Um pouco sobre mim.

Sempre fui experimentador. Kits de química, revelação de fotos, circuitos eletrônicos… gostava de aprender como as coisas funcionavam.

Lembro com bastante clareza que desde cedo gostaria de ter meus próprios negócios. Dezenas de cadernos com meus rabiscos e planos. Eram editoras, estúdios fotográficos, laboratórios de revelação, escolas de informática. Até uma rádio pirata coloquei no ar ainda adolescente, com transmissor montado por mim.

Ao mesmo tempo, sempre fui muito tímido. Daqueles que tiravam 10 no trabalho escrito para poder zerar a parte da apresentação e ainda assim ter nota para passar.

Curiosidade, tecnologia e timidez formam uma combinação interessante. A faculdade de informática foi o caminho natural.

Juntando o desejo de ter minha própria empresa, a busca pela inovação e a formação em computação, o resultado disso tudo foi iniciar a internet comercial aqui no Brasil. Com mais cinco amigos, abrimos um dos primeiros provedores de acesso à internet do país em 1996.

Paralelo a tudo isso tive o exemplo do meu pai ao longo de toda minha infância e adolescência. Com a curiosidade natural de criança sobre o mundo dos adultos, acompanhava as vezes o pai em seu trabalho como economista no Banrisul. Foi assim, por dentro, que cresci sabendo desde cedo como funcionam os bancos, investimentos, fundos, bolsa de valores e tudo mais de finanças.

Sou a mistura desses termos: curiosidade, inovação, tecnologia, sistemas, finanças, tranquilidade.

Já iniciei e terminei mais de meia dúzia de empresas. Algumas vendi, outras fechei. Uma ou duas quebrei. Duas permanecem neste momento.

Já escrevi e publiquei dois livros, um deles por editora tradicional, antes da mágica da auto-publicação se tornar tão simples. Mais três estão a caminho.

Era isso o que tinha para hoje. Obrigado pela leitura.

Se você ainda tem alguma curiosidade sobre mim, fique a vontade de perguntar nos comentários.

Não é sobre escrever.

Comecei há pouco mais de 40 dias o #desafiodos30textos sugerido pela @gabipazos como uma forma de mudar de nível na produção de conteúdo que engaja aqui no Instagram. Este é o texto 45, mudei para #365diasdeescrita para refletir melhor o ponto em que me encontro.

Não é sobre marketing digital.

Apesar do objetivo inicial ter sido produzir conteúdo para o Instagram, também publico os textos em meu blog pessoal. A maioria deles cai na categoria de reflexões sobre a vida. No texto de ontem me dei conta que este conjunto de textos representam minhas convicções mais profundas. As vezes o texto pode ser mais leve, e isso é bom, porque gosto de levar a vida de forma leve, mas muitos deles contém meu eu mais profundo.

Escrevo geralmente pela manhã, assim que acordo. É um hábito, uma rotina que me ajuda a iniciar bem o dia, começando sempre com uma tarefa já concluída antes do resto da família acordar. Quem não deseja começar o dia com as coisas já andando bem, todos os dias? Por mais que as coisas saiam do rumo no restante do tempo, uma tarefa produtiva que desejei executar está lá, na lista das concluídas.

Voltando à questão da escrita, a limitação de 2200 caracteres do Instagram tem me ajudado a lapidar melhor as frases, cortar o que não precisa estar ali. Meus textos tem ficado melhores com esse exercício de revisão e corte. Ao passar os olhos em alguns artigos mais antigos do meu site sobre o investimento em consórcios já entrei em modo revisor e melhorei detalhes que antes haviam passado batido.

Espero que você esteja gostando do que escrevo aqui. Pouca gente comenta, mas se minhas linhas ajudarem uma só pessoa, já valeu a pena. Até porque, pra ser sincero, já escrevi acima: está me ajudando muito.

Trabalhe com a porta aberta.

Garagem da HP, berço do Silicon Valley.

Um dos conceitos que mais gostei de aprender foi o de trabalhar com a porta aberta, ou seja, mostrar claramente o que fazemos, como fazemos e por que fazemos. É um pouco como o conceito de transparência radical do Ray Dalio.

Ideias não são pepitas valiosas que precisam ser protegidas. Ideias tem aos montes. Ideias sem execução não valem nada. Se você tem uma ideia que pode tornar o mundo melhor, porque não expor esta ideia para que outras pessoas possam executá-la? Talvez até melhor que você. Você perde algo com essa atitude? O que a sociedade ganha?

Você pode pensar que as pessoas roubarão suas ideias e serão suas concorrentes. Não existe concorrência. As pessoas que compram de outro o fazem porque se identificam com aquela pessoa, não com você. Talvez nem saibam que você existe.

Por outro lado, com mais gente trabalhando e divulgando sua nova ideia genial, maiores as chances dessa ideia se tornar comum. Dessa forma atingirá um público maior. O que é mais fácil: divulgar o investimento em consórcio para pessoas que já ouviram falar do assunto, ou para quem nem sabe direito o que é um consórcio?

Concorrentes são meros formadores de mercado. São pessoas que ajudam a divulgar suas ideias. Quem pesquisar sobre o assunto depois de ter ouvido sobre ele pela primeira vez, tem chance agora de te encontrar, se identificar contigo e comprar de ti. Se não fosse mais gente falando do assunto, tal pessoa provavelmente nem saberia da tua existência.

Trabalhe com a porta aberta. Fale em detalhes sobre o que você faz. Alguns copiarão suas ideias, não se preocupe. Os melhores se dariam bem em qualquer outra área em que se envolvessem. Deixe que eles puxem para cima o mercado em que você atua. A maré alta levanta todos os barcos.

O nerd que habita em mim saúda o nerd que habita em você.

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Sobre a foto:

Em 1939, Bill Hewlett e Dave Packard fundaram a HP na garagem do Dave, com um investimento inicial de $538. Seu primeiro produto fórum oscilador de áudio e um de seus primeiros compradores foi Walt Disney, que comprou oito osciladores para desenvolver o sistema de som para o filme Fantasia. A garagem da HP em Palo Alto é conhecida como o berço do Vale do Silício e a HP é hoje uma das maiores empresas do mundo.

Consultoria

Estou desenhando um produto de consultoria.

Normalmente não sou uma pessoa que gosta de pagar por consultoria. Penso: porque deveria pagar por algo que posso aprender sozinho? Será que o consultor realmente sabe mais do que eu sobre isso? Ou ainda, será que vai ajudar mesmo ou é só jogar dinheiro fora?

Um arquiteto pode ajudar em coisas que a vivência já mostrou ser importante. Quem nunca fez uma reforma não faz ideia de coisas que podem trazer impacto futuro de longo prazo. Uma simples consulta, até mesmo um pequeno projeto, podem mostrar detalhes que não teríamos nos dado conta sozinhos.

Aprender a tocar um instrumento musical também vale. Aulas partículas nada mais são que consultoria regular sobre o assunto.

A idade traz clareza. A idade te faz ver que o tempo é um recurso precioso. Sim, posso aprender algo sozinho, mas usar o conhecimento de quem faz regularmente isso que desejo fazer pode abreviar o caminho. Seja uma dica, uma sugestão que não tinha pensado ou uma armadilha que não conseguiria evitar sozinho. Pagar pode ser mais barato.

Meu caso particular pode ser parecido com o seu. Vou tentar escrever sobre porque até hoje não presto consultoria paga.

Vendo consórcios de imóveis. Uso os consórcios como ferramenta de investimento. O consórcio faz a mágica do crescimento e diversifico investindo os lucros obtidos com eles em ações, FIIs, dólares…

Me consultam sobre compra de imóveis. Perguntam se o consórcio pode ajudar, se cartas contempladas são boa alternativa para compra. Na prática, não é somente escolher a melhor opção financeira. É preciso escolher a melhor opção que se adapte ao perfil de quem está assumindo o compromisso. Para uns, o financiamento, mesmo “mais caro”, pode ser a melhor opção. Se tiver o perfil e conseguir quitar antes o financiamento adiantando parcelas ao longo do tempo, o mais caro se torna mais barato.

Presto consultoria há anos, mas não cobro. Pensava que havia uma interseção entre quem deseja comprar um imóvel para morar e quem quer investir. Se tivesse a chance de falar do consórcio para o comprador do imóvel, talvez atingisse o investidor também.

Acredito que alguns deixem de me consultar pensando que vou empurrar consórcios goela abaixo. Mesmo tendo vários artigos meus explicando quando os consórcios não são uma boa opção, nem sempre quem chega até mim já leu esses artigos ou sequer sabe da sua existência. Muita gente chega apenas com os preconceitos: vendedor de consórcios vai tentar me vender consórcios. Para essas, não tenho a chance de eventualmente dizer que para a compra do imóvel que desejam o consórcio não é a melhor ferramenta, mas que, se no futuro desejarem investir usando os consórcios, posso ajudar.

Pessoas também deixam de me consultar por vergonha de abusar da minha boa vontade. Não recebo e também não ajudo. Por isso a consultoria. Quem desejar pagar para me ouvir, poderá.

Saiba mais aqui.

Aposentadoria do pequeno empreendedor.

Quando somos funcionários de uma empresa, esta recolhe o INSS sobre nosso salário. Isso garante, na pior das hipóteses, um prato de sopa para a velhice. Arriscar todo seu futuro em um só emprego é temerário, mas ao menos esse recolhimento automático existe. Apesar de muitos reclamarem, a verdade é que se não houvesse tal recolhimento, muitos não teriam como se aposentar.

Já quando somos pequenos empreendedores, normalmente temos a prerrogativa de definir sobre quantos salários mínimos recolher o INSS. E a maioria recolhe sobre o mínimo possível, com o argumento de que são mais capazes que o governo de cuidar do próprio dinheiro.

Eu gostaria de sugerir fazer diferente. Gostaria de sugerir aos pequenos empreendedores que recolham o INSS sobre o máximo possível pelas regras em vigor. O motivo para isso é simples. Uma empresa própria é ainda mais arriscado do que apenas um emprego padrão. Se tudo der certo (e as estatísticas falam o contrário) recolher o INSS pelo teto máximo não será um gasto relevante frente aos resultados. Foi gasto, não compensará no futuro, mas na verdade não fará nenhuma diferença.

Por outro lado, se os anos passarem e seu negócio não decolar, ou se até der certo, mas apenas para manter uma vida digna enquanto for possível manter sua dedicação ao longo do tempo, você contará então com uma aposentadoria um pouco melhor.

Claro que os sabichões de plantão irão dizer que é melhor pagar sobre o mínimo e investir a diferença. Mas eu rebato: quem disse que você sabe investir? E mais, quem garante que você realmente fará isso? Recolher o INSS pelo teto é mais simples e automático, você orienta seu contador a fazer desta maneira e esquece o assunto até o fim dos dias.

Em um país onde a maioria dos negócios quebram antes de poucos anos, pagar pelo teto é ainda uma forma de garantir que você está no caminho certo, ganhando o suficiente para poder fazer isso.

Você só tem uma vida. Ela pode ser bem longa.

Você só tem uma vida. Ela pode ser bem longa.

Cuide-se. Quando somos jovens parecemos indestrutíveis. Os riscos não são tão bem mensurados como quando ficamos um pouco mais experientes, mas mesmo depois de um tempo já vivido nessa terra, nem sempre nos damos conta de que os anos estão passando.

As vezes a deterioração do corpo é tão gradual, que parece que continuamos os mesmos. Com um pouco mais de dor aqui, uma certa dificuldade em se dobrar ali, uma perna que dói um pouco mais, uma coluna que já não sustenta tão bem quanto tínhamos lembrança, mas basicamente os mesmos.

Não precisa ser assim.

Alimente-se bem. Eu como carnes, ovos, queijos, algumas frutas. Eventualmente arroz, feijão, pastéis. Não me limito muito, mas tento evitar doces e farináceos. Desde que diminuí drasticamente esses dois ítens da minha dieta, as melhoras foram sensacionais. Se você é vegetariano ou vegano, não posso te ajudar muito nesse quesito, pesquise o que você precisa para manter suas vitaminas e minerais em ordem, mas reforço a questão de reduzir drasticamente o consumo de açúcar e grãos (farináceos) para uma melhora substancial.

Faça exercícios regularmente. Você é seu corpo, seus órgãos, seus músculos. Mantenha-os em movimento, caminhe regularmente, suba e desça escadas (mais suba do que desça, para exercitar mais e evitar lesões). Faça treinos de força, não precisa de academia, horários rígidos nem complicações, alguns apoios, barras e agachamentos já são o suficiente. Procure por videos de exercícios com o peso do próprio corpo e veja o que melhor se adapta.

Cuide da sua mente. Esse é um item mais importante para alguns do que para outros. Tem gente que parece estar sempre bem da cabeça. Para quem não tem essa benção, busque as atividades que lhe tragam o equilíbrio necessário e faça-as com regularidade. Normalmente os exercícios regulares ou uma simples caminhada já são o suficiente, então você ganha dois benefícios em um ao mantê-los. Aqui passeio diariamente com o bebê, ganho triplo.

Você só tem uma vida e ela pode ser bem longa. Faça com que seja também com qualidade.

Diminua a velocidade

Em vez de colocar uma das milhões de músicas do Spotify, busque aquele CD que você ainda guardou, cate seu CD Player (e torça para ainda estar funcionando) e o escute do início ao fim, como fazia quando o comprou. Se tem a minha idade, faça isso com um LP, se ainda tiver algum por aí. Com a vantagem de poder olhar com atenção ao encarte.

Coloque um filme para assistir. De novo, não no Netflix, com milhares de escolhas, mas um dos DVDs ou fitas VHS que você ainda tenha (ok, mesmo que você tenha um videocassete, ele provavelmente não funcionará mais).

Escreva uma carta para um amigo. Pense em colocar no correio quando puder. Decore o lado de fora do envelope, faça um desenho ilustrando algo que você citou na carta.

Temos tantas opções, que nenhuma serve. Escolher é difícil. Quantas vezes você perdeu um bom tempo apenas escolhendo o que iria assistir quando ligou a Netflix? Quantas vezes hesitou antes de escolher a playlist que iria escutar?

Este não é um texto anti-tecnologia. Não pretendo te fazer cancelar todas as assinaturas dos serviços de streaming, vender seu computador e voltar a cozinhar na fogueira.

Apenas pare um momento de vez em quando, diminua a velocidade e busque aquela atividade que você fazia com prazer no passado, e hoje só faz no automático. Acredito que boa parte desse pessoal que venera LPs, bate fotos com máquinas de filme, escreve na máquina de escrever, não faz essas coisas pelo ato em si, mas sim como uma forma de meditação, de estar presente no momento.

Os atos e rituais necessários para fazer coisas do jeito antigo nos ajudam a prestar atenção no que estamos fazendo. Teclar errado no computador se resolve com uma tecla, na máquina de escrever não. Ser displicente na hora de colocar o LP arranha o disco. O envolvimento nos põe no ritmo adequado para melhor saborear aquele momento.

Diminua a velocidade. E observe melhor a vida maravilhosa que você já tem hoje.

Um dia

Memento mori
Um dia
Todos seus desejos
Cessarão

Até lá
Viva-os
Alegremente

Um brinquedo
Vale a criança
Que vive em seu coração

Um sorriso
Vale o passeio ao sol
De mãos dadas ou balão

Uma lembrança
Vale o doce da infância

Um amor
Valeu a vida

— Fabrício S. Peruzzo
13/03/2021

Construindo sobre os ombros de gigantes

Sempre foi mais ou menos assim. As pessoas inventam coisas novas normalmente melhorando alguns aspectos de algo que já existia.

Hoje pela manhã vi um filme dos Irmãos Lumiere (https://twitter.com/mikewarburton/status/1370324649695981570?s=21) mostrando a chegada de um trem na estação em 1896, colorizado recentemente. Podia falar aqui do processo de colorização que tornou ainda melhor o filme, mas não foi isso que o filme me lembrou.

Me dei conta, neste momento, que enquanto estavam inventando o processo de filmagem que tanto nos entretém hoje em dia, os irmãos Lumiere não precisavam apenas se envolver com os aspectos físicos e químicos do que estavam inventando, mas ainda com banalidades práticas como o tripé que seguraria a câmera filmadora deles. E mais, a estranheza que tal objeto representaria aos passageiros que desembarcavam do trem naquele dia.

Claro que sempre pode aparecer um espertinho dizendo que já existia a fotografia antes da filmagem, então eu já desarmo esses transferindo para primeira foto a preocupação com o tripé. Esse filme foi só o que me despertou para o fato.

Em 1996 montei um dos primeiros provedores de acesso à Internet (na época se escrevia assim, inicial em maiúscula) sobre os ombros dos gigantes que vieram antes de mim. O protocolo HTML, o primeiro navegador, tudo isso foi construído sobre uma internet que já existia.

Era isso o texto de hoje. Queria apenas celebrar aqueles que vieram antes de nós e, com suas invenções maravilhosas, com seus esforços em épocas de muito maiores dificuldades, construíram as bases para o mundo em que vivemos hoje.

Você se acha um cara de sorte?

Conto hoje em video a história de três clientes. Um contemplou sua carta no primeiro mês, os outros dois levaram 10 anos para obter a contemplação.

Explico as situações de cada um e como todos se beneficiaram do consórcio, independente de quando efetivamente foram contemplados.

Para adquirir seu consórcio através da Megacombo (sem custos extras) e contar com meu acompanhamento e orientação ao longo de todo seu investimento, basta selecionar a carta que desejas no Portal do Representante, uma página segura que faz parte do sistema da Rodobens, seguindo o link abaixo:

https://representante.rodobens.com.br/megacombo

A compra é feita selecionando o tipo de bem (para investimento, sempre cotas de imóvel) e o valor do crédito desejado (cotas a partir de R$ 80.000, com prestações mensais de R$ 507,69 no prazo de 216 meses). Depois de selecionar o crédito e o prazo (o maior lucro se dá com o prazo mais longo, 216 meses), basta se cadastrar como “novo cliente”, se esta for sua primeira compra, ou utilizar seu CPF e senha, caso já possua outro consórcio com a Rodobens. Nota que estarás acessando uma página diretamente no sistema da Rodobens, para maior confiança na aquisição.