Como comprar seu imóvel da maneira mais barata e segura.

Um papo sobre a realidade de todos nós, no Instagram. N

Pare de escutar esses Youtubers que falam de finanças te dizendo que a melhor maneira de comprar seu imóvel é juntar o dinheiro ao longo do tempo e então comprar à vista.

Quando temos jornalistas posando de mestres em finanças, pode apostar, algo está errado. Mas não são só esses, economistas e administradores vão te dizer o mesmo. E sabe onde está o problema? Não na profissão original escolhida, pois os interesses podem mudar genuinamente e todos tem capacidade de aprender coisas novas. O problema está na limitação que a profissão original escolhida causa em suas cabeças.

Tradicionalmente, a pessoa escolhe jornalismo por ter mais apreço pelas palavras do que pelos números. Da mesma forma, economistas e administradores escolhem essas áreas por ter mais afinidade com os números e a ordem, do que com pessoas e suas mentes. E aí vemos pessoas que não são íntimos de números, fazendo cálculos triviais e deixando passar os detalhes mais complexos, como probabilidades e estatística. E vemos quem faz os cálculos bem, mas não levam em conta a psicologia da mente das pessoas reais.

Pense por si.

Você pode juntar dinheiro ao longo dos anos, investir esse dinheiro ganhando uma merreca extra ao longo do tempo (porque você não vai colocar sua futura casa em investimento de risco) e enquanto não chega lá, pagar aluguel.

Você pode fazer um financiamento, se livrar do aluguel, e pagar juros. Juros nada mais são do que aluguel pago ao dinheiro emprestado pelo banco. E aí os Youtubers de finanças vão cair em cima do absurdo de pagar juros, mas no final, dá no mesmo. Juros ou aluguel são a mesma coisa enquanto você não tem seu imóvel próprio. Só que o aluguel, você tem que pagar até conseguir juntar o dinheiro todo. E os juros, você pode cortar adiantando prestações. Quando tem o fogo queimando a bunda, o que você faz? Fica parado ou corre para se livrar disso?

Fazendo um financiamento, no prazo mais longo possível, você consegue pagar um valor mensal que é semelhante ou pouco mais caro que um aluguel. Esse pequeno esforço extra é a diferença entre ter o que será seu e o que nunca será. E é um pouco mais caro simplesmente porque você está pagando ao banco o aluguel pelo dinheiro, enquanto paga pelo próprio imóvel junto. parece não ser diferente de pagar aluguel e juntar a diferença, mas é. Porque neste caso, você já está pagando a diferença diretamente para seu imóvel, não tem a possibilidade de acontecer alguma coisa ruim e você torrar esse dinheiro. Não tem a possibilidade de você estar entediado e gastar tudo em uma viagem ou em uma troca de carro. Dinheiro na mão é vendaval!

Além disso, pagando seu financiamento e com a dor de sentir os juros nas costas, talvez você se dedique ao trabalho depois do trabalho. E ganhando um pouco mais, possa acelerar os pagamentos para se livrar dos juros. Isso também é possível no “juntar dinheiro para comprar”, mas é mais difícil, porque ao se esforçar mais, vem junto aquela sensação de merecimento. E aí, lá se vai seu dinheiro suado em um presentinho aqui, uma viagem ali…

Pagar seu financiamento de 30 anos em apenas 10 ou 15 anos é possível e até bem fácil. Quando você se der conta de que ao pagar antecipadamente o valor de uma prestação atual você estará quitando quatro ou cinco prestações lá do final, todo o dinheiro extra começa a ir para isso. Se estivesse alugando e juntando dinheiro, é muito mais difícil fazer dessa forma.

E por fim falo do consórcio de imóveis. Nesse você não tem juros, mas também não recebe seu imóvel imediatamente. Você pagará aluguel por um tempo enquanto não for contemplado, mas certamente será contemplado em bem menos tempo do que levaria juntando dinheiro para comprar a vista. E assim que contemplar, se livra do aluguel e pode usar este valor que sobrará mensalmente para investir ou mesmo para adquirir um novo consórcio, agora para pagar pelo seu primeiro imóvel para alugar. Você sai da condição de inquilino para a de proprietário de imóveis de aluguel.

Sério, sobre os benefícios que podemos ter com os consórcios, poderia ficar horas aqui falando. Se te interessar por uma consulta, me procura, que vai ser um prazer ajudar.

Sobre a casa própria

Um imóvel, geralmente, não é o melhor investimento que podemos ter.

Só que a casa própria acaba sendo um dos melhores investimentos das pessoas, na prática. E isso se dá porque em sua maioria, as pessoas mudam de ideia a toda hora, trocando seus investimentos, comprando e vendendo suas ações, decidindo torrar o dinheiro acumulado em uma viagem, em um carro novo, etc. Enquanto a casa ou o apartamento onde moram fica lá, com eles dentro, eventualmente até sendo trocado por um maior quando a família aumenta. Anos e anos mantendo o valor de prover um teto sobre suas cabeças.

O Pedro Cerize fala que comprar um imóvel é antecipar o aluguel até o fim da vida. Nos tira da cabeça a preocupação de ter onde morar. Ter nosso próprio teto ainda evita problemas como ter que precisar se mudar com urgência porque o proprietário de onde alugamos está pedindo o imóvel de volta. Imagine ter que se mudar no meio da pandemia. E se fosse com dois filhos pequenos? Sim, tem gente que diz que é só sair de um e entrar em outro, mas vai procurar imóvel para alugar pra ver se é simples assim.

Tem quem goste de fazer as coisas ficar com sua cara. E aí, vai fazer melhorias no imóvel dos outros, sem poder contar com elas para sí quando se mudar?

O Gustavo Cerbasi fala muito das vantagens do aluguel no início da vida adulta, fase onde podemos ter mudanças de emprego, melhorias ao mudar de cidade. Um imóvel próprio poderia funcionar como uma âncora nesses casos, nos impedindo de voar livres para ares melhores. Concordo com essa ideia também, mas ela tem prazo de validade.

Quando encontrar sua situação ideal, foque nela. Trocar de imóvel tem custos altos, impostos, taxas, cartórios, registros. Evite pular de galho em galho, pense nas suas necessidades de uns anos à frente. Se planeja ter filhos e ainda não os tem, pense em já procurar um imóvel que comporte a família extendida.

Não diretamente relacionado ao assunto, procure morar perto do trabalho. Um dos maiores fatores de stress das pessoas é o desgaste diário do vai e volta do serviço. Corte este ao máximo.

Tenha seu próprio lar.

E já sabe, se precisar de ajuda, entre em contato. Vai ser um prazer ajudar.

Consultoria

Estou desenhando um produto de consultoria.

Normalmente não sou uma pessoa que gosta de pagar por consultoria. Penso: porque deveria pagar por algo que posso aprender sozinho? Será que o consultor realmente sabe mais do que eu sobre isso? Ou ainda, será que vai ajudar mesmo ou é só jogar dinheiro fora?

Um arquiteto pode ajudar em coisas que a vivência já mostrou ser importante. Quem nunca fez uma reforma não faz ideia de coisas que podem trazer impacto futuro de longo prazo. Uma simples consulta, até mesmo um pequeno projeto, podem mostrar detalhes que não teríamos nos dado conta sozinhos.

Aprender a tocar um instrumento musical também vale. Aulas partículas nada mais são que consultoria regular sobre o assunto.

A idade traz clareza. A idade te faz ver que o tempo é um recurso precioso. Sim, posso aprender algo sozinho, mas usar o conhecimento de quem faz regularmente isso que desejo fazer pode abreviar o caminho. Seja uma dica, uma sugestão que não tinha pensado ou uma armadilha que não conseguiria evitar sozinho. Pagar pode ser mais barato.

Meu caso particular pode ser parecido com o seu. Vou tentar escrever sobre porque até hoje não presto consultoria paga.

Vendo consórcios de imóveis. Uso os consórcios como ferramenta de investimento. O consórcio faz a mágica do crescimento e diversifico investindo os lucros obtidos com eles em ações, FIIs, dólares…

Me consultam sobre compra de imóveis. Perguntam se o consórcio pode ajudar, se cartas contempladas são boa alternativa para compra. Na prática, não é somente escolher a melhor opção financeira. É preciso escolher a melhor opção que se adapte ao perfil de quem está assumindo o compromisso. Para uns, o financiamento, mesmo “mais caro”, pode ser a melhor opção. Se tiver o perfil e conseguir quitar antes o financiamento adiantando parcelas ao longo do tempo, o mais caro se torna mais barato.

Presto consultoria há anos, mas não cobro. Pensava que havia uma interseção entre quem deseja comprar um imóvel para morar e quem quer investir. Se tivesse a chance de falar do consórcio para o comprador do imóvel, talvez atingisse o investidor também.

Acredito que alguns deixem de me consultar pensando que vou empurrar consórcios goela abaixo. Mesmo tendo vários artigos meus explicando quando os consórcios não são uma boa opção, nem sempre quem chega até mim já leu esses artigos ou sequer sabe da sua existência. Muita gente chega apenas com os preconceitos: vendedor de consórcios vai tentar me vender consórcios. Para essas, não tenho a chance de eventualmente dizer que para a compra do imóvel que desejam o consórcio não é a melhor ferramenta, mas que, se no futuro desejarem investir usando os consórcios, posso ajudar.

Pessoas também deixam de me consultar por vergonha de abusar da minha boa vontade. Não recebo e também não ajudo. Por isso a consultoria. Quem desejar pagar para me ouvir, poderá.

Patrimônio, liquidez, diversificação, conhecimento

Ia escrever um texto sobre a importância do patrimônio na nossa vida, mas aí me lembrei de uma situação particular e o texto tomou rumos diferentes antes mesmo de eu começar a escrever.

Diria que nos investimentos muitas vezes não nos damos conta de que patrimônio é tudo que se deve buscar como objetivo. Que no final das contas, o que conta é o número total que temos quando somamos tudo. Falo isso porque muitas pessoas ficam obcecadas em buscar investimentos mirabolantes que gerem lucros enormes, mas não conseguem sequer focar no básico que é guardar um pouco do que ganham todos os meses com o objetivo de investir esse dinheiro regularmente.

Um amigo me pergunta sobre a aquisição de uma sala comercial como investimento. Representa mais da metade de todo seu patrimônio. Os riscos não superam os benefícios. Se esta sala não estiver alugada, não pesará tanto em suas contas. Por outro lado, se qualquer imprevisto acontecer que exija dinheiro imediato, como uma doença de tratamento caro, não há como transformar isso em dinheiro rapidamente sem implicar em grandes perdas em uma venda apressada. Faltou diversificação na formação desse patrimônio. Ele não possui liquidez alguma no conjunto do que possui.

Conheci uma família que herdou uma praia inteira. Sério, centenas de terrenos em uma praia já formalmente constituída. Não sabiam dos negócios do pai em detalhes até que ele morreu. Um patrimônio sensacional a ser dividido entre seis irmãos. E aí, brigas em família, objetivos diversos e tudo mais, estão, ano a ano, dilapidando esse patrimônio. Um pouco de cooperação entre irmãos e uma boa assessoria poderia triplicar o valor do que possuem em poucos anos, gerando uma fonte de renda vitalícia para as seis famílias envolvidas. A falta de conhecimento e os ânimos acirrados, no entanto, estão jogando tudo isso no lixo. Todo ano cada um vende um ou outro terreno para pagar suas contas. Em breve não terão mais nada para desenvolver e aumentar o valor. A praia em questão precisa de infraestrutura básica, mas isso resolvido, terrenos mais longe da praia que hoje não valem nada passariam a valer ao menos três vezes mais. Ainda dá tempo de desenvolver algo, mas dentro de algum tempo, depois de consumidos os terrenos nobres que restam, não haverá mais como obter a liquidez necessária aos investimentos que precisam ser feitos na frente. E então, possuirão um patrimônio que não interessará a mais ninguém, até ser consumido em impostos.

Patrimônio é importante, mas precisa ser equilibrado com liquidez, diversificação e conhecimento de onde se planeja chegar.

A importância de consultar um especialista ANTES de adquirir um consórcio

Ontem vendi seis consórcios. Poderiam ter sido dez. Não faz diferença para mim, o valor final seriam os mesmos R$ 800.000 em crédito. Em um dos casos teria vendido 10 cartas de R$ 80.000 cada, mas o negócio final ficou em uma carta de R$ 400.000 e cinco cartas de R$ 80.000 cada. Tudo para o mesmo cliente.

Diferente do que acontece as vezes, quando a pessoa que já comprou um consórcio X ou Y me liga para tirar dúvidas, desta vez o interessado ligou antes de fazer a compra. Conversamos por uns 40 minutos, não apenas sobre as possibilidades que ele tinha em mente (investir), mas também sobre outros fatores da vida dele que poderiam afetar as decisões futuras sobre o assunto.

Na conversa, ele contou que tinha comprado um apartamento na planta, para morar. Entrega em dois anos. Trocamos uma ideia sobre a maneira como iria quitar o saldo na entrega. Com o Plano Pontual da Rodobens ele conseguiria fazer a quitação dentro de dois anos, independente de contemplar ou não. É um plano que possui um financiamento integrado que pode ser usado sem juros depois de 24 prestações pagas, mesmo que o consórcio não tenha sido contemplado. Utilizando esse financiamento automático, a quitação do mesmo se dá no momento da contemplação.

Com menos de uma hora de conversa ele resolveu dois problemas. Se não tivesse essa consultoria prévia, ele teria adquirido planos bons, mas que não resolveriam as diferentes necessidades que tinha. Acabaria caindo em um financiamento tradicional na entrega do imóvel e pagaria muito mais de juros do que com o plano que acabou fazendo.

Um caso oposto aconteceu mês passado enquanto ainda estava na praia. Uma pessoa ligou perguntando sobre o investimento com os consórcios. Me disse que já tinha adquirido duas cartas de determinada administradora, e conhecendo os produtos desta, expliquei que, para o tipo de investimento que eu explico, essas cartas não seriam adequadas.

Ele realmente queria investir como faço. Uma conversa prévia teria evitado a compra errada. O pior é que só há dois caminhos: ou ele assume o erro e perde o que já pagou, cancelando essas cotas, ou mantém, e acaba com um prejuízo enorme, pois quando contemplar, não obterá o resultado desejado. Só que cancelar implica em assumir ter errado. E isso é difícil para algumas pessoas. Foi o caso. Me mandou mensagem uns dias depois dizendo que iria continuar e entraria em contato quando contemplasse. Desejei boa sorte, mas avisei que não adiantaria entrar em contato quando contemplasse. Como já tinha explicado, não teria como ajudar com aquelas cartas, elas não possuem liquidez no mercado e não conseguiria vendê-las com lucro. É difícil aceitar a realidade.

Negócios não lineares

Veja lá no meu IGTV.

Há diversas maneiras de se fazer negócios e investir o dinheiro. A maioria das pessoas realiza estas duas atividades de maneira linear. Neste rápido artigo gostaria de mostrar uma nova forma de ver as coisas, melhor, muito mais lucrativa. E dou um exemplo de como isso funciona na compra de um imóvel na planta para posterior venda com lucro.

Compra de imóvel na planta de maneira linear:

Você vai até a construtora ou imobiliária, escolhe o apartamento na planta que deseja comprar, negocia as condições de pagamento e realiza a compra.

Uma das maneiras de ganhar dinheiro com esse investimento é negociar o menor pagamento possível até a entrega do imóvel pronto, para então vender ele pronto com um bom lucro sobre o valor de aquisição. Como pagamos apenas uma parte do imóvel e repassaremos o saldo devedor para o comprador, um lucro de 20% sobre o valor total do imóvel pode se tornar, por exemplo, um lucro de 50% sobre o valor efetivamente investido, caso tenhamos pago apenas 40% até a entrega. Um lucro de 50% em dois ou três anos, que te parece?

Compra de imóvel na planta de maneira não linear:

Tenho uma amiga fazendo isso. Pessoalmente ainda não fiz nenhum negócio destes. Esta amiga já fez três nos últimos tempos. 

Em vez de simplesmente comprar um imóvel na planta como mostrado acima, a ideia é pensar como otimizar o lucro de maneira a lucrar mais e/ou lucrar mais rápido. Pensando de forma não linear inserimos algo no meio do negócio que nos permite melhorar nossos resultados.

O que esta amiga está fazendo? Ela procura e compra veículos usados, em bom estado e relativamente novos, buscando comprar com desconto sobre o valor da tabela FIPE. Quando trocamos o carro em uma concessionária, por exemplo, normalmente aceitam nosso veículo com desconto de aproximadamente 20% sobre o valor FIPE. Então é relativamente simples conseguir comprar com um bom desconto, pois as pessoas já estão meio que acostumadas a negociar. E dinheiro na mão é dinheiro na mão, então oferecer para comprar a vista um veículo de pessoa física é praticamente certeza de conseguir um bom desconto.

O pulo do gato aqui é que muitas construtoras aceitam veículos como parte do pagamento em seus imóveis. Estão todos na mesma luta, cada um defendendo o seu, então fazer negócios é aceitar o que os compradores podem oferecer. Dada a diferença de valor entre um apartamento e um carro, aceitar este pelo valor da tabela FIPE é algo relativamente simples de se conseguir em uma negociação de um apartamento que nem mesmo começou a ser construído.

E desta forma temos a compra de um imóvel na planta, com potencial de valorização, e com uma entrada que apesar de representar um percentual do valor do imóvel, na verdade custou 20% a menos. Se vendermos este imóvel logo em seguida, mesmo que por um pouco menos do que “temos já quitado,” ainda assim estamos com o lucro do veículo no bolso. Um lucro que, se fôssemos apenas tentar revender o veículo, dificilmente conseguiríamos. E se fôssemos tentar vender o imóvel com lucro logo em seguida, também não conseguiríamos, porque ninguém iria comprar um imóvel por mais do que a própria construtora está oferecendo no mercado.

Extrapole esse pensamento não linear para outras áreas, pense em que negócios você está envolvido que poderia usar um pensamento “fora da caixa” para otimizar ou tornar mais lucrativo.

Só não caia em armadilhas simplistas… quer comprar um imóvel pronto para morar? Será que vale a mesma ideia? Se você comprar de uma construtora, pode ser que sim. Se comprar de uma pessoa física, acredito que não. O desconto que uma intermediação lucrativa com um veículo pudesse representar, pessoalmente acho que é mais fácil de conseguir como desconto oferecendo o pagamento a vista com desconto. 

Gostou dessa lógica? Manda este artigo para um amigo investidor que poderia lucrar com isso. 

O investidor paciente

Comecei a investir melhor depois de conhecer o consórcio de imóveis.

Uma das características mais marcantes dos investidores de sucesso, aqueles que realmente enriquecem com seus investimentos, é a paciência.

O consórcio de imóveis pode ser visto como um MBA em investimentos. Seu funcionamento e suas características fazem brotar as melhores habili­dades necessárias ao investimento de sucesso. Essas habilidades podem então ser extrapolada para outras formas de investimento, ampliando assim a taxa de sucesso.

Quando falo em paciência, não quero dizer que investir nos consórcios de imóveis vai demorar para trazer resultados. Pelo contrário, quem investe nos consórcios de imóveis geralmente consegue resultados muito mais expressivos, em prazo menor do que quem investe de maneira mais tradicional.

Estes dias li um tweet que dizia mais ou menos assim:

“Adquirir um imóvel não costuma ser o melhor investimento, mas os imóveis costumam trazer o maior retorno no patrimônio das famílias simplesmente porque é um dos poucos investimentos
que as pessoas mantém lá, parados por muitos anos sem trocar.”

O consórcio imobiliário tem um pouco disso. Todo mês comparecemos com o pagamento da parcela. Todo mês garantimos estar pagando primeiro a nós mesmos. E de repente, somos contemplados e podemos escolher entre lucrar bastante, imediatamente, com à venda da carta contemplada, ou adquirir um imóvel com o crédito, um imóvel de mais valor do que teríamos apenas juntando o dinheiro e investindo todos meses. E nesta segunda opção, ainda contamos com o aluguel deste imóvel para pagar o valor restante.

Diversificação

Em 11 de setembro de 2001 aprendi minha primeira lição sobre diversificação. Uns dias depois, na verdade.

Quem me lê a mais tempo sabe que no início dos meus investimentos perdi tudo que tinha investido na bolsa. Já contei essa história antes. No meio da tragédia das Torres Gêmeas e do horror que tudo aquilo representou, as bolsas despencaram com as dúvidas sobre o que aquilo traria de consequência para o mundo.

Naquela época investia em meu campo de conhecimento, sem olhar muito para outros setores. Minhas posições estavam concentradas em apenas três empresas, todas do mesmo setor de telecomunicações. Tinha Embratel, Globo Cabo e CRT apenas. Não poderia estar mais concentrado, nem estar no setor mais errado no meio do que aconteceu. Minha carteira perdeu 95% do valor em apenas três dias.

Claro, tragédias dessa magnitude não podem ser previstas antes de acontecerem, mas aí é justamente onde entra a importância da diversificação, ela nos protege justamente daqueles problemas que não conseguimos prever. Se eu tivesse a diversificação que tenho hoje, financeiramente o impacto teria sido absolutamente menor.

O Corona virus causou impacto semelhante em alguns setores da economia mundial. Imaginem se minha área de conhecimento fosse o setor de viagens e entretenimento, e se só investisse em empresas desse ramo, o tamanho do buraco em que teria caído. Ou se vivesse de imóveis de aluguel por temporada, imóveis de férias? Mesmo setores tradicionais e resilientes como este, podem sofrer consequências péssimas que, antes de uma epidemia de proporção mundial, jamais seria prevista.

Para minha sorte, perder tudo que tinha em um momento em que estava começando, onde ainda não tinha tanto assim, acabou sendo uma excelente lição que me protegeria em diversas ocasiões posteriores. Crise do subprime? Joesley Day? Greve dos caminhoneiros? Passaram batido, um soluço no grande esquema das coisas.

Como a todos, o Corona virus pegou meus investimentos de surpresa. Só não foi uma tragédia completa graças aos anos de aprendizado sobre a importância da diversificação. Enquanto algumas posições caíram bastante, outras subiram em proporção semelhante. No equilíbrio das coisas, e contando também com um pouco de sorte de ter feito certos negócios “na hora certa”, acabei ficando no zero a zero.

Se você teve o azar de ter sido atingido em cheio com as consequências da pandemia nas suas economias, deixo minha mensagem de alento, de que as coisas vão melhorar. O mais importante, porém, é estudar como estavam seus investimentos em março, e porque foram tão atingidos, para corrigir o rumo e proteger sua carteira das crises futuras, que certamente virão, não sabemos nem quando, nem de onde.

Termino com preces voltadas a todos que perderam suas vidas na tragédia imensa que foi a queda das Torres Gêmeas, e a todos que estão sofrendo as consequências atuais, não apenas as financeiras, da pandemia que assola nosso planeta no momento. Fiquem bem.

Empreendedorismo e as crises inesperadas

Há três anos, escrevi um texto onde explicava como ganhar dinheiro com o aluguel de imóveis, mesmo sem possuir um imóvel para alugar. Hoje, escrevo retomando aquele texto para explicar um erro primário que muitos que aplicaram aquela idéia cometeram, e hoje estão beirando a falência por conta deste erro.

É bom explicar que as pessoas que erraram brutalmente não seguiram minha idéia. Nem me conhecem. Apenas tiveram elas próprias essa idéia, mais ou menos na mesma época. E mais, não estamos falando de uma ou duas pessoas que tenham cometido esse erro, mas de gente suficiente para o assunto se tornar matéria no Wall Street Journal.

A idéia era simples: alugar um imóvel, colocando no contrato a possibilidade de sub-locação. Negociar um valor mais em conta por conta de um contrato de longo prazo. Decorar o imóvel de maneira a torná-lo aconchegante e completo para alugar por temporada, e listá-lo no AirBNB ou serviços semelhantes para lucrar com a diferença entre o valor do aluguel tradicional e o da locação por temporada.

Uma alternativa, para quem tivesse a possibilidade, seria adquirir os imóveis através de financiamento, e ir usando os lucros para pagar o saldo devedor, podendo ainda ir encadeando isso em novos imóveis a medida em que os aluguéis fossem aumentando a renda e com isso pudessem iniciar novos financiamentos.

Apesar de simples, muitas pessoas que montaram para si este tipo de negócio, algumas inclusive tendo feito isso com várias propriedades, cometeram um erro primário no mundo dos negócios.

Qual é o erro mais comum de se cometer no mundo dos negócios?

O erro mais comum nas pequenas empresas, para quem monta seu primeiro negócio, é misturar o fluxo financeiro dos negócios com suas finanças pessoais. Quanto mais a empresa fatura, mais a pessoa gasta em sua vida pessoal. Pessoa e empresa são uma coisa só. EUpresa, como costumo chamar.

Não há nada de errado em montar um negócio pessoal, uma empresa onde você seja o faz-tudo e todo dinheiro retorne para você próprio, mas as contas da pessoa física e da empresa precisam ser distintas. E os planos e previsões de um e outro também. Desta forma, as despesas da empresa devem ser bem avaliadas e contingências estimadas.

As pessoas que hoje estão pedindo falência por terem sua renda de locação por temporada indo a zero durante a crise do Corona Vírus, são justamente as que não fizeram, nos bons tempos em que o negócio estava faturando bem, uma reserva financeira suficiente para cobrir alguns meses em que eventualmente pudessem haver problemas. E problemas sempre acontecem, seja uma crise como a que estamos passando, seja algo mais simples, mas igualmente caro para se resolver, como um encanamento que precise ser trocado por conta de vazamento, ou até mesmo um incêndio, para os que nem seguro contra isso fazem.

É triste de ver esse tipo de coisa acontecer com empreendedores bem intencionados, principalmente por ser tão simples de evitar se tivessem pensado um pouco mais nos detalhes do negócio, em vez de simplesmente pensarem em quanto poderiam ganhar e, assim que o dinheiro começou a jorrar, passaram a pensar somente em todas as coisas nas quais poderiam gastar o dinheiro. Um planejamento mínimo e uma pequena reserva para garantir alguns poucos meses de pagamento dos aluguéis e condomínio caso ficassem sem entradas de dinheiro por um tempo já seria o suficiente para manter o negócio andando, ou ao menos dar tempo de tomarem alguma iniciativa para evitar a falência.

Então termino perguntando: se você tem uma pequena empresa, você estava preparado para conseguir contornar esta crise? Se não estava preparado, o que precisaria ter feito? Mesmo estando no meio do furacão, é bom pensar neste tipo de coisa agora, pois tudo que começa, um dia acaba, e da próxima vez, quem sabe, você estará melhor calçado para enfrentar os desafios.

Lembre-se sempre que o tombo é o melhor professor, mas temos que aprender a lição para não repetir. E melhor do que ter que aprender deste jeito, é fazer o exercício na cabeça antes de se jogar nos negócios. Pense sempre antes de começar: qual a pior coisa que poderia acontecer? Qual a situação em que eu teria que fechar meu negócio se acontecesse? Em que cenários eu teria um prejuízo enorme? Com as questões mapeadas, desenhe as possíveis saídas de cada crise que você antecipou. E lance seu navio ao mar. Saiba sempre onde você quer chegar, mas também em quais as saídas possíveis se o destino não puder ser alcançado.

Empreender é tudo de bom, faça com o cuidado que seu futuro merece.

PS: para os que perguntaram, desde que lancei a idéia no site, tive algumas pessoas me indagando sobre isso ao longo dos últimos três anos. Para todas, minha resposta sempre envolvia a pergunta de como manter o negócio se houvesse qualquer tipo de problema em manter o negócio funcionando. Minha preocupação não era com algo como o Corona Virus, não tinha como antecipar isso, mas sim com algo mais trivial como uma doença qualquer que inviabilizasse o trabalho necessário para manter o andamento do negócio. Sempre sugeri, por exemplo, a inclusão de alguma forma de saída do aluguel de longa duração, seja por meio de multa de alguns meses de pagamento extra para antecipar a entrega do imóvel, no caso da locação de longo prazo, seja via a entrega/venda do imóvel no caso de ter adquirido através de financiamento.

PS2: conheço muitas pessoas que fizeram o mesmo tipo de negócio com a locação de veículos para utilizar como Uber e não “gastar” seu próprio carro, ou ainda que compraram vários carros financiados e sublocavam elas próprias para pagar as prestações do mesmo. Vale o mesmo, qual sua estratégia de saída?

Renda de 6% a 12% ao ano, em dólar

Com a última decisão do COPOM de baixar a taxa de juros para apenas 5,5% ao ano, entramos definitivamente em uma nova realidade no mercado brasileiro de investimentos.

Neste momento, bons imóveis de aluguel se tornam uma opção muito melhor do que a renda fixa, no sentido de que nestes, além de recebermos a renda mensal recorrente, podemos contar também com a valorização dos imóveis e a consequente manutenção do poder de compra dos valores recebidos mensalmente.

Sempre se pode argumentar que imóveis são piores do ponto de vista de liquidez, que não conseguimos vendê-los de uma hora para outra, e que as vezes, dependendo do mercado, podemos não conseguir vender pelos valores que desejamos. Tudo isso tem que ser levado em conta, mas em nenhum momento deveríamos pensar em imóveis como uma reserva de liquidez. Imóveis são essenciais em um plano sólido de formação de patrimônio e geração de renda, mas devem ser acompanhados de suficiente reserva de segurança com liquidez, justamente para não precisarmos vender em uma emergência financeira qualquer.

Ainda em relação à liquidez, imóveis são investimentos que tendem a render mais simplesmente porque não fazemos com eles o giro que costuma acompanhar investimentos mais líquidos, evitando assim pagar impostos sobre os lucros que acabam comendo boa parte da rentabilidade total ao longo dos anos. Há uma máxima no mercado que diz que uma das maiores habilidades dos grandes investidores é a de não girar tanto suas carteiras de investimento.

Partindo para a prática…

Aqui no Brasil há excelentes oportunidades de imóveis para locação, seja a locação tradicional, com um inquilino que permaneça no seu imóvel por muitos anos, seja com a locação por temporada, como eu já descrevi em uma excelente oportunidade que descobri em Gramado, na serra gaúcha.

Hoje, no entanto, gostaria de abordar outro assunto: o investimento em imóveis de locação no exterior, para obter renda mensal em dólares.

O mercado americano é extremamente diverso, e esta diversidade nos permite encontrar algumas pepitas que, bem lapidadas, podem nos enriquecer de forma consistente ao longo dos anos. Vou tratar desta estratégia nos próximos parágrafos, e também discorrer sobre outras idéias criativas relacionadas ao investimento em imóveis nos Estados Unidos.

Para quem deseja se aprofundar no assunto, a primeira indicação que tenho é o Seminário Sobre Aquisição de Imóveis de Aluguel nos Estados Unidos que acontecerá em Houston, TX, nos próximos dias 2 e 3 de dezembro de 2019. Este seminário conta com a participação de um time de profissionais do mercado americano abrangendo advogados, corretores, contadores, empresários e investidores, todos focados na formação de um time de consultoria que em conjunto, permite um investimento muito mais seguro e lucrativo.

Quem desejar participar do Seminário pode se inscrever diretamente na página abaixo:

http://tejasbrazil.com

Os participantes que informarem ter sido indicados por mim participarão ainda de um encontro exclusivo, com uma palestra que ministrarei para estes convidados.

O preço do seminário é simbólico, frente ao valor de se conhecer pessoalmente alguns dos profissionais mais qualificados que atuam no mercado de Houston. Somente a rede de contatos formada neste evento, com certeza poderá fazer toda a diferença nos resultados obtidos. Os organizadores do evento investem pessoalmente desta maneira e utilizam este grupo de profissionais como consultores em seus investimentos imobiliários, obtendo um resultado de 6% a 12% de rentabilidade anual, em dólares, com o aluguel de seus imóveis.

Continuidade…

Vejo este investimento como uma excelente maneira de formar patrimônio, criar uma nova fonte de renda em moeda forte, protegida dos altos e baixos da economia brasileira, e planejar renda para o futuro. A ênfase no futuro se dá por um motivo bastante simples: ao iniciar este investimento com a compra de um imóvel para locação nos Estados Unidos, minha sugestão seria a de receber estes aluguéis em dólar e manter o valor nos Estados Unidos, investindo ao longo do tempo de maneira a ir utilizando tais valores como entrada na compra de novos imóveis que farão a bola de neve crescer de maneira consistente ao longo dos anos.

No final do processo, você tem uma série de imóveis que geram renda suficiente para viver em qualquer lugar do mundo que desejar, por receber seus aluguéis em moeda forte.

Para quem não tem a intenção de formar uma carteira internacional de imóveis de locação, ainda assim a compra de pelo menos um imóvel destes nos Estados Unidos pode representar uma excelente oportunidade… É o que chamo pessoalmente de:

PLANO ANUAL INFINITO DE FÉRIAS

Imagine o seguinte: você investe um valor na compra de um imóvel de locação nos Estados Unidos. Depois disso, você passa a receber um aluguel mensal que permite que todos os anos você faça uma viagem internacional para onde quiser, pagando tudo diretamente de sua conta corrente norte-americana com os dólares recebidos ao longo do ano anterior.

As possibilidades são infinitas. O que mais você imagina que poderia realizar com uma renda mensal em dólares?

Minha sugestão: se inscreva no seminário, estude o assunto, conheça pessoalmente a região sugerida para iniciar seus investimentos nos Estados Unidos. O investimento é baixo, e com certeza lhe fará pensar em oportunidades de investimento que hoje não fazem parte do que você acredita ser possível. Você investirá um valor ínfimo frente ao aprendizado prático que uma viagem como esta proporcionará ao seu crescimento como investidor. E certamente este aprendizado, mesmo se não utilizado diretamente no investimento em imóveis descrito neste artigo, lhe proporcionará oportunidades de lucros em muitas outras frentes.

O mundo é dos que buscam o crescimento. Vamos caminhar juntos.