Você só tem uma vida. Ela pode ser bem longa.

Você só tem uma vida. Ela pode ser bem longa.

Cuide-se. Quando somos jovens parecemos indestrutíveis. Os riscos não são tão bem mensurados como quando ficamos um pouco mais experientes, mas mesmo depois de um tempo já vivido nessa terra, nem sempre nos damos conta de que os anos estão passando.

As vezes a deterioração do corpo é tão gradual, que parece que continuamos os mesmos. Com um pouco mais de dor aqui, uma certa dificuldade em se dobrar ali, uma perna que dói um pouco mais, uma coluna que já não sustenta tão bem quanto tínhamos lembrança, mas basicamente os mesmos.

Não precisa ser assim.

Alimente-se bem. Eu como carnes, ovos, queijos, algumas frutas. Eventualmente arroz, feijão, pastéis. Não me limito muito, mas tento evitar doces e farináceos. Desde que diminuí drasticamente esses dois ítens da minha dieta, as melhoras foram sensacionais. Se você é vegetariano ou vegano, não posso te ajudar muito nesse quesito, pesquise o que você precisa para manter suas vitaminas e minerais em ordem, mas reforço a questão de reduzir drasticamente o consumo de açúcar e grãos (farináceos) para uma melhora substancial.

Faça exercícios regularmente. Você é seu corpo, seus órgãos, seus músculos. Mantenha-os em movimento, caminhe regularmente, suba e desça escadas (mais suba do que desça, para exercitar mais e evitar lesões). Faça treinos de força, não precisa de academia, horários rígidos nem complicações, alguns apoios, barras e agachamentos já são o suficiente. Procure por videos de exercícios com o peso do próprio corpo e veja o que melhor se adapta.

Cuide da sua mente. Esse é um item mais importante para alguns do que para outros. Tem gente que parece estar sempre bem da cabeça. Para quem não tem essa benção, busque as atividades que lhe tragam o equilíbrio necessário e faça-as com regularidade. Normalmente os exercícios regulares ou uma simples caminhada já são o suficiente, então você ganha dois benefícios em um ao mantê-los. Aqui passeio diariamente com o bebê, ganho triplo.

Você só tem uma vida e ela pode ser bem longa. Faça com que seja também com qualidade.

Diminua a velocidade

Em vez de colocar uma das milhões de músicas do Spotify, busque aquele CD que você ainda guardou, cate seu CD Player (e torça para ainda estar funcionando) e o escute do início ao fim, como fazia quando o comprou. Se tem a minha idade, faça isso com um LP, se ainda tiver algum por aí. Com a vantagem de poder olhar com atenção ao encarte.

Coloque um filme para assistir. De novo, não no Netflix, com milhares de escolhas, mas um dos DVDs ou fitas VHS que você ainda tenha (ok, mesmo que você tenha um videocassete, ele provavelmente não funcionará mais).

Escreva uma carta para um amigo. Pense em colocar no correio quando puder. Decore o lado de fora do envelope, faça um desenho ilustrando algo que você citou na carta.

Temos tantas opções, que nenhuma serve. Escolher é difícil. Quantas vezes você perdeu um bom tempo apenas escolhendo o que iria assistir quando ligou a Netflix? Quantas vezes hesitou antes de escolher a playlist que iria escutar?

Este não é um texto anti-tecnologia. Não pretendo te fazer cancelar todas as assinaturas dos serviços de streaming, vender seu computador e voltar a cozinhar na fogueira.

Apenas pare um momento de vez em quando, diminua a velocidade e busque aquela atividade que você fazia com prazer no passado, e hoje só faz no automático. Acredito que boa parte desse pessoal que venera LPs, bate fotos com máquinas de filme, escreve na máquina de escrever, não faz essas coisas pelo ato em si, mas sim como uma forma de meditação, de estar presente no momento.

Os atos e rituais necessários para fazer coisas do jeito antigo nos ajudam a prestar atenção no que estamos fazendo. Teclar errado no computador se resolve com uma tecla, na máquina de escrever não. Ser displicente na hora de colocar o LP arranha o disco. O envolvimento nos põe no ritmo adequado para melhor saborear aquele momento.

Diminua a velocidade. E observe melhor a vida maravilhosa que você já tem hoje.

Um dia

Memento mori
Um dia
Todos seus desejos
Cessarão

Até lá
Viva-os
Alegremente

Um brinquedo
Vale a criança
Que vive em seu coração

Um sorriso
Vale o passeio ao sol
De mãos dadas ou balão

Uma lembrança
Vale o doce da infância

Um amor
Valeu a vida

— Fabrício S. Peruzzo
13/03/2021

Construindo sobre os ombros de gigantes

Sempre foi mais ou menos assim. As pessoas inventam coisas novas normalmente melhorando alguns aspectos de algo que já existia.

Hoje pela manhã vi um filme dos Irmãos Lumiere (https://twitter.com/mikewarburton/status/1370324649695981570?s=21) mostrando a chegada de um trem na estação em 1896, colorizado recentemente. Podia falar aqui do processo de colorização que tornou ainda melhor o filme, mas não foi isso que o filme me lembrou.

Me dei conta, neste momento, que enquanto estavam inventando o processo de filmagem que tanto nos entretém hoje em dia, os irmãos Lumiere não precisavam apenas se envolver com os aspectos físicos e químicos do que estavam inventando, mas ainda com banalidades práticas como o tripé que seguraria a câmera filmadora deles. E mais, a estranheza que tal objeto representaria aos passageiros que desembarcavam do trem naquele dia.

Claro que sempre pode aparecer um espertinho dizendo que já existia a fotografia antes da filmagem, então eu já desarmo esses transferindo para primeira foto a preocupação com o tripé. Esse filme foi só o que me despertou para o fato.

Em 1996 montei um dos primeiros provedores de acesso à Internet (na época se escrevia assim, inicial em maiúscula) sobre os ombros dos gigantes que vieram antes de mim. O protocolo HTML, o primeiro navegador, tudo isso foi construído sobre uma internet que já existia.

Era isso o texto de hoje. Queria apenas celebrar aqueles que vieram antes de nós e, com suas invenções maravilhosas, com seus esforços em épocas de muito maiores dificuldades, construíram as bases para o mundo em que vivemos hoje.

Você não vai enriquecer investindo apenas R$ 500 por mês

Você não vai enriquecer investindo apenas R$ 500 por mês

É o que um forte influenciador da internet costuma dizer a seus mais de 800 mil seguidores. E posso falar? Ele está certo. Investir R$ 500 mensais da forma tradicional em renda fixa, fundos multimercado ou ações, não vai te enriquecer. Ele diz para investir em ti. Concordo com isso também. Investir em ganhar mais traz resultados palpáveis ao longo do tempo.

Mas deixa te contar uma história diferente. Com este valor mensal para investir você pode sim enriquecer. O que você precisa é de uma mudança de mentalidade. Não essas coisas metafísicas de força do pensamento, ‘O Segredo’ ou coisa do tipo, mas sim algo bastante trivial: a prática constante.

Um dos problemas de ter pouco dinheiro para investir é a falta de regularidade. Você não tem muito. Quando recebe o salário pensa: “é tão pouco que não vai fazer diferença se eu pular este mês.” E o próximo. E o próximo.

Isso quando simplesmente não esquece do compromisso que assumiu consigo mesmo de se pagar primeiro.

O segundo problema atinge aquela minoria disciplinada o suficiente para fazer aportes regulares. Estes, depois de um tempo até conseguem juntar um certo valor, digamos R$ 5000, R$ 10.000, mas não passam disso. Inconscientemente não se acham dignos destes valores. Então, quando a soma começa a passar de seus limites mentais, gastam uma parte. Pode ser um celular novo à vista, justificando com isto um desconto ou não precisar pagar juros. Pode ser uma viagem. Pode ser a troca do carro.

Se este é o seu caso, basta ver seus resultados para saber. Você precisa de uma ferramenta que te ajude a vencer essas barreiras da falta de disciplina e do seu senso de merecimento. Você merece mais. Você precisa de uma ferramenta que te ajude a crescer como poupador, como investidor. Para daí dar saltos maiores.

Conquistei minha independência financeira em apenas sete anos com o investimento em consórcio de imóveis, começando com menos do que R$ 500 mensais. Estou aqui para te contar minha história e te guiar neste caminho, caso seja este teu desejo.

O Brasil é o país do futuro, e agora este futuro parece tenebroso.

A triste realidade que vivemos neste momento. Publico em meu site para ter registrado aqui em que ponto chegamos em nosso país.

ALERTA DE TEXTÃO QUE VALE CADA MINUTO DE LEITURA!

Por Luiz Henrique Melo, médico infectologista de SC.

“Refleti muito antes de escrever esse texto, podem acreditar. O fato é que com a progressão da contaminação da Covid-19 e suas variantes (cada vez mais contagiosas e letais, para jovens inclusive) o sistema de saúde está colapsando e senti a necessidade de manifestar algumas das minhas constatações.

A primeira é que, passado um ano da tragédia na Itália, parece que não aprendemos nada. Nem a tragédia em Manaus nos ensinou alguma coisa.

A segunda é que, com o aumento do número de contaminados e falta de UTIs, o vírus se tornou “democrático”. Não importa mais se você é pobre ou rico, não vai ter UTI.

A terceira é que alguns juízes, que seguem dando liminares bumerangue contra as medidas de contenção, ignorando que, se e quando eles, ou algum familiar seu contrair o vírus e vir a precisar de uma UTI, a liminar concedida se voltará contra eles.

A quarta constatação é que, passado um ano e dezenas de pesquisas sérias, ainda tem gente que acredita que remédio contra piolho, lombriga e malária serve pra matar o coronavírus. Pior ainda, tem médicos estimulando sua utilização e, muitos deles, ostentando que não perderam nenhum paciente após usar o tratamento precoce. Na verdade apenas enxergam os casos que não complicam, pois, quando os pacientes agravam, não voltam pra eles no consultório de onde alardeiam suas pajelanças. Morrem no hospital, e quem assina o atestado de óbito é um profissional da saúde exausto, desesperançado e de saco cheio da politização do tratamento. Não existe tratamento precoce, ponha na sua cabeça. O que existe é equipe preparada com condições de atender e salvar vidas quando a doença complica. Acontece que agora as condições estão indo pras cucuias.

A última constatação: lockdown não funciona no Brasil, é fato. Não funciona no Brasil, porque criamos o “lockdown jabuticaba” (só existe aqui). É parcial, sempre existe um jeitinho de burlá-lo, uma falta de consciência em evitar aglomerações, em deixar de lado as coisas que gostamos de fazer mas o momento não permite. Sem disciplina, lockdown é piada. Aliás, se tivéssemos disciplina, não precisariamos de lockdown. Paradoxal isso.

Não esqueci dos espertinhos e sabidões também. Eles são os Talibans biológicos. O vírus se aproveita deles para se multiplicar e atingir não só eles, mas todos ao seu redor. Sim, espertinhos e sabidões são egoístas, não têm empatia nem solidariedade.

Lembra que, no começo da pandemia, muita gente compartilhou uma lista de doenças que matavam mais que a Covid ? Só pararam quando a realidade se impôs. Mas seguem soltando outras fake news, um vírus tão ruim quanto o corona. Aliás, o corona adora fake news. Elas criam o ambiente perfeito para ele se reproduzir.

O Brasil virou um covidário. Nossa incapacidade em entender e seguir a ciência, está fazendo o vírus mutar e se transformar em um agente cada vez mais perigoso e mortal. Vamos virar párias internacionais, um laboratório gigante de um darwinismo distópico.

E há as mortes, que vão aumentar muito, e não será só pela Covid-19 não. Isto não é pessimismo nem alarmismo, é mais pura realidade. Com o colapso do sistema de saúde, se por azar você tiver qualquer doença ou trauma que tenha tratamento mas exija atendimento em terapia intensiva será improvável encontrar uma vaga. Bem-vindo à Idade Média.

E para os incautos que pedem mais UTIs e hospitais de campanha, é importante lembrar que não tem mais profissionais de saúde e com saúde, para atuar nesses lugares. Pode criar mais 5000 leitos de UTI. Não tem quem ” toque o lodjinha”, talkey ?

E o pior ainda vem por aí. Já sabemos que a mutação brasileira aumenta a possibilidade de reinfecção e a comunidade científica está temendo que escape também da vacina. Esse é o covidário Brasil.
Isso tudo que falei está todos os dias na internet, nos jornais e na realidade de muitas pessoas que estão vivendo, sofrendo e morrendo na pandemia. Mas os espertinhos e sabidões, os cientistas do Facebook, os entendidos do whatsapp, os lacradores do Instagram, esses só vão cair na real quando um parente seu morrer dentro de casa, sem ar, mas com o bucho cheio de azitromicina, cloroquina, ivermectina e vitaminas de A a Z.

Hoje, o Brasil tem 10 milhões de casos confirmados e 250 mil mortes. Os EUA tem 30 milhões de casos e 600 mil óbitos. Faça uma continha básica e verá que o Covid aqui está matando mais que lá com um agravante: aqui a vacinação está em passos de cágado, enquanto lá, de trem-bala. E ainda nem chegamos perto do fundo do poço.

Desde a minha infância, aprendi que o Brasil é o país do futuro, e agora este futuro parece tenebroso, pois ainda teremos muitos dias tristes e sombrios. E estamos fazendo por merecê-los. Imagino como estaríamos se o brasileiro não fosse um povo cordial e solidário.”

Documente sua jornada

Foi o Gary V. quem primeiro falou sobre documentar nossa jornada nas redes sociais. A questão toda é simples: não sabemos quão alto iremos chegar, mas ao longo dos anos, todos iremos percorrer algum caminho.

O que constrói um vencedor é o trabalho diário. O sucesso da noite para o dia leva ao menos 10 anos para surgir. Então, enquanto cresce, documente sua jornada. Seus maiores fãs (procure por “1000 fãs verdadeiros”, do Kevin Kelly) serão justamente os que te viram crescer, os que te conhecem desde antes do sucesso da noite para o dia. Você vai poder se referir a eles com frases como “quem estava aqui quando ainda era tudo mato.”

Veja minha história. Há 19 anos comecei a investir usando os consórcios de imóveis como ferramenta de formação de patrimônio. Minha área era a informática, meu negócio era um provedor de acesso à internet.

Documentei o início da minha jornada nos investimentos até os lucros com os consórcios surgirem. Documentei meu crescimento como investidor e ajudei aos primeiros amigos que me pediram orientação. De 2002 a 2008 foi assim.

Em 2009 vendi minha empresa de internet, passei a me dedicar integralmente aos consórcios e, da noite para o dia, me tornei um dos maiores vendedores de consórcio do Brasil. Do início até as premiações com viagens internacionais foram seis anos que não apareceriam para quem me conheceu depois do sucesso, não fosse eu estar documentando essa jornada.

O mais importante de documentar sua jornada é justamente a chegada do sucesso. É a jornada que justifica a confiança dos novos clientes em teu trabalho. Quem chega hoje vê minha empresa sólida, com anos de mercado. É fácil comprar de mim agora, não preciso provar que existo.

É até engraçado escrever isso, mas quando comecei, precisava, literalmente, provar que eu existia de verdade. A internet não era essa ferramenta presente na vida de todos. Documentar minha jornada era essencial, pois meus clientes, em outros estados e até mesmo em outros países, precisavam saber que o Fabrício existia e era real, não uma história escrita nessa tal de internet.

Investir é um estilo de vida

Investir deve ser uma atividade regular. Todos os meses você separa um pouco (ou muito) do que ganha com seu trabalho e investe em ativos que geram renda ou possam valorizar ao longo dos anos.

Você não vai enriquecer investindo. Você vai enriquecer com os frutos do seu trabalho que serão investidos. É importante diferenciar essas duas coisas, pois muitos pensam poder enriquecer investindo e perdem tempo precioso de suas vidas tentando encontrar a fórmula mágica para enriquecer da noite para o dia, em vez de utilizar seu tempo para aperfeiçoar suas habilidades de ganhar dinheiro e, com isso, ter efetivamente algum valor relevante para investir. Sei disso porque já caí nessa armadilha.

Então você não vai enriquecer investindo, mas investir regularmente é importante, pois é o que forma patrimônio. E patrimônio, você sabe, é a materialização da riqueza. Por isso a importância de saber o mínimo sobre investimentos. Seu patrimônio precisa crescer de forma automática. Não precisa ser um gênio para isso, basta saber o básico sobre investimentos e aplicar o que já se provou vencedor: simplicidade e diversificação. Não invente moda e não deixe todos os ovos na mesma cesta.

O que torna uma pessoa rica é seu trabalho. Invista em você. Trabalhe mais e melhor. Diversifique seus investimentos, mas diversifique também suas fontes de renda. Se você tem um emprego, pense em um pequeno negócio que possa tocar depois do trabalho. Se ainda não se sente capaz disso, use o tempo fora do trabalho para se aperfeiçoar, faça cursos, estude inglês. Busque atividades que o qualifique para trabalhos mais bem pagos.

Se você é empreendedor, concentre todas suas forças no seu negócio e aí sim, não diversifique. Um negócio próprio é a melhor forma de enriquecer de verdade, basta olhar a sua volta os grandes empreendedores de todo planeta. Neste caso específico, o foco é seu melhor amigo. Por outro lado, com a concentração da sua fonte de renda, diversificar os investimentos se torna ainda mais importante.

Existe uma situação específica em que devemos ignorar essa questão da diversificação. É quando estamos começando a formar patrimônio. Neste período inicial foque em construir uma reserva de segurança. O objetivo deste valor não é crescer da melhor forma possível, mas sim, ter liquidez imediata em caso de emergência, como uma doença que te impeça de trabalhar por um tempo, por exemplo. Use a poupança ou um fundo de renda fixa simples, com a menor taxa possível. Junte o suficiente para três, seis, ou doze meses do seu custo de vida. O objetivo aqui é te dar tranquilidade de que as eventualidades da vida não irão te derrubar financeiramente.

Viva uma vida plena, mas sem extravagâncias caras. Busque ganhar mais não para gastar mais, mas para poder economizar um percentual maior do que ganha. Em pouco tempo seu patrimônio crescente produzirá frutos. Reinvista esses e, logo, poderá viver a vida que sempre quis, com a renda de seu patrimônio acumulado.

É simples, mas não é fácil. Se precisar de ajuda, conta comigo.

Pai de menina, marido da Mulher Maravilha.

No dia da mulher, só poderia falar aqui da enorme sorte com que a vida me presenteou com uma menina como primeira filha, e da mãe maravilhosa que nasceu com ela dentro da minha esposa.

Que eu tinha nascido para ser pai de menina já sabia desde pequeno. Um filho primogênito seria tão amado quanto, mas sim, eu tinha uma leve preferência. Já sabia também que tinha casado com a Mulher Maravilha, mas não conhecia a força real da minha esposa até ver ela se transformar em Mãe Maravilha.

Minha esposa é resolvedora das coisas, toma a frente quando precisa. Ao nascer a Isabella, logo passou a cuidar da filha, da casa e do marido com maestria. E quando falo cuidar, falo aos maridos que trabalham fora e não fazem ideia do que é “apenas cuidar da casa.”

Cuidar de um filho não é apenas trocar fraldas e dar de mamar, mas toda uma série de micropreocupações que somadas viram uma montanha. Lembrar de todas vacinas. A cada minuto ter que pensar qual será a próxima refeição. E ainda tivemos alergia alimentar para nos preocupar. Ver se tem o que precisa em casa. O que precisa comprar, limpar e arrumar. Esse stress mental constante não dá um segundo de folga. Tem que ser uma Super Mulher.

Neste dia da Mulher, clamo aos homens. Cumpram seus papéis de homens. Cuidem da sua casa e das suas esposas. Coloquem as roupas para lavar. Lavem a louça. Façam as compras no supermercado, mas mais que isso, pensem no que precisa ser comprado. Ajudem suas esposas a suportar a carga da preocupação constante estando presentes. Que esse texto seja um abrir de olhos para que você veja a sua esposa. Porque mesmo consciente disso tudo e presente aqui, as vezes as coisas passam desapercebidas. No dia da Mulher eu digo: acordem, homens.

Para ser um bom Pai de Menina, o melhor caminho é o exemplo. É ser um bom marido da sua esposa. Esse é o exemplo que sua filha levará para a vida. O tipo de pai que a filha vê em casa é o tipo de homem que ela saberá que existe no mundo. E para minha filha, quero que ela saiba que não deverá se contentar com pouco. Ainda estou aprendendo, mas quero ser o melhor pai de menina do mundo.

Patrimônio, liquidez, diversificação, conhecimento

Ia escrever um texto sobre a importância do patrimônio na nossa vida, mas aí me lembrei de uma situação particular e o texto tomou rumos diferentes antes mesmo de eu começar a escrever.

Diria que nos investimentos muitas vezes não nos damos conta de que patrimônio é tudo que se deve buscar como objetivo. Que no final das contas, o que conta é o número total que temos quando somamos tudo. Falo isso porque muitas pessoas ficam obcecadas em buscar investimentos mirabolantes que gerem lucros enormes, mas não conseguem sequer focar no básico que é guardar um pouco do que ganham todos os meses com o objetivo de investir esse dinheiro regularmente.

Um amigo me pergunta sobre a aquisição de uma sala comercial como investimento. Representa mais da metade de todo seu patrimônio. Os riscos não superam os benefícios. Se esta sala não estiver alugada, não pesará tanto em suas contas. Por outro lado, se qualquer imprevisto acontecer que exija dinheiro imediato, como uma doença de tratamento caro, não há como transformar isso em dinheiro rapidamente sem implicar em grandes perdas em uma venda apressada. Faltou diversificação na formação desse patrimônio. Ele não possui liquidez alguma no conjunto do que possui.

Conheci uma família que herdou uma praia inteira. Sério, centenas de terrenos em uma praia já formalmente constituída. Não sabiam dos negócios do pai em detalhes até que ele morreu. Um patrimônio sensacional a ser dividido entre seis irmãos. E aí, brigas em família, objetivos diversos e tudo mais, estão, ano a ano, dilapidando esse patrimônio. Um pouco de cooperação entre irmãos e uma boa assessoria poderia triplicar o valor do que possuem em poucos anos, gerando uma fonte de renda vitalícia para as seis famílias envolvidas. A falta de conhecimento e os ânimos acirrados, no entanto, estão jogando tudo isso no lixo. Todo ano cada um vende um ou outro terreno para pagar suas contas. Em breve não terão mais nada para desenvolver e aumentar o valor. A praia em questão precisa de infraestrutura básica, mas isso resolvido, terrenos mais longe da praia que hoje não valem nada passariam a valer ao menos três vezes mais. Ainda dá tempo de desenvolver algo, mas dentro de algum tempo, depois de consumidos os terrenos nobres que restam, não haverá mais como obter a liquidez necessária aos investimentos que precisam ser feitos na frente. E então, possuirão um patrimônio que não interessará a mais ninguém, até ser consumido em impostos.

Patrimônio é importante, mas precisa ser equilibrado com liquidez, diversificação e conhecimento de onde se planeja chegar.