Viver com um menos do que conseguimos ganhar parece ser a maior dificuldade dos dias atuais. A quantidade de propaganda a que somos submetidos, a pressão da sociedade em exigir que tenhamos determinadas coisas, tudo trabalha para que busquemos atalhos no meio do caminho. As redes sociais não ajudam muito, fazendo parecer que nossos amigos vivem vidas muito mais interessantes que as nossas.
A realidade, no entanto, não permite atalhos. O preço de viver acima de seu padrão de vida faz boa parte do nosso dinheiro ser usado para pagar juros aos bancos, às lojas, menos a nós mesmos. É uma sensação irreal de conquista. O preço que pagaremos por essa pequena sensação momentânea é o perpétuo viver pequeno, não crescer porque manter a aparência de ser grande custa mais caro do que realmente ser grande. O que é melhor, andar de BMW financiada hoje e não possuir uma casa própria na velhice ou andar de ônibus enquanto temos pernas fortes e poder contar com nossa casa própria e também a BMW para vivermos melhor daqui a alguns anos? Claro que é muito melhor ser rico com saúde do que pobre e doente, mas não estamos falando de preferências mas sim de escolhas atuais e futuras. As decisões que tomarmos hoje afetam diretamente nosso futuro.
Todos precisamos de pequenos mimos de vez em quando. Não deixe de viver para juntar dinheiro. É necessário método. Viva com 90% do que ganha. Sobram 10% para pagarmos a nós mesmos. Pague-se primeiro e depois gaste o restante.
Teremos que cortar algumas coisas? Sim. Se for necessário, significa que estávamos vivendo acima de nossas possibilidades. A quem enganamos? O problema de enganar a si mesmo é que alguma hora alguém vai ter que pagar essa conta. Opa, nós mesmos arcaremos com as consequências de nossa inconsequência.
Viva de forma equilibrada. A vida não se resume apenas a guardar dinheiro. O importante é a caminhada, não o destino final, mas guarde uma parte de tudo que ganha para que o final seja tranquilo.
Dizem que “não importa tanto o quanto você ganha, mas sim o quanto gasta e quanto sobra no final para investir.”
MENTIRA!!!
O jeito mais fácil de juntar um caminhão de dinheiro não é encontrando investimentos mágicos que façam suas merrecas crescerem. O jeito mais fácil de juntar um caminhão de dinheiro é GANHAR um caminhão de dinheiro com seu trabalho ou seus negócios.
Quanto mais ganha, mais fácil é fazer sobrar para destinar ao seu patrimônio e seus investimentos. Mais fácil é economizar e fazer seus investimentos atingirem um valor relevante a ponto de sustentar seu padrão de vida apenas com os rendimentos.
Em vez de pesquisar por um investimento que renda pouco mais do que você já conhece, use este tempo para aprender algo novo que te permita ganhar mais com seu próprio trabalho.
Imagine ter R$ 10.000 ou R$ 100.000 aplicados em renda fixa. Rende pouco mais de 2% ao ano, depois dos impostos.
Pesquisando, você descobre um CDB fantástico de um banco pequeno, que paga 120% do CDI, ou seja, 20% a mais que seu fundo de renda fixa.
Quanto rende a mais esses tais de 120% do CDI? E eu respondo, aproximadamente 0,4% a mais ao ano. Ou seja, para R$ 10.000 investidos, com risco muito maior de perder tudo, você ganhará R$ 40 a mais no ano! Mesmo que você tenha um valor maior, R$ 100.000 investidos, você ganhará apenas R$ 400 a mais para correr mais riscos.
Em vez de buscar um retorno miserável a mais em seus investimentos, não seria mais fácil dar um jeito de ganhar mais? No caso de uma reserva de R$ 100.000, estamos falando de pouco mais de R$ 30 mensais. Será que se tornando um profissional mais qualificado você não consegue um aumento bem mais considerável que isso? E volto a lembrar, esse valor ridículo implica em você ter os tais R$ 100.000 investidos.
Pare de procurar investimentos milagrosos e se dedique a aprender as coisas que lhe permitam crescer profissionalmente e ganhar mais com seu trabalho, e assim, poder investir mais. Seu futuro agradece.
Trabalhar para ganhar dinheiro é o básico. Todos temos alguma capacidade de ganhar dinheiro. Algumas pessoas ganham mais, outras ganham menos, mas todos temos habilidades suficientes para ganhar alguma coisa. O que precisamos focar neste tópico é sobre a importância de estar continuamente aprendendo coisas novas que permitam aumentar nossa capacidade de ganhar. Naturalmente é mais fácil de enriquecer se ganharmos mais.
Mas devemos lembrar que a independência financeira significa viver no nosso padrão de vida atual sem precisar trabalhar. Isso torna possível que qualquer pessoa atinja a sua independência financeira pessoal. Cada um sabe o quanto precisa ganhar para estar satisfeito.
Então o estudo constante é a forma que devemos utilizar, não para simplesmente ganhar mais, mas para permitir o aumento do nosso padrão de vida. Só podemos gastar mais, possuir mais conforto, se ganharmos mais. E consequentemente, ao ganharmos mais, podemos economizar mais e assim, atingir mais rapidamente nossa independência financeira.
Além de estar constantemente nos aperfeiçoando, precisamos ficar atentos às oportunidades. Estas podem aparecer como uma promoção, como um curso, uma oferta de emprego em outra empresa ou até mesmo em outra cidade ou país. Temos que estar atentos e analisar todas as alternativas que a vida nos apresenta. São nossas decisões que decidem onde vamos chegar.
Outra coisa que pode facilitar bastante nossa caminhada é nos beneficiar da experiência de um mentor. Este pode ser um chefe, um colega de trabalho, um amigo que já tenha conquistado o que desejamos. Estes são mentores reais, pessoas que conhecemos e que podem nos indicar o caminho das pedras, que podem nos apresentar para outras pessoas e nos ajudar a abrir portas. Mas podemos também nos beneficiar de mentores virtuais ou imaginários, autores de livros que admiramos ou mesmo seus personagens. Quantas pessoas não saíram planejando adquirir diversos imóveis depois de terem lido o livro Pai Rico, Pai Pobre? Quem não pensou na possibilidade de abrir sua própria empresa depois de ter lido O Segredo de Luisa?
Vou contar algo que você já deve ter ouvido por aí em diversas versões, mas que provavelmente ainda não tenha colocado em prática, caso contrário, não precisaria estar lendo isto.
Como brincamos no texto anterior, existem diversas maneiras de enriquecer, mas só existe uma maneira GARANTIDA para enriquecer: trabalhar para ganhar dinheiro, investir uma parte do que ganhar todos os meses, reinvestir os rendimentos do investimento e repetir os passos anteriores por tempo suficiente até ficar rico. Onde e como você investe pode acelerar ou retardar este processo, mas o processo em sí é sempre o mesmo.
Vou desenhar para você:
Trabalhe para ganhar dinheiro.
Viva com um pouco menos do que conseguir ganhar com seu trabalho.
Guarde a diferença para si próprio, investindo com sabedoria.
Repita até ficar rico.
Só isso. Repita estes passos e fique rico. Acontece mais rápido se você conseguir viver com menos e guardar mais. Acontece mais rápido se você estudar para investir bem. Acontece mais rápido se você aprender a ganhar mais.
Vamos ampliar essa ideia destacando cada etapa a partir de amanhã.
Atingir a independência financeira é entendido por algumas pessoas como sinônimo de ficar rico.
Como ficar rico? Há diversas alternativas:
Casar com alguém rico, também conhecido como golpe do baú: é uma forma válida para algumas pessoas, mas casar com alguém simplesmente por causa do dinheiro provavelmente vai levar a uma vida incompleta, submissa, com conforto material mas sem conforto espiritual. Nada contra achar o amor da sua vida e ele já ser rico, mas não conte com isso.
Ganhar na loteria: é uma possibilidade, mas qualquer pessoa que saiba um mínimo de matemática consegue chegar a conclusão que as possibilidades de enriquecer desta forma são pequenas o suficiente para não valer a pena perder tempo pensando nisso. No máximo, perder o tempo de jogar na loteria de vez em quando, vai que damos sorte.
Roubar: o problema, mesmo no caso de termos sucesso, é aquela constante possibilidade de ser preso. De que adianta ser rico e estar atrás das grades? Além disso, temos ainda todos os problemas associados à imagem, ao exemplo dado aos filhos, a não poder andar nas ruas sem ser chamado de ladrão. Vamos descartar isso da lista.
Criar uma empresa: quem busca este caminho imagina que todo mundo que abre uma empresa possa se tornar o próximo Bill Gates. As estatísticas não mentem e comprovam que a maioria absoluta das novas empresas fecham antes de completar dois anos. Criar uma empresa pode ser a melhor das formas de enriquecer, talvez a mais rápida, mas com certeza é a que envolve mais trabalho.
Dizem por aí que empreendedor é aquele que trabalha 80 horas por semana em seu próprio negócio, para não precisar trabalhar 40 horas por semana no negócio dos outros.
É claro que estas alternativas são um alivio cômico para um tema difícil. Com as formas “fáceis” de ficar rico descartadas, só resta uma alternativa.
Buscamos uma fórmula que dependa apenas de nós. Uma forma de enriquecer que possa ser seguida por qualquer um. Que ao longo dos séculos já provou infinitas vezes que gera os resultados esperados sempre que nos dedicamos a ela com afinco.
O grande segredo que precisamos aprender para conseguir conquistar todas as coisas importantes para nós mesmos é a capacidade de poupar.
Alguns autores de livros na área de finanças pessoais chamam essa capacidade de poupar de “pagar primeiro a si mesmo”. É um bom termo.
Como costumamos levar nossa vida financeira? Todo mês chegam pelo correio diversas contas: água, luz, condomínio, telefone, internet, celular, aluguel, prestação da Renner, financiamento do carro… A lista é interminável. E o que fazemos então? Pegamos nosso salário e obedientemente pagamos cada uma dessas contas. Afinal, nós mesmos as criamos. Claro que não vou dizer aqui que devemos deixar de pagar nossas contas. Nós as criamos, temos a responsabilidade por elas.
O problema que ocorre é que criamos essas diversas contas na nossa vida e esquecemos de criar a conta mais importante de todas, a conta que nós temos que pagar a nós mesmos. A conta que irá garantir nosso futuro tranquilo, a conta que irá permitir dar um carro quando nosso filho passar no vestibular, que permitirá dar um apartamento para esse mesmo filho começar a vida já com algum patrimônio e com alguma tranquilidade.
Pagamos para todos os outros, mas não pagamos a nós mesmos para crescer nosso patrimônio.
Você age assim? Paga todos os outros, mas sempre esquece de pagar a você mesmo?
A primeira coisa que precisamos saber para atingir a independência financeira é definir exatamente o que significam estas palavras.
Independência financeira significa possuir fontes de renda garantidas que permitam a manutenção do nosso estilo de vida, por tempo ilimitado, independente da capacidade de trabalhar ou gerar renda de outras maneiras.
Algumas formas de independência financeira que todos conhecemos são os imóveis de aluguel, aplicações financeiras que rendam juros mensais ou pagamento de dividendos, fundos de previdência e até mesmo o pagamento mensal da aposentadoria oficial do país.
O caminho para a independência financeira passa, com frequência, pela criação de patrimônio. Geralmente associamos independência financeira com riqueza, mas como dito antes, o cheque da aposentadoria do INSS pode ser considerado independência financeira, se for um valor suficiente para manter nosso padrão de vida. É claro que sabendo qual é o teto da aposentadoria do INSS, imagino que você deseje bem mais que isso.
A independência financeira que conseguimos antes de nos aposentar oficialmente pelo INSS, que nos garante a manutenção do padrão de vida sem depender de mais ninguém, inclusive do governo, passa necessariamente pelos investimentos para formação de patrimônio.
Somente nós podemos tomar a decisão de investir para garantir nossa aposentadoria nos termos que desejarmos. O teto, quem estabelece somos nós.
Somos pressionados a adquirir cada vez mais. Trocar de carro, de celular, o tênis da moda, aquela bolsa maravilhosa, jantar fora com frequência… É difícil manter a sanidade com tanto disponível. A publicidade possui um longo histórico de sucesso em conseguir nos convencer que todas essas coisas são necessidades, quando na verdade são apenas pequenos desejos.
Os realizamos com a esperança de nos trazer felicidade. Mas não acontece. Há um breve lapso de felicidade quando compramos algo, mas esta acaba instantes depois de adquirirmos o que quer que seja. Novas necessidades aparecem e aquilo que era tão importante já não é mais suficiente. Queremos sempre mais.
Não é ruim querer crescer. O problema ocorre quando não notamos que não basta ter cada vez mais, precisamos buscar o que realmente nos acrescenta, não apenas o que tapa nossos buracos emocionais. Não podemos cair na armadilha de comprar algo hoje sem pensar nas consequências para nosso futuro.
Então como resolver? Como evitar perder tempo, energia e dinheiro com pequenos desejos artificiais criados pela publicidade? Como atingir a independência financeira, a situação de vida ideal que nos permita dedicar nosso tempo ao que realmente nos traz satisfação, mas também, finalmente, alcançar a felicidade?
Devemos lembrar quem é o prejudicado nesse consumismo desenfreado: nós mesmos. Devemos lembrar o que queremos para nosso futuro. É o que nos motiva a fazer o pequeno sacrifício de não comprar aquilo que está fora das nossas possibilidades atuais. Podemos usar a ausência daquele objeto como incentivo para melhorar nossa capacidade de ganhar mais.
Tenho uma história pessoal para contar sobre essa pressão constante para o consumo. Estava planejando uma viagem para os EUA em agosto de 2008. Uma semana, somente eu, sem minha esposa, ficando hospedado na casa de um amigo. Meus gastos seriam apenas de passagem, comida e aluguel de um carro popular. Tinha objetivos profissionais lá, então provavelmente a viagem se pagaria. Mandei e-mail para este amigo para ver se seria possível me hospedar lá na época que planejei, disposto a mudar as datas para a semana que fosse melhor para ele. Então recebo a resposta de que poderia ir, junto com a pergunta se não seria melhor ir em novembro, quando poderíamos passear em Las Vegas, jogar nos cassinos, assistir ao show da Madonna e fazer um tour pela região dos vinhos da Califórnia. Claro que balancei. Novembro tem o aniversário da minha esposa, poderíamos fazer essa viagem juntos, comemorar em grande estilo, outro casal de amigos tinha o mesmo plano, então seríamos três casais passeando na Califórnia. Bem mais caro que minha viagenzinha solo. Tentação pouca é bobagem. Mas a realidade é uma só, não tinha o dinheiro para isso. Tinha outras prioridades que eram mais importantes. Simplesmente não dá para fazer tudo que queremos, precisamos fazer escolhas. No meu caso, essas escolhas estavam bastante claras na mente.
Em vez da viagem maravilhosa que duraria apenas uma semana, optamos por trocar de apartamento. No novo, são 162m2 de espaço para vivermos a vida que desejamos. É espaço suficiente para termos nossos escritórios em casa, para criarmos nossos filhos com conforto em um bairro seguro e com todas as conveniências que precisamos.
Podemos ter tudo que queremos. Só não podemos ter tudo ao mesmo tempo.
No ano seguinte, com a energia renovada diante do nosso novo espaço de vida, os negócios andaram bastante bem, e então fizemos nossa viagem, dessa vez não apenas de uma semana, mas de 34 dias pela Europa.
E o sonho de conhecer Las Vegas? No ano seguinte à nossa viagem para Europa, foi a vez de Las Vegas, Los Angeles e toda costa da Califórnia.
Show Le Rêve em Las Vegas
Não tenho dúvida alguma de que se tivéssemos cedido aos apelos do consumo imediato que surgiu com o convite dos amigos em um momento em que não podíamos realmente gastar naqueles prazeres, não teríamos conseguido trocar de apartamento e por consequência, todas as outras realizações teriam sido sabotadas.
Veja que não deixamos de viver por ter optado em não viajar. Apenas optamos por algo que nos traria mais benefícios permanentes. Os resultados falam por si.
E o show da Madonna, escuto a pergunta aparecendo lá no fundo… Uns anos depois ela se apresentou em nossa cidade, e foi muito legal de assistir ao vivo sem precisar viajar para isso.
Porquê? O que fazem as pessoas que ganham mais que você? Estudaram mais? Trabalharam mais? Conhecem mais pessoas? O que você pode fazer objetivamente para melhorar seus rendimentos? Já pensou nestas coisas ou só fica reclamando que ganha pouco? Quando falta luz, reclamar não resolve. Caminhar até a gaveta e pegar uma lanterna, sim. Claro, isso só funcionará se previamente você tenha comprado uma lanterna, pilhas novas, e a tenha deixado pronta para quando precisar. O que você está fazendo, de verdade, para melhorar seus rendimentos? Estude para ganhar mais. Fique atento às oportunidades.
Não sobra dinheiro para guardar.
Pague primeiro a si mesmo. Porque você paga todas as contas mensalmente e não paga justamente a conta mais importante, a conta do seu futuro e da sua tranquilidade financeira? Assuma o compromisso de garantir seu futuro em primeiro lugar. Se dá para viver com 100% do que você ganha, com certeza dá para viver com 90% ou até mesmo com 80%. Pagar a si mesmo primeiro é a regra número um do sucesso financeiro, é o mantra que você ouvirá de todas as pessoas que conquistaram o sucesso com o dinheiro.
Gasto mais do que ganho.
Pague primeiro a si mesmo. Porque você paga todas as contas mensalmente e não paga justamente a conta mais importante, a conta do seu futuro e da sua tranquilidade financeira? Assuma o compromisso de garantir seu futuro em primeiro lugar. Se dá para viver com 100% do que você ganha, com certeza dá para viver com 90% ou até mesmo com 80%. Pagar a si mesmo primeiro é a regra número um do sucesso financeiro, é o mantra que você ouvirá de todas as pessoas que conquistaram o sucesso com o dinheiro.
Sim, gasta, e vai conseguir manter isso por quanto tempo? Entrando em cheque especial, limite do cartão de crédito, usando cartão de supermercado para fazer as compras do mês. Onde isso vai acabar? É preciso resolver isso o mais rápido possível, antes que seja realmente tarde demais. Descubra para onde vai o dinheiro, anote todos os seus gastos e divida-os em algumas poucas categorias: moradia, alimentação, gastos com carro, saúde, educação, lazer. Corte o que for supérfluo. Simplifique sua vida. Cancele a TV a cabo, Netflix, pare de perder tempo com distrações que não acabam, enquanto poderia estar fazendo algo mais útil para seu futuro. Leia um livro, faça um curso online, assista uma palestra.
Viver acima das suas possibilidades é uma ponte quebrada, uma hora você cai. E o tombo pode te matar. Figurativamente, ou de verdade.
Um dos motivos para as famílias viverem com problemas financeiros é a falta de comunicação sobre este assunto. Falar de dinheiro parece uma coisa feia, suja. Pode ser que isso esteja impregnado em nosso subconsciente, talvez lembrando de quando éramos pequenos e ouvíamos nossas mães dizendo: “vai lavar as mãos que tu lidou com dinheiro, vai saber na mão de quem essas notas passaram”.
Em minhas palestras costumo fazer uma pergunta simples e quase sempre tenho a mesma resposta:
Quantos aqui sabem quanto ganham seus pais?
Entre amigos também não é comum falarmos sobre o assunto. No máximo temos conversas superficiais, reclamando de como a vida está complicada, como as coisas aumentaram de preço. Não costumamos juntar os amigos e discutir como estão as empresas nas quais investimos ou como evitamos pagar o dobro por um produto porque conseguimos esperar até ter dinheiro suficiente para comprar à vista.
Vemos amigos desfilando com carros luxuosos e imaginamos que ganham muito mais que nós. Muitas vezes, pode ser que eles mal tenham o suficiente para encher o tanque, tendo financiado algo muito acima de suas possibilidades, pagando caro por isso ao deixar um caminhão de dinheiro em juros ao banco.
Pais não ensinam aos filhos a importância de fazer um orçamento doméstico. Talvez porque eles mesmos não saibam dessa importância, vivendo um mês após o outro, sem planos, sem metas, sem objetivos. Vivem dentro de um salário fixo, torcendo para que o mês não acabe antes do dinheiro recebido.
Os poucos que fazem orçamentos simples, para ao menos saberem o quanto gastam em quê, não incluem os filhos nesse planejamento. Decidem sozinhos o que é importante, privando os filhos do exercício da escolha. Depois estes crescem ganhando tudo o que precisam, sem saber os esforços necessários para prover isso a eles. E não entendem, quando caem no mundo real, que não é possível ter tudo. Precisam escolher entre uma coisa e outra. Então, alheios à realidade, adquirem tudo o que acham que é necessário. Afinal, parcelar no cartão de crédito vai resolver todos seus problemas.