Capacidade de poupar

O grande segredo que precisamos aprender para conseguir conquistar todas as coisas importantes para nós mesmos é a capacidade de poupar.

Alguns autores de livros na área de finanças pessoais chamam essa capacidade de poupar de “pagar primeiro a si mesmo”. É um bom termo.

Como costumamos levar nossa vida financeira? Todo mês chegam pelo correio diversas contas: água, luz, condomínio, telefone, internet, celular, aluguel, prestação da Renner, financiamento do carro… A lista é interminável. E o que fazemos então? Pegamos nosso salário e obedientemente pagamos cada uma dessas contas. Afinal, nós mesmos as criamos. Claro que não vou dizer aqui que devemos deixar de pagar nossas contas. Nós as criamos, temos a responsabilidade por elas.

O problema que ocorre é que criamos essas diversas contas na nossa vida e esquecemos de criar a conta mais importante de todas, a conta que nós temos que pagar a nós mesmos. A conta que irá garantir nosso futuro tranquilo, a conta que irá permitir dar um carro quando nosso filho passar no vestibular, que permitirá dar um apartamento para esse mesmo filho começar a vida já com algum patrimônio e com alguma tranquilidade.

Pagamos para todos os outros, mas não pagamos a nós mesmos para crescer nosso patrimônio.

Você age assim? Paga todos os outros, mas sempre esquece de pagar a você mesmo?

Independência financeira

Independência financeira.

A primeira coisa que precisamos saber para atingir a independência financeira é definir exatamente o que significam estas palavras.

Independência financeira significa possuir fontes de renda garantidas que permitam a manutenção do nosso estilo de vida, por tempo ilimitado, independente da capacidade de trabalhar ou gerar renda de outras maneiras.

Algumas formas de independência financeira que todos conhecemos são os imóveis de aluguel, aplicações financeiras que rendam juros mensais ou pagamento de dividendos, fundos de previdência e até mesmo o pagamento mensal da aposentadoria oficial do país.

O caminho para a independência financeira passa, com frequência, pela criação de patrimônio. Geralmente associamos independência financeira com riqueza, mas como dito antes, o cheque da aposentadoria do INSS pode ser considerado independência financeira, se for um valor suficiente para manter nosso padrão de vida. É claro que sabendo qual é o teto da aposentadoria do INSS, imagino que você deseje bem mais que isso.

A independência financeira que conseguimos antes de nos aposentar oficialmente pelo INSS, que nos garante a manutenção do padrão de vida sem depender de mais ninguém, inclusive do governo, passa necessariamente pelos investimentos para formação de patrimônio.

Somente nós podemos tomar a decisão de investir para garantir nossa aposentadoria nos termos que desejarmos. O teto, quem estabelece somos nós.

Pense nisso e comece imediatamente.

Pressão para o consumo

Somos pressionados a adquirir cada vez mais. Trocar de carro, de celular, o tênis da moda, aquela bolsa maravilhosa, jantar fora com frequência… É difícil manter a sanidade com tanto disponível. A publicidade possui um longo histórico de sucesso em conseguir nos convencer que todas essas coisas são necessidades, quando na verdade são apenas pequenos desejos.

Os realizamos com a esperança de nos trazer felicidade. Mas não acontece. Há um breve lapso de felicidade quando compramos algo, mas esta acaba instantes depois de adquirirmos o que quer que seja. Novas necessidades aparecem e aquilo que era tão importante já não é mais suficiente. Queremos sempre mais.

Não é ruim querer crescer. O problema ocorre quando não notamos que não basta ter cada vez mais, precisamos buscar o que realmente nos acrescenta, não apenas o que tapa nossos buracos emocionais. Não podemos cair na armadilha de comprar algo hoje sem pensar nas consequências para nosso futuro.

Então como resolver? Como evitar perder tempo, energia e dinheiro com pequenos desejos artificiais criados pela publicidade? Como atingir a independência financeira, a situação de vida ideal que nos permita dedicar nosso tempo ao que realmente nos traz satisfação, mas também, finalmente, alcançar a felicidade?

Devemos lembrar quem é o prejudicado nesse consumismo desenfreado: nós mesmos. Devemos lembrar o que queremos para nosso futuro. É o que nos motiva a fazer o pequeno sacrifício de não comprar aquilo que está fora das nossas possibilidades atuais. Podemos usar a ausência daquele objeto como incentivo para melhorar nossa capacidade de ganhar mais.

Tenho uma história pessoal para contar sobre essa pressão constante para o consumo. Estava planejando uma viagem para os EUA em agosto de 2008. Uma semana, somente eu, sem minha esposa, ficando hospedado na casa de um amigo. Meus gastos seriam apenas de passagem, comida e aluguel de um carro popular. Tinha objetivos profissionais lá, então provavelmente a viagem se pagaria. Mandei e-mail para este amigo para ver se seria possível me hospedar lá na época que planejei, disposto a mudar as datas para a semana que fosse melhor para ele. Então recebo a resposta de que poderia ir, junto com a pergunta se não seria melhor ir em novembro, quando poderíamos passear em Las Vegas, jogar nos cassinos, assistir ao show da Madonna e fazer um tour pela região dos vinhos da Califórnia. Claro que balancei. Novembro tem o aniversário da minha esposa, poderíamos fazer essa viagem juntos, comemorar em grande estilo, outro casal de amigos tinha o mesmo plano, então seríamos três casais passeando na Califórnia. Bem mais caro que minha viagenzinha solo. Tentação pouca é bobagem. Mas a realidade é uma só, não tinha o dinheiro para isso. Tinha outras prioridades que eram mais importantes. Simplesmente não dá para fazer tudo que queremos, precisamos fazer escolhas. No meu caso, essas escolhas estavam bastante claras na mente.

Em vez da viagem maravilhosa que duraria apenas uma semana, optamos por trocar de apartamento. No novo, são 162m2 de espaço para vivermos a vida que desejamos. É espaço suficiente para termos nossos escritórios em casa, para criarmos nossos filhos com conforto em um bairro seguro e com todas as conveniências que precisamos.

Podemos ter tudo que queremos. Só não podemos ter tudo ao mesmo tempo.

No ano seguinte, com a energia renovada diante do nosso novo espaço de vida, os negócios andaram bastante bem, e então fizemos nossa viagem, dessa vez não apenas de uma semana, mas de 34 dias pela Europa.

E o sonho de conhecer Las Vegas? No ano seguinte à nossa viagem para Europa, foi a vez de Las Vegas, Los Angeles e toda costa da Califórnia.

Show Le Rêve em Las Vegas

Não tenho dúvida alguma de que se tivéssemos cedido aos apelos do consumo imediato que surgiu com o convite dos amigos em um momento em que não podíamos realmente gastar naqueles prazeres, não teríamos conseguido trocar de apartamento e por consequência, todas as outras realizações teriam sido sabotadas.

Veja que não deixamos de viver por ter optado em não viajar. Apenas optamos por algo que nos traria mais benefícios permanentes. Os resultados falam por si.

E o show da Madonna, escuto a pergunta aparecendo lá no fundo… Uns anos depois ela se apresentou em nossa cidade, e foi muito legal de assistir ao vivo sem precisar viajar para isso.

Madonna em Porto Alegre

Reclamações típicas sobre dinheiro.

Você ganha pouco, tem salário baixo.

Porquê? O que fazem as pessoas que ganham mais que você? Estudaram mais? Trabalharam mais? Conhecem mais pessoas? O que você pode fazer objetivamente para melhorar seus rendimentos? Já pensou nestas coisas ou só fica reclamando que ganha pouco? Quando falta luz, reclamar não resolve. Caminhar até a gaveta e pegar uma lanterna, sim. Claro, isso só funcionará se previamente você tenha comprado uma lanterna, pilhas novas, e a tenha deixado pronta para quando precisar. O que você está fazendo, de verdade, para melhorar seus rendimentos? Estude para ganhar mais. Fique atento às oportunidades.

Não sobra dinheiro para guardar.

Pague primeiro a si mesmo. Porque você paga todas as contas mensalmente e não paga justamente a conta mais importante, a conta do seu futuro e da sua tranquilidade financeira? Assuma o compromisso de garantir seu futuro em primeiro lugar. Se dá para viver com 100% do que você ganha, com certeza dá para viver com 90% ou até mesmo com 80%. Pagar a si mesmo primeiro é a regra número um do sucesso financeiro, é o mantra que você ouvirá de todas as pessoas que conquistaram o sucesso com o dinheiro.

Gasto mais do que ganho.

Pague primeiro a si mesmo. Porque você paga todas as contas mensalmente e não paga justamente a conta mais importante, a conta do seu futuro e da sua tranquilidade financeira? Assuma o compromisso de garantir seu futuro em primeiro lugar. Se dá para viver com 100% do que você ganha, com certeza dá para viver com 90% ou até mesmo com 80%. Pagar a si mesmo primeiro é a regra número um do sucesso financeiro, é o mantra que você ouvirá de todas as pessoas que conquistaram o sucesso com o dinheiro.

Sim, gasta, e vai conseguir manter isso por quanto tempo? Entrando em cheque especial, limite do cartão de crédito, usando cartão de supermercado para fazer as compras do mês. Onde isso vai acabar? É preciso resolver isso o mais rápido possível, antes que seja realmente tarde demais. Descubra para onde vai o dinheiro, anote todos os seus gastos e divida-os em algumas poucas categorias: moradia, alimentação, gastos com carro, saúde, educação, lazer. Corte o que for supérfluo. Simplifique sua vida. Cancele a TV a cabo, Netflix, pare de perder tempo com distrações que não acabam, enquanto poderia estar fazendo algo mais útil para seu futuro. Leia um livro, faça um curso online, assista uma palestra.

Viver acima das suas possibilidades é uma ponte quebrada, uma hora você cai. E o tombo pode te matar. Figurativamente, ou de verdade.

Dinheiro: um tabú

Um dos motivos para as famílias viverem com problemas financeiros é a falta de comunicação sobre este assunto. Falar de dinheiro parece uma coisa feia, suja. Pode ser que isso esteja impregnado em nosso subconsciente, talvez lembrando de quando éramos pequenos e ouvíamos nossas mães dizendo: “vai lavar as mãos que tu lidou com dinheiro, vai saber na mão de quem essas notas passaram”.

Em minhas palestras costumo fazer uma pergunta simples e quase sempre tenho a mesma resposta:

  • Quantos aqui sabem quanto ganham seus pais?

Entre amigos também não é comum falarmos sobre o assunto. No máximo temos conversas superficiais, reclamando de como a vida está complicada, como as coisas aumentaram de preço. Não costumamos juntar os amigos e discutir como estão as empresas nas quais investimos ou como evitamos pagar o dobro por um produto porque conseguimos esperar até ter dinheiro suficiente para comprar à vista.

Vemos amigos desfilando com carros luxuosos e imaginamos que ganham muito mais que nós. Muitas vezes, pode ser que eles mal tenham o suficiente para encher o tanque, tendo financiado algo muito acima de suas possibilidades, pagando caro por isso ao deixar um caminhão de dinheiro em juros ao banco.

Pais não ensinam aos filhos a importância de fazer um orçamento doméstico. Talvez porque eles mesmos não saibam dessa importância, vivendo um mês após o outro, sem planos, sem metas, sem objetivos. Vivem dentro de um salário fixo, torcendo para que o mês não acabe antes do dinheiro recebido.

Os poucos que fazem orçamentos simples, para ao menos saberem o quanto gastam em quê, não incluem os filhos nesse planejamento. Decidem sozinhos o que é importante, privando os filhos do exercício da escolha. Depois estes crescem ganhando tudo o que precisam, sem saber os esforços necessários para prover isso a eles. E não entendem, quando caem no mundo real, que não é possível ter tudo. Precisam escolher entre uma coisa e outra. Então, alheios à realidade, adquirem tudo o que acham que é necessário. Afinal, parcelar no cartão de crédito vai resolver todos seus problemas.

Livro Tranquilidade Financeira

Investir é pensar no seu futuro, vivendo de maneira honesta e realista com si mesmo.

Com algum planejamento podemos ter tudo o que desejarmos, só não podemos ter tudo ao mesmo tempo.

Escrevo profissionalmente sobre finanças pessoais e investimentos há mais de 20 anos. Atingi minha independência financeira depois de muito aprendizado, mas também com inúmeros erros. Os erros foram importantes para meu crescimento, mas ainda mais importantes foi poder identificá-los de forma a compartilhar meu aprendizado para que você não cometa os mesmos.

Gostaria de mostrar ser possível atingir uma boa situação financeira com ajustes simples, automatizando suas contas mensais. Vou contar situações que eu mesmo vivi. Também contarei histórias dos meus amigos, com tudo que observei sobre seus acertos e erros.

Mostrarei fórmulas simples para aplicar na prática as teorias que farão a diferença no seu futuro. Enfim, vou mostrar como atingi minha independência financeira e como você pode conseguir o mesmo, independente de onde você esteja ao começar.

Este livro contém o que eu gostaria de saber quando comecei minha caminhada como investidor.

Me tornar pai e poder estar completamente presente nos primeiros anos de vida dos meus filhos afetou minha vida de forma tão completa que hoje me intitulo Papai Investidor, deixando claro que sou um investidor que pensa não somente nas questões financeiras, mas também na qualidade de vida e experiências em família. Tenho certeza que a leitura pode ajudar não apenas aos papais e mamães que pensam no próprio futuro e no de seus filhos, mas também a todos que simplesmente buscam aquilo que chamo de Tranquilidade Financeira.

Em meu site pessoal tenho como lema o sub-título: Tranquilidade Financeira é qualidade de vida. Vai ser um prazer trilhar este caminho com você.

Publicarei aqui, diariamente, um resumo de cada capítulo e tópico do livro. Você terá acesso em primeira mão. Convide a família e amigos para acompanhar essa história. Vamos juntos construir um futuro tranquilo e sem sobressaltos desnecessários.

Livro: Tranquilidade Financeira – Introdução

Como viver bem, conquistar uma aposentadoria tranquila e enriquecer, sem sofrer com isso.

Viver bem, conquistar uma aposentadoria tranquila, enriquecer. Tudo isso é simples. Temos centenas de casos bem documentados, alguns muito famosos, outros apenas conhecidos localmente. Milhares, talvez milhões de pessoas, conseguem alcançar o suficiente para uma vida boa e uma aposentadoria que não lhes falte nada.

Os hábitos e rotinas que tornam possível essa vida sem apertos no futuro são simples, mas aparentemente não são fáceis, dada a dificuldade que a maioria tem em você compreender e seguir. Bons conselhos são chatos e repetitivos porque raramente são novidade. Mesmo assim, vale a pena ouvir los de novo e de novo porque somente assim se tornaram parte de nós.

  • Trabalhe para ganhar dinheiro;
  • Viva o menos do que ganha com o teu trabalho;
  • Invista a diferença com sabedoria e foco em segurança e longo prazo;
  • Mantenha este plano por 20 ou 30 anos;
  • Se aposente quando os rendimentos de seus investimentos superar suas despesas atuais e futuras.

O que acabei de citar é a introdução do meu livro Tranquilidade Financeira: como viver bem, conquistar uma aposentadoria tranquila e enriquecer, sem sofrer com isso.

Ao longo das próximas semanas irei publicar aqui outros capítulos do livro, à medida em que os edito para eventual publicação do mesmo.

Quem me ler por aqui e mesmo assim quiser comprar o livro completo no final, agradeço antecipadamente. Acredito que será uma boa ferramenta para ler e reler ao longo da vida. Pode ser também um bom presente para aqueles que você deseja ajudar a conquistar uma vida sem sobressaltos por conta do dinheiro.

Obrigado pela deferência, vai ser um prazer concluir este livro junto de você, leitor. Fique a vontade para enviar comentários sobre este, ou sobre os novos capítulos. A melhor maneira de garantir que você receba cada capítulo assim que for publicado aqui, é assinando o site para receber os textos por email. Tem um campo ali ao lado (se você está lendo no computador), ou no final do texto (se estiver lendo no celular).