Permanência

O papel permanece.

Faz tempo venho advogando para que as pessoas tenham seu próprio terreno na internet. Um local só seu, onde possuem o controle de tudo o que é publicado sobre si mesmas. Um domínio próprio que possa ser levado para o provedor que quiser, sem que governos ou empresas controlem o destino da pessoa.

Nada contra construir no terreno dos outros. Usar Facebook, Instagram, Youtube é muito bom. Esses locais possuem ferramentas que facilitam muito a formação de comunidade. Ajudam as pessoas a encontrarem seus pares com mais facilidade. Por outro lado, você sempre está a um cancelamento de distância. Ou a uma falha de serviço. Ou ao simples cancelamento unilateral deste.

Então construa bases nos terrenos alheios, mas as use como alavanca para trazer os amigos para dentro de sua casa. Cadastre seus emails e tenha uma lista particular de seus contatos. Distribua seu endereço principal e nele sim, divulgue os secundários. Um cartão de visitas só precisa do endereço do seu site. Quem quiser entrar em contato sempre o encontrará e poderá ver lá quais suas bases externas mais atuais.

Algo ser grande hoje não é garantia de nada. Não se engane com o tamanho aparente de qualquer ferramenta. Você lembra do que aconteceu com seu Orkut? E todo material que publicou por lá? E o MySpace? Geocities? Desculpe se falo de coisas de antes de você ter nascido 🙂

O que me leva à segunda questão, que discutia ontem com uma amiga. Nesta questão de permanência, o que será dos nossos sites pessoais quando não estivermos mais aqui? Acredito que meu site fique no ar mais algum tempo, enquanto meu cartão de crédito ainda aceitar as cobranças regulares antes de ser cancelado pela administradora. Talvez até permaneça um pouco mais se meus filhos assim quiserem. Mas uma hora, tudo se vai.

Por isso gosto tanto de papel. Por isso meus textos são escritos em cadernos. Uns poucos escrevo direto aqui. Espero alguma hora imprimi-los, mesmo que aparentemente irrelevantes.

O que é irrelevante para alguns, pode fazer toda a diferença na vida de outros.

Permanecemos na memória dos que nos amam. E eles na nossa.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Papai investidor, marido, polímata, empreendedor, curioso. Tranquilidade financeira é qualidade de vida.

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