Independência financeira para pessoas comuns

Muito se fala em atingir o primeiro milhão. Alguns autores ainda esperam mais, o milhão tem que ser em dólares! Vamos ser realistas. Para a grande maioria das pessoas, o simples fato de pensar em um número tão grande é difícil. O que dirá então de acreditar que uma pessoa comum pode juntar todo esse dinheiro.

Por outro lado, por menos que você ganhe, sempre existe o potencial de economizar uma pequena parte. Se você ganha R$ 1000 e só consegue economizar R$ 100, tudo bem. Se ganha R$ 500 e só consegue economizar R$ 50, tudo bem também.

É importante notar que para quem ganha R$ 500 por mês, quaisquer R$ 50 economizados fazem uma grande diferença. Se você conseguir economizar esses R$ 50 todos os meses, em menos de um ano terá economizado o equivalente a um mês inteiro de salário.

A segurança proporcionada por um mês inteiro de salário, ou mais especificamente, por sabermos que podemos ficar um mês inteiro sem trabalhar e mesmo assim ter o dinheiro para pagar todas as nossas contas, é sensacional.

Imagine que você perdeu seu emprego. Que a empresa em que trabalhava fechou as portas. Não seria ótimo ter o salário de um mês inteiro guardado no banco? Saber que você tem o dinheiro para pagar as contas do mês corrente? Isso lhe permitiria procurar um novo emprego sem tantas preocupações. É muito mais fácil encontrar um emprego quando conseguimos tempo de procurar. Imagine a dificuldade de encontrar um novo emprego se além de procurar por um, você ainda tivesse que fazer diversos “bicos” para conseguir pagar as contas que estão vencendo no mês.

E que tal então ter guardado no banco o equivalente a seis meses inteiros de salário. Seria bom? Daria segurança? E que tal juntar R$ 10.000? E R$ 100.000? Isso é possível para qualquer pessoa. O segredo para conseguir esta façanha se encontra nos artigos seguintes. O conhecimento necessário para isso é simples de entender e de aplicar. Mas não basta ler os próximos artigos. Temos que aplicar os ensinamentos para conseguir alcançar os resultados.

Este artigo é a introdução do meu novo livro que vai mostrar o caminho para atingir a independência financeira. Para qualquer pessoa, com qualquer salário. É uma tarefa que vai levar um bom tempo. Mas não vai ser muito difícil, pelo contrário. Depois de começar e se acostumar com nosso método, você vai se perguntar por quê não começou isso antes. A recompensa é se aposentar bem mais cedo, com muito dinheiro no banco, sobrando muito tempo para simplesmente aproveitar a vida ao máximo. Lembre-se, tudo isso sem grande esforço e sem abrir mão dos prazeres da vida. Meu livro será escrito através deste site. Não existirá na forma impressa, pelo menos não tão cedo.

A primeira coisa que temos que fazer é definir o que é essa tal de independência financeira:

Independência Financeira é a possibilidade de viver da forma que estamos acostumados, sem precisar trabalhar para isso.

Note que de acordo com a definição acima, no momento em que você atingir a independência financeira, você pode parar de trabalhar. Mas provavelmente você não vai fazer isso. Você vai continuar no seu emprego. Dessa forma, a partir deste momento, você passa a ter uma renda equivalente ao dobro do seu salário. Você continuará recebendo seu salário e também receberá os rendimentos de suas aplicações. Poderá aumentar seu padrão de vida consideravelmente. E com segurança.

De toda forma, vamos ignorar o parágrafo anterior e imaginar que você queira largar seu emprego. Talvez você queira fazer um curso que não podia fazer antes por falta de tempo. Ou você pode finalmente abrir sua própria empresa, com a segurança de ter uma fonte de renda que garanta o seu sustento até que sua nova empresa comece a crescer.

No momento em que os rendimentos de seus investimentos sejam suficientes para cobrir todas as suas contas, você tem todo o tempo disponível para fazer o que quiser. Você tem algo incrível. Você tem LIBERDADE! Algumas possibilidades que esta liberdade proporciona são:

  • Fazer cursos: esses cursos podem aumentar sua capacidade de ganhar dinheiro, permitindo um aumento no padrão de vida. Que tal trocar o carro 1.0 por um modelo mais potente? Quem sabe uma casa maior onde seus filhos tenham espaço para correr e brincar? Você pode retomar os estudos que parou por ter que trabalhar. Pode aprender aquele hobby que sempre quis ter e nunca tinha tempo antes. Tenho um amigo que atingiu a independência financeira e fez um curso de culinária. Hoje ele é dono de um pequeno restaurante. Realizou o sonho que tinha há muito tempo.
  • Viajar: com todo o tempo livre conquistado, você poderá viajar com muito mais freqüência. Conhecer todos os lugares com que sempre sonhou.
  • Abrir a própria empresa: o sonho de muita gente. Lembra do meu amigo que abriu o próprio restaurante? Ele é apenas um, de muitos que conseguem realizar este sonho. Conheço muita gente que conseguiu abrir a própria empresa depois de conquistar a independência financeira. Alguns possuem empresas pequenas, outros maiores. O tamanho não é importante. O que realmente interessa é o fato de eles poderem fazer o que gostam, trabalhar com o que lhes dá prazer. Mesmo que no final das contas ganhem apenas o suficiente para manter a empresa funcionando, neste caso o trabalho funciona como terapia, como diversão.

Uma coisa muito importante a ser levada em conta é que a independência financeira é diferente para cada pessoa. Alguns precisam de R$ 500 por mês para viver. Outros podem precisar de R$ 5000 ou mais. O importante é que independente de quanto precise para viver, todos têm condições de chegar lá. E mais importante que isso, quando uma pessoa que precisa de R$ 500 mensais para atingir sua independência financeira finalmente consegue, torna muito mais fácil e rápida a subida para o próximo degrau na escada do sucesso.

Assim, com um passo de cada vez, convido vocês a subir esta escada. A escada do sucesso e da independência financeira para pessoas comuns.

Eu consegui! Você também consegue!

Sempre entregue dois cartões de visita

Meu padrinho de casamento acaba de enviar um e-mail com uma sugestão que achei simplesmente genial. Simples, porém absurdamente eficiente. Deixo que ele explique com as próprias palavras:

Esta semana, aprendi um truque simples mas eficiente. Funciona assim: depois de conversar com alguém que se interessou pelo que você faz/vende, ao entregar seu cartão de visitas, não entregue apenas um – entregue dois. Peça para a pessoa entregar o cartão extra para um amigo, colega, familiar ou conhecido que também possa se beneficiar daquilo que você faz/vende.

A pessoa que me ensinou o truque jura que mais de 80% dos seus negócios hoje surgem do boca a boca e que o truque do cartão extra certamente provoca uma boa parte desse movimento.

Não é uma excelente idéia fazer seus clientes prospectarem por você?

Atenciosamente,
Harry G. Fockink

Quarta aplicação, mudança de planos

Hoje fiz minha quarta aplicação e uma total mudança de planos…

Tirei todo o dinheiro que havia aplicado no Banrisul e no Itaú dos fundos de RF.

Fiz um novo cálculo… Se quando tivesse me formado (aos 23 anos) começasse a depositar R$ 200 por mês em um fundo que rendesse 1% ao mês, depois de 7 anos teria depositado R$ 16.800. Mas teria no total R$ 26.395,80 devido ao rendimento dos juros compostos. Se com 30 anos passasse a depositar R$ 500 por mês nesta aplicação, durante mais 3 anos (para chegar aos 33 que tenho atualmente), teria depositado mais R$ 18.000. Meu saldo final na aplicação seria então de R$ 59.520,11 com a mágica dos juros compostos.

Ou seja, se tivesse feito aquelas aplicações que os livros sobre independência financeira falam, teria hoje aproximadamente R$ 60.000. Coloquei esse valor inicial em uma planilha e calculei o seguinte:

Para chegar ao R$ 1.000.000,00 até os meus 45 anos (faltam 12), começando com R$ 60.000, em uma aplicação que renda 1% ao mês, preciso aplicar R$ 2.500,00 mensais pelos próximos 7 anos, podendo diminuir para R$ 2.000,00 mensais nos 5 anos seguintes. Isso me levará ao Milhão.

Meu objetivo imediato então é esse. Fazer sobrar R$ 2.500 mensais pelos próximos 7 anos. E ainda assim, viver com um padrão de vida confortável, trocando de carro a cada 5 anos, tirando férias no inverno pelo menos por uma semana e fazendo uma viagem internacional no mínimo a cada dois anos.

Se falhar algum mês, ou não chegar perto do valor necessário, vou recalculando os valores mensais necessários para chegar no número final.

Por outro lado, se acontecer tudo conforme o planejado e mais algumas coisinhas não totalmente planejadas… Então vou recalcular a rapidez da minha chegada ao milhão. Tenho certeza que com números reais para atingir mensalmente e com a atenção extra criada por esse planejamento, novas oportunidades aparecerão e eu estarei pronto para aproveitar várias delas. Essas oportunidades futuras é que serão minha “pista de alta velocidade”.

Fiquem a vontade para enviar suas atualizações de posição dos investimentos e seus próprios planos de atingir o Milhão.

Meu Projeto Milhão original, que é paralelo e independente dos meus outros investimentos, continua aqui. Só que agora, o começo do zero foi “artificialmente” adiantado em 10 anos. Um dos motivos é para mostrar de forma imediata que com 7 anos de R$ 200 de economia mensal, mais 3 anos de R$ 500 de economia mensal, dá para conseguir juntar R$ 60.000.

O motivo real de eu ter cancelado aquelas aplicações pequenas e aos pouquinhos é que esses fundos cobram taxas de administração exageradamente altas. Já tive que conviver com elas quando meus investimentos eram poucas centenas de reais. Não tem sentido continuar fazendo isso.

Para vocês terem uma idéia dos valores de taxas que estou falando, são 4,5% ao ano no caso do Banrisul e do Itaú, para valores de aplicação menor que R$ 10.000. E baixa muito pouco para valores menores que R$ 100.000.

Já no Citibank, com R$ 10.000 aplicados, a taxa é de apenas 1,5% ao ano. E com R$ 25.000, cai para míseros 0,99% ao ano.

Vamos em frente. A estratégia atual, com a bolsa nos níveis em que está, passando de 41.000 pontos, é aplicar em fundos de renda fixa, ganhando com cada queda da taxa de juros. Estou fora da bolsa até que ela caia a níveis mais realistas. Meu negócio é ganhar com consistência e sem precisar ficar o dia todo de olho nas cotações.

Como acumular o capital inicial necessário para investir

Essa semana um amigo lançou uma questão em uma das listas de discussão que participo. Resumidamente, o que ele queria saber era como o pessoal da lista fazia para acumular o capital necessário para investir. As pessoas que participam desta lista costumam discutir os livros da série Pai Rico, Pai Pobre, do Robert Kiyosaki. As vezes as coisas costumam ficar meio vagas, principalmente quando o assunto é ganhar dinheiro e investir sem ter capital inicial.

Seguem alguns pedaços do e-mail dele, levemente editado por mim, e logo a seguir uma longa resposta que enviei a todos da lista…

Deixem-me compartilhar uns pensamentos com vocês.

Sempre acreditei que, em matéria de ficar rico, o nome do jogo é capitalismo. E o primeiro passo é acumular capital.

E pra acumular capital – capital inicial – importa mais esforço e dedicação que grandes jogadas.

Então minha meta é acumular capital. Acho que nós aqui falamos muito de rentabilidade sem mencionar como acumular capital. Devíamos falar um pouco sobre o mecanismo mais básico, o “poupar e investir”, em vez de “em que investir”. É como falar de cursar engenharia, sem ter feito a lição de casa de matemática.

Eu não arrumei outro jeito que não esse: É guardar pedaços do salário e investir em coisas que não paguem (muito) imposto. Agora estou comprando um apto (fechando hoje) e não vejo como bancá-lo na fase de construção que não por meio de dinheiro próprio.

Por que não falamos mais de o que temos que fazer no nosso dia-a-dia pra conseguir acumular capital pra investir? Ou sou só eu que ainda invisto o MEU capital?

De onde vc descola o SEU capital pra investir? Eu por exemplo, dou aulas extras e corto um ou outro gasto que não me faça falta, visando 20% do total, e invisto em ações e fundos imobiliários (e agora, apartamentos na planta).

E vocês, o que fazem?

Abraços,
fp

Segue minha longa resposta…

Eu acredito que o “zero absoluto” em relação a um capital inicial não existe. O que existe é um caminho que tem que ser trilhado. O início de quase todo mundo é zero, mas logo passamos pelo colégio, pelos amigos, pela família… Vamos acumulando experiências e ganhando um dinheirinho com o próprio trabalho.

As vezes, aparece alguma boa oportunidade. Se estivermos de olhos abertos e estudamos o suficiente sobre o assunto de tal oportunidade, podemos conseguir aproveitá-la. E assim, conseguimos ganhar uma pequena bolada que mesmo não sendo muita coisa, costuma ser bem mais do que conseguimos economizar com o próprio trabalho.

A partir daí é que começamos a ver as diferenças entre as pessoas que buscam com vontade a independência financeira, e as que estão aí só pra fingir que buscam – os sonhadores que esperam a fortuna cair do céu.

Imaginem que uma pessoa que trabalha com Internet e ganha R$ 2000 por mês. Imaginem ainda que esta pessoa consiga viver com R$ 1800 e economizar R$ 200 todos os meses. Em um ano, terá conseguido economizar R$ 2400. Agora vamos pensar o que aconteceria se aparecesse um trabalho extra que poderia ser feito no tempo livre durante um mês e que pagaria R$ 5000. Não é toda hora que aparece isso. Mas estando de olhos abertos e procurando um pouco, com certeza aparece.

Quando eu disse que nosso amigo acima conseguia viver com R$ 1800, podemos incluir nisso os custos para manter um carro, ou talvez não. Se tivesse o carro, os custos estariam contabilizados. Se não tivesse, ganhar uma bolada suficiente para comprar um carro usado não seria o suficiente para a manutenção do mesmo.

No final, o importante é saber o que fazer com esse dinheiro extra ganho. Se simplesmente comprarmos algo que não vai fazer esse dinheiro crescer, teremos um pequeno luxo novo, não condizente com nosso salário. Se comprarmos algo que vai nos dar mais despesas, por exemplo, um carro, teremos um luxo novo que vai apertar nosso padrão de vida ou que vai exigir que paremos de economizar o pouco que conseguiamos. Ou pior ainda, vai exigir que trabalhemos mais, não para conquistar nossa independência financeira mais rápido, e sim, para bancar esses novos luxos que ainda não são possíveis para nossa faixa de renda.

O nome do jogo é Capitalismo. O problema é que as pessoas não conhecem as regras do jogo. E as que conhecem as regras não costumam conhecer a estratégia certa que sempre leva à vitória:

  1. Trabalhe para ganhar dinheiro e gaste menos do que ganha.
  2. Invista a diferença entre o que ganha e o que gasta para viver. Esse valor não deve ser menos de 10% do que se ganha.
  3. Quando aparecer oportunidades extras de ganhar, use o que ganhou para aumentar o bolo dos investimentos, não para comprar luxo e conforto. Eventualmente, compre um pouco de conforto com parte do que ganhou, mas um tipo de conforto que não aumente as despesas básicas mensais.
  4. Estude para aumentar os ganhos básicos e aumentar o padrão de vida, aumentando junto as quantias economizadas.
  5. Repita os passos anteriores até que os rendimentos dos investimentos sejam o suficiente para manter o padrão de vida conquistado, indefinidamente. Um número adequado seria vinte vezes o salário anual.
  6. Continue trabalhando e ganhando dinheiro além dos rendimentos de forma a aumentar os investimentos para que eles sejam suficientes para manter um padrão de vida maior do que o seu de costume, se quiser isso. Ou simplesmente aproveite a independência financeira, viva de renda e faça o que quiser no tempo que antes era usado para trabalhar por um salário.

Conheço muita gente que seguiu esses passos durante uns 10 ou 15 anos. Depois de ter atingido a independência financeira para o padrão de vida a que estavam acostumados, muitos simplesmente continuaram trabalhando e economizando, aumentando o padrão de vida com segurança e consistência. Outros trocaram o emprego por outro que gostassem mais, mesmo recebendo um salário menor. Outros se aposentaram para se dedicar a algum hobby. Alguns poucos abriram empresas e puderam se dedicar totalmente a elas sabendo que teriam o dinheiro para viver enquanto a empresa estava iniciando. Uma empresa assim não tem como dar errado. O segredo é a dedicação total do dono, em uma área em que ele goste e conheça, sem que ele precise fazer “bicos” para se sustentar enquanto a empresa não der lucro.

Uma forma de fazer a mesma coisa é começar bem mais cedo. Abrir a empresa enquanto vive com os pais, por exemplo. Pena que não são todos que tem a “vontade” de abrir mão de festas, skates, passeios, roupas da moda enquanto são jovens. Eu fiz isso. Nunca deixei de viver, ia ao cinema, viajava, me divertia. Mas enquanto tinha amigos que faziam isso todos os dias, eu fazia com mais moderação. Se ia no cinema em um fim de semana, não saia para fazer festa. Se viajava no outro fim de semana, provavelmente ficaria em casa no seguinte, sem cinema e sem festa. Saía com os amigos, passeava no shopping, mas não gastava tudo que tinha.

Quando me formei, saí de casa e abri minha empresa ao mesmo tempo. Tinha juntado o suficiente na minha adolescência (consertando computadores, instalando programas e dando aulas) para viver por 1 ano. Se tivesse ficado na casa dos meus pais durante esse início da empresa, teria dinheiro para me manter por mais de 3 anos. Então eu tinha tranquilidade suficiente para saber que poderia me dedicar a empresa sem precisar fazer “bicos” que tirariam meu foco.

Alguns amigos que não me conhecem muito bem costumam me chamar de pão duro. Falam isso porque eu não costumo gastar meu dinheiro em coisas supérfluas que não me acrescentam nada. Essa impressão deles não me afeta, não dou bola. Na realidade, eu compro muitas coisas por impulso. Coisas caras e desnecessárias. Mas são coisas que me dão satisfação pessoal. Então por um lado, eu decido não acompanhar eles no cinema para ver um filme qualquer de suspense. Eles acham que é pão durismo. Eu sei que é devido ao fato de não gostar de filmes de suspense. Iria se fosse uma aventura, por exemplo. Por outro lado, eu compro mais máquinas fotográficas do que tenho tempo para usa-las. Tenho desde máquinas TLR de 1955 e SLR profissionais até as mais modernas câmeras digitais. Essa é uma das coisas que me agrada e me satisfaz. Mesmo eu sabendo que não consigo usar essas máquinas todas o suficiente para justificar o valor delas. É um dos meus hobbies. Já tive outros, como colecionar computadores antigos. Posso me dar a esses luxos porque não gasto com outras coisas que não me são importantes. Usar um tênis de R$ 400, por exemplo. Gosto dos meus de R$ 120, comprados na promoção por R$ 80. Todos 3 que comprei para aproveitar a promoção sabendo que durariam por vários anos. Notem que não estou criticando quem compra os tais tênis de mais de R$ 400. Só estou dizendo que para fazer isso, tem que se abrir mão de alguma outra coisa. No meu caso, as máquinas fotográficas são mais “importantes” do que os tênis da moda. Poderia comprar os dois, mas aí teria que abrir mão de alguma outra coisa…

Tudo é questão de escolhas. Cada um faz as suas. Pessoalmente, eu ainda estou no processo de melhorar um pouco mais meus gastos por impulso. Notebooks, câmeras fotográficas e aparelhos eletrônicos são meu ponto fraco. Compro sabendo que não vou usar o suficiente para justificar a compra. Mas tenho melhorado nisso. Ainda não tenho um iPod. Na verdade tenho, mas é um Shuffle 512k comprado por R$ 220 (custa 660 nas lojas, comprei usado de um amigo que estava trocando por outro melhor). Quem usa é minha esposa, dei de presente para ela ouvir música quando vai para faculdade. Tenho coceira nos dedos cada vez que vejo uma foto do iPod Video. Mas sei que não preciso de um. Não sou o tipo de pessoa que sai na rua com fones de ouvido. Nem gosto muito de usar fones de ouvido. Gosto de ouvir os pássaros, os carros, as pessoas. Eventualmente sei que vou comprar um. Mas um que sirva para ouvir música no aparelho de som da sala, no carro, e que ainda transporte meus arquivos do computador de casa para o escritório. Um drive móvel de backup que por acaso toca música. Provavelmente será um iPod Photo ou até mesmo o iPod Video. Mas vou acabar comprando quando já tiverem sido lançados mais dois ou três modelos mais novos, quando o preço estará bem menor. Se existisse iPod uns 10 anos atrás, provavelmente eu teria um de cada modelo existente. Tenho 6 Palmtops assim.

Não costumava vender meus “brinquedinhos” quando comprava o modelo novo. Um pouco por comodismo, mas mais por apego mesmo. Estou mudando isso. De tempos em tempos faço uma limpa nas coisas e anuncio tudo no Mercado Livre. Vendi 5 Palmtops nos últimos 24 meses (sim, além dos 6 que ainda tenho e não coloquei ainda à venda). Minha próxima tarefa é vender minhas máquinas fotográficas. Ficar só com duas. Uma que minha esposa usa atualmente, muito compacta e prática porque está sempre na bolsa dela. E uma que ainda vou comprar, para deixar sempre na minha pasta. 🙂

Como é meu costume, divergi um pouco do assunto inicial. Mas acredito ter passado alguns pontos que considero importantes. Somos resultado direto de todas as escolhas que fazemos a cada segundo. Será que temos feito as escolhas certas?

Meu Novo Site. Em Inglês.

Semana passada coloquei no ar um novo site. É escrito em inglês, pois essa foi a melhor forma que achei de melhorar a minha escrita nesse idioma. Vou escrever sobre o que mais gosto: livros sobre dinheiro. O site é o BestMoneyBooks.com.

Muita coisa que escrever lá, também escreverei aqui em português e vice versa. Mas algumas coisas só estarão em um ou em outro. Aqui, por exemplo, continuarei escrevendo sobre os consórcios. Já lá, vou escrever coisas como a minha tradução pessoal do livro O Homem Mais Rico da Babilônia. O que ocorre é que a versão em inglês é escrita em uma linguagem arcaica, semelhante à Bíblia ou à peças de Shakespeare. Então resolvi fazer a minha tradução para o inglês atual.

Fica o convite para quem quiser visitar.

Tempo é Tudo. O Sucesso é Inevitável.

Sexta-feira passada assisti ao show Chaos and Creatin at Abbey Road, do Paul McCartney Foi um show memorável, mas o final foi o que mais me chamou a atenção e serviu de inspiração para este texto.

Vou explicar. Para terminar o show, McCartney pediu para o público acompanha-lo na bateria. Distribuiu uns pandeiros e umas maracas e fez uma base na bateria. Pediu ao seu produtor para gravar essa pequena sessão.

Ele então foi até o piano e tocou acompanhado pela percussão recém gravada. Pegou o baixo logo depois e tocou acompanhado pela bateria e piano. Buscou uma guitarra e tocou junto com a bateria, o piano e o baixo. Ainda com a guitarra, fez mais uma gravação para completar com uma trilha de solo.

Em menos de 10 minutos ele tinha uma banda inteira tocada somente por ele. Pediu ao Nigels, seu produtor, para tocar a gravação e começou a cantar alguma coisa como: “That’s all for now! You gotta go home…” Essa era a versão arriscada. Ele inventou a música na hora. Depois disso, mandou tocar a gravação e começou a cantar uma versão mais tradicional… Blue Suede Shoes. Fim do show, rolam os créditos. That’s all for now!

O álbum novo dele foi feito desta forma. Ele tocou vários instrumentos em várias músicas. Ele pode fazer isso. Ele toca instrumentos por tanto tempo que isso se tornou uma segunda natureza para ele. Toda a vida dele foi dedicada a isto.

E é assim com todo mundo. As pessoas geralmente dizem que não tem o conhecimento de algo, ou que não podem fazer alguma coisa porque lhes falta o talento. Mas talento não é nada sem muito treino. Sem muito tempo gasto aperfeiçoando as capacidades. Precisamos investir tempo no que realmente queremos para nossas vidas. Essa é a única coisa que nos torna Mestres!

Estou estudando e agindo há 10 anos na área “criar minha própria empresa”. Eu leio livros. Falo com pessoas que já alcançaram o que busco para mim. É isso que quero na minha vida. É fácil assim, mas já foram 10 anos de dedicação, com foco nisso. Já alcancei o sucesso com minhas três empresas. Mas também já quebrei quatro outras antes desse sucesso. Eu não tentei manter um emprego ao mesmo tempo ou quando as coisas davam errado. Iria perder o foco. E não podia desistir enquanto não chegasse aonde queria. Estava ainda na fase de aprendizado.

Mantenha o foco no que você realmente deseja pelo tempo que for necessário. O Sucesso é inevitável!

Terceira Aplicação

Dia 22 de março fiz a terceira aplicação do Projeto Milhão. Foram mais R$ 1450,00 no fundo Banrisul Super. Tive algum descontrole nas contas e dia 2 de março ocorreu uma baixa automática de R$ 20 deste fundo.

As aplicações agora estão na seguinte situação:

Banrisul Super: R$ 2449,15
Itaú RF: R$ 1023,76

O primeiro objetivo destas aplicações é ter pelo menos R$ 12.000 em cada banco, para conseguir a isenção das tarifas mensais. Para quem não precisa usar mais de um banco, isso se torna um pouco mais rápido.

Nos próximos meses as aplicações nesses fundos devem diminuir. Algumas pessoas escreveram comentários nos artigos anteriores, sobre o fato de acharem que a coisa estava parada. Não está. O que acontece, é que não são feitas aplicações a cada semana. É uma vez por mês. E pode haver meses em que isso não aconteça.

Outra coisa é que esse é o Projeto Milhão. O objetivo é chegar ao milhão da forma mais rápida possível. Então, depois de algum tempo e algum dinheiro acumulado, vou começar a fazer aplicações mais criativas. Pode ser que invista nos consórcios, pode ser que monte uma nova empresa. Só o futuro dirá.

Como sempre, os comentários estão abertos para quem quiser participar descrever sua forma de chegar ao milhão.

Cursos à distância e novos empreendimentos

Há pouco menos de 2 anos conheci 3 empreendedores que estavam bolando um curso de inglês à distância, com aulas pela Internet. Começamos a conversar e em menos de 1 mês fui fisgado pelo vírus do ensino. Me tornei sócio da empresa.

Neste início de 2006, depois de ter atendido algumas empresas com cursos específicos para as necessidades delas, abrimos oficialmente nosso curso de inglês para o público em geral. Escrevi um pouco mais sobre isso em um artigo anterior.

O curso de inglês foi apenas a ponta do iceberg. Nossa equipe de tecnologia está apta a resolver qualquer questão de criação na área de ensino a distância. Possuimos uma plataforma própria de ensino e gerenciamento de cursos que pode ser utilizada não apenas para o ensino de línguas estrangeiras mas também para qualquer outro curso que possa ser ministrado com o uso de textos, exemplos, ilustrações e exercícios. Estamos conversando com alguns empreendedores para a implementação de diversos novos cursos, tais como: investimento em ações, cursinho pré-vestibular, cursos específicos para concursos, cursos para OAB, curso de italiano, francês e espanhol, entre outros.

Nosso objetivo é proporcionar aos empreendedores todas as ferramentas necessárias para um curso de sucesso. Somos os vendedores de pás e picaretas nesta corrida do ouro do ensino à distância. Somos a empresa que torna possível o seu curso sem que seja necessário reinventar a roda.

Caso possua um curso tradicional ou pretenda iniciar um negócio nesta área, mande um e-mail para conversarmos sem compromisso. Somos uma equipe muito empreendedora com a visão de dividir para conquistar.

O tipo de visão que diz:

“Onde todos ganham, TODOS ganham.”

Aprender Inglês

Todos sabemos que o aprendizado da língua inglesa é algo que pode nos abrir muitas portas. Isso acontece por diversos motivos, sendo um deles, por exemplo, nos facilitar o uso dos computadores, outro conhecimento muito útil na questão de abrir portas.

Há no entanto um problema. O ensino da língua inglesa nas escolas é geralmente empurrado para os alunos, muitos dos quais não têm o menor interesse neste aprendizado. Perdem os que têm interesse, que precisam então procurar cursos específicos que geralmente custam muito caro.

Sabendo dessas coisas acabei conhecendo alguns empreendedores que queriam ajudar na solução desses problemas. Trocamos algumas idéias e, como nossos objetivos comuns eram semelhantes, acabei entrando de sócio na empresa deles.

Em 2006 começamos oficialmente as atividades da minha mais nova empresa. Participo da empresa há quase 2 anos e meus sócios já estavam trabalhando na criação dela mais 2 anos antes da minha entrada, mas é justamente agora que temos nosso produto principal pronto para o mercado.

A Englishvox oferece diversas opções de cursos de inglês para aprendizado à distância, através da Internet. Existem aulas sincronas e assincronas, sendo a diferença das duas a interação ou não com nossos professores. Os custos, devido ao uso inteligente da tecnologia a nossa disposição, são extremamente acessíveis, muito menores do que os cursos tradicionais.

Temos ainda planos especiais para empresas, de forma que os empresários que tiverem interesse em capacitar seus funcionários podem fazer isso com custos ainda mais reduzidos e acompanhamento total dos resultados individuais de cada funcionário.

Para saber mais, clique no banner da Englishvox que se encontra na barra lateral deste site.

Análise Fundamentalista para receber Dividendos

Ontem me perguntaram sobre como escolho que ações comprar e como geralmente acontece quando alguém me pergunta algo resolvi escrever uma resposta relativamente completa. Segue então uma descrição mais ou menos realista da minha forma de investir em ações, levando em conta que atualmente não possuo ações de nenhuma empresa nos meus investimentos.

Minha abordagem de investimento é baseada no longo prazo, com uma carteira variada de ações de diversos setores, utilizando a análise fundamentalista. Me interessa a empresa e seus números, não o que o mercado acha dela. Meu guru é Warren Buffet. Levando em conta que ele é o segundo homem mais rico do mundo, acho que posso acreditar ser uma boa escolha a forma de investimento defendida por ele. Não tenho o poder que ele tem, de comprar empresas inteiras. Isso me leva a fazer algumas escolhas diferentes das que ele faria. Ele investe em empresas de bons fundamentos e não está interessado em que dividendos essas empresas pagam. Para ele, se essas empresas não pagarem dividendo algum é ótimo. Desde que, é claro, não paguem dividendos porque saibam como reinvestir os lucros de forma a fazer esses se tornarem cada vez maiores.

Minha primeira meta é conseguir pelo menos 10% de rendimento anual sobre meu investimento. Esse rendimento tem que ser na forma de renda, não de valorização. Por exemplo: se for comprar R$ 5.000 em ações de uma empresa e no período de um ano a distribuição de lucros render pelo menos R$ 500, a ação está na minha lista. Com os valores cobrados hoje pelas ações isso está bem difícil de se conseguir. Mas deve existir alguma, temos que estar sempre procurando e analisando os relatórios.

Dá para notar acima que não me interesso muito se o valor da ação aumentou ou diminuiu ao longo do ano. Claro que isso interessa, mas o mais importante para mim é saber se vou receber meus rendimentos e que eles sejam pelo menos de 10% anuais. Mas como é de se esperar, além disso a ação não pode perder muito valor, porque tenho que garantir também o meu capital investido. Isso não é muito difícil no meu caso, porque procuro comprar somente ações subvalorizadas. Se não acho nenhuma que se encaixe nas minhas necessidades, simplesmente fico fora do mercado. Sou eu que decido quando ir às compras, não o mercado.

Olhando os relatórios financeiros das empresas, todas elas listam o quanto pagaram de dividendos por ação, no ano fiscal. Então é questão de bater esse valor com a cotação da ação da empresa no mercado. E verificar ainda essas informações todas referentes aos anos anteriores, para saber se isso é regra ou excessão.

Alguns exemplos:

No relatório mensal de fevereiro a Fator Corretora lista as seguintes ações como boas pagadoras de dividendos:

GETI4 12,3%
TLPP4 11,6%
TMAR5 10,8%
CRUZ3 8,7%
SBSP3 6%

Todos os valores acima são projeções, baseadas no valor atual da ação e o dividendo pago em relação ao preço projetado da ação daqui a um ano. Os valores efetivos de pagamento de dividendos do ano anterior são pouco mais de 6% para as três primeiras empresas, menos de 3% para a CRUZ3 e 11% para a SBSP3.

Como dá para notar, olhando os valores efetivos e não as projeções, todas estão muito caras em relação ao meu objetivo de ganhar pelo menos os 10% de dividendos. Minha estratégia atual é não comprar ações até a correção do mercado. Que na minha opinião, tem que ser lá pelos 18.000 pontos. Mas devo refazer minha análise nos 32.000, 28.000 e 24.000. Quando os números baterem, volto ao mercado.

Não gosto de jogar. Nem na Megasena que é baratinha eu costumo jogar. Então essa dança das cadeiras que é o mercado a curto prazo simplesmente não me atrai.

Não gosto de perder tempo. Passar o dia acompanhando ações na tela do computador não é meu esporte favorito. Gosto de negócios desafiantes que precisem de um esforço e análise inicial, mas que depois possam ser mantidos em andamento por pessoas que simplesmente obedeçam ordens e sigam procedimentos. Gosto de descobrir quais são as ordens e procedimentos que geram o resultado esperado. Gosto de descrever isso e treinar as pessoas para executar essas tarefas. E depois, gosto de simplesmente sair de perto e deixar o dinheiro fluir sem eu precisar ficar trabalhando o dia todo.

Sei que tem gente que gosta de aventuras nos investimentos em ações, mas para mim o objetivo é claro: não perder tempo.

O dinheiro tem que trabalhar para mim, não o contrário.