Aprendendo com a experiência dos outros

O maior aprendizado que podemos ter é com nossas próprias experiências. A dor nos ajuda a lembrar do que passamos e a não cometer os mesmos erros. Apesar disso, usar o atalho de aprender com a experiência dos outros pode nos economizar muito tempo e muito dinheiro.

Abaixo, os cinco livros que acredito possam ser os mais importantes para quem deseja entender os fundamentos do mundo do dinheiro.

Basta clicar na imagem da capa para ir direto à página de venda na Amazon.

Vencendo aos 50

Vencendo aos 50.

Texto do Fred Wilson. Você pode ler o original no link a seguir, ou minha tradução logo abaixo. O texto é mais para eu mesmo, que este ano completo 49 voltas do planeta ao redor do sol, do que para qualquer outra pessoa, mas acho que todos podem ganhar algo com a leitura.

Original em inglês: https://avc.com/2021/05/winning-at-fifty/

Eu estava torcendo todo fim de semana para o Phil Mickelson ganhar o PGA aos 50 anos de idade. Assisti o Phil por 30 anos, acompanhei todos os altos e baixos, e foram muitos. Ele joga golfe com um nível de criatividade que geralmente leva a problemas. Ele é um tomador de risco, o que não é sempre a melhor alternativa para se aproximar de um campo de golfe.

Mas esta semana, no PGA, ele foi simplesmente melhor do que todos os outros. Ele jogou a bola tão longe quanto jogadores trinta anos mais novos que ele. E se mostrou de verdade em seu incrível jogo de curta distância.

Já vimos isso algumas vezes, onde atletas cujos “dias de gloria” já passaram continuam a ser melhores do que todos os outros, pelo menos por um jogo ou um longo fim de semana.

Parte disso é pelo melhor condicionamento físico que os atletas de hoje possuem. Parte vem de serem mais velhos e sábios, de já terem passado por isso e saberem como gerenciar o momento. E parte é simplesmente por terem sido os melhores de sua geração e esse nível de talento levar a resultados que não acabam fácil.

Penso que nós “da velha guarda” podemos tirar algumas lições de atletas como Phil e outros que continuam com performances ainda melhores do que quando estavam no auge. Podemos começar permanecendo no jogo. Podemos descobrir qual é nossa versão de acertar a bola o mais longe possível como fazem os mais jovens. E podemos nos confortar no fato de que já passamos por isso antes e sabemos como respirar fundo, nos acalmar, e tomar a melhor decisão. E vencer de novo!

A mentalidade alienígena de um salário fixo

Mês passado o Steve Pavlina escreveu um artigo que ressoou forte com algo que penso de forma semelhante. Traduzo de forma livre para quem não tem familiaridade com o inglês, e deixo o link original para quem preferir ler no site dele.

Uma forma de pensamento que me parece alienígena, de outro mundo, aparece as vezes entre meus leitores da seguinte maneira:

Eu e minha esposa somos ambos professores. Nosso salário combinado é de R$ __. Dentro de aproximadamente cinco anos, com os aumentos programados, deveremos estar ganhando R$ __. Baseado nisso, poderemos adquirir ____, mas não conseguiríamos adquirir ____.

Então a ideia básica é que a renda mensal deste casal é fixa e previsível. Não depende deles. A renda da família é determinada pelo sistema em que se encontram.

Ok, esta é uma mentalidade alienígena para mim. Me parece que as pessoas conseguem se prender a esta ideia e não conseguem se desvencilhar dela.

Aqui está o que eu na verdade escuto quando falam isso:

Eu e minha esposa escolhemos empregos dentro de um sistema que paga salários fixos, com aumentos modestos, mas previsíveis ao longo do tempo. Nós fingimos não termos outras opções para ganhar mais dinheiro, de maneira a poder ter a experiência de ganhar um valor fixo por um tempo e ver como é isso. E também fingimos que não temos como adquirir nada que estes dois fluxos de renda não cubram, para que possamos experimentar essa forma de escassez também.

Lembre que este casal escolheu se envolver com este sistema, escolher trabalhar por um salário fixo. Mesmo tendo escolhido isso, eles ainda possuem uma ampla gama de opções disponíveis. A renda deles não é realmente fixa – eles simplesmente escolheram ter a experiência de uma renda fixa limitada. Para manter essa situação, eles precisam deliberadamente ignorar ou dispensar outras oportunidades de geração de renda, que surgem por todo lado.

Como eles desligam todas essas outras oportunidades? Como eles evitam a tentação de criar novas fontes de renda paralelas? É difícil!

Deve haver uma disciplina tremenda em se segurar e evitar que suas rendas aumentem. Quero dizer… como eles evitam acidentalmente ganhar dinheiro de outra maneira qualquer?

E se um deles se inspirar por alguma ideia geradora de renda, e eles forem tentados a agir sobre isso? Como eles impedem a si mesmos?

O que acontece se são seduzidos por algum novo item que desejem comprar, mas não está em seu orçamento? Como eles evitam ganhar mais dinheiro para cobrir este gasto? Como eles fazem para fingir que não querem aquilo ou para se contentar com menos do que realmente querem?

Eu fico realmente impressionado com pessoas que conseguem deliberadamente limitar seus ganhos, especialmente se conseguem manter isso por anos a fio. A maioria das pessoas com que me relaciono geralmente são bem ruins nisso. Estão sempre sucumbindo à tentação de ganhar dinheiro extra. Se eles tentarem se limitar a ganhar um salário de professor, não sei se conseguiriam. Eles simplesmente não possuem tal disciplina ou determinação.

Eu tentei ter um emprego com salário fixo, lá atrás, quando comecei a trabalhar. Não durou seis meses… Não consegui! Não faço a menor ideia de como algumas pessoas conseguem fazer isso ano após ano – e fazem parecer simples. A disciplina deles deve ser enorme!

Desabafo de um analista

Vou ser bem sucinto aqui. Independente da oferta de assinatura do produto no final do video, que provavelmente não estará mais disponível quando você acessar, acho que vale muito a pena conhecer o Ricardo e escutar o que ele tem para dizer.

A maioria pensa que bolsa de valores é glamour, é oba-oba, cassino onde todo mundo ganha sempre, basta ter a dica preciosa do influenciador do momento.

NÃO É ASSIM!

Neste momento em que até influenciadora fitness virou day trader de sucesso da noite para o dia, isso se torna ainda mais importante.

Assista o Ricardo clicando nesta frase. Me agradeça depois.

Desconectados

O Brandon escreveu há algum tempo um post interessante intitulado Disconnected. Traduzo abaixo para quem não tem familiaridade com o inglês.

Imagina isto:

Pouco tempo atrás, você acordou com seu despertador. Sem notificações, mensagens ou emails.

Foi ao banheiro, tomou um banho, e dirigiu ao trabalho.

Talvez ouviu as notícias no caminho, ou viu a previsão do tempo na TV antes de sair. Se você é uma pessoa matinal, pode ser que tenha acordado mais cedo e lido algumas notícias antes do café da manhã. De toda forma, a quantidade de informação e de opiniões a que você foi exposto foi limitada.

Ao chegar no trabalho, você trabalhou. Conversou com seus colegas e talvez tenha ligado para seu marido ou esposa no intervalo do almoço, mas por aproximadamente oito horas você esteve desconectado de sua vida pessoal. Você estava atuando no filme de outra pessoa. Não estava respondendo mensagens sobre dramas familiares ou amigos indignados com seus chefes. Não estava lendo comentários dizendo que seu diretor favorito de cinema é um lixo. Não estava olhando para uma lista de informações cuidadosamente elaborada por uma empresa cujo objetivo é lhe influenciar a comprar coisas. Você apenas trabalhou, comeu, conversou com colegas, e voltou para casa.

Na hora que chegou em casa, a maioria dos assuntos estressantes já tinha passado do estágio crítico. Os problemas do seu marido no trabalho aconteceram horas atrás e agora já são bem menos dramáticos. Sua própria má experiência com um cliente não está tão fresca e em vez de jogar sua frustração no seu companheiro, você conseguiu se recompor e explicar quão frustrante foi a situação sem aumentar sua frequência cardíaca.

Neste passado não tão distante, as notícias, dramas familiares, e injustiças em geral não apareciam em tempo real. Não havia cobertura 24/7 em seu telefone ou computador. A maioria das coisas eram discutidas horas depois, já de cabeça fria. Você podia contar sobre seu problema no trabalho para um amigo uma semana depois, mas você não escreveu para ele logo após ter acontecido. Você teve tempo para digerir e processar a experiência, não apenas reagir.

Sinto que tudo que fazemos atualmente é reagir. Somos bombardeados de informação/opiniões desde o momento em que acordamos e apenas reagimos. Não processamos. Expomos nossa primeira reação indignada nas redes sociais ou através de mensagens de texto, e não tenho certeza de que o cérebro humano funciona de maneira mais eficiente desta maneira. Reagimos com medo ou raiva, porque isto é o que nos mantinha a salvo na época primitiva, mas essas reações não servem mais para o mesmo fim em 2020.

Idéias para a vida

Do livro de citações do Patrick Rhone

  • Use o que você possui;
  • Seja quem você é;
  • Preste atenção a tudo ao seu redor;
  • Busque ser uma pessoa de poucas necessidades;
  • Pontos de interrogação em vez de pontos finais;
  • Seja curioso;
  • Bom o suficiente é bom o suficiente;
  • Não confunda o que é urgente com o que é importante;
  • Passe ao menos um dia por ano em completa solidão;
  • Faça o máximo possível com o mínimo necessário;
  • Faça menos promessas, mas cumpra todas que fizer.

Ações, não palavras, revelam nossos verdadeiros valores

Derek Sivers, mais uma vez, acertando em cheio, em um artigo de 2016. Traduzo abaixo, mas se preferir você pode ler o original, e já se esbaldar com muitos outros artigos sensacionais: Actions, not words, reveal our real values.

Me identifiquei muito com o texto, como acontece com quase tudo que o Derek escreve, pois temos uma história muito semelhante, com sucesso relativamente cedo que permitiu a possibilidade de escolha do que fazer no futuro sem depender de um emprego tradicional para o sustento. E da preferência por estudar, escrever, e ser bastante participante no dia a dia do crescimento dos filhos.

Já fui um empreendedor serial. Hoje, prefiro ser pai, estudante, escritor, pintor, leitor… e vendedor de consórcio, que foi a ferramenta/investimento que realmente me permitiu chegar neste ponto.


Contei ao meu antigo coach que eu realmente gostaria de abrir minha nova empresa.

Ele disse, “Não, você não gostaria.”

Eu disse, “Sim, gostaria! Isto é realmente importante para mim!”

Ele disse, “Não, não é. Falar não torna isso verdade.”

Eu disse, “Você não pode ignorar o que estou dizendo. Me conheço bem. Estou te dizendo o que é importante para mim.”

Ele disse, “Sim, eu posso ignorar o que você está dizendo e simplesmente olhar para suas ações. Nossas ações sempre revelam nossos verdadeiros valores.”

Pensei sobre isso, mas me soou errado. O que dizer de pessoas que querem aprender outras línguas, ou criar negócios, mas que ainda não começaram? E sobre pessoas que desejam parar de fumar ou largar seus empregos, mas ainda não conseguiram?

Ele disse, “Se eles realmente quisessem fazer, já teriam feito. Você vem falando sobre esta idéia de uma nova empresa desde 2008, mas nunca começou. Olhando para suas ações, e te conhecendo, eu diria que você realmente não deseja começar um novo negócio. Você, na verdade, prefere a vida simples que tem agora, focada em aprender, escrever, e brincar com seu filho. Não importa o que diga, suas ações revelam a verdade.”

Wow. Claro. Ele estava certo.

Eu vinha me enganando há anos, dizendo para mim mesmo que eu queria fazer isso, mas minhas ações provaram o contrário. Sim, eu queria um pouco, mas queria outra coisa muito mais.

Agora tenho compartilhado este pensamento com amigos que falam que querem alguma coisa, mas não fazem acontecer. Todas as vezes, eles tem a mesma reação que eu tive.

Não importa o que você conta ao mundo, ou conta para si mesmo, suas ações revelam seus verdadeiros valores. Suas ações mostram o que você realmente deseja.

Há duas reações inteligentes a esta constatação:

  • Pare de mentir para si mesmo, e admita suas reais prioridades.
  • Comece a fazer o que você diz que deseja fazer, e veja se é realmente verdadeiro.

 

Cruze o mundo quatro vezes

Traduzido de: https://sivers.org/4 logo após ter lido o original do Derek Sivers. Droga, entrou um cisco no meu olho…

Cruze o mundo quatro vezes.

Primeiro em sua adolescencia ou ao redor dos 20 anos, para absorver tudo. Veja tudo, faça tudo e aprenda. Se envolva. Fique acordado a noite toda conversando com estranhos, em todo lugar. Beije e se apaixone e faça promessas de amor eterno. Cometa muitos erros.

Cruze o mundo pela primeira vez para se apaixonar.

A segunda vez, nos seus 30 anos, para contar para todos o que você aprendeu. Você está cheio de respostas, já que fez tanto. Você sabe como as coisas devem ser, já que cometeu todos seus erros. Você consegue ver o caminho claramente, e é sua vez de liderar.

Cruze o mundo pela segunda vez para criar mudança.

Na terceira vez, nos 50, para compensar. Você se dá conta do fanfarrão que era aos 30, e o quão pouco realmente sabia. Você foi humilhado. É hora de pagar por anos pensando que os outros estavam errados. Preste atenção e escute sem julgamentos desta vez. Não tenha respostas – apenas boas perguntas e bons ouvidos.

Cruze o mundo a terceira vez para desaprender.

A quarta vez, tarde na vida, para testemunhar. Para encontrar velhos amigos, e descobrir que eles se foram. Para ver o que mudou, e o que continua igual. Para apreciar os jovens. O mundo é deles, não seu. Agora você sabe o que acontece quando você morre: tudo! Evolução, revoluções, invenções, desastres, muito amor, e muitas vidas. Você só não será mais parte disso.

Cruze o mundo pela última vez para se despedir.

Consórcio é um bom investimento?

Como especialista em consórcios imobiliários, esta semana tive uma surpresa. Vários amigos, parceiros e clientes me pediram para comentar sobre um vídeo da Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe no YouTube, em que ela fala para fugir dos consórcios e financiamentos.

Se você não assistiu ao video, ela simplesmente tem pavor de consórcio (por já ter feito um que deu errado no passado, certamente mal orientada) e de financiamento. Segue abaixo o video dela, com meus comentários em seguida:

Adoro a Nath, mas neste vídeo ela errou feio. Até o Gustavo Cerbasi, que no início não gostava muito dos consórcios, em seus últimos livros fala com propriedade sobre os usos em que eles podem ajudar a formar patrimônio.

Os comentários feitos no próprio YouTube já indicam varios dos erros, como a comparação de 320.000 de financiamento com 400.000 do consórcio, o fato de não mencionar a correção do crédito ao longo do tempo, junto com a correção das prestações, para manter o poder de compra. Ela não desconta do investimento em Tesouro Selic o custo que teria de aluguel neste tempo todo, e por aí vai. Fez um vídeo simplista, me dói dizer, de quem não sabe matemática. E faz isso justamente dizendo que os números não mentem! E me dói dizer, justamente porque gosto dela, e geralmente o conteúdo dela é muito bom, tanto que sempre que acho relevante, divulgo aqui.

Com mais de dois milhões de seguidores, somente o fato de ter chegado a este número, no tópico de finanças pessoais, já é sensacional. Pessoalmente, acho que da para perdoar um deslize técnico, mesmo um que me prejudique pessoalmente, frente ao enorme bem que ela faz desmistificando os produtos financeiros.

Seria uma pena me sentir prejudicado com isso. Neste momento, mais de 300 mil pessoas já assistiram ao video dela. Mas não me sinto prejudicado com o video, pelo contrário. Eu vendo consórcios e os utilizo pessoalmente como ferramenta para construção de patrimônio, mas a verdade é que ninguém fica pobre por NÃO ADQUIRIR um financiamento ou consórcio. Pode deixar de se beneficiar de certas estratégias, mas não perde ao não fazer. Só deixa de ganhar.

Deixar de ganhar é melhor do que perder dinheiro com uma aquisição mal orientada.

Então, se ela ajuda a evitar perdas para quem adquiria um consórcio qualquer sem pesquisar, achando que todos são iguais, ou para os que caíam no canto da sereia de maus vendedores ou de gerentes de banco que só desejam recolher suas comissões ou cumprir metas de venda, todo meu apoio a ela.

Por outro lado, se você chegou até aqui na leitura, assistiu ao video dela e se perguntou: “é isso mesmo?” Bem vindo a um novo mundo. Um mundo onde os consórcios são simplesmente uma ferramenta. E como ferramenta, podem ser bem ou mal utilizados na construção de seu futuro financeiro. Estou aqui para te ajudar nisso.