Fortune cookie, Reno, NV

Fortune cookie, biscoito da sorte, ou como a Carla, esposa do Gabriel, falou certa vez… “lucky biscuit”.

Almoçamos num restaurante chinês hoje. Eu, sonhando em morar aqui no ano que vem, recebo o seguinte biscoito da sorte:

Your dreams will bring you into a profitable venture

E eu, que acredito nestas coisas sempre que são positivas, ganhei o dia 🙂

Pela manhã ficamos na piscina, descompressão total, início real de férias e um pouco de descanso.

Depois do almoço as meninas foram fazer programas de meninas, visitar lojas de departamento e supermercados, e os meninos foram fazer programas de meninos, visitar lojas de carros e de equipamentos eletrônicos. Me controlei em ambos, mas ver de perto os carros que posso comprar aqui por quatro vezes menos do que custam no Brasil, dá uma dor…

Dor amenizada pelo fato de ter passado a tarde inteira passeando de Porsche, ou melhor, pilotando o brinquedo 🙂

Antes disso ainda, fomos no Museu do Automóvel de Reno, um dos maiores dos USA. Até um DeLorean dourado eles têm lá. Impressionante a perfeição dos carros, todos como novos, funcionando, pinturas impecáveis, limpeza total e centenas de carros de todas as épocas, com incontáveis clássicos. Assim que conseguir, envio fotos para o Flickr e atualizo este post com o link para o álbum.

Como disse meu fortune cookie, vale repetir:

Your dreams will bring you into a profitable venture

Abraço e até amanhã, quando voamos para Vegas!

Fotos de Reno, com o Gabriel Torres e a Carla

Burlingame, CA – Reno, NV

Acordar, perder o café da manhã por 30 minutos de atraso, esperar a Carla e o Gabriel enquanto descobria que meu chip de celular internacional não quer cooperar…

Almoçamos ao lado do hotel em um restaurante mexicano. Comida boa, em quantidade mostruosa. São Francisco debaixo de densa neblina. Rumo a Reno, NV. Da ponte conseguimos ver Alcatraz, mas a Golden Gate estava escondida das nossas vistas. San Francisco agora, só no final da viagem. Estava frio, 14 graus, então, resolvemos ir a Reno buscar o calor do deserto no velho oeste americano.

Six Flags, Discovery Adventure

No meio da estrada, um parque Six Flags, sinônimo de montanhas-russas. Férias típicas americanas. O parque é um misto de mini-zôo com as famosas montanhas-russas. Um com tigres, morsas, golfinhos, elefantes, girafas, outro com montanhas-russas com água, com loopings, com parafusos, de frente, de trás, com apoio, com os pés soltos no ar, sentados, pendurados, que giram e até um barco viking chamado Taz, que tem um rotor acoplado na ponta. Uma tarde perfeita para desligar do mundo e entrar em ritmo de férias.

O primeiro “passeio” foi em uma rampa com água. Se tivesse me atirado na piscina não sairía tão molhado. O resto do dia foi secando ao sol 🙂

A noite, a caminho de Reno, jantar no Dennys, com direito a mega-torrada com 2 ovos mexidos, bacon, linguiça frita, presunto, queijo e maionese. Pouca caloria 🙂

Reno, NV

Em Reno, cassinos, luzes, avenidas largas. Nos bairros residenciais, poucas luzes nas ruas, quase nenhuma sinaleira e as casas sem iluminação nas fachadas, bem diferente do que estamos acostumados. Também diferente, nada de grades ou muros.

Fim do dia com a chegada na casa do Gabriel. Abre o portão da garagem, um Porsche Boxter. Entramos na casa, uma ampla recepção com um pinball do Arquivo-X, aquelas típicas cozinhas americanas enormes, com ilha central, a sala de jantar e de estar ao lado, e um enorme aquário de água salgada. No pátio, vista perfeita de toda cidade iluminada pelos cassinos, uma piscina semi-olímpica com rampa de saltos e uma hidromassagem gigante. Quatro dormitórios no andar superior, dois deles transformados em escritórios, completam o American Dream. Agora dá para entender porque o Gabriel diz que não pretende voltar ao Brasil.

Abraço e até mais…

Fotos da saída do Brasil, chegada nos USA e Burlingame, CA

Fotos de Reno com o Gabriel Torres e a Carla

Garota, eu vou pra Califórnia…

San Salvador, 20 de julho de 2010.

Primeiras coisas primeiro… TACA é o canal. Comissárias atenciosas, comida de primeira e espaço enorme para as pernas, quase um palmo de distância do joelho ao banco da frente. POA-Lima com quiche de ovo e queijo com cubinhos de frango, frutas e bolachas, além de um pãozinho mega macio com manteiga. As peruanas tem feições bem diferentes das que estamos acostumados no RS, são muito bonitas e sempre sorridentes. Ao menos as que trabalham como comissárias de bordo 🙂

O corte Victoria Beckham é o cabelo da moda, apesar da primeira que vimos com este cabelo ter um feitio mais Playmobil ou Maga Patalógica.

Lima, Peru

Rede celular e excelente wifi grátis em toda a área de embarque em Lima. Esperamos 5 horas até o próximo voo, mas o tempo passou rapidinho estando conectado. O iPad foi extremamente útil. Leve, rápido e prático, me permitiu responder dezenas de emails durante o voo, todos enviados assim que conectei ao desembarcar. Consegui ler uma série de blogs que havia sincronizado antes de sair de casa, RSS rulez. Além de tudo, tenho nele todos os dados da viagem, usei para confirmar nossa chegada em São Francisco, que seria depois da meia-noite, e descobri que o transfer que oferecem não seria possível, pois o último saía as 00h33 e chegaríamos um pouco depois disso.

Lima vista do alto é uma cidade bege, com prédios em formato de caixas com janelas, sem cores vivas. Tudo é terra, os prédios, as estradas e até mesmo os aviões parados no aeroporto. Freeshop como todos os outros, produtos 80% mais caros que no Uruguai, tomando como referência a barra de chocolate Lindt. Há diversos produtos locais, com ênfase nos produtos de lã de Alpaca jovem, além de bolsas e bonecas bordadas com tecidos bastante coloridos.

Depois da espera, embarcamos para San Salvador, em El Salvador, que eles insistem em chamar apenas de Salvador. Mais um voo excelente, desta vez com salada, pãozinho com manteiga e opção de massa ou frango com arroz. Fomos no frango e estava ótimo.

Uma peruana ao meu lado insistia a falar em inglês: “sorry”, “can you close the air vent?”, mesmo depois de me ouvir falando em português e respondendo as comissárias em espanhol.

San Salvador

San Salvador chegando de avião é uma praia longa, com amplas plantações e nenhuma construção. Acho que não existe cidade 😮

Momento surreal da viagem: ao aterrisar, quase todos os passageiros aplaudem. Sei lá se é hábito deles, pois foi um pouco comum, perfeito, ou seja, nada de anormal para garantir aplausos.

O aeroporto tem bem menos lojas que o de Lima. Passamos na corrida pois tinhamos apenas uns minutos até a hora do próximo embarque. No final das contas, não precisaríamos ter corrido, pois o voo atrasou quase uma hora conosco dentro do avião.

Ao passar pela fiscalização, nada de raio-x, apenas dois fiscais abrindo as mochilas e apalpando todo mundo. Bem moderno 🙂

Agora é aguardar o avião fechar as portas e partir para São Francisco. Você está lendo isso alguns dias depois de escrito, já que o original foi escrito a mão no meu Moleskine dedicado a esta viagem.

Abraço a todos e até a volta.

Céu, entre Milão e Londres

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Vôo da Lufthansa, há pouco tivemos uma excelente refeição com sanduiche quente italiano em pão sete grãos com molho pesto de rúcula, speck e queijo pecorino. De sobremesa um chocolate ao leite feito em Milão e uma crostata alemã. Companhias brasileiras, aprendam com os alemães… Não façam como os espanhóis, que passam um cardápio com o preço das refeições a bordo 🙂

Já no vôo somos apresentados a uma das particularidades britânicas, servem chá e temos a opção de chá com leite. Diferente para nós brasileiros mas aparentemente comum para os ingleses, ví vários fazendo esta opção de bebida no almoço.

Outro ponto interessante a observar é que quando a aeromoça nos pergunta o que queremos beber em italiano, respondemos em italiano e ela continua a conversa nesta língua. Sendo visivelmente alemã, com o nome no crachá tirando qualquer dúvida ainda existente, temos uma aeromoça que fala três línguas, seu alemão materno, o inglês obrigatório para a profissão e o italiano recém demonstrado. Conversando um pouco mais descobrimos que ela voava com frequência para São Paulo, e que por ser parecido com o espanhol que ela também falava, nos entendia bem. Essa era nossa aeromoça das quatro línguas 🙂

Não poderia deixar de comentar ainda mais um mito desfeito, o de que os alemães são um povo frio e fechado. Se não deu para notar pelo parágrafo anterior, tivemos uma rápida porém agradável conversa com uma das aeromoças mais legais com quem já voamos. Lembrando que o outro mito, dos franceses serem arrogantes e não fazerem esforço para ajudar, já haviamos derrubado vários dias antes ao sermos abordados por mais de um francês tentando nos ajudar ao ver que procurávamos algo no mapa.

A foto acima mostra uma coisa que vimos pela primeira vez, os picos nevados das montanhas acima das nuvens. Muito lindo, muito emocionante, agora só falta visitar algum lugar com neve para completar a experiência. Quem sabe um natal em New York?

Milão, singing in the rain

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Será que vou aparecer no Sartorialist?

Devido a mudanças nos nossos planos resolvemos passar o dia anterior passeando ao redor do Lago di Garda, onde demos a volta completa nos 140 Km do mesmo. Não poderia haver um sábado de sol melhor, no entanto, isto nos deixou apenas um domingo chuvoso para conhecer Milão 🙂

Pessoalmente, gostei da cidade. Fomos recepcionados por uma estação de trens enorme, uma chuvinha fraca e um hotel bem localizado. Não deu para ver muita coisa e o fato de ser domingo complicou um pouco mais, mas depois de tanta viagem o melhor mesmo é reservar uns dias a mais em Milão na próxima viagem. Ou não.

Rainbow
Rainbow
O que um avião desses faz ao lado da Duomo?
O que um avião desses faz ao lado da Duomo?
Será que são as lágrimas dela que estão trazendo chuva?
Será que são as lágrimas dela que estão trazendo chuva?

Gavardo, Desenzano, Sirmione e Lago di Garda

Os melhores dias de nossa viagem, sem dúvida alguma. Não me entendam mal, tudo que vimos até aqui é maravilhoso, mas depois de 22 dias viajando não há nada como estar na casa dos amigos, com calor humano, sem a impessoalidade dos hotéis. Junte a tudo isso um dos locais mais bonitos do planeta e a história está completa.

Gavardo

Gavardo é uma pequena cidade próxima ao Lago di Garda que não teria nada de diferente de outras pequenas cidades do interior da Itália. Porém, esta tem algo diferente, é a cidade onde moram os amigos Antonieta e Armando. A história deles também é interessante, ela brasileira, ele italiano, se conheceram pela internet quando ela procurava alguém para treinar o aprendizado da língua italiana, um visitou o outro e hoje moram juntos, na Itália no verão italiano, no Brasil no verão brasileiro. Verão o ano todo, uma beleza para uma carioca como ela 🙂

Não há como descrever com palavras a recepção que eles nos deram, então deixo apenas algumas imagens que tentam mostrar um pouco disso…

gavardo1

antonietaArmando

Jantar Gavardo
Fusilli lungo con buco, atum e alcaparras. Uma variedade de salames e outras coisas parecidas que só tem por lá, gorgonzola cremoso, tomino, um queijo de cabra que derrete no prato e na boca, além de pãozinho macio, difícil de encontrar na Europa.

Lago di Garda

Nem vou escrever aqui sobre Desenzano, Sirmione, Lazise, ou o Lago di Garda. Para conhecer os castelos que há nestas cidades, só indo pessoalmente. Ficam algumas fotinhos extras para ilustrar a vida dura que se leva no interior da Itália…

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Vida dura à beira do lago
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O que vocês estão olhando???
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Água completamente transparente. Vê-se o fundo do lago a mais de três metros de profundidade.
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A verdadeira pizza italiana

Veneza

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Veneza é linda! Veneza é tão diferente de tudo a que estamos acostumados que a cada passo descobrimos alguma novidade. Ao chegar na estação de trens, ou melhor, ainda antes disso, vendo a cidade se aproximando enquanto atravessávamos a ponte, já dava para nos admirarmos com o visual das fachadas, alí, na beira do mar, rente ao mesmo, sem uma areiazinha para separar. Saindo da estação damos de cara com o grande canal, que é como chamam o canal que corta, serpentuosamente, as ilhas principais que formam Veneza. Logo ao lado, a ponte que nos leva ao pedaço de terra em que fica nosso hotel, e neste momento, a primeira dificuldade aparece.

Vou relevar e apenas citar o fato de haver dezenas de degraus na ponte e de termos malas pesando mais de 25Kg para arrastar para cima e para baixo e tratar da dificuldade real. Não bastasse a rua do nosso hotel não estar no mapa, e neste momento a pesquisa prévia no dia anterior nos salvou, thanks Google Maps, a maior dificuldade era entender o mapa que tinhamos em mãos, pois as ruas desenhadas simplesmente não existiam! Andamos para um lado, andamos para o outro e nada. O mapa mostrava uma rua larga antes de um canal pequeno. O canal pequeno estava lá, apesar do mapa não mostrar a pontezinha sobre o mesmo. Pensando ser o canal errado, caminhamos até o seguinte, chegamos a uma ponte enorme que cruzava o grande canal, bem depois de onde deveria ser nossa rua, e nada. Entramos em uma loja próxima e não conheciam a rua que deveria estar ao lado da mesma. Então resolvemos tentar descobrir o que havia em uma pequena entrada entre dois prédios, um espacinho onde passava apenas uma pessoa por vez, caminhar de mãos dadas, nem pensar, só em fila indiana. Era a rua que procurávamos, enorme no mapa, da largura de uma porta estreita na vida real. Proporção para quê?

ruaVenezaVeneza é um labirinto de ruelas, espacinhos, curvas e pontos sem saída, tudo entrecortado por canais onde nem sempre há uma ponte para atravessar. É um choque nas primeiras horas, mas logo em seguida nos acostumamos e nos tornamos locais, dando dicas aos turistas ainda perdidos pelas ruelas.

Decidimos então o trajeto que faríamos no dia seguinte. Caminharíamos até a Piazza San Marco para conhecer Veneza ao longo do percurso. A idéia era ir por um lado e voltar pelo outro. No meio do percurso, ao encontrar um ponto de referência e examinarmos o mapa, notamos estar 800m ao sul de onde pensávamos estar. É fácil se perder no meio deste labirinto. Lembrando que 800m em uma ilha que tem pouco mais de 2Km é uma diferença considerável. Corrigimos nosso percurso e em poucos minutos estávamos em nosso destino.

A Basílica de San Marco, com teto e paredes forradas de imagens feitas de mosaicos, a maior parte dourada, é simplesmente indescritível. Ver de longe é impressionante, mas chegar perto e ver que tudo é feito com pedrinhas de menos de 5mm torna tudo ainda mais inacreditável. Não são permitidas fotos, e lá foi um dos poucos locais onde os seguranças ficam ao lado das pessoas pegas fotografando, até apagarem as provas de seus atos proibidos. Há uma parte externa onde são permitidas fotos, com o mesmo tipo de trabalho interno, mas uma foto não consegue mostrar o que vimos, é uma igreja para ser vista com os próprios olhos para nos darmos conta da sua grandeza.

Depois disto caminhamos mais um pouco, marcamos com X no mapa os prédios que íamos conhecendo, visitamos mais algumas igrejas e então partimos para a aventura.

A melhor maneira de conhecer realmente Veneza é fazer como o pessoal local. Compramos um passe de 12h para os barcos-ônibus e logo embarcamos em um que passava por todo o grande canal. Durante vários minutos voltei a ser criança, passeando de barco ao longo do grande canal, fotografando, olhando os prédios, vendo as fachadas mais lindas, impossíveis de serem vistas por quem está em terra firme.

Pegamos então outra “linha” e conhecemos outra ilha. E mais uma troca de “linha” nos levou para Lido, onde há a praia e onde aconteceu o festival de cinema de Veneza dois meses antes. Quando fomos, estava vazia como qualquer balneário no inverno, mas foi legal conhecer e ver como eram as praias, com áreas particulares onde as pessoas possuem pequenas cabaninhas, pequenas mesmo, quase que um banheirinho particular onde trocam de roupa e deixam suas coisas enquanto aproveitam o sol e o mar. Centenas dessas cabaninhas, uma ao lado da outra.

cabanasLido

E assim, em apenas um dia, conhecemos Veneza. A noite ainda pegamos um barco para ver a Piazza San Marco iluminada a noite, mas foi apenas para a decepção de ver que Veneza não sabe se vender a noite, ao menos não no inverno. Estava tudo escuro.

Se não estivéssemos tão cansados, queria ter assistido a uma das inúmeras óperas e concertos que acontecem a noite em várias igrejas e teatros. Mas isto fica para uma próxima viagem, porque agora que fui contagiado pelo vírus do viajante, não paro mais 🙂

Fotos em: http://www.flickr.com/photos/fperuzzo/sets/72157622624835565/

Eurostar

trem

Escrevo isto entre Bologna e Padova, no meu moleskine, com tinta Visconti vermelha em minha caneta tinteiro Parker. A caneta e a tinta adquiridas em Florença, na Casa della Stilografica, do Marco Moricci, que conheci lá, junto do pai e da mãe que o ajudam no negócio iniciado por seu avô.

Viajar de trem é ótimo, ao menos no Eurostar em que estamos. Além da velocidade, chega a 350 Km/h, há a tranquilidade de embarcar e viajar, podendo fazer o que faço neste momento, escrevendo, escutando música e admirando a paisagem ao longo do caminho. Ou dá para fazer o que faz minha esposa, que dorme um pouco enquanto guardo o sono dela 🙂

Quem não gosta dessa coisa arcaica que costumo usar, caneta e papel, também estará bem servido, em frente a cada poltrona há uma mesa basculante e uma tomada de energia elétrica individual.

A paisagem entre Firenze e Bologna é linda no outono, são montanhas coloridas de verde, amarelo e vermelho das folhas que ainda restam nas árvores, sem falar dos rios com leito de pedras que cruzam no meio das cidades ao longo do percurso.

paisagem

Já entre Bologna e Padova a paisagem muda completamente, é tudo plano, com campos e mais campos, na maior parte apenas a terra arada, pronta para o início do plantio.

As estradas que vejo ao longo do trajeto também são excelentes. Passear de carro aqui seria tão ou mais agradável do que de trem, ao menos para mim que adoro pegar a estrada. Imagino a cena e me recordo de uma reportagem que li ainda no Brasil, então entendo porque o George Clooney possui uma casa no interior da Itália, onde vem no outono passear de Harley por estas estradas. Quem sabe não o encontramos por aqui uma hora dessas? Ainda mais sabendo que há pouco tempo ele estava em Veneza, para onde nos dirigimos neste momento.

clooney

Florença, Galleria degli Uffizi

florença

As coisas na Itália são todas enormes e a Galleria degli Uffizi não poderia ser diferente. Não vou descrever aqui todos os detalhes, isso você pode ver na descrição italiana da Wikipedia. Basta dizer que é um museu que PRECISA ser visitado por aqueles que gostam de história e admiram as pinturas magníficas que foram feitas entre 1200 a 1800. Isso que nem toquei no detalhe sobre as esculturas, do início da era cristã até o século XIX. Foram duas horas circulando pelo museu, sem poder bater fotos, então não há nenhuma nem aqui, nem nos meus albuns no Flickr.

Vimos o Duomo, entramos na igreja mas os pés não permitiriam subir os mais de 400 degraus do domo nem os mais de 400 degraus da torre, então nada de vista aérea da cidade por enquanto. Talvez amanhã subamos um morro que nos permita esta vista, mas as duas escadarias do Duomo ficarão para uma próxima visita.

sorveteHoje tomamos um dos melhores sorvetes do mundo. Fica numa sorveteriazinha perto de uma das pontes de Florença. Fazem lá mesmo. E agora a noite vamos comer uma excelente pizza italiana, feita de acordo com as regras da Verdadeira Pizza Napolitana, apesar de não estarmos em Nápoles.

Florença é uma cidade mais colorida que Roma, as pessoas se vestem melhor aqui e os espaços não estão todos tomados por indianos, como lá. Há uma grande quantidade de turistas, mas eles se concentram nas atrações mais conhecidas, como a Ponte Vecchio e o Duomo, além dos museus. No restante da cidade da para circular com mais tranquilidade, apesar das calçadas onde passa apenas uma pessoa.

A quantidade de artistas é enorme, em todo lugar há alguém pintando quadrinhos com aquarela (que secam rápido e permitem produção quase em série) para vender aos turistas. Há muito trabalho em couro, com a indicação especial de uma feira livre que se espalha por algumas ruas do centro histórico onde dá para encontrar bolsas, malas e principalmente cadernos de desenho e anotação com capas de couro trabalhadas, incrustradas, etc. A arte joalheira também é um dos fortes da cidade, com boa parte das lojas localizadas na Ponte Vecchio. Se gostar de jóias e não quiser gastar, não vá para lá.

Por hoje é só. Estou enviando mais fotos para os albuns neste momento.

O planeta é uma selva

Para quem não conhece a história de Tarzan, o rei dos macacos, vou tentar resumir os primeiros capítulos em algumas poucas linhas.

Lorde John Greystoke e Lady Alice, grávida, estão de mudança para uma importante missão a ele designada. No navio, um incidente entre o capitão e um dos marujos permite a Lorde Greystoke salvar a vida do marujo, o que o faz ser recompensado mais tarde sendo mantido vivo após os marujos se amotinarem. Abandonam John e Alice em uma ilha deserta e aí começa o que gostaria de comentar…

Ao se verem abandonados em uma ilha tropical, com a floresta a sua frente, bate o desespero inicial, o que fazer? Como fazer? Como iremos sobreviver? Após este desespero inicial, entra a razão e a primeira prioridade do casal é: onde iremos passar a noite? Água e comida já estavam garantidos, tinham algumas provisões, mas logo depois de descobrir onde dormirão e que estarão em relativa segurança, buscam novas fontes de água e alimento e assim se estabelecem na selva.

Estou escrevendo isso porque comecei a ler Tarzan em Paris, enquanto aguardava a hora de embarcar para Roma. Hoje pela manhã, meditando, fiz esta rápida relação entre as férias que estoou curtindo com minha esposa e a experiência do casal Greystoke.

Da mesma maneira que eles, nossa primeira providência, não apenas pré-viagem, mas também durante a mesma, é com o local onde iremos ficar. Como estamos visitando várias cidades, as trocas de hotel são frequentes e as habilidades em encontrá-los em cada nova cidade melhora a olhos vistos.

Após a localização e instalação no hotel, nosso próxima providência é conhecer a floresta que nos cerca, localizando restaurantes e mercados. Se uns não forem adequados outro certamente nos salvará.

O ponto importante de ver o planeta como uma selva é que assim como esta, podemos explorá-lo com olhos de novos descobridores, não apenas o conhecendo superficialmente, mas aprendendo muito com ele. Em sua próxima viagem, tente pensar um pouco como explorador, tente observar e viver como o fazem os “animais locais”. Em Paris, por exemplo, dispense o café do hotel e vá a uma cafeteria, como fazem os parisienses todas as manhãs. A tarde, peça um croque Monsier e saia caminhando e comendo na beira do Sena. Em Roma, escolha entre uma fatia de pizza para comer na rua ou um farto prato de massa em uma das milhares de Tratorias espalhadas pela cidade.

O planeta é uma selva maravilhosa pronta para ser explorada. Viva esta aventura você também.