Como acumular o capital inicial necessário para investir

Essa semana um amigo lançou uma questão em uma das listas de discussão que participo. Resumidamente, o que ele queria saber era como o pessoal da lista fazia para acumular o capital necessário para investir. As pessoas que participam desta lista costumam discutir os livros da série Pai Rico, Pai Pobre, do Robert Kiyosaki. As vezes as coisas costumam ficar meio vagas, principalmente quando o assunto é ganhar dinheiro e investir sem ter capital inicial.

Seguem alguns pedaços do e-mail dele, levemente editado por mim, e logo a seguir uma longa resposta que enviei a todos da lista…

Deixem-me compartilhar uns pensamentos com vocês.

Sempre acreditei que, em matéria de ficar rico, o nome do jogo é capitalismo. E o primeiro passo é acumular capital.

E pra acumular capital – capital inicial – importa mais esforço e dedicação que grandes jogadas.

Então minha meta é acumular capital. Acho que nós aqui falamos muito de rentabilidade sem mencionar como acumular capital. Devíamos falar um pouco sobre o mecanismo mais básico, o “poupar e investir”, em vez de “em que investir”. É como falar de cursar engenharia, sem ter feito a lição de casa de matemática.

Eu não arrumei outro jeito que não esse: É guardar pedaços do salário e investir em coisas que não paguem (muito) imposto. Agora estou comprando um apto (fechando hoje) e não vejo como bancá-lo na fase de construção que não por meio de dinheiro próprio.

Por que não falamos mais de o que temos que fazer no nosso dia-a-dia pra conseguir acumular capital pra investir? Ou sou só eu que ainda invisto o MEU capital?

De onde vc descola o SEU capital pra investir? Eu por exemplo, dou aulas extras e corto um ou outro gasto que não me faça falta, visando 20% do total, e invisto em ações e fundos imobiliários (e agora, apartamentos na planta).

E vocês, o que fazem?

Abraços,
fp

Segue minha longa resposta…

Eu acredito que o “zero absoluto” em relação a um capital inicial não existe. O que existe é um caminho que tem que ser trilhado. O início de quase todo mundo é zero, mas logo passamos pelo colégio, pelos amigos, pela família… Vamos acumulando experiências e ganhando um dinheirinho com o próprio trabalho.

As vezes, aparece alguma boa oportunidade. Se estivermos de olhos abertos e estudamos o suficiente sobre o assunto de tal oportunidade, podemos conseguir aproveitá-la. E assim, conseguimos ganhar uma pequena bolada que mesmo não sendo muita coisa, costuma ser bem mais do que conseguimos economizar com o próprio trabalho.

A partir daí é que começamos a ver as diferenças entre as pessoas que buscam com vontade a independência financeira, e as que estão aí só pra fingir que buscam – os sonhadores que esperam a fortuna cair do céu.

Imaginem que uma pessoa que trabalha com Internet e ganha R$ 2000 por mês. Imaginem ainda que esta pessoa consiga viver com R$ 1800 e economizar R$ 200 todos os meses. Em um ano, terá conseguido economizar R$ 2400. Agora vamos pensar o que aconteceria se aparecesse um trabalho extra que poderia ser feito no tempo livre durante um mês e que pagaria R$ 5000. Não é toda hora que aparece isso. Mas estando de olhos abertos e procurando um pouco, com certeza aparece.

Quando eu disse que nosso amigo acima conseguia viver com R$ 1800, podemos incluir nisso os custos para manter um carro, ou talvez não. Se tivesse o carro, os custos estariam contabilizados. Se não tivesse, ganhar uma bolada suficiente para comprar um carro usado não seria o suficiente para a manutenção do mesmo.

No final, o importante é saber o que fazer com esse dinheiro extra ganho. Se simplesmente comprarmos algo que não vai fazer esse dinheiro crescer, teremos um pequeno luxo novo, não condizente com nosso salário. Se comprarmos algo que vai nos dar mais despesas, por exemplo, um carro, teremos um luxo novo que vai apertar nosso padrão de vida ou que vai exigir que paremos de economizar o pouco que conseguiamos. Ou pior ainda, vai exigir que trabalhemos mais, não para conquistar nossa independência financeira mais rápido, e sim, para bancar esses novos luxos que ainda não são possíveis para nossa faixa de renda.

O nome do jogo é Capitalismo. O problema é que as pessoas não conhecem as regras do jogo. E as que conhecem as regras não costumam conhecer a estratégia certa que sempre leva à vitória:

  1. Trabalhe para ganhar dinheiro e gaste menos do que ganha.
  2. Invista a diferença entre o que ganha e o que gasta para viver. Esse valor não deve ser menos de 10% do que se ganha.
  3. Quando aparecer oportunidades extras de ganhar, use o que ganhou para aumentar o bolo dos investimentos, não para comprar luxo e conforto. Eventualmente, compre um pouco de conforto com parte do que ganhou, mas um tipo de conforto que não aumente as despesas básicas mensais.
  4. Estude para aumentar os ganhos básicos e aumentar o padrão de vida, aumentando junto as quantias economizadas.
  5. Repita os passos anteriores até que os rendimentos dos investimentos sejam o suficiente para manter o padrão de vida conquistado, indefinidamente. Um número adequado seria vinte vezes o salário anual.
  6. Continue trabalhando e ganhando dinheiro além dos rendimentos de forma a aumentar os investimentos para que eles sejam suficientes para manter um padrão de vida maior do que o seu de costume, se quiser isso. Ou simplesmente aproveite a independência financeira, viva de renda e faça o que quiser no tempo que antes era usado para trabalhar por um salário.

Conheço muita gente que seguiu esses passos durante uns 10 ou 15 anos. Depois de ter atingido a independência financeira para o padrão de vida a que estavam acostumados, muitos simplesmente continuaram trabalhando e economizando, aumentando o padrão de vida com segurança e consistência. Outros trocaram o emprego por outro que gostassem mais, mesmo recebendo um salário menor. Outros se aposentaram para se dedicar a algum hobby. Alguns poucos abriram empresas e puderam se dedicar totalmente a elas sabendo que teriam o dinheiro para viver enquanto a empresa estava iniciando. Uma empresa assim não tem como dar errado. O segredo é a dedicação total do dono, em uma área em que ele goste e conheça, sem que ele precise fazer “bicos” para se sustentar enquanto a empresa não der lucro.

Uma forma de fazer a mesma coisa é começar bem mais cedo. Abrir a empresa enquanto vive com os pais, por exemplo. Pena que não são todos que tem a “vontade” de abrir mão de festas, skates, passeios, roupas da moda enquanto são jovens. Eu fiz isso. Nunca deixei de viver, ia ao cinema, viajava, me divertia. Mas enquanto tinha amigos que faziam isso todos os dias, eu fazia com mais moderação. Se ia no cinema em um fim de semana, não saia para fazer festa. Se viajava no outro fim de semana, provavelmente ficaria em casa no seguinte, sem cinema e sem festa. Saía com os amigos, passeava no shopping, mas não gastava tudo que tinha.

Quando me formei, saí de casa e abri minha empresa ao mesmo tempo. Tinha juntado o suficiente na minha adolescência (consertando computadores, instalando programas e dando aulas) para viver por 1 ano. Se tivesse ficado na casa dos meus pais durante esse início da empresa, teria dinheiro para me manter por mais de 3 anos. Então eu tinha tranquilidade suficiente para saber que poderia me dedicar a empresa sem precisar fazer “bicos” que tirariam meu foco.

Alguns amigos que não me conhecem muito bem costumam me chamar de pão duro. Falam isso porque eu não costumo gastar meu dinheiro em coisas supérfluas que não me acrescentam nada. Essa impressão deles não me afeta, não dou bola. Na realidade, eu compro muitas coisas por impulso. Coisas caras e desnecessárias. Mas são coisas que me dão satisfação pessoal. Então por um lado, eu decido não acompanhar eles no cinema para ver um filme qualquer de suspense. Eles acham que é pão durismo. Eu sei que é devido ao fato de não gostar de filmes de suspense. Iria se fosse uma aventura, por exemplo. Por outro lado, eu compro mais máquinas fotográficas do que tenho tempo para usa-las. Tenho desde máquinas TLR de 1955 e SLR profissionais até as mais modernas câmeras digitais. Essa é uma das coisas que me agrada e me satisfaz. Mesmo eu sabendo que não consigo usar essas máquinas todas o suficiente para justificar o valor delas. É um dos meus hobbies. Já tive outros, como colecionar computadores antigos. Posso me dar a esses luxos porque não gasto com outras coisas que não me são importantes. Usar um tênis de R$ 400, por exemplo. Gosto dos meus de R$ 120, comprados na promoção por R$ 80. Todos 3 que comprei para aproveitar a promoção sabendo que durariam por vários anos. Notem que não estou criticando quem compra os tais tênis de mais de R$ 400. Só estou dizendo que para fazer isso, tem que se abrir mão de alguma outra coisa. No meu caso, as máquinas fotográficas são mais “importantes” do que os tênis da moda. Poderia comprar os dois, mas aí teria que abrir mão de alguma outra coisa…

Tudo é questão de escolhas. Cada um faz as suas. Pessoalmente, eu ainda estou no processo de melhorar um pouco mais meus gastos por impulso. Notebooks, câmeras fotográficas e aparelhos eletrônicos são meu ponto fraco. Compro sabendo que não vou usar o suficiente para justificar a compra. Mas tenho melhorado nisso. Ainda não tenho um iPod. Na verdade tenho, mas é um Shuffle 512k comprado por R$ 220 (custa 660 nas lojas, comprei usado de um amigo que estava trocando por outro melhor). Quem usa é minha esposa, dei de presente para ela ouvir música quando vai para faculdade. Tenho coceira nos dedos cada vez que vejo uma foto do iPod Video. Mas sei que não preciso de um. Não sou o tipo de pessoa que sai na rua com fones de ouvido. Nem gosto muito de usar fones de ouvido. Gosto de ouvir os pássaros, os carros, as pessoas. Eventualmente sei que vou comprar um. Mas um que sirva para ouvir música no aparelho de som da sala, no carro, e que ainda transporte meus arquivos do computador de casa para o escritório. Um drive móvel de backup que por acaso toca música. Provavelmente será um iPod Photo ou até mesmo o iPod Video. Mas vou acabar comprando quando já tiverem sido lançados mais dois ou três modelos mais novos, quando o preço estará bem menor. Se existisse iPod uns 10 anos atrás, provavelmente eu teria um de cada modelo existente. Tenho 6 Palmtops assim.

Não costumava vender meus “brinquedinhos” quando comprava o modelo novo. Um pouco por comodismo, mas mais por apego mesmo. Estou mudando isso. De tempos em tempos faço uma limpa nas coisas e anuncio tudo no Mercado Livre. Vendi 5 Palmtops nos últimos 24 meses (sim, além dos 6 que ainda tenho e não coloquei ainda à venda). Minha próxima tarefa é vender minhas máquinas fotográficas. Ficar só com duas. Uma que minha esposa usa atualmente, muito compacta e prática porque está sempre na bolsa dela. E uma que ainda vou comprar, para deixar sempre na minha pasta. 🙂

Como é meu costume, divergi um pouco do assunto inicial. Mas acredito ter passado alguns pontos que considero importantes. Somos resultado direto de todas as escolhas que fazemos a cada segundo. Será que temos feito as escolhas certas?

Tempo é Tudo. O Sucesso é Inevitável.

Sexta-feira passada assisti ao show Chaos and Creatin at Abbey Road, do Paul McCartney Foi um show memorável, mas o final foi o que mais me chamou a atenção e serviu de inspiração para este texto.

Vou explicar. Para terminar o show, McCartney pediu para o público acompanha-lo na bateria. Distribuiu uns pandeiros e umas maracas e fez uma base na bateria. Pediu ao seu produtor para gravar essa pequena sessão.

Ele então foi até o piano e tocou acompanhado pela percussão recém gravada. Pegou o baixo logo depois e tocou acompanhado pela bateria e piano. Buscou uma guitarra e tocou junto com a bateria, o piano e o baixo. Ainda com a guitarra, fez mais uma gravação para completar com uma trilha de solo.

Em menos de 10 minutos ele tinha uma banda inteira tocada somente por ele. Pediu ao Nigels, seu produtor, para tocar a gravação e começou a cantar alguma coisa como: “That’s all for now! You gotta go home…” Essa era a versão arriscada. Ele inventou a música na hora. Depois disso, mandou tocar a gravação e começou a cantar uma versão mais tradicional… Blue Suede Shoes. Fim do show, rolam os créditos. That’s all for now!

O álbum novo dele foi feito desta forma. Ele tocou vários instrumentos em várias músicas. Ele pode fazer isso. Ele toca instrumentos por tanto tempo que isso se tornou uma segunda natureza para ele. Toda a vida dele foi dedicada a isto.

E é assim com todo mundo. As pessoas geralmente dizem que não tem o conhecimento de algo, ou que não podem fazer alguma coisa porque lhes falta o talento. Mas talento não é nada sem muito treino. Sem muito tempo gasto aperfeiçoando as capacidades. Precisamos investir tempo no que realmente queremos para nossas vidas. Essa é a única coisa que nos torna Mestres!

Estou estudando e agindo há 10 anos na área “criar minha própria empresa”. Eu leio livros. Falo com pessoas que já alcançaram o que busco para mim. É isso que quero na minha vida. É fácil assim, mas já foram 10 anos de dedicação, com foco nisso. Já alcancei o sucesso com minhas três empresas. Mas também já quebrei quatro outras antes desse sucesso. Eu não tentei manter um emprego ao mesmo tempo ou quando as coisas davam errado. Iria perder o foco. E não podia desistir enquanto não chegasse aonde queria. Estava ainda na fase de aprendizado.

Mantenha o foco no que você realmente deseja pelo tempo que for necessário. O Sucesso é inevitável!

Terceira Aplicação

Dia 22 de março fiz a terceira aplicação do Projeto Milhão. Foram mais R$ 1450,00 no fundo Banrisul Super. Tive algum descontrole nas contas e dia 2 de março ocorreu uma baixa automática de R$ 20 deste fundo.

As aplicações agora estão na seguinte situação:

Banrisul Super: R$ 2449,15
Itaú RF: R$ 1023,76

O primeiro objetivo destas aplicações é ter pelo menos R$ 12.000 em cada banco, para conseguir a isenção das tarifas mensais. Para quem não precisa usar mais de um banco, isso se torna um pouco mais rápido.

Nos próximos meses as aplicações nesses fundos devem diminuir. Algumas pessoas escreveram comentários nos artigos anteriores, sobre o fato de acharem que a coisa estava parada. Não está. O que acontece, é que não são feitas aplicações a cada semana. É uma vez por mês. E pode haver meses em que isso não aconteça.

Outra coisa é que esse é o Projeto Milhão. O objetivo é chegar ao milhão da forma mais rápida possível. Então, depois de algum tempo e algum dinheiro acumulado, vou começar a fazer aplicações mais criativas. Pode ser que invista nos consórcios, pode ser que monte uma nova empresa. Só o futuro dirá.

Como sempre, os comentários estão abertos para quem quiser participar descrever sua forma de chegar ao milhão.

Cursos à distância e novos empreendimentos

Há pouco menos de 2 anos conheci 3 empreendedores que estavam bolando um curso de inglês à distância, com aulas pela Internet. Começamos a conversar e em menos de 1 mês fui fisgado pelo vírus do ensino. Me tornei sócio da empresa.

Neste início de 2006, depois de ter atendido algumas empresas com cursos específicos para as necessidades delas, abrimos oficialmente nosso curso de inglês para o público em geral. Escrevi um pouco mais sobre isso em um artigo anterior.

O curso de inglês foi apenas a ponta do iceberg. Nossa equipe de tecnologia está apta a resolver qualquer questão de criação na área de ensino a distância. Possuimos uma plataforma própria de ensino e gerenciamento de cursos que pode ser utilizada não apenas para o ensino de línguas estrangeiras mas também para qualquer outro curso que possa ser ministrado com o uso de textos, exemplos, ilustrações e exercícios. Estamos conversando com alguns empreendedores para a implementação de diversos novos cursos, tais como: investimento em ações, cursinho pré-vestibular, cursos específicos para concursos, cursos para OAB, curso de italiano, francês e espanhol, entre outros.

Nosso objetivo é proporcionar aos empreendedores todas as ferramentas necessárias para um curso de sucesso. Somos os vendedores de pás e picaretas nesta corrida do ouro do ensino à distância. Somos a empresa que torna possível o seu curso sem que seja necessário reinventar a roda.

Caso possua um curso tradicional ou pretenda iniciar um negócio nesta área, mande um e-mail para conversarmos sem compromisso. Somos uma equipe muito empreendedora com a visão de dividir para conquistar.

O tipo de visão que diz:

“Onde todos ganham, TODOS ganham.”

Aprender Inglês

Todos sabemos que o aprendizado da língua inglesa é algo que pode nos abrir muitas portas. Isso acontece por diversos motivos, sendo um deles, por exemplo, nos facilitar o uso dos computadores, outro conhecimento muito útil na questão de abrir portas.

Há no entanto um problema. O ensino da língua inglesa nas escolas é geralmente empurrado para os alunos, muitos dos quais não têm o menor interesse neste aprendizado. Perdem os que têm interesse, que precisam então procurar cursos específicos que geralmente custam muito caro.

Sabendo dessas coisas acabei conhecendo alguns empreendedores que queriam ajudar na solução desses problemas. Trocamos algumas idéias e, como nossos objetivos comuns eram semelhantes, acabei entrando de sócio na empresa deles.

Em 2006 começamos oficialmente as atividades da minha mais nova empresa. Participo da empresa há quase 2 anos e meus sócios já estavam trabalhando na criação dela mais 2 anos antes da minha entrada, mas é justamente agora que temos nosso produto principal pronto para o mercado.

A Englishvox oferece diversas opções de cursos de inglês para aprendizado à distância, através da Internet. Existem aulas sincronas e assincronas, sendo a diferença das duas a interação ou não com nossos professores. Os custos, devido ao uso inteligente da tecnologia a nossa disposição, são extremamente acessíveis, muito menores do que os cursos tradicionais.

Temos ainda planos especiais para empresas, de forma que os empresários que tiverem interesse em capacitar seus funcionários podem fazer isso com custos ainda mais reduzidos e acompanhamento total dos resultados individuais de cada funcionário.

Para saber mais, clique no banner da Englishvox que se encontra na barra lateral deste site.

Análise Fundamentalista para receber Dividendos

Ontem me perguntaram sobre como escolho que ações comprar e como geralmente acontece quando alguém me pergunta algo resolvi escrever uma resposta relativamente completa. Segue então uma descrição mais ou menos realista da minha forma de investir em ações, levando em conta que atualmente não possuo ações de nenhuma empresa nos meus investimentos.

Minha abordagem de investimento é baseada no longo prazo, com uma carteira variada de ações de diversos setores, utilizando a análise fundamentalista. Me interessa a empresa e seus números, não o que o mercado acha dela. Meu guru é Warren Buffet. Levando em conta que ele é o segundo homem mais rico do mundo, acho que posso acreditar ser uma boa escolha a forma de investimento defendida por ele. Não tenho o poder que ele tem, de comprar empresas inteiras. Isso me leva a fazer algumas escolhas diferentes das que ele faria. Ele investe em empresas de bons fundamentos e não está interessado em que dividendos essas empresas pagam. Para ele, se essas empresas não pagarem dividendo algum é ótimo. Desde que, é claro, não paguem dividendos porque saibam como reinvestir os lucros de forma a fazer esses se tornarem cada vez maiores.

Minha primeira meta é conseguir pelo menos 10% de rendimento anual sobre meu investimento. Esse rendimento tem que ser na forma de renda, não de valorização. Por exemplo: se for comprar R$ 5.000 em ações de uma empresa e no período de um ano a distribuição de lucros render pelo menos R$ 500, a ação está na minha lista. Com os valores cobrados hoje pelas ações isso está bem difícil de se conseguir. Mas deve existir alguma, temos que estar sempre procurando e analisando os relatórios.

Dá para notar acima que não me interesso muito se o valor da ação aumentou ou diminuiu ao longo do ano. Claro que isso interessa, mas o mais importante para mim é saber se vou receber meus rendimentos e que eles sejam pelo menos de 10% anuais. Mas como é de se esperar, além disso a ação não pode perder muito valor, porque tenho que garantir também o meu capital investido. Isso não é muito difícil no meu caso, porque procuro comprar somente ações subvalorizadas. Se não acho nenhuma que se encaixe nas minhas necessidades, simplesmente fico fora do mercado. Sou eu que decido quando ir às compras, não o mercado.

Olhando os relatórios financeiros das empresas, todas elas listam o quanto pagaram de dividendos por ação, no ano fiscal. Então é questão de bater esse valor com a cotação da ação da empresa no mercado. E verificar ainda essas informações todas referentes aos anos anteriores, para saber se isso é regra ou excessão.

Alguns exemplos:

No relatório mensal de fevereiro a Fator Corretora lista as seguintes ações como boas pagadoras de dividendos:

GETI4 12,3%
TLPP4 11,6%
TMAR5 10,8%
CRUZ3 8,7%
SBSP3 6%

Todos os valores acima são projeções, baseadas no valor atual da ação e o dividendo pago em relação ao preço projetado da ação daqui a um ano. Os valores efetivos de pagamento de dividendos do ano anterior são pouco mais de 6% para as três primeiras empresas, menos de 3% para a CRUZ3 e 11% para a SBSP3.

Como dá para notar, olhando os valores efetivos e não as projeções, todas estão muito caras em relação ao meu objetivo de ganhar pelo menos os 10% de dividendos. Minha estratégia atual é não comprar ações até a correção do mercado. Que na minha opinião, tem que ser lá pelos 18.000 pontos. Mas devo refazer minha análise nos 32.000, 28.000 e 24.000. Quando os números baterem, volto ao mercado.

Não gosto de jogar. Nem na Megasena que é baratinha eu costumo jogar. Então essa dança das cadeiras que é o mercado a curto prazo simplesmente não me atrai.

Não gosto de perder tempo. Passar o dia acompanhando ações na tela do computador não é meu esporte favorito. Gosto de negócios desafiantes que precisem de um esforço e análise inicial, mas que depois possam ser mantidos em andamento por pessoas que simplesmente obedeçam ordens e sigam procedimentos. Gosto de descobrir quais são as ordens e procedimentos que geram o resultado esperado. Gosto de descrever isso e treinar as pessoas para executar essas tarefas. E depois, gosto de simplesmente sair de perto e deixar o dinheiro fluir sem eu precisar ficar trabalhando o dia todo.

Sei que tem gente que gosta de aventuras nos investimentos em ações, mas para mim o objetivo é claro: não perder tempo.

O dinheiro tem que trabalhar para mim, não o contrário.

Filosofia de vida

Em uma das listas de discussão que frequento, um dos participantes escreveu pedindo onde podia encontrar uma cópia do Money, da Microsoft. Fez questão de ressaltar: uma cópia “free”, ou seja, pirata. Em outra lista, escreveram pedindo um livro. Não onde comprar o livro e sim se alguém teria um PDF para lhe enviar. Mais uma vez pirataria. Não seria mais direto dizer simplesmente ROUBO?

Achei que isso poderia servir de gancho para algumas reflexões…

Eu só trabalho com Linux na minha empresa de internet então não passo por esses dilemas morais. Uso Windows em casa e no trabalho, mas como os dois vieram licenciados com as máquinas, um notebook e um Dell, não tenho problemas com isso. O Office, uso a versão 2000 e antes usava a 97. Ia continuar usando o 97 que me atendia perfeitamente mas como ganhei a 2000 licenciada no notebook, mudei para o novo. No Dell continua a versão 97. Uso muito pouco, quase tudo que escrevo é em texto puro ou diretamente em sites na Internet, então se não tivesse ganho eles já na compra dos micros, não teria nem porque comprar, nem porque piratear. O único uso maior que tenho do Office é o Excel (esse sim, fabuloso). Mas mesmo esse tem dezenas de alternativas gratuitas disponíveis a um download de distância. Meu uso não é tão especializado a ponto de precisar ter sempre a última versão de cada programa.

Esse sempre é um tema polêmico. Não é um Money antigo que vai tirar dinheiro da Microsoft, muito pelo contrário, pode ser o que faça a pessoa comprar uma versão mais atualizada e com suporte caso descubra que esse investimento vai lhe fazer economizar mais dinheiro do que o custo do programa.

Uma questão relacionada a isso é que já foi comprovado que os grandes delitos começam como pequenos delitos. O traficante (óbvio que não estou comparando ninguém a um traficante) um dia foi um guri que levou um bagulho para um cliente, depois bateu num cara que o grupo não gostava, depois passou a assaltar na rua, depois matou alguém. As coisas evoluem, mesmo as ruins. O assaltante de bancos de hoje pode ter sido o guri que não foi punido adequadamente quando pego roubando material escolar do coleguinha.

Hoje os programas custam tão caro, em parte, porque muitos simplesmente ROUBAM os programadores. Isso não se refere diretamente a uma cópia do Money. Mas se refere ao cara que tem uma empresa de produção gráfica e ROUBA a Adobe usando um Photoshop pirata. Diferente do pirata que vende programas, que é simplesmente um ladrão maior. Ambos são roubo, mas enquanto o profissional rouba apenas o que é necessário para exercer sua profissão, o pirata rouba tudo e todos.

Tem gente que simplesmente tem mania de colecionar. Juntam tudo que é programa mas não usam nenhum deles (nem se beneficiam vendendo a terceiros). Não chamo isso de pirataria. Se não fizessem isso como coleção, não teriam o porque de comprar os programas. Não usam os programas em benefício próprio. Tecnicamente é pirataria. Mas é uma pirataria que não fede nem cheira. O maior prejudicado é o “colecionador”. Já fui um. Não especificamente de programas mas de muitas outras coisas. O problema é que isso toma muito tempo e dedicação. Tempo e dedicação que poderiam estar sendo usados para trabalhar e ganhar dinheiro. Tempo e dedicação que poderiam ser usados para estar com a familia. Os próprios “colecionadores” são os que perdem com isso. Não estou dizendo que colecionar algo que gostemos seja uma coisa ruim. Eu coleciono moedas, por exemplo. O que é ruim é a mania de colecionar. Tenho amigos que colecionam selos, moedas, latinhas de refrigerante, botões de camisa e muitas outras coisas. Nada disso é uma coisa ruim. Ruim, é colecionar várias dessas coisas simultaneamente. Eu colecionava revistas, por exemplo. Não uma revista em específico. Várias!!! Então tinha que acompanhar uma dúzia de revistas diferentes, com periodicidades diferentes. E ainda achar espaço para guardar tudo adequadamente. Consegui resolver quando doei quase todas revistas que tinha em casa.

Se todos fizessem a coisa certa, o mundo se tornaria um lugar melhor para se viver. Se não jogassem papel na rua, essas seriam sempre limpas. Pode ser um sonho impossível, mas realmente acredito que se cada um fizesse a sua parte as coisas aos poucos melhorariam. Então de minha parte, faço isso. Cuido para agir certo sempre. Mas não sou perfeito. Erro, e muito. Mas quando noto isso (ou quando sou pego no erro), me desculpo e tento corrigir. E quando vejo a coisa errada sendo feita, faço questão de apontar. Não por ser perfeito mas sim para que apontem quando eu também errar. A omissão é tão prejudicial quanto o agir errado.

Sempre temos uma escolha a fazer. Agir certo ou agir errado? Falar ou deixar passar? Mostrar ou omitir o erro? Ajudar a crescer ou a cair?

Podemos escolher entre o certo e o errado. E não fazer essa escolha, já é uma escolha.

Qual é a sua?

Segunda Aplicação

Ontem fiz mais uma aplicação no Projeto Milhão. Foram mais R$ 1000 investidos no Fundo Super, do Banrisul. É um fundo comum, de renda fixa. Como escrevi no artigo anterior, nesta primeira etapa do Projeto o objetivo é acumular um capital razoável com muita segurança. Os fundos de renda fixa serão o instrumento para isto. Mais tarde iremos estudar um pouco mais sobre o mercado e outras alternativas de investimento.

Pretendo convidar alguns amigos especialistas no mercado de ações para escrever aqui. Com isso iniciaremos nossos investimentos na bolsa ao mesmo tempo em que aprendemos suas características.

A posição dos investimentos até o momento então é:
05/01/2006 – R$ 1000 – Itaú RF
19/01/2006 – R$ 1000 – Banrisul Super (RF)

Esses R$ 1000 entraram na conta do Banrisul para me reembolsar da compra de passagens aéreas para São Paulo. Comprei no meu cartão de crédito, parcelado em 6 vezes. Recebi o valor inteiro à vista. Então fiquei com o equivalente a um investimento de R$ 166 durante 6 meses.

No final do mês colocarei aqui os rendimentos obtidos. Vamos em frente.

Dicas

Recebi hoje um e-mail e respondendo a ele achei que outros poderiam se beneficiar com a resposta. Segue abaixo um pouco mais sobre minhas empresas, minha forma de pensar e várias coisas que aprendi com o tempo. Espero que sejam úteis a mais gente.

Olá Fabrício,

Gostaria que me disseste um pouco mais sobre seus negocios, quantos tem, quais são, quanto fatura com cada um deles, qual seu modo de trabalhar, e tudo mais, quaro ver se pego a manha do senhor, forte abraço, fico no aguardo,

Ivan Boldt

Oi Ivan,

Dispenso o senhor 🙂
Com 33 anos (minha idade atual), Senhor é aquele que sempre nos acompanha!

Falando um pouco sobre os negócios… Sou sócio de algumas empresas, entre elas um provedor de hospedagem de sites na Internet (www.openweb.com.br), um curso de inglês online (www.englishvox.com.br), uma representação da Rodobens (www.megacombo.com.br) e mais algumas coisinhas que ainda não são públicas. Com o provedor de hospedagem também indico as pessoas que desejam fazer páginas para um amigo (www.starbuck.com.br) mas não tenho participação na empresa dele. Já tive empresa de desenvolvimento de sites mas no momento não participo de nenhuma. Tenho ainda o site www.moedacorrente.com.br onde publico textos, artigos e pensamentos que auxiliem na busca da independência financeira.

Leio muito (desde o início do ano já lí 3 livros). As últimas leituras, apenas agora em 2006 foram:

– The Valley of Hearts Delight, com crônicas do Vale do Silício

Fale Muito Melhor do Prof. Reinaldo Polito, sobre comunicação, apresentação e falar em público

Heróis, Deuses e Monstros da Mitologia Grega, que apesar de ter mais de 200 páginas deu para ler em apenas 1 dia na praia. Tá certo que tudo que eu fiz nesse dia foi ler e brincar com minha sobrinha 🙂

Geralmente os livros são sobre vendas, independência financeira, auto ajuda do tipo busca do sucesso (Og Mandino, Napoleon Hill, Dale Carnegie), ficção (Duna, Senhor dos Anéis, Contato), histórias das grandes empresas de informática (IBM, Apple, Microsoft, HP, Leo) e dos grandes fracassos (Startup), e livros técnicos da minha área.

Quanto eu ganho em cada negócio é segredo 🙂 Mas as vezes é mais em um, as vezes mais em outro… O grande segredo é que a maior parte do dinheiro é reinvestido nos negócios. Assim eles crescem e com isso aumentam não apenas de valor, mas aumentam junto a rentabilidade. Imagina se é bom ter um negócio que fatura R$ 1.000 e tenha uma rentabilidade de 20%. Se esse mesmo negócio faturar R$ 10.000, já são R$ 2.000 de lucro todo mês. Agora se ao invés de só aumentar o faturamento 10 vezes eu ainda conseguir aumentar a rentabilidade para 25%, 30% ou até mesmo 50%, aí sim a coisa começa a ficar boa. No caso do provedor, minha rentabilidade é de mais de 80% do faturamento. Nessa empresa tenho apenas 1 sócio. Em outras nenhum, em outras mais de 5 sócios. A regra é que não existem regras.

Negócios demoram para ser desenvolvidos. Antes de 2 anos não tenho como se saber se um negócio vai vingar ou não. Baixo a cabeça e acredito que vai dar certo. Depois de 2 anos de trabalho árduo e nada de resultado, ou não nascemos para isso ou alguma outra coisa está sendo feita de forma errada. Tento descobrir o que é ao longo desses 2 anos. Geralmente acabo com o negócio se ele não apresentar indícios de sucesso depois de 2 anos.

Meu modo de trabalhar é trabalhar o menos possível. Isso dá para notar pela quantidade de e-mails que mando apenas para as listas de discussão. Participo de diversas listas e escrevo bastante em muitas delas. Procuro negócios onde consiga alavancar o melhor possível meu tempo. Muito esforço que exija pouco tempo é bom, mesmo que traga resultados financeiros apenas compensatórios. Pouco ou muito esforço que tome muito tempo é ruim, mesmo que traga resultados financeiros bons. Preciso do tempo para ler e me aperfeiçoar. Para conversar com as pessoas e trocar idéias e experiências. Para saber o que os outros fazem e dizer o que faço. Quanto mais gente eu ajudar, mais rápido eu atinjo meus objetivos.

Fora isso, tento me divertir e fazer o que gosto. Acredito que trabalhe menos do que poderia ou até menos do que deveria. Se bem que tem momentos em que mergulho no trabalho e esqueço de todo o resto. Estou tentando balancear melhor isso. Não gasto tudo que ganho e não tenho nem uma pequena parte de todas as coisinhas que gostaria de ter. Mas de vez em quando me presenteio bem. Já tive uma Harley, por exemplo. Duas, na verdade. Sonho de criança. Adorei meus anos com elas. Não tenho mais. Em parte por falta de tempo e vontade de sair para passear e em parte porque sem esses passeios constantes estava me incomodando ver todo aquele dinheiro empatado em cima de duas rodas. Foi bom enquanto passeava todos os fins de semana. Sempre tenho o notebook que tenho vontade de ter. Afinal de contas, trabalho com isso. Geralmente troco de notebook mais do que deveria e tenho dois ou mais.

Em compensação, não gasto muito com festas, não bebo, não fumo, não costumo ser muito consumista a não ser com brinquedinhos eletrônicos, mas estou aprendendo a me controlar aos poucos com isso também. Quero mas não tenho: iPod Video, Palm novo, Pocket PC, Notebook do tamanho de um palm, máquina fotográfica digital SLR, Audi, Mercedes, BMW… A lista é longa. Dá para ver algumas coisas mais na minha Wishlist da Amazon. Poderia ter várias dessas coisas, mas quando penso um pouco mais, muitas delas não parecem tão importantes assim.

Geralmente prefiro usar o tempo e o dinheiro para viajar com minha esposa. O que seria melhor: andar de BMW por uns 3 anos e depois vender por uns R$ 20.000 a menos do que paguei ou usar parte do dinheiro para andar com um carrinho 1.0 (ideal para a cidade) e gastar os tais R$ 20.000 que perderia com a compra e posterior venda da BMW para fazer o casamento dos sonhos? Ganhou o casamento, em maio de 2005. O que seria melhor depois disso, comprar a tal BMW ou usar o dinheiro economizado com isso para passear pela Europa? Levando em conta que eu ainda estou com meu carrinho 1.0, daqui a algum tempo acredito que ganhe a viagem pela Europa 🙂

E como o título é “Dicas”, segue a principal dica de todas, que eu aprendi ainda bem novo com meu pai e que é a base de todo o meu caminho financeiro. Dizia (e ainda diz) meu pai: “Tenha sempre um colchão de segurança no banco que tu nunca vais passar dificuldade na vida.” E geralmente ele acrescentava que o tal colchão de segurança, nos momentos em que não estivesse sendo usado com essa função de seguro, poderia ser utilizado para gerar mais segurança (dinheiro) ainda.

Acredito ter aprendido com meu pai. Espero que este texto ajude mais pessoas assim como me ajudou o fato de ter aprendido isso há algum tempo.

Abraço a todos,
Fabricio Peruzzo.

Primeira aplicação

Quinta-feira passada fiz a primeira aplicação do Projeto Milhão. Foram R$ 1.000 investidos em um fundo de renda fixa do Itaú. Queria aplicar no Itaú Prêmio RF 90, que tem uma taxa de administração menor. Mas a aplicação mínima deste fundo é de R$ 5.000, então não deu. Acabei aplicando no Itaú RF.

Essa aplicação gerou certa polêmica nas listas de discussão que participo. Alguns escreveram que a idéia do Projeto é bastante boa, mas que aplicando em RF eu levaria muito tempo para chegar lá. Outros comentaram sobre a origem destes R$ 1.000, que só foi possível com a escolha de não assistir ao show dos Rolling Stones em fevereiro, no Rio de Janeiro.

Mas para tudo existem explicações. Como o objetivo é ensinar e aprender, todas as trocas de idéia são válidas. Os motivos da primeira aplicação ser em um fundo de renda fixa são vários. O principal deles é o fato de muita gente sem conhecimento financeiro profundo estar acompanhando o Projeto. A idéia é seguir a linha mestra do livro O Homem Mais Rico da Babilônia, onde a primeira lição é guardar pelo menos 10% de tudo o que ganhamos para formar nosso “exército de escravos de ouro”. Quem leu o livro sabe o que aconteceu com Arkad ao investir suas economias de um ano com a intenção de comprar jóias e revendê-las com lucro, proposta pelo Oleiro da Babilônia. A idéia aqui é evitar esse tipo de armadilha que poderia trazer lucros mais rápidos mas que geralmente se prova uma canoa furada, devido à falta de conhecimento sobre o investimento desejado. O fundo de renda fixa então foi a alternativa segura de fazer economia e ainda ter um pequeno rendimento sobre essas economias.

Já sobre o fato de não ir assistir ao show dos Rolling Stones, é uma questão de escolha pessoal. Vai chegar o dia em que a quantia economizada nesse Fundo do Milhão será considerável. Pode ser o suficiente para trocar o carro 1.0 por um carrinho zero Km, esportivo, completo, com bancos de couro. E o fato de ter aberto mão de assistir ao show pode ser a gotinha de razão que me ajude a voltar à razão. Não estou economizando esse dinheiro para comprar um carro daqui a alguns meses. Estou economizando para atingir R$ 1.000.000. E junto com esse milhão, toda aquela coisa de Independência Financeira, não precisar mais trabalhar, ter a garantia de todas as contas pagas apenas com parte dos rendimentos das aplicações, etc. Cada um dos pequenos prazeres que abri mão será um peso extra para me lembrar o porque desses pequenos sacrifícios. Não existe almoço grátis.

Outra coisa que deve ser levada em conta, é que este Projeto Milhão é um projeto paralelo ao meu plano pessoal de independência financeira. O objetivo é documentar como pode ser atingido o primeiro milhão de reais e em quanto tempo isso pode acontecer. Para tanto, vou aplicar mensalmente valores relativamente baixos e de vez em quando, algum valor relativo a algo de que abri mão em benefício de um objetivo maior. Ao longo do caminho, vou trocar o dinheiro de aplicação e eventualmente investir em fundos mais agressivos. Tudo sempre acompanhado dos motivos para essas mudanças de estratégia. Alguma hora pode aparecer um grande negócio que eu não possa abrir mão e que exija o investimento de parte desse fundo. Nestas ocasiões irei descrever o que é o projeto em questão e como estou investindo o dinheiro. Quando o projeto der resultado, esse resultado será completamente contabilizado no Fundo Milhão, assim como qualquer eventual prejuízo, é claro.

Espero ter deixado um pouco mais claro os objetivos do Projeto Milhão. Aguardo a participação de todos.

Sucesso rumo ao milhão!