Paris

eiffel

Tudo estava planejado na agenda. Pegar trem RER B, descer em Gare du Nord, Pegar metrô M5 em direção ao sul, descer em Republique, Pegar metrô M9 em direção ao oeste, descer em Miromesnil. De lá, um mapinha indicava as ruas até o hotel. Tudo seria perfeito se não houvessem obras na linha M5 e não tivéssemos que mudar todo o trajeto sem falar francês, sem um mapa decente do metrô e sem entender como funcionava a tal da Gare du Nord, que basicamente é uma mega-estação subterrânea que interliga todas as linhas de trêm e uma série de linhas de metrô, tudo devidamente NÃO IDENTIFICADO. Depois de seguir alguns turistas acabamos refazendo nosso trajeto, chegando a Republique e de lá indo até nossa parada final. Nos dias seguintes já era mestre nos metrôs de Paris, conhecia as linhas que me interessavam sem precisar olhar nos mapas.

Primeiro dia nas ruas de Paris. Saindo do hotel, Igreja de La Madeleine, Place de La Concorde, caminhar pela Champs-Elysèes até o Arc de Triumphe e por fim uma passadinha na Tour Eiffel. Se conseguirmos tudo isso me parece um bom primeiro dia para fazer um reconhecimento inicial. Conseguimos fazer tudo, além de dar umas voltas extras, passar por algumas lojas interessantes, Dior, Chanel, Louis Vuitton, Hermès…

Tudo é lindo, tudo é maravilhoso, tudo é grande e luxuoso e cheio de detalhes. No segundo dia conhecemos Versailles e lá houve um pequeno momento de depressão. Tudo é impressionante demais, riqueza demais, dourado demais, luxuoso demais, tecidos e mais tecidos cobrindo as paredes, mármores e mais mármores, jardins e mais jardins e castelos e mais castelos e esculturas e mais esculturas e quadros enormes, gigantescos. Impressionante é a palavra-chave que tem que ser redefinida. Impressionante agora pode ser dita como simplesmente “Paris”. Não é a toa que tanta gente dá o nome da cidade a seus filhos, ficando com a loira Hilton como exemplo óbvio, ela é simplesmente Paris!

Todas as coisas lindas do mundo se encontram em Paris. É assim a primeira impressão da cidade.

Museu das armas

armasNovamente impressionante. Uma grande coleção não apenas de armas, uniformes, trajes, pastas e mochilas e equipamentos, mas também uma aula de história das guerras. Um ponto extra para a memória da segunda guerra e o horror que ela foi. Um sentimento amargo de saber que nossa história tem essa mancha tão pesada, mas necessária para nunca mais vermos isso se repetindo.

Notre-Dame e seus 900 anos de idade. História e mais história. Vamos as Galeries Lafayette para um pouco de compras e tentativa frustrada de diminuir um pouco os excessos. Dior, Chanel, Fendi… muita coisa…

Shakespeare & Company

Queria conhecer esta livraria desde que havia lido “Um livro por dia”. Não sabia direito onde ficava, então enquanto a Ingue passeava nas Galeries Lafayette, voltei para a Cité para procurar a tal livraria. Caminhei para um lado, encontrei um senhor, perguntei em meu francês precário e descobri estar indo para o lado errado. Voltei e de repente ela estava lá! Foto, passeio interno, compra de um postal, uns marcadores de páginas para as próximas leituras… Ficava exatamente na frente da Notre-Dame onde estava poucas horas antes. Bastava atravessar a rua! Podia ter economizado pé, cansaço, metrô, vai e volta. Paciência, mais um lugar que sonhava conhecer estava marcado na minha memória.

shakespeare

Louvre

Não há como conhecer o Louvre em apenas um dia. Um dia dá para caminhar por todas as galerias, sem parar para olhar os quadros e esculturas. É gigantesco! É Paris! São mais de 35.000 obras, de uma coleção de mais de 350.000 que eles possuem. São quilômetros de caminhada por galerias e mais galerias, salas e mais salas, não acaba nunca. As maiores obras da história estão lá.

É impressionante ver “A liberdade guiando o povo” ao vivo. O quadro é grande, é lindo. Ver ao vivo a obra que serviu como aula de como ler uma pintura é uma experiência que não pode ser descrita, tem que ser vivida para compreender. Isso para ficar apenas em uma obra, porque são tantas coisas para ver que não há como descrever nem um centésimo do que há.

liberdade

Mas não há como não descrever a Monalisa. Pequena, atrás de um enorme vidro, distante das pessoas que estão a observando. E mesmo assim, um quadro lindo, enigmático.

Musée d’Orsay

Autores mais “novos” que os do Louvre. Definitivamente gosto de Van Gogh e Renoir, para citar apenas dois. Não é tão grande como o Louvre, mas há obras e artistas bastante conhecidos, sendo preferido pela maioria dos que visitam Paris. Difícil escolher entre um e outro, são diferentes e igualmente impressionantes.

Próximo daqui, Musée Rodin. Mas não foi desta vez que vi o pensador…

Na saída, golpe do anel. Uma “cigana” vem e pega um anel dourado do chão. Te oferece dizendo/perguntando se é de ouro. Diz que é teu, que viu caindo. Deixamos passar, fica com ela. Uns metros depois, um homem faz o mesmo. Dispensamos. Mais adiante vemos outro aplicando o golpe em um senhor italiano que tenta se livrar dele. Distraem as pessoas com isso e enquanto estão assim, outro passa e bate a carteira. Como estávamos de olho no senhor italiano, a distância, vimos um terceiro ao telefone, avisando o batedor de carteira para não agir naquele momento.

Paris, cidade das luzes

A noite de Paris é linda. Não apenas a Torre Eiffel, mas toda a beira do Sena, o Museu do Louvre, a Champs Elysées. Em Paris, saia de noite.

parisNoite

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Pai, marido, polímata, empreendedor serial, curioso.