Arrume sua cama todas as manhãs.

Não vou me estender muito neste título. O objetivo disto, além de ter o quarto arrumado é começar o dia com uma pequena vitória. Não importa o que surja de dificuldade, você já começou o dia vencedor.

O hábito de escrever estes textos aqui todas as manhãs tem um pouco disto. Todo dia, quando preparo meu café e sento aqui para escrever, tenho a emoção de ter realizado uma das tarefas importantes do dia. Sim, é uma tarefa importante produzir conteúdo regular aqui, mesmo que não diretamente ligado à venda de consórcios, porque pessoas compram de pessoas. Tento não apenas ajudar com reflexões em meus textos, mas principalmente, tento mostrar um pouco de quem sou e do que penso. Quero que você queira comprar de mim, antes do produto ou serviço em si. Minha intenção é termos uma relação duradoura, então é importante haver certo alinhamento de ideias.

Entretanto, há uma pequena armadilha nisso. Já caí nela. As vezes, por ter concluído uma tarefa importante (arrumar a cama não conta), tenho a impressão de que o dia já está ganho. E não é assim que funciona. Há outras coisas bem importantes para se fazer a cada dia. Como para cada armadilha há um desarme, assim que me dei conta disto já providenciei a escapatória. Faço no dia anterior uma lista com as três tarefas mais importantes do dia seguinte que tenho que executar. Isso já basta para me manter na linha. Fico com a sensação boa de ter começado bem o dia e ainda com a direção de para onde seguir.

Outra coisa que temos que cuidar é a frustração de não ter feito algo. Para isso, sempre há um novo dia, nem sempre conseguimos ser superprodutivos. Já aconteceu de não conseguir escrever pela manhã, e quando isso acontece, como me estabeleci um desafio, tento me lembrar ao longo do dia de concluir a tarefa. Um dia apenas aconteceu de ter concluído as 23h45. Cumpri meu compromisso comigo mesmo, mas se não tivesse, não seria o fim do mundo.

Seja gentil com você mesmo. Lembre-se sempre disso.

Saudades de uma viagem

Las Vegas – LOVE

Não sei como vão ser as coisas deste dia em diante. Quanto tempo tudo voltará ao normal, se é que teremos de novo uma vida como a que tínhamos anteriormente.

Por mais que possamos pensar que logo as vacinas estarão funcionando, todos estarão imunizados, o mundo voltará a ser como era antes, a grande verdade é que o futuro é nebuloso. As vacinas podem não proteger de novas cepas. A proteção pode não durar muito tempo. Novas cepas podem surgir, bactérias mais resistentes podem atacar por conta do uso indiscriminado de antibióticos. As vezes é difícil ser otimista.

Por outro lado, a vida continua. Não podemos esmorecer. Há muito para ser visto e vivido ainda, senão por todos, com certeza para muitos. Conseguir equilibrar vida e neuroses vai ser o exercício dos próximos anos.

Por aqui, sinto saudade de viajar. Organizei nossa vida desde o princípio para poder ter essa liberdade geográfica no trabalho. Antes da baixinha começar o colégio, podíamos simplesmente decidir um destino, pegar um avião e ir. Com o colégio as janelas de oportunidade diminuíram, mas ainda assim havia como dar uma escapada no meio do ano ou no final.

Nossas viagens, em parte por conta da alergia alimentar da baixinha, sempre foram mais longas e hospedadas em flats com cozinha. Isso nos colocava na vida mais cotidiana do local, não no simples turistar. Ir ao supermercado, frequentar as pracinhas próximas, museus, parques. Era sempre um test-drive de “como seria viver aqui.”

Não tínhamos intenção real de morar nesses lugares. Sabemos que NY é sensacional na primavera e ótima no outono, mas os invernos terríveis. Vale o mesmo para a maioria das cidades européias, somos uma família de verão. Mas como forma de viagem, gostamos muito do tipo de experiência que as nossas proporcionavam.

Sinto falta de ouvir uma lingua diferente ao passear nas ruas. Ver as crianças brincando igual em qualquer parte do mundo. Experimentar os sabores de cada local, os pequenos comércios, as cafeterias.

Sinto falta de viajar. Estar fora da nossa rotina era o que me ajudava a ver como gosto dela sempre que voltava.

Um pouco sobre a bolsa de valores.

Muitos tem medo de comprar ações. Quando converso, me dizem coisas como: “não tenho estômago para ver meu dinheiro valer metade do que tinha antes.”

Entendo essas preocupações, mas a verdade é que o preço das ações não deveria importar nesse sentido. O preço importa quando compramos. Quanto mais barato, melhor. Em ações vale o mesmo, mas para isso você tem que parar de pensar em uma abstração de ações e entender que está adquirindo um pequeno percentual de uma empresa.

Imagine que você tem uma padaria em sociedade com seu vizinho. Determinado dia ele passa em um concurso público em que trabalhará bem menos horas do que na padaria, fazendo algo que acha melhor e ganhando mais. Ele te oferece a parte dele por bem menos do que você acha que vale, porque quer sair de qualquer maneira o quanto antes da sociedade. Isso é ruim para você? Se você não pretende vender sua parte, seu sócio oferecer a dele por menos do que vale é ruim? Ou bom, porque agora você pode comprar por menos do que vale?

Agora imagine que você é sócio do banco em que tem sua conta corrente. Você tem um percentual dele. É melhor comprar um pouco mais dele por um valor maior ou menor? E por fim, se você não pretende vender o que já possui, e pode comprar mais lucros a receber, por um valor menor de aquisição, isso é ruim?

Depois que você compra uma ação, uma parte de uma empresa, por um valor que avaliou ser bom na hora da compra, o valor que os outros atribuem a esta ação não deve lhe afetar se você não tem intenção de vender, ou se não for resultado real da empresa ter piorado muito. Pelo contrário, gente querendo vender por menos do que você acha que vale abre a oportunidade de você comprar mais, por menos.

Perca o medo da bolsa de valores. Pense em adquirir parte de boas empresas para receber lucros regularmente. Você não vai ficar rico da noite para o dia, mas está construindo aos poucos um conglomerado de empresas que lhe sustentarão no futuro.

Se precisar de ajuda, entre em contato.

Sobre a casa própria

Um imóvel, geralmente, não é o melhor investimento que podemos ter.

Só que a casa própria acaba sendo um dos melhores investimentos das pessoas, na prática. E isso se dá porque em sua maioria, as pessoas mudam de ideia a toda hora, trocando seus investimentos, comprando e vendendo suas ações, decidindo torrar o dinheiro acumulado em uma viagem, em um carro novo, etc. Enquanto a casa ou o apartamento onde moram fica lá, com eles dentro, eventualmente até sendo trocado por um maior quando a família aumenta. Anos e anos mantendo o valor de prover um teto sobre suas cabeças.

O Pedro Cerize fala que comprar um imóvel é antecipar o aluguel até o fim da vida. Nos tira da cabeça a preocupação de ter onde morar. Ter nosso próprio teto ainda evita problemas como ter que precisar se mudar com urgência porque o proprietário de onde alugamos está pedindo o imóvel de volta. Imagine ter que se mudar no meio da pandemia. E se fosse com dois filhos pequenos? Sim, tem gente que diz que é só sair de um e entrar em outro, mas vai procurar imóvel para alugar pra ver se é simples assim.

Tem quem goste de fazer as coisas ficar com sua cara. E aí, vai fazer melhorias no imóvel dos outros, sem poder contar com elas para sí quando se mudar?

O Gustavo Cerbasi fala muito das vantagens do aluguel no início da vida adulta, fase onde podemos ter mudanças de emprego, melhorias ao mudar de cidade. Um imóvel próprio poderia funcionar como uma âncora nesses casos, nos impedindo de voar livres para ares melhores. Concordo com essa ideia também, mas ela tem prazo de validade.

Quando encontrar sua situação ideal, foque nela. Trocar de imóvel tem custos altos, impostos, taxas, cartórios, registros. Evite pular de galho em galho, pense nas suas necessidades de uns anos à frente. Se planeja ter filhos e ainda não os tem, pense em já procurar um imóvel que comporte a família extendida.

Não diretamente relacionado ao assunto, procure morar perto do trabalho. Um dos maiores fatores de stress das pessoas é o desgaste diário do vai e volta do serviço. Corte este ao máximo.

Tenha seu próprio lar.

E já sabe, se precisar de ajuda, entre em contato. Vai ser um prazer ajudar.

Café e ansiedade

Meu café preferido, versão sem ansiedade.

Não deve ser novidade para quem tem ansiedade crônica, mas as vezes mesmo nós, esquecemos das coisas em nome de um pequeno prazer.

Há poucos anos fiz uma experiência sem querer.

Estávamos passando uma temporada em Las Vegas e no flat em que ficamos forneciam sachês de café na recepção. Não sou tão esnobe assim com o café para me dar o trabalho de buscar um especial quando tenho um bastante bom a disposição, e o que ofereciam lá gratuitamente era realmente muito bom.

Aconteceu que geralmente só tinham café descafeinado, ou tinham os dois, mas proporcionalmente bem mais do descafeinado. E assim fui, por uns 20 dias, diminuindo gradativamente a quantidade de cafeína ingerida diariamente.

Não tínhamos o bebê ainda, então as coisas eram menos corridas do que são hoje. A diferença que notei na época, graças ao Apple Watch, foi que meu sono subiu das 6h habituais para 8h todas as noites. Isso durou um tempo depois do nosso retorno, mantendo o descafeinado por mais um tempo.

Corre dois ou três anos para frente, e aqui estou, com um bebê, uma filha de sete anos, os ciúmes naturais entre irmãos, a falta de sono crônica, todos os problemas da casa e trabalho acumulados e ainda uma pandemia que não nos dá as liberdades de gasto de energia que teríamos normalmente para as crianças. Terror para o ansioso aqui. E motivo para eventuais gritos e brigas para ter as coisas feitas, como escovar os dentes, se vestir, etc.

Reiniciei o processo de cortar a cafeína. Não dá para fazer de um dia para o outro, os sintomas de abstinência são terríveis. Semana passada concluí o último pacote de café cafeinado aqui de casa. Com direito a dor de cabeça angustiante dois dias atrás.

Há quatro dias não há discussão, não há problemas que não sejam resolvidos com calma. Não há crise de ansiedade, palpitações. Descobri ainda que meu acordar seguido à noite para fazer xixi também podia ser devido ao sono mais leve do corpo com cafeína, tenho dormido a noite inteira (fora as interrupções eventuais da minha pequena sonâmbula).

Gosto do hábito do café, mas agora aqui, só descafeinado.

Um pouco sobre mim.

Sempre fui experimentador. Kits de química, revelação de fotos, circuitos eletrônicos… gostava de aprender como as coisas funcionavam.

Lembro com bastante clareza que desde cedo gostaria de ter meus próprios negócios. Dezenas de cadernos com meus rabiscos e planos. Eram editoras, estúdios fotográficos, laboratórios de revelação, escolas de informática. Até uma rádio pirata coloquei no ar ainda adolescente, com transmissor montado por mim.

Ao mesmo tempo, sempre fui muito tímido. Daqueles que tiravam 10 no trabalho escrito para poder zerar a parte da apresentação e ainda assim ter nota para passar.

Curiosidade, tecnologia e timidez formam uma combinação interessante. A faculdade de informática foi o caminho natural.

Juntando o desejo de ter minha própria empresa, a busca pela inovação e a formação em computação, o resultado disso tudo foi iniciar a internet comercial aqui no Brasil. Com mais cinco amigos, abrimos um dos primeiros provedores de acesso à internet do país em 1996.

Paralelo a tudo isso tive o exemplo do meu pai ao longo de toda minha infância e adolescência. Com a curiosidade natural de criança sobre o mundo dos adultos, acompanhava as vezes o pai em seu trabalho como economista no Banrisul. Foi assim, por dentro, que cresci sabendo desde cedo como funcionam os bancos, investimentos, fundos, bolsa de valores e tudo mais de finanças.

Sou a mistura desses termos: curiosidade, inovação, tecnologia, sistemas, finanças, tranquilidade.

Já iniciei e terminei mais de meia dúzia de empresas. Algumas vendi, outras fechei. Uma ou duas quebrei. Duas permanecem neste momento.

Já escrevi e publiquei dois livros, um deles por editora tradicional, antes da mágica da auto-publicação se tornar tão simples. Mais três estão a caminho.

Era isso o que tinha para hoje. Obrigado pela leitura.

Se você ainda tem alguma curiosidade sobre mim, fique a vontade de perguntar nos comentários.

Não é sobre escrever.

Comecei há pouco mais de 40 dias o #desafiodos30textos sugerido pela @gabipazos como uma forma de mudar de nível na produção de conteúdo que engaja aqui no Instagram. Este é o texto 45, mudei para #365diasdeescrita para refletir melhor o ponto em que me encontro.

Não é sobre marketing digital.

Apesar do objetivo inicial ter sido produzir conteúdo para o Instagram, também publico os textos em meu blog pessoal. A maioria deles cai na categoria de reflexões sobre a vida. No texto de ontem me dei conta que este conjunto de textos representam minhas convicções mais profundas. As vezes o texto pode ser mais leve, e isso é bom, porque gosto de levar a vida de forma leve, mas muitos deles contém meu eu mais profundo.

Escrevo geralmente pela manhã, assim que acordo. É um hábito, uma rotina que me ajuda a iniciar bem o dia, começando sempre com uma tarefa já concluída antes do resto da família acordar. Quem não deseja começar o dia com as coisas já andando bem, todos os dias? Por mais que as coisas saiam do rumo no restante do tempo, uma tarefa produtiva que desejei executar está lá, na lista das concluídas.

Voltando à questão da escrita, a limitação de 2200 caracteres do Instagram tem me ajudado a lapidar melhor as frases, cortar o que não precisa estar ali. Meus textos tem ficado melhores com esse exercício de revisão e corte. Ao passar os olhos em alguns artigos mais antigos do meu site sobre o investimento em consórcios já entrei em modo revisor e melhorei detalhes que antes haviam passado batido.

Espero que você esteja gostando do que escrevo aqui. Pouca gente comenta, mas se minhas linhas ajudarem uma só pessoa, já valeu a pena. Até porque, pra ser sincero, já escrevi acima: está me ajudando muito.

Trabalhe com a porta aberta.

Garagem da HP, berço do Silicon Valley.

Um dos conceitos que mais gostei de aprender foi o de trabalhar com a porta aberta, ou seja, mostrar claramente o que fazemos, como fazemos e por que fazemos. É um pouco como o conceito de transparência radical do Ray Dalio.

Ideias não são pepitas valiosas que precisam ser protegidas. Ideias tem aos montes. Ideias sem execução não valem nada. Se você tem uma ideia que pode tornar o mundo melhor, porque não expor esta ideia para que outras pessoas possam executá-la? Talvez até melhor que você. Você perde algo com essa atitude? O que a sociedade ganha?

Você pode pensar que as pessoas roubarão suas ideias e serão suas concorrentes. Não existe concorrência. As pessoas que compram de outro o fazem porque se identificam com aquela pessoa, não com você. Talvez nem saibam que você existe.

Por outro lado, com mais gente trabalhando e divulgando sua nova ideia genial, maiores as chances dessa ideia se tornar comum. Dessa forma atingirá um público maior. O que é mais fácil: divulgar o investimento em consórcio para pessoas que já ouviram falar do assunto, ou para quem nem sabe direito o que é um consórcio?

Concorrentes são meros formadores de mercado. São pessoas que ajudam a divulgar suas ideias. Quem pesquisar sobre o assunto depois de ter ouvido sobre ele pela primeira vez, tem chance agora de te encontrar, se identificar contigo e comprar de ti. Se não fosse mais gente falando do assunto, tal pessoa provavelmente nem saberia da tua existência.

Trabalhe com a porta aberta. Fale em detalhes sobre o que você faz. Alguns copiarão suas ideias, não se preocupe. Os melhores se dariam bem em qualquer outra área em que se envolvessem. Deixe que eles puxem para cima o mercado em que você atua. A maré alta levanta todos os barcos.

O nerd que habita em mim saúda o nerd que habita em você.

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Sobre a foto:

Em 1939, Bill Hewlett e Dave Packard fundaram a HP na garagem do Dave, com um investimento inicial de $538. Seu primeiro produto fórum oscilador de áudio e um de seus primeiros compradores foi Walt Disney, que comprou oito osciladores para desenvolver o sistema de som para o filme Fantasia. A garagem da HP em Palo Alto é conhecida como o berço do Vale do Silício e a HP é hoje uma das maiores empresas do mundo.

Consultoria

Estou desenhando um produto de consultoria.

Normalmente não sou uma pessoa que gosta de pagar por consultoria. Penso: porque deveria pagar por algo que posso aprender sozinho? Será que o consultor realmente sabe mais do que eu sobre isso? Ou ainda, será que vai ajudar mesmo ou é só jogar dinheiro fora?

Um arquiteto pode ajudar em coisas que a vivência já mostrou ser importante. Quem nunca fez uma reforma não faz ideia de coisas que podem trazer impacto futuro de longo prazo. Uma simples consulta, até mesmo um pequeno projeto, podem mostrar detalhes que não teríamos nos dado conta sozinhos.

Aprender a tocar um instrumento musical também vale. Aulas partículas nada mais são que consultoria regular sobre o assunto.

A idade traz clareza. A idade te faz ver que o tempo é um recurso precioso. Sim, posso aprender algo sozinho, mas usar o conhecimento de quem faz regularmente isso que desejo fazer pode abreviar o caminho. Seja uma dica, uma sugestão que não tinha pensado ou uma armadilha que não conseguiria evitar sozinho. Pagar pode ser mais barato.

Meu caso particular pode ser parecido com o seu. Vou tentar escrever sobre porque até hoje não presto consultoria paga.

Vendo consórcios de imóveis. Uso os consórcios como ferramenta de investimento. O consórcio faz a mágica do crescimento e diversifico investindo os lucros obtidos com eles em ações, FIIs, dólares…

Me consultam sobre compra de imóveis. Perguntam se o consórcio pode ajudar, se cartas contempladas são boa alternativa para compra. Na prática, não é somente escolher a melhor opção financeira. É preciso escolher a melhor opção que se adapte ao perfil de quem está assumindo o compromisso. Para uns, o financiamento, mesmo “mais caro”, pode ser a melhor opção. Se tiver o perfil e conseguir quitar antes o financiamento adiantando parcelas ao longo do tempo, o mais caro se torna mais barato.

Presto consultoria há anos, mas não cobro. Pensava que havia uma interseção entre quem deseja comprar um imóvel para morar e quem quer investir. Se tivesse a chance de falar do consórcio para o comprador do imóvel, talvez atingisse o investidor também.

Acredito que alguns deixem de me consultar pensando que vou empurrar consórcios goela abaixo. Mesmo tendo vários artigos meus explicando quando os consórcios não são uma boa opção, nem sempre quem chega até mim já leu esses artigos ou sequer sabe da sua existência. Muita gente chega apenas com os preconceitos: vendedor de consórcios vai tentar me vender consórcios. Para essas, não tenho a chance de eventualmente dizer que para a compra do imóvel que desejam o consórcio não é a melhor ferramenta, mas que, se no futuro desejarem investir usando os consórcios, posso ajudar.

Pessoas também deixam de me consultar por vergonha de abusar da minha boa vontade. Não recebo e também não ajudo. Por isso a consultoria. Quem desejar pagar para me ouvir, poderá.

Saiba mais aqui.

Aposentadoria do pequeno empreendedor.

Quando somos funcionários de uma empresa, esta recolhe o INSS sobre nosso salário. Isso garante, na pior das hipóteses, um prato de sopa para a velhice. Arriscar todo seu futuro em um só emprego é temerário, mas ao menos esse recolhimento automático existe. Apesar de muitos reclamarem, a verdade é que se não houvesse tal recolhimento, muitos não teriam como se aposentar.

Já quando somos pequenos empreendedores, normalmente temos a prerrogativa de definir sobre quantos salários mínimos recolher o INSS. E a maioria recolhe sobre o mínimo possível, com o argumento de que são mais capazes que o governo de cuidar do próprio dinheiro.

Eu gostaria de sugerir fazer diferente. Gostaria de sugerir aos pequenos empreendedores que recolham o INSS sobre o máximo possível pelas regras em vigor. O motivo para isso é simples. Uma empresa própria é ainda mais arriscado do que apenas um emprego padrão. Se tudo der certo (e as estatísticas falam o contrário) recolher o INSS pelo teto máximo não será um gasto relevante frente aos resultados. Foi gasto, não compensará no futuro, mas na verdade não fará nenhuma diferença.

Por outro lado, se os anos passarem e seu negócio não decolar, ou se até der certo, mas apenas para manter uma vida digna enquanto for possível manter sua dedicação ao longo do tempo, você contará então com uma aposentadoria um pouco melhor.

Claro que os sabichões de plantão irão dizer que é melhor pagar sobre o mínimo e investir a diferença. Mas eu rebato: quem disse que você sabe investir? E mais, quem garante que você realmente fará isso? Recolher o INSS pelo teto é mais simples e automático, você orienta seu contador a fazer desta maneira e esquece o assunto até o fim dos dias.

Em um país onde a maioria dos negócios quebram antes de poucos anos, pagar pelo teto é ainda uma forma de garantir que você está no caminho certo, ganhando o suficiente para poder fazer isso.