Quais seus objetivos? Quais suas necessidades pessoais?
Cada um de nós tem particularidades que devem ser levadas em conta em nossos planos de longo prazo. Investir para formar patrimônio e atingir a independência financeira ou a aposentadoria precoce é um plano de longo prazo. Devemos pensar profundamente sobre o que queremos atingir, mas ao mesmo tempo devemos pensar também em que prazo desejamos isso e que caminho desejamos trilhar até lá.
Meu plano pessoal de investimentos é relativamente simples. Acredito que a simplicidade nos leva a boas escolhas. Não acredito em investir em coisas que não compreendo. Todo o dinheiro que ganho é alocado seguindo alguns poucos princípios básicos. Quando eu respeito esses princípios as coisas vão bem. Quando extrapolo (não sou perfeito), esses deslizes costumam cobrar seu preço.
O plano visa me dar as coisas que preciso, nesta ordem:
Segurança
Tranquilidade
Conforto
Liberdade
Luxo
Note a ordem em que listei os objetivos acima. Esta ordem faz toda a diferença em relação aos resultados que você pode obter na vida através do gerenciamento do dinheiro que você ganha com seu trabalho e esforço diário.
Esta ordem representa o que funciona para mim. Suas escolhas podem ser diferentes, e neste caso, você deve desenhar seu plano de acordo. Vou explicar os motivos de eu ter escolhido estes objetivos, o que cada um representa, e porque os coloquei nesta ordem específica.
Investir é tarefa para toda vida. Torne isso um hábito.
Não tem muito o que comentar sobre esse último passo. Disciplina é a palavra-chave aqui. Pagar a si mesmo primeiro tem que se tornar uma regra básica de vida. Somente assim é que conseguiremos qualquer sucesso financeiro na vida. Somente assim teremos a tranquilidade de saber que nosso futuro pode estar garantido. Somente assim poderemos dar a nossos filhos o que talvez não tínhamos quando começamos nossa vida profissional.
Eis os quatro passos para a independência financeira. É tudo muito simples. A maioria deve estar agora pensando que tudo que escrevi aqui é muito óbvio. Então a questão que resta é simples: se é tão óbvio assim, porque tão pouca gente segue esse esquema simples para conquistar a independência financeira? Eu mesmo respondo esta pergunta. O que falta para a maioria das pessoas conseguirem aplicar essa receita é simplesmente a disciplina de pagar a si mesmo em primeiro lugar. Sempre, todos os meses, sem falta.
Guardar para si não significa gastar o que guardou para comprar o que deseja. É fazer esse dinheiro trabalhar a seu favor. Essa pequena diferença mensal entre o que você ganha e o que você gasta para viver irá formar a base da sua independência financeira.
Os resultados obtidos com a aplicação deste dinheiro também devem ser utilizados com este mesmo objetivo. Se você investe em um título de renda fixa que pague juros regulares, esses juros devem ser reinvestidos, não gastos. Se você compra ações, os dividendos devem ser reinvestidos na aquisição de mais ações ou outros investimentos.
Reinvista seus lucros.
O segredo deste passo é fazer seu dinheiro crescer e manter ele crescendo com o percentual mensal que você continua pagando a si mesmo, mas também com os rendimentos que esse dinheiro conseguir gerar ao longo do caminho.
Estude onde investir seu dinheiro.
Conheça a si mesmo. Existem investimentos adequados a diferentes perfis de pessoas. Saiba se você tolera o risco, aguenta o sobe e desce dos seus investimentos, ou prefere paz e tranquilidade e escolha o investimento mais adequado ao seu perfil. Quem não suporta ver seu dinheiro desvalorizar e corre para trocá-lo de investimento quando há uma queda não deve investir na bolsa ou em fundos de ações até entender que esse investimento pode render bem mais que um fundo de renda fixa, mas pode também desvalorizar muito de um mês para outro, recuperando, por exemplo, três meses depois.
O problema é que não há bala de prata, não existe investimento que renda sempre positivo, que renda bastante, que seja totalmente seguro. Temos que equilibrar nossa carteira de investimentos em diferentes classes de ativos, ou seja, investir um pouco em cada tipo de investimento, de maneira a equilibrar nossas expectativas com o sobe e desce de uns e outros ao longo do tempo, tentando, na média, obter resultados positivos no conjunto dos investimentos.
Viver com um menos do que conseguimos ganhar parece ser a maior dificuldade dos dias atuais. A quantidade de propaganda a que somos submetidos, a pressão da sociedade em exigir que tenhamos determinadas coisas, tudo trabalha para que busquemos atalhos no meio do caminho. As redes sociais não ajudam muito, fazendo parecer que nossos amigos vivem vidas muito mais interessantes que as nossas.
A realidade, no entanto, não permite atalhos. O preço de viver acima de seu padrão de vida faz boa parte do nosso dinheiro ser usado para pagar juros aos bancos, às lojas, menos a nós mesmos. É uma sensação irreal de conquista. O preço que pagaremos por essa pequena sensação momentânea é o perpétuo viver pequeno, não crescer porque manter a aparência de ser grande custa mais caro do que realmente ser grande. O que é melhor, andar de BMW financiada hoje e não possuir uma casa própria na velhice ou andar de ônibus enquanto temos pernas fortes e poder contar com nossa casa própria e também a BMW para vivermos melhor daqui a alguns anos? Claro que é muito melhor ser rico com saúde do que pobre e doente, mas não estamos falando de preferências mas sim de escolhas atuais e futuras. As decisões que tomarmos hoje afetam diretamente nosso futuro.
Todos precisamos de pequenos mimos de vez em quando. Não deixe de viver para juntar dinheiro. É necessário método. Viva com 90% do que ganha. Sobram 10% para pagarmos a nós mesmos. Pague-se primeiro e depois gaste o restante.
Teremos que cortar algumas coisas? Sim. Se for necessário, significa que estávamos vivendo acima de nossas possibilidades. A quem enganamos? O problema de enganar a si mesmo é que alguma hora alguém vai ter que pagar essa conta. Opa, nós mesmos arcaremos com as consequências de nossa inconsequência.
Viva de forma equilibrada. A vida não se resume apenas a guardar dinheiro. O importante é a caminhada, não o destino final, mas guarde uma parte de tudo que ganha para que o final seja tranquilo.
Dizem que “não importa tanto o quanto você ganha, mas sim o quanto gasta e quanto sobra no final para investir.”
MENTIRA!!!
O jeito mais fácil de juntar um caminhão de dinheiro não é encontrando investimentos mágicos que façam suas merrecas crescerem. O jeito mais fácil de juntar um caminhão de dinheiro é GANHAR um caminhão de dinheiro com seu trabalho ou seus negócios.
Quanto mais ganha, mais fácil é fazer sobrar para destinar ao seu patrimônio e seus investimentos. Mais fácil é economizar e fazer seus investimentos atingirem um valor relevante a ponto de sustentar seu padrão de vida apenas com os rendimentos.
Em vez de pesquisar por um investimento que renda pouco mais do que você já conhece, use este tempo para aprender algo novo que te permita ganhar mais com seu próprio trabalho.
Imagine ter R$ 10.000 ou R$ 100.000 aplicados em renda fixa. Rende pouco mais de 2% ao ano, depois dos impostos.
Pesquisando, você descobre um CDB fantástico de um banco pequeno, que paga 120% do CDI, ou seja, 20% a mais que seu fundo de renda fixa.
Quanto rende a mais esses tais de 120% do CDI? E eu respondo, aproximadamente 0,4% a mais ao ano. Ou seja, para R$ 10.000 investidos, com risco muito maior de perder tudo, você ganhará R$ 40 a mais no ano! Mesmo que você tenha um valor maior, R$ 100.000 investidos, você ganhará apenas R$ 400 a mais para correr mais riscos.
Em vez de buscar um retorno miserável a mais em seus investimentos, não seria mais fácil dar um jeito de ganhar mais? No caso de uma reserva de R$ 100.000, estamos falando de pouco mais de R$ 30 mensais. Será que se tornando um profissional mais qualificado você não consegue um aumento bem mais considerável que isso? E volto a lembrar, esse valor ridículo implica em você ter os tais R$ 100.000 investidos.
Pare de procurar investimentos milagrosos e se dedique a aprender as coisas que lhe permitam crescer profissionalmente e ganhar mais com seu trabalho, e assim, poder investir mais. Seu futuro agradece.
O grande segredo que precisamos aprender para conseguir conquistar todas as coisas importantes para nós mesmos é a capacidade de poupar.
Alguns autores de livros na área de finanças pessoais chamam essa capacidade de poupar de “pagar primeiro a si mesmo”. É um bom termo.
Como costumamos levar nossa vida financeira? Todo mês chegam pelo correio diversas contas: água, luz, condomínio, telefone, internet, celular, aluguel, prestação da Renner, financiamento do carro… A lista é interminável. E o que fazemos então? Pegamos nosso salário e obedientemente pagamos cada uma dessas contas. Afinal, nós mesmos as criamos. Claro que não vou dizer aqui que devemos deixar de pagar nossas contas. Nós as criamos, temos a responsabilidade por elas.
O problema que ocorre é que criamos essas diversas contas na nossa vida e esquecemos de criar a conta mais importante de todas, a conta que nós temos que pagar a nós mesmos. A conta que irá garantir nosso futuro tranquilo, a conta que irá permitir dar um carro quando nosso filho passar no vestibular, que permitirá dar um apartamento para esse mesmo filho começar a vida já com algum patrimônio e com alguma tranquilidade.
Pagamos para todos os outros, mas não pagamos a nós mesmos para crescer nosso patrimônio.
Você age assim? Paga todos os outros, mas sempre esquece de pagar a você mesmo?
Somos pressionados a adquirir cada vez mais. Trocar de carro, de celular, o tênis da moda, aquela bolsa maravilhosa, jantar fora com frequência… É difícil manter a sanidade com tanto disponível. A publicidade possui um longo histórico de sucesso em conseguir nos convencer que todas essas coisas são necessidades, quando na verdade são apenas pequenos desejos.
Os realizamos com a esperança de nos trazer felicidade. Mas não acontece. Há um breve lapso de felicidade quando compramos algo, mas esta acaba instantes depois de adquirirmos o que quer que seja. Novas necessidades aparecem e aquilo que era tão importante já não é mais suficiente. Queremos sempre mais.
Não é ruim querer crescer. O problema ocorre quando não notamos que não basta ter cada vez mais, precisamos buscar o que realmente nos acrescenta, não apenas o que tapa nossos buracos emocionais. Não podemos cair na armadilha de comprar algo hoje sem pensar nas consequências para nosso futuro.
Então como resolver? Como evitar perder tempo, energia e dinheiro com pequenos desejos artificiais criados pela publicidade? Como atingir a independência financeira, a situação de vida ideal que nos permita dedicar nosso tempo ao que realmente nos traz satisfação, mas também, finalmente, alcançar a felicidade?
Devemos lembrar quem é o prejudicado nesse consumismo desenfreado: nós mesmos. Devemos lembrar o que queremos para nosso futuro. É o que nos motiva a fazer o pequeno sacrifício de não comprar aquilo que está fora das nossas possibilidades atuais. Podemos usar a ausência daquele objeto como incentivo para melhorar nossa capacidade de ganhar mais.
Tenho uma história pessoal para contar sobre essa pressão constante para o consumo. Estava planejando uma viagem para os EUA em agosto de 2008. Uma semana, somente eu, sem minha esposa, ficando hospedado na casa de um amigo. Meus gastos seriam apenas de passagem, comida e aluguel de um carro popular. Tinha objetivos profissionais lá, então provavelmente a viagem se pagaria. Mandei e-mail para este amigo para ver se seria possível me hospedar lá na época que planejei, disposto a mudar as datas para a semana que fosse melhor para ele. Então recebo a resposta de que poderia ir, junto com a pergunta se não seria melhor ir em novembro, quando poderíamos passear em Las Vegas, jogar nos cassinos, assistir ao show da Madonna e fazer um tour pela região dos vinhos da Califórnia. Claro que balancei. Novembro tem o aniversário da minha esposa, poderíamos fazer essa viagem juntos, comemorar em grande estilo, outro casal de amigos tinha o mesmo plano, então seríamos três casais passeando na Califórnia. Bem mais caro que minha viagenzinha solo. Tentação pouca é bobagem. Mas a realidade é uma só, não tinha o dinheiro para isso. Tinha outras prioridades que eram mais importantes. Simplesmente não dá para fazer tudo que queremos, precisamos fazer escolhas. No meu caso, essas escolhas estavam bastante claras na mente.
Em vez da viagem maravilhosa que duraria apenas uma semana, optamos por trocar de apartamento. No novo, são 162m2 de espaço para vivermos a vida que desejamos. É espaço suficiente para termos nossos escritórios em casa, para criarmos nossos filhos com conforto em um bairro seguro e com todas as conveniências que precisamos.
Podemos ter tudo que queremos. Só não podemos ter tudo ao mesmo tempo.
No ano seguinte, com a energia renovada diante do nosso novo espaço de vida, os negócios andaram bastante bem, e então fizemos nossa viagem, dessa vez não apenas de uma semana, mas de 34 dias pela Europa.
E o sonho de conhecer Las Vegas? No ano seguinte à nossa viagem para Europa, foi a vez de Las Vegas, Los Angeles e toda costa da Califórnia.
Show Le Rêve em Las Vegas
Não tenho dúvida alguma de que se tivéssemos cedido aos apelos do consumo imediato que surgiu com o convite dos amigos em um momento em que não podíamos realmente gastar naqueles prazeres, não teríamos conseguido trocar de apartamento e por consequência, todas as outras realizações teriam sido sabotadas.
Veja que não deixamos de viver por ter optado em não viajar. Apenas optamos por algo que nos traria mais benefícios permanentes. Os resultados falam por si.
E o show da Madonna, escuto a pergunta aparecendo lá no fundo… Uns anos depois ela se apresentou em nossa cidade, e foi muito legal de assistir ao vivo sem precisar viajar para isso.
Porquê? O que fazem as pessoas que ganham mais que você? Estudaram mais? Trabalharam mais? Conhecem mais pessoas? O que você pode fazer objetivamente para melhorar seus rendimentos? Já pensou nestas coisas ou só fica reclamando que ganha pouco? Quando falta luz, reclamar não resolve. Caminhar até a gaveta e pegar uma lanterna, sim. Claro, isso só funcionará se previamente você tenha comprado uma lanterna, pilhas novas, e a tenha deixado pronta para quando precisar. O que você está fazendo, de verdade, para melhorar seus rendimentos? Estude para ganhar mais. Fique atento às oportunidades.
Não sobra dinheiro para guardar.
Pague primeiro a si mesmo. Porque você paga todas as contas mensalmente e não paga justamente a conta mais importante, a conta do seu futuro e da sua tranquilidade financeira? Assuma o compromisso de garantir seu futuro em primeiro lugar. Se dá para viver com 100% do que você ganha, com certeza dá para viver com 90% ou até mesmo com 80%. Pagar a si mesmo primeiro é a regra número um do sucesso financeiro, é o mantra que você ouvirá de todas as pessoas que conquistaram o sucesso com o dinheiro.
Gasto mais do que ganho.
Pague primeiro a si mesmo. Porque você paga todas as contas mensalmente e não paga justamente a conta mais importante, a conta do seu futuro e da sua tranquilidade financeira? Assuma o compromisso de garantir seu futuro em primeiro lugar. Se dá para viver com 100% do que você ganha, com certeza dá para viver com 90% ou até mesmo com 80%. Pagar a si mesmo primeiro é a regra número um do sucesso financeiro, é o mantra que você ouvirá de todas as pessoas que conquistaram o sucesso com o dinheiro.
Sim, gasta, e vai conseguir manter isso por quanto tempo? Entrando em cheque especial, limite do cartão de crédito, usando cartão de supermercado para fazer as compras do mês. Onde isso vai acabar? É preciso resolver isso o mais rápido possível, antes que seja realmente tarde demais. Descubra para onde vai o dinheiro, anote todos os seus gastos e divida-os em algumas poucas categorias: moradia, alimentação, gastos com carro, saúde, educação, lazer. Corte o que for supérfluo. Simplifique sua vida. Cancele a TV a cabo, Netflix, pare de perder tempo com distrações que não acabam, enquanto poderia estar fazendo algo mais útil para seu futuro. Leia um livro, faça um curso online, assista uma palestra.
Viver acima das suas possibilidades é uma ponte quebrada, uma hora você cai. E o tombo pode te matar. Figurativamente, ou de verdade.
Um dos motivos para as famílias viverem com problemas financeiros é a falta de comunicação sobre este assunto. Falar de dinheiro parece uma coisa feia, suja. Pode ser que isso esteja impregnado em nosso subconsciente, talvez lembrando de quando éramos pequenos e ouvíamos nossas mães dizendo: “vai lavar as mãos que tu lidou com dinheiro, vai saber na mão de quem essas notas passaram”.
Em minhas palestras costumo fazer uma pergunta simples e quase sempre tenho a mesma resposta:
Quantos aqui sabem quanto ganham seus pais?
Entre amigos também não é comum falarmos sobre o assunto. No máximo temos conversas superficiais, reclamando de como a vida está complicada, como as coisas aumentaram de preço. Não costumamos juntar os amigos e discutir como estão as empresas nas quais investimos ou como evitamos pagar o dobro por um produto porque conseguimos esperar até ter dinheiro suficiente para comprar à vista.
Vemos amigos desfilando com carros luxuosos e imaginamos que ganham muito mais que nós. Muitas vezes, pode ser que eles mal tenham o suficiente para encher o tanque, tendo financiado algo muito acima de suas possibilidades, pagando caro por isso ao deixar um caminhão de dinheiro em juros ao banco.
Pais não ensinam aos filhos a importância de fazer um orçamento doméstico. Talvez porque eles mesmos não saibam dessa importância, vivendo um mês após o outro, sem planos, sem metas, sem objetivos. Vivem dentro de um salário fixo, torcendo para que o mês não acabe antes do dinheiro recebido.
Os poucos que fazem orçamentos simples, para ao menos saberem o quanto gastam em quê, não incluem os filhos nesse planejamento. Decidem sozinhos o que é importante, privando os filhos do exercício da escolha. Depois estes crescem ganhando tudo o que precisam, sem saber os esforços necessários para prover isso a eles. E não entendem, quando caem no mundo real, que não é possível ter tudo. Precisam escolher entre uma coisa e outra. Então, alheios à realidade, adquirem tudo o que acham que é necessário. Afinal, parcelar no cartão de crédito vai resolver todos seus problemas.
Há algum tempo, lembro de cansar de ouvir resmungos e reclamações de amigos que falavam de problemas que não conseguiam resolver. Na maioria das vezes eu parava, escutava e pensava em soluções possíveis que pudessem ajudar ou até resolver totalmente a questão. Normalmente a solução envolvia trabalho, afinal nada acontece se ficarmos parados. Neste momento, em vez de partir para a implementação, vinham desculpas: é difícil, é caro, dá trabalho, não sei fazer, me ajuda, faz para mim…
Atualmente não passo mais por isto. Estou envolvido com projetos novos e não sobra tempo para ficar escutando os chorões. Não iniciei um processo de afastamento do chororô, aconteceu de forma natural à medida em que me tornava menos complacente e mais enfático: “a solução está aí, a parte trancada, como resolver o problema, já fiz. Tira essa bunda da cadeira e faz tua parte”. As pessoas que esperavam que eu fizesse tudo para elas foram aos poucos se afastando e com isso foi sobrando não apenas tempo, mas espaço para a aproximação de novas pessoas, mais sintonizadas com minha frequência atual, pessoas de menos drama e mais atitude.
Pode ter ajudado o fato de agora eu cobrar consultoria. Quem paga, geralmente tem atitude de implementar as soluções.
A vida é dura para quem é mole.
Quem espera as coisas cairem do céu acaba vivendo uma vida vazia e sem sentido. Veem uns progredindo e não entendem porque para elas não acontece o mesmo. Vendo de fora, imaginam que tudo de bom acontece para os outros, nada para si. Passam o domingo na frente da TV reclamando que a programação é uma porcaria e não lembram que poderiam estar lendo um livro.
A rotina de acordar, trabalhar, voltar para casa, ver TV e dormir se torna um ritual, um hábito que parece ser o natural, todo mundo faz. Enquanto estiverem fazendo o mesmo continuarão tendo os mesmos resultados. Iluminamos uma sala ao acender a luz, não adianta ficar no escuro gritando e agitando os braços. Se você se identifica com esta situação, pare agora mesmo e se pergunte: o que estou fazendo para mudar minha vida?