48

Hoje não vai ter foto de ovo, nem de café.

Hoje não vai ter massa com molho de galinha da mãe, porcaria de COVID que só atrapalha, nem nhoque da Nonna, nem macarrão com furo também dela, mas esses, infelizmente, faz tempo que não tem mais mesmo.

Hoje tem um dia especial em casa com minha família, almoço especial da minha esposa, sobremesa especial, bolo especial, brincadeiras com meus pequenos que crescem tão rápido.

Acordei agradecido. Por mais um dia. Por uma família linda e com saúde. Por ter a geladeira abastecida, um teto para chamar de meu. Por possuir a capacidade de decidir, e com esta, a de produzir e ganhar o pão de cada dia, mesmo que o objetivo final seja reduzir os carboidratos 🙂

48 é quase 50. A vida passa rápido. Viva bem hoje. E amanhã, e depois.

1. Agradeça todos os dias. Com saúde, comida, teto, e capacidade de trabalhar, você tem tudo que precisa, e mais que a grande maioria das pessoas que caminham no nosso planeta. Se pode ler isso, então, ser alfabetizado te coloca em uma classe ainda mais privilegiada. Agradeça. A gratidão é a chave que abre as portas de todas as outras virtudes e é algo que você sempre pode melhorar.

2. Equilibre. Nem só trabalho, nem só diversão. São muitos pratos, faça o melhor que conseguir, procure melhorar todos os dias, mas não se culpe se as vezes parecer difícil. É difícil. E melhora com o tempo.

3. Cresça. Com seus próprios aprendizados. Com seus erros e acertos. Não tenha medo de errar, mas ao notar o erro, peça desculpas, mesmo que a si mesmo, e corrija. Cresça com a experiência dos outros. Amigos, livros, filmes, vale tudo. Muita coisa já foi feita, você não precisa cometer os mesmos erros que outros já cometeram no passado. Aprender com os próprios erros é receita para realmente aprender algo, mas se você conseguir aprender com os erros dos outros, pode evitar muito sofrimento desnecessário.

4. Tenha entusiasmo. Vale mais uns 25 pontos no QI. Uma pessoa entusiasmada com o que faz produz muito mais. Tome cuidado, no entanto, para não ser um “burro ativo.”

5. Monte sua biblioteca. Sobre todos assuntos. Com livros que você já leu e praticamente o definam. Com livros que você não leu e provavelmente não conseguirá ler no tempo que ainda tem de vida. Os livros que ainda não lemos estão lá para nos dar a humildade necessária, no reconhecimento de que não sabemos de tudo. E o ânimo de continuar sempre estudando e aprendendo coisas novas.

6. Não seja o melhor em algo. Seja o único!

7. Todo mundo é tímido. As pessoas estão esperando que você se apresente, esperando seu e-mail, esperando seu convite para um encontro. Vá em frente.

8. Não leve para o lado pessoal se alguém te ignorar. Assuma que são como você: ocupados, distraídos, com outros compromissos. Tente novamente mais tarde. Normalmente temos resposta em uma segunda tentativa.

9. Cultive bons hábitos. O objetivo de um hábito é remover a necessidade de auto-negociação, você simplesmente vai lá e faz.

10. Respeite os horários. Os seus e os dos outros. Chegue 10 minutos antes em um encontro. Preveja como estará o tempo e o trânsito e saia mais cedo se necessário.

11. Um lugar para cada coisa. Cada coisa em seu lugar. Quando você procurar algo em casa e demorar para encontrar, ao terminar de usar não coloque de volta onde encontrou. Coloque no primeiro lugar em que havia procurado.

12. Assuma seus erros. Culpar os outros, as circunstâncias, o que for, não vai te ajudar a melhorar a situação. Assuma o controle de seu destino ao assumir que tudo que acontece contigo é consequência única das tuas decisões pessoais. Para um destino diferente, da próxima vez, escolha outro caminho.

13. Poupar e investir uma parte de tudo que ganhamos são hábitos saudáveis. Pequenos valores investidos de forma automática ao longo de décadas são um caminho seguro para a riqueza.

14. Se você nunca cair, é porque não está crescendo o suficiente.

15. O sucesso é consequência de suas ações. Para ser um escritor, sente em um local confortável e escreva. Todos os dias. Todas semanas. Todos anos. Adapte para sua realidade. Esteja presente diariamente e 99% do trabalho estará encaminhado.

16. Compartilhe. Seu conhecimento. Seu sucesso. Quanto mais você compartilhar, quanto mais der à sociedade, mais ela lhe dará de volta. Quanto mais pessoas você ajudar, mais conseguirá para si. Entender isso é o princípio da sabedoria.

17. Você é o que você faz, não o que fala. Mostre quem você é com suas ações.

18. Como você vive um dia típico, é como você vive a vida.

19. Não há limite para o aperfeiçoamento. Você pode até ter começado com menos que a maioria, mas não há limite de onde pode chegar, o quão alto pode alcançar.

20. Ódio é uma maldição que só prejudica quem odeia, não o objeto do ódio. Se livre do ódio como se fosse um veneno. Ódio é um veneno para suas emoções.

21. Prefira experiências sobre coisas. Adquirir coisas normalmente não traz satisfação profunda, mas viver boas experiências sim. Uma viagem em vez de trocar o carro que ainda dá conta do recado. Um curso em vez de um celular novo. Uma passeio no parque em vez de uma bolsa nova.

22. Da vida não se leva nada, a não ser a vida que se viveu. Viva.

23. Peça desculpas. Rápido. De forma específica. Com sinceridade.

24. Eliminar as tralhas abre espaço para seus verdadeiros tesouros.

25. Seja otimista. Você não precisa ignorar os problemas, basta acreditar na sua capacidade de resolver os mesmos.

26. Não tenha medo de abandonar o que não está funcionando ou o que você mudou de ideia depois de pensar mais a respeito. A vida é muito curta para ficarmos fazendo o que não nos trará os resultados desejados. Largue aquele livro que não está sendo bom. Saia no meio do filme que não gostou. Feche a empresa que não deu certo. Pare de escrever a lista de XX pensamentos dos seus XX anos de vida.

Se quiser uma lista realmente longa de “dicas para a vida”, fique com esta: 300 frases inspiradoras para te fazer crescer profundamente.

Obrigado por ler até aqui e fazer parte da minha vida. De coração. No que puder ajudar, conte comigo.

A rotina diária de uma vida financeiramente independente no meio da pandemia do coronavírus.

Começo a escrever este texto 6h da manhã de uma sexta-feira. Não são todos os dias que acordo esta hora, apesar de ser mais matinal do que noturno nas minhas preferências. Hoje, especificamente, acordei com ideias para este texto.

Fui ajudado pela minha filha na madrugada. Pouco antes das 5h ela acordou para fazer xixi. Busquei ela no quarto, iluminando o caminho até o banheiro com a tela do Apple Watch. Cuidei do porquinho de pelúcia que ela levou para acompanhar enquanto fazia o xixi e a levei de volta ao quarto, ficando ao lado dela até pegar novamente no sono. Voltei para cama, mas com as ideias fervilhando na cabeça, quem disse que consegui dormir? Então aqui estou.

O que chamo de Independência Financeira?

Quando falo ou escrevo sobre independência financeira, muitas vezes noto que esse termo tem conotações diferentes para as pessoas. Então acho interessante explicar o que chamo de independência financeira, e como ela se da na minha vida na prática.

Para alguns, falar sobre independência financeira é o mesmo que dizer que a pessoa é multi-milionária. Que basicamente pode fazer tudo o que quiser, que o dinheiro nunca acaba. Que o dinheiro jorra em suas contas bancárias como cachoeiras infinitas. Infelizmente esse ainda não é o meu caso.

Outros chamam de independência financeira o simples fato de terem um emprego que pague seu custo de vida e os permita morar sozinhos, o famoso “sair da casa dos pais.” Não chamo isso de independência financeira, pois a pessoa em questão é dependente daquele emprego, e vai saber quanto tempo esse emprego vai durar? Felizmente, esse não é meu caso.

O que chamo de independência financeira é uma situação relativamente confortável de vida, mantida da maneira o mais automática possível, sem a necessidade ou obrigação de bater ponto em um emprego ou trabalho próprio. É poder ter uma vida digna e sem necessidades, sem trabalhar. É basicamente poder viver como um aposentado. Esse é o meu caso.

Claro que cada um tem sua própria definição do que é viver de forma confortável. Tem gente que se contenta em morar em um apartamento pequeno, com móveis simples e práticos, e tem gente que precisa de espaços enormes e decoração refinado para suprir suas necessidades básicas. Tem gente que acha um exagero possuir carro, e tem quem não consiga viver sem um carro de luxo. Eu me encontro no meio dessa escala, tenho um bom carro quitado, um carro comum, mas sedã com um bom porta-malas para carregar as bicicletas dos baixinhos. Acredito que um bom apartamento tenha ao menos dormitórios suficientes para que cada filho possa ter seu quarto e sua privacidade. E que também esteja quitado, porque dever para o banco não é legal.

Já escrevi ou gravei um vídeo anteriormente sobre o que chamo de Escada da Independência Financeira. Resumidamente é a definição de um padrão mínimo de vida para aquele momento específico, e de quanto seria necessário possuir investido para que os rendimentos do patrimônio investido pudesse prover a independência financeira naquele degrau de vida.

Quando atingi minha independência financeira, tinha carro popular. Morava em apartamento menor, não tinha filhos. Tinha conquistado patrimônio suficiente para manter aquela vida indefinidamente, mas é claro que sabia que aquela não seria minha vida por muito tempo. A conquista da independência financeira não me proporcionou uma vida fácil e folgada com tudo o que queria. A conquista da independência financeira me proporcionou a independência necessária para poder fazer as melhores escolhas de onde iria investir meu tempo, de maneira a otimizar meus ganhos, sem precisar bater ponto em algum emprego mal remunerado qualquer simplesmente para pagar as contas. Meu trabalho de verdade estava apenas começando.

A conquista do primeiro degrau da independência financeira representou a abertura da porta necessária para a busca do aperfeiçoamento pessoal e do meu propósito de vida. No degrau em que me encontro atualmente, temos uma vida tranquila com dois filhos. O menor ainda em casa conosco 24h por dia, a maior já há alguns anos no colégio, apesar de neste momento específico de pandemia estar também 24h por dia trancada aqui com a gente. Carro quitado, apartamento quitado, e sem dívidas, da para se manter esse fluxo por tempo indeterminado.

O degrau atual em que nos encontramos na escada da independência financeira nos permite ficar em casa no meio da crise do Coronavírus. Tenho meu trabalho vendendo consórcios de imóveis, mas este, que era bem mais ativo antes do vírus manter todos dentro do apartamento, ficou bastante prejudicado no momento. Continuo atendendo os clientes que já possuo e sempre chegam novos através da internet, mas o tempo livre que antes tinha para produzir conteúdo novo, sejam vídeos explicativos, sejam textos como este aqui, virou pó. Foi substituído por acompanhar a filha em aulas online, organizar as tarefas extras de ensino, cuidar da casa, lavar louça.

E é o conteúdo novo que me traz novos clientes em profusão. Então, se por um lado a coisa está andando sem maiores problemas, com a garantia das contas pagas, por outro, continuo fazendo o possível para manter o barco navegando em bons ventos. Porque, como escrevi antes, estou já alguns degraus acima do básico, mas ainda longe de onde pretendo chegar.

Quem me acompanha há mais tempo por aqui sabe das viagens regulares que fazíamos ao exterior. Viagens geralmente longas, ao menos uma ou duas por ano. Claro que essa rotina mudou um pouco com a chegada de mais um bebê, mas não fosse o vírus, provavelmente já teríamos feito algo deste tipo nas férias de julho e certamente faríamos algo assim próximo do fim do ano. Essas viagens não fazem parte ainda do degrau de independência financeira atual. Como temos necessidades especiais de hospedagem (precisamos de apartamentos com cozinha, por conta de alergias alimentares), os custos são consideravelmente maiores do que uma viagem mais “normal.”

O que proporciona viagens regulares e o passo necessário ao próximo degrau, são justamente o trabalho que realizo na venda de consórcios imobiliários, e nas consultorias financeiras pessoais, além do investimento regular em oportunidades pontuais que sempre surgem para buscar um lucro mais rápido.

Estou há mais de uma hora escrevendo este texto, e não cheguei ainda no título do mesmo. Escrevi no título que este era sobre a rotina de uma vida financeiramente independente. Pois bem, tendo definido exatamente o que é essa tal de independência financeira para mim, vamos à rotina.

Rotina diária de uma vida financeiramente independente no meio da pandemia.

Como não sei exatamente como será o dia de hoje, vou basicamente descrever o dia de ontem. Na prática, não muda muito. No meio do confinamento, todos os dias são mais ou menos iguais.

Acordei por volta das 8h da manhã. Minha filha acordou em seguida e fomos para a sala tomar café da manhã. Preparei meu café, preto, coado direto na caneca com o filtro pequeno, e um Toddy e sanduíche de queijo com requeijão para a baixinha. Conversamos e brincamos um pouco de dinossauros, menina-dragão, e depois ela foi assistir um pouco de TV enquanto eu lia as notícias, e-mails, e redes sociais ao lado dela no sofá. No caso específico de ontem, não tínhamos lavado a louça na noite anterior, então fiz isso neste momento.

O bebê acordou pouco depois das 10h30, e ele e minha esposa se juntaram a nós na sala. Pelo horário avançado, decidimos que ele iria direto para o almoço, que faríamos mais cedo para ele, mantendo o horário normal para o nosso. Entre troca de fralda, brincadeiras, e corrida pela casa com a mana, o almoço ficou pronto, e enquanto minha esposa dava comida para o bebê, fui tomar um banho.

Bebê de barriguinha cheia, eu de banho tomado, saímos para uma volta na rua, ele e eu. Fomos ver os chafarizes dos prédios próximos de casa. É um passeio de 45 minutos a 1h, caminhando pela rua, olhando os caminhões. Ontem tinham inclusive duas betoneiras em um dos prédios que estão levantando aqui perto.

Volto para almoçar, café preto depois do almoço, responder e-mails e estudar um pouco mais para mim, enquanto minha esposa cuida para ninguém se machucar na corrida dos pequenos pela casa. Bebê vai fazer soneca com a esposa, criança começa aula online, mais leituras, e-mails, e planejamento de novos textos para mim. Bebê acorda, aula termina, prepara lanche, todos comendo bem, levo o lixo para fora e neste dia consigo ir até o escritório para gravar um vídeo novo. Ontem foram 50 minutos de rua no passeio do bebê, e mais ou menos o mesmo tempo no escritório para mim no fim da tarde.

Volto para casa, atividades de avaliação do colégio, brincadeiras com as crianças, Preparar a janta, trocar a fralda, jantar, lavar a louça, dar uma última olhada nos e-mails, redes sociais, artigos na fila de leitura, e começar a diminuir o ritmo da casa. Meia noite, todos dormindo.

Mais um dia na rotina de uma vida financeiramente independente no meio da pandemia do coronavírus. A vida se tornou uma coisa meio nebulosa, com os dias se fundindo uns aos outros, tudo sempre igual. Ficando a maior parte do tempo em casa acabamos diminuindo as chances dos encontros fortuitos que estar na rua nos proporciona.

Em épocas mais normais, levaria a baixinha ao colégio depois do almoço. Encontraria um ou outro pai/mãe na entrada, conversaríamos sobre algo banal ou sobre os filhos mesmo. Voltaria para casa, iria ao escritório caminhando, passaria antes no correio, pararia para um café na cafeteria ao lado, onde encontraria um colega de faculdade que não via a muito tempo. Conversaríamos sobre como estavam as coisas, nossas empresas, nossos filhos, e combinaríamos de uma hora nos encontrarmos novamente, deixando para o destino escolher quando isso aconteceria de novo. Na volta ainda cruzaria com outro amigo, mais um oi rápido, mais o sentimento de que tudo está andando nos trilhos para aqueles que amamos. Tudo isso está suspenso por enquanto.

Se sua vida está mais fácil, ou mais difícil, saiba que estamos todos juntos nessa. Vai melhorar.

Pequenos prazeres – pequenos rituais

Presente de aniversário chegou com uns meses de antecedência aqui este ano.

Já escrevi anteriormente sobre os pequenos rituais e como eles nos permitem levar a vida de forma um pouco mais leve e contemplativa.

Ontem minha esposa me presenteou com esta chaleira bico de ganso, presente de aniversário uns meses adiantado. Diz ela que estava angustiada de me ver tentando derramar a água em círculos no filtro de papel com a chaleira comum.

Não tenho palavras para descrever o quanto este presente simples tornou meus dias mais felizes. Fazer o café todas as manhãs é meu pequeno ritual para começar o dia. Me permite parar uns poucos minutos e meditar logo depois de acordar e ser grato por tudo de bom que acontece na vida.

Este período de pandemia nos trouxe uma série de desafios, o mundo de cabeça para baixo. Poder ter estes pequenos momentos faz toda a diferença quando conseguimos ver o quanto somos privilegiados em poder passar por isso da maneira que estamos passando, com relativa segurança.

A felicidade está nas coisas simples. Uma chaleira pode não fazer nenhuma diferença na sua vida, mas na minha, lembra o quanto sou querido aqui em casa, todos os dias, enquanto preparo meu café todas as manhãs.

Tenha um bom dia.

Medo de sair

Em tempos de Coronavirus…

Todos devem conhecer o termo FOMO (Fear of missing out), o medo de perder algo legal por decidir ficar em casa. O medo de perder a melhor festa do ano, o melhor show, o video que todos estão comentando…

Acredito que nos próximos meses devemos começar a ver o oposto disso, o medo de sair de casa.

Será que para ver de perto aquele artista que gostamos vale mesmo a pena se expor a ficar próximo de milhares de pessoas que não conhecemos e que podem nos contaminar com um vírus altamente contagioso que mesmo que não nos faça mal podemos levar para casa e contaminar algum familiar mais vulnerável?

Será que eu gosto tanto assim daquela pessoa que faz aniversário hoje a ponto de correr o risco de adoecer para ir lá dar um abraço pessoalmente, ou é melhor telefonar ou fazer uma video-chamada?

Saio para almoçar fora, ou faço comida em casa? Ou chamo uma tele-entrega?

Se meu trabalho pode ser feito de casa, vale mesmo a pena me deslocar até um escritório compartilhado com outras pessoas? Participar de reuniões presenciais?

Quero mesmo passear no shopping para me distrair? Não seria melhor um livro, ou até mesmo um seriado qualquer no Netflix? Uma praça ampla? Uma caminhada no meio do mato ou na beira da praia (praia pequena, não grandes centros urbanos)?

Aquela viagem maravilhosa, aquele lugar que eu sempre quis conhecer… Será? Confesso que esta á uma das partes mais difíceis para mim, o desejo de viajar e conhecer outras culturas, outras arquiteturas, hábitos e pessoas, é uma das coisas que mais me move na busca de aprender sempre mais. Ficar sem viajar seria para mim uma das piores coisas que poderia acontecer em um mundo onde o medo de contaminação impedisse o livre fluxo das pessoas.

Nem falo aqui apenas das escolhas pessoais, neste último caso das viagens, mas também dos impedimentos de governos cada vez mais autoritários que vemos aparecendo, forçando as pessoas a ficar em casa, aplicando multas para quem ouse sair, fechando fronteiras. Será que no meio da minha viagem serei impedido de voltar ao meu país? Como vou sobreviver em um local onde deveria apenas passear por uns dias, como vou pagar as contas, como usar o sistema de saúde se for necessário?

O quanto o medo de sair de casa irá alterar seus hábitos? Quanto isso irá impactar nos hábitos de uma população? Quais serviços serão afetados por algo desse tipo? Quanta gente precisa sentir esse medo para que o que estamos acostumados como realidade mude definitivamente?

Posso estar errado, posso estar tomando uma realidade particular minha, de uma pessoa que mesmo antes disso tudo já gostava mais de ficar em casa do que de sair por aí. Posso estar pensando pelo ponto de vista da ansiedade que me acompanhou por toda a vida, e não pelo ponto de vista de uma pessoa mais relaxada em relação à isso, mas e se isso tudo se prolongar por mais tempo? Quanto tempo de restrição de mobilidade é necessário para lhe fazer rever seu ponto de vista? Quantas pessoas próximas precisam morrer para você começar a se preocupar com tudo que está acontecendo?

Ainda saio para fazer compras com certa frequência. Mesmo ansioso, estou menos trancado em casa do que muitos amigos mais tranquilos. Cuido, não toco em nada desnecessário, evito tocar no rosto assim que atravesso a porta de casa para rua, lavo as mãos e passo álcool gel com frequência, evito passar perto das pessoas, saio rápido e volto mais rápido ainda. Quando isso vai mudar? Quanto isso vai mudar?

Deixo as perguntas no ar. Como está sendo esta época para você?

Kurt Vonnegut

Então nesta madrugada, depois de 47 anos escrito, sei bem, porque foi escrito no ano em que nasci, descobri Breakfast of the Champions, do Kurt Vonnegut, depois de ter pedido uma prova do mesmo na Amazon, pois havia ficado curioso quando recebi um e-mail de promoção com o livro a US$2,99 e, tendo baixado tal prova no meu Kindle, e com o celular carregando na sala, diferente de todo dia, quando dorme ao meu lado na mesinha ao lado da cama, e então com o Kindle ali posicionado para a insônia eventualmente esperada, e com a prova de outro livro que não me interessou continuar depois de ler as primeiras páginas, comprei o mesmo direto no Kindle, devidamente configurado para comprar com meu cartão de crédito previamente cadastrado na loja de tudo, e tal foi minha admiração com a leitura, que logo após parar, pois o sono parecia ter voltado a me chamar, acabei levantando, pegando o iPad onde agora escrevo esta frase, que deve ser, com certeza, a maior frase que já escrevi na vida, para descrever minha estupefação ao me dar conta da finitude da vida, e de quanto, a cada dia, descubro que ainda não conheço ou não sei, e provavelmente, nunca virei a saber, dado o tamanho dos meus interesses e a limitação previamente mencionada do tempo necessário a conhecer isto tudo, e agora tento voltar a dormir, talvez depois de publicar esta frase em algum lugar, no caso, agora, em meu site pessoal, como uma lembrança de que sempre temos algo novo a aprender todos os dias, ou no caso, na madrugada.

No fundo do poço – Depressão, ansiedade, e trabalho

Se você sofre com depressão, ou acha que sofre disso, mas não tem certeza, espero que as palavras abaixo lhe ajudem.

A idéia de escrever este texto começou em março de 2019, assim que li a publicação do Chris Brogan [https://www.linkedin.com/pulse/uphill-both-ways-depression-anxiety-work-chris-brogan/] e me identifiquei muito com tudo o que ele relatava.

A motivação aumentou depois de ler tweets do Matt Haig [https://twitter.com/matthaig1] [https://www.matthaig.com], e um post no Facebook do meu amigo Alessandro Gonçalves [https://www.facebook.com/746912638/posts/10157261175557639?sfns=mo] foi o incentivo que faltava para eu finalmente partir para ação.

Começou como uma simples tradução do texto do Chris, mas a medida em que traduzia, colocava uma frase ou paragrafo extra falando de situações pessoais minhas, voltava, editava alguma coisa que tinha esquecido e que me voltou à memória, e no final, o que temos é o texto abaixo.

Se ajudar apenas uma pessoa, você que está lendo isto, já valeu a pena o tempo dedicado. A verdade é que valeu a pena de toda forma, e aqui já deixo uma dica que me ajuda muito a tornar os dias mais leves e suportáveis quando as coisas estão pesadas dentro da alma… Escrever cura. Escreva o que você sente. No mínimo, o ato de colocar os sentimentos em palavras e organizar as idéias desconexas te fará ver as coisas com mais clareza.

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O propósito deste texto é ser um breve relato de como se parece o que suponho ser depressão. Para você pode ser diferente, mas queria compartilhar para o caso de você sentir qualquer destas coisas, e se sentir sozinho ou errado por isso. Procure ajuda.

Acredito ser crítico que nós que sofremos com isso compartilhemos nossas histórias, para que outros se deem conta que não estão sozinhos. Para que outros possam ver uma fagulha de esperança na escuridão da depressão. E para que os que não sofrem com isso possam ver que isso é real. E causa danos reais.

A depressão tem sido uma companhia frequente, desde a adolescência ou até antes. Eu não sabia o que era até muito tempo depois que isso começou a bagunçar bastante as coisas para mim. Gostaria de ter ouvido mais histórias sobre o assunto lá atrás.

Como você pode tocar um negócio e lidar com a depressão ao mesmo tempo?

Antes de ter filhos, conseguiria dormir 12-16 horas quando lidava com a depressão. Eu iria para cama cedo, acordaria cedo, mas então optaria a voltar a dormir o máximo possível. Quando finalmente saísse da cama, me sentia como se caminhando em uma piscina de cola até a cintura. Tudo é mais lento. Com filhos a coisa é parecida, mas sem a possibilidade de ficar dormindo, ou mesmo de ir para cama mais cedo, então o cansaço torna ainda mais difícil a caminhada na piscina de cola. As coisas andam no automático.

Em dias bons, tomo um banho. Saio para rua, vou a uma cafeteria. Sorrio um pouco. Em dias ruins, decido que uma lata de sardinhas e um ovo frito é um almoço aceitável e tento não atender meu telefone ou responder emails ou mídias sociais.

Meu trabalho é basicamente criativo. Muito poucas pessoas entendem o que é necessário para produzir conteúdo criativo dia sim, dia também. Há um desgaste mental e emocional cada vez que você faz algo. Você pode perguntar: “mas tu não vendes consórcios de imóveis?” A verdade é que não, não vendo consórcios. Ok, vendo consórcios, mas isto é a fase final. O que eu faço é escrever sobre este assunto explicando da melhor maneira possível o porque disso ser um ótimo investimento. Escrevo sobre finanças pessoais. Oriento sobre investimentos. Tudo isso, apesar de não parecer, precisa de criatividade para tornar o assunto minimamente interessante. Se estou chateado (não a depressão, mas algo efetivamente me incomodando), então nada flui. Aí é quando a ansiedade bate.

Por muito tempo, eu nem mesmo tinha me dado conta que eu tinha ansiedade. Porque anos antes, eu tive ataque de pânico e sabia o que isso se parecia. Pensava que ansiedade fosse algo deste tipo, mas não é. Para mim, ansiedade é como um monte de abelhas. Todas elas gritando “e se, e se, e se, eseeseeseeseeseese” enquanto eu tento fazer algo útil.

Quando trabalho em algo criativo (como escrever isso para você), sinto o zumbido da ansiedade zunindo nas minhas orelhas. Eu tenho coceiras pensando em que mais deveria fazer que seria um melhor uso do meu tempo. Eu me preocupo com coisas que não aconteceram ainda.

Um dos gatilhos que já identifiquei que podem indicar que estou sofrendo com ansiedade é uma irritação intensa, auto-depreciação, síndrome do impostor, ou a simples vontade de simplesmente desaparecer.

É uma merda que a depressão me motiva a ignorar um monte de informações e a ansiedade grita comigo dizendo que estou deixando passar alguma tragédia prestes a acontecer.

Então como você produz qualquer coisa?

Estou escrevendo isso em um dia em que a incerteza pressionou meus botões de depressão. Isso é assunto vulnerável, e é ainda mais vulnerável porque estou escrevendo isso com intenção de publicar em seguida. Comecei a escrever incentivado pelos textos que mencionei no início, principalmente os do Matt, que já passou por isso em níveis muito mais intensos ou perigosos.

Estou escrevendo. Como? No geral, eu falo para minha depressão: “Certo, você teve o suficiente,” e tento ao máximo me colocar em um estado de trabalho diferente. Eu me forço a levantar, tomo um banho, coloco roupas de trabalho, e sento na minha mesa “de trabalho” e começo a escrever. Esses gatilhos físicos parecem ajudar muito.

Essas últimas semanas isto tem sido um pouco mais complicadas. Com as férias escolares, e sem suporte extra, somos só eu e minha esposa para cuidar de duas crianças pequenas e todas as tarefas de casa. Meu home-office deixou de existir com a transformação em quarto do bebê. Comprei uma sala que fica a apenas uma quadra aqui de casa, mas como ir para lá, com tudo a fazer por aqui? Então escrevo em etapas, na mesa da sala, nos raros momentos em que o bebê está tranquilo, a filha maior está brincando com ele e a mãe, e não há uma montanha de louça para lavar (caso em que eu não estaria aqui escrevendo, mas sim, lavando a tal pilha de louça.)

Mentalmente é difícil ficar depressivo enquanto você está no meio de um esforço de produção criativa. Eu não consigo digitar esta frase e concatenar todo o material mental que eu preciso para alimentar o lado intelectual da minha depressão ao mesmo tempo. (Claro, a química está toda lá, mas estou ativamente ignorando-a no momento.)

Então, consigo lidar com a ansiedade e ser criativo ao mesmo tempo? Estou fazendo isso agora, mas deixa te contar, as abelhas são barulhentas. Preciso urgentemente de um café (e todo bom adepto da auto-medicação sabe que a cafeína ajuda com a ansiedade), e então, quando acabar de escrever isso para você, vou fazer um café na minha caneca de sempre, passado no filtro individual, já que só eu tomo café aqui.

Interações sociais são uma coisa completamente diferente

Eu tenho o imenso prazer de conhecer milhares de pessoas através do trabalho que faço. Eu já passei momentos únicos ao lado de pessoas muito inteligentes e especialistas em suas áreas. Quer saber? Eu provavelmente já passei algum tempo com você, se você está lendo isso. Muito provável.

Mas sou também um introvertido por natureza. Eu gosto de doses de interação social. Eu gosto de falar com as pessoas intensamente por um tempo, e então posso não entrar em contato para nada, por anos. Nunca há um pensamento negativo associado a isso pelo meu lado. Eu apenas acho que as pessoas todas tem vidas ricas e completas, e que realmente não precisam estar em constante contato com todos com quem já se encontraram.

A depressão bagunça as interações sociais. É uma mistura estranha. Você não deseja mesmo contato com ninguém porque está preso na piscina de cola da depressão. Mas você se sente mal quando outros não entram em contato aleatoriamente com você. Este é um dos grandes problemas dos relacionamentos: ninguém lê mentes. Você pode desconsiderar a “leitura de mentes” nos outros rapidamente, mas com depressão, muitas das nossas regras desabam.

E há o aspecto de simplesmente não conseguir fazer nada. E há coisas que precisam ser feitas. As realmente urgentes, acabo fazendo. Tenho sistemas de apoio que não me deixam extrapolar os prazos. Normalmente quando estou no fundo do poço, faço essas coisas no último minuto, mas faço. Pagar contas, por exemplo. Há gente que depende de mim para seus negócios, para seus lances no consórcio, coisas desse tipo… A ética profissional embutida no meu DNA não deixa que eu falhe nisso, mas deixa te contar, é um esforço sobre-humano.

O problema de não conseguir fazer nada é exatamente o de decepcionar exatamente quem eu não poderia decepcionar mais: eu mesmo. Quando estou no fundo do poço, sou o último a receber um agrado. Então se um cliente liga com um problema, resolvo o problema. Já se alguém que ainda não tem relacionamento profissional comigo entra em contato para dizer que gostaria de contar com minha ajuda, a piscina de cola me prende de tal forma que deixo aquele email lá guardado, para ser respondido depois, com mais calma, com mais dedicação, com mais atenção… E isso pode demorar uns dias… Ou mais… As pessoas boas relevam esse tempo, entram em contato novamente, pensam que o email possa ter sido extraviado, e, se o novo email chega em um bom momento, consigo responder de imediato e eventualmente fechar negócio. Se não, provavelmente foi uma porta que se fechou justamente em um momento em que mais precisaria de portas se abrindo na minha frente.

Interações sociais também podem ser desafiadoras. Especialmente na era do Instagram e Facebook. Porque você tem a prova visual (e a falácia mental) de que você está tendo a vida social menos divertida e mais desagradável de todos que você conhece. Porque claramente (por favor liguem seus filtros de sarcasmo) todo mundo posta um pouquinho de suas vidas no Instagram e no Facebook, e não apenas as melhores partes selecionadas a dedo para parecer ainda melhor do que são.

Dicas de mídias sociais para pessoas “quebradas”

  • Se você está no auge da sua depressão/ansiedade, fuja do Facebook e do Instagram. O que você menos quer é aquela sensação falsa de que todo mundo está se divertindo, menos você.
  • Tudo bem postar em algum lugar que você está se sentindo para baixo. Você precisa procurar sua própria ajuda.
  • Compartilhar completamente seu buraco emocional não irá lhe beneficiar mais tarde. É perfeitamente bom/importante/incentivado dizer, “Pois é, lidando com alguma depressão no momento.” Mas pare por aí. A não ser que você vá falar sobre como seu trabalho está indo bem.
  • Outras pessoas ficarão desconfortáveis quando você falar destas coisas. Tente manter o assunto leve, fácil, e se você puder, tranquilize um pouco a mente das outras pessoas.
  • Dormir é importante. (O suficiente, não demais.) Algumas vezes, nos perdemos em video games, maratonas de seriados no Netflix, e coisas desse tipo. Temos que limitar este tipo de estímulo próximo da hora de dormir. Você verá mais claramente no dia seguinte.

E aqui segue uma coisinha que normalmente me incomoda: Não se preocupe em gritar adeus se você tiver que dar uma pausa em alguma rede social. Está tudo bem se você não responder um comentário ou alguma menção. Simplesmente desapareça pelo tempo que você achar necessário, e volte quando desejar. (A não ser que seja seu trabalho, e aí, comece a trabalhar com as pessoas sobre contingências.)

É como quando você decide sair de uma festa “à francesa,” ou seja, sem avisar ninguém. Você simplesmente desaparece. Só vale se realmente ninguém nota que você se foi.

Eu acredito que em mídias sociais, sair à francesa é a melhor maneira de lidar com a depressão. Mas se você precisa estar lá e manter presença, então produza mais do que responde e olha da postagem dos outros. Essa é a regra de ouro.

No fundo do poço, mas não sempre

Claro que parece que algumas vezes tudo me arrasta através do poço de cola. Minha cabeça parece cheia nestes momentos. É como estar mergulhando na piscina, tudo lento e com o som abafado.

Nos momentos ruins, não consigo ir em frente. Não há momentum. Em horas melhores como a que estou usando agora para escrever isto, é como se um raio de sol surgisse por um lapso de tempo. Você consegue sorrir um pouco. Você pensa de forma coesa sobre o que deseja realizar.

Então isso não é uma coisa de “sempre.” Não é sempre escuridão. Na verdade, muitas pessoas lidam com o stress, ansiedade e depressão usando a comédia como ferramenta. Comediantes profissionais geralmente lidam com vários níveis de depressão. Infelizmente, perdemos algumas das pessoas mais engraçadas para o suicídio. Parece haver uma relação próxima entre a atividade de comediante e a depressão. O nome Robin Williams te lembra de alguma coisa?

Pessoas com depressão RIEM!

É muito importante se dar conta que a depressão e a ansiedade e todas essas coisas nem sempre impedem sua habilidade de amar e de rir. Você pode lidar com a depressão e amar. (Você pode ser um FDP mais seguido, então se prepare para pedir mais desculpas e consertar as coisas com mais frequência.) Você pode ter ansiedade e encontrar ótimos motivos para rir.

Claro, é o fundo do poço, mas não o tempo todo.

Traga todas suas falhas para o trabalho, e descubra como você pode obter sucesso mesmo que você esteja “quebrado.”

E só para deixar claro, está tudo bem por aqui. Afinal de contas, olha o tamanho do texto que saiu 🙂

Espero ter ajudado. E que nós tenhamos muitos dias de sol. Feliz 2020.

Há 17 anos adquiri meu primeiro consórcio imobiliário

Consórcios, 17 anos depois…

Chega até a ser engraçado, mas já se passaram 17 anos desde que adquiri minha primeira carta de consórcio, lá atrás, em 2002 e 14 anos que abri a Megacombo, minha empresa criada para divulgar o consórcio de imóveis como ferramenta de investimento.

Lendo a página de como nasceu a Megacombo, relembrei como comecei, com a aquisição de cartas de R$ 25.000, a menor que tinha disponível na época, equivalente hoje à carta de R$ 70.000.

É engraçado lembrar de tudo isso, porque apesar de eu continuar ajudando muitas pessoas a iniciar seus investimentos desde o princípio, começando com uma ou duas cartinhas de pequeno valor como eu comecei, ao mesmo tempo tenho ensinado este investimento à pessoas que possuem muito mais patrimônio do que eu.

O investimento em consórcios me proporcionou um crescimento exponencial nestes 17 anos. Se hoje eu possuo imóveis, ações e fundos de investimento, tudo isso é resultado daquele pequeno valor mensal que comecei investindo nos consórcios lá em 2002.

Ao mesmo tempo em que meu patrimônio foi crescendo, o perfil dos investidores que fui auxiliando também foi aumentando. Hoje atendo desde quem adquire uma cartinha de R$ 70.000, até quem faz planos de R$ 4 milhões ou mais, para adquirir imóveis de forma alavancada, ou investir na construção.

Atribuo isso a uma questão de identificação pessoal. Quem tem pouco dinheiro para investir costuma ter dificuldade para imaginar uma vida muitas vezes mais abundante do que sua situação atual. Ao ver o caminho que percorri desde o início, fica mais fácil ver onde dá para chegar.

Já quem tem patrimônio igual ou maior que o meu, sabe das dificuldades que passou até atingir este ponto, sabe o quanto é difícil fazer o dinheiro crescer com investimentos. Geralmente dedicaram muitas horas de trabalho para cada real investido. Esses se identificam com a perspectiva de fazer o que conquistaram crescer a uma velocidade maior do que vêm conseguindo fazer com seus investimentos atuais.

Então, se tu acreditas que eu possa te ajudar a começar teus investimentos, ou se está no ponto onde eu possa te ajudar a fazer eles renderem mais do que vem rendendo atualmente, estou aqui, à disposição, com a melhor orientação para sua situação particular.

Desde que comecei com os consórcios há 17 anos, ainda não encontrei investimento melhor e mais completo para quem tem valores mensais para investir. Vem comigo, que desenhamos um plano perfeito para ti.

Se deseja saber mais, leia os artigos do site Investimento em Consórcio, ou simplesmente entre em contato.

Como economizar mais de 5% em todas suas viagens e compras internacionais

Em continuação ao video, deixo algumas informações extras para quem deseja implementar esta dica na prática.

Para abrir uma conta nos Estados Unidos, temos que estar fisicamente presentes. A abertura de conta leva pouco mais de 20 minutos, bastando para isso ter em mãos o passaporte, visto americano válido e comprovante de residência do Brasil mesmo, podendo ser uma conta de luz ou até mesmo a da TV a cabo.

Um dos melhores bancos para quem deseja deixar a conta aberta é a do TD Bank. Além de ter um bom aplicativo para o celular e acesso ao internet banking através do navegador de internet, eles exigem somente US$ 100 de saldo médio na conta para manter a isenção das taxas de manutenção da conta.

Tenho uma excelente experiência também com o Wells Fargo, um dos maiores bancos americanos, que também conta com excelente aplicativo para o celular e operações completas através da internet. O saldo médio diário para manutenção da conta sem custos é de US$ 1500.

Para quem deseja abrir uma conta no exterior, estando no Brasil, uma descoberta recente que já testei é o LeoPay. É uma startup financeira inglesa, de atuação internacional, que possui uma característica bem interessante, que é a de poder manter contas separadas em dólar e euro. Além disso, permite solicitar cartões de débito diferentes para as duas moedas, facilitando muito as viagens não apenas para os Estados Unidos, mas também para a Europa. Podemos ainda fazer a conversão entre as moedas e contas diretamente pelo aplicativo de celular. A abertura da conta é totalmente digital, feita diretamente no aplicativo para o celular, inclusive com a digitalização dos documentos e uma entrevista realizada com a câmera frontal do smartphone.

O cartão de débito do TD Bank já é entregue com seu nome gravado, na hora da abertura da conta. O do Wells Fargo vem pelo correio, mas lhe entregam um cartão provisório para já utilizar e se beneficiar do IOF menor mesmo na sua primeira viagem com uso desta sugestão.

Sobre o Papai Investidor

Fabrício Stefani Peruzzo é o Papai Investidor.

Escrevi o texto abaixo para a página explicativa do site Papai Investidor, cujo conteúdo agora se encontra neste site que você está lendo. Decidi manter todos meus escritos em um só lugar, para facilitar a vida de quem quer conhecer melhor minhas idéias.

Escrevo sobre finanças pessoais e a busca da independência financeira desde 2002, quando criei o site do Informativo Moeda Corrente, com o objetivo de fixar o que estava aprendendo com a leitura de inúmeros livros sobre este tema. Naquela época lia por volta de 60 livros por ano, então você pode imaginar a quantidade de artigos que escrevi ao longo do tempo. O site continua lá, faz um bom tempo que não o atualizo, mas mantenho o mesmo devido à atemporalidade dos textos.

Nasci com o vírus do empreendedorismo. Desde pequeno, muito pequeno, pensava nos diversos negócios e empresas que teria quando crescesse. Antes de crescer já estava montando meus primeiros empreendimentos, como a biblioteca que começou a crescer rapidamente ou a rádio pirata que transmitia as últimas novidades do prédio onde morava.

Além de empreendedor, acabei me descobrindo coach, em uma época em que esta palavra ainda não existia. Não foram poucos os amigos que ajudei desenvolvendo seus potenciais através de perguntas que levavam à autoanálise e posterior crescimento de dentro para fora. Muitos novos empreendedores nasceram destas sementes.

Como leio muito, sobre diversos assuntos, e sou completamente apaixonado por conversar sobre negócios e entender o funcionamento das coisas, não demorou muito para que eu começasse a estudar o funcionamento do dinheiro e suas leis universais. É realmente muito simples ganhar dinheiro, e ainda mais simples fazê-lo crescer. Não quer dizer que seja fácil, mas é simples. Quer ver: para ganhar dinheiro, faça algo que ajude a resolver o problema de outras pessoas. Para ganhar mais dinheiro, faça algo que ajude a resolver o problema de MUITAS outras pessoas. Para fazer seu patrimônio crescer, trabalhe para ganhar dinheiro, viva com menos do que ganha e invista o que sobra de maneira a fazer este capital inicial e seus rendimentos se transformar em uma bola de neve. Viu, é simples.

Minha formação é Computação. Quando estava me formando, a internet comercial ainda não existia no Brasil. Havia uma maneira de conseguir conexão à internet aqui na minha cidade. Era através de um provedor de acesso experimental, montado na estrutura da faculdade federal por alunos do último ano da Computação. Achei excelente, fui lá conversar com eles e descobri que havia uma fila de espera de 3000 pessoas. E que só conseguiam atender a 300 pessoas por mês. Esperar 10 meses para poder acessar a internet? Nem pensar. Chamei alguns amigos, desenhamos o plano em uma folha de caderno, juntamos os trocados de cada um e no mês seguinte abrimos o primeiro provedor de acesso discado comercial do nosso estado. Essa foi minha primeira maneira regular de ganhar dinheiro, antes disso, ganhava dinheiro esporádico com aulas de computação e manutenção de computadores.

Para fazer o dinheiro crescer, havia a poupança e a bolsa de valores. Tinha uma reserva na primeira e logo parti para a segunda. Sem o conhecimento necessário e principalmente sem a bola de cristal para prever o futuro, perdi tudo o que tinha com o estouro da bolha de internet em 2001 e com a queda das Torres Gêmeas no atentado de 11 de setembro. Tinha que começar do zero. Zero mesmo, porque no final de 1999 tinha perdido minha empresa de internet em um negócio mal feito e em 2001 o emprego que arranjei enquanto montava minha segunda empresa havia explodido junto com a bolha da internet, pois o dinheiro vinha dos Estados Unidos.

Minha segunda empresa também era um negócio com internet. Neste momento fazíamos hospedagem de sites e depois passamos a instalar e dar manutenção em servidores corporativos e desenvolver sistemas. Com o dinheiro entrando, foquei na segunda etapa, investir para fazer o patrimônio crescer.

Tendo perdido tudo na bolsa de valores no ano anterior, não queria ouvir falar deste assunto. Por um lado foi péssimo, perdi os anos de maior valorização da Bolsa, entre 2002 e 2008. Por outro lado, não perdi tudo em 2008, como aconteceu com muitos que tinham suas economias em ações. Adquiri consórcios imobiliários no limite do investimento mensal que podia fazer e com eles descobri uma mina de ouro ao contemplar as cartas e vender o crédito para quem procurava adquirir imóveis com um custo muito menor do que os juros do mercado, mas com um ágio bastante considerável sobre o valor que eu tinha pago até a contemplação.

Meu investimento com os consórcios imobiliários deu tão certo a partir de 2002, que em 2003 escrevi um artigo no Moeda Corrente explicando o que estava fazendo para multiplicar meu dinheiro. Este artigo abriu o apetite de muita gente para os investimentos e eu indicava o vendedor que me atendia na época, sem segundas intenções, sem receber nada por isso. Até que um dia este me ofereceu comissão para ver se eu indicava mais gente do que já vinha indicando. Opa, que boca-aberta que eu fui! O que eu fazia valia dinheiro! E a partir de então passei a ganhar uma pequena comissão por cada indicação. Como era o mesmo que fazia com meus investimentos pessoais, era uma indicação natural e verdadeira.

Mais uns anos se passaram, minhas indicações aumentaram, e a Rodobens me convidou a virar representante deles. Montei uma empresa, a Megacombo Consórcios para cuidar disto, acabei vendendo a participação na empresa de internet que ainda possuía e passei a me dedicar integralmente aos consórcios. Você pode saber tudo sobre o funcionamento deste investimento acessando o site Investimento em Consórcio. Foi este investimento que permitiu tornar-me o Papai Investidor, e é este investimento que indico para quem deseja uma forma simples, segura e automática para formar patrimônio e viver uma vida financeiramente tranquila.

Nem sempre são dias de sol.

Hawaii

Em junho deste ano, pouco menos de um mês antes do nascimento da minha filha, escrevi em um dos vários cadernos de anotações que sempre tenho por perto um texto com o título acima. Não publiquei na época, talvez porque não tenha tido tempo de digitar, talvez porque não fosse a hora. Hoje faço isso, na manhã de Natal, com as últimas atualizações dos fatos ocorridos ao longo do resto do ano.

Quem me acompanha na internet através dos vários sites em que publico meus textos, ou através das diversas redes sociais onde marco presença, costuma ver meus textos sobre empreendedorismo, sobre investimentos. Vê também as fotos das viagens que fazemos e dos bons momentos com a família e amigos. Por conta da maneira como trabalho, vendendo consórcios essencialmente pela internet, preciso mostrar mais do que normalmente acharia conveniente, pois as pessoas que chegam até mim como possíveis clientes precisam saber que sou uma pessoa real, que vivo o que prego nos meus artigos, que tenho realmente uma empresa chamada Megacombo, que esta empresa é representante da Rodobens Consórcios na maior qualificação possível, categoria Diamante, e que não sou nenhum “golpe na internet”.

A tendência é mostrarmos a parte boa dos acontecimentos, e para falar a verdade, temos uma vida realmente boa no contexto geral, mas quem só enxerga esse lado pode pensar que tudo são flores, que todos os dias são maravilhosos. E pode, em algum momento ruim, desejar uma vida como a nossa.

Cada um tem seu próprio caminho, com seus desafios particulares nem melhores, nem piores, nem mais fáceis ou difíceis do que o de qualquer outra pessoa. As escolhas que fazemos a cada dia vão desenhando as estradas que teremos que percorrer mais a frente. O acaso também cumpre seu papel ao não nos permitir planejar tudo com 100% de precisão e certeza, como ficará claro ao longo dos próximos parágrafos. No final, isto é o que faz da vida esta maravilha cheia de surpresas e novas descobertas. E quando a surpresa é ruim, surge a oportunidade de crescimento pessoal e de auto-superação.

Este não é um texto triste ou trágico, é sim, a simples constatação de que as vezes passamos por desafios como consequência das escolhas que fizemos em um passado recente e das incertezas da vida. Espero que sirva de alavanca para quando você estiver passando por uma fase ruim, para que lembre que todos temos nossos bons e maus momentos, e que com coragem e determinação, tudo se resolve no final.

Este texto é sobre mim, afinal, sou eu que o escrevo, mas poderia ser sobre qualquer pessoa que você conhece. Até aquele seu amigo que parece ter uma vida perfeita, onde tudo sempre dá certo. É principalmente sobre este amigo que parece ter a vida que você sempre pediu a Deus. Pode apostar, até ele tem seus desafios, você é que não está próximo o suficiente para saber disso.

Como havia dito na abertura, este texto foi escrito pouco antes do nascimento da nossa filha, dia 13 de junho de 2013 (data do texto original, não do nascimento). Vou economizar nos detalhes, até porque faz tempo que tudo passou, e principalmente porque descobri que a dor dos outros sempre parece ser menor do que é a nossa própria dor. Quando alguns amigos passaram por situações semelhantes a algumas das quais passei, na época pensei que não poderiam estar sofrendo tanto quanto faziam parecer. Ao passar pelo mesmo, senti na pele e entendi que estando de fora, nunca temos as mesmas impressões de quem está vivendo a situação.

Somente para dar algum contexto, passamos por problemas de moradia entre a venda do apartamento antigo e a compra do novo, doença da minha esposa durante a gravidez, problemas na reforma do apartamento, e mais algumas coisas que nem valem a pena relatar aqui.

Meu avô dizia uma frase que hoje eu compreendo em toda sua profundidade: “se quiser desejar o mal a alguém, deseje que faça uma reforma.” Eu hoje entendo esta frase em todas suas sutilezas.

Naturalmente não poderia passar por estes abacaxis sem que o lado profissional fosse afetado. Apesar de não ter ocorrido nada grave, o volume de negócios caiu muito neste último ano. Quando trabalhamos com algo que depende de nossa disponibilidade em atender clientes e nos dedicarmos a buscar novos negócios, direcionar esta dedicação a “apagar incêndios” não é a melhor receita para manter boas vendas. Devido ao planejamento prévio, ao menos isso não era um problema. Só posso dizer que minha reforma custou mais do dobro do que efetivamente paguei, porque custou o que paguei, mais o que deixei de ganhar neste período.

Cada uma dessas “coisinhas” não teriam tanto peso se viessem sozinhas, mas quando ocorrem todas ao mesmo tempo, em plena “crise dos 40”, junto de um burn-out consequência de uma série de decisões e do estilo de vida que vínhamos levando nos últimos três anos, cada gotinha está na iminência de se tornar àquela que transbordará o copo.

Não citei, por exemplo, os dois meses que moramos sem pia na cozinha, sem tanque, com nossas coisas empilhadas em um quarto e sala enquanto nossa cama ficava em um quarto tão pequeno que não tinha espaço para fechar a porta com a cama dentro, em um apartamento alugado pelo dobro do que cobravam os vizinhos no prédio por conta de termos alugado sem precisar fazer contrato de longo prazo. Essa é uma daquelas dores que citei acima, que só sente quem vive a situação. E até a isso, depois de um tempo, dá para acostumar 🙂

Neste Natal, tínhamos o plano de comemorar com a família da minha esposa, em Farroupilha, na casa nova que meu cunhado comprou este ano, da mesma maneira que fizemos quando compramos o nosso primeiro apartamento. A mudança e reforma no caso dele aconteceram nos prazos e sem problemas. Infelizmente problemas de saúde na família nublaram este plano, então quem sabe conseguimos fazer isso no ano que vem.

Como escrevi antes, este não é um relato triste ou trágico. É uma lembrança presente e vívida, mas a maior parte das coisas relatadas já passou, superamos. Outras ainda estão sendo ajeitadas. Algumas já se tornaram “lenda familiar”, histórias que vamos contar aos nossos netos. Lembranças que na época foram duras, mas que quando as contarmos serão apenas histórias de vida.

Estas histórias que vivemos servem para lembrar que por piores que as coisas possam parecer na hora em que as estamos vivendo, por pior que esteja nossa situação em determinado momento, tudo que tenta nos derrubar são apenas degraus que precisamos subir para nosso crescimento pessoal. Os muros que surgem no nosso caminho servem apenas para testar o quanto realmente queremos seguir adiante, escalando-os ou dando a volta pelo caminho mais longo que os contornam. Todo desafio é semente para nossa superação.

Estou aqui, de pé, pronto para os desafios que surgem diariamente nesta nova etapa de vida, com a família aumentada. A parte boa de chegar a um “fundo do poço” físico e emocional é que daqui para frente o único destino é para cima.

Sejam bem vindos, dias de sol!