Diversificação

Em 11 de setembro de 2001 aprendi minha primeira lição sobre diversificação. Uns dias depois, na verdade.

Quem me lê a mais tempo sabe que no início dos meus investimentos perdi tudo que tinha investido na bolsa. Já contei essa história antes. No meio da tragédia das Torres Gêmeas e do horror que tudo aquilo representou, as bolsas despencaram com as dúvidas sobre o que aquilo traria de consequência para o mundo.

Naquela época investia em meu campo de conhecimento, sem olhar muito para outros setores. Minhas posições estavam concentradas em apenas três empresas, todas do mesmo setor de telecomunicações. Tinha Embratel, Globo Cabo e CRT apenas. Não poderia estar mais concentrado, nem estar no setor mais errado no meio do que aconteceu. Minha carteira perdeu 95% do valor em apenas três dias.

Claro, tragédias dessa magnitude não podem ser previstas antes de acontecerem, mas aí é justamente onde entra a importância da diversificação, ela nos protege justamente daqueles problemas que não conseguimos prever. Se eu tivesse a diversificação que tenho hoje, financeiramente o impacto teria sido absolutamente menor.

O Corona virus causou impacto semelhante em alguns setores da economia mundial. Imaginem se minha área de conhecimento fosse o setor de viagens e entretenimento, e se só investisse em empresas desse ramo, o tamanho do buraco em que teria caído. Ou se vivesse de imóveis de aluguel por temporada, imóveis de férias? Mesmo setores tradicionais e resilientes como este, podem sofrer consequências péssimas que, antes de uma epidemia de proporção mundial, jamais seria prevista.

Para minha sorte, perder tudo que tinha em um momento em que estava começando, onde ainda não tinha tanto assim, acabou sendo uma excelente lição que me protegeria em diversas ocasiões posteriores. Crise do subprime? Joesley Day? Greve dos caminhoneiros? Passaram batido, um soluço no grande esquema das coisas.

Como a todos, o Corona virus pegou meus investimentos de surpresa. Só não foi uma tragédia completa graças aos anos de aprendizado sobre a importância da diversificação. Enquanto algumas posições caíram bastante, outras subiram em proporção semelhante. No equilíbrio das coisas, e contando também com um pouco de sorte de ter feito certos negócios “na hora certa”, acabei ficando no zero a zero.

Se você teve o azar de ter sido atingido em cheio com as consequências da pandemia nas suas economias, deixo minha mensagem de alento, de que as coisas vão melhorar. O mais importante, porém, é estudar como estavam seus investimentos em março, e porque foram tão atingidos, para corrigir o rumo e proteger sua carteira das crises futuras, que certamente virão, não sabemos nem quando, nem de onde.

Termino com preces voltadas a todos que perderam suas vidas na tragédia imensa que foi a queda das Torres Gêmeas, e a todos que estão sofrendo as consequências atuais, não apenas as financeiras, da pandemia que assola nosso planeta no momento. Fiquem bem.

Uma defesa do Bitcoin como seguro para os super-ricos

Esses dias vi um post no Twitter em que pessoas montavam uma guilhotina em frente à casa do Jeff Bezos, logo após sairem as notícias de que ele tinha atingido a marca de 200 bilhões de dólares de patrimônio pessoal.

A Tesla, teve suas ações valorizadas em mais de 10 vezes em menos de 18 meses com a injeção maciça de dinheiro que o FED americano despejou no país. Isso apesar de ter 6 bilhões de dólares de prejuízo depois das contas e dividendos pagos a seus acionistas. Elon Musk atinge a cifra de 100 bilhões de dólares de patrimônio pessoal.

Enquanto isso, Bernie Sanders sugere que a solução para o problema da brutal inequalidade entre ricos e pobres não é corrigir os absurdos que estão sendo feitos pelo FED, mas sim, ir em direção ao socialismo…

Com as coisas andando como estão, uma hora parece que a maré pode virar para os super ricos. E claro, para os ricos de uma categoria mais comum. E se você que está lendo isso tem curso superior e um bom emprego que pague um salário decente, pode manter seus filhos em escola particular, possui imóvel próprio e um ou dois carros na família, e antes da pandemia que atingiu nosso planeta, podia se dar ao luxo de fazer uma ou mais viagens internacionais ao longo do ano, você pode achar que não, que é só classe média, mas a verdade é que você é sim, muito privilegiado em relação à grande maioria da população.

Então essa defesa do Bitcoin vale para os super-ricos, aqueles que qualquer pessoa sabe, inequivocamente que são, os multi-milionários, os bilionários, os grandes empresários e banqueiros, mas vale também para a grande proporção dos ricos que não se acham ricos, pois vivem em uma bolha de classe média que se acha pobre, sem nem mesmo fazer idéia do que é a realidade da grande população dos que são realmente pobres neste país.

Esse artigo é para você, médico, engenheiro, advogado, arquiteto, dentista, funcionário público, e qualquer um que possui um bom emprego que proporciona uma razoável qualidade de vida para sua família.

Eu não acredito em revoluções como forma de resolver os problemas, mas ao mesmo tempo não acho que estejamos completamente protegidos de alguma forma de revolução se em algum momento o tecido social seja extendido um pouco acima do razoável. Guerras civís e revoluções sangrentas já aconteceram vezes suficientes para nos mostrar que nunca podemos ter nada como definitivamente garantido.

E não falo aqui de direita ou esquerda, falo de radicalismos que não tem diferença de posicionamento, seja de que facção for. Ao mesmo tempo em que uma revolução vinda da esquerda pode exacerbar e tornar real um contra-ataque agressivo da direita, o contrário também pode acontecer com a mesma facilidade. Com os ânimos exaltados, é cada um por sí.

Por mais que as coisas encrespem em um determinado local, sempre há a tentativa de refúgio em algum lugar mais ameno. Temos isso acontecendo na Europa, temos aqui ao lado com nossos vizinhos da Venezuela atravessando a fronteira e se refugiando no Brasil. Tivemos há não tanto tempo atrás com o Holocausto.

O que vejo de diferente neste momento, e este é o ponto em que desejo chegar, é que, hoje, temos ferramentas que nos permitem tentar uma saída sem que tenhamos que abrir mão de tudo o que conseguimos juntar na vida. Na hora do aperto, pode ser tarde tentar resolver as coisas. Quando tudo explode, não dá mais tempo de vender imóveis, carros, equipamentos. O dinheiro no banco pode ter sido bloqueado. Atravessar a fronteira pode até ser possível, mas certamente sem os dólares na cueca ou no sutiã, que serão confiscados dos que tentam fugir…

Aí é que entra uma quantia razoável em Bitcoins. Nem tanto, que cause aperto atualmente, quando as coisas ainda estão em uma situação aparentemente normal, mas ao mesmo tempo, não tão pouco, que não sirva para nada em caso de uma situação calamitosa que exija uma saída de emergência do país. Penso em algo como o mínimo suficiente para tentar recomeçar a vida em um local mais seguro.

Os Bitcoins se tornaram um ativo considerado de valor por autoridades monetárias de praticamente todos os países. Essas autoridades sabem que não podem controlar o fluxo nem a propriedade desses Bitcoins, mas ao declarar a validade deles, permitem que exista um mercado para tal ativo.

O objetivo deste texto não é explicar como funcionam os Bitcoins, mas para compreender como eles podem ser um ativo de segurança em um momento crítico como uma revolução é necessário saber uma ou outra coisinha sobre eles.

  1. Onde estão, onde ficam os Bitcoins?
  2. Como compro e vendo Bitcoins?
  3. Como guardo meus Bitcoins de forma segura?
  4. Como atravesso a fronteira com meus Bitcoins?

Vamos construindo as respostas em ordem…

Onde estão, onde ficam armazenados os Bitcoins?

Os Bitcoins ficam armazenados de forma distribuída no que é chamado de Blockchain. Esse blockchain nada mais é do que o livro de registros de todas as transações feitas com todos os Bitcoins existentes. Quem mantém esses registros são todos os participantes da rede Bitcoin, ou seja, todos que possuem o software do Bitcoin em seus computadores. Atualmente, além das pessoas físicas que possuem tal software em seus computadores, há empresas gigantescas que mantém servidores rodando em tempo integral para manter a rede funcionando e as transações sendo registradas. O objetivo disto é que, quem faz parte dessa rede acaba, depois de um tempo, recebendo Bitcoins como recompensa pelo processamento que faz.

O que o Blockchain permite, na prática, é uma rede distribuída em que todos possuem uma cópia de todas as transações, de modo que se alguns deixam de existir, outros continuam, mantendo a integridade dos dados. Mesmo que um país inteiro seja “desligado”, os Bitcoins de quem mora naquele país continuam lá, registrados nos milhões de computadores espalhados pelo planeta que ainda estão registrando as transações da moeda.

Como compro e vendo Bitcoins?

Os Bitcoins podem ser comprados em corretoras que funcionam de maneira parecida com uma bolsa de valores. Essas corretoras são meros intermediários entre pessoas físicas que desejam transacionar Bitcoins. Os governos permitem a operação de tais empresas por um motivo bastante simples: exigem que elas tenham registro explicito de tudo o que é negociado, exige identificação extensiva dos usuários, com fotos e documentos válidos, além de transferências bancárias somente através de contas correntes registradas no nome de cada participante. É a única maneira dos governos tentarem ter algum controle sobre o que as pessoas fazem neste mercado. E cobrar impostos sobre isso 🙂

Os Bitcoins podem ser comprados sem registro, uma pessoa com a outra, com pagamento em espécie e transferência feita entre “carteiras de Bitcoin” individuais. Todas as transações são registradas, mas nenhuma “carteria de Bitcoin” possui um registro inequivoco de quem a possui. Você só pode chegar a uma pessoa específica seguindo uma longa trilha de por onde os Bitcoins passaram até chegar a determinado ponto. Então se eu compro um Bitcoin em uma corretora, por exemplo, e transfiro esses Bitcoins para uma determinada “carteira de Bitcoin”, tudo o que o governo sabe é que eu tinha esta quantia e transferi para alguém (ou para eu mesmo). Por outro lado, se eu compro individualmente Bitcoins de uma pessoa que eu saiba que os possui, somente esta pessoa sabe que foi para mim que ela vendeu tais Bitcoins. Sim, o governo pode saber que ela possuía Bitcoins e que os transferiu, mas só saberá que foi para mim se essa pessoa falar. E mesmo assim, só poderá provar se tal pessoa tiver gravado essa transação de alguma maneira (me filmando entregando o dinheiro, por exemplo?). No momento em que os Bitcoins foram transferidos para uma “carteira de Bitcoins” que eu tenha a chave de acesso, somente eu tenho como “abrir essa carteira”.

Como guardo meus Bitcoins de forma segura?

Uma carteira de Bitcoins nada mais é do que dois códigos alfa-numéricos longos. Um deles, público, representa o endereço Bitcoin, ou seja, identifica aquela carteira como única. O outro, privado, é a chave de segurança que permite realizar qualquer transação que envolva os Bitcoins registrados naquela carteira. Com os Bitcoins, somos o Banco que guarda nosso dinheiro, e os únicos a possuir a chave do cofre. Se a perdermos, ninguém mais tem acesso àqueles Bitcoins, nem mesmo nós. Por isso é importante guardar de forma muito segura a chave dos nossos Bitcoins. Qualquer um com acesso a ela pode fazer o que quiser com nossos Bitcoins, e se a perdermos não temos mais acesso a eles. Não é uma coisa simples, temos que proteger, mas não podemos perder. Muita gente perdeu Bitcoins ao longo dos anos. A maioria, quantidades enormes, que hoje valeriam verdaderias fortunas, ao ter “brincado” com a moeda em uma época em que não valiam quase nada e simplesmente terem perdido ou até apagado os HD’s em que guardaram as chaves de acesso originais. A primeira transação amplamente divulgada com os Bitcoins, foi uma pizza que foi encomendada mediante o pagamento de 10.000 Bitcoins, o equivalente, no dia em que escrevo essas linhas, a R$ 640.000.000.

Uma carteira de Bitcoin, aquele endereço único, público, pode não ser conhecida por ninguém. Essa carteira “possível”, só se torna uma carteira real, quando efetivamente transferimos Bitcoins para ela. A transferência de Bitcoins para uma carteira implica no registro desta transferência no livro de registros chamado de Blockchain. Desta forma, podemos ter várias carteiras de Bitcoins que só existem em nossa propriedade, sem efetivamente possuirem nenhum Bitcoin nelas. Para todos os efeitos, existir ou não essas carteiras é o mesmo. Somente quando transferimos Bitcoins de uma carteira previamente registrada no Blockchain é que nossa carteira passa efetivamente a existir na rede Bitcoin.

Como atravesso a fronteira com meus Bitcoins?

Sendo a carteira de Bitcoins um simples conjunto de dois códigos alfanuméricos longos, atravessar a fronteira com nossos Bitcoins passa a ser um exercício de como transportar ou transferir ou guardar digitalmente de forma segura esses códigos. Há diversas maneiras de fazermos isso.

Podemos compactar um arquivo com estes códigos, devidamente protegidos por senha, e nos enviar por email, utilizando um servidor de emails acessível em qualquer lugar do planeta, como Gmail ou Hotmail, por exemplo.

Outra maneira tradicional de manter nossos Bitcoins é fazer a impressão dos códigos em papel. É uma forma bastante comum para guardar Bitcoins de maneira a não correr o risco de perda no caso de problemas com equipamentos eletrônicos. Imprima os códigos de acesso à sua carteira, e guarde em um cofre, por exemplo. Esta não é, no entanto, uma maneira segura de atravessar uma fronteira, onde tal papel pode ser pego com certa facilidade.

A melhor e mais segura maneira de garantir que ninguém além de nós mesmos tenhamos acesso aos nossos Bitcoins, no entanto, é guardando os códigos na memória. Claro, é mais fácil falar do que fazer, quando estamos tratando de dois códigos de 32 caracteres completamente sem sentido aparente, gerados matematicamente. Por outro lado, a matemática é uma ferramenta maravilhosa, e na prática, conseguimos gerar um conjunto de chaves Bitcoin a partir de uma frase ou conjunto de palavras em determinada ordem. Podemos então pensar em algo único que faça sentido apenas para nós mesmos, mas que ao mesmo tempo não tenhamos como esquecer, e gerar nossa carteira Bitcoin a partir disso.

Um exemplo do que escrevi acima seria, por exemplo, usar parte de sua árvore genealógica como a semente geradora de sua carteira Bitcoin. Somente você sabe que essa é sua semente, somente você sabe em que pessoa da sua árvore genealógica começa sua sequencia de nomes, e em que ordem você percorre a árvore. E você não deve esquecer facilmente uma sequencia de nomes de avós, pais, tios e primos, nem as diferenças de idade entre eles para derivar alguma ordem dessa mistura de nomes. É apenas um exemplo para ilustrar que guardar a chave pessoal para sua carteira de Bitcoins não é algo tão difícil assim.

Concluindo

Este artigo foi uma pequena introdução à ideia de que precisamos pensar em nossa segurança financeira frente ao inesperado.

Vivemos em um período complexo.

A história já nos deu diversos exemplos de que não podemos tomar como certo nada do que temos hoje.

Podemos e devemos buscar alternativas que nos protejam até mesmo do que não sabemos que possa acontecer.

Acredito que possuir uma reserva de segurança do patrimônio em Bitcoins possa ser uma possível solução para tal proteção do indefinido.

Gostaria de ouvir sua opinião. Se gostou deste texto, se essa ideia ressoa com suas observações, ou se precisar de orientação profissional mais prática ou pessoal para implementar uma estratégia dessas, entre em contato.

Escada da aposentadoria

Uma das estratégias que utilizei no início dos meus investimentos foi a técnica que batizei de “escada da independência financeira”, ou “escada da aposentadoria.”

Resumidamente essa técnica implica em definir um padrão de vida mínimo para se sentir bem com seu dia a dia, e então investir de maneira a permitir que os rendimentos desse investimento gerem lucros suficientes para manter indefinidamente esse padrão de vida inicial.

Ao fazer isso, podemos nos “aposentar.” Ou seja, nossos investimentos já geram o suficiente para manter nosso padrão de vida sem precisarmos trabalhar.

Claro que não devemos parar por aí. Como expliquei, a técnica envolve definir um padrão de vida realmente mínimo para aquele momento inicial. No meu caso, era de um guri recém saído da faculdade, sem grandes gastos fixos, sem filhos, etc. Podia me dar ao luxo de ter uma vida muito simples e barata. Ao prorrogar a aquisição de alguns objetos de desejo, ou no meu caso, tratar esses objetos como um negócio paralelo, isso me permitiu acelerar em muitos anos a conquista da minha liberdade.

Eu gostava de notebooks em uma época em que ainda eram novidade caríssima, então, ao tratá-los como um negócio, ou seja, adquirindo e revendendo, me mantinha sempre com alguns notebooks topo de linha disponíveis para meu uso e estudo do assunto, ao mesmo tempo em que fazia com que essa disponibilidade me gerasse mais dinheiro para manter o giro e a constante atualização dos equipamentos.

A medida em que tinha a liberdade não não precisar mais trabalhar para manter o padrão de vida previamente definido, tinha a liberdade de trabalhar com o que quisesse, e não precisaria aceitar um emprego qualquer apenas para pagar as contas. Trabalhar com o que gostamos é o segundo segredo para obter sucesso financeiro. No momento em que o trabalho é um prazer, deixa de ser trabalho e rendemos muito mais.

Tinha a segurança das contas pagas pelo rendimento dos investimentos permitindo que me dedicasse a um novo negócio de muito potencial, mas que talvez demorasse um pouco até crescer o suficiente.

O segundo passo na escada da independência financeira é então definir esse novo padrão de vida um pouco mais alto, e então direcionar uma parte dos ganhos com o trabalho a aumentar o bolo dos investimentos de maneira a fazer os novos rendimentos permitirem a manutenção desde segundo degrau novamente sem trabalhar. E assim sucessivamente.

Se você gostou desta técnica e a deseja colocar em prática, vou ficar feliz em conhecer sua história. Fique a vontade para me escrever e me contar como está funcionando para você.

Eu sou o Fabricio Peruzzo, o Papai Investidor, e estou aqui para lançar idéias que possam te ajudar na conquista da independência financeira.

Renda de 6% a 12% ao ano, em dólar

Com a última decisão do COPOM de baixar a taxa de juros para apenas 5,5% ao ano, entramos definitivamente em uma nova realidade no mercado brasileiro de investimentos.

Neste momento, bons imóveis de aluguel se tornam uma opção muito melhor do que a renda fixa, no sentido de que nestes, além de recebermos a renda mensal recorrente, podemos contar também com a valorização dos imóveis e a consequente manutenção do poder de compra dos valores recebidos mensalmente.

Sempre se pode argumentar que imóveis são piores do ponto de vista de liquidez, que não conseguimos vendê-los de uma hora para outra, e que as vezes, dependendo do mercado, podemos não conseguir vender pelos valores que desejamos. Tudo isso tem que ser levado em conta, mas em nenhum momento deveríamos pensar em imóveis como uma reserva de liquidez. Imóveis são essenciais em um plano sólido de formação de patrimônio e geração de renda, mas devem ser acompanhados de suficiente reserva de segurança com liquidez, justamente para não precisarmos vender em uma emergência financeira qualquer.

Ainda em relação à liquidez, imóveis são investimentos que tendem a render mais simplesmente porque não fazemos com eles o giro que costuma acompanhar investimentos mais líquidos, evitando assim pagar impostos sobre os lucros que acabam comendo boa parte da rentabilidade total ao longo dos anos. Há uma máxima no mercado que diz que uma das maiores habilidades dos grandes investidores é a de não girar tanto suas carteiras de investimento.

Partindo para a prática…

Aqui no Brasil há excelentes oportunidades de imóveis para locação, seja a locação tradicional, com um inquilino que permaneça no seu imóvel por muitos anos, seja com a locação por temporada, como eu já descrevi em uma excelente oportunidade que descobri em Gramado, na serra gaúcha.

Hoje, no entanto, gostaria de abordar outro assunto: o investimento em imóveis de locação no exterior, para obter renda mensal em dólares.

O mercado americano é extremamente diverso, e esta diversidade nos permite encontrar algumas pepitas que, bem lapidadas, podem nos enriquecer de forma consistente ao longo dos anos. Vou tratar desta estratégia nos próximos parágrafos, e também discorrer sobre outras idéias criativas relacionadas ao investimento em imóveis nos Estados Unidos.

Para quem deseja se aprofundar no assunto, a primeira indicação que tenho é o Seminário Sobre Aquisição de Imóveis de Aluguel nos Estados Unidos que acontecerá em Houston, TX, nos próximos dias 2 e 3 de dezembro de 2019. Este seminário conta com a participação de um time de profissionais do mercado americano abrangendo advogados, corretores, contadores, empresários e investidores, todos focados na formação de um time de consultoria que em conjunto, permite um investimento muito mais seguro e lucrativo.

Quem desejar participar do Seminário pode se inscrever diretamente na página abaixo:

http://tejasbrazil.com

Os participantes que informarem ter sido indicados por mim participarão ainda de um encontro exclusivo, com uma palestra que ministrarei para estes convidados.

O preço do seminário é simbólico, frente ao valor de se conhecer pessoalmente alguns dos profissionais mais qualificados que atuam no mercado de Houston. Somente a rede de contatos formada neste evento, com certeza poderá fazer toda a diferença nos resultados obtidos. Os organizadores do evento investem pessoalmente desta maneira e utilizam este grupo de profissionais como consultores em seus investimentos imobiliários, obtendo um resultado de 6% a 12% de rentabilidade anual, em dólares, com o aluguel de seus imóveis.

Continuidade…

Vejo este investimento como uma excelente maneira de formar patrimônio, criar uma nova fonte de renda em moeda forte, protegida dos altos e baixos da economia brasileira, e planejar renda para o futuro. A ênfase no futuro se dá por um motivo bastante simples: ao iniciar este investimento com a compra de um imóvel para locação nos Estados Unidos, minha sugestão seria a de receber estes aluguéis em dólar e manter o valor nos Estados Unidos, investindo ao longo do tempo de maneira a ir utilizando tais valores como entrada na compra de novos imóveis que farão a bola de neve crescer de maneira consistente ao longo dos anos.

No final do processo, você tem uma série de imóveis que geram renda suficiente para viver em qualquer lugar do mundo que desejar, por receber seus aluguéis em moeda forte.

Para quem não tem a intenção de formar uma carteira internacional de imóveis de locação, ainda assim a compra de pelo menos um imóvel destes nos Estados Unidos pode representar uma excelente oportunidade… É o que chamo pessoalmente de:

PLANO ANUAL INFINITO DE FÉRIAS

Imagine o seguinte: você investe um valor na compra de um imóvel de locação nos Estados Unidos. Depois disso, você passa a receber um aluguel mensal que permite que todos os anos você faça uma viagem internacional para onde quiser, pagando tudo diretamente de sua conta corrente norte-americana com os dólares recebidos ao longo do ano anterior.

As possibilidades são infinitas. O que mais você imagina que poderia realizar com uma renda mensal em dólares?

Minha sugestão: se inscreva no seminário, estude o assunto, conheça pessoalmente a região sugerida para iniciar seus investimentos nos Estados Unidos. O investimento é baixo, e com certeza lhe fará pensar em oportunidades de investimento que hoje não fazem parte do que você acredita ser possível. Você investirá um valor ínfimo frente ao aprendizado prático que uma viagem como esta proporcionará ao seu crescimento como investidor. E certamente este aprendizado, mesmo se não utilizado diretamente no investimento em imóveis descrito neste artigo, lhe proporcionará oportunidades de lucros em muitas outras frentes.

O mundo é dos que buscam o crescimento. Vamos caminhar juntos.

Há 17 anos adquiri meu primeiro consórcio imobiliário

Consórcios, 17 anos depois…

Chega até a ser engraçado, mas já se passaram 17 anos desde que adquiri minha primeira carta de consórcio, lá atrás, em 2002 e 14 anos que abri a Megacombo, minha empresa criada para divulgar o consórcio de imóveis como ferramenta de investimento.

Lendo a página de como nasceu a Megacombo, relembrei como comecei, com a aquisição de cartas de R$ 25.000, a menor que tinha disponível na época, equivalente hoje à carta de R$ 70.000.

É engraçado lembrar de tudo isso, porque apesar de eu continuar ajudando muitas pessoas a iniciar seus investimentos desde o princípio, começando com uma ou duas cartinhas de pequeno valor como eu comecei, ao mesmo tempo tenho ensinado este investimento à pessoas que possuem muito mais patrimônio do que eu.

O investimento em consórcios me proporcionou um crescimento exponencial nestes 17 anos. Se hoje eu possuo imóveis, ações e fundos de investimento, tudo isso é resultado daquele pequeno valor mensal que comecei investindo nos consórcios lá em 2002.

Ao mesmo tempo em que meu patrimônio foi crescendo, o perfil dos investidores que fui auxiliando também foi aumentando. Hoje atendo desde quem adquire uma cartinha de R$ 70.000, até quem faz planos de R$ 4 milhões ou mais, para adquirir imóveis de forma alavancada, ou investir na construção.

Atribuo isso a uma questão de identificação pessoal. Quem tem pouco dinheiro para investir costuma ter dificuldade para imaginar uma vida muitas vezes mais abundante do que sua situação atual. Ao ver o caminho que percorri desde o início, fica mais fácil ver onde dá para chegar.

Já quem tem patrimônio igual ou maior que o meu, sabe das dificuldades que passou até atingir este ponto, sabe o quanto é difícil fazer o dinheiro crescer com investimentos. Geralmente dedicaram muitas horas de trabalho para cada real investido. Esses se identificam com a perspectiva de fazer o que conquistaram crescer a uma velocidade maior do que vêm conseguindo fazer com seus investimentos atuais.

Então, se tu acreditas que eu possa te ajudar a começar teus investimentos, ou se está no ponto onde eu possa te ajudar a fazer eles renderem mais do que vem rendendo atualmente, estou aqui, à disposição, com a melhor orientação para sua situação particular.

Desde que comecei com os consórcios há 17 anos, ainda não encontrei investimento melhor e mais completo para quem tem valores mensais para investir. Vem comigo, que desenhamos um plano perfeito para ti.

Se deseja saber mais, leia os artigos do site Investimento em Consórcio, ou simplesmente entre em contato.

Cerveja artesanal, hambúrguer e seu dinheiro

Sei que você tem um amigo que está fabricando cerveja artesanal. Talvez até tenha um amigo abrindo uma hamburgueria.

Deixa eu contar aqui… um amigo designer fabrica cerveja. Um amigo arquiteto não apenas fabrica cerveja, como abriu um bar/cervejaria onde inclusive vende hambúrgueres. Um amigo corretor de seguros, fabrica cerveja, mas só para os amigos. Um programador de computadores idem. Até meus advogados (sim, tenho negócios suficientes para precisar ter “meus advogados”) possuem uma cervejaria artesanal com fábrica e bar.

Pouco tempo atrás eram paletas mexicanas… Puxe a memória e você se lembrará do que veio antes das paletas…

Seja por diversão ou hobby, seja como um empreendimento que visa realmente faturar para sustentar famílias, as cervejas artesanais estão em alta.

E seu dinheiro com isso?

Algumas ideias rápidas para você pensar…

A cerveja artesanal do mercado financeiro é a proliferação dos “traders” de Instagram, dos analistas de Youtube, dos especialistas em ações de Facebook.

Já é difícil para a média das pessoas conseguir enriquecer. Por que você pensaria que seria possível encontrar o Santo Graal que o faria enriquecer rapidamente?

Enriquecer exige método, disciplina, conhecimento, e principalmente, tempo.

Tentar aprender o “pulo do gato” com aquele “especialista” com 10 anos de experiência e sucesso contínuo é aprender com quem nunca passou pessoalmente por nenhuma crise… 2008 já está distante 11 anos… a queda das Torres Gêmeas e o estouro da Bolha Pontocom então, nem se fala, lá se vão quase 20 anos.

Quando a próxima crise varrer o mercado dos gênios da vez, olhe para os que estão há mais tempo no jogo e aprenda com estes o poder das proteções e da diversificação.

Não deixe de surfar a onda fantástica que estamos vivendo. Só não ache que ela durará para sempre, nem arrisque tudo o que você conquistou em uma só classe de ativos.

E se precisar de ajuda, não hesite em chamar.

Curso de arbitragem com Bitcoins – turma de janeiro 2019 se formando

Há poucas semanas voltei de NY, onde ministrei as aulas da primeira turma do curso de arbitragem com Bitcoins.

Como surgiram algumas dúvidas dos interessados no curso, escrevi três páginas para resumir o que é tratado no curso, um mind map do mesmo, e as perguntas frequentes que tem surgido, principalmente referentes aos valores envolvidos.

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Além dos custos descritos acima, você deve acrescentar seus custos pessoais de viagem, hospedagem e alimentação.

Se você tem interesse em lucrar com a arbitragem que pode ser feita quando os preços do Brasil e do exterior apresentam grande diferença entre si, devido à baixa oferta e alta demanda que ocorre regularmente no mercado nacional, a hora é agora.

Como escrevi no texto acima, meu filho deve nascer no início do ano que vem, e por conta disto, a partir de fevereiro não devo mais realizar viagens por um bom tempo, pois não apenas quero acompanhar o nascimento, como faço questão de estar 100% presente durante os primeiros meses de vida. A próxima oportunidade de realizar este curso presencialmente em NY comigo, depois de janeiro de 2019, provavelmente só ocorra novamente depois de setembro ou outubro do próximo ano.

Entre em contato para se inscrever.

 

MISBEHAVING, o evento mal comportado de 9 anos da Empiricus. Eu estava lá!

 

Café da manhã no topo do JK Iguatemi, onde aconteceu o evento.

Semana passada aconteceu o evento MISBEHAVING, em comemoração aos 9 anos da Empiricus. Foi uma bela oportunidade de assistir uma aula exclusiva com o Prêmio Nobel de Economia, Richard Thaler. Além disso, foi possível conversar pessoalmente com vários analistas da empresa, trocando insights bastante úteis.

A primeira a subir ao palco foi a Luciana Seabra, com foco no futuro, e com isso, na necessária previdência. Falou sobre a criação do FoF da SuperPrevidência (se você ainda não conhece, corre para assinar o relatório dela na Empiricus, “os melhores fundos de investimento”) e algumas vantagens que ele possui em relação aos fundos individuais da SuperPrevidência original. Indicou ainda alguns cuidados que devemos ter em relação à nossa previdência, baseada nas idéias de David Swensen, o cara responsável pela gestão do dinheiro da Yale:

  • carteira diversificada;
  • foco em ações;
  • preocupação com impostos.

Além disso, citou algumas vantagens que um plano de previdência possui em comparação a investimentos diretos, como:

  • não passar por inventário;
  • não ter que pagar o ITCMD em muitos estados;
  • postergar o pagamento do IR, para quem se beneficia disso no PGBL.

Fotinho padrão com a Luciana, responsável pelo relatório de fundos de investimento da Empiricus, e responsável direta pela criação da SuperPrevidência, a melhor forma de se preparar para a aposentadoria.

Em seguida veio o monstro do marketing da Empiricus, o Beto Altenhofen, contar o segredo do sucesso da empresa, ensinando a única forma de vender o que as pessoas NÃO estão procurando. A fórmula é simples:

  • chamar a atenção com a emoção, geralmente a ganância ou o medo;
  • usar a persuasão através de argumentos racionais depois de ter a atenção do leitor.

Passamos então ao Rodolfo Amstalden, tímido no início, mais solto no final, dando uma aula de porque não pregam para convertidos, ou seja, porque falam para as pessoas comuns, e não para os “especialistas em investimentos.” Explicou ainda como os comportamentalistas brincam, provocam, até assustam de vez em quando, mas principalmente, não se levam tão a sério.

Veio então o trio de analistas, Sergio Oba explicando o negçio da LINX de forma magistral, Max Bohm falando da hora certa de se ter microcaps e smallcaps na carteira (sempre) e contando tudo o que aprendeu em sua visita à Ouro Fino Saúde Animal, e foi seguido por João Piccioni falando sobre as FAANGS, Marijuana e Bitcoin.

Pausa rápida para o almoço e bate papo com os outros participantes, acompanhados por um bom café.

Caio Mesquita conta a história da Empiricus e mostra um pouco do que é o Grupo Acta e de todas as empresas de conteúdo que fazem parte do grupo.

E aí sobe ao palco o José Luis Cordeiro, um pesquisador controverso, que começa a falar de futuro, da normal incapacidade de pensarmos facilmente de maneira exponencial, e da expansão dos limites humanos através da ciência nas próximas décadas, começando com as tecnologias que hoje vestimos (smartphones, fones de ouvido, smart watches), e em seguida implantaremos em nossos corpos.

Fala então da busca da imortalidade e do rejuvenescimento biológico, fazendo com que algumas cabeças explodissem na platéia e nos lembrando que esta é uma época maravilhosa a que estamos vivendo, e que seria péssimo morrer nos próximos 30 anos, visto que com a evolução exponencial da ciência, esse é o prazo em que devemos obter a cura daquela doença que até então tem matado a todos indistintamente, a velhice. Sério, não queria ser o palestrante seguinte a ele…

Seguimos bem, entretanto. Felipe Miranda entra com sua camiseta dos Rolling Stones, brincando que num evento intitulado MISBEHAVING, o sócio Caio Mesquita aparece de terno e gravata. Então conta a história da Empiricus de forma menos comportada, incluindo aí a quase falência e as mesas e cadeiras que tiveram que vender no Mercado Livre para pagar as contas no pior período da empresa, além de comentar sobre o antigo sócio-fundador, há muito já desligado da empresa, Marcus Elias.

Depois deste breve histórico ele chama ao palco o engravatado ganhador do Prêmio Nobel de Economia do ano passado, Richard Thaler, que já entra se desculpando: “se tivesse sido avisado a tempo sobre o tema do evento, também teria vindo com minha camiseta dos Rolling Stones.” Em formato de bate papo, explicou os conceitos essenciais da economia comportamental descritos em muito mais detalhes em seus livros “Nudge” (empurrõezinhos) e “Misbehaving”.

Concluímos então com Pedro Malan, fechando com chave de ouro ao falar o que será necessário para o futuro do país em termos macroeconômicos, microeconômicos, e na necessidade da educação para aumentarmos a produtividade de maneira a diminuir o impacto que a temos à frente com a queda demográfica que estamos vivendo.

Resumo do dia.

Como economizar mais de 5% em todas suas viagens e compras internacionais

Em continuação ao video, deixo algumas informações extras para quem deseja implementar esta dica na prática.

Para abrir uma conta nos Estados Unidos, temos que estar fisicamente presentes. A abertura de conta leva pouco mais de 20 minutos, bastando para isso ter em mãos o passaporte, visto americano válido e comprovante de residência do Brasil mesmo, podendo ser uma conta de luz ou até mesmo a da TV a cabo.

Um dos melhores bancos para quem deseja deixar a conta aberta é a do TD Bank. Além de ter um bom aplicativo para o celular e acesso ao internet banking através do navegador de internet, eles exigem somente US$ 100 de saldo médio na conta para manter a isenção das taxas de manutenção da conta.

Tenho uma excelente experiência também com o Wells Fargo, um dos maiores bancos americanos, que também conta com excelente aplicativo para o celular e operações completas através da internet. O saldo médio diário para manutenção da conta sem custos é de US$ 1500.

Para quem deseja abrir uma conta no exterior, estando no Brasil, uma descoberta recente que já testei é o LeoPay. É uma startup financeira inglesa, de atuação internacional, que possui uma característica bem interessante, que é a de poder manter contas separadas em dólar e euro. Além disso, permite solicitar cartões de débito diferentes para as duas moedas, facilitando muito as viagens não apenas para os Estados Unidos, mas também para a Europa. Podemos ainda fazer a conversão entre as moedas e contas diretamente pelo aplicativo de celular. A abertura da conta é totalmente digital, feita diretamente no aplicativo para o celular, inclusive com a digitalização dos documentos e uma entrevista realizada com a câmera frontal do smartphone.

O cartão de débito do TD Bank já é entregue com seu nome gravado, na hora da abertura da conta. O do Wells Fargo vem pelo correio, mas lhe entregam um cartão provisório para já utilizar e se beneficiar do IOF menor mesmo na sua primeira viagem com uso desta sugestão.

Consórcio é um bom investimento?

Como especialista em consórcios imobiliários, esta semana tive uma surpresa. Vários amigos, parceiros e clientes me pediram para comentar sobre um vídeo da Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe no YouTube, em que ela fala para fugir dos consórcios e financiamentos.

Se você não assistiu ao video, ela simplesmente tem pavor de consórcio (por já ter feito um que deu errado no passado, certamente mal orientada) e de financiamento. Segue abaixo o video dela, com meus comentários em seguida:

Adoro a Nath, mas neste vídeo ela errou feio. Até o Gustavo Cerbasi, que no início não gostava muito dos consórcios, em seus últimos livros fala com propriedade sobre os usos em que eles podem ajudar a formar patrimônio.

Os comentários feitos no próprio YouTube já indicam varios dos erros, como a comparação de 320.000 de financiamento com 400.000 do consórcio, o fato de não mencionar a correção do crédito ao longo do tempo, junto com a correção das prestações, para manter o poder de compra. Ela não desconta do investimento em Tesouro Selic o custo que teria de aluguel neste tempo todo, e por aí vai. Fez um vídeo simplista, me dói dizer, de quem não sabe matemática. E faz isso justamente dizendo que os números não mentem! E me dói dizer, justamente porque gosto dela, e geralmente o conteúdo dela é muito bom, tanto que sempre que acho relevante, divulgo aqui.

Com mais de dois milhões de seguidores, somente o fato de ter chegado a este número, no tópico de finanças pessoais, já é sensacional. Pessoalmente, acho que da para perdoar um deslize técnico, mesmo um que me prejudique pessoalmente, frente ao enorme bem que ela faz desmistificando os produtos financeiros.

Seria uma pena me sentir prejudicado com isso. Neste momento, mais de 300 mil pessoas já assistiram ao video dela. Mas não me sinto prejudicado com o video, pelo contrário. Eu vendo consórcios e os utilizo pessoalmente como ferramenta para construção de patrimônio, mas a verdade é que ninguém fica pobre por NÃO ADQUIRIR um financiamento ou consórcio. Pode deixar de se beneficiar de certas estratégias, mas não perde ao não fazer. Só deixa de ganhar.

Deixar de ganhar é melhor do que perder dinheiro com uma aquisição mal orientada.

Então, se ela ajuda a evitar perdas para quem adquiria um consórcio qualquer sem pesquisar, achando que todos são iguais, ou para os que caíam no canto da sereia de maus vendedores ou de gerentes de banco que só desejam recolher suas comissões ou cumprir metas de venda, todo meu apoio a ela.

Por outro lado, se você chegou até aqui na leitura, assistiu ao video dela e se perguntou: “é isso mesmo?” Bem vindo a um novo mundo. Um mundo onde os consórcios são simplesmente uma ferramenta. E como ferramenta, podem ser bem ou mal utilizados na construção de seu futuro financeiro. Estou aqui para te ajudar nisso.