Autobiografia

Acredito que ao invés de trocar cartões, as pessoas, ao se apresentar umas às outras, deveriam trocar biografias.

fabricio_ternoAcredito que ao invés de trocar cartões, as pessoas, ao se apresentar umas às outras, deveriam trocar biografias. Ou melhor, autobiografias. Assim teríamos condições muito melhores de avaliar se vale a pena ou não criarmos laços com quem acabamos de conhecer.

Para quem ainda não fez muito na vida (não acredito nisto, acho que todo mundo tem uma infinidade de histórias pessoais para contar, mas vamos em frente), a biografia poderia ser substituída por um relato do que esta pessoa pretende fazer da sua vida. Na pior das hipóteses valeria o exercício para ela mesma saber que rumo tomar neste início da sua caminhada existencial.

Imagina só você, um cara que adora piadas, um daqueles que perde o amigo mas não perde a piada. Sua biografia é recheada de histórias engraçadas envolvendo os amigos que as protagonizaram. E mais que isso, você dá nome aos bois, diz quem fez o quê em cada uma dessas histórias. Sua biografia não fala diretamente de você, mas mostra exatamente quem você é, seu bom humor, como você vê o mundo, como retrata seus amigos, contando as piadas protagonizadas por eles de forma sutil ou ridicularizando os mesmos. Tudo isso é um retrato fiel de quem você é e do que as pessoas podem esperar de você.

Então um dia você encontra aquele cara sisudo, que não gosta de piadas, que se leva mais a sério do que seria natural. Entrega sua autobiografia, ele folheia as primeiras páginas e logo diz: “Não vamos ser amigos. Nossa relação estragaria na primeira situação vexatória que eu passasse e você descrevesse na versão atualizada de sua biografia. Foi um prazer lhe conhecer, obrigado e até nunca mais”.

Poderíamos ter o oposto, uma autobiografia onde você relata uma vida de aventuras, contando como viajou para a Europa quando completou 18 anos, apenas com uma mochila nas costas e quase sem dinheiro. Conta as dezenas de empregos que teve ao longo da viagem para poder pagar a comida do dia seguinte. Conta como voltoudesta viagem e ao saber da corrida do ouro, foi para Serra Pelada em busca da fortuna. Conta das pescarias que fazia com os amigos quando era criança, da relação que tinha com seus pais. E encontra alguém completamente o oposto, mas que fica fascinado com essas aventuras todas e resolve que seria muito legal ter um amigo que já teve tantas experiências distintas.

E isso pode facilitar ainda mais os encontros profissionais. Com uma biografia fica muito mais fácil saber como aquela pessoa que acabamos de conhecer poderia nos ajudar. E como poderíamos nós, ajudá-la em seus desafios profissionais. Imagine as possibilidades! Eu estou começando agora mesmo a escrever minha autobiografia. Talvez me anime até mesmo em escrever por aqui. Quem sabe criar uma categoria exclusiva para isso aqui no site?

Autobiografia para quem?

No final, não interessa muito se alguém lerá minha autobiografia. O simples exercício de escrever quem somos, o que fazemos, como funcionamos e reagimos ao mundo ao nosso redor, já é uma experiência fascinante. Ao escrever sobre nós mesmos estamos nos auto-conhecendo. Imagine a economia em não precisar ir a um psicólogo? Isso sim é auto-ajuda. Emocional e financeira 🙂

O que acredito na realidade são em amizades sólidas. Em saber não apenas o que já fizeram ou do que gostam mas também de saber como estão os nossos amigos verdadeiros. A tecnologia hoje em dia torna muito fácil e superficial algumas amizades, com gente que quase não se fala somando números nas listas de amigos dos Orkuts da vida. Não que isso não tenha sua utilidade, tem. Amigos que mudam para o exterior podem ter sua vida facilitada ao conseguir manter contato com antigos colegas que teriam “se perdido por aí” se não houvesse esse tipo de tecnologia para ajudar. Mas nunca podemos esquecer da relevância de realmente se importar com nossos amigos. De querer bem e buscar sempre algo que possamos fazer para ajudar aquele amigo que mesmo com pouco contato pessoal, gostamos tanto.

Esse é um daqueles dias em que a emoção fala mais alto que a razão.

Amo todos vocês.

Tire a pedra

Acabo de ler um texto curtinho, apenas seis parágrafos, mas de uma profundidade incrível. Foi escrito pelo meu amigo Alessandro Gonçalves. Reproduzo abaixo por ser curtinho, com link para o post original:

Nunca falo sobre religião, mas há poucos dias encontrei  algo que vale a pena ser dito:

Li sobre a passagem em que Jesus ressuscitou Lázaro. Ocorre que o corpo de Lázaro estava em uma espécie de caverna, fechada por uma grande pedra, e neste episódio Jesus disse às pessoas que lá estavam: “Tirem a pedra!”.

Alguns podem ter pensado: “Mas se ele pode ressuscitar uma pessoa, como não pode tirar uma pedra?”.

Este é exatamente o ponto que me chamou a atenção. Ressuscitar foi o trabalho dele, mas tirar a pedra era algo que as pessoas poderiam fazer. Todos nós poderíamos fazer isso.

Quantas vezes nós pedimos algo a Deus mas não nos movemos para tirar a pedra? Queremos que tudo seja feito e não fazemos a nossa parte. Deus pode até ter feito o que pedimos, mas se não tiramos a nossa pedra talvez nem saibamos disso.

Assim, quando pedir algo, não fique sentado esperando acontecer. Levante-se e faça o mais fácil, tire a sua pedra. O difícil ele faz.

Quer ganhar 1 milhão?

Vídeo interessantíssimo que assisti ontem de uma palestra do Gustavo Cerbasi, o cara que vendeu mais de 500.000 exemplares do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Nesse vídeo, o autor fala da forma de pensar riqueza de outros povos em relação ao nosso.

Investimentos Inteligentes - Gustavo CerbasiAbaixo segue o texto de apresentação de seu novo livro, Investimentos Inteligentes. Não preciso dizer que já li este e também os outros livros dele e indico fortemente a leitura a todos que desejam conquistar um futuro financeiro excepcional. Basta clicar nos links dos títulos dos livros e comprar diretamente no site do Submarino para receber os livros no conforto do seu lar.

O mais novo lançamento do autor é Investimentos inteligentes, onde o consultor financeiro prova que alcançar um milhão não tem nada de impossível e que, com a postura certa, podemos multiplicá-lo e transformá-lo em muitos milhões. Com as carreiras cada vez mais curtas e a vida cada vez mais longa, buscar a independência financeira é uma questão de sobrevivência. E qualquer pessoa pode alcançá-la ou mesmo chegar ao seu primeiro milhão se souber investir de forma inteligente — ou seja, escolhendo investimentos com os quais se sinta à vontade. Investimentos inteligentes, portanto, não ensina quais os segredos do melhor investimento do mundo, mas nos ajuda a descobrir qual a forma de investir mais indicada para cada um de nós. Cerbasi não dá o peixe, ele nos ensina a pescar.

Coleção Investimentos - Gustavo CerbasiConheça também os outros livros do autor. Clique na figura ao lado para comprar a coleção com um bom desconto.

Escolha 5 metas para este ano

Acabo de assistir um vídeo do Aldo Novak explicando o que são as metas e como realmente alcança-las. São apenas quatro minutinhos, então use bem seu tempo e assista o vídeo a seguir. Só uma pequena ressalva para quem está assistindo o vídeo devido a minha indicação: no início, ele se apresenta dizendo “oi, eu sou Aldo Novak mas você provavelmente já sabe disso”. Por favor não pensem que é muita pretensão dele ou algo deste tipo. Ele se apresenta desta forma porque o vídeo foi enviado originalmente para a lista particular de assinantes dele, ou seja, quem realmente já o conhece há tempos. Sem mais delongas, fiquem com o Aldo.

Gostou do que viu? Então deixa eu sugerir o último livro dele, O Segredo Para Realizar Seus Sonhos. Basta clicar no título ou na imagem da capa e comprar agora mesmo no site do Submarino. O livro desmistifica aquela aura de mágica e mistério que envolve a Lei da Atração e explica de forma clara, com diversos exemplos da vida do autor, que a aplicação da Lei da Atração é algo simples e metódico. Tudo depende da ação que tomamos em direção ao que queremos.

Uma história sobre metas

Tenho um amigo que está iniciando um novo negócio. Ele sempre foi funcionário de outras empresas e ganha um valor razoável para viver, apesar de que o fato de trabalhar em outra cidade exige que ele acorde todos os dias as 5h da manhã e vá dormir depois das 23h.

Esse amigo é casado, chega em casa exausto depois de quase duas horas da viagem de volta. É jantar e dormir, pois geralmente as horas extras exigidas pelo empregador faz com que ele saia do serviço depois das 19h. No fim de semana, geralmente dorme o tempo inteiro para conseguir recuperar um pouco as energias para aguentar mais uma semana que vem pela frente.

Eu pergunto: isso é viver?

No meio deste ano ele resolveu vencer essa rotina. Decidiu abrir o próprio negócio usando as horas livres (quais?) para iniciar uma empresa de hospedagem de sites na internet. Começou bem, ao invés de tentar aprender tudo sozinho e economizar uns trocados neste início, decidiu começar sua empresa seguindo um plano que já havia sido implementado por diversas outras pessoas com absoluto sucesso. Como sei disso? Simples, ele entrou em contato comigo e ajudei a desenhar o funcionamento da empresa dele. Ao invés de começar do zero, ele começou contando com meus quase 20 anos de experiência de trabalho na internet.

Eu sei que o tempo de aprendizado que isso economizaria seria o suficiente para que ele atingisse o sucesso no final do primeiro ano. Ainda faltam seis meses para terminar este prazo, então as chances disto acontecer ainda são bastante grandes. Mas essas coisas não acontecem de uma forma linear, então, no início, as coisas podem parecer andar bem devagar em alguns momentos.

Alguns problemas aconteceram logo no início, como a escolha de um contador que levou mais de três meses para reativar uma empresa que ele já tinha aberta. Ou a demora em abrir uma conta no banco, necessária para poder enviar os boletos de cobrança. Mas o maior desafio não era técnico ou administrativo. O maior desafio é vencer a mente do assalariado. É conseguir mostrar que a luz no fim do túnel existe e que para alcança-la basta continuar caminhando em direção a saída.

Junto com o provedor de hospedagem de sites, ele decidiu também montar uma empresa de desenvolvimento de sites. Isso tornaria mais fácil a venda de hospedagem para clientes finais, que normalmente também precisam do desenvolvimento do site e ainda traria o benefício de trazer dinheiro rapidamente para dentro da empresa. Mas para isso, haveriam outros desafios, o maior deles, o tempo necessário para fazer as vendas, atender os clientes, desenvolver os sites e fechar as parcerias com outros desenvolvedores que pudessem auxiliar em todas as etapas que ele não conseguiria fazer sozinho por permanecer no emprego que já tinha.

Então hoje, recebo um email dele dizendo que estabeleceu uma meta! Poxa, já tinhamos concordado com algumas metas mensais que iriam aumentando gradativamente ao longo dos meses de forma a chegar no final do primeiro ano com a quantidade de clientes suficientes para pagar as contas e manter ele e a esposa. Claro que para que essas metas pudessem ser cumpridas, teriam que ser mensalmente observadas e caso não atingidas, analisados os motivos para não terem sido alcançadas.

Mas voltando ao ponto que quero analisar, ele fala que estabeleceu uma meta, o que não é verdade. O que ele estabeleceu foi um ponto de abandono do projeto. Ele, ao invés de estabelecer uma meta, estabeleceu uma quantidade de clientes que se não atingida o permitiria abandonar o provedor, o sonho de independência e a volta a sua rotina diária de trabalho, trabalho e trabalho. Parece que a rotina diária o fez esquecer de que a vida é feita de trabalho e lazer, equilibrio.

Uma meta é um ponto que determinamos atingir em um tempo determinado. É um balizador, não uma condicional. Se não a atingirmos, o que precisamos fazer é estudar os motivos do nosso fracasso. Pode ser que tenhamos nos atribuído uma meta muito maior do que a possível, pode ser que não tenhamos nos dedicado a ela com todo o empenho, pode acontecer alguma mudança externa que não tenhamos gerência e que nos impossibilite de realizar o planejado, pode não ter havido planejamento…

E então ele termina o email tentando um pensamento positivo: “mas não creio que isso irá acontecer”, fazendo referência a abandonar seu novo negócio.

Pensamento positivo não serve para nada se as ações são negativas. Não adianta escondermos a cabeça em um buraco e tentar não ver a realidade. A responsabilidade pelos nossos resultados é totalmente nossa. Nossas ações sempre definirão os resultados que iremos alcançar.

Então, se você está passando por algo parecido, tome o rumo da situação. Pule no trem que está passando e faça o que for preciso para atingir os resultados que você procura.

Eu estou neste mesmo trem em relação a minha empresa de consórcios, a Megacombo. Nos últimos três meses, falei com mais de 250 pessoas explicando como funciona o investimento em consórcios. Claro que estou tendo resultados ótimos, estou trabalhando para isso todos os dias. Não fico esperando as horas passarem, corro atrás do tempo.

Se você fizer a sua parte, não tem como não alcançar o sucesso. Se você prefere ficar reclamando da crise, da falta de oportunidade, da falta de tempo, do cansaço, do excesso de tarefas, problema é seu. Mas sei que esse não é seu caso, se fosse, não teria lido esse texto até o final.

Abraço, boa sorte e sucesso!

Sucesso se constrói com trabalho diário


O texto a seguir é a transcrição da história conforme me contou um amigo analista do mercado acionário, de 62 anos de idade.

Esta semana tive uma longa conversa telefônica com um jovem que mora em minha cidade natal. Ele tem 30 anos e é um escritor muito talentoso. Aspira ser famoso, apesar de hoje ser um humilde escritor para o jornal da associação comercial de uma pequena cidade que não vem ao caso citar. Ele me telefona diversas vezes ao dia contando como é grande a vontade dele em ser famoso e ganhar muito mais dinheiro.

Quando ele me ligou no celular estes dias, perguntei o que havia feito no final de semana. “Joguei futebol com os amigos da faculdade, nadei no clube e depois saí com os amigos para tomar chopp num barzinho novo que abriu por aqui”, falou. “Isso, no sábado. Domingo, dei uma volta na beira da lagoa, assisti ao jogo de futebol e no final da tarde fui ao cinema”.

Ele perguntou o que fiz no meu fim de semana. “Bom, você tem 30 anos e eu 62”, respondi. “Então no sábado pesquisei sobre alguns detalhes dos fundos multimercados oferecidos pelo banco onde tenho algumas aplicações. Já hoje, trabalhei bastante na escrita de um artigo comparando as rentabilidades obtidas em três fundos de ações, analisando as características dos gestores de cada um dos fundos. Mais tarde dei uma olhada nas demosntrações de resultados das empresas varejistas para tentar saber como seus papéis devem se comportar nos próximos meses”.

“Puxa”, ele disse. “Gostaria de poder fazer esse tipo de coisa”.

A verdade dói

Nesta hora eu já estava sem paciência. “Veja bem, você quer ser um escritor famoso. Ninguém o conhece com excessão de meia dúzia de amigos e leitores do jornalzinho da associação comercial da tua cidade. Apesar disso, você é um bom escritor, tem talento. Porque você não escreve um pequeno artigo novo todos os dias? Sobre qualquer assunto que lhe vier à cabeça. Então tenta publicá-lo. Jogue-o contra a parede. Se um em cada três for publicado, em um ano você será bem conhecido e em cinco anos será uma estrela em ascensão”.

“Mas eu não tenho tantas idéias”, ele respondeu.

“Autores iniciantes precisam ter um estoque infinito de idéias. Então arranje idéias ou abandone esta carreira”.

“Eu não quero escrever qualquer lixo”, ele disse.

“Então não escreva qualquer lixo”, retruquei.

“Não quero ter apenas artigos frívolos”, ele completou.

Fiquei em silência durante um tempo, então lhe contei as novidades: “você não nasceu para a fama e o sucesso. Você está arranjando desculpas ao invés de trabalhar. Você está tomando chopp ao invés de escrever”.

Continuei, “as pessoas que se destacam neste campo trabalham o tempo todo. Trabalham nos fins de semana. Trabalham todas as noites. Trabalham nos feriados. Têm fome de trabalho e trabalham como demônios”.

“Você não gosta de mim”, ele respondeu. “Não me sinto bem, tenho que desligar”.

Esforço é igual a sucesso

Ele desligou, mas continuando minha caminhada, tive uma revelação súbita. Conheço várias pessoas de muito sucesso – em finanças, no governo, na política, no jornalismo, na literatura.

O denominador comum em todas essas pessoas é um pequeno talento e capacidade e um desejo – não apenas a vontade, mas um desejo ardente – de trabalhar como Troianos para chegar na frente. Não conheço nenhum homem ou mulher realmente famoso ou com sucesso que não trabalhe insamente para chegar ou permanecer no topo. (Não conto herdeiros e herdeiras como sendo pessoas de sucesso, desculpe, Paris Hilton).

Por favor não me entenda mal. Fama e dinheiro não garantem a felicidade. É perfeitamente possível ser famoso e infeliz, assim como é possível ser feliz e desconhecido. Principalmente, garanto a você que apesar do dinheiro ser algo fantástico, por sí só não garante a felicidade ou a paz de espírito.

Mas para quem quer ser rico e famoso (ou rico ou famoso), não há como conseguir isto semo trabalho constante, diário. O ideal é a pessoa amar tanto seu trabalho a ponto de não considerar isto um empecilho, mas sim uma benção, algo que a completa e trás sentido a sua vida.

Quanto a mim, que não ouso me apresentar como grande exemplo, fico louco em uma semana se não tiver algum trabalho a fazer. Teria pouco senso de valor ou até mesmo de quem sou se ficasse sem trabalhar.

Trabalhe (amanhã)

Esse amigo sabe das coisas. E o que ele descreveu pode ser visto todos os dias. Temos milhares de exemplos. A Madonna ensaia várias horas por dia, faz musculação, dança, corre, canta, todos os dias. Warren Buffet analisa empresas todos os dias, estuda o mercado sempre, sem parar. Para ter um sucesso estrondoso, seu trabalho tem que se tornar sua vida.

Se você se sente bem ou encontra sua alegria e propósito na vida assistindo filmes e seriados ou brincando na piscina e tomando cerveja com os amigos, bom para você. Mas não espere ser rico ou famoso.

Não há nada errado em ver sua vida de forma separada do seu trabalho. Não há problema algum em não se preocupar por não estar nas manchetes ou na TV. Mas se este for o seu desejo, você terá que trabalhar duro.

Não arranje desculpas. Não fuja da raia. Apenas comece a trabalhar e não pare até que isso não seja mais trabalho, mas sua vida. Este é o sucesso em sí mesmo.

Hoje, entretanto, lhe dou minha alegre permissão para evitar o trabalho. Na verdade, seu trabalho hoje é amar as pessoas próximas a você e então ir para a cama com um sorriso em seu rosto.

Então amanhã, levante e comece a trabalhar. O destino não aceitará substitutos.

Michael Phelps TREINA TODOS OS DIAS DO ANO
Michael Phelps TREINA TODOS OS DIAS DO ANO

Como ganhar mais dinheiro e conhecimento com o Efeito Medici.

Hoje, respondendo a um email, meu cérebro fez um click diferente e comecei a escrever um monte de coisas aparentemente desconexas mas que no final, fizeram todo o sentido. Pelo menos para mim.

Resolvi relatar isso aqui, em parte porque se deixasse perdido na minha caixa de “Itens Enviados”, ficaria lá, no limbo. E em parte porque alguém mais pode se beneficiar das descobertas que fiz. Resumidamente se trata de aprendermos com as experiências dos outros e de ajudarmos os outros sem esperar retorno, pois com certeza ele virá de formas que nunca poderíamos imaginar.

A história da criação da Megacombo, minha empresa para a venda de consórcios é meio reflexo disso. O que fiz foi simplesmente expandir meu investimento pessoal em consórcios divulgando o que fazia e ajudando outras pessoas a ganhar dinheiro da mesma forma que eu estava ganhando. E ao fazer meus movimentos no tabuleiro, mover junto todas as peças dos amigos que resolveram investir da mesma forma que eu.

Agradeci ao Gabriel por ter enviado o email que originou este assunto. Ele simplesmente pedia informações sobre o investimento em consórcios, mas fez isso de forma impessoal, mandando um email para megacombo (a) megacombo.com.br e não para meu email pessoal fabricio (a) megacombo.com.br, e escrevendo que descobriu o site lendo um artigo “do Fabrício”, sem saber que a Megacombo é uma empresa de um homem só 🙂

Por conta disto, achei que seria legal da minha parte me apresentar direito, apresentar a Megacombo, explicar que nas outras empresas que tenho participação, tenho sócios, funcionários, parceiros diversos, mas na Megacombo sou apenas eu. Na verdade, não sou apenas eu. Foi o que iria tentar explicar. Sou eu, mais o conhecimento coletivo de todos que entram para este meu mundo particular.

Por exemplo, um amigo de Minas Gerais contemplou uma carta e com ela, adquiriu uma unidade em um flat da região. Me mandou um email falando disso, dando detalhes do que havia feito e de como estava ganhando com isso. Aqui em Porto Alegre, conversei com outro amigo sobre esse assunto. Ele gostou e arquivou a informação dentro da cabeça dele. Uns meses depois, surgiu uma proposta de aquisição de um flat para esse meu amigo. Coincidência? Pode ser. Prefiro chamar de sincronia. De toda forma, boa parte do conhecimento de como funcionaria este investimento já tinha sido mastigado no cérebro deste meu amigo. Isso permitiu um grande atalho entre o tempo de receber a proposta, analisar e finalmente partir para a ação e adquirir este flat. Então hoje, tenho dois amigos ganhando dinheiro com a integração de consórcios e flats. E se mais algum cliente meu pensar nisso, tenho as informações e posso fazer as conexões necessárias entre as pessoas.

Li ontem sobre o Efeito Medici no Copyblogger, deixo o link original para quem se interessar e já proveito para sugerir a leitura dos posts que ele indica no primeiro parágrafo:

http://www.copyblogger.com/medici-effect/

Para quem não sabe inglês ou não quer ir lá ler o original agora, um pequeno resumo é que entre os séculos 13 e 17 a familia Medici patrocinou uma série de pessoas de diferentes locais, habilidades e culturas a se juntar em Florença e entrar em contato umas com as outras, trocar idéias e colaborar entre sí. A interseção de todos esses conceitos e histórias pessoais diversas foi o que permitiu o surgimento do Renascimento, uma das eras mais inovadoras da humanidade.

Então pensando em tudo isso, me dei conta do que faço em relação ao investimento em consórcio. E como aprendo com isso de formas impossíveis de aprender se não fizesse da forma como faço. Vamos ver se consigo explicar de forma mais clara…

É como se eu fosse um enxadrista, jogando diversas partidas simultâneas com diversos adversários simultâneos. A cada movimento de cada adversário, tenho que analisar as possíveis consequências futuras dos meus movimentos em cada tabuleiro. Com o avançar das partidas, o fato de estar jogando as diversas partidas faz com que pequenos desvios ocorridos no início de uma partida qualquer não ocorram em momentos mais avançados de outras partidas. O aprendizado antecipado das consequências em um momento menos crítico em outra partida, evita o erro em um momento mais avançado de outra. Consegui ser claro?

Cuidando dos meus investimentos pessoais, aprendo apenas com meus movimentos e minhas informações. Cuidando dos investimentos de dezenas ou centenas de outras pessoas e analisando os números, situações de vida, momentos pessoais, mercado da cidade de cada um, opções de compra e venda diversas, consigo misturar tudo isso e ajudar uns e outros com o resultado conjunto de todas as variáveis disponíveis, sem depender apenas das variáveis de conhecimento específicas de cada caso. Consigo antecipar possíveis problemas antes que eles efetivamente se tornem problemas, porque tenho o histórico de outros que me permite relacionar ações anteriores com resultados posteriores.

Então me desculpei com o Gabriel, porque tudo isso não tinha nada a ver com o motivo pelo qual ele me escreveu, que era simplesmente começar a investir em consórcios ou investir em imóveis através dos consórcios. E pedi que ele tratasse de tudo isso como se estivessemos conversando numa cafeteria e de repente eu pedisse licença por um minuto e começasse a escrever alucinadamente em uma pilha de guardanapos (não seriam guardanapos, quase sempre tenho um bloco de notas comigo).

E então, me acompanha neste café?

Eu não tenho vergonha de ganhar dinheiro. E você, tem?

Você já parou para pensar sobre o que pensa sobre ganhar dinheiro? Isso mesmo, você sabe o que você REALMENTE pensa sobre ganhar dinheiro? Da boca pra fora é fácil, todo mundo quer ganhar dinheiro, todos queremos ganhar MAIS dinheiro.

Mas a realidade de muitas pessoas não é esta. Veja se você se enquandra em uma das situações abaixo…

1) Um carrão, digamos uma Ferrari, passa zunindo por você na estrada. O que você pensa:

– Só pode ser jogador de futebol.
– Playboyzinho metido.
– Em que maracutaia ele deve estar envolvido para ter um carro desses?
– Só quer aparecer, ridículo. Tomara que bate esse carro na próxima curva.

2) Seu chefe oferece uma grande festa de inauguração da nova cobertura dele e convida todos os funcionários. Na festa, comendo e bebendo do bom e do melhor, o que você pensa:

– Vou aproveitar essa champagne, afinal, esse sanguessuga só tem isso tudo graças a miséria que nos paga.
– Certamente deve estar sonegando impostos para conseguir comprar uma cobertura destas.
– Eu sem dinheiro para pagar meu carrinho popular e esse filho da puta se gabando com o apartamento novo.
– Claro que para ele é fácil, é o dono da empresa.

Parece ridículo, mas esse é o pensamento da grande maioria das pessoas. Apesar de dizer que querem ganhar mais dinheiro, seus pensamentos mais íntimos são conflitantes com a realidade. Ao ver um advogado que ganha mais de R$ 20.000 por mês e admirar, usar como exemplo, descobrir que para chegar neste patamar ele teve que trabalhar durante muitos anos até saber o que sabe agora que ganha isso, essas pessoas pensam que deve haver alguma falcatrua por trás desse sucesso todo.

Você é resultado dos seus pensamentos.

Não é papo de pensamento positivo. É a realidade nua e crua. Se você pensa que a única forma de ganhar dinheiro é roubando e, sendo uma boa pessoa, você não vai fazer esse tipo de coisa, então simplesmente você fecha sua mente para a chance de ganhar dinheiro. Você não dá chance de pensar em formas criativas para que o dinheiro chegue até você, seu subconsciente não deixa. E pior, cúmulo do egoismo, acham que os outros também não podem ter o que você não tem.

As pessoas que vêem quem tem mais sucesso, normalmente não sabem o que esse sucesso custou a quem o conquistou. Acham que sempre foi assim. Não sabem, por exemplo, que aquele empresário que hoje passeia com um carrão e aparentemente só aparece na empresa depois das 10h da manhã, trabalhou das 6h as 23h durante mais de 15 anos para chegar onde chegou. Ou que apesar de chegar as 10h na empresa, está acordado desde as 6h, trabalhando em casa, onde não sofre interrupções e suas tarefas mais importantes podem ser executadas antes de ir para o escritório resolver os pepinos que aparecerão durante o dia.

É muito fácil ver o resultado e não pensar no quanto custou chegar a ele. É fácil chamar de sorte quando alguém passa naquele concurso onde têm mais de 5000 candidatos por vaga. Difícil é ver os dias e noites de estudo durante mais de um ano, abdicando muitas vezes da vida familiar, dos amigos e das festas, para conseguir conquistar esse objetivo. É fácil dizer que essa pessoa nasceu mais inteligente e menosprezar o esforço que teve que ser feito para obter o resultado desejado.

Você tem vergonha de falar sobre dinheiro?

E então chegamos na vergonha de ganhar dinheiro. Além desta atitude de deboche perante as conquistas de quem realmente se esforça para atingir suas metas, há a verganha de dizer que se ganha dinheiro. Como se fosse algo sujo, algo ilícito. Ou pior ainda, achando que se souberem que você está ganhando dinheiro todos irão começar a pedir emprestado ou pedindo ajuda para resolver um problema qualquer.

Vejo isso com freqüência nos blogs. Não é o caso aqui no Moeda Corrente e mesmo que fosse eu simplesmente não perderia meu tempo com os perdedores que pensam assim. Este site é meu e se alguma hora eu resolver encher ele de propaganda, bom pra mim, que vou ganhar dinheiro com isso. Mas na maioria dos blogs, muitos com excelente conteúdo e que exigem grande esforço e dedicação de quem os escreve, vemos as constantes reclamações dos leitores quando o dono do site resolve colocar alguma publicidade. Normalmente isso não rende nem o suficiente para pagar os custos de hospedagem do site, o que dirá para sustentar a pobre alma. Mas para estas pessoas parece pecado que quem escreve todos os dias os artigos que eles lêem queira ganhar dinheiro. Quem ele pensa que é, esse mercenário! Ganhar dinheiro as nossas custas!

Sentiu o paradoxo? As mesmas pessoas que não trabalhariam sem receber um salário, reclamam quando alguém quer ganhar dinheiro com o suor de seus neurônios. Como se escrever artigos interessantes não fosse algo digno de valor. E pior, tudo isso sem tirar um mísero tostão do bolso dos reclamantes.

Essas pessoas reclamam por INVEJA. Pura e simples inveja de que alguém possa ganhar dinheiro aparentemente sem trabalhar. Não se dão conta do trabalho que dá manter um site popular nem se dão conta de que mesmo recebendo alguma coisa, isso é muito menos do que vale os conhecimentos do dono do site. Que estes são mantidos por amor ao tema e para ajudar aos leitores, muito mais do que para ganhar algum dinheiro. Dizem que o trabalho não é difícil, que qualquer um pode fazer isso, viver onde quiser e ganhar dinheiro enquanto viaja pelo mundo, só escrevendo de vez em quando no seu notebook.

Mas vai ver se alguma delas tem a coragem de tentar fazer o mesmo? Muitos até tentam, criam seus blogs e em uma semana deixam os mesmos abandonados no cemitério dos blogs descontinuados. Ao mesmo tempo, claro, que continuam chupando e aproveitando o conteúdo que os verdadeiros escritores continuam produzindo, sem custo para eles. E naturalmente, reclamando quando um deles resolve pesquisar alternativas para ganhar dinheiro.

Olha a resposta excepcional do pessoal da revista Papo de Homem sobre este assunto.

Porque tudo isso agora?

Por nada, só para ver se algum leitor deste site se dá conta de que está agindo dessa forma prejudicial a sí próprio e mude de atitude para seu bem. Não pretendo colocar propagandas aqui no Moeda Corrente, fiz exatamente o oposto disso há menos de um mês. Quem frequenta o site há mais tempo lembra que antes eu tinha propagandas do Google AdSense espalhadas pelo site, na barra lateral e no meio dos artigos. Tirei tudo.

Deixei de ganhar um bom dinheiro que essa publicidade me rendia, mas acredito que hoje tenho um site mais limpo e mais agradável para quem visita. Por mais incrível que isso possa parecer, dinheiro não é o mais importante para mim. Ganho bastante com minhas empresas, o objetivo deste site é outro, é educar as pessoas, tornar o mundo um lugar melhor para se viver. E acredito que um mundo onde as pessoas sejam mais responsáveis com suas próprias vidas e em relação ao que ganham e gastam, é um mundo melhor.

Aqui, quero mostrar que uma outra realidade financeira é possível. Que sou uma pessoa comum, como outra qualquer. E que se eu consigo viver uma vida excepcional, qualquer outra pessoa também tem condições de conseguir. Basta querer. E pagar o preço em estudo, tempo e dedicação que isso exige.

E agora, o que será do seu mundo?

Pense nisso. Quando encontrar alguém de sucesso, veja o que essa pessoa tem de especial. Pergunte o que ela faz e como conseguiu conquistar o sucesso que possui. Pergunte sobre as dificuldades que encontrou e sobre as coisas que teve que abrir mão para chegar onde chegou. Você vai se surpreender com duas coisas. A primeira, é que essas pessoas normalmente gostam de falar sobre seu trabalho. E a segunda, é que são pessoas comuns como todas as outras, apenas mais esforçadas.

Você verá que mesmo com todo o sucesso que elas têm, o que mais gostam de fazer é ajudar os que ainda não chegaram lá. Eu tento fazer isso através deste site, outros não conhecem essa forma “tecnológica” de ensinar, mas mesmo assim, estão sempre prontos a trocar uma palavra com quem lhes pede um bom conselho.

Peça e receberá.

Insegurança

Costumava me encontrar com um senhor na academia que freqüento, quase todos os dias. Ele era professor de matemática, aposentado.

Sexta-feira eu o vi no vestiário após um longo tempo e tivemos uma breve conversa sobre “insegurança”, um tema sobre o qual alguns amigos têm me perguntado com freqüência.

“O problema com a insegurança é que, se você é inseguro demais, então você não cresce – porque está paralisado pelo medo do fracasso”. Disse-lhe de repente. “Por outro lado, se você não tem insegurança, então também não cresce – porque sua cabeça é tão grande que não consegue reconhecer seus fracassos”.

“Equilibre tudo”, respondeu o emérito professor.

Afirmei: “Se você estiver no meio, no entanto, você tem de mover-se na direção das margens e mexer-se um pouquinho para saber se está centrado”.

“Você pode se perder no meio, às vezes”, disse ele.

Permanecemos quietos e terminei de arrumar minhas coisas.

Então, enquanto estava amarrando meu tênis, disparei: “Mentores”.

O emérito professor disse com voz firme: “Você precisa de mentores para dar-lhe coragem”.

Aí fui pesarosamente contundente: “Mas todos os seus mentores tendem a ir embora quando você fica mais velho”.

O emérito professor fez uma pausa e então respondeu: “Sim, porque você não necessita mais deles”.

Apertei sua mão e disse: “Obrigado pela lição”. O mestre sorriu, pôs as meias, colocou o tênis e eu saí do vestiário pensando: “Exercício faz muito bem para o coração”.