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Técnica dos R$ 10,00

Quem tem dificuldades em começar a poupar pode tentar aplicar uma técnica simples que idealizei para gerar consciência dos pequenos valores.

Envolve andar com dinheiro na carteira por algum tempo, para pagar as contas em espécie. Isso ajuda em duas situações: evita gastos não programados (se você não tirou dinheiro no caixa automático antes) e permite implementar uma poupança forçada sobre os gastos.

Intitulei de Técnica dos R$ 5 quando a criei muitos anos atrás. Coloquei ali em cima como Técnica dos R$ 10, mas na prática, sua situação financeira e seus gastos regulares é que definirão o título da sua técnica. Pode ser de R$ 50, pode ser de R$ 100.

É simples. Quando você fizer um pagamento (estacionamento, restaurante, roupas para os filhos, …) você programa antecipadamente até quanto você pretende gastar e retira este valor da sua conta, se já não tiver o necessário na carteira, para pagar em espécie. Provavelmente você pegará mais dinheiro para manter na carteira. Quando fizer cada pagamento em espécie, você arredonda o troco para o limite da sua técnica.

O objetivo é não manter na carteira notas menores do que a definida. Se você usar a técnica dos R$ 20, qualquer conta que você pagar abaixo desse valor deve colocar o troco em outro bolso. Estacionamento de R$ 12? Joga os R$ 8 de troco no outro bolso e guarda depois em casa para colocar nas economias.

Se envolveu com a técnica dos R$ 50? Pagou um almoço de R$ 80? Lá se vão mais R$ 20 para a poupança.

Você pode achar que pagar as coisas em dinheiro é pouco prático. Você pode achar que essas pequenas economias não fazem diferença. Eu digo: aplique a técnica. Se você tem dificuldade em guardar dinheiro, aplique a técnica. Ela não serve para você utilizar por toda a vida, sei que não é prática na atualidade. Serve para você se dar conta, para pensar no dinheiro que utiliza no dia a dia. Serve para você se tornar consciente dos pequenos gastos e como eles impactam sua capacidade de poupar. Serve para ajudar a começar algo parecido com um planejamento de orçamento.

Técnica do envelope

Depois do exercício de ontem ensinando a controlar seus gastos, você pode utilizar uma técnica simples para manter as contas em dia. Se chama técnica do envelope e sua aplicação é bastante simples.

Você separa um envelope escreve nele o nome de cada uma das categorias de gastos que definimos ontem. Ao receber seu salário do mês, coloca em cada envelope a quantia correspondente. Assim você terá um envelope para as contas com moradia, gastos de transporte e carro, lazer e assim por diante. Ao pagar suas contas, utilize somente os valores disponíveis no envelope de cada categoria.

Claro que nos dias de hoje, com tudo digital, utilizar envelopes e dinheiro em papel pode não ser tão prático. Uma maneira de implementar essa técnica de forma um pouco mais eficiente consiste em colocar em uma folha de papel o valor disponível em cada categoria e ir subtraindo a cada gasto realizado.

Já conhecia esta técnica? Vai implementar no seu dia-a-dia para conseguir controlar seus gastos com mais facilidade? Me conta nos comentários o que achou disso.

Controle seus gastos

Viver no automático, fazendo as coisas a medida em que se apresentam costuma não trazer bons resultados. Um bom planejamento pode nos levar bastante longe com economia e segurança.

Saber onde gastamos o dinheiro que ganhamos é o primeiro passo para planejar e melhorar nossas finanças.

Comece com uma listagem completa de seus gastos fixos, do maior para o menor. Aluguel, condomínio, colégio dos filhos, prestação do carro, seguro do carro, internet, telefone celular, Netflix, gás, luz…

Anote por um mês inteiro todos pagamentos que fizer, supermercado, comer fora, cortar o cabelo, transporte, gasolina. Leve uma folha com esta anotação junto da sua carteira, junto do dinheiro e dos cartões do banco. Anote na hora em que fizer a despesa, não confie na memória. Na pior das hipóteses, guarde a notinha e a note assim que chegar em casa.

Pense ainda em todos os gastos eventuais que você possui. Presentes, livros, manutenção do carro. Pense com que regularidade você tem algum aniversáriante a presentear e coloque na lista uma previsão mensal disso.

Acha que acabou? Você pretende sair de férias? Quanto irá custar? Planeje antecipadamente, veja os valores, anote em sua lista mensal. Planejar é exatamente isso, antecipar situações para que elas não nos peguem de surpresa.

De posse destas informações todas, refaça a lista e compare com seus rendimentos. Agrupe os gastos em categorias, não muitas, no máximo dez. Uma sugestão: VOCÊ PRIMEIRO, moradia, transporte, alimentação, educação, lazer, doação. Agora some tudo e calcule qual o percentual que cada categoria representa em seus gastos. Moradia, por exemplo, não deveria passar de 30% dos seus rendimentos. Está muito acima disso? Será que você vive de forma compatível com o que ganha? Do que você está abrindo mão para viver em um lugar mais caro?

Saiba para onde vai seu dinheiro. Notou no parágrafo anterior. Separe uma parte do que você ganha para seus investimentos, para o seu futuro, para sua aposentadoria. Pague primeiro a si mesmo. Essa é a primeira regra e a mais importante para quem busca a Tranquilidade Financeira.

Pague a você primeiro

Guardar para si não significa gastar o que guardou para comprar o que deseja. É fazer esse dinheiro trabalhar a seu favor. Essa pequena diferença mensal entre o que você ganha e o que você gasta para viver irá formar a base da sua independência financeira.

Os resultados obtidos com a aplicação deste dinheiro também devem ser utilizados com este mesmo objetivo. Se você investe em um título de renda fixa que pague juros regulares, esses juros devem ser reinvestidos, não gastos. Se você compra ações, os dividendos devem ser reinvestidos na aquisição de mais ações ou outros investimentos.

Reinvista seus lucros.

O segredo deste passo é fazer seu dinheiro crescer e manter ele crescendo com o percentual mensal que você continua pagando a si mesmo, mas também com os rendimentos que esse dinheiro conseguir gerar ao longo do caminho.

Estude onde investir seu dinheiro.

Conheça a si mesmo. Existem investimentos adequados a diferentes perfis de pessoas. Saiba se você tolera o risco, aguenta o sobe e desce dos seus investimentos, ou prefere paz e tranquilidade e escolha o investimento mais adequado ao seu perfil. Quem não suporta ver seu dinheiro desvalorizar e corre para trocá-lo de investimento quando há uma queda não deve investir na bolsa ou em fundos de ações até entender que esse investimento pode render bem mais que um fundo de renda fixa, mas pode também desvalorizar muito de um mês para outro, recuperando, por exemplo, três meses depois.

O problema é que não há bala de prata, não existe investimento que renda sempre positivo, que renda bastante, que seja totalmente seguro. Temos que equilibrar nossa carteira de investimentos em diferentes classes de ativos, ou seja, investir um pouco em cada tipo de investimento, de maneira a equilibrar nossas expectativas com o sobe e desce de uns e outros ao longo do tempo, tentando, na média, obter resultados positivos no conjunto dos investimentos.

No investimento em que aplico a maior parte dos meus ganhos, o resultado não aparece mês a mês. Invisto em consórcios imobiliários, pagando as parcelas mês a mês e aguardo a contemplação pelo sorteio para então lucrar. Meu lucro vem na venda da carta contemplada com lucro, ou com a compra alavancada de um imóvel, onde o aluguel pagará o restante do consórcio. Como é um investimento em que não há quedas ao longo do caminho, não preciso nem mesmo ficar olhando “quanto tenho”, até que a carta contemple pelo sorteio. De toda forma, mantenho uma planilha com a soma dos valores pagos nas diversas cartas que possuo, vendo todos os meses o capital crescendo.

Meça os resultados.

Um investimento precisa ser medido para sabermos se estamos obtendo o melhor crescimento possível de acordo com nosso perfil de risco. Essa medição pode ser mensal ou anual. Fundos de renda fixa podem ser acompanhados mês a mês e sempre veremos o dinheiro crescendo um pouquinho. Fundos de ações podem sofrer oscilações bruscas mês a mês, mas podemos acompanhar a evolução anual destes fundos e ficar tranquilos ao ver que apesar das oscilações, anualmente geralmente temos cada vez mais dinheiro. Nos consórcios, podemos ficar diversos meses só transferindo nosso dinheiro para o pagamento de cartas que não mudam de valor. Então começamos a contemplar e fazer o dinheiro girar e os lucros começam a ser vistos mensalmente aumentando o bolo total.

O importante é que não estou dizendo que todos devemos nos tornar investidores profissionais em tempo integral. Apenas precisamos saber o mínimo sobre o local onde estamos aplicando nosso futuro. Como já escrevi antes, o quanto conseguimos ganhar e guardar regularmente é o que fará a diferença real nos nossos resultados.

Uma dica prática de investimento:

Se você não quer pensar muito, diversifique investindo em dois ou três ótimos fundos multimercado, com baixas taxas de administração e com o gestor alinhado com o investidor, ou seja, prefira uma taxa fixa pequena e uma taxa de performance razoável, pois assim o gestor terá que efetivamente gerar mais lucros se quiser ganhar mais.

Não precisa estudar ações, não precisa saber como funcionam as taxas de juros, não precisa ficar grudado na tela do computador acompanhando o mercado. Deixe isso para os profissionais. Escolha bons fundos multimercado e espere o tempo necessário, fazendo aportes regulares nestes fundos de investimento. Pague uns meses para receber o relatório de fundos de investimento de uma casa de análise e leia com atenção. Normalmente uns poucos meses é o que basta para você aprender o necessário para conhecer um pouco destes fundos.

Com o tempo, e com o capital investido nestes fundos se tornando já considerável, comece a destinar seus aportes mensais para um ou dois fundos de ações escolhidos a dedo. Não busque o que possui a maior rentabilidade no ano anterior ou nos últimos meses, mas sim, que possui a melhor rentabilidade em uma janela de tempo de pelo menos cinco anos. Fundos de ações são voláteis, as teses de investimento de seus gestores podem levar alguns anos para se tornarem realidade, afinal, investem em negócios que obedecem ciclos de mercado mais longos. Um ótimo resultado de curto prazo pode esconder riscos maiores do que os necessários. Os relatórios das casas de análise citadas acima também cobrem estes fundos, então você já estará familiarizado com eles quando chegar a hora.

Quem poupa, tem

Você certamente já ouviu o ditado:

“Quem poupa, tem.”

A primeira ação que devemos tomar para conseguir poupar é fazer um planejamento básico, porém específico. A segunda ação necessária é obedecer cegamente o planejamento que fizemos, não o alterando pelo menos durante um ano. Não precisamos planejar algo que dure a vida inteira. Ao longo dos anos aprendemos coisas novas e estas podem nos ajudar a refinar nossos planos. Entretanto, devemos dar tempo ao tempo, os planos que fazemos precisam desse tempo para mostrar seus resultados.

Esse planejamento inclui as coisas que colocamos em nossas vidas, mas também as que tiramos. Aquele plano de assinatura de video que você quase não assiste. Uma diminuição no seu plano de celular. Não há mágicas, para termos uma coisa nova, no caso, a poupança regular, se já estávamos no limite, teremos que cortar de algum lugar. E se isso acontecia é porque você já estava vivendo acima dos seus limites.

Uma outra opção, que eu prefiro, inclusive, é buscar uma fonte de renda extra. Pode ser algo simples como fazer docinhos para vender na sinaleira, pode ser alguma habilidade que você possua, como desenvolver sites ou resolver pequenos problemas hidráulicos. Participe de grupos do seu bairro no Facebook, sempre surgem ideias e oportunidades nestes locais.

O planejamento precisa, finalmente, definir o destino da sua poupança. Menos é mais neste caso. Escolha o investimento mais simples que sirva para começar. Nos próximos dias vou ampliar esse assunto, então fique por aqui.

Conheça a si mesmo

Se você sonha em investir da mesma maneira que eu sonho em aprender a tocar guitarra, o primeiro passo necessário é conhecer a si mesmo, saber que sem a paixão pelo assunto, suas únicas chances são a de simplificar e automatizar ao máximo seus investimentos.

Você precisa saber qual é seu perfil de risco, se está disposto a perder dinheiro por um tempo, se consegue ver suas economias flutuarem para cima e para baixo, parte do processo, ou se prefere ganhar um pouco menos, mas ver seu dinheiro sempre crescendo, devagar e sempre, sem sustos, sem sobressaltos.

O que você acha da bolsa? Compreende que é um local que lhe permite se tornar sócio de grandes empresas? Se acredita que a bolsa é uma mesa de jogos, não adianta jogar contra si.

Imóveis o agradam ou repelem? Ir contra suas crenças pessoais lhe trará resultados negativos. Todos os investimentos são bons para quem os entende e gosta deles. Não há investimento mais ou menos lucrativo, mas sim investimentos mais adequados a algumas pessoas e outros mais adequados a outras.

Para investir há apenas duas coisas importantes a saber:

  • conhecer seu perfil de risco;
  • saber que somente você sabe o que é bom para si.

Para conhecer seu perfil de risco, há diversos sites, artigos e questionários que tratam do assunto. A pesquisa faz parte do processo de aprendizado. Querendo o caminho mais simples, vá até a agência do banco onde mantém sua conta corrente e peça ao seu gerente o questionário do banco para definir o perfil de risco dos clientes, todo banco tem um desses a disposição.

Sobre seu dinheiro, você é o único responsável pelos resultados. Não há como culpar tal gerente de banco, tal dica de amigo ou de consultor quando as coisas derem errado. E pode ter certeza, algumas coisas darão errado. Somente você pode decidir o que fazer com seu dinheiro. Os erros serão todos seus. Somente você sofrerá as consequências desses erros. Lembre-se, no entanto, que não há erro maior do que evitar os investimentos com medo de perder. Não investir, por medo, é o maior de todos os erros. Não investir dá automaticamente o resultado negativo.

Seja o melhor no que lhe apaixona

Seja o melhor no que lhe apaixona. Automatize todo o resto.

Ser o melhor no que lhe apaixona é o maior conselho de vida que posso dar a qualquer pessoa. Se você ama carros, procure um emprego que lhe permita viver nesse meio. Não se preocupe inicialmente com quanto ganhará. Se preocupe apenas em estar presente na área de sua paixão. Da mesma forma, se for apaixonado por direito, assista muitos filmes sobre o assunto, converse com amigos da área, ouça histórias com atenção, arranje um estágio no escritório de algum advogado, mesmo que seja para servir café ou carregar pastas de processos de um lado para outro. Só você sabe o que lhe apaixona, corra atrás disso e tente se inserir no meio de quem vive disso.

Cerveja dia e noite.

Esse conselho vale inclusive para qualquer paixão, até para cerveja. Tenho um amigo apaixonado por cervejas. Gosta de beber e experimentar as mais variadas, de todos os cantos do mundo. Gosta das artesanais.

A solução que encontrou foi trabalhar no departamento de marketing da Brahma, depois AmBev. Com este emprego, viajou o mundo, conheceu as mais famosas cervejarias, experimentou as melhores cervejas.

Hoje, aposentado, abriu uma pequena confraria de cervejeiros onde recebe os amigos e conhecidos, dispondo de mais de 150 rótulos para apreciação dos apaixonados por cerveja como ele. Passa os dias conversando sobre o assunto de sua paixão.

Surf e esqui, não importa se é verão ou inverno.

Será que funciona para paixões que parecem ser apenas diversão? Tenho um amigo de infância apaixonado por surf e skate. Desde gurizinho ele surfava, há mais de 40 anos. Será surpresa o destino que traçou para si?

Começou viajando com os amigos. Conheceu os melhores locais para a prática destes esportes. Ofereceu-se como guia em algumas agências. Formava grupos com amigos e conhecidos. Viajava para os lugares que já conhecia. Economizava parte do que ganhava, sabendo o que queria realizar.

Hoje, é dono de uma agência de viagens especializada em turismo de surf e esqui na neve. O trabalho dele é levar outros apaixonados para os destinos mais desejados para praticar estes esportes. Com o tempo, ainda ampliou os serviços. Ao conhecer bem os locais mais procurados para a prática destes esportes, descobriu que também eram os locais mais procurados por quem desejava fazer intercâmbio. Sua empresa também atua nesta área atualmente.

Sobre os investimentos, se você realmente gosta do assunto, já sabe o que tem que fazer. Mais que isso, já FAZ o que tem que fazer. Você é como o Gustavo Cerbasi, que se tornou um autor de sucesso contando a história de como ganhou o primeiro milhão investindo na bolsa. Você junta finanças pessoais com entretenimento, como faz a Nathalia Arcuri no canal Me Poupe, no Youtube. Você é como o Conrado Navarro, que segue seu caminho com o site Dinheirama. Você pode não ser exatamente como esses exemplos que citei, mas se conhece algum deles pelo nome, você sabe que a paixão pelos investimentos está dentro de você.

Por outro lado, se o que lhe apaixona é outra coisa, seja o melhor nisso. Automatize ao máximo seus investimentos. Dessa maneira, você se sentirá mais realizado, trabalhará com mais prazer, ganhará mais, e finalmente, terá mais para investir. Lembre sempre que aportes regulares é o que realmente faz o patrimônio crescer.

Você tem certeza de que deseja se tornar um investidor?

Você sonha em ficar rico? Busca ativamente seus objetivos? Tem pretenção de se aposentar bem?

Muitas pessoas me procuram dizendo que desejam aprender sobre investimentos. Alguns buscam uma aposentadoria tranquila, outros querem enriquecer, outros desejam conquistar determinados objetivos. Todos sabem o que querem, assim como eu sei que quero aprender a tocar guitarra. Saber o que queremos não serve para nada a não ser para nos iludirmos. Precisamos agir.

O problema desta situação são as consequências que ela traz para nossa vida. No meu caso, deixar de aprender a tocar guitarra não traz nenhuma consequência grave para o futuro. Não dependo disso para viver, minha filha não depende desta minha habilidade para frequentar a escola. No caso dos investimentos, perder 30 anos de uma vida “tentando” investir pode fazer toda a diferença entre uma aposentadoria tranquila e uma com dificuldades financeiras. Pode fazer toda a diferença na educação formal que poderemos dar aos nossos filhos. Pode nos proporcionar viagens, exposição à cultura, experiências de vida, ou não.

Se hoje sou investidor, empreendedor, sócio de empresas é porque o tempo que não dediquei a aprender a tocar guitarra, dediquei a me tornar mestre nestes assuntos que me apaixonam verdadeiramente. Penei muito, trabalhei muito, penso em negócios e investimentos 24 horas por dia. Minha vontade de aprender a tocar guitarra, ainda forte, é eclipsada pela paixão pelos negócios e empreendimentos. Para mim isso não representa esforço, é minha paixão. Assim como tocar guitarra é a paixão verdadeira dos grandes guitarristas.

Tornei-me profissional nos investimentos, o sucesso é consequência da experiência. Não foi do dia para noite, foram anos de prática, milhares de horas de leitura e análise de casos. São mais de 30 anos em que esse assunto domina meus pensamentos. Cometi vários erros, tive muitas perdas. Necessárias para aprender algo que ainda não sabia. Ainda errarei, só não erra quem não tenta. Não me preocupo, o conhecimento adquirido ajuda a minimizar o impacto e prejuízos de eventuais erros.

Desafio dos 30 textos.

Concluo hoje a terceira rodada do #desafiodos30textos, criado pela @gabipazos no Instagram.

Para quem não sabe do que se trata, olha lá nos destaques do perfil dela a explicação completa, mas resumidamente sugere a escrita de um texto por dia, durante 30 dias, recomeçando do zero se falhar qualquer dia. Lembrando de publicar o texto no Instagram, o objetivo é começar a produzir conteúdo regular na rede.

Como dá para ver na imagem, hoje concluo a terceira rodada seguida, sem faltas aqui.

É um exercício de formação de hábito, de resiliência, de foco e determinação. É um exercício de escrita e de criatividade. Os benefícios são imensos, tanto do ponto de vista pessoal, quanto profissional. Sabe aquela história do “quem não é visto não é lembrado?” Pois é, depois de ter começado, além de ter feito novos amigos que chegaram aqui ao ver meus textos na hashtag da descrição, alguns que já me conheciam lembraram que precisavam falar comigo em seguida.

Outra coisa interessante que aconteceu neste período é que escrita chama escrita, então em paralelo comecei a escrever mais e mais. E assim uma parte dos textos publicados foi sendo feito como resumos/revisões dos capítulos do meu próximo livro: Traquilidade Financeira.

Além disso, ao reorganizar o feed do Instagram, passei a escrever diariamente também sobre os consórcios, o carro chefe dos negócios e meu principal investimento pessoal.

Só posso concluir com a sugestão. Escreva. E publique. Somente quem mostra a cara consegue colher os resultados das suas ideias.

Quero aprender a tocar guitarra

Quero aprender a tocar guitarra há aproximadamente 30 anos ou pouco mais que isso. Ao dizer isto, sabendo que não tenho nenhum bloqueio em relação a aprender coisas novas, fica muito claro que aprender a tocar guitarra não parece ser uma grande prioridade na minha vida. Entretanto, há 30 anos, como escrevi acima, quero aprender a tocar guitarra.

Já passei por diversas fases neste processo. Quando era adolescente, conheci o irmão de um amigo. Tocava heavy metal. O cara era muito fera. Comprei a guitarra dele. Foi meu primeiro aprendizado, a guitarra não faz o guitarrista, da mesma maneira que a máquina fotográfica não faz o fotógrafo. Foram anos com aquela guitarra jogada no fundo de algum armário. Hoje ela está nas mãos de outro amigo meu, esse sim, guitarrista de verdade, que faz excelente uso dela.

Em algum momento, já tendo passado adiante minha primeira guitarra, comprei um violão velho do meu cunhado. Comprei é modo de dizer, R$ 50, só pra não ter sido presente. Era simples, só aceitava cordas de nylon, o som era meio ruinzinho. Então comprei uma nova guitarra, boa, bonita, que apreciasse usar. Minha esposa até fez um book fotográfico da mesma.

Brinquei um pouco com minha guitarra nova nos primeiros dias. Carreguei o Garage Band no Mac e descobri as aulas do programa. Segui as primeiras lições e o avanço era visível. Poucos dias praticando e eu já fazia coisas que os anos anteriores não tinham me proporcionado. Faz pouco mais de um mês que não encosto na minha guitarra (faz anos já, desde que escrevi este texto originalmente.)

Certo dia, alguns meses atrás, um primo da minha esposa vem nos visitar e pega meu violão velho. Toca uma música, toca outra, que coisa, como é bom esse violão. Eu pego o instrumento, dedilho um pouco, continuava sendo o mesmo violão velho que eu conhecia.

Quer aprender a tocar guitarra como um profissional? Se torne um profissional.

Pense um pouco. O que essa história tem a ver com investimentos?