Quando tenho um problema…

Minha sobrinha Mayumi, aos dois anos de idade dizia…

Mayumi desenhando

Esta é minha sobrinha Mayumi, desenhando um urso de óculos no zoológico. Aos dois anos de idade ela assistia um programa onde uma das personagens dizia e ela repetia:

Quando tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso, até eu resolver.

É a mesma sobrinha de quem as vezes conto a história da pergunta que fez para a mãe dela, olhando para aquele ponto à frente, entre a testa e o céu…

– Mãe, o que estou fazendo?

– Está olhando pra cima!

– Não mãe, estou lendo meus pensamentos.

Já dizia o comandante Rolim que o que é bom deve ser copiado, então deixa eu pegar pra mim esta frase…

Quando tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso, até eu resolver.

Sobre o sucesso

Já escrevi sobre isso em outros lugares. Saiba o que penso sobre o que é necessário para alcançar o sucesso.

Crédito da foto: http://www.flickr.com/photos/olivander/525205636/

Estou lendo On Writing, do Stephen King quando em determinado ponto ele fala da necessidade da leitura para quem pretende se tornar um escritor e, neste sentido, dos diversos fragmentos de tempo que poderiam ser usados para dar conta da quantidade de leitura necessária. Queria destacar especificamente o seguinte parágrafo:

Ler durante as refeições é considerado rude pela sociedade, mas se você espera ter sucesso como escritor, rudeza deve ser uma das suas últimas preocupações. A última preocupação de todas deve ser com a sociedade e o que ela espera de você. Se você pretende escrever da forma mais verdadeira que pode, seus dias como membro da sociedade estão, de toda forma, contados.

E segue então falando do tempo que perdemos na frente da TV, caminhando na esteira da academia, etc.

Mas gostaria de grifar a importância de algo aparentemente “perdido” no meio da frase, que não podemos perder nosso tempo com o que os outros pensarão de nós. Se sabemos o que queremos, precisamos fazer o que é necessário para alcançar estes objetivos. Claro que não preciso lembrar da ética em primeiro lugar, mas sem dar bola para pequenas convenções sociais que não nos ajudam a chegar mais próximos de nossos sonhos.

Nos parágrafos seguintes conta a história de quando seu filho, fascinado com o som de um músico, resolve aprender a tocar saxofone como o mesmo. Descreve a compra do instrumento, a contratação de um renomado professor e os ensaios do filho, exclusivamente nos dias e horários determinados pelo mestre. Nada mais. Nunca houve um momento para “brincar” com o instrumento. Só o sério, só o ensaio com hora marcada.

Alguns meses depois cancelaram as aulas e o instrumento ficou jogado em um canto qualquer da casa. Claro que ele conseguiu aprender as escalas e a tocar algumas músicas simples. Mas sem a diversão, sem o amor, sem a paixão, nada dura muito nem conseguimos estabelecer um nível acima do medíocre.

Já escrevi sobre esse assunto antes, quando falei do Paul McCartney, quando comentei que o sucesso se constrói com o trabalho diário, ou quando escrevi que você precisa agir com paixão.

Seja o que for que você queira obter o sucesso, aja com paixão, torne isso não apenas parte da sua vida mas sim, toda sua vida.

Pense grande, deseje o máximo, mire nas estrelas. Nos encontramos no topo, te espero por lá.

Crédito da foto: http://www.flickr.com/photos/olivander/525205636/

Aja com paixão

Você quer saber o verdadeiro caminho para o sucesso? A receita é uma só, válida para todas as áreas de atuação. Aja com paixão.

Você quer saber o verdadeiro caminho para o sucesso? A receita é uma só, válida para todas as áreas de atuação. Aja com paixão.

Recentemente o Alexandre Formagio escreveu um artigo introdutório sobre abrir sua própria empresa. Este artigo tinha um tom bastante prático e acenava com futuros artigos no estilo “vamos botar a mão na massa”, artigos que darão o passo-a-passo para começar.

Abrir que tipo de empresa? Qual ramo?

Lendo os comentários, notei uma questão inquietante, as pessoas tinham dificuldades em escolher a área em que iriam empreender. Parece claro que abrir a própria empresa é o caminho certo mas o que fazer é uma incógnita para a maioria. Que tipo de empresa me dará um monte de dinheiro? Faço tudo por conta própria ou procuro uma franquia já estabelecida?

Faça as perguntas certas

Você está fazendo tudo errado, fora de ordem. Perguntar que atividade trará mais dinheiro não é a pergunta inicial que você deverá fazer. A primeira pergunta que você deve fazer é uma só:

O QUE EU GOSTO DE FAZER?

Essa é a pergunta de um milhão de reais. O que você gosta de fazer. Depois de se fazer esta pergunta, uma série de novas perguntas começam a vir a sua mente. Com isso que gosto de fazer, como posso ganhar dinheiro?

Na prática

Estamos em 1996. Tenho 23 anos, me formarei dentro de alguns meses em informática. Tenho um emprego que paga pouco mas sou o mais capacitado dos funcionários, sei que a empresa onde trabalho é pequena mas está crescendo a olhos vistos e se tudo continuar assim, vou crescer rapidamente lá.

Mas o vírus empreendedor já tinha me atingido. Vou até o único provedor de acesso a internet da cidade e descubro que eles só estavam cadastrando 300 novos clientes por mês. E que tinham 3000 clientes na fila de espera. O QUE EU GOSTO DE FAZER TEM RELAÇÃO COM INTERNET. Há um mercado não atendido de pelo menos 3000 pessoas na minha cidade e a única empresa que pode atendê-los não consegue fazer isso com a agilidade que todos esperam. Eu, por exemplo, não pretendo esperar 10 meses para poder acessar a internet a partir de casa.

Chamo alguns amigos, todos interessados em acessar a internet. Conversamos uma noite, nos reunimos uns dias depois, juntamos os trocados e em menos de um mês temos nossa primeira empresa operando. Um anúncio no jornal e estamos no mercado. Um vendeu o carro, outro raspou a poupança, outro pediu um empréstimo aos pais, outro pagava um valor mensal. Um aperto aqui, um esforço alí, nossa empresa começou a dar certo. Nenhum de nós sabíamos nada sobre como funcionava uma empresa, nada sobre mercado, nada sobre marketing nem sobre coisa nenhuma a não ser o que realmente gostávamos de fazer.

Mas sabíamos muito bem o que gostávamos de fazer. E criamos diferenciais e produtos específicos para quem gostava do mesmo que nós. Muito antes do Yahoo criar o Yahoolists, já tinhamos as listas de discussão da Opensite. Logo nos primeiros meses de operação já tinhamos nossos servidores para jogos online. Criamos a primeira webcam do sul do Brasil, com programa de transmissão desenvolvido por nós mesmos, pois isto simplesmente não existia na época.

Ao longo dos anos alguns sócios foram procurar outras atividades, a grande variedade de coisas a fazer na área de informática permite muitas escolhas. Então os que gostavam mais de programar, aos poucos foram se afastando e ao decidirmos que nosso provedor não seria uma empresa de programação, venderam suas cotas para os que gostavam do mercado de internet e foram buscar seu sucesso pessoal no que realmente gostavam de fazer. Outros sócios descobriram que a vida empresarial não era o que realmente gostavam e encontraram empregos que lhes satisfizessem.

Aprendi muito com todos, era consciente das minhas limitações. Sabia muita coisa mas desconhecia muitas outras. Estava cercado de pessoas maravilhosas, todos extremamente talentosos, cada um em sua área. Tinha um gênio hacker que fazia qualquer servidor funcionar como desejava, tinha um programador apaixonado que não saía da frente do micro enquanto não acabasse o programa que estava fazendo. Tinha um programador-artista, bom em tudo. E um programador acostumado a atender “gente grande”, empresas enormes que necessitavam de integração entre vários equipamentos. Tinhamos um designer que fazia coisas inacreditáveis, nossas páginas, tanto as da empresa quanto as dos clientes, eram inovadoras muito antes de existir facilidades como flash, dreamweaver e outras ferramentas facilitadoras. A coisa toda era feita no braço.

Aprendi que internet não era exatamente o que eu gostava. Levei anos para compreender isso. Mas a resposta estava na minha frente o tempo todo, desde o início. Eu fui a pessoa que sugeriu a idéia, chamou os amigos e disparou o processo. Eu notei a carência do mercado e fiz tudo que pude para resolver esse “problema”. Eu sou um empreendedor serial. Como dizia um antigo presidente americano, meu negócio são os negócios. Eu fui o sócio que restou no final, depois de todos os outros terem vendido suas participações e viver suas vidas, alguns empregados, outros abrindo nova empresa. Acabei tendo novos sócios, vendi minha parte por divergências de como tocar o negócio, abri outras empresas, fiz tentativas, quebrei a cara algumas vezes, vi os concorrentes crescendo em alguns casos e caindo em outros. Vivi e aprendi muito.

Quem sou?

Hoje sou esse empreendedor serial. Escrevo sempre que posso com o objetivo de ajudar os outros a não cair nas armadilhas que eu mesmo já caí. Muito do que aprendi foi através da leitura, então sei que qualquer coisa que eu escreva tem o poder de ajudar muita gente. Muitos erros que evitei foram por conta de me lembrar de alguma história de quem já tinha passado por aquilo. Tenho consciência de que muito do que escrevo pode parecer primário para quem já trilhou os caminhos que descrevo em alguns momentos, mas também sei que os que ainda não passaram pelos desafios e circunstâncias que já passei, poderão se beneficiar dos meus relatos.

Se vejo um amigo com uma idéia na cabeça e um plano de negócio na mão, estou sempre pronto a ajudar. Quando descubro alguma coisa interessante, faço questão de divulgar. Não acredito em guardar as coisas boas para mim. O mundo é grande e dinâmico demais. Não tenho como ser tudo, fazer tudo, controlar tudo. Acredito que compartilhar as informações é a melhor forma de fazer com que todos ganhem mais. Se tenho um produto, só posso vendê-lo se as pessoas ao meu redor puderem compra-lo.

Pegue o exemplo do consórcio, meu negócio mais recente. Muita gente não tem o dinheiro para adquirir nem mesmo a mais barata cota de consórcio disponível. É triste isso, não porque eu deixo de vender para essas pessoas, mas por ver que elas realmente não sabem por onde começar. Poderia simplesmente vender para quem pode pagar, seria muito mais fácil para mim. Mas não é o que gosto de fazer. Gosto de construir negócios, planejar vidas, dar idéias e ver as pessoas adequadas fazendo essas idéias florescerem. Então faço o que estou fazendo neste momento, escrevo aqui. Sugiro caminhos, dou idéias.

Lê quem gosta, aproveita quem quer, cresce quem faz por merecer.

E você? O que gosta de fazer?

Respostas nos comentários abaixo, por favor.

Autobiografia

Acredito que ao invés de trocar cartões, as pessoas, ao se apresentar umas às outras, deveriam trocar biografias.

fabricio_ternoAcredito que ao invés de trocar cartões, as pessoas, ao se apresentar umas às outras, deveriam trocar biografias. Ou melhor, autobiografias. Assim teríamos condições muito melhores de avaliar se vale a pena ou não criarmos laços com quem acabamos de conhecer.

Para quem ainda não fez muito na vida (não acredito nisto, acho que todo mundo tem uma infinidade de histórias pessoais para contar, mas vamos em frente), a biografia poderia ser substituída por um relato do que esta pessoa pretende fazer da sua vida. Na pior das hipóteses valeria o exercício para ela mesma saber que rumo tomar neste início da sua caminhada existencial.

Imagina só você, um cara que adora piadas, um daqueles que perde o amigo mas não perde a piada. Sua biografia é recheada de histórias engraçadas envolvendo os amigos que as protagonizaram. E mais que isso, você dá nome aos bois, diz quem fez o quê em cada uma dessas histórias. Sua biografia não fala diretamente de você, mas mostra exatamente quem você é, seu bom humor, como você vê o mundo, como retrata seus amigos, contando as piadas protagonizadas por eles de forma sutil ou ridicularizando os mesmos. Tudo isso é um retrato fiel de quem você é e do que as pessoas podem esperar de você.

Então um dia você encontra aquele cara sisudo, que não gosta de piadas, que se leva mais a sério do que seria natural. Entrega sua autobiografia, ele folheia as primeiras páginas e logo diz: “Não vamos ser amigos. Nossa relação estragaria na primeira situação vexatória que eu passasse e você descrevesse na versão atualizada de sua biografia. Foi um prazer lhe conhecer, obrigado e até nunca mais”.

Poderíamos ter o oposto, uma autobiografia onde você relata uma vida de aventuras, contando como viajou para a Europa quando completou 18 anos, apenas com uma mochila nas costas e quase sem dinheiro. Conta as dezenas de empregos que teve ao longo da viagem para poder pagar a comida do dia seguinte. Conta como voltoudesta viagem e ao saber da corrida do ouro, foi para Serra Pelada em busca da fortuna. Conta das pescarias que fazia com os amigos quando era criança, da relação que tinha com seus pais. E encontra alguém completamente o oposto, mas que fica fascinado com essas aventuras todas e resolve que seria muito legal ter um amigo que já teve tantas experiências distintas.

E isso pode facilitar ainda mais os encontros profissionais. Com uma biografia fica muito mais fácil saber como aquela pessoa que acabamos de conhecer poderia nos ajudar. E como poderíamos nós, ajudá-la em seus desafios profissionais. Imagine as possibilidades! Eu estou começando agora mesmo a escrever minha autobiografia. Talvez me anime até mesmo em escrever por aqui. Quem sabe criar uma categoria exclusiva para isso aqui no site?

Autobiografia para quem?

No final, não interessa muito se alguém lerá minha autobiografia. O simples exercício de escrever quem somos, o que fazemos, como funcionamos e reagimos ao mundo ao nosso redor, já é uma experiência fascinante. Ao escrever sobre nós mesmos estamos nos auto-conhecendo. Imagine a economia em não precisar ir a um psicólogo? Isso sim é auto-ajuda. Emocional e financeira 🙂

O que acredito na realidade são em amizades sólidas. Em saber não apenas o que já fizeram ou do que gostam mas também de saber como estão os nossos amigos verdadeiros. A tecnologia hoje em dia torna muito fácil e superficial algumas amizades, com gente que quase não se fala somando números nas listas de amigos dos Orkuts da vida. Não que isso não tenha sua utilidade, tem. Amigos que mudam para o exterior podem ter sua vida facilitada ao conseguir manter contato com antigos colegas que teriam “se perdido por aí” se não houvesse esse tipo de tecnologia para ajudar. Mas nunca podemos esquecer da relevância de realmente se importar com nossos amigos. De querer bem e buscar sempre algo que possamos fazer para ajudar aquele amigo que mesmo com pouco contato pessoal, gostamos tanto.

Esse é um daqueles dias em que a emoção fala mais alto que a razão.

Amo todos vocês.

Tire a pedra

Acabo de ler um texto curtinho, apenas seis parágrafos, mas de uma profundidade incrível. Foi escrito pelo meu amigo Alessandro Gonçalves. Reproduzo abaixo por ser curtinho, com link para o post original:

Nunca falo sobre religião, mas há poucos dias encontrei  algo que vale a pena ser dito:

Li sobre a passagem em que Jesus ressuscitou Lázaro. Ocorre que o corpo de Lázaro estava em uma espécie de caverna, fechada por uma grande pedra, e neste episódio Jesus disse às pessoas que lá estavam: “Tirem a pedra!”.

Alguns podem ter pensado: “Mas se ele pode ressuscitar uma pessoa, como não pode tirar uma pedra?”.

Este é exatamente o ponto que me chamou a atenção. Ressuscitar foi o trabalho dele, mas tirar a pedra era algo que as pessoas poderiam fazer. Todos nós poderíamos fazer isso.

Quantas vezes nós pedimos algo a Deus mas não nos movemos para tirar a pedra? Queremos que tudo seja feito e não fazemos a nossa parte. Deus pode até ter feito o que pedimos, mas se não tiramos a nossa pedra talvez nem saibamos disso.

Assim, quando pedir algo, não fique sentado esperando acontecer. Levante-se e faça o mais fácil, tire a sua pedra. O difícil ele faz.

Quer ganhar 1 milhão?

Vídeo interessantíssimo que assisti ontem de uma palestra do Gustavo Cerbasi, o cara que vendeu mais de 500.000 exemplares do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Nesse vídeo, o autor fala da forma de pensar riqueza de outros povos em relação ao nosso.

Investimentos Inteligentes - Gustavo CerbasiAbaixo segue o texto de apresentação de seu novo livro, Investimentos Inteligentes. Não preciso dizer que já li este e também os outros livros dele e indico fortemente a leitura a todos que desejam conquistar um futuro financeiro excepcional. Basta clicar nos links dos títulos dos livros e comprar diretamente no site do Submarino para receber os livros no conforto do seu lar.

O mais novo lançamento do autor é Investimentos inteligentes, onde o consultor financeiro prova que alcançar um milhão não tem nada de impossível e que, com a postura certa, podemos multiplicá-lo e transformá-lo em muitos milhões. Com as carreiras cada vez mais curtas e a vida cada vez mais longa, buscar a independência financeira é uma questão de sobrevivência. E qualquer pessoa pode alcançá-la ou mesmo chegar ao seu primeiro milhão se souber investir de forma inteligente — ou seja, escolhendo investimentos com os quais se sinta à vontade. Investimentos inteligentes, portanto, não ensina quais os segredos do melhor investimento do mundo, mas nos ajuda a descobrir qual a forma de investir mais indicada para cada um de nós. Cerbasi não dá o peixe, ele nos ensina a pescar.

Coleção Investimentos - Gustavo CerbasiConheça também os outros livros do autor. Clique na figura ao lado para comprar a coleção com um bom desconto.

Escolha 5 metas para este ano

Acabo de assistir um vídeo do Aldo Novak explicando o que são as metas e como realmente alcança-las. São apenas quatro minutinhos, então use bem seu tempo e assista o vídeo a seguir. Só uma pequena ressalva para quem está assistindo o vídeo devido a minha indicação: no início, ele se apresenta dizendo “oi, eu sou Aldo Novak mas você provavelmente já sabe disso”. Por favor não pensem que é muita pretensão dele ou algo deste tipo. Ele se apresenta desta forma porque o vídeo foi enviado originalmente para a lista particular de assinantes dele, ou seja, quem realmente já o conhece há tempos. Sem mais delongas, fiquem com o Aldo.

Gostou do que viu? Então deixa eu sugerir o último livro dele, O Segredo Para Realizar Seus Sonhos. Basta clicar no título ou na imagem da capa e comprar agora mesmo no site do Submarino. O livro desmistifica aquela aura de mágica e mistério que envolve a Lei da Atração e explica de forma clara, com diversos exemplos da vida do autor, que a aplicação da Lei da Atração é algo simples e metódico. Tudo depende da ação que tomamos em direção ao que queremos.

Uma história sobre metas

Tenho um amigo que está iniciando um novo negócio. Ele sempre foi funcionário de outras empresas e ganha um valor razoável para viver, apesar de que o fato de trabalhar em outra cidade exige que ele acorde todos os dias as 5h da manhã e vá dormir depois das 23h.

Esse amigo é casado, chega em casa exausto depois de quase duas horas da viagem de volta. É jantar e dormir, pois geralmente as horas extras exigidas pelo empregador faz com que ele saia do serviço depois das 19h. No fim de semana, geralmente dorme o tempo inteiro para conseguir recuperar um pouco as energias para aguentar mais uma semana que vem pela frente.

Eu pergunto: isso é viver?

No meio deste ano ele resolveu vencer essa rotina. Decidiu abrir o próprio negócio usando as horas livres (quais?) para iniciar uma empresa de hospedagem de sites na internet. Começou bem, ao invés de tentar aprender tudo sozinho e economizar uns trocados neste início, decidiu começar sua empresa seguindo um plano que já havia sido implementado por diversas outras pessoas com absoluto sucesso. Como sei disso? Simples, ele entrou em contato comigo e ajudei a desenhar o funcionamento da empresa dele. Ao invés de começar do zero, ele começou contando com meus quase 20 anos de experiência de trabalho na internet.

Eu sei que o tempo de aprendizado que isso economizaria seria o suficiente para que ele atingisse o sucesso no final do primeiro ano. Ainda faltam seis meses para terminar este prazo, então as chances disto acontecer ainda são bastante grandes. Mas essas coisas não acontecem de uma forma linear, então, no início, as coisas podem parecer andar bem devagar em alguns momentos.

Alguns problemas aconteceram logo no início, como a escolha de um contador que levou mais de três meses para reativar uma empresa que ele já tinha aberta. Ou a demora em abrir uma conta no banco, necessária para poder enviar os boletos de cobrança. Mas o maior desafio não era técnico ou administrativo. O maior desafio é vencer a mente do assalariado. É conseguir mostrar que a luz no fim do túnel existe e que para alcança-la basta continuar caminhando em direção a saída.

Junto com o provedor de hospedagem de sites, ele decidiu também montar uma empresa de desenvolvimento de sites. Isso tornaria mais fácil a venda de hospedagem para clientes finais, que normalmente também precisam do desenvolvimento do site e ainda traria o benefício de trazer dinheiro rapidamente para dentro da empresa. Mas para isso, haveriam outros desafios, o maior deles, o tempo necessário para fazer as vendas, atender os clientes, desenvolver os sites e fechar as parcerias com outros desenvolvedores que pudessem auxiliar em todas as etapas que ele não conseguiria fazer sozinho por permanecer no emprego que já tinha.

Então hoje, recebo um email dele dizendo que estabeleceu uma meta! Poxa, já tinhamos concordado com algumas metas mensais que iriam aumentando gradativamente ao longo dos meses de forma a chegar no final do primeiro ano com a quantidade de clientes suficientes para pagar as contas e manter ele e a esposa. Claro que para que essas metas pudessem ser cumpridas, teriam que ser mensalmente observadas e caso não atingidas, analisados os motivos para não terem sido alcançadas.

Mas voltando ao ponto que quero analisar, ele fala que estabeleceu uma meta, o que não é verdade. O que ele estabeleceu foi um ponto de abandono do projeto. Ele, ao invés de estabelecer uma meta, estabeleceu uma quantidade de clientes que se não atingida o permitiria abandonar o provedor, o sonho de independência e a volta a sua rotina diária de trabalho, trabalho e trabalho. Parece que a rotina diária o fez esquecer de que a vida é feita de trabalho e lazer, equilibrio.

Uma meta é um ponto que determinamos atingir em um tempo determinado. É um balizador, não uma condicional. Se não a atingirmos, o que precisamos fazer é estudar os motivos do nosso fracasso. Pode ser que tenhamos nos atribuído uma meta muito maior do que a possível, pode ser que não tenhamos nos dedicado a ela com todo o empenho, pode acontecer alguma mudança externa que não tenhamos gerência e que nos impossibilite de realizar o planejado, pode não ter havido planejamento…

E então ele termina o email tentando um pensamento positivo: “mas não creio que isso irá acontecer”, fazendo referência a abandonar seu novo negócio.

Pensamento positivo não serve para nada se as ações são negativas. Não adianta escondermos a cabeça em um buraco e tentar não ver a realidade. A responsabilidade pelos nossos resultados é totalmente nossa. Nossas ações sempre definirão os resultados que iremos alcançar.

Então, se você está passando por algo parecido, tome o rumo da situação. Pule no trem que está passando e faça o que for preciso para atingir os resultados que você procura.

Eu estou neste mesmo trem em relação a minha empresa de consórcios, a Megacombo. Nos últimos três meses, falei com mais de 250 pessoas explicando como funciona o investimento em consórcios. Claro que estou tendo resultados ótimos, estou trabalhando para isso todos os dias. Não fico esperando as horas passarem, corro atrás do tempo.

Se você fizer a sua parte, não tem como não alcançar o sucesso. Se você prefere ficar reclamando da crise, da falta de oportunidade, da falta de tempo, do cansaço, do excesso de tarefas, problema é seu. Mas sei que esse não é seu caso, se fosse, não teria lido esse texto até o final.

Abraço, boa sorte e sucesso!

Sucesso se constrói com trabalho diário


O texto a seguir é a transcrição da história conforme me contou um amigo analista do mercado acionário, de 62 anos de idade.

Esta semana tive uma longa conversa telefônica com um jovem que mora em minha cidade natal. Ele tem 30 anos e é um escritor muito talentoso. Aspira ser famoso, apesar de hoje ser um humilde escritor para o jornal da associação comercial de uma pequena cidade que não vem ao caso citar. Ele me telefona diversas vezes ao dia contando como é grande a vontade dele em ser famoso e ganhar muito mais dinheiro.

Quando ele me ligou no celular estes dias, perguntei o que havia feito no final de semana. “Joguei futebol com os amigos da faculdade, nadei no clube e depois saí com os amigos para tomar chopp num barzinho novo que abriu por aqui”, falou. “Isso, no sábado. Domingo, dei uma volta na beira da lagoa, assisti ao jogo de futebol e no final da tarde fui ao cinema”.

Ele perguntou o que fiz no meu fim de semana. “Bom, você tem 30 anos e eu 62”, respondi. “Então no sábado pesquisei sobre alguns detalhes dos fundos multimercados oferecidos pelo banco onde tenho algumas aplicações. Já hoje, trabalhei bastante na escrita de um artigo comparando as rentabilidades obtidas em três fundos de ações, analisando as características dos gestores de cada um dos fundos. Mais tarde dei uma olhada nas demosntrações de resultados das empresas varejistas para tentar saber como seus papéis devem se comportar nos próximos meses”.

“Puxa”, ele disse. “Gostaria de poder fazer esse tipo de coisa”.

A verdade dói

Nesta hora eu já estava sem paciência. “Veja bem, você quer ser um escritor famoso. Ninguém o conhece com excessão de meia dúzia de amigos e leitores do jornalzinho da associação comercial da tua cidade. Apesar disso, você é um bom escritor, tem talento. Porque você não escreve um pequeno artigo novo todos os dias? Sobre qualquer assunto que lhe vier à cabeça. Então tenta publicá-lo. Jogue-o contra a parede. Se um em cada três for publicado, em um ano você será bem conhecido e em cinco anos será uma estrela em ascensão”.

“Mas eu não tenho tantas idéias”, ele respondeu.

“Autores iniciantes precisam ter um estoque infinito de idéias. Então arranje idéias ou abandone esta carreira”.

“Eu não quero escrever qualquer lixo”, ele disse.

“Então não escreva qualquer lixo”, retruquei.

“Não quero ter apenas artigos frívolos”, ele completou.

Fiquei em silência durante um tempo, então lhe contei as novidades: “você não nasceu para a fama e o sucesso. Você está arranjando desculpas ao invés de trabalhar. Você está tomando chopp ao invés de escrever”.

Continuei, “as pessoas que se destacam neste campo trabalham o tempo todo. Trabalham nos fins de semana. Trabalham todas as noites. Trabalham nos feriados. Têm fome de trabalho e trabalham como demônios”.

“Você não gosta de mim”, ele respondeu. “Não me sinto bem, tenho que desligar”.

Esforço é igual a sucesso

Ele desligou, mas continuando minha caminhada, tive uma revelação súbita. Conheço várias pessoas de muito sucesso – em finanças, no governo, na política, no jornalismo, na literatura.

O denominador comum em todas essas pessoas é um pequeno talento e capacidade e um desejo – não apenas a vontade, mas um desejo ardente – de trabalhar como Troianos para chegar na frente. Não conheço nenhum homem ou mulher realmente famoso ou com sucesso que não trabalhe insamente para chegar ou permanecer no topo. (Não conto herdeiros e herdeiras como sendo pessoas de sucesso, desculpe, Paris Hilton).

Por favor não me entenda mal. Fama e dinheiro não garantem a felicidade. É perfeitamente possível ser famoso e infeliz, assim como é possível ser feliz e desconhecido. Principalmente, garanto a você que apesar do dinheiro ser algo fantástico, por sí só não garante a felicidade ou a paz de espírito.

Mas para quem quer ser rico e famoso (ou rico ou famoso), não há como conseguir isto semo trabalho constante, diário. O ideal é a pessoa amar tanto seu trabalho a ponto de não considerar isto um empecilho, mas sim uma benção, algo que a completa e trás sentido a sua vida.

Quanto a mim, que não ouso me apresentar como grande exemplo, fico louco em uma semana se não tiver algum trabalho a fazer. Teria pouco senso de valor ou até mesmo de quem sou se ficasse sem trabalhar.

Trabalhe (amanhã)

Esse amigo sabe das coisas. E o que ele descreveu pode ser visto todos os dias. Temos milhares de exemplos. A Madonna ensaia várias horas por dia, faz musculação, dança, corre, canta, todos os dias. Warren Buffet analisa empresas todos os dias, estuda o mercado sempre, sem parar. Para ter um sucesso estrondoso, seu trabalho tem que se tornar sua vida.

Se você se sente bem ou encontra sua alegria e propósito na vida assistindo filmes e seriados ou brincando na piscina e tomando cerveja com os amigos, bom para você. Mas não espere ser rico ou famoso.

Não há nada errado em ver sua vida de forma separada do seu trabalho. Não há problema algum em não se preocupar por não estar nas manchetes ou na TV. Mas se este for o seu desejo, você terá que trabalhar duro.

Não arranje desculpas. Não fuja da raia. Apenas comece a trabalhar e não pare até que isso não seja mais trabalho, mas sua vida. Este é o sucesso em sí mesmo.

Hoje, entretanto, lhe dou minha alegre permissão para evitar o trabalho. Na verdade, seu trabalho hoje é amar as pessoas próximas a você e então ir para a cama com um sorriso em seu rosto.

Então amanhã, levante e comece a trabalhar. O destino não aceitará substitutos.

Michael Phelps TREINA TODOS OS DIAS DO ANO
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