
Indo para Roma, já no avião, “pessoas normais”. Dava para sentir o calor humano somente estando na presença de tais pessoas. Difícil explicar, sentimos no ar a diferença.
Minha irmã manda mensagem dizendo que em Roma iremos nos maravilhar. Acredito nela, além de toda concentração histórica da região há também a comida. Nisto temos também a confirmação da Betina, filha do amigo Ralph. Morando na França há três anos, diz que em Roma se come melhor e mais barato.
No avião, poltronas verdes nos dão o tom nacionalista italiano. Não tenho como explicar a felicidade de entrar no avião e poder dizer buon giorno para a tripulação. Estou desde Madrid misturando as línguas, cuspindo meu italiano na Espanha e na França. Agora poderei falar com quem me entenderá mais facilmente. A expectativa é grande mas tenho certeza que será totalmente realizada. Logo antes de embarcar já começava a me sentir em casa.
Excesso de expectativa é complicado:
- levou quase uma hora para nossas malas aparecerem na esteira de bagagens e no meio do processo a mesma queimou e ficou mais uns 15 minutos parada;
- as indicações no aeroporto para a estação de trêns usava um tipo de figura, junto com o aviso escrito. No meio do caminho, somem tais indicações, somem os avisos escritos e o trêm passa a ser indicado por um símbolo diferente, o que me confundiu e me fez procurar ver se estava indo na direção certa;
- ao chegar na plataforma do trêm e ir ao balcão de informações turísticas descubro que um mapa da cidade, de quem deveria recepcionar bem quem vem trazer dinheiro para a cidade, custa € 2. Isso foi solucionado no hotel, onde haviam vários mapas a nossa disposição gratuitamente;
- com todos os atrasos, perdemos o primeiro e o segundo trêns para o centro da cidade. Mais 30 minutos de espera até o terceiro trêm.
Apesar de tudo, é bom sentir o cheiro de massa e pizza já no aeroporto.
Logo na entrada do trêm, Roma mostra sua cara. Fila para quê? As pessoas vão se enfiando umas por cima das outras, empurrando para entrar antes no trêm. Não entendo pra quê, chegaremos todos juntos no final.
A viagem rápida com o Leonardo Express é tranquila, em 30 minutos chegamos em Termini, a estação próxima do nosso hotel, que fica a apenas 150m da mesma. Mas a estação é enorme e desembarcamos no extremo oposto, quase um quilômetro de distância. Com malas de 20Kg cada um, foi um belo exercício. Claro que por termos sido quase os últimos a entrar no trêm, fomos os primeiros a sair. Bem feito para os apressados que estavam empurrando todos no aeroporto.
As 17h30 de segunda-feira, vemos o que é Roma. Centenas de carros vindo de todos os lados, poucas sinaleiras, gente que não acaba mais. Gente, gente, gente, muita gente mesmo. Roma é uma loucura e neste momento isto não é um elogio. vamos ver se amanhã a cidade se mostra mais amigável ou se nós nos tornamos mais adaptados a esta selva.

Novamente impressionante. Uma grande coleção não apenas de armas, uniformes, trajes, pastas e mochilas e equipamentos, mas também uma aula de história das guerras. Um ponto extra para a memória da segunda guerra e o horror que ela foi. Um sentimento amargo de saber que nossa história tem essa mancha tão pesada, mas necessária para nunca mais vermos isso se repetindo.


Vou pular um pouco a viagem porque foi no Castelo de Versailles que pensei nisso pela primeira vez. Depois falo da chegada de Paris e das primeiras impressões sobre a cidade.
Me desculpem os espanhois, até porque adorei Madrid, mas Barcelona não fica na Espanha, fica na Catalunya. São países diferentes, como povos diferentes, hábitos diferentes, línguas diferentes. Não fazem a famosa siesta, falam catalão ou galego, uma mistura de espanhol com francês, puxando mais para o francês do que para o espanhol. Um exemplo: saída, em espanhol: salida, em francês: sortie, em catalão: sortida.
Minhas sugestões vão para os churros com chocolate da foto ao lado, caros em comparação com outras opções mas baratos se levar em conta que estávamos em frente do Palácio Real, com fome, com internet grátis e precisando muito conectar para resolver um problema urgente trabalhando remotamente.