Linha editorial

The Apartment. Billy Wilder.

Dizem que para ter sucesso no ambiente digital é preciso uma linha editorial bem definida. O que é isso? Porque é importante?

Uma linha editorial é simplesmente a definição dos tópicos que você costuma falar em sua comunicação. Inclui o assunto principal que você deseja transmitir, por exemplo, o uso dos consórcios como investimento no meu caso, mas também assuntos acessórios como finanças pessoais e tranquilidade financeira, para pegar tópicos relacionados, ou paternidade ativa, como um tópico extra, mas ainda assim, complementar.

Por fim, sua linha editorial pode e deve incluir assuntos que não estejam diretamente relacionados com o objetivo principal, mas que dão um alívio ao assunto ou simplesmente ajude seu público a lhe conhecer melhor. Gera intimidade, te mostra real, não uma figura construída artificialmente. Novamente citando meu caso, temos aquarelas e desenhos, temos computadores antigos e máquinas fotográficas velhas. Temos máquinas de escrever. Temos cadernos e rabiscos.

Note que esta última parte da minha linha editorial mostra o tipo de coisas que eu gosto, mas mais que isso, mostra coisas de um tempo em que as relações eram mais pacientes, construídas com o tempo. Pode parecer não haver relação com o consórcio de imóveis que trato como ferramenta de investimento, mas estão intimamente relacionadas. Assim como uma carta escrita a mão e enviada pelo correio, da mesma forma que uma foto que precisa ser revelada depois de batida, o consórcio possui um tempo de maturação até ser contemplado e gerar lucros. A tranquilidade financeira chega depois de um tempo em que economizamos todos os meses para formar uma reserva de segurança.

As coisas se entrelaçam. Mostrar quem sou e o tipo de relacionamento que prezo ajuda a atrair para meu negócio o perfil de investidor que busca coisas semelhantes a mim. Um investimento simples, automático, que deve nos acompanhar por toda a vida e nos proporcionar a tranquilidade que buscamos atingir.

Você busca uma forma de enriquecer rapidamente? Seu lugar não é aqui. Não acredito em pressa, acredito em qualidade e tranquilidade.

Vem comigo?

Histórias importam

Histórias importam.

Sua experiência é única. Você tem algo a dizer. Outras pessoas que estejam passando pelo que você passou podem se beneficiar muito de sua vivência.

Pessoas diferentes aprendem de maneiras diferentes. Sua forma de escrever, de falar, de gravar um vídeo, pode ser justamente do jeito que ressoa com a alma atormentada de outra pessoa.

Conte sua história como inspiração à ação.

Conte sua história de superação para ajudar outros a superar seus desafios.

Conte sua história de dor como empatia à dor dos outros. E conte como essa dor foi superada ou como finalmente você conseguiu seguir em frente, apesar da dor.

Uma única pessoa impactada por sua mensagem já vale o tempo que você dedicou a contar sua história.

Histórias importam. Conte a sua.

Quem planta, colhe. As vezes até mais do que plantou.

Há 10 anos um cliente ouviu o que eu tinha a dizer e partiu para a ação. Muitos me ouviram, poucos foram os que efetivamente agiram.

Hoje não vou contar a história de um cliente que contemplou cedo e lucrou diversas vezes o que investiu. Vou contar a história do Renato, que levou 10 anos para contemplar, 119 meses para ser exato. No final das contas, com seu consórcio, perdeu dinheiro ao longo desses anos todos. Até poderia usar a carta e se beneficiar um pouco da alavancagem que ainda possui, mas neste caso, quitar e pegar a bolada que juntou é uma opção melhor. Foi como se tivesse guardado dinheiro debaixo do colchão e o vento tivesse levado algumas notas ao longo do tempo.

Dá para ver no depoimento que me enviou que não vê o ocorrido como perda. Com uma só carta, sabia que contaria com a sorte, mais do que com as probabilidades a seu favor. Ainda assim, é raro de acontecer isso. Como ele mesmo se chamou (baseado em um texto antigo meu), foi o Pato Donald dos consórcios.

Por outro lado, ter começado o consórcio lá atrás foi a chama inicial do interesse em investir. Em paralelo com o consórcio, também começou uma reserva de emergência e aprendeu sobre fundos imobiliários. E assim como fez com os consórcios, agiu.

Hoje, pode até não ter tido os resultados esperados com o consórcio, mas a sementinha inicial que ele plantou fez nascer não apenas esta árvore, mas outras ao redor. Esta é a mágica da vida, quem planta, colhe. E a natureza as vezes nos surpreende com aquilo que não plantamos originalmente, mas acabamos colhendo.

O caminho do crescimento não é uma linha reta. Fico feliz de que o Renato veja isso da mesma forma que eu. E assim como eu fiz, ele também plantará mais sementes em novos consórcios. Porque mesmo o Pato Donald parecendo azarado, as vezes tem tremendos golpes de sorte. E com toda sinceridade, vive uma vida bem tranquila lá em Patopolis.

Eu plantei a semente de que você deve pensar no seu futuro, na sua tranquilidade financeira. Gostaria de regar essa semente no seu jardim?

A vida que se vive

Quando viajo sempre me perco imaginando como seria morar no lugar em que estou.

Nossas viagens costumam ser longas, pelo menos uns 20 dias. Um misto de querer aproveitar ao máximo o custo das passagens e conhecer bem o lugar.

Antes da Isabella nascer ficávamos em hotéis tradicionais, nem existia ainda o AirBnB. Depois do nascimento, com a necessidade de ficar em locais com cozinha por conta da alergia alimentar dela, passamos a ficar em Flats ou apartamentos alugados por temporada. Desta forma, nossas rotinas no exterior eram semelhantes à que temos em casa, incluindo compras regulares no supermercado, passeios pelo bairro em que estamos e exploração do comércio local.

Foi um pouco antes da baixinha ser concebida que passamos uma temporada no Hawaii. Naturalmente pensei em como seria morar definitivamente por lá. Acredito que tenha sido o melhor período que passamos de todos, mas sempre existe aquela ideia romântica do lugar em que passamos relativamente pouco tempo. Amamos NY, por exemplo, mas a ideia de morar lá definitivamente bate de frente com nosso horror de frio, neve e tudo que isso implica na rotina do dia a dia. O Hawaii não tem esse tipo de problema.

A realidade porém é que sabemos que morar no Hawaii não seriam duas semanas de passeios e banhos de mar de um casal sem filhos. Há a rotina do dia a dia, os compromissos de colégio com as crianças que agora nos acompanham. Há a distância da família e as novas amizades que levariam um bom tempo a ser cultivadas em um novo país.

Nunca sei se é medo da mudança ou se é pragmatismo, mas o fato é que é pouco provável que façamos uma mudança radical em nossas vidas. Estar perto dos nossos pais, o conforto de estar onde conhecemos tudo ao redor, onde sabemos os hospitais com que podemos contar, onde as pratelerias do supermercado já estão mapeadas em nossa memória, onde os colégios já são conhecidos, tudo isso nos mantém por aqui.

Essa é a vida que vivemos. Nossa casa, nossas rotinas, nossa família. Viajar (metaforicamente) é um bom exercício, mas sou bem feliz com as cartas e o tabuleiro que a vida nos apresentou. E quando enjoamos, é só passear um tempo que passa.

O que você vai ser quando crescer?

É uma pergunta que fazemos normalmente para as crianças, mas deixa eu direcionar esta questão para você que me lê aqui.

O que você vai ser quando crescer? O que você vai ser quando arranjar aquele emprego que tanto deseja? O que você vai ser quando passar em um concurso público? O que você vai ser quando ganhar mais de XXX mil reais por mês? O que você vai ser quando finalmente conseguir comprar o apartamento dos seus sonhos?

Você acha que a vida vai ser diferente quando você atingir um degrau superior? Você agirá de forma diferente quando isso acontecer?

Depois de passar no concurso, vou cuidar da minha saúde, me exercitar diariamente e me alimentar melhor. O que te impede de decidir comer bem hoje? De acordar a fazer uns polichinelos ao menos. Dar uma caminhada no fim do expediente ou na hora do almoço?

Quando tiver um apartamento próprio vou poder deixar ele com a minha cara. Porque não comprar aquela estante antiga que é a sua cara hoje? Sei que é cara, mas vai te acompanhar pela vida toda, vai estar presente desde agora, no apartamento alugado, até chegar à sua sonhada casa própria. Rechear esta estante de livros que te tragam alegria hoje pode ser justamente o que te empurre mais rapidamente ao esforço necessário para conquistar o apartamento dos sonhos.

Quando eu tiver tempo, quando meus filhos crescerem, vou escrever diariamente. Tudo desculpas. Aqui estou eu, acordando mais cedo que o restante da casa (ou dormindo mais tarde as vezes) e escrevendo todos os dias, nem que sejam umas parcas linhas.

Comece hoje a construir a pessoa que você deseja ser. Você é o que você faz diariamente. Como você faz qualquer coisa, é como você faz todas as coisas.

Não há atalhos. Estabeleça hábitos que te levem para frente, encadeie hábitos úteis. Faço meu café e sento para escrever enquanto bebo. O líquido acaba junto com este texto. Paro por aqui. Amanhã tem mais.

Permanência

O papel permanece.

Faz tempo venho advogando para que as pessoas tenham seu próprio terreno na internet. Um local só seu, onde possuem o controle de tudo o que é publicado sobre si mesmas. Um domínio próprio que possa ser levado para o provedor que quiser, sem que governos ou empresas controlem o destino da pessoa.

Nada contra construir no terreno dos outros. Usar Facebook, Instagram, Youtube é muito bom. Esses locais possuem ferramentas que facilitam muito a formação de comunidade. Ajudam as pessoas a encontrarem seus pares com mais facilidade. Por outro lado, você sempre está a um cancelamento de distância. Ou a uma falha de serviço. Ou ao simples cancelamento unilateral deste.

Então construa bases nos terrenos alheios, mas as use como alavanca para trazer os amigos para dentro de sua casa. Cadastre seus emails e tenha uma lista particular de seus contatos. Distribua seu endereço principal e nele sim, divulgue os secundários. Um cartão de visitas só precisa do endereço do seu site. Quem quiser entrar em contato sempre o encontrará e poderá ver lá quais suas bases externas mais atuais.

Algo ser grande hoje não é garantia de nada. Não se engane com o tamanho aparente de qualquer ferramenta. Você lembra do que aconteceu com seu Orkut? E todo material que publicou por lá? E o MySpace? Geocities? Desculpe se falo de coisas de antes de você ter nascido 🙂

O que me leva à segunda questão, que discutia ontem com uma amiga. Nesta questão de permanência, o que será dos nossos sites pessoais quando não estivermos mais aqui? Acredito que meu site fique no ar mais algum tempo, enquanto meu cartão de crédito ainda aceitar as cobranças regulares antes de ser cancelado pela administradora. Talvez até permaneça um pouco mais se meus filhos assim quiserem. Mas uma hora, tudo se vai.

Por isso gosto tanto de papel. Por isso meus textos são escritos em cadernos. Uns poucos escrevo direto aqui. Espero alguma hora imprimi-los, mesmo que aparentemente irrelevantes.

O que é irrelevante para alguns, pode fazer toda a diferença na vida de outros.

Permanecemos na memória dos que nos amam. E eles na nossa.

Não é vício

American Gold Eagle.

Não é vício.

É só bom gosto. É admirar as coisas bonitas, bem feitas. E querer tê-las. Poder admirar em casa, não apenas nas prateleiras dos supermercados, de onde podem desaparecer a qualquer momento.

Vale para embalagens de bolachas. De café. De chocolate. Se você acha que é vício, afinal, só falei das coisas que gosto, é só porque esses são os corredores mais percorridos, porque vale também para as garrafas e rótulos de bebidas alcoólicas que nem bebo. Vale para canecas, que tenho mais do que o necessário para usar para beber e também como porta-lápis.

Vale para carrinhos de ferro, principalmente os que representam os carros que sempre gostei na vida real, mas aí, tenho agora um bebê que os adora e já pede para brincar com eles quando vai no escritório. Temos nossas rotinas, nossos passeios só de pai e filho, e nesses, os carros já fazem parte importante junto aos caminhões-guincho com carro em cima e as betoneiras que vemos todos os dias passando na avenida.

Não sei se neste texto estava falando apenas das embalagens que me atraem (sim, eu compro livro pela capa, mesmo que não vá ler o conteúdo) ou de colecionismo em geral. Gosto de colecionar. E gosto de colecionar coisas bonitas.

Certa vez decidi colecionar moedas. E não há moedas mais bonitas do que as grandes moedas de ouro produzidas por vários países com regularidade. Krugerrand, Philharmoniker, American Eagle, Canadian Gold Leaf… são moedas lindas (tive até que colocá-las ilustrando este texto). E ainda servem como reserva de valor. Só não servem para apreciar em casa, essas vão para o cofre do banco.

Vício em coisas belas. Você sofre disto?

Eu tenho um vício

Uma passada rápida no meu Pinterest…

Ele muda de tempos em tempos, mas continua igual.

Meu vício é a distração.

É verdade que nos últimos tempos tenho tido muito menos recaídas do que tinha no passado. Provavelmente o fato de ter duas crianças em casa não deixe mais o vício prosperar.

Meu vício normalmente me leva a caminhos não percorridos, mas as vezes leva aos que já atravessei e penso em voltar. Para não ser críptico, dou alguns exemplos. Tem momentos em que me perco em páginas e mais páginas na internet, pesquisando Harley-Davidson, Indian e outras motos desse estilo. Esse é um caminho que já cruzei em alto estilo, mas que provavelmente não volte a percorrer agora que os riscos são maiores que os benefícios. Em uma moto, o parachoque é tua testa. Tenho filhos para ver crescer.

As vezes pesquiso por fuscas. Desde os tradicionais até os mais incrementados. Nunca tive um fusca. Não pretendo ter. Confesso, no entanto, que admiro a estética, a ideia de simplicidade e a simpatia dos carrinhos que conquistaram o mundo com suas formas arredondadas.

Poderia manter o texto nos fuscas ao falar das Kombis. São quase os mesmos motivos, mais toda a ideia Hippie elevada a alguma potência. Quando penso em Kombi, penso naquelas Kombi-casas. Poder viajar o mundo com o mínimo possível, cada noite em um lugar diferente. Essa última frase me fez lembrar do Incrível Hulk, o seriado que assistia na infância. A única coisa que realmente lembro é dele indo embora para a próxima cidade no final de cada episódio. E da música.

Pesquiso sobre cadernos. Sobre fotografia (com filme). Sobre computadores antigos. Sobre materiais de pintura e desenho. O maior problema é ter mais interesses do que tempo suficiente para me dedicar a todos eles, mas assim vou, alimentando meu vício de tempos em tempos.

Eu me distraio aprendendo sobre os assuntos que me interessam. E você, com que se distrai?

Seja grato

Neste exato momento existe alguém rezando para ter a vida que você tem.

A frase pode parecer clichê, mas é bastante real. Se você está aqui lendo essas pobres palavras, você é um privilegiado em várias circunstâncias.

Você tem um computador, um smartphone (que nada mais é que um avançadíssimo computador de mão), ou pelo menos tem acesso a um. Você tem acesso à internet, seja em casa, seja no trabalho. Seja grato à sua condição financeira.

Você sabe ler, teve acesso à educação, seja ela básica, seja avançada. Já pensou para pensar como deve ser a vida de quem não sabe ler? Em 2011 viajei ao Japão (vê que privilégio?) e tive um pequeno relance de quão difícil pode ser a vida de quem não sabe ler. Seja grato pela educação que recebeste.

Espero que você esteja me lendo aqui com saúde. E se esse for o caso, lembre de tantos que pereceram neste último ano de pandemia. Se você não perdeu nenhum amigo, nenhum familiar, seja grato.

O texto de hoje é mais curto, não por não ser mais importante, mas pelo contrário. É curto, porque a mensagem que precisa ficar é simples.

Seja grato pela vida que você tem.

Plante árvores

Plante árvores.

“Aquele que planta árvores sabendo que nunca se sentará à sombra delas, começou a entender o sentido da vida.”

Há muitas maneiras de compreender essa frase. Cada um tem sua história de vida. Cada um entende uma mesma frase de maneiras diferentes.

Quem é pai pode estar se preparando para ajudar os filhos. Fazer o pé de meia para pagar uma faculdade, para uma viagem longa ao exterior para conhecer outras realidades, para proporcionar um carro ou apartamento, ou ambos, para quem os filhos possam começar a vida adulta com uma preocupação a menos nas costas.

Se começar uma empresa do zero já é complicado, imagina fazer isso tendo que se preocupar em garantir o pagamento de aluguel ou financiamento junto. Quantos futuros empreendedores não ousaram seguir este caminho por precisar garantir um salário mensal para ter onde morar? É só um exemplo, mas pode ser extrapolado para muitas outras situações.

Claro que o oposto sempre acontecer. A pessoa passou tanto aperto na infância, que tem uma coragem e resiliência tais que permitem que ela supere todas essas adversidades e obtenha muito mais sucesso em determinado empreendimento. Silvio Santos, Ícaro de Carvalho, Flávio Augusto, Geraldo Rufino…

Eu tento ver a frase inicial com olhos mais abertos. Penso no ideia de “fazer o bem, não importa a quem.”

Penso em todas as pequenas e grandes coisas que podem beneficiar as pessoas em geral, mesmo que não nós diretamente. Devolver o carrinho do supermercado ao lugar. Ajudar alguém a atravessar a rua. Dar a vez no trânsito para um carro aguardando no cruzamento.

O mundo se torna um pouco melhor quando o olhamos com olhos mais amorosos. Hoje, guarde o pensamento de o que você pode fazer por si mesmo e leve para a rua a ideia de o que posso fazer para deixar o mundo um pouco melhor.

No final, não sentaremos à sombra da árvore que plantamos, mas o simples cuidado dispensado a ela ao longo dos anos terá tornado toda nossa jornada muito mais agradável e feliz.