duas atividades de maneira linear. Neste rápido artigo gostaria de mostrar uma nova forma de ver as coisas, melhor, muito mais lucrativa. E dou um exemplo de como isso funciona na compra de um imóvel na planta para posterior venda com lucro.

Compra de imóvel na planta de maneira linear:

Você vai até a construtora ou imobiliária, escolhe o apartamento na planta que deseja comprar, negocia as condições de pagamento e realiza a compra.

Uma das maneiras de ganhar dinheiro com esse investimento é negociar o menor pagamento possível até a entrega do imóvel pronto, para então vender ele pronto com um bom lucro sobre o valor de aquisição. Como pagamos apenas uma parte do imóvel e repassaremos o saldo devedor para o comprador, um lucro de 20% sobre o valor total do imóvel pode se tornar, por exemplo, um lucro de 50% sobre o valor efetivamente investido, caso tenhamos pago apenas 40% até a entrega. Um lucro de 50% em dois ou três anos, que te parece?

Compra de imóvel na planta de maneira não linear:

Tenho uma amiga fazendo isso. Pessoalmente ainda não fiz nenhum negócio destes. Esta amiga já fez três nos últimos tempos. 

Em vez de simplesmente comprar um imóvel na planta como mostrado acima, a ideia é pensar como otimizar o lucro de maneira a lucrar mais e/ou lucrar mais rápido. Pensando de forma não linear inserimos algo no meio do negócio que nos permite melhorar nossos resultados.

O que esta amiga está fazendo? Ela procura e compra veículos usados, em bom estado e relativamente novos, buscando comprar com desconto sobre o valor da tabela FIPE. Quando trocamos o carro em uma concessionária, por exemplo, normalmente aceitam nosso veículo com desconto de aproximadamente 20% sobre o valor FIPE. Então é relativamente simples conseguir comprar com um bom desconto, pois as pessoas já estão meio que acostumadas a negociar. E dinheiro na mão é dinheiro na mão, então oferecer para comprar a vista um veículo de pessoa física é praticamente certeza de conseguir um bom desconto.

O pulo do gato aqui é que muitas construtoras aceitam veículos como parte do pagamento em seus imóveis. Estão todos na mesma luta, cada um defendendo o seu, então fazer negócios é aceitar o que os compradores podem oferecer. Dada a diferença de valor entre um apartamento e um carro, aceitar este pelo valor da tabela FIPE é algo relativamente simples de se conseguir em uma negociação de um apartamento que nem mesmo começou a ser construído.

E desta forma temos a compra de um imóvel na planta, com potencial de valorização, e com uma entrada que apesar de representar um percentual do valor do imóvel, na verdade custou 20% a menos. Se vendermos este imóvel logo em seguida, mesmo que por um pouco menos do que “temos já quitado,” ainda assim estamos com o lucro do veículo no bolso. Um lucro que, se fôssemos apenas tentar revender o veículo, dificilmente conseguiríamos. E se fôssemos tentar vender o imóvel com lucro logo em seguida, também não conseguiríamos, porque ninguém iria comprar um imóvel por mais do que a própria construtora está oferecendo no mercado.

Extrapole esse pensamento não linear para outras áreas, pense em que negócios você está envolvido que poderia usar um pensamento “fora da caixa” para otimizar ou tornar mais lucrativo.

Só não caia em armadilhas simplistas… quer comprar um imóvel pronto para morar? Será que vale a mesma ideia? Se você comprar de uma construtora, pode ser que sim. Se comprar de uma pessoa física, acredito que não. O desconto que uma intermediação lucrativa com um veículo pudesse representar, pessoalmente acho que é mais fácil de conseguir como desconto oferecendo o pagamento a vista com desconto. 

Gostou dessa lógica? Manda este artigo para um amigo investidor que poderia lucrar com isso. 

Mais interação no Instagram

https://www.instagram.com/fperuzzo/

Esta semana comecei a participar mais ativamente do Instagram.

Se você se interessar em me acompanhar mais de perto, lá vou falar principalmente de consórcios, de finanças pessoais e de investimentos, mas de uma maneira mais próxima, com interação diária sempre que possível.

Já publiquei alguns videos por lá. Um dos maiores usos que pretendo dar para meu Instagram é em responder às dúvidas de todos, então acredito que seja legal acompanhar por lá, já que a dúvida de outra pessoa pode ser justamente aquela que você nem mesmo sabia que tinha.

Vai ser um prazer te ver por lá. Clique na imagem acima para ir para meu perfil e me seguir por lá.

Vejo no Instagram uma das melhores ferramentas para seu crescimento pessoal ou profissional, então se você ainda não conhece o App, acredito que valha a pena dar uma olhada.

https://www.instagram.com/fperuzzo/

Lucro de R$ 24.000 em 17 meses, com um investimento de menos de R$ 480 mensais.

Contemplei uma carta de consórcio este mês, com 17 prestações já pagas. No video a seguir, explico todo o funcionamento do consórcio, as possibilidades existentes nos grupos que indico a participação, como otimizar o investimento e muito mais.

Há também uma explicação prática de como calcular o valor de uma carta contemplada, pois faço todos os cálculos ao longo do video.

Se você deseja investir da mesma maneira, vai ser um prazer ajudar. Entre em contato, ou visite a página da Megacombo para saber mais.

Investimento ativo, passivo, ou inteligente?

Há muitas maneiras de se conquistar um objetivo. Enriquecer não é diferente. Podemos conquistar a fortuna financeira através da criação de um negócio próprio, da venda dos produtos e serviços de outras pessoas, através de um bom emprego, ou de várias formas de investimento ao longo dos anos.

O que não costuma acontecer é enriquecer da noite para o dia. Golpes de sorte existem, claro, mas não podemos contar com eles como fórmula para garantir algo importante.

Uma das fórmulas garantidas para enriquecer é através do investimento regular ao longo dos anos, o famoso “pagar primeiro a si mesmo.” Hoje vou falar disso, das diferentes abordagens que podem ser adotadas, e dos motivos que levam as pessoas a adotar uma ou outra dessas abordagens.

Investimento passivo

O investimento passivo, como o nome diz, é o que tomamos a menor quantidade de decisões possíveis. Não precisamos trabalhar muito na escolha dos investimentos. Pode ser feito através da compra de títulos de índice (da bolsa, de renda fixa, etc) ou através do investimento em fundos de investimento tradicionais. Ajuda, nesta hora, contar com auxilio profissional, então as diversas casas de análise que temos no país podem ser uma boa alternativa para nos auxiliar na escolha de bons fundos de investimento, por exemplo.

Investimento ativo

Já no investimento ativo, dedicamos bom tempo a pesquisar as diferentes opções. Ao investir em ações, por exemplo, optamos por comprar ações das empresas individuais que pensamos serem boas pagadoras de dividendos, ou que acreditamos que irão valorizar mais ao longo do tempo.

Muitas pessoas que buscam investimentos ativos não se dão conta que ao optar por esta alternativa acabam usando o tempo em que poderiam estar se aperfeiçoando em suas áreas de atuação para estudar sobre investimentos ou empresas, e ao fazer isso, acabam não crescendo tanto quanto poderiam em suas profissões.

Nos investimentos há uma realidade que não pode ser desprezada, que é: quanto mais você tiver para investir, mais conseguirá fazer seu patrimônio crescer. Por mais que um investimento possa render mais que outro, é muito baixa a probabilidade de, em um prazo mais longo, você conseguir uma rentabilidade absurdamente maior do que a média do mercado. Então, dedicando seu tempo a melhorar sua capacidade de ganhar mais dinheiro ao longo do tempo, você automaticamente melhora o resultado dos seus investimentos ao ter mais valor para dedicar a isso.

Não quero dizer com isso que você não deva estudar sobre investimentos, mas sim que, ao contrário de sua profissão, onde um pouco de conhecimento acima da média pode fazer com que sua renda seja bastante superior à média dos que trabalham em sua área, nos investimentos, o conhecimento médio não traz resultados muito diferentes do conhecimento avançado. Pelo contrário, muito conhecimento pode inclusive te deixar paralisado diante das diversas opções. E mais, não há certezas no mercado, de uma hora para outra pode haver uma pandemia que bagunce tudo, como está acontecendo agora, ou seja, as coisas mudam.

Por outro lado, vamos pegar o exemplo de um médico. Se em vez de perder tempo estudando sobre investimentos (acima de um mínimo razoável) ele fizer uma especialização em determinado procedimento cirúrgico, essa especialização pode abrir portas para ele ganhar muito mais do que ganharia com o conhecimento básico da faculdade. O mesmo vale para um advogado que se especializa em determinada área do direito que possua possibilidades diferenciadas, como direito tributário, por exemplo. Ou um dentista que faça cirurgias buco-faciais. Ou um corretor de imóveis especializado em vender galpões logísticos.

Também é considerado um investimento ativo aqueles em que nos envolvemos mais para executar. A compra e venda de imóveis em leilão, por exemplo. Ou comprar imóveis baratos para reformar e vender com lucro. Esses investimentos podem gerar muito lucro, mas geralmente necessitam de um envolvimento tão grande, que não devem ser vistos como um investimento, mas sim, como um negócio próprio, como uma empresa paralela. Mesmo que sejam realizados diretamente como pessoa física, são negócios, exigem participação e trabalho extra. Podem ser bons, podem ser recompensadores para quem tem o perfil de gostar de trabalhar mais, mas não são simples investimentos. São negócios. E devem ser tratados como tal. Parte do que calculamos como “lucro” deveria ser contabilizado como salário/pró-labore, porque efetivamente trabalhamos para que existam.

Investimento inteligente

O que chamo de investimento inteligente é o tipo de investimento em que temos ao mesmo tempo algo passivo, mas também com uma possibilidade de lucros bastante acima da média. Quase como um negócio que se movimente de forma automatizada.

O desenvolvimento de um curso online, por exemplo, pode ser um investimento inteligente. Investimos tempo e dinheiro em algo que possa nos dar retorno automático ao longo dos anos seguintes. Não é um investimento totalmente passivo, pois precisamos criar o curso inicialmente, mas se torna passivo após isso, gerando renda quer façamos novos cursos, quer não.

Escrever um livro também, pode cair nesta mesma classificação. Apesar de não termos um grande mercado de leitores no país, alguns tipos de livros podem ter bastante sucesso, como por exemplo manuais práticos sobre algum assunto de nicho. Sei lá, técnicas de bonsai específicas para o clima de uma determinada região. Ao mesmo tempo em que se limita o público àquela região, pode se tornar o livro definitivo na biblioteca de todos os profissionais desta área. Adapte a ideia à sua especialidade ou seus interesses pessoais.

Quando penso em investimento inteligente, apesar de não descartar os que citei acima, busco algo ainda mais passivo, com menos investimento de tempo e criação. Busco algo que se beneficie de distorções do mercado.

Distorções do mercado

Uma distorção do mercado é usarmos um conhecimento que a maioria das pessoas não possui de forma a lucrar com isso. Não é algo trivial descobrirmos esse tipo de coisa, geralmente quem lucra com isso são profissionais envolvidos no ramo, que conhecem como as coisas funcionam por dentro e identificam coisas que podem utilizar de forma criativa ou lucrativa.

Distorções no mercado de Bitcoins, por exemplo. Há três anos tivemos uma explosão na curiosidade sobre os Bitcoins, todo mundo queria saber sobre o assunto e o preço foi às alturas, chegando aos US$ 20.000 lá fora e aos R$ 73.000 aqui no Brasil. Neste momento os Bitcoins estão cotados a pouco mais de US$ 15.000 no exterior, e devido ao câmbio atual, próximo de R$ 85.000 no Brasil. Ou seja, lá fora ainda não atingiu o pico anterior, mas aqui já passou do mesmo.

Quando tivemos esse aumento extremo da curiosidade sobre o assunto lá em 2017, quando os Bitcoins foram para as capas dos jornais e para a TV e o medo de ficar de fora tomou conta da mente das pessoas, todo mundo queria comprar um pouco de Bitcoins. E isso gerou uma distorção que poucos se deram conta. Quem entendeu o que estava acontecendo e aproveitou a situação, lucrou muito, muito rápido e com segurança. Em determinado momento os preços do Bitcoin no Brasil chegaram a ficar até 24% mais caros que no exterior. Quem tinha condições de comprar Bitcoins lá fora, enviar para cá e vender nas corretoras nacionais conseguia, mesmo depois de pagar taxas altíssimas dessas corretoras, dobrar o capital depois de cinco ou seis operações de compra e venda. Essa janela ficou aberta por quase um mês, então deu tempo de lucrar bastante durante um tempo.

Distorções de percepção de tempo

Meu investimento inteligente são os consórcios de imóveis. Chamo eles de distorção de percepção do tempo.

A grande verdade é que o tempo passa. E passa muito rápido. Só que a maioria das pessoas pensa no tempo das coisas, estima que pode demorar muito, e simplesmente desiste antes mesmo de começar. Os mais jovens sofrem mais com isso.

Imagina uma pessoa de 30 anos estimando um investimento que pode tomar 10 anos para maturar. Isso seria um terço de tudo que ela já viveu. Imagina este mesmo investimento sendo analisado por alguém de 60 anos. O mesmo prazo representa apenas um sexto da vida. O prazo é o mesmo para ambos, mas o mais velho vê isso de forma diferente. Para quem tem 20 ou 30 anos de idade, esperar 10 anos parece uma eternidade. Para quem tem 60, mais 10 anos estão logo ali adiante, é um pulo. Quer um exemplo prático disso? Minha filha nasceu “ontem.” Já tem sete anos de idade. Mais um pulo e está formada. É muito rápido. E eu ainda estou nos 48 anos, nem falo dos 60 que deixei de exemplo.

Nos consórcios, já completei 18 anos investindo desta maneira. Passou muito rápido. Quando comecei, as cartas mais longas eram as de 120 meses. Aumentaram para 150 meses, depois para 180 meses. Hoje temos consórcios com 204 ou 216 meses. Apesar do prazo máximo dos planos, há as opções de pagar em prazos menores e com isso ter taxas nominalmente mais baixas. E aí está uma distorção importante que as pessoas que não sabem matemática deixam passar despercebida, ou pior, utilizam da forma que as prejudica (beneficiando os que usam da maneira matematicamente mais lucrativa.)

Não vou explicar todos os detalhes aqui, mas resumidamente, em um plano de 216 meses, temos a opção de pagar no prazo total ou em prazos bem mais curtos, como mostra a imagem a seguir:

Consórcio de R$ 80.000 e os diversos prazos de pagamento.

Se você calcular a taxa de administração, nominalmente o percentual é menor quanto mais curto for o prazo de pagamento. Mas se você calcular o quanto paga de taxa “ao mês” ao longo de todo plano, o custo é menor nos planos mais longos. Essa é uma parte da informação.

Outra parte importante é que, ao optar por pagar em prazos mais curtos, não necessariamente você terá a contemplação mais cedo. O prazo de pagamento é independente do prazo do plano. Ou seja, você pode optar por pagar em 120 meses, e mesmo tendo quitado o consórcio, pode não ter sido ainda contemplado. Ou seja, pagar em um prazo menor não garante que você irá receber antes.

Pagar em um prazo mais curto possui uma pequena vantagem operacional para quem deseja usar o consórcio para comprar um imóvel em determinado prazo. Como o prazo de pagamento é menor do que o prazo do plano, os valores maiores da prestação paga são contabilizados como antecipações, então, ao quitar o consórcio mais cedo e não tendo sido contemplado até então, podem ser ofertados lances de quitação (lance da quantidade de parcelas que faltam para o grupo terminar) que já são computados como pagos. Ainda assim, nada garante que você será contemplado logo, pois na prática, todos que optaram por pagar em prazo mais curto podem estar fazendo o mesmo, concorrendo com você.

Em um grupo destes, quem deseja contemplar por lance depois de certo prazo, fez a escolha errada. Porque os lances futuros, em vez de diminuirem com o tempo, acabam aumentando. Com os participantes que já quitaram devido ao pagamento em prazo mais curto ofertando lances de quitação, nenhum lance mais baixo terá chance de contemplar. Este é o tipo de informação que um vendedor de consórcio medíocre não vai te contar.

Por outro lado, para quem usa estes planos como eu indico, para aguardar pelos sorteios e ao ser contemplado vender a carta com lucro, a matemática está a nosso favor. Neste caso, o fato de haver muitos consorciados que optam por pagar em prazo menor faz com que entre mais dinheiro no grupo de forma mais rápida que a originalmente prevista. Isso permite mais contemplações extras ao longo dos meses. E essas contemplações extras são sempre por lance, ou seja, mais capital é injetado no grupo antecipadamente. O resultado disso é que se nossas chances de contemplação deveriam ficar em média na metade do prazo do plano, com as entregas extras que esses adiantamentos permitem temos cada vez menos gente concorrendo conosco nos sorteios. Desta maneira nossas chances de contemplar mais cedo aumentam significativamente e colocam nossas contemplações dentro do prazo necessário para vendermos as cartas com grande lucro.

Soma a tudo isso exposto acima a possibilidade de juntar créditos menores para adquirir um bem de maior valor (nem todas administradoras permitem isso) e temos então a possibilidade de, com um mesmo valor mensal de investimento, adquirir várias cartas de pequeno valor, tornando as possibilidades de contemplação cedo ainda maiores.

O resultado disso tudo é que, com os consórcios certos, em um prazo de investimento razoável, com aportes mensais automáticos na forma das prestações desses consórcios, conseguimos obter resultados bastante mais expressivos do que teríamos em investimentos mais tradicionais, principalmente se comparados aos investimentos em renda fixa.

Há diferenças? Claro, muitas. Uma delas é a menor liquidez dos recursos antes de sermos contemplados. É um investimento em que entramos para só sair quando formos contemplados, não é algo para colocar dinheiro que vamos precisar em seguida. Mas até mesmo essa falta de liquidez é algo que eu vejo como positivo, pois muitas vezes as pessoas não obtém os lucros que desejam simplesmente porque ficam trocando de investimento ao sabor do vento, normalmente quando é a pior hora para sair, por exemplo, em um fundo de ações justo quando há uma queda generalizada no mercado. O melhor momento de aportar, e a maioria está retirando o dinheiro com perdas. Esse é um dos motivos que só indico o consórcio para quem já tem ao menos uma reserva de segurança. Para aqueles que possam passar por um período de aperto, como foi para muitos o início desta crise do Coronavírus, sem precisar abandonar os consórcios antes de lucrar.

Quer contar com minha ajuda para investir nos consórcios? Vê lá na página da minha empresa como investir.

E você, como gosta de investir?

Matemática e ceticismo

“Discutir com uma pessoa que renuncia à lógica é como dar remédio para um homem morto.”

Thomas Paine

Há três tipos de pessoas quando falamos em relações matemáticas:

⁃ As que sabem matemática intuitivamente;

⁃ As que compreendem matemática e entendem conceitos que a envolvam, quando bem explicados;

⁃ As que não sabem matemática.

Não vou entrar no mérito da pessoa saber ou não em que categoria se situa. Posso apenas citar que temos as pessoas que sabem em que categoria se encontram, e as que não sabem.

Das pessoas que não sabem em que categoria se encontram em relação aos seus conhecimentos de matemática, a mais perigosa (para si mesma), é aquela que não sabe matemática, mas acha que sabe. E dessas, o pior tipo com quem as vezes acabo lidando em meu dia a dia de perguntas e respostas sobre os consórcios imobiliários e sobre os motivos de eu considerar eles um dos melhores investimentos para formação de patrimônio, são as que não sabem matemática, e independente de serem conscientes ou não desta carência que possuem, são céticas perante a vida.

E porque estou escrevendo sobre isso hoje?

Esta noite, como em muitas, acordei de madrugada e até voltar a dormir fiquei pensando neste assunto. Uma das objeções que tenho que constantemente responder sobre os consórcios é: “claro que tu vais falar bem dos consórcios, tu és vendedor, ganhas dinheiro vendendo eles.” E isso é verdade. Porém, é uma meia verdade. A verdade completa, é que antes de ser vendedor de consórcio eu sou um investidor neles. Só me tornei vendedor depois de vários anos tendo investido eu mesmo e verificado na prática os resultados.

E aí a gente volta para a matemática, para as fórmulas de probabilidade e estatística, e para o conhecimento intuitivo sobre este assunto. Sempre tive facilidade com a matemática. Sempre fui aquele aluno bom em física, mesmo sem precisar estudar. As fórmulas que eventualmente eu tinha dificuldade em decorar (nunca fui bom em decorar coisas), na hora da prova acabava deduzindo logicamente com os dados apresentados.

Quando comecei a investir nos consórcios, inicialmente não havia nada matemático envolvido, mas simplesmente a psicologia e o auto-conhecimento. Naquela época, sem grandes preocupações com o futuro e sem uma família ainda para sustentar, acabava gastando todo o dinheiro que ganhava em computadores, palmtops (alguém que lê isso aqui viveu essa época?) e máquinas fotográficas. O consórcio foi então uma maneira de eu começar a guardar dinheiro, a pagar primeiro a mim mesmo, e principalmente, a fazer isso de forma regular e automática através das prestações mensais que me impus.

Quando obtive meu primeiro lucro com a venda das cartas contempladas, rapidamente entendi a matemática envolvida e tão rápido quanto, compreendi as possibilidades e as probabilidades disso voltar a acontecer. Com esse conhecimento intuitivo sobre o funcionamento, decidi reinvestir os lucros e adquiri mais cartas de consórcio a serem pagas com o montante que havia lucrado.

Somente muito tempo depois, já na posição de vendedor de consórcios, é que fui fazer os cálculos corretos sobre as probabilidades de contemplação, prazos e possibilidades de lucro. Fiz isso em parte para explicar o funcionamento em mais detalhes para as pessoas que se interessavam, sabiam um pouco de matemática, e conseguiam então compreender o que intuitivamente eu já tinha entendido. Vendi muitos consórcios assim. Depois de demonstrado matematicamente, quem sabe um pouco de matemática ou não é completamente cético acaba optando por adquirir seus consórcios e embarcar nesta trajetória de formação de patrimônio.

E a conclusão?

Ao longo dos anos perdi muito tempo tentando explicar as coisas para quem é cético. Esses, parecem que só escrevem para ter com quem contra-argumentar, seja qual for o assunto. Acredito que da mesma forma que me escrevem criticando o uso dos consórcios como ferramenta de formação de patrimônio, devam escrever para o Barsi dizendo que a estratégia de investir em ações de dividendos não é a melhor maneira de formar uma carteira previdenciária em ações. Os mesmos que criticam o Breda e a forma como ele faz a gestão do Alaska. Os mesmos que criticam Warren Buffett, e por aí vai…

Existem muitas maneiras de enriquecer e de formar um patrimônio relevante ao longo dos anos. A maior parte delas funciona. O que não funciona é tentar enriquecer da noite para o dia sem trabalhar. O problema dos céticos é que eles não estão interessados em evoluir ou aprender alguma dessas formas de enriquecimento, querem apenas um interlocutor para tentar provar estarem certos da impossibilidade que eles enxergam. Na sua ânsia de querer ter todas as respostas exatas, de tirar de campo todas as variáveis que mudam ao sabor do vento, acabam imóveis, sem construir nada. E então o tempo passa e eles continuam lá, amargos, dizendo que nada funciona, quando na verdade a única coisa que não funciona é a estratégia que escolheram, de duvidar de tudo.

Então, se você for um cético, e não acredita que as coisas possam dar certo, por favor te peço, não perca nem seu tempo nem o meu. Tem muita gente boa querendo aprender para eu perder meu tempo com quem só quer discutir o vazio de suas mentes e almas.

Já se você acredita que eu possa te ajudar, vai ser um prazer trocar idéias sobre os vários caminhos possíveis. Há muitas formas de atingir o mesmo objetivo. O auto-conhecimento é a chave para descobrirmos qual funciona melhor para nós.

The magic glasses

Swarovski Red Apple

One morning, in July…

Assim começava a história em quadrinhos do JEP – Junior English Program, meu primeiro curso de inglês no Yázigi (na época não tinha acento). “The Magic Glasses”era o título da longa história que se desenvolveria em seis etapas do curso onde aprenderíamos inglês. Mas não estou aqui hoje para falar sobre aprender inglês. Só achei curiosa a lembrança, e no final do texto talvez você entenda o porquê.

Estou aqui hoje para falar de tecnologia, inovação e investimentos, os tópicos com que mais me identifico neste mundo real e virtual.

E comida, estou aqui para falar de maçãs, ou mais especificamente, da Apple.

Apple

A Apple se tornou em agosto de 2018 a primeira empresa avaliada em mais de um trilhão de dólares. Dois anos depois, já tinha dobrado de valor e é avaliada hoje em mais de dois trilhões de dólares. No final deste artigo gostaria de deixar clara minha ideia de que ela será, dentro de algum tempo, a primeira a chegar aos 3, 4, 5 trilhões. Essa é a parte do artigo em que falo de investimento, e paro por aqui mesmo. Se você pensa em investir em alguma empresa, invista nas que você usa e acredita que continuará usando por muitos anos a frente.

Apple Watch

Comprei um Apple Watch há poucos anos, logo que saiu o Series 3 e estava passeando pelos USA na época. Desde então ele tem sido um companheiro inseparável no meu pulso, dia a noite. Sim, noite, porque durmo com ele enquanto ele monitora meu sono. Tem outras vantagens usar o relógio à noite, a lanterna dele é bastante prática quando minha filha acorda de madrugada para fazer xixi e a ajudo sem precisar acender luz forte e estragar o resto do sono dela.

O relóginho é fascinante. Fora a praticidade de ver mensagens no pulso, sem precisar tirar o telefone do bolso, e inclusive poder responder as mesmas ali na hora, estilo Dick Tracy, o mais interessante mesmo são os diversos monitores que ele possui. Com o movimento, sabe se você está de pé ou sentado, parado ou se movendo, correndo ou caminhando ou lavando louça (será que o App de exercício conta essas calorias?) Sabe seus batimentos cardíacos e nos modelos mais recentes mede nível de ruído ambiente, nível de oxigenação do sangue e até faz eletrocardiogramas.

Tudo está integrado de tal maneira que as coisas fluem naturalmente. Não há como não ter vontade de acompanhar como foi seu dia em termos de movimento, se você atingiu ou não suas metas diárias de gasto calórico, movimento, ou mesmo levantar a bunda da cadeira e ficar de pé alguns minutos de hora em hora. As vezes assusta um pouco, principalmente para quem é meio ansioso como eu sou, quando ele te avisa que teus batimentos cardíacos em tal horário passaram dos 110 bpm e tu pensas “será que estava correndo? fugindo do cachorro do vizinho? Não, estava só lavando louça nesta hora…), mas no geral, as surpresas são boas.

Até para dirigir ele ajuda. Quando programamos o GPS do celular para nos guiar no trânsito, antes de cada curva uma tremidinha no pulso te avisa com antecedência para dobrar sem precisar ficar olhando a tela do celular toda hora.

A quantidade de sensores disponíveis no pulso de cada um de nós e as possibilidades que isso abre são fascinantes já na atualidade, mas ainda mais a cada nova função que vamos agregando nos dias que seguem. Há poucos anos, esses sensores todos precisariam de uma ampla sala para caber e poder serem usados por especialistas. Hoje estão no pulso.

iPhone

O meu é um XS Max, depois veio o 11 e agora o 12. Não devo atualizar ainda, apesar das câmeras novas me tentarem bastante, apaixonado por fotografia que sempre fui e hoje com filhos pequenos para documentar. De toda forma, a câmera do iPhone 6S em diante já é avançada o suficiente para fotos excelentes dos pequenos, e se no passado era importante (e fazia diferença) trocar de smartphone com regularidade, hoje isso não é o mais importante aqui em casa.

O iPhone é a central de processamento do universo Apple. O Apple Watch faz muita coisa sozinho, mas quando integrado com os processadores avançados presentes nos iPhones mais modernos, as possibilidades multiplicam exponencialmente.

Os novos iPhones, além de processadores mais rápidos e co-processadores especializados, com redes neurais, processamento de sinais, inteligência artificial e todas essas coisas avançadas que as empresas gostam de divulgar, possuem câmeras com sensores e recursos que também, assim como os sensores do Apple Watch, antes precisavam de salas inteiras para funcionar e operadores especializados para os utilizar. Com sensores de distância, infravermelho e mapeamento de objetos, o telefone basicamente enxerga no escuro. Junta essa capacidade extra-óptica com o processamento avançado, e as fotos noturnas ficam impressionantes.

The Magic Glasses

Você leu aqui primeiro. O próximo produto revolucionário da Apple serão óculos mágicos que permitem ver o invisível. Sim, estou falando sério. Não vai ser aquela bobagem que o Google lançou e logo tirou do mercado por problemas de posicionamento e privacidade. Nem vai ser um objeto futurístico que nos deixa parecendo um androide de ficção científica. Serão óculos com cara de óculos, inclusive com lentes graduadas para quem realmente as precisa para enxergar bem. E terão sensores que antes, mais uma vez, precisariam de amplos espaços para serem utilizados, agora comprimidos em uma armação comum.

Imagine um mundo em que você pode filmar de forma totalmente simples e automática tudo o que está vendo. Sim, os óculos do Google faziam isso uns anos atrás. Agora imagine você poder filmar o que não está vendo. E ver mais do que está vendo. Com tecnologias como AR, processamento avançado integrado com o celular que está no seu bolso (e que na verdade é um supercomputador, e não um simples celular), câmeras integradas com sensores LIDAR e infravermelho/ultravioleta e sabe-se lá mais o que estão inventando lá, imagine olhar para a água escorrendo na torneira, ou a chaleira no fogão, e “ver” a temperatura através de uma sobreposição em vermelho sobre o objeto quente, ou em azul sobre algo gelado.

Aqueles visores de ficção científica onde as pessoas que olhamos são identificadas e seus dados principais são exibidos para nossa visão prévia, estão se tornando realidade. Encontrou na rua aquele cliente que você só havia visto uma vez e não lembrava mais das feições, ou esqueceu o nome diante de tanta gente que você atende diariamente? Não é problema, o nome dele estará ali a sua vista, de forma discreta e confidencial, com os dados da sua agenda pessoal sendo mostrados junto da identificação.

Já faz alguns anos, mas cada vez mais, vivemos dentro de uma realidade de ficção científica. Para alguém da minha idade e história pessoal, que quando mais jovem achava que tinha “perdido o trem do desenvolvimento” por ter nascido uns anos depois da industria dos computadores já estar “desenvolvida” e não haver muito mais o que fazer de novo… é sensacional viver isso tudo como parte do dia a dia.

Fico só imaginando as possibilidades quando essas crianças todas que crescem achando tudo isso “parte natural do dia a dia” começarem a elas também acrescentar funções e novos sensores para ampliar ainda mais nossas capacidades pessoais.

Resumindo: compre Apple (as ações da empresa, não necessariamente os produtos), viva a inovação constante, e aprecie este mundo maravilhoso em que vivemos, cada dia com novas capacidades aumentando nossas habilidades naturais.

O investidor paciente

Comecei a investir melhor depois de conhecer o consórcio de imóveis.

Uma das características mais marcantes dos investidores de sucesso, aqueles que realmente enriquecem com seus investimentos, é a paciência.

O consórcio de imóveis pode ser visto como um MBA em investimentos. Seu funcionamento e suas características fazem brotar as melhores habili­dades necessárias ao investimento de sucesso. Essas habilidades podem então ser extrapolada para outras formas de investimento, ampliando assim a taxa de sucesso.

Quando falo em paciência, não quero dizer que investir nos consórcios de imóveis vai demorar para trazer resultados. Pelo contrário, quem investe nos consórcios de imóveis geralmente consegue resultados muito mais expressivos, em prazo menor do que quem investe de maneira mais tradicional.

Estes dias li um tweet que dizia mais ou menos assim:

“Adquirir um imóvel não costuma ser o melhor investimento, mas os imóveis costumam trazer o maior retorno no patrimônio das famílias simplesmente porque é um dos poucos investimentos
que as pessoas mantém lá, parados por muitos anos sem trocar.”

O consórcio imobiliário tem um pouco disso. Todo mês comparecemos com o pagamento da parcela. Todo mês garantimos estar pagando primeiro a nós mesmos. E de repente, somos contemplados e podemos escolher entre lucrar bastante, imediatamente, com à venda da carta contemplada, ou adquirir um imóvel com o crédito, um imóvel de mais valor do que teríamos apenas juntando o dinheiro e investindo todos meses. E nesta segunda opção, ainda contamos com o aluguel deste imóvel para pagar o valor restante.

Diversificação

Em 11 de setembro de 2001 aprendi minha primeira lição sobre diversificação. Uns dias depois, na verdade.

Quem me lê a mais tempo sabe que no início dos meus investimentos perdi tudo que tinha investido na bolsa. Já contei essa história antes. No meio da tragédia das Torres Gêmeas e do horror que tudo aquilo representou, as bolsas despencaram com as dúvidas sobre o que aquilo traria de consequência para o mundo.

Naquela época investia em meu campo de conhecimento, sem olhar muito para outros setores. Minhas posições estavam concentradas em apenas três empresas, todas do mesmo setor de telecomunicações. Tinha Embratel, Globo Cabo e CRT apenas. Não poderia estar mais concentrado, nem estar no setor mais errado no meio do que aconteceu. Minha carteira perdeu 95% do valor em apenas três dias.

Claro, tragédias dessa magnitude não podem ser previstas antes de acontecerem, mas aí é justamente onde entra a importância da diversificação, ela nos protege justamente daqueles problemas que não conseguimos prever. Se eu tivesse a diversificação que tenho hoje, financeiramente o impacto teria sido absolutamente menor.

O Corona virus causou impacto semelhante em alguns setores da economia mundial. Imaginem se minha área de conhecimento fosse o setor de viagens e entretenimento, e se só investisse em empresas desse ramo, o tamanho do buraco em que teria caído. Ou se vivesse de imóveis de aluguel por temporada, imóveis de férias? Mesmo setores tradicionais e resilientes como este, podem sofrer consequências péssimas que, antes de uma epidemia de proporção mundial, jamais seria prevista.

Para minha sorte, perder tudo que tinha em um momento em que estava começando, onde ainda não tinha tanto assim, acabou sendo uma excelente lição que me protegeria em diversas ocasiões posteriores. Crise do subprime? Joesley Day? Greve dos caminhoneiros? Passaram batido, um soluço no grande esquema das coisas.

Como a todos, o Corona virus pegou meus investimentos de surpresa. Só não foi uma tragédia completa graças aos anos de aprendizado sobre a importância da diversificação. Enquanto algumas posições caíram bastante, outras subiram em proporção semelhante. No equilíbrio das coisas, e contando também com um pouco de sorte de ter feito certos negócios “na hora certa”, acabei ficando no zero a zero.

Se você teve o azar de ter sido atingido em cheio com as consequências da pandemia nas suas economias, deixo minha mensagem de alento, de que as coisas vão melhorar. O mais importante, porém, é estudar como estavam seus investimentos em março, e porque foram tão atingidos, para corrigir o rumo e proteger sua carteira das crises futuras, que certamente virão, não sabemos nem quando, nem de onde.

Termino com preces voltadas a todos que perderam suas vidas na tragédia imensa que foi a queda das Torres Gêmeas, e a todos que estão sofrendo as consequências atuais, não apenas as financeiras, da pandemia que assola nosso planeta no momento. Fiquem bem.

Uma defesa do Bitcoin como seguro para os super-ricos

Esses dias vi um post no Twitter em que pessoas montavam uma guilhotina em frente à casa do Jeff Bezos, logo após sairem as notícias de que ele tinha atingido a marca de 200 bilhões de dólares de patrimônio pessoal.

A Tesla, teve suas ações valorizadas em mais de 10 vezes em menos de 18 meses com a injeção maciça de dinheiro que o FED americano despejou no país. Isso apesar de ter 6 bilhões de dólares de prejuízo depois das contas e dividendos pagos a seus acionistas. Elon Musk atinge a cifra de 100 bilhões de dólares de patrimônio pessoal.

Enquanto isso, Bernie Sanders sugere que a solução para o problema da brutal inequalidade entre ricos e pobres não é corrigir os absurdos que estão sendo feitos pelo FED, mas sim, ir em direção ao socialismo…

Com as coisas andando como estão, uma hora parece que a maré pode virar para os super ricos. E claro, para os ricos de uma categoria mais comum. E se você que está lendo isso tem curso superior e um bom emprego que pague um salário decente, pode manter seus filhos em escola particular, possui imóvel próprio e um ou dois carros na família, e antes da pandemia que atingiu nosso planeta, podia se dar ao luxo de fazer uma ou mais viagens internacionais ao longo do ano, você pode achar que não, que é só classe média, mas a verdade é que você é sim, muito privilegiado em relação à grande maioria da população.

Então essa defesa do Bitcoin vale para os super-ricos, aqueles que qualquer pessoa sabe, inequivocamente que são, os multi-milionários, os bilionários, os grandes empresários e banqueiros, mas vale também para a grande proporção dos ricos que não se acham ricos, pois vivem em uma bolha de classe média que se acha pobre, sem nem mesmo fazer idéia do que é a realidade da grande população dos que são realmente pobres neste país.

Esse artigo é para você, médico, engenheiro, advogado, arquiteto, dentista, funcionário público, e qualquer um que possui um bom emprego que proporciona uma razoável qualidade de vida para sua família.

Eu não acredito em revoluções como forma de resolver os problemas, mas ao mesmo tempo não acho que estejamos completamente protegidos de alguma forma de revolução se em algum momento o tecido social seja extendido um pouco acima do razoável. Guerras civís e revoluções sangrentas já aconteceram vezes suficientes para nos mostrar que nunca podemos ter nada como definitivamente garantido.

E não falo aqui de direita ou esquerda, falo de radicalismos que não tem diferença de posicionamento, seja de que facção for. Ao mesmo tempo em que uma revolução vinda da esquerda pode exacerbar e tornar real um contra-ataque agressivo da direita, o contrário também pode acontecer com a mesma facilidade. Com os ânimos exaltados, é cada um por sí.

Por mais que as coisas encrespem em um determinado local, sempre há a tentativa de refúgio em algum lugar mais ameno. Temos isso acontecendo na Europa, temos aqui ao lado com nossos vizinhos da Venezuela atravessando a fronteira e se refugiando no Brasil. Tivemos há não tanto tempo atrás com o Holocausto.

O que vejo de diferente neste momento, e este é o ponto em que desejo chegar, é que, hoje, temos ferramentas que nos permitem tentar uma saída sem que tenhamos que abrir mão de tudo o que conseguimos juntar na vida. Na hora do aperto, pode ser tarde tentar resolver as coisas. Quando tudo explode, não dá mais tempo de vender imóveis, carros, equipamentos. O dinheiro no banco pode ter sido bloqueado. Atravessar a fronteira pode até ser possível, mas certamente sem os dólares na cueca ou no sutiã, que serão confiscados dos que tentam fugir…

Aí é que entra uma quantia razoável em Bitcoins. Nem tanto, que cause aperto atualmente, quando as coisas ainda estão em uma situação aparentemente normal, mas ao mesmo tempo, não tão pouco, que não sirva para nada em caso de uma situação calamitosa que exija uma saída de emergência do país. Penso em algo como o mínimo suficiente para tentar recomeçar a vida em um local mais seguro.

Os Bitcoins se tornaram um ativo considerado de valor por autoridades monetárias de praticamente todos os países. Essas autoridades sabem que não podem controlar o fluxo nem a propriedade desses Bitcoins, mas ao declarar a validade deles, permitem que exista um mercado para tal ativo.

O objetivo deste texto não é explicar como funcionam os Bitcoins, mas para compreender como eles podem ser um ativo de segurança em um momento crítico como uma revolução é necessário saber uma ou outra coisinha sobre eles.

  1. Onde estão, onde ficam os Bitcoins?
  2. Como compro e vendo Bitcoins?
  3. Como guardo meus Bitcoins de forma segura?
  4. Como atravesso a fronteira com meus Bitcoins?

Vamos construindo as respostas em ordem…

Onde estão, onde ficam armazenados os Bitcoins?

Os Bitcoins ficam armazenados de forma distribuída no que é chamado de Blockchain. Esse blockchain nada mais é do que o livro de registros de todas as transações feitas com todos os Bitcoins existentes. Quem mantém esses registros são todos os participantes da rede Bitcoin, ou seja, todos que possuem o software do Bitcoin em seus computadores. Atualmente, além das pessoas físicas que possuem tal software em seus computadores, há empresas gigantescas que mantém servidores rodando em tempo integral para manter a rede funcionando e as transações sendo registradas. O objetivo disto é que, quem faz parte dessa rede acaba, depois de um tempo, recebendo Bitcoins como recompensa pelo processamento que faz.

O que o Blockchain permite, na prática, é uma rede distribuída em que todos possuem uma cópia de todas as transações, de modo que se alguns deixam de existir, outros continuam, mantendo a integridade dos dados. Mesmo que um país inteiro seja “desligado”, os Bitcoins de quem mora naquele país continuam lá, registrados nos milhões de computadores espalhados pelo planeta que ainda estão registrando as transações da moeda.

Como compro e vendo Bitcoins?

Os Bitcoins podem ser comprados em corretoras que funcionam de maneira parecida com uma bolsa de valores. Essas corretoras são meros intermediários entre pessoas físicas que desejam transacionar Bitcoins. Os governos permitem a operação de tais empresas por um motivo bastante simples: exigem que elas tenham registro explicito de tudo o que é negociado, exige identificação extensiva dos usuários, com fotos e documentos válidos, além de transferências bancárias somente através de contas correntes registradas no nome de cada participante. É a única maneira dos governos tentarem ter algum controle sobre o que as pessoas fazem neste mercado. E cobrar impostos sobre isso 🙂

Os Bitcoins podem ser comprados sem registro, uma pessoa com a outra, com pagamento em espécie e transferência feita entre “carteiras de Bitcoin” individuais. Todas as transações são registradas, mas nenhuma “carteria de Bitcoin” possui um registro inequivoco de quem a possui. Você só pode chegar a uma pessoa específica seguindo uma longa trilha de por onde os Bitcoins passaram até chegar a determinado ponto. Então se eu compro um Bitcoin em uma corretora, por exemplo, e transfiro esses Bitcoins para uma determinada “carteira de Bitcoin”, tudo o que o governo sabe é que eu tinha esta quantia e transferi para alguém (ou para eu mesmo). Por outro lado, se eu compro individualmente Bitcoins de uma pessoa que eu saiba que os possui, somente esta pessoa sabe que foi para mim que ela vendeu tais Bitcoins. Sim, o governo pode saber que ela possuía Bitcoins e que os transferiu, mas só saberá que foi para mim se essa pessoa falar. E mesmo assim, só poderá provar se tal pessoa tiver gravado essa transação de alguma maneira (me filmando entregando o dinheiro, por exemplo?). No momento em que os Bitcoins foram transferidos para uma “carteira de Bitcoins” que eu tenha a chave de acesso, somente eu tenho como “abrir essa carteira”.

Como guardo meus Bitcoins de forma segura?

Uma carteira de Bitcoins nada mais é do que dois códigos alfa-numéricos longos. Um deles, público, representa o endereço Bitcoin, ou seja, identifica aquela carteira como única. O outro, privado, é a chave de segurança que permite realizar qualquer transação que envolva os Bitcoins registrados naquela carteira. Com os Bitcoins, somos o Banco que guarda nosso dinheiro, e os únicos a possuir a chave do cofre. Se a perdermos, ninguém mais tem acesso àqueles Bitcoins, nem mesmo nós. Por isso é importante guardar de forma muito segura a chave dos nossos Bitcoins. Qualquer um com acesso a ela pode fazer o que quiser com nossos Bitcoins, e se a perdermos não temos mais acesso a eles. Não é uma coisa simples, temos que proteger, mas não podemos perder. Muita gente perdeu Bitcoins ao longo dos anos. A maioria, quantidades enormes, que hoje valeriam verdaderias fortunas, ao ter “brincado” com a moeda em uma época em que não valiam quase nada e simplesmente terem perdido ou até apagado os HD’s em que guardaram as chaves de acesso originais. A primeira transação amplamente divulgada com os Bitcoins, foi uma pizza que foi encomendada mediante o pagamento de 10.000 Bitcoins, o equivalente, no dia em que escrevo essas linhas, a R$ 640.000.000.

Uma carteira de Bitcoin, aquele endereço único, público, pode não ser conhecida por ninguém. Essa carteira “possível”, só se torna uma carteira real, quando efetivamente transferimos Bitcoins para ela. A transferência de Bitcoins para uma carteira implica no registro desta transferência no livro de registros chamado de Blockchain. Desta forma, podemos ter várias carteiras de Bitcoins que só existem em nossa propriedade, sem efetivamente possuirem nenhum Bitcoin nelas. Para todos os efeitos, existir ou não essas carteiras é o mesmo. Somente quando transferimos Bitcoins de uma carteira previamente registrada no Blockchain é que nossa carteira passa efetivamente a existir na rede Bitcoin.

Como atravesso a fronteira com meus Bitcoins?

Sendo a carteira de Bitcoins um simples conjunto de dois códigos alfanuméricos longos, atravessar a fronteira com nossos Bitcoins passa a ser um exercício de como transportar ou transferir ou guardar digitalmente de forma segura esses códigos. Há diversas maneiras de fazermos isso.

Podemos compactar um arquivo com estes códigos, devidamente protegidos por senha, e nos enviar por email, utilizando um servidor de emails acessível em qualquer lugar do planeta, como Gmail ou Hotmail, por exemplo.

Outra maneira tradicional de manter nossos Bitcoins é fazer a impressão dos códigos em papel. É uma forma bastante comum para guardar Bitcoins de maneira a não correr o risco de perda no caso de problemas com equipamentos eletrônicos. Imprima os códigos de acesso à sua carteira, e guarde em um cofre, por exemplo. Esta não é, no entanto, uma maneira segura de atravessar uma fronteira, onde tal papel pode ser pego com certa facilidade.

A melhor e mais segura maneira de garantir que ninguém além de nós mesmos tenhamos acesso aos nossos Bitcoins, no entanto, é guardando os códigos na memória. Claro, é mais fácil falar do que fazer, quando estamos tratando de dois códigos de 32 caracteres completamente sem sentido aparente, gerados matematicamente. Por outro lado, a matemática é uma ferramenta maravilhosa, e na prática, conseguimos gerar um conjunto de chaves Bitcoin a partir de uma frase ou conjunto de palavras em determinada ordem. Podemos então pensar em algo único que faça sentido apenas para nós mesmos, mas que ao mesmo tempo não tenhamos como esquecer, e gerar nossa carteira Bitcoin a partir disso.

Um exemplo do que escrevi acima seria, por exemplo, usar parte de sua árvore genealógica como a semente geradora de sua carteira Bitcoin. Somente você sabe que essa é sua semente, somente você sabe em que pessoa da sua árvore genealógica começa sua sequencia de nomes, e em que ordem você percorre a árvore. E você não deve esquecer facilmente uma sequencia de nomes de avós, pais, tios e primos, nem as diferenças de idade entre eles para derivar alguma ordem dessa mistura de nomes. É apenas um exemplo para ilustrar que guardar a chave pessoal para sua carteira de Bitcoins não é algo tão difícil assim.

Concluindo

Este artigo foi uma pequena introdução à ideia de que precisamos pensar em nossa segurança financeira frente ao inesperado.

Vivemos em um período complexo.

A história já nos deu diversos exemplos de que não podemos tomar como certo nada do que temos hoje.

Podemos e devemos buscar alternativas que nos protejam até mesmo do que não sabemos que possa acontecer.

Acredito que possuir uma reserva de segurança do patrimônio em Bitcoins possa ser uma possível solução para tal proteção do indefinido.

Gostaria de ouvir sua opinião. Se gostou deste texto, se essa ideia ressoa com suas observações, ou se precisar de orientação profissional mais prática ou pessoal para implementar uma estratégia dessas, entre em contato.

Escada da aposentadoria

Uma das estratégias que utilizei no início dos meus investimentos foi a técnica que batizei de “escada da independência financeira”, ou “escada da aposentadoria.”

Resumidamente essa técnica implica em definir um padrão de vida mínimo para se sentir bem com seu dia a dia, e então investir de maneira a permitir que os rendimentos desse investimento gerem lucros suficientes para manter indefinidamente esse padrão de vida inicial.

Ao fazer isso, podemos nos “aposentar.” Ou seja, nossos investimentos já geram o suficiente para manter nosso padrão de vida sem precisarmos trabalhar.

Claro que não devemos parar por aí. Como expliquei, a técnica envolve definir um padrão de vida realmente mínimo para aquele momento inicial. No meu caso, era de um guri recém saído da faculdade, sem grandes gastos fixos, sem filhos, etc. Podia me dar ao luxo de ter uma vida muito simples e barata. Ao prorrogar a aquisição de alguns objetos de desejo, ou no meu caso, tratar esses objetos como um negócio paralelo, isso me permitiu acelerar em muitos anos a conquista da minha liberdade.

Eu gostava de notebooks em uma época em que ainda eram novidade caríssima, então, ao tratá-los como um negócio, ou seja, adquirindo e revendendo, me mantinha sempre com alguns notebooks topo de linha disponíveis para meu uso e estudo do assunto, ao mesmo tempo em que fazia com que essa disponibilidade me gerasse mais dinheiro para manter o giro e a constante atualização dos equipamentos.

A medida em que tinha a liberdade não não precisar mais trabalhar para manter o padrão de vida previamente definido, tinha a liberdade de trabalhar com o que quisesse, e não precisaria aceitar um emprego qualquer apenas para pagar as contas. Trabalhar com o que gostamos é o segundo segredo para obter sucesso financeiro. No momento em que o trabalho é um prazer, deixa de ser trabalho e rendemos muito mais.

Tinha a segurança das contas pagas pelo rendimento dos investimentos permitindo que me dedicasse a um novo negócio de muito potencial, mas que talvez demorasse um pouco até crescer o suficiente.

O segundo passo na escada da independência financeira é então definir esse novo padrão de vida um pouco mais alto, e então direcionar uma parte dos ganhos com o trabalho a aumentar o bolo dos investimentos de maneira a fazer os novos rendimentos permitirem a manutenção desde segundo degrau novamente sem trabalhar. E assim sucessivamente.

Se você gostou desta técnica e a deseja colocar em prática, vou ficar feliz em conhecer sua história. Fique a vontade para me escrever e me contar como está funcionando para você.

Eu sou o Fabricio Peruzzo, o Papai Investidor, e estou aqui para lançar idéias que possam te ajudar na conquista da independência financeira.