Tenha seu próprio lar

Os imóveis não são o melhor investimento que existe. Ainda assim, para a absoluta maioria das famílias, a casa própria acaba sendo o maior patrimônio que conseguem conquistar, se não pela valorização, pelo simples fato de que é o único em que não ficam trocando frequentemente até perderem tudo.

Há muito papo de influenciadores de investimento na internet falando que comprar um imóvel é péssima escolha financeira. Posso concordar com parte dos argumentos, em relação à liquidez, à rentabilidade e valorização, à âncora geográfica que ter um imóvel em certo local traz à quem o possui, diminuindo a flexibilidade para busca de novas oportunidades de trabalho em outras cidades, por exemplo. Por outro lado, somos seres complexos, nem só de números é feita a vida.

Se por um lado poupar, investir e fazer o dinheiro crescer é mais rentável que pagar os juros da compra parcelada de um imóvel, por outro, a compra de um imóvel pode trazer diversos benefícios psicológicos que amenizem ou até cancelem esses custos financeiros.

Comprar o próprio imóvel pode trazer justamente aquela paz de espírito que permite o foco no que é importante, fazer seu trabalho da melhor maneira possível, sabendo que há um teto sobre sua cabeça. Permite o estudo e a busca de mais conhecimento e crescimento profissional. Permite a liberdade de investir no que é seu, de deixar o imóvel com a sua cara, mas mais importante que isso, exclui a possibilidade de ter o imóvel tomado de volta por algum capricho do proprietário que pode precisar vender o imóvel que você aluga, exigindo sua mudança rápida e todos os inconvenientes que isso acarreta. Pense na situação de uma família com filhos, a corrida do trabalho diário, jornada escolar e no meio disso tudo ter que lidar com encontrar um novo imóvel para alugar e realizar uma mudança às pressas.

Quantas pessoas você conhece que conseguem, de forma ininterrupta, ao longo de vários anos de esforço contínuo, juntar o dinheiro para comprar um imóvel à vista? Ou se não para comprar um imóvel à vista, conseguem formar patrimônio em investimentos que os permita morar onde quiserem, com a conta da moradia sendo paga pelos rendimentos destes investimentos? Se o objetivo é comprar pelo menor custo, um consórcio já resolve ambas as questões, de regularidade com foco no objetivo ao mesmo tempo em que mantém o custo baixo em comparação com um financiamento.

Assegure uma renda para o futuro

Claro que todos gostaríamos de viver uma vida longa e com saúde, ter dinheiro sobrando para todas nossas necessidades e desejos. Gostaríamos de nos aposentar cedo e não precisar nos preocupar com dinheiro pelo resto da vida.

A realidade é que tudo isso pode até ser possível, mas não acontece para todo mundo.

Precisamos planejar nosso futuro. Uma das principais coisas que precisamos pensar é em relação a nossa renda esperada para aquele momento em que tenhamos menos energia ou disposição para o trabalho, quando nossas maiores preocupações passam a ser que atividade faremos com os amigos, ou com os netos que venham brincar em nossas casas.

Poupar, investir e formar um patrimônio deve fazer parte de nossa rotina desde cedo na vida profissional, mas as vezes, a vida nos traz desafios que complicam as coisas no meio do caminho. Uma doença grave, uma tragédia na região onde vivemos, qualquer coisa mais grave inesperada, podem por a perder anos e anos de esforços para conseguirmos construir nossa segurança futura.

Neste sentido, um bom seguro de vida, seguro saúde e plano de previdência são essenciais. Se você conseguir conjugar mais de um desses planos em um só, por exemplo, uma previdência com seguro embutido, melhor ainda. Todas essas coisas tem custo, então devemos pesar o quanto desejamos proteger, mas alguma proteção sempre é importante. Uma invalidez permanente pode parecer algo improvável para a maioria de nós, mas depois que acontece pode ser tarde demais para conseguir recuperar.

A previdência pública pode ser algo ruim, de valor baixo, de custo alto. Ainda assim, pode ser a salvação para quem perdeu outras oportunidades. Pense no seu futuro, planeje de acordo e se assegure de uma renda futura, seja qual for a situação que possa ocorrer.

Se aconselhe com quem vive o que você busca atingir

Você pediria conselhos sobre criação de filhos para quem nunca foi pai ou mãe?

Você aprenderia a fazer bonsai com quem nunca fez um? Aprenderia a nadar com quem não sabe nadar?

Se você respondeu que sim a qualquer dessas perguntas, desculpe, mas não sei se posso te ajudar.

Se deseja enriquecer, faça perguntas a quem já enriqueceu. Se deseja investir na bolsa, pergunte para quem já investe com sucesso, com resultados consistentes.

Você não vai aprender a enriquecer seguindo as dicas do último ganhador do BBB.

Agora, deixa te contar um segredo. Olhe os bastidores. Não preste atenção somente no que falam, mas principalmente no que vivem.

O que quero dizer com isso? Pensa naquele influenciador financeiro que te ensina a investir contando as vantagens de tal corretora, mas que no final das contas não depende dos resultados dos seus investimentos, mas sim, da publicidade que a corretora paga para patrocinar seu canal.

Aplique com segurança

Quando você começa a investir pode sentir certa insegurança por conta do desconhecimento das diferentes alternativas disponíveis.

Minha sugestão inicial, apesar do que já escrevi sobre abrir conta em outro banco ou corretora, é começar pelo banco onde você já está acostumado mesmo. Use esta primeira experiência como um “molhar os pés” no mundo dos investimentos.

Comece com um fundo comum de renda fixa e vá aplicando seu dinheiro com regularidade. Normalmente os limites mínimos destes fundos são bastante baixos, então com apenas R$ 100 já é possível começar. Você notará que os rendimentos atuais são bastante pequenos, mas verá também seu dinheiro crescendo aos poucos, se não por estes rendimentos, ao menos pelos seus aportes regulares.

Depois de um tempo fazendo desta maneira, busque entre as alternativas do seu banco o fundo de ações de menor valor necessário para começar. Este fundo deve variar bem mais do que você estava acostumado com a renda fixa, então é importante colocar um valor relativamente baixo para que você possa “sofrer” com eventuais quedas sem ficar tentado a tirar o dinheiro de lá. Acompanhe o saldo deste fundo ao longo de alguns meses, e verás que mesmo com eventuais quedas grandes, ao longo do tempo seu dinheiro estará crescendo mais do que no fundo de renda fixa. Quando você notar isso, poderá então investir um pouco mais alí, sabendo que os altos e baixos são comuns, mas que no longo prazo você tende a ganhar mais do que perder, se não tirar o dinheiro de lá no meio das eventuais quedas.

Dedique algum tempo a ler sobre o assunto investimento. A segurança em investir virá com o conhecimento, tanto teórico quanto prático. Só a teoria normalmente não é suficiente para nos preparar para as quedas que certamente acontecerão no meio do caminho. Só a prática não nos dará a tranquilidade de entender o que está acontecendo com nosso dinheiro. Use ambas.

Acabe com suas dívidas

Lembre-se que você precisa de uma excelente razão para fazer uma dívida. Bons sapatos não são uma dessas razões.

A facilidade em obter crédito, seja com os bancos, as operadoras de cartão de crédito, ou mesmo as próprias lojas que vendem de maneira parcelada com juros embutidos no preço faz com que sejamos constantemente tentados a acelerar a compra de objetos não essenciais que fugiriam de nossas possibilidades sem tal crédito, mas que com isso, acabam “dando para pagar a prestação.”

Lembre-se sempre que “a prestação caber no salário” não é motivo para se endividar. Se você não consegue comprar algo a vista, aceite que isso não é possível para você neste momento e busque formas de conseguir juntar o dinheiro, se for algo realmente importante para sua vida.

A excessão a isso seria a aquisição de um imóvel, onde o valor do mesmo torna a compra a vista praticamente impossível para a maioria das pessoas, principalmente quando levamos em conta a dificuldade em manter uma regularidade de poupança no longo prazo, junto com a visão daquela aquisição apenas em um horizonte de muitos anos à frente.

Um carro que seja ferramenta de trabalho também pode justificar o financiamento e pagamento de juros. Comprar um carro por conforto, sem ter as condições necessárias para isso é fuga, é tentar parecer o que não se é. É receita para não construir patrimônio algum, pois além de pagar juros por algo que você não necessita realmente, ainda terá uma série de custos de manutenção que lhe colocarão ainda mais longe da tranquilidade financeira.

Enriquecer é uma escolha. Você está apto a fazer o que é necessário?

Abra conta em um banco/corretora

Ontem sugeri abrir conta em uma corretora separada do seu banco. Neste, indico quase o mesmo, mas com uma pequena diferença. Abra conta em uma corretora ligada a um banco, mas em um banco diferente do que recebe seu salário.

Uma maneira de investir em ações é através da compra de empresas pagadoras de dividendos.

Falei sobre a Escada da Aposentadoria. Definimos um padrão de vida mínimo que desejamos manter, e buscamos juntar investimentos que permitam manter este padrão de vida indefinidamente. Desta maneira podemos aumentar o degrau e aumentar o padrão de vida à medida em que aumenta nosso patrimônio gerador de renda. Mantendo sempre a Independência financeira.

A ideia aqui é semelhante.

Alguns bancos possuem conta corrente integrada com a corretora da mesma instituição. Quando você compra ações na corretora, o valor é debitado diretamente da sua conta corrente. Não precisa fazer transferência do valor para a corretora. Ao vender suas ações acontece o inverso, o dinheiro cai direto em sua conta.

Isto acontece também com os dividendos e juros sobre capital que essas empresas pagam aos acionistas.

A ideia então, é abrir uma conta em um banco/corretora com estas características, mas em uma instituição diferente da que você utiliza no dia a dia.

O passo seguinte é comprar ações de empresas boas empresas pagadoras de dividendos regularmente, reinvestindo os dividendos para acelerar o processo.

Aí é que temos o pulo do gato…

Uma a uma, ao longo do tempo, você começa a transferir suas contas regulares para lá e coloca no débito em conta. Conta de luz? Paga pelos seus dividendos. Internet/TV a cabo? Paga pelos seus dividendos. Condomínio? Pagos pelos seus dividendos.

Vá fazendo isso aos poucos, e quando você vê, sua vida está inteiramente bancada pelos lucros que as empresas em que você é sócio estão distribuindo regularmente em sua conta corrente. Seja bem vinda, independência financeira.

Abra conta em uma corretora

Abrir conta em uma corretora independente é o primeiro passo para a formação de seu patrimônio. Nos bancos tradicionais abundam fundos ruins com taxas de administração altas, o que come boa parte do seu lucro.

Uma corretora independente acrescenta um passo extra no gerenciamento do seu dinheiro, separando definitivamente o que é patrimônio de investimento do que é dinheiro do dia a dia. Ter conta em uma corretora dificulta o ato de sacar o dinheiro para outros fins, colocando um passo a mais no processo, o de transferir o dinheiro para o banco que você usa normalmente.

Na corretora, o dinheiro que entra lá, não sai mais, pois é construção de patrimônio. Os dividendos que pingam lá com regularidade, se você investir em ações de boas empresas ou em títulos do Tesouro que pagam juros regulares, não saem, são reinvestidos em novas ações ou títulos públicos. Enquanto a conta da corretora não tiver um patrimônio grande o suficiente para gerar retornos suficientes para cobrir seus gastos e manter o poder de compra, ou seja, manter seus gastos acima da inflação, o dinheiro não sai de lá.

A única forma de ficar rico é com aportes regulares de capital para esta conta de investimento. Lembrando, o que entra lá, não sai mais até que os rendimentos sejam altos o suficiente para sustentá-lo. Este dinheiro não serve para pagar sua lua-de-mel, não serve para trocar de carro, não é o dinheiro para a compra do apartamento dos seus sonhos. Este dinheiro é o seu futuro financeiro, o patrimônio que garantirá sua aposentadoria com tranquilidade e proporcionará a seus filhos um belo presente (que eles não precisarão, mas agradecerão) quando você não estiver mais aqui.

Separar fisicamente a conta corrente com que você vive e paga suas contas é o primeiro passo para lhe ajudar a separar mentalmente o dinheiro do dia a dia do dinheiro da sua aposentadoria ou do seu enriquecimento, chame-o como quiser. Com a conta aberta, transfira o dinheiro para lá mensalmente assim que receber seu salário ou pró-labore e o invista.

Abra hoje mesmo sua conta em uma corretora independente. Seu futuro agradece.

Técnica dos R$ 10,00

Quem tem dificuldades em começar a poupar pode tentar aplicar uma técnica simples que idealizei para gerar consciência dos pequenos valores.

Envolve andar com dinheiro na carteira por algum tempo, para pagar as contas em espécie. Isso ajuda em duas situações: evita gastos não programados (se você não tirou dinheiro no caixa automático antes) e permite implementar uma poupança forçada sobre os gastos.

Intitulei de Técnica dos R$ 5 quando a criei muitos anos atrás. Coloquei ali em cima como Técnica dos R$ 10, mas na prática, sua situação financeira e seus gastos regulares é que definirão o título da sua técnica. Pode ser de R$ 50, pode ser de R$ 100.

É simples. Quando você fizer um pagamento (estacionamento, restaurante, roupas para os filhos, …) você programa antecipadamente até quanto você pretende gastar e retira este valor da sua conta, se já não tiver o necessário na carteira, para pagar em espécie. Provavelmente você pegará mais dinheiro para manter na carteira. Quando fizer cada pagamento em espécie, você arredonda o troco para o limite da sua técnica.

O objetivo é não manter na carteira notas menores do que a definida. Se você usar a técnica dos R$ 20, qualquer conta que você pagar abaixo desse valor deve colocar o troco em outro bolso. Estacionamento de R$ 12? Joga os R$ 8 de troco no outro bolso e guarda depois em casa para colocar nas economias.

Se envolveu com a técnica dos R$ 50? Pagou um almoço de R$ 80? Lá se vão mais R$ 20 para a poupança.

Você pode achar que pagar as coisas em dinheiro é pouco prático. Você pode achar que essas pequenas economias não fazem diferença. Eu digo: aplique a técnica. Se você tem dificuldade em guardar dinheiro, aplique a técnica. Ela não serve para você utilizar por toda a vida, sei que não é prática na atualidade. Serve para você se dar conta, para pensar no dinheiro que utiliza no dia a dia. Serve para você se tornar consciente dos pequenos gastos e como eles impactam sua capacidade de poupar. Serve para ajudar a começar algo parecido com um planejamento de orçamento.

Controle seus gastos

Viver no automático, fazendo as coisas a medida em que se apresentam costuma não trazer bons resultados. Um bom planejamento pode nos levar bastante longe com economia e segurança.

Saber onde gastamos o dinheiro que ganhamos é o primeiro passo para planejar e melhorar nossas finanças.

Comece com uma listagem completa de seus gastos fixos, do maior para o menor. Aluguel, condomínio, colégio dos filhos, prestação do carro, seguro do carro, internet, telefone celular, Netflix, gás, luz…

Anote por um mês inteiro todos pagamentos que fizer, supermercado, comer fora, cortar o cabelo, transporte, gasolina. Leve uma folha com esta anotação junto da sua carteira, junto do dinheiro e dos cartões do banco. Anote na hora em que fizer a despesa, não confie na memória. Na pior das hipóteses, guarde a notinha e a note assim que chegar em casa.

Pense ainda em todos os gastos eventuais que você possui. Presentes, livros, manutenção do carro. Pense com que regularidade você tem algum aniversáriante a presentear e coloque na lista uma previsão mensal disso.

Acha que acabou? Você pretende sair de férias? Quanto irá custar? Planeje antecipadamente, veja os valores, anote em sua lista mensal. Planejar é exatamente isso, antecipar situações para que elas não nos peguem de surpresa.

De posse destas informações todas, refaça a lista e compare com seus rendimentos. Agrupe os gastos em categorias, não muitas, no máximo dez. Uma sugestão: VOCÊ PRIMEIRO, moradia, transporte, alimentação, educação, lazer, doação. Agora some tudo e calcule qual o percentual que cada categoria representa em seus gastos. Moradia, por exemplo, não deveria passar de 30% dos seus rendimentos. Está muito acima disso? Será que você vive de forma compatível com o que ganha? Do que você está abrindo mão para viver em um lugar mais caro?

Saiba para onde vai seu dinheiro. Notou no parágrafo anterior. Separe uma parte do que você ganha para seus investimentos, para o seu futuro, para sua aposentadoria. Pague primeiro a si mesmo. Essa é a primeira regra e a mais importante para quem busca a Tranquilidade Financeira.

Pague a você primeiro

Guardar para si não significa gastar o que guardou para comprar o que deseja. É fazer esse dinheiro trabalhar a seu favor. Essa pequena diferença mensal entre o que você ganha e o que você gasta para viver irá formar a base da sua independência financeira.

Os resultados obtidos com a aplicação deste dinheiro também devem ser utilizados com este mesmo objetivo. Se você investe em um título de renda fixa que pague juros regulares, esses juros devem ser reinvestidos, não gastos. Se você compra ações, os dividendos devem ser reinvestidos na aquisição de mais ações ou outros investimentos.

Reinvista seus lucros.

O segredo deste passo é fazer seu dinheiro crescer e manter ele crescendo com o percentual mensal que você continua pagando a si mesmo, mas também com os rendimentos que esse dinheiro conseguir gerar ao longo do caminho.

Estude onde investir seu dinheiro.

Conheça a si mesmo. Existem investimentos adequados a diferentes perfis de pessoas. Saiba se você tolera o risco, aguenta o sobe e desce dos seus investimentos, ou prefere paz e tranquilidade e escolha o investimento mais adequado ao seu perfil. Quem não suporta ver seu dinheiro desvalorizar e corre para trocá-lo de investimento quando há uma queda não deve investir na bolsa ou em fundos de ações até entender que esse investimento pode render bem mais que um fundo de renda fixa, mas pode também desvalorizar muito de um mês para outro, recuperando, por exemplo, três meses depois.

O problema é que não há bala de prata, não existe investimento que renda sempre positivo, que renda bastante, que seja totalmente seguro. Temos que equilibrar nossa carteira de investimentos em diferentes classes de ativos, ou seja, investir um pouco em cada tipo de investimento, de maneira a equilibrar nossas expectativas com o sobe e desce de uns e outros ao longo do tempo, tentando, na média, obter resultados positivos no conjunto dos investimentos.

No investimento em que aplico a maior parte dos meus ganhos, o resultado não aparece mês a mês. Invisto em consórcios imobiliários, pagando as parcelas mês a mês e aguardo a contemplação pelo sorteio para então lucrar. Meu lucro vem na venda da carta contemplada com lucro, ou com a compra alavancada de um imóvel, onde o aluguel pagará o restante do consórcio. Como é um investimento em que não há quedas ao longo do caminho, não preciso nem mesmo ficar olhando “quanto tenho”, até que a carta contemple pelo sorteio. De toda forma, mantenho uma planilha com a soma dos valores pagos nas diversas cartas que possuo, vendo todos os meses o capital crescendo.

Meça os resultados.

Um investimento precisa ser medido para sabermos se estamos obtendo o melhor crescimento possível de acordo com nosso perfil de risco. Essa medição pode ser mensal ou anual. Fundos de renda fixa podem ser acompanhados mês a mês e sempre veremos o dinheiro crescendo um pouquinho. Fundos de ações podem sofrer oscilações bruscas mês a mês, mas podemos acompanhar a evolução anual destes fundos e ficar tranquilos ao ver que apesar das oscilações, anualmente geralmente temos cada vez mais dinheiro. Nos consórcios, podemos ficar diversos meses só transferindo nosso dinheiro para o pagamento de cartas que não mudam de valor. Então começamos a contemplar e fazer o dinheiro girar e os lucros começam a ser vistos mensalmente aumentando o bolo total.

O importante é que não estou dizendo que todos devemos nos tornar investidores profissionais em tempo integral. Apenas precisamos saber o mínimo sobre o local onde estamos aplicando nosso futuro. Como já escrevi antes, o quanto conseguimos ganhar e guardar regularmente é o que fará a diferença real nos nossos resultados.

Uma dica prática de investimento:

Se você não quer pensar muito, diversifique investindo em dois ou três ótimos fundos multimercado, com baixas taxas de administração e com o gestor alinhado com o investidor, ou seja, prefira uma taxa fixa pequena e uma taxa de performance razoável, pois assim o gestor terá que efetivamente gerar mais lucros se quiser ganhar mais.

Não precisa estudar ações, não precisa saber como funcionam as taxas de juros, não precisa ficar grudado na tela do computador acompanhando o mercado. Deixe isso para os profissionais. Escolha bons fundos multimercado e espere o tempo necessário, fazendo aportes regulares nestes fundos de investimento. Pague uns meses para receber o relatório de fundos de investimento de uma casa de análise e leia com atenção. Normalmente uns poucos meses é o que basta para você aprender o necessário para conhecer um pouco destes fundos.

Com o tempo, e com o capital investido nestes fundos se tornando já considerável, comece a destinar seus aportes mensais para um ou dois fundos de ações escolhidos a dedo. Não busque o que possui a maior rentabilidade no ano anterior ou nos últimos meses, mas sim, que possui a melhor rentabilidade em uma janela de tempo de pelo menos cinco anos. Fundos de ações são voláteis, as teses de investimento de seus gestores podem levar alguns anos para se tornarem realidade, afinal, investem em negócios que obedecem ciclos de mercado mais longos. Um ótimo resultado de curto prazo pode esconder riscos maiores do que os necessários. Os relatórios das casas de análise citadas acima também cobrem estes fundos, então você já estará familiarizado com eles quando chegar a hora.