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Falando com as paredes

É cíclico. As vezes parece uma coisa, outras vezes parece outra. Essas últimas semanas tem sido mais complicadas. Me sinto falando com as paredes.

Hoje completam quatro meses que estou diariamente escrevendo aqui. Como escrevi acima, nem sempre as coisas são como estou me sentindo agora. Tem dias que parece que todo mundo recebeu minha mensagem, interagiu, mandou recado. Sei que é mais um problema do emissor do que do receptor. Excesso de expectativas. Afinal, todo mundo está também vivendo suas vidas.

Estou escrevendo isso porque pode ser que para você as coisas também tenham altos e baixos. É normal. E nestes momentos, o importante é continuar. Lembrar que esses ciclos acontecem e que um tempo depois as coisas voltam ao normal.

Cada um tem seus parâmetros e anseios. Os meus são medidos em unidades de ajuda. Quando escrevo, faço para mim mesmo, é minha forma de pensar. Ao mesmo tempo em que me ajudo, penso em quem mais posso ajudar. E cada vez que sei que ajudei alguém, sinto uma forma de validação. Esse é um dos motivos principais de nunca ter criado um curso pago sobre os assuntos que domino. Independente de quanto tenha me custado para aprender, vejo como certo egoísmo guardar essa informação para mim.

Só que uma das coisas que aprendi há algum tempo, e que por anos não aceitei, é o fato de que o que vem de graça acaba não sendo valorizado. No sentido de não ser lido com a mesma atenção que seria lido algo que foi pago, mas também no sentido de pôr em ação os aprendizados, nem que seja para não sentir que “jogou dinheiro fora.” E uma das consequências de eu não ter nenhum produto pago é justamente ajudar menos gente do que gostaria de ajudar.

Como disse, escrevo para mim mesmo, para organizar as ideias. E o resultado disso hoje é o seguinte: em breve você verá alguns produtos meus. Curso, livro, relatório, newsletter paga. Não sei ao certo, ainda vou desenhar melhor as ideias e definir um plano de ação para isso, mas hoje algumas coisas começam a mudar por aqui.

Como sempre, querendo mais, procura por aqui. São anos de escrita para quem sabe garimpar.

Aprendendo com a experiência dos outros

O maior aprendizado que podemos ter é com nossas próprias experiências. A dor nos ajuda a lembrar do que passamos e a não cometer os mesmos erros. Apesar disso, usar o atalho de aprender com a experiência dos outros pode nos economizar muito tempo e muito dinheiro.

Abaixo, os cinco livros que acredito possam ser os mais importantes para quem deseja entender os fundamentos do mundo do dinheiro.

Basta clicar na imagem da capa para ir direto à página de venda na Amazon.

Não precisa saber muito

Não precisa saber muito.

Para investir bem, você não precisa saber muito. O suficiente, aplicado com regularidade, bate de longe o sofisticado feito esporadicamente.

  1. Pague a si mesmo primeiro: assim que fizer qualquer dinheiro, separe uma parte para investir para longo prazo, para seu futuro. Ao menos 10%, melhor 20%. De TODO dinheiro que fizer. Acho o termo americano, “make money” muito mais adulto do que “ganhar dinheiro”. Quem ganha dinheiro é criança, “ganhou umas moedas do vô.”
  2. Tenha uma reserva de emergência: no mínimo três meses de seu custo de vida. Melhor seis meses. Melhor ainda um ano. Problemas acontecem, veja o que está sendo estes dois últimos anos. Venda coisas que não usa mais para conseguir isso mais rápido. O objetivo deste dinheiro não é crescer rápido, é estar disponível com liquidez imediata e evitar perder para a inflação. Lembre de só aumentar seu custo de vida depois de aumentar esta reserva de maneira a manter o tempo de segurança.
  3. Invista de forma passiva: você não é um gênio do mercado. Se a maioria dos investidores profissionais não consegue bater a média do mercado, controle seu ego e invista no mercado todo.
  4. Abra conta em uma corretora separada do seu banco: dinheiro na mão é vendaval. Invista seu dinheiro em um local que não esteja sempre à vista ou à disposição imediatamente. A hora de ver como estão seus investimentos é no momento de investir mais no início de cada mês.
  5. Divida seus investimentos em duas partes, uma mais arrojada e uma mais conservadora. Use a regra do 100. Diminua sua idade de 100 e invista este percentual de forma arrojada. Por exemplo, se você tem 20 anos, invista 80% de forma arrojada e 20% de maneira mais conservadora.
  6. Não venda seus investimentos em construção. Para manter o percentual equilibrado, faça novos aportes na parte que está ficando para trás. Seguindo o exemplo acima, se você estiver com 25% na parte conservadora dos investimentos em vez dos 20% que a fórmula indicou, faça o aporte na parte arrojada para buscar o equilíbrio.

Deseja ficar acima da média, me chama que te ajudo.

Investir deve ser chato

Vendo a grama crescer.

Investimento não é atividade social. Você não deveria se divertir investindo.

Investir não é jogo. Seu corpo não deveria liberar adrenalina, serotonina ou quaisquer outras substâncias ao praticar.

Investir é uma necessidade básica para todos que desejam construir algo para o futuro, para quem não deseja depender dos filhos, do governo ou de alguma instituição de caridade na velhice.

Investir é para toda vida, você pode até diminuir os investimentos na hora de começar a usufruir dos resultados de anos de dedicação, mas não deveria simplesmente consumir tais investimentos, mas sim, apenas os resultados regulares gerados por eles.

Investir é simples. Ou deveria ser. Acontece que a maioria das pessoas não sabe disso, e então, sofre com a paralisia devido ao excesso de opções. A grande verdade é que há diversos caminhos possíveis para se chegar a um mesmo resultado. O problema acontece quando não tomamos nenhuma decisão, ou pior, tomamos qualquer decisão e mudamos de ideia regularmente.

A cada troca de investimento, deixamos dinheiro na mesa na forma de antecipação de impostos, na forma de taxas, na forma de cobranças de novos cadastros. Os melhores resultados vem justamente da falta de movimento. De deixar o dinheiro crescer quieto, só somando novos depósitos ao valor que já está lá crescendo devagar e sempre.

O que faz diferença nos resultados é regularidade e tamanho dos aportes, e tempo. A fórmula dos juros compostos prioriza esses dois fatores. A rentabilidade é importante, claro, mas muito menos do que o valor investido regularmente e o tempo em que esses valores permanecem investidos.

Pense que se você obtém um lucro de 10% no ano, mas resolve mudar de investimento no ano seguinte, ao fazer essa troca e pagar 20% ou mais de imposto sobre seu lucro, o que realmente sobrou para reinvestir foi um lucro de 8%. O que seria melhor, deixar 100% do lucro rendendo onde estava, ou reiniciar um novo investimento com apenas 80% deste lucro? Mesmo que o novo investimento fosse um pouco melhor, quanto melhor teria que ser para compensar?

Investir deveria ser como ver a grama crescer.

O tempo passa

O espelho mostra. Os filhos crescem.

Poderia dizer que o corpo sente, mas a verdade é que estou melhor hoje do que há alguns anos. Uma boa dieta e o levantamento regular de criança faz maravilhas.

Os olhos já não são mais os mesmos. Sem óculos borra o longe, com óculos borra o perto. O braço fica curto para segurar o celular, mas como não uso óculos mesmo, acaba não fazendo tanta diferença. Dá para notar mais dirigindo à noite, quando o óculos ajuda muito, mas se precisasse usar o celular para ver algum mapa, só se ele estivesse mais longe do que permite o painel do carro. Onde mais sinto é escrevendo ou desenhando. A folha tem que ficar um pouco mais longe do que seria a distância normal. Um dia chega a vez da lente multifocal, a tecnologia nos leva longe, mas ainda não é a hora.

O cabelo cair não é problema, a esposa prefere curto. E o grisalho que cada vez fica mais presente é só charme mesmo.

Esses dias uma amiga falava por aqui sobre a dificuldade de algumas pessoas em se aceitar como são e de como os filtros que mudam os traços faciais podem levá-las a buscar um ideal impossível. E aí vemos cirurgias e mais cirurgias tentando buscar uma pseudo perfeição que não existe no mundo real. Desse mal não sofro. Em parte por realmente não me incomodar tanto assim com a maioria das coisas, mas em parte também por morrer de medo de cirurgias, bisturis e quaisquer procedimentos que não os estritamente necessários para a saúde física. A saúde mental, prefiro tratar de maneiras menos invasivas. Também não tenho nada contra quem queira fazer, claro. Cada um sabe de si, não sou fiscal do corpo alheio.

Enfim, o tempo passa, mas não tenho tempo nem motivos para reclamar. As rugas não são de preocupação, mas de experiência. O espírito continua jovem e por enquanto o corpo ainda acompanha.

E para quem me lê esperando que fale de finanças pessoais, lembre que o tempo passa também para seu dinheiro. Escolha um investimento que use o tempo a seu favor, fazendo seu patrimônio crescer. A mágica dos juros compostos é sensacional neste ponto.

Nem sempre são dias de sol

Vista da janela em um dia de chuva.

Nos investimentos é a mesma coisa.

Da mesma maneira que não deixamos de viver porque o tempo está ruim, com os investimentos também não devemos pular fora só porque o clima piorou.

Há uma famosa história do fundo Magellan, administrado com sucesso pelo Peter Linch. Esse fundo bateu recorde atrás de recorde ao longo dos anos. Teve uma performance sensacional desde sua criação. Apesar disso, a maioria dos cotistas do fundo perdeu dinheiro. Isso mesmo, a maioria que investiu no Magellan perdeu dinheiro investindo meus dos melhores fundos de investimento que já existiu. E isso aconteceu apenas porque as pessoas viam a performance estelar do fundo e decidiam investir. Um tempo depois olhavam seus investimentos e eventualmente, depois de ter entrado no topo de determinado período, viam seu dinheiro diminuindo em vez de aumentar. Em vez de simplesmente esperar, tiravam o dinheiro com prejuízo. Quando o fundo voltava a subir já não estavam mais lá para colher os frutos.

A maneira correta de investir é fazer um estudo diligente de onde aplicar nosso dinheiro. Depois disso, precisamos colocar em prática por tempo suficiente para dar certo. Não vamos acertar na mosca o momento mais barato de entrada, então é comum que logo que começamos determinado investimento nosso capital diminua um pouco antes dos fundamentos trazerem lucros.

Se você entende que o mercado, o país e as empresas continuam crescendo, invista nelas e aguarde o crescimento vir. Saia de investimentos ruins se a situação mudar drasticamente, mas não por conta de qualquer coisinha eventual como uma greve ou uma mudança temporária da situação.

Quem investe comigo no Clube de Investimentos Kairos já sabe dessas coisas. Alguns entraram em momentos complicados e os lucros vieram rápido. Outros estão há mais tempo e já viram altos e baixos. Como continuaram, todos estão no lucro há bastante tempo já.

Porque estou aqui?

Sou um cara privilegiado. Posso ver meus filhos crescendo bem de perto, junto deles 24/7. Isso é ainda mais concreto neste período em que até as aulas são online. Ao mesmo tempo, não sou um cara completamente fora da curva. Não sou um gênio, não possuo talentos excepcionais. Sou só um cara normal, que fez escolhas diferentes das escolhas da maioria. E essas escolhas me permitiram atingir os objetivos que sempre busquei.

Estou aqui para mostrar que é possível. Que precisa da decisão de fazer escolhas coerentes com o que você deseja. Publico tudo por aqui e no meu site pessoal para que mais e mais gente possa saber que há caminhos diferentes da corrida dos ratos, mas que exigem o direcionamento do pensamento para apreciar o belo nas coisas do cotidiano. Não quer dizer que sejam caminhos mais fáceis. Andar por caminhos pouco percorridos implica em seus próprios desafios.

As vezes perguntam se não gosto de carros esportivos. Gosto. Se pudesse escolher qualquer um hoje, acho que teria uma Land Rover daquelas grandonas, que cabem toda a casa dentro. Poderia comprar uma, mas do que abriria mão por isso? Porque a verdade é que não preciso de um caminhão desses. Seria um luxo pouco prático, de ter por ter, já que viajamos pouco e só uso o carro atualmente para ir até o supermercado. Então é importante separar o que são nossas necessidades do que são nossos desejos. E escolher bem quais colocar em prática.

Dizem que não gosto de ostentar. Não concordo com isso. Ostento demais até. Ostento o que me é mais importante. Ostento o fato de poder trabalhar em casa. Ostento a liberdade de tempo para estar com minha família. Antes das aulas regulares ostentava as viagens que fazíamos.

Já pensou no que deseja para sua vida? Já desenhou um caminho para conseguir chegar lá? Minha vida não foi sempre assim, já trabalhei de sol a sol virando noites até conseguir o que queria. Fiquei anos sem tirar férias. Montei diversos negócios até encontrar a fórmula que funcionava. Desenhei o que queria para minha vida e corri atrás de maneiras de fazer funcionar.

E se puder te ajudar, vai ser um prazer.

Do dia em que a Lady Gaga me ofereceu um chá na Times Square

Lady Gaga me oferece um chá na Times Square

Fotos do cotidiano das ruas, o famoso street style, é um dos temas fotográficos de que gosto. E por gostar, claro, não falo apenas de olhar, mas de fazer parte deste movimento.

A vida de pai presente e as saídas menos frequentes que faço hoje acabam não dando muita oportunidade de praticar. Quando saio, é com os filhos, e aí a atenção é para eles, não para as oportunidades fotográficas do entorno. Mas está tudo bem, não é uma corrida, mas uma maratona. Sei que vai chegar a hora em que minha maior preocupação vai ser com o que ocupar o tempo livre. Até essa hora chegar, fico por aqui mesmo.

Ouve uma época em que me interessava mais pelas máquinas fotográficas do que pelas fotos propriamente ditas. O nerd que habita em mim é sempre presente, mas faz um bom tempo em que me dei conta de que a melhor máquina é aquela que temos conosco o tempo todo, independente da qualidade. Com os recursos atuais, nossos smartphones acabam sendo a forma mais simples e rápida de documentar a vida cotidiana. Pode parecer besteira hoje em dia, mas certamente será uma boa curiosidade para as gerações futuras.

Equipamento, técnica, experiência, um olhar apurado, tudo isso conta para conseguirmos obter boas fotos do cotidiano, mas no final das contas, não há fator mais interessante do que a sorte. Dizem que sorte é quando a oportunidade encontra o fotógrafo preparado. Neste dia preferi fazer a foto do que aceitar o chá que a Lady Gaga me ofereceu.

Tenha um bom dia, e quando tomar um chá no fim da tarde, lembre de mim.

Vencendo aos 50

Vencendo aos 50.

Texto do Fred Wilson. Você pode ler o original no link a seguir, ou minha tradução logo abaixo. O texto é mais para eu mesmo, que este ano completo 49 voltas do planeta ao redor do sol, do que para qualquer outra pessoa, mas acho que todos podem ganhar algo com a leitura.

Original em inglês: https://avc.com/2021/05/winning-at-fifty/

Eu estava torcendo todo fim de semana para o Phil Mickelson ganhar o PGA aos 50 anos de idade. Assisti o Phil por 30 anos, acompanhei todos os altos e baixos, e foram muitos. Ele joga golfe com um nível de criatividade que geralmente leva a problemas. Ele é um tomador de risco, o que não é sempre a melhor alternativa para se aproximar de um campo de golfe.

Mas esta semana, no PGA, ele foi simplesmente melhor do que todos os outros. Ele jogou a bola tão longe quanto jogadores trinta anos mais novos que ele. E se mostrou de verdade em seu incrível jogo de curta distância.

Já vimos isso algumas vezes, onde atletas cujos “dias de gloria” já passaram continuam a ser melhores do que todos os outros, pelo menos por um jogo ou um longo fim de semana.

Parte disso é pelo melhor condicionamento físico que os atletas de hoje possuem. Parte vem de serem mais velhos e sábios, de já terem passado por isso e saberem como gerenciar o momento. E parte é simplesmente por terem sido os melhores de sua geração e esse nível de talento levar a resultados que não acabam fácil.

Penso que nós “da velha guarda” podemos tirar algumas lições de atletas como Phil e outros que continuam com performances ainda melhores do que quando estavam no auge. Podemos começar permanecendo no jogo. Podemos descobrir qual é nossa versão de acertar a bola o mais longe possível como fazem os mais jovens. E podemos nos confortar no fato de que já passamos por isso antes e sabemos como respirar fundo, nos acalmar, e tomar a melhor decisão. E vencer de novo!

Estou cansado

Quando a vida endurece, os fortes continuam.

Dormi mal os últimos dois dias. Desde quarta passada com um princípio de gripe no Leonardo e, na sequência, em cada um de nós aqui em casa, o sono ficou bem prejudicado para todos. Sábado começou para mim, e estando no momento em que estamos, e eu no intervalo em que estou, hoje pela manhã vou lá no laboratório enfiar o maldito cotonete para identificar se é só uma gripe comum, ou a maldita.

Em termos de padrão, em nada difere das gripes que sempre tivemos aqui em casa, nem em sintomas, nem em sequência de contaminação familiar. Um traz e os outros pegam em série. Mas a ansiedade com o momento que vivemos torna as coisas piores do que são.

Quando essas coisas acontecem, é ladeira abaixo. Afeta a saúde, afeta o humor, afeta a disposição. Estou aqui escrevendo diariamente há 112 dias no que começou com o #desafiodos30textos da @gabipazos e que transformei no #365diasdeescrita quando ultrapassei a marca dos primeiros 30 e continuava disposto e com novas ideias. Continuo disposto a escrever, então as coisas estão sobre controle…

Problema é que começo a me perguntar, escrever para quê? Escrever para quem? Pela quantidade de interação que tenho aqui, parece que para muito poucos. Ao mesmo tempo lembro que se ajudar a apenas uma pessoa, terá valido a pena, então continuo. No final das contas sempre foi assim, e quem mais ganha com minha escrita, sou eu mesmo, que a uso como forma de organizar o pensamento. Publicar o que escrevo é só o ato final. Se ajudar alguém é bom. Se não ajudar, porque me preocupar com o que os outros não darão bola mesmo?

Então se é para ajudar, lembre sempre ao ver as fotos dos amigos e conhecidos, das celebridades e das notícias, que nem tudo é sempre como mostram. A vida de todos é complexa e de diversas cores ou tons de cinza. Aquela celebridade para quem tudo parece perfeito tem suas dificuldades que as vezes não transparecem. Podemos só saber disso quando é tarde demais, como aconteceu com o Robin Williams, por exemplo.

Se você está num período cinzento, saiba que estou por aqui para ajudar. Desse lado, já começo a ver as cores novamente.

Resiliência é meu sobrenome. Tenho uma família para cuidar.