Você só precisa de um

Isto é um capítulo do livro A Lesser Photographer do C J Chilvers.

Você não precisa de determinado número de seguidores, uma renda passiva, uma estratégia de monetização, ou “1000 fãs reais” para justificar compartilhar seu trabalho.

Tudo que você precisa é 1.

1 pessoa gostou da minha escrita o suficiente para me contratar, o que levou a uma carreira de 20 anos como escritor profissional.

1 pessoa gostou do meu perfil de relacionamento (que era definitivamente um projeto de escrita e fotografia) o suficiente para eventualmente casar comigo e iniciar uma família.

1 fã pode ser seu próximo parceiro de negócio, empregador, ou esposa.

1 fã justifica seu próximo livro, blog, e podcast.

1 fã pode dar ao seu trabalho todo o sentido que ele sempre precisou, especialmente se você for esse 1 fã.

As vezes, de graça é muito caro.

De graça é ótimo. Mas nem sempre. Hoje caiu essa ficha por aqui. As vezes estamos tão envolvidos na correria do dia a dia, que deixamos coisas importantes passar despercebidas.

Estava há algum tempo trabalhando para ganhar um carro de graça como prêmio. De graça, não de presente, mas alugado e pago pela empresa para meu uso. Quando começou isso tudo, não havia necessidade de dois carros na nossa família. Então já vislumbrava o momento de usufruir do carro novo e não precisar mais do que já tínhamos.

Mais ou menos isso, porque quando isso começou, o carro previsto seria bem menor e mais simples do que nosso carro atual. Ficaríamos com ambos, provavelmente. Pelo conforto e maior espaço necessário em várias situações do nosso cotidiano. Só que aconteceu o melhor, vendi mais do que o projetado originalmente, me tornei o número 1 e com isso chegou um carro melhor, equivalente ao nosso atual. Não precisaríamos de dois carros iguais.

Só que sim, precisamos. A situação de quando surgiu a possibilidade de ter um carro de graça bancado pela empresa é diferente da situação atual, onde muitas vezes precisamos estar em locais diferentes ao mesmo tempo, dando conta de demandas muito maiores do que eram antes. E se um carro mais simples para o dia a dia poderia fazer sentido para mim, que estou sempre na rua e estaciono em qualquer lugar, deixando o carro da família para minha esposa e para passeios mais confortáveis com todos, a grande verdade é que conquistamos um certo padrão de conforto e não precisamos realmente deixar esse padrão cair.

Então quando surgir a possibilidade do grátis na sua vida, não faça como eu, que na corrida dos problemas que somam no dia a dia estava indo pelo caminho automático. Tire um tempo para pensar, analise a situação com todos envolvidos, veja os pontos de vista e decida pelo melhor, não pelo mais barato.

E sabe como é vendedor… não perde uma oportunidade de jogar seu anzol.

Decida pelo melhor, não apenas pelo menor preço. Isso vale para sua escolha na hora de comprar um computador que irá durar mais tempo, pela refeição que irá nutrir melhor, e pelo consórcio que trará os melhores resultados frente aos seus objetivos.

Era isso que tinha para hoje. Obrigado pela atenção.

O ônibus errado

O ônibus errado, por Seth Godin. Tradução e complemento, por Fabrício S. Peruzzo.

Por Seth Godin.

Seu primeiro engano foi pegar o ônibus A53, aquele que atravessa cidade em vez de ir para onde você deseja chegar.

Erros deste tipo acontecem toda hora.

O grande erro, no entanto, o erro que irá lhe custar muito, é permanecer naquele ônibus. Eu sei que conseguiste um assento. Sei que está escurecendo do lado de fora. Mas você está no ônibus errado, e ficar no ônibus errado não irá transformar-lo no ônibus certo.

Se você realmente deseja chegar onde planejou, você terá que saltar do ônibus errado.

Eu sei que você não possui investimentos

Eu sei que você não possui investimentos.

Sei que não guarda dinheiro regularmente.

Sei que não tem reservas suficientes para uma crise de duração um pouco mais longa.

Sei que é indisciplinado com o cuidado com seu futuro, mesmo sendo um ótimo profissional, dedicado, zeloso e cumpridor das suas obrigações.

Sei que você não pensa nisso com muita frequência, mas quando pensa, dói um pouco ver que você não está construindo nada para si mesmo. É só um dia após o outro. Trabalho hoje para comer o bife de amanhã.

Talvez você esteja um pouco à frente da maioria e esteja pagando por um imóvel próprio que dentro de 30 anos poderá estar quitado e poderá trazer alguma tranquilidade de ao menos ter um teto sobre sua cabeça, mas isso é caro e não é o suficiente.

Talvez a leitura desse post te ajude a ver isso e tomar uma atitude hoje.

Provavelmente a atitude que você tomar hoje, seja abrir conta em uma corretora fora do seu banco, seja separar uma parte do dinheiro que ainda está na conta porque estamos no início do mês e você ainda não gastou tudo, dure somente hoje ou mais uns dias.

Eu quero te ajudar. Hoje, amanhã, mês que vem. E nos meses seguintes. Quero ser a consciência boa que todo mês vem lhe lembrar de pensar um pouco no seu futuro.

Talvez funcione sem custo para você, mas provavelmente você só levará a sério mesmo se estiver pagando por isso. Como a academia do prédio, que não frequentamos, mas a que pagamos mensalmente sim, para não sentir que desperdiçamos nosso dinheiro.

Assina minha newsletter “Investidor Displicente”. Assuma um compromisso relevante consigo mesmo, o de cuidar do seu futuro todos os meses. O de construir algo para deixar para seus filhos. Assina a versão paga, sabendo que é a mesma que a gratuita. Não para me ajudar, são só uns trocados, mas para te ajudar a cumprir esse compromisso que está assumindo de cuidar bem do próprio futuro, de uma vez por todas.

Estou fazendo minha parte. Espero que você aproveite a oportunidade e faça a sua.

Sucesso é execução

Sempre fui um cara de muitas ideias. Se tivesse tempo ou pudesse executar todas, conquistaria o mundo. Mas sucesso não é questão de ter ideias. Ideias sem execução não valem nada.

A parte boa dessa história toda é que sempre fui um cara de execução também. As vezes a quantidade de ideias me paralisa durante algum tempo, até definir qual ideia é mais prática, simples, interessante para executar, mas assim que defino isso mergulho de cabeça e coloco em execução.

Uma parte importante na execução de cada nova ideia são as consequências de longo prazo desta ideia. Levo em conta o quanto impactará no que já tenho para executar. Prefiro ideias com começo, meio e fim. Ideias que depois de implementadas andem de maneira mais ou menos automatizada, que se integrem bem com minhas rotinas existentes.

Escrever um livro é uma dessas ideias automáticas. Depois de escrito e publicado, está lá, disponível para quem desejar. Claro que só escrever e não divulgar pode acabar dando um resultado pífio. Mesmo isso é interessante, já que um livro, além do próprio conteúdo, serve também como validação de quem o escreve, como um cartão de visitas. Essa é uma coisa em que as vezes peco, dedico tempo e energia para escrever e não faço o mesmo com a divulgação. Coisa para eu pensar em executar em breve…

E você? Como está sua execução de ideias?

Hoje é feriado. E aqui estou, trabalhando.

Escrevo mais um texto para o Instagram, para meu site, para você. Não faço por obrigação, mas por servidão. Apesar de estar há quatro meses escrevendo aqui diariamente, essa questão da regularidade é mais um exercício para mim. O importante é viver, aprender, e ter algo de útil para transmitir. E se apenas uma pessoa ler, se apenas uma pessoa aprender algo, se apenas uma pessoa se sentir valorizada por algo que falei ou escrevi, terá valido a pena. Espero que seja o caso hoje.

Queria falar que é feriado, mas que esse fato pouco ou nada muda na minha vida. Desenhei ela para ser assim. Um feriado mais complica do que ajuda no meu caso, pois alguma coisa que pudesse precisar pode estar fechada e as vezes eu nem saber.

A realidade do meu trabalho torna todos os dias potenciais feriados, no sentido de não ter ponto a bater, não ter horário rígido. Posso me dar ao luxo de passear com meu filho no meio da manhã, acompanhar a aula online da filha durante a tarde. Não quer dizer que não trabalhe tanto ou mais do que quem tem a rigidez dos horários, veja só, é feriado e estou aqui trabalhando. Pode ser noite, e eu trabalhando. Fim de semana? Trabalhando. Posso estar fazendo as compras do supermercado (sempre com lista) e estar atendendo algum cliente ao telefone, trabalhando.

O ponto é: planejei o tipo de vida que desejava e busquei as alternativas que me permitissem chegar a este estilo de vida. E você, está satisfeito com a vida que a vida te deu? E se não estiver, o que está fazendo para mudar essa situação?

Porque a grande verdade é que a vida nos dá apenas o que exigimos dela. Ao mesmo tempo, pagamos o preço das escolhas que fazemos.

Você faz suas escolhas e paga o preço delas, ou ainda está pagando o preço de seguir o fluxo que a sociedade lhe atribuiu seguir?

Sua vida é como você escolheu? Se não é, o que você fará hoje para começar a mudar isso?

Falando com as paredes

É cíclico. As vezes parece uma coisa, outras vezes parece outra. Essas últimas semanas tem sido mais complicadas. Me sinto falando com as paredes.

Hoje completam quatro meses que estou diariamente escrevendo aqui. Como escrevi acima, nem sempre as coisas são como estou me sentindo agora. Tem dias que parece que todo mundo recebeu minha mensagem, interagiu, mandou recado. Sei que é mais um problema do emissor do que do receptor. Excesso de expectativas. Afinal, todo mundo está também vivendo suas vidas.

Estou escrevendo isso porque pode ser que para você as coisas também tenham altos e baixos. É normal. E nestes momentos, o importante é continuar. Lembrar que esses ciclos acontecem e que um tempo depois as coisas voltam ao normal.

Cada um tem seus parâmetros e anseios. Os meus são medidos em unidades de ajuda. Quando escrevo, faço para mim mesmo, é minha forma de pensar. Ao mesmo tempo em que me ajudo, penso em quem mais posso ajudar. E cada vez que sei que ajudei alguém, sinto uma forma de validação. Esse é um dos motivos principais de nunca ter criado um curso pago sobre os assuntos que domino. Independente de quanto tenha me custado para aprender, vejo como certo egoísmo guardar essa informação para mim.

Só que uma das coisas que aprendi há algum tempo, e que por anos não aceitei, é o fato de que o que vem de graça acaba não sendo valorizado. No sentido de não ser lido com a mesma atenção que seria lido algo que foi pago, mas também no sentido de pôr em ação os aprendizados, nem que seja para não sentir que “jogou dinheiro fora.” E uma das consequências de eu não ter nenhum produto pago é justamente ajudar menos gente do que gostaria de ajudar.

Como disse, escrevo para mim mesmo, para organizar as ideias. E o resultado disso hoje é o seguinte: em breve você verá alguns produtos meus. Curso, livro, relatório, newsletter paga. Não sei ao certo, ainda vou desenhar melhor as ideias e definir um plano de ação para isso, mas hoje algumas coisas começam a mudar por aqui.

Como sempre, querendo mais, procura por aqui. São anos de escrita para quem sabe garimpar.

Investir deve ser chato

Vendo a grama crescer.

Investimento não é atividade social. Você não deveria se divertir investindo.

Investir não é jogo. Seu corpo não deveria liberar adrenalina, serotonina ou quaisquer outras substâncias ao praticar.

Investir é uma necessidade básica para todos que desejam construir algo para o futuro, para quem não deseja depender dos filhos, do governo ou de alguma instituição de caridade na velhice.

Investir é para toda vida, você pode até diminuir os investimentos na hora de começar a usufruir dos resultados de anos de dedicação, mas não deveria simplesmente consumir tais investimentos, mas sim, apenas os resultados regulares gerados por eles.

Investir é simples. Ou deveria ser. Acontece que a maioria das pessoas não sabe disso, e então, sofre com a paralisia devido ao excesso de opções. A grande verdade é que há diversos caminhos possíveis para se chegar a um mesmo resultado. O problema acontece quando não tomamos nenhuma decisão, ou pior, tomamos qualquer decisão e mudamos de ideia regularmente.

A cada troca de investimento, deixamos dinheiro na mesa na forma de antecipação de impostos, na forma de taxas, na forma de cobranças de novos cadastros. Os melhores resultados vem justamente da falta de movimento. De deixar o dinheiro crescer quieto, só somando novos depósitos ao valor que já está lá crescendo devagar e sempre.

O que faz diferença nos resultados é regularidade e tamanho dos aportes, e tempo. A fórmula dos juros compostos prioriza esses dois fatores. A rentabilidade é importante, claro, mas muito menos do que o valor investido regularmente e o tempo em que esses valores permanecem investidos.

Pense que se você obtém um lucro de 10% no ano, mas resolve mudar de investimento no ano seguinte, ao fazer essa troca e pagar 20% ou mais de imposto sobre seu lucro, o que realmente sobrou para reinvestir foi um lucro de 8%. O que seria melhor, deixar 100% do lucro rendendo onde estava, ou reiniciar um novo investimento com apenas 80% deste lucro? Mesmo que o novo investimento fosse um pouco melhor, quanto melhor teria que ser para compensar?

Investir deveria ser como ver a grama crescer.

O tempo passa

O espelho mostra. Os filhos crescem.

Poderia dizer que o corpo sente, mas a verdade é que estou melhor hoje do que há alguns anos. Uma boa dieta e o levantamento regular de criança faz maravilhas.

Os olhos já não são mais os mesmos. Sem óculos borra o longe, com óculos borra o perto. O braço fica curto para segurar o celular, mas como não uso óculos mesmo, acaba não fazendo tanta diferença. Dá para notar mais dirigindo à noite, quando o óculos ajuda muito, mas se precisasse usar o celular para ver algum mapa, só se ele estivesse mais longe do que permite o painel do carro. Onde mais sinto é escrevendo ou desenhando. A folha tem que ficar um pouco mais longe do que seria a distância normal. Um dia chega a vez da lente multifocal, a tecnologia nos leva longe, mas ainda não é a hora.

O cabelo cair não é problema, a esposa prefere curto. E o grisalho que cada vez fica mais presente é só charme mesmo.

Esses dias uma amiga falava por aqui sobre a dificuldade de algumas pessoas em se aceitar como são e de como os filtros que mudam os traços faciais podem levá-las a buscar um ideal impossível. E aí vemos cirurgias e mais cirurgias tentando buscar uma pseudo perfeição que não existe no mundo real. Desse mal não sofro. Em parte por realmente não me incomodar tanto assim com a maioria das coisas, mas em parte também por morrer de medo de cirurgias, bisturis e quaisquer procedimentos que não os estritamente necessários para a saúde física. A saúde mental, prefiro tratar de maneiras menos invasivas. Também não tenho nada contra quem queira fazer, claro. Cada um sabe de si, não sou fiscal do corpo alheio.

Enfim, o tempo passa, mas não tenho tempo nem motivos para reclamar. As rugas não são de preocupação, mas de experiência. O espírito continua jovem e por enquanto o corpo ainda acompanha.

E para quem me lê esperando que fale de finanças pessoais, lembre que o tempo passa também para seu dinheiro. Escolha um investimento que use o tempo a seu favor, fazendo seu patrimônio crescer. A mágica dos juros compostos é sensacional neste ponto.

Nem sempre são dias de sol

Vista da janela em um dia de chuva.

Nos investimentos é a mesma coisa.

Da mesma maneira que não deixamos de viver porque o tempo está ruim, com os investimentos também não devemos pular fora só porque o clima piorou.

Há uma famosa história do fundo Magellan, administrado com sucesso pelo Peter Linch. Esse fundo bateu recorde atrás de recorde ao longo dos anos. Teve uma performance sensacional desde sua criação. Apesar disso, a maioria dos cotistas do fundo perdeu dinheiro. Isso mesmo, a maioria que investiu no Magellan perdeu dinheiro investindo meus dos melhores fundos de investimento que já existiu. E isso aconteceu apenas porque as pessoas viam a performance estelar do fundo e decidiam investir. Um tempo depois olhavam seus investimentos e eventualmente, depois de ter entrado no topo de determinado período, viam seu dinheiro diminuindo em vez de aumentar. Em vez de simplesmente esperar, tiravam o dinheiro com prejuízo. Quando o fundo voltava a subir já não estavam mais lá para colher os frutos.

A maneira correta de investir é fazer um estudo diligente de onde aplicar nosso dinheiro. Depois disso, precisamos colocar em prática por tempo suficiente para dar certo. Não vamos acertar na mosca o momento mais barato de entrada, então é comum que logo que começamos determinado investimento nosso capital diminua um pouco antes dos fundamentos trazerem lucros.

Se você entende que o mercado, o país e as empresas continuam crescendo, invista nelas e aguarde o crescimento vir. Saia de investimentos ruins se a situação mudar drasticamente, mas não por conta de qualquer coisinha eventual como uma greve ou uma mudança temporária da situação.

Quem investe comigo no Clube de Investimentos Kairos já sabe dessas coisas. Alguns entraram em momentos complicados e os lucros vieram rápido. Outros estão há mais tempo e já viram altos e baixos. Como continuaram, todos estão no lucro há bastante tempo já.