Sobram vagas

Você acredita que é possível ganhar de R$ 500 a R$ 3.000, trabalhando em casa? Provavelmente não. Afinal, tudo que parece bom demais para ser verdade, costuma não ser. De qualquer modo, você já deve ter notado a quantidade de anúncios classificados, panfletos, cartazes e outros meios de divulgação prometendo esses resultados por aí, não é mesmo? Eles estão por toda parte…

Então eu pergunto: por que há tanta gente envolvida nisso? Será que funciona? Será que é ilegal? Você gostaria de saber do que se trata? Se fosse uma oportunidade real de mudar a sua vida, você estaria preparado para aceitá-la? Ou descartaria de imediato, como vem sempre fazendo?

Eu não sei qual é a sua experiência nisso, mas recomendo que você baixe suas armas e preste muita atenção no que vou dizer: nem todos os anúncios têm a mesma origem. Portanto, não existe uma resposta fácil para qualquer dessas perguntas. Não dá para saber se a oportunidade é verdadeira pelo anúncio, simplesmente porque há inúmeras empresas usando estratégias parecidas para divulgarem seus negócios. Algumas são fraudulentas, outras mal-intencionadas… e muitas têm algo realmente bom a oferecer.

Parece óbvio, mas a grande maioria das pessoas se fecha às oportunidades que surgem por puro preconceito. Elas tiveram alguma experiência negativa ou escutaram alguém falar de negócios que não deram certo, e pensam que todas as oportunidades que existem se referem à mesma empresa, produto ou situação. Enfim, passam a vida inteira falando mal das pessoas que desenvolvem esse tipo de negócio, sem conhecer.

Não seja tão ingênuo. Que tal investigar um pouco mais sobre negócios domiciliares antes de assumir uma postura definitiva? Mesmo que você não se interesse em construir esse tipo de negócio, poderá ajudar os amigos e parentes que se envolverem.

O PRODUTO “OPORTUNIDADE”

Está claro que o desemprego chegou para ficar. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, o mercado de trabalho vem sofrendo grandes transformações. Hoje, não se têm as mesmas garantias do passado e está cada vez mais difícil manter uma posição.

Diante deste quadro, quantas pessoas estão ociosas por falta de emprego? Faz sentido imaginar que o medo de perder o posto obriga àqueles que estão empregados a aceitarem condições piores de trabalho e salários mais baixos?

Ao mesmo tempo em que o trabalho formal vem sendo desvalorizado a cada dia, basta olhar para os lados para perceber a maior obsessão das empresas: conquistar e fidelizar seus clientes. São promoções, publicidade, condições de pagamento a perder de vista, enfim, vale tudo para sobreviver mais um dia nesse mercado.

Nunca, em qualquer tempo, tantas empresas surgiram e desapareceram tão rápido quanto agora. Ou seja, a competitividade que existe entre os seres humanos para conseguir empregos, é praticamente a mesma que as existe entre as empresas, para conseguir clientes.

Percebendo isso, alguns empresários resolveram unir o útil ao agradável. Eles começaram a oferecer oportunidades para as pessoas insatisfeitas com o mercado de trabalho formal, da seguinte forma: “quanto mais vocês me ajudarem a expandir as vendas, mais dinheiro eu estou disposto a pagar”. Criou-se, então, o produto “Oportunidade” para empreendedores autônomos de todo tipo: vendedores, treinadores, administradores e pessoas comunicativas em geral.

Faz sentido, não? Claro que faz!

O DISTRIBUIDOR INDEPENDENTE

Talvez você nunca tenha ouvido falar nesta profissão, mas já existem mais de um milhão de brasileiros trabalhando como Distribuidores Independentes. Não é incrível? Este é o mercado de Vendas Diretas, que faturou R$ 3,6 bilhões e cresceu 21% no último semestre, segundo a ABEVD – Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas.

O que os Distribuidores Independentes fazem? De um modo geral, apresentam os produtos e serviços dessas empresas para o maior número de pessoas possível. Fazem demonstrações, palestras e realizam vendas para começar, mas a atividade de vendedor costuma ser apenas o início do seu próprio negócio. É um ganho imediato que, dependendo da empresa, pode chegar tranqüilamente aos números divulgados por aí.

Basta fazer a conta: a maioria das empresas oferecem 30% de descontos sobre o preço sugerido à venda, para seus Distribuidores Independentes. Ou seja, um determinado produto que custa R$ 100 ao cliente final, é adquirido pelo Distribuidor por R$ 70. Dependendo da empresa, os números podem variar, mas o fato é que se você fizer apenas uma venda por dia, e vender de vinte a trinta itens no mês, irá movimentar algo em torno de R$ 2.000 em vendas ao cliente final, colocando no bolso aproximadamente R$ 600.

É pouco? Talvez seja pra você, mas eu sugiro que enxergue o mercado como um todo. Quantas pessoas no Brasil trabalham dia e noite para ganhar bem menos que isso? Quantas estão dispostas a trabalhar e não conseguem ser absorvidas pelo mercado formal? Quantas querem uma oportunidade para reconquistar sua auto-estima e sustentar suas famílias com dignidade? Milhões é a resposta.

Portanto, se você acha pouco receber R$ 600 sobre as próprias vendas, que tal receber R$ 1.500, R$ 3.000 ou até R$ 10.000 por recrutar e treinar essas pessoas?

Sim, como eu disse antes, a venda direta é apenas o início deste tipo de negócio. Todos começam realizando vendas pessoalmente, mas à medida em que se desenvolvem como líderes e formadores de equipes produtivas, os Distribuidores Independentes podem se tornar grandes empreendedores autônomos, gerenciando redes espalhadas por todo o País e pelo mundo.

Se você é um bom treinador, determinado a aprender as melhores técnicas e se aprimorar a cada dia, pode começar com cinco, depois dez, vinte, cem… até alcançar mil Distribuidores ativos em sua equipe, no prazo de dois a cinco anos. Considerando os números acima, você pode gerar um volume de negócios de R$ 2.000.000 mensais para a sua empresa. Se um dia você receber 1% disso, estamos falando em um ganho aproximado de R$ 20.000/mês.

Você pode alcançar resultados expressivos, mas o potencial de crescimento não é o mais importante. O fundamental é entender que todos começam do mesmo ponto, sem a necessidade de fazerem grandes investimentos. Ou seja, você pode iniciar um negócio domiciliar com apenas R$ 200 e, daqui a cinco anos, gerenciar um mercado de distribuição milionário. Só depende de você!

DICAS E ARMADILHAS

O sistema faz sentido e os números estão aí para provar que funciona. Em 2002, pouco mais de 1 milhão de brasileiros movimentaram o equivalente a R$ 6,9 bilhões. Nos Estados Unidos, foram mais de 12 milhões de distribuidores e US$ 28 bilhões em vendas.

O negócio de vendas diretas funciona e vai muito bem, obrigado!

Entretanto, é natural que nem todas as empresas deste setor sejam prósperas e vencedoras. Sabemos que nem todos os produtos comercializados têm qualidade compatível com os preços praticados, nem todos os profissionais são éticos… enfim, podemos encontrar os mesmos problemas em qualquer outra indústria.

Além disso, são comercializados diferentes tipos de produtos, nos segmentos de cosméticos, nutrição, cuidados pessoais, cuidados com a casa, roupas e praticamente tudo que você pode imaginar. Algumas empresas priorizam o ganho imediato e oferecem um plano de carreira mais simples. Outras, querem expandir rapidamente e valorizam o potencial de ganhos a médio e longo prazos. Ou seja, há oportunidades para todos os gostos. Cabe a você distinguir as melhores oportunidades para o seu perfil.

Uma sugestão que vale ouro: jamais se envolva em uma companhia sem conhecer e testemunhar a qualidade de seus produtos/serviços. Você precisa enxergar o valor do que está vendendo para o negócio funcionar ao longo do tempo. Qual o benefício real que você estará levando para as pessoas? O produto tem um preço compatível ou você está interessado apenas na oportunidade de ganhar dinheiro? Tenha a consciência limpa. Isso é indispensável para alcançar o sucesso pessoal e profissional.

Outra coisa: certifique-se de que a estratégia utilizada pela empresa e seus treinadores são sustentáveis e compatíveis com seus valores éticos. Infelizmente, existem empreendedores que cometem alguns abusos na tentativa de buscar atalhos para o sucesso. Além de não conseguirem resultados duradouros, acabam prejudicando o trabalho de quem atua corretamente.

Por exemplo, há Distribuidores Independentes que se utilizam da prática de SPAM (e-mail comercial não-solicitado) para promoverem suas oportunidades. Isso é uma forma errada de desenvolver qualquer negócio, pois além de comprometerem seriamente a própria imagem, prejudicam a empresa e os demais distribuidores. Para cada pessoa interessada, a prática de SPAM gera centenas ou milhares de descontentes, falando mal do sistema. Ou seja, é uma prática muito similar às queimadas que esgotam o solo rapidamente.

Portanto, se você deseja construir um futuro de sucesso, cuide bem de suas raízes. Respeite consumidores e parceiros potenciais, oferecendo algo de real valor. Não aumente, nem invente. A oportunidade de vendas diretas é muito positiva e funciona no tempo certo, se você estiver disposto a trabalhar e se desenvolver como profissional.

QUEM PODE FAZER?

Aí é que está o grande diferencial deste mercado. Todas as empresas de Vendas Diretas querem vender mais e oferecem estrutura para atender um número ilimitado de Distribuidores Independentes. Por isso, sobram vagas!

Além disso, por não haver qualquer limitação quanto à experiência, faixa etária, formação profissional, o mercado de vendas diretas acolhe todo tipo de pessoa. A única seleção que existe está relacionada a sua vontade de iniciar algo novo e investir o tempo necessário em seu próprio aprendizado. Se você quer, você pode!

Algumas pessoas podem iniciar seus negócios de venda direta em meio expediente, para não abandonarem sua fonte de renda principal. Depois, à medida em que os resultados aparecem, podem se dedicar mais e assim por diante.

Outra coisa importante: por lidarem com pessoas de origens tão diferentes, as empresas de vendas diretas investem muito em capacitação profissional. Todas oferecem cursos e materiais de apoio bem elaborados, que visam ensinar passo-a-passo o que você precisa para galgar os degraus do sucesso.

Neste mercado, não há privilégios para quem tem formação A, B ou C. O diferencial está na determinação de cada um. Pode ser até que uma pessoa com nível superior ou capital para investir comece um pouco mais rápido, mas essa diferença desaparece logo nos primeiros passos da caminhada. A prova disso é que as principais histórias de sucesso deste mercado são de pessoas que começaram da base, com pouco ou nenhum recurso.

A verdade é que não há ganho sem dor. Este é um negócio sério como outro qualquer. É preciso trabalhar com afinco e se desenvolver diariamente para chegar a algum lugar.

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Sergio Buaiz
Publicitário, escritor, consultor e conferencista. Autor do livro “Marketing de Rede – A Fórmula da Liderança”, é membro do Conselho Editorial da Revista VENCER!, Embaixador da Universidade do Sucesso e Diretor de Projetos da Comunidade BeFriends. Visite seu site pessoal: http://www.buaiz.com

Livro do Fabrício

Este livro é minha modesta tentativa de mostrar a sabedoria de um dos melhores livros que já li: O Homem Mais Rico da Babilônia, de George Clason. Os ensinamentos e a narrativa são semelhantes ao original, porém transcritos para os dias atuais, com os problemas vividos por muitas pessoas em todo esse nosso Brasil.

O livro conta a história de Marcelo e Paulo, dois amigos cansados de passar mês após mês sem dinheiro no bolso. Eles até ganham um bom dinheiro com seus trabalhos, mas sempre acabam o mês com a carteira vazia. Saiba como eles conseguiram sair desta rotina de ganha-gasta sem fim. Saiba o que é necessário para viver uma vida cheia de riquezas, sem preocupações com o tempo que o salário deve durar. Aprenda a gerar uma renda extra que pagará todas suas contas, independente de você trabalhar ou não.

Qualquer dos personagens poderia ser eu ou você, leia o livro e escolha quem você quer ser no futuro, com que personagem você mais se identifica. E parta para a ação, caso se identifique com algum personagem que não lhe agrada. Todos temos um futuro brilhante à nossa frente. Devemos apenas tomar a atitude de viver nossa vida como ela merece ser vivida. Não podemos deixar acontecer o que fala aquela famosa música: ‘deixa a vida me levar, vida leva eu…’

Tomemos o controle de nossa existência, façamos o que é necessário para alcançar tudo o que, com certeza, todos merecemos. Para isto, precisamos de exemplos fortes e honestos em quem nos espelhar. Precisamos estudar cada vez mais sobre o funcionamento do jogo da vida. Precisamos saber as regras e jogar para ganhar.

Sigam comigo nesta jornada. Ao final, um mundo de riquezas e felicidade espera por todos nós. Nossa jornada só depende de uma coisa: um desejo ardente e insubstituível de “chegar lá”. Uma vontade incomensurável de vencer na vida. Todos podemos conseguir, independente de nossas condições iniciais. Eu consegui, você também consegue.

Estou escrevendo o livro e enviando os capítulos para os assinantes do Informativo Moeda Corrente. Para ler os capítulos já publicados, basta se cadastrar na página do YahooGrupos. É gratuito.

A decisão é sua. A informação é aqui!

MoedaCorrente, sua fonte de informação para a independência financeira!

Fabrício S. Peruzzo, setembro de 2003.

Limão ou milhão?

Quando a conversa é sobre dinheiro, economia e afins, tenho por hábito mencionar os conceitos do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. São conceitos fora do senso comum e, portanto, nem sempre bem recebidos. Muitas pessoas não entendem.
Basta eu mencionar a frase “os ricos inventam dinheiro” ou “o dinheiro é uma abstração, você deve enxergá-lo com a mente” que não são poucas as críticas: “Ah, isso não funciona!” ou “para ganhar dinheiro, é preciso ter muito dinheiro!”.

Felizmente, outro dia recebi de um grande amigo uma história de um tal fazendeiro e uma mula. Ganhei o dia, agora sempre conto a história. É um ótimo exemplo de como inventar dinheiro e se sair de uma situação ruim. Aproveito para compartilhar a história com você, leitor deste boletim, e desde já peço que interprete a história apenas como uma fábula:

“Um velho fazendeiro, com sérios problemas financeiros, vendeu uma mula a outro fazendeiro por 100 reais.

Concordaram que a entrega da mula seria no dia seguinte e que o pagamento seria naquele dia mesmo. Entretanto, no dia seguinte, o velho fazendeiro chegou e disse:

– Desculpe-me, mas tenho más noticias: a mula morreu.
– Bom, então devolva-me o dinheiro – disse o comprador.
– Não posso. Já o gastei.
– Tudo bem. Mas, traga-me a mula da mesma forma.
– E o que é que vai fazer com uma mula morta?
– Vou rifá-la!
– Você não pode rifar uma mula morta!
– Claro que posso! Só que não vou dizer a ninguém que ela está morta…

Um mês depois, os dois homens encontram-se e o fazendeiro que vendeu a mula pergunta:

– Então, o que é que aconteceu com a mula morta?
– Rifei-a como lhe tinha dito. Vendi 500 números a 2 reais cada e tive um lucro de 996 reais.
– E ninguém reclamou?
– Só o fulano que ganhou a mula na rifa… Devolvi-lhe 4 reais, o dinheiro que ele havia pago pela rifa em dobro…”.

Moral da história: o fazendeiro transformou uma situação ruim em uma situação lucrativa. É claro que a história não deve ser levada ao “pé da letra”, deve ser interpretada apenas como uma fábula divertida: não recomendo que ninguém venda uma mula morta.

Porém, ainda que uma fábula, é um ótimo exemplo para um dos conceitos do livro “Pai Rico, Pai Pobre”: “inteligência financeira é imaginar diferentes soluções para transformar um limão em um milhão”.

Use a sua criatividade a serviço da solução de problemas financeiros.

Taxa de riqueza do Pai Rico, calcule a sua

Relação Preço / Lucro, Índice de Força relativa, reinvestimento de dividendos, Beta são algum dos termos que encontro com freqüência na seção de economia do jornal. E também com freqüência me encontro pensando que todos estes termos são importantes sim para um investidor; porém eu queria algo melhor, mais simples e direto: um índice para avaliar o dia a dia da minha vida financeira. Não é uma boa idéia?

Feita a introdução acima, o leitor pode imaginar minha reação quando me deparei com o seguinte trecho do livro “Aposentado Jovem e Rico” de Robert Kiyosaki: “Existem definições bem mais básicas e mais importantes (do que as pronunciadas por corretoras de investimentos) que você precisa conhecer se realmente está planejando se aposentar jovem e rico”. Pois bem, uma dessas definições é a Taxa de Riqueza do Pai Rico.

A Taxa de Riqueza do Pai Rico é muito simples: (renda passiva + renda de portfólio) / (despesas totais).

Renda passiva é aquela que você recebe sem trabalhar, por exemplo, a renda de aluguéis. Renda de portfólio é aquela gerada a partir dos seus investimentos, seja renda fixa, ações ou qualquer outro investimento. Resumindo, renda passiva e renda de portfólio são aquelas geradas a partir dos quadrantes D (dono) e I (investidor). Vale lembrar que a renda gerada nos quadrantes E (empregado) e A (autônomo) deve ser considerada como renda ganha e, portanto, não faz parte da Taxa de Riqueza.

Mas para que serve esta tal Taxa de Riqueza? O objetivo de calcular a taxa de riqueza é fazer com que a renda passiva e de portfólio se igualem ou excedam as despesas totais. Quando isso acontecer, você pode, por exemplo, sair do seu emprego (renda ganha) e manter o seu padrão de vida.

Um exemplo: se você ganha por mês 200 reais de renda passiva, 100 reais com seus investimentos e gasta durante o mês 1000 reais. Sua taxa de riqueza é (200 + 100) / (1000) = 0,3. Ou seja, você já começou, sua taxa já saiu do zero, mas você precisa melhorar, precisa alcançar e ultrapassar o “1”.

Kiyosaki conta que o monitoramento da taxa de riqueza mensalmente contribuiu de forma significativa para o seu sucesso financeiro: atualmente sua taxa de riqueza é de aproximadamente 12. Se você está pensando seriamente em se aposentar jovem e rico, torne a taxa de riqueza do pai rico parte da sua vida. Que tal começar hoje mesmo? É muito simples! Qual a sua taxa?

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Marcelo Junqueira Angulo
Marcelo Junqueira Angulo é administrador de empresas pela EAESP-FGV. É fã da série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”, e criador do site http://www.amigorico.org.

A regra número 1

Um grande amigo meu – também leitor da Coleção “Pai Rico” – me contou entusiasmado na semana passada: “Marcelo, você não vai acreditar, expliquei a diferença entre ativo e passivo para dois colegas de trabalho: um vendeu um dos carros no dia seguinte e outro ia repensar com a noiva a compra do apartamento”. Sim, o sujeito tinha dois carros e vendeu um deles no dia seguinte e naquele momento eu decidi: meu próximo texto será sobre a regra número um do “Pai Rico”: a diferença entre um ativo e um passivo.

Robert Kiyosaki, autor do livro “Pai Rico, Pai Pobre”, afirma que se você deseja ser rico, tem que conhecer a diferença entre um ativo e um passivo e comprar ativos. É a regra número um e é também extremamente simples: ativo é algo que põe dinheiro no seu bolso e passivo é algo que tira dinheiro do seu bolso.

O que define um ativo e um passivo não são as palavras, são os números. Uma casa é um ativo ou um passivo? Uma casa põe ou tira dinheiro do seu bolso? Se a casa coloca dinheiro no seu bolso através de, por exemplo, renda de aluguéis, é um ativo. Porém, se a casa tira dinheiro do seu bolso com despesas de manutenção, impostos, etc, a casa é um passivo.

Uma outra questão interessante: o ouro é um ativo ou um passivo? Pai Rico dá a sua opinião no livro Independência Financeira: “o ouro só é um ativo se você o comprar por menos do que o vender”. Se você comprou por $100 e vendeu por $200, o ouro colocou dinheiro no seu bolso nesta operação, é um ativo. “Mas se você comprou por $200 e vendeu por $100, então o ouro foi um passivo”.

Infelizmente, segundo o “Pai Rico”, as pessoas não sabem distinguir um ativo de um passivo. Os ricos adquirem ativos, enquanto que os pobres e a classe média adquirem passivos pensando que são ativos.

Os nossos colegas do primeiro parágrafo decidiram ou vender o segundo carro ou repensar a compra do apartamento porque perceberam que estavam comprando passivos e não ativos. O carro, por exemplo, tira dinheiro do seu bolso de várias formas: IPVA, gasolina, desvalorização, seguro, estacionamento, etc. Enquanto que o mesmo dinheiro aplicado em um ativo, estaria colocando dinheiro no seu bolso. Isto não significa que você não deva comprar um carro ou um apartamento para morar, significa que se o fizer deve estar consciente de que está comprando um passivo.

É simples, comece. Vou relatar uma experiência pessoal: comprei ano passado um daqueles computadores de mão (estilo Palm), raramente eu usava, gastava dinheiro com as pilhas e o aparelho ainda perdia significativo valor diante do surgimento de outros computadores mais modernos no mercado. Depois de entender a diferença entre ativo e passivo, percebi que meu computador de bolso era um passivo para mim. Vendi e hoje fico feliz em ver o dinheiro recebido gerando rendimentos no banco. Comece! Transforme, por menor que ele seja, um passivo em um ativo e, com certeza, você verá o resultado da regra número um.

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Marcelo Junqueira Angulo
Marcelo Junqueira Angulo é administrador de empresas pela EAESP-FGV. É fã da série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”, e criador do site http://www.amigorico.org.

Como sempre ter dinheiro no bolso

Por Eng. Daniel Gustavo C. Coulomb

Faz alguns anos o gerente de uma corretora me disse: “Daniel, os corretores nunca têm um centavo no bolso; ganhem pouco ou muito, sempre estão duros; não tem jeito; gastam até o que não tem!”. Eu fiquei calado, enquanto me perguntava em silencio: “Somente os corretores?”.

Hoje, mais do que nunca, comprovamos que não somente os corretores, mas também pessoas das mais variadas faixas de poder aquisitivo enfrentam dificuldades por gastarem mais do que ganham. Vamos analisar mais detalhadamente este problema e, neste breve ensaio, tentarei mostrar uma solução para este terrível flagelo que afeta muitas pessoas, famílias e até mesmo instituições e empresas.

As tentações que propiciam o consumo nunca foram tão agressivas e sofisticadas como as divulgadas atualmente pelo marketing moderno, mediante anúncios na televisão aberta, a cabo (que nos prende mais tempo em frente à telinha) e ofertas nos jornais, catálogos e revistas. O telemarketing e as malas diretas especializadas, direcionadas para segmentos diferenciados, facilitam a venda, além dos shoppings, que com elaboradas tentações satisfazem as mais variadas necessidades, conseguindo – como nunca antes – reunir em um único lugar as mais diferentes opções de compra. Quando já parecia que toda a sofisticação em matéria de vendas havia sido inventada, surge a Internet com suas incontáveis tentações e com um potencial de força infinitamente superior. A pergunta, então, é: “Qual é o limite?”.

Diariamente somos sufocados com diferentes ofertas, produtos e serviços. Desde carros sofisticados, roupas, artigos para o lar, assinaturas de revistas, livros, CD’s, eletro-eletrônicos importados, produtos para o lazer, produtos esportivos e para ginástica, computadores – e seus periféricos e produtos afins –, viagens de turismo e até mesmo cursos e seminários dos mais variados.

Enfim, a enxurrada de tentações que nos induz a gastar não têm fim.

As formas de pagamento são ardilosas e perigosas tais como o terrível cartão de crédito, o famoso cheque especial e, pior ainda, o sorrateiro cheque pré-datado, agente campeão das quebradeiras.

Outras formas de pagamento são dignas de um filme de horror ou parecem elaboradas por um Maquiavel: pague em 36 meses ou, leve hoje e comece a pagar daqui a 60 dias! Crédito na hora e sem fiador! Leasing, alugue ou compre, escolha a opção de sua preferência… e assim vai. E, agora, por último e como grande novidade, os programas de fidelidade, que falam: “permaneça juntinho de mim; compre sempre de mim que eu lhe darei como recompensa os mais variados prêmios”, inclusive – assim penso eu – uma cova na “terra dos falidos”.

Dos juros aplicados pouco falarei; nem o “Mister M” descobriu a forma para ajudar aos que necessitam sair desse atoleiro.

Diante de tanta invasão e persistente “tiroteio” de ofertas e oportunidades, as pessoas sentem-se imbecis ou desatualizados se não se rendam ante tantas tentações e tantos rótulos como: “inteligentes”, “gente que pensa”, “gente de futuro”, “moderno como ninguém”, “gente de ação” e não sei quantos outros “slogans” ou dizeres dos quais se utilizam os “marketeiros” para bajular e fisgar seus potenciais e “bonzinhos” compradores.

Tudo isso cria sérios conflitos nas pessoas, consigo mesmas e junto a suas famílias, suas amizades e seus empregos; produz insatisfações pessoais difíceis de solucionar e um estresse crescente, com situações, às vezes, insuportáveis.

“CHEGA, CHEGA, SOCOOOOORRO!!!, “to quebrado! Por Deus, qual é a soluçãoooooooooooo?”

Existe um escudo, uma defesa, uma ferramenta antiga como o mundo, implacável e extremamente eficiente, mas muito pouco usada, por ser muito mal compreendida. Seu nome: POUPANÇA.

Uma análise superficial dessa poderosa ferramenta permite somente ver a parte superior do iceberg e não a parte submersa. Esta imagem parece ser a “principal” vantagem que oferece a poupança e na qual, erradamente, a maioria das pessoas se concentra. Esta parte visível é o dinheiro acumulado no decorrer do tempo.

Mas o dinheiro acumulado é uma conseqüência e não uma causa. As causas, fatores motivadores de mudança e melhoria comportamental das pessoas que poupam, encontram-se na parte submersa do iceberg e são as verdadeiras qualidades a serem analisadas e compreendidas.

Vejamos quais são estas qualidades:

Caráter

Prestígio é o que as pessoas pensam que somos; caráter é o que realmente somos. A poupança, sem dúvida, colabora fortemente na formação de um sólido caráter nos poupadores contínuos e permanentes.

Autoconfiança

O fato de concretizar um objetivo, adquirir um bom hábito e constatar o aumento paulatino das reservas (como conseqüência também da diminuição dos gastos conseguida), produz um grande efeito positivo na autoconfiança do poupador e se reflete também de forma positiva em outros comportamentos de sua vida.

Objetivos e Metas

Quando o ato de poupar se faz em quantidades e datas certas, sendo devidamente registrado por escrito, transforma-se em um poderoso objetivo que provocará mudanças profundas em quem o realize. A divisão desse objetivo em metas parciais aumenta as possibilidades de êxito, já que ordena e racionaliza o trabalho do poupador. A confiança adquirida na conquista desse objetivo permite estabelecer uma importante referência a ser utilizada na procura de outros objetivos.

Hábito Salutar

Segundo Aristóteles, “as pessoas são o somatório de bons e maus hábitos”. Acrescentemos essa nova forma de ser ao nosso comportamento e lucremos com ele, não somente em dinheiro, mas também – principalmente – adotando uma maneira construtiva de agir. Incorporar o salutar hábito da poupança pode ser aproveitado para eliminar outro mau hábito, pois segundo Napoleon Hill, “Um mau hábito pode ser eliminado com outro bom hábito que o substitua”. É necessário criar o novo hábito, a nova trilha que o ajudará a mudar seu presente e futuro para muito melhor.

Esteja antenado ou em sintonia

Quando uma mulher fica grávida, começa a perceber a seu redor muitas outras mulheres grávidas; observa com maior atenção assuntos relacionados com os bebês, tais como: carrinhos, mamadeiras, chupetas, roupa infantil etc. A maioria dos acontecimentos associa à sua gravidez dificilmente escapam à sua atenção. O que acontece é que ela está antenada, sintonizada nesse fundamental momento de sua vida. O grande profissional de vendas também vive sintonizado em situações relacionadas a seu trabalho e raramente as oportunidades se lhe escapam. Quando você começa a poupar de forma metódica e sistemática, suas antenas começam a sintonizar melhor e a captar com mais facilidade todos os assuntos relacionados ao dinheiro, situações que antigamente fugiam à sua percepção.

Imã

Aqui vale o velho ditado que diz: “O dinheiro atrai o dinheiro”. Quem não é poupador, geralmente é um perdulário ou gastador que repele o dinheiro; este queima nas suas mãos, durante muito pouco tempo nelas permanece e muito menos ainda na sua mente, já que imediatamente pensa em que gastar. Quem poupa atrai o dinheiro como um imã porque essa pessoa pensa sempre em guardar e construir, começa a procurar meios de aumentar os rendimentos e aproveitar melhor deles. O dinheiro se sente “apreciado” e começa a aparecer porque gosta dos lugares onde é bem tratado. Cuidado! Longe estou de pretender que você se transforme num avaro, sovina ou “pão duro” – o outro extremo do gastador ou perdulário –, pois ambos são desvios obviamente execráveis e pouco recomendados.

Não perdulário

Quem nada tem a perder pouco se interessa em proteger o que não tem. Quando a pessoa aprende a guardar dinheiro, começa a valorizar o que tem e a pensar em como preservar e aumentar seu patrimônio; para isso, aplica mecanismos que impedem o gasto excessivo e a saída fácil do que foi conquistado com muito trabalho. O cheque especial começa a ficar “no azul”, o cartão de crédito é menos utilizado, o pagamento de prestações são reduzidos e, sobretudo, os gastos impulsivos e muitas vezes desnecessários perdem força pela utilização mais racional e planejada dos recursos.

Insatisfação positiva
O fato de ter dinheiro, somado à natural necessidade permanente de crescimento do ser humano, cria uma insatisfação positiva, motivada por se querer possuir mais ainda, o que provoca uma reação saudável no sentido de se poupar mais, a fim de conquistar aumento patrimonial pessoal.

Segurança

Alcançar tranqüilidade através de um respaldo financeiro cria na pessoa um sentimento de segurança e autoconfiança, fundamentais para que se possa enfrentar eventuais necessidades; isso se manifesta num comportamento mais tranqüilo e com redução da ansiedade.

Emprego fácil

Os empregadores valorizam os candidatos ao reconhecerem neles as qualidades acima mencionadas, já que consideram que uma pessoa com esse perfil, trata-se geralmente, de um bom profissional, disciplinado e pouco chegado a farras e comportamentos indesejáveis. Os candidatos também mostram, nas entrevistas de seleção, atitude mais tranqüila, isenta de ansiedade, o que lhes favorece amplamente. O poupador, ao desenvolver as qualidades acima, se torna na prática uma pessoa com muito maior potencial para ser um bom profissional.

Auto-estima

Por tudo isso, o poupador aumenta sua auto-estima e, em conseqüência, melhora – de um modo geral – como pessoa e profissional.

Fazendo escola

“O que você faz grita tão forte aos meus ouvidos, que não posso escutar o que falas.” – Ralph Waldo Emerson. Com esse exemplo, um chefe de família ou uma dona de casa exercem um exemplo salutar que habitualmente é seguido pelo grupo familiar (inclusive por amigos e colegas) e isso provoca um efeito “em cascata” de ótimos resultados.

Muito bem: tudo o que você leu até aqui pode soar muito bonito para você; porém, imediatamente surge a pergunta: “Como e quando começar?”.

Sem dúvida, você deve começar já, principalmente se as suas dívidas o perseguem e você sofre o incômodo do cheque especial “no vermelho”, do cartão de crédito com limite todo utilizado, as dívidas com amigos e parentes “pipocando”, as contas importantes pendentes de pagamento e outras coisas mais. Você deve parar de “brigar consigo mesmo”, amigos, colegas e credores, por causa de um problema que, na maioria das vezes, foi criado por você mesmo.

Você deve dar um “basta” a esses problemas e, para tal, proponho, começarmos juntos a construir a sua solução.

Eis algumas perguntas que você pode estar querendo fazer e suas respostas:

– Como vou começar a poupar agora, se estou “duro” e “devendo a meio mundo”?”

Resposta: – Por isso mesmo, você deve começar já a poupar, para sair desse atoleiro, para evitar todas as causas que fizeram com que você se encontre nessa situação. Não se preocupe com o dinheiro por enquanto; primeiro, temos que construir os alicerces de seu castelo (as qualidades mencionadas acima), para que – pouco a pouco – você possa ir cancelando as suas dívidas e, depois, passo a passo, ir construindo as paredes desse castelo (seus sonhos e objetivos).

– Não entendo, eu vou poupar ganhando 1,5% da poupança enquanto estou perdendo de 10 a 13% por mês no banco pelo cheque especial ou pelo cartão de crédito? Eu não estou maluco!

Resposta: – Não, você não está maluco, e acho que eu também não; esse diferencial de 8,5 a 11,5% é o preço que você vai pagar para aprender a melhorar seu caráter, sua autoconfiança, criar um bom habito etc, etc….!!!!! Digo-lhe mais ainda: em pouco tempo, muito menos do que você imagina, esses percentuais de diferença irão desaparecendo, porque suas dívidas sumirão como por encanto e você conquistará todas as qualidades das quais já falamos.

Agora, vamos tratar de símbolos. Símbolo é todo objeto ou imagem que representa um conjunto de coisas, qualidades, princípios ou valores. A bandeira brasileira, se considerada superficialmente, é um simples objeto, um pano verde com alguns desenhos e dizeres, mas na realidade ela é muito mais: é um símbolo muito forte que representa um país, que representa tradição, patriotismo, território, folclore, música, união, história e muitas outras coisas. Transmite um sentimento forte de união e valorizamos muito esse símbolo porque ele é o Brasil.

Vamos escolher um símbolo simples que represente este ato de poupar que, pelo simples fato de ler estas linhas, você já está começando e que seja a imagem do somatório de todas as qualidades – já mencionadas – conquistadas ao poupar. Sugiro que você escolha uma moeda de 1 (um) centavo e marque-a com um arranhão ou com um furo, para que ela seja – e somente ela e não qualquer outra moeda – o símbolo dessa poupança que você está iniciando. Coloque-a em um lugar ao alcance de sua vista; exemplo: colada no telefone, relógio ou agenda de mesa, porta papeis etc. (a minha está colada no monitor de meu computador) e sempre que olhar para ela, lembre-se das qualidades que você está conquistando e a liberdade e a riqueza que está construindo. Pense sempre no presente e não no futuro; você não pode confundir sua mente procurando atingir um objetivo que está sempre na frente e que nunca será alcançado.

Corra agora e abra uma caderneta de poupança; cada vez que tenha qualquer ingresso de recursos financeiros, produto de comissões ou qualquer outro tipo de ganhos, imediatamente poupe 10% do valor recebido. O segredo é este: assim que você receber o dinheiro, aplique-o imediatamente. Para facilitar mais o ato de poupar esses 10%, quando você ganhar – por exemplo – uma comissão de R$ 200,00, pense que, na realidade, está recebendo R$ 180,00, pois os R$ 20,00 complementares por muito tempo não verão a luz do sol. Proponha-se a utilizar esse dinheiro em longo prazo, na compra de um imóvel, terreno ou mudança futura de sua casa ou apartamento. O excedente restante, que seguramente vai começar a aparecer com sua dedicação e disciplina, será utilizado para pagar as dívidas.

Quando suas dívidas estiverem “zeradas”, aí sim sugiro aumentar sua poupança em 5 ou 10% para realizar futuras compras de curto prazo como carro, viagens, decorações, eletro-eletrônicos etc. etc.

E tudo isso funciona? O autor destas linhas é a cobaia que experimentou exatamente ponto por ponto o aqui apresentado. Eu era um perdulário e gastador compulsivo e cheio das dívidas mais variadas que você possa imaginar, quanto a valores, tipo e tempo das mesmas (algumas com mais de 10 anos). Apliquei exatamente a receita acima e hoje em dia estou livre de todas as dívidas, repito, de todas as dívidas, com uma razoável poupança e com muitos projetos pela frente. Ahh! e o mais transcendente, a minha família segue também a mesma trilha.

Agora, podem acontecer três coisas: em primeiro lugar que alguns não acreditem em nada do que tiveram oportunidade de ler – e eu os respeito pois unanimidade, nem Jesus pôde conquistar; em segundo lugar que outros decidam experimentar só para ver o que acontece, sem muito compromisso e se os resultados não aparecerem dirão que “o sistema não funciona”. Finalmente, estarão aqueles que decidirão por em pratica estes conceitos com muita determinação, convicção e dedicação. A estes últimos lhes garanto um futuro pleno de sorrisos e peço-lhes que quando comprem um carro novo me convidem para passear pelo menos por um quarteirão. Sentirei-me muito feliz por vocês e também por eu ter contribuído na obtenção desses resultados.

Nada mais por ora; espero algum dia ver o castelo de vocês.

Até outra oportunidade, se Deus quiser.

—–
Daniel Gustavo C. Coulomb
O Eng. Daniel Gustavo C. Coulomb é consultor da FIX Consultoria.

O poder da mente humana

O que vocês vão ler agora é um trecho retirado da Revista Superinteressante de Julho de 2002.

A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite.

Essa ação sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você.

Um cientista de Phoenix – Arizona, queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências. Conseguiu um em uma penitenciária de Saint Louis no Estado de Missouri onde existe pena de morte a ser executada em cadeira elétrica.

Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a última gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.

O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver.

O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospital e amarraram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso foi colocada uma pequena vasilha de alumínio. Seu sangue gotejaria na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para que ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o gotejamento diminuía.

O condenado acreditava que era seu sangue que estava diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue.

O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé da letra, tudo o que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica.

Essa história é um alerta para filtrarmos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, mas simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.

“Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar”.

“Somos o que pensamos e acreditamos ser!”

O quanto você quer isso?

O artigo de John Colanzi, é sobre pagar o preço do sucesso. Qualquer novo negócio envolve uma curva de aprendizado que pode ser maior ou menor. Negócios na Internet, por exemplo, são muito mais baratos de se começar que a maioria dos negócios tradicionais, mas há um preço. Como Maynerd G. Crebs costuma dizer, “Trabalhe!”.

Se você está cansado de acordar cedo, sair tarde, ter que ir ao escritório todos os dias, responder aos chefes, trabalhe um pouco agora e você poderá ganhar sua recompensa no futuro próximo.

Leia o artigo de hoje e decida por sí mesmo. “O Quanto Você Quer Isto?”.

John é um escritor da Internet com vários relatórios e ebooks publicados. Escreve a mais de 3 anos neste meio, sendo considerado um dos melhores em sua área.

Vamos ao texto do John…

O Quanto Você Quer Isto?
Por John Colanzi

O quanto você quer o sucesso?

Será o sucesso algo que você realmente deseja e pretende trabalhar para obter, ou é apenas um sonho distante?

Infelizmente para muitos é apenas um sonho diário. A grande maioria das pessoas que começam um negócio online pensando que a rede é pavimentada com ouro, termina muito desapontada.

Porque isso?

Eles não tem interesse em pagar o preço. Eles não querem isto o suficiente para pagar o preço.

Amigos, não há almoço grátis. Não há fórmula mágica.

Para ganhar dinheiro online é necessário muito trabalho, se não mais do que você trabalha em seu serviço atual.

Não apenas trabalho, requer também muito estudo. Como você espera bater a grande taxa de quebra das empresas online se não está disposto a aprender o que é preciso para ter sucesso.

Você pretende ser advogado sem cursar direito?

Você pretende realizar cirurgias sem estudar medicina?

Claro que não!

Então me diga, como você pretende ficar rico online sem aprender seu negócio?

Se você não pretende aprender antes de ganhar, você está garantindo sua derrota.

Depois de alimentar sua cabeça, o próximo preço a pagar é ganhar experiência e tomar a responsabilidade total para seu sucesso ou fracasso.

A subida da montanha não é sempre fácil. Você pode dar dois passos a frente e então um atrás.

Este é o primeiro teste em sua jornada. Você pretende continuar depois deste passo atrás ou vai fazer como tantos que nunca acabam nada que começam?

Eles começam a gritar que você não pode ganhar dinheiro online. Eles começam a lamentar e chorar “pobre de mim”, tudo é uma fraude.

Besteira!!!

Se você nào pretende passar um tempo na escola das dificuldades e aprender com seus erros, você não deve nem começar.

Você não pretende pagar o preço.

Finalmente chegamos ao ponto. Você está disposto a tomar toda a responsabilidade pelo seu sucesso?

Querer tomar toda a responsabilidade é o que separa o joio do trigo.

Posso dizer-lhe agora mesmo, baseado em alguns dos e-mails que recebo, que muitas pessoas tem problemas em tomar a responsabilidade para si.

Eles querem que eu garanta que eles terão sucesso. Eles querem que eu diga quanto eles vão ganhar.

Não posso fazer isso. Não sei o quanto eles estão dispostos a trabalhar para seu negócio.

Não sei quanto tempo eles vão usar alimentando seus cérebros.

Além do mais, não tenho como saber se eles terão a persistência necessária para varrer a poeira e se levantar novamente quando cairem.

Somente você pode decidir se está disposto a pagar o preço necessário para vencer.

Tudo valioso na vida requer que paguemos um preço. Seja isso ua daquelas coisas que você não pode deixar de ter, seja seu novo negócio.

Há um preço a pagar.

Você pretende pagar ele?

Eu sei que você pode ter sucesso, mas você é a única pessoa que pode garantir isto.

Desejando sucesso,
John Colanzi.

Como alcançar o sucesso

O texto a seguir é de um jovem de 24 anos que desde os 19 começou a ter sucesso com sua empresa na Internet. Este texto contém muitas verdades válidas para qualquer negócio que você planeje começar ou, até mesmo, já possua. Use a informação a seguir como fonte de inspiração para a realização de seus desejos. Lembre-se sempre que podemos conseguir tudo que quisermos, desde que nos esforcemos o suficiente para isto.

Vamos ao texto de Anthony Stillwell…

Alguns marqueteiros na Internet (e fora dela também) estão cometendo um grave erro por medo de lhe contar a verdade… Por medo de que você saiba a história real. Por medo de lhe contar como as coisas podem ser duras.

A Verdade Básica Sobre o Sucesso.

Para ter sucesso em qualquer coisa que você decida fazer é necessário TRABALHO. Eu sei que no ramo do marketing o uso desta palavra é um grande erro, mas esta é ua palavra que você precisa ouvir. Sem esta palavrinha você terá uma expectativa irreal do sucesso.

O sucesso não vem sempre fácil. Eu poderia dizer-lhe que vem e você não teria idéia de quanto me custou chegar onde estou hoje. Você não saberia que comecei aos 19 anos, sem dinheiro, sem conhecimentos de informática, sem experiência em negócios e sem computador.

Não é a forma mais fácil de começar um negócio online… É?

Agora, ganhar dinheiro consistentemente online não é mais um sonho para mim simplesmente porque eu me recusei deixar qualquer coisa ficar no caminho do que eu queria. Entretando, levei dois anos para começar a ganhar dinheiro.

Hoje tenho 24 anos e a coisa mais importante que aprendi sobre as causas do sucesso é que você não pode desistir. O sucesso tem uma forma de esperar até que 99,9% das pessoas que o procuram desistam frustradas e abandonem esta procura antes dele aparecer.

Uma Coisa que Você já Sabe e as Vezes Ignora.

“A perseverança é o maior elemento do sucesso. Se você bater por tempo suficiente e alto o suficiente no portão, com certeza você vai acordar alguém”.
— Henry Wadsworth Longfellow.

Você quer ter um negócio melhor… Você quer ganhar mais dinheiro… Você quer fazer mais por si e por sua família, mas O Que Você Está Fazendo Sobre Isto? Ficar sentado desejando é fácil. Ficar sentado reclamando que ninguém está por perto para ajudar é fácil. Criticar os outros por ter o sucesso que você quer para si é fácil.

Fazer todo o possível para tornar seus sonhos realidade e ter a humildade de pedir ajuda quando ela é necessária é onde a maioria das pessoas falha. Eu não consegui as coisas que tenho sozinho. Quando não conseguia apoio e compreensão de minha família eu me voltei para as pessoas que entendiam a “vontade louca” que eu tinha de trabalhar para mim mesmo e que estavam dispostas a ajudar.

Quando eu não tinha um computador eu procurei alguém que me deixasse usar o dele. Quando eu não fazia idéia de como escrever HTML eu peguei todo tutorial que aparecesse na minha frente nos mecanismos de busca da Internet. Quando eu não tinha nem R$ 10 para gastar em publicidade eu aprendi como conseguir milhares de visitantes por mês sem gastar nada.

Você tem obstáculos em seu caminho que parecem insuportáveis de vez em quando. Eles não são. Você pode ter família ou “amigos” que lhe pressionam porque não entendem porque você procura tanta frustração tentando ser seu próprio chefe. Mas no final… A maioria deles te admira por tentar.

O Mito do Sucesso sem Esforço.

Quantos pacotes sobre como ganhar dinheiro ou mudar o estilo de vida você comprou ou viu na Internet nos últimos anos? Vários? Recebe isto toda hora? Você comprou algum? Você tem o sucesso que os pacotes prometiam?

Talvez sim, talvez não.

Vou lhe contar um pequeno segredo. Praticamente qualquer um pode ganhar dinheiro usando qualquer um desses “pacotes prontos para ganhar dinheiro” que você encontra na rede. Pessoas conseguem isso todo dia. A razão disso é que elas entendem que nada mágico irá acontecer porque compraram o último e mais fantástico produto “seja tudo / faça tudo” do século.

Estas pessoas entendem que o esforço é o que as diferencia dos milhares que não chegam em lugar algum com os mesmos produtos que eles usam para ganhar mais em um mês do que a maioria ganha em um ano. Você se surpreenderia em saber a quantidade de dinheiro que algumas pessoas estão ganhando com produtos simples que outros dizem que não valem nada.

É a sua mentalidade que conta. Você PODE conseguir o que quer. O sucesso requer um esforço contínuo e uma crença em você, para se tornar realidade.

Há um tempo para se desculpar e um tempo para ganhar dinheiro. Então, a próxima vez que você se deparar com um obstáculo parado na frente de algo que você deseja e sabe que merece… Não perca a coragem…

“Faça Algo Sobre Isso!”

A decisão é sua. A informação é aqui!
MoedaCorrente, sua fonte de informação para a independência financeira!

Uma boa semana para todos,
Fabrício Peruzzo.

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Anthony Stillwell
autor de “Unlimited Free Trafic” e editor de “Free Advertising News”, onde você encontra técnicas gratuitas e originais de publicidade e a inspiração necessária para usá-las. http://www.GetFreeAdvertising.com

Tudo que reluz é ouro

A estabilidade de grande parte do Sistema Financeiro mundial é dependente da saúde financeira das nações e suas economias. A pouco tempo vimos nossa vizinha Argentina quebrar, e com isso, a grande maioria de seus habitantes passar por sérias dificuldades. Gente que inclusive tinha muitos dólares nos bancos, mas tinha os saques limitados pelos bancos e pelo governo. Como se proteger e se preparar para um futuro incerto? Que mecanismos podemos utilizar para ter garantias tanto para o caos financeiro quanto para nosso futuro após a aposentadoria? Há várias respostas possíveis. Aqui discutiremos uma delas: metais preciosos (ouro/prata/platina).

O ouro, aquele metal amarelo, procurado e desejado por todos. Metal desejado pelos conquistadores. Metal sonhado pelas pessoas do povo. Metal das jóias mais belas. Metal que faz parte das reservas de todas as nações. A prata, usada para os mais diversos fins, talheres, joias, riqueza e utilidade. A platina, o mais raro e caro dos metais preciosos atualmente, usada no processo anti-poluição de muitos dispositivos, de filtros para grandes fábricas a catalisadores de automóveis.

Porque comprar ouro (ou outros metais preciosos)?

Metais preciosos não pagam juros e dividendos de uma maneira tradicional, porém oferecem segurança porque:

* Possuem liquidez imediata.
* É um ativo conveniente e popular. Quem os possui, geralmente, os possui fisicamente. São tangíveis.
* Diversifica seus investimentos protegendo-o das crises financeiras.
* É desejado: guerras aconteceram por ouro e prata.
* Historicamente se mantém estável frente a inflação.

Como possuir ouro, prata ou outros metais preciosos ajudará durante as crises?

Muitos especialistas acreditam que quando uma crise financeira ocorrer o sistema bancário irá a colapso ou suspenderá temporariamente suas atividades, como aconteceu recentemente na Argentina e no Uruguai. Com isso, as pessoas ficam sem meios de pagar suas contas ou até mesmo ir ao supermercado.

A idéia de ficar sem dinheiro para as necessidades mais elementares como comida, higiene e outras contas domésticas é apavorante para qualquer pessoa. Mais ainda para aquelas que têm o dinheiro necessário, mas não podem dispor dele por arbitrariedade de um governo ou de instituições bancárias.

Outro grande medo é o dos investidores. Com seu capital em fundos de renda fixa, aparentemente seguros, em ações, com seus altos e baixos, em planos de previdência sem nenhuma garantia de rendimentos futuros. Tudo conspira contra.

O ouro e a prata (e atualmente a platina pode ser incluída aqui) foram, por muitos anos, utilizados como moeda de troca entre as pessoas. Até pouco tempo atrás, os governos garantiam suas emissões em reservas destes metais em seus cofres. Apesar de hoje em dia não haver mais a paridade das cédulas e moedas com as reservas físicas, os governos mantém guardada grande quantidade de metais preciosos para garantia e proteção.

Porque não fazermos o mesmo nós, pessoas comuns? Para ilustrar um pouco melhor, vamos pegar um exemplo da Segunda Guerra Mundial e mais atualmente da Guerra do Golfo. Nestas duas guerras, os pilotos de avião de vários países tinham algo em seus kits de sobrevivência bastante peculiar. Pequena, simples, porém de grande valor em qualquer lugar do mundo: moedas de ouro. Caso seus aviões fossem abatidos e eles conseguissem se salvar, estava garantida a conversão de seu “tesouro universal” para a moeda local.

Aproveitando o exemplo da guerra, notamos que esta é uma das formas mais simples de se investir em ouro. Podemos comprar jóias e anéis, mas geralmente pagamos um custo alto pelo trabalho do ourives e até mesmo pelo do designer de algumas jóias. Podemos comprar barras e lingotes de ouro, disponíveis nos mais diversos pesos e medidas, mas estes são bastante difíceis de encontrar. Ou podemos simplesmente iniciar uma coleção de moedas. Muitos países cunham moedas de ouro, prata e platina, que são vendidas no mercado mundial pelo valor do metal contido nelas. Não possuem valor extra de coleção devido às suas altíssimas tiragens, ou seja, pagamos exatamente o valor do metal que compramos.

Uma das formas mais simples de se começar este tipo de investimento aqui no Brasil é procurando uma agência do Banco Central. São lançadas com certa frequência moedas de ouro e prata comemorativas. Dependendo das tiragens, estas moedas podem com o tempo se valorizar ainda mais, gerando um ganho substancial. Outra forma é procurar em sua cidade lojas especializadas na comercialização de cédulas e moedas. Além de moedas raras, é comum venderem moedas de prata à quilo, ou moedas de ouro sem valor de coleção, apenas pelo valor do metal, na cotação do dia.

Outra forma é investir no futuro de nossos filhos. Que tal no próximo aniversário dar de presente uma moedinha de ouro? A moedinha da sorte dele! Comprando uma moedinha a cada seis meses, por exemplo, calcule o quanto ele terá de “poupança” quando completar a maioridade. Para facilitar, em valores de hoje, uma moeda das mais comuns de se achar, a libra inglesa com a face do rei George V, tem aproximadamente 8g de ouro 22 quilates, ou 7,2g de ouro puro. Com o ouro valendo R$ 38,20 o grama, isto nos dá aproximadamente R$ 275,00 cada moedinha. Dando uma moeda a cada seis meses para seu filho, do nascimento até a maioridade, ele iniciaria a vida profissional com um saldo inicial de R$ 9.900,00 em valores de hoje. E dependendo da disponibilidade financeira, pode-se aumentar a quantidade de moedas por ano, por exemplo, comprando uma a cada três meses, ou a cada dois. Ou quem sabe, uma por mês?

A decisão é sua. A informação, é aqui!

MoedaCorrente, sua fonte de informação para a independência financeira!

Feliz caça ao tesouro,
Fabrício Peruzzo – editor

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Fabricio Stefani Peruzzo
Gaúcho, empresário e investidor. Acredita na existência de um mundo de riquezas a disposição de todos os dispostos a estudar e entender como funciona o fluxo do dinheiro. Criou o site Moeda Corrente para ajudar as pessoas na busca da tão sonhada independência financeira.