Sobre o conhecimento

O conhecimento por si só não tem valor algum. É o uso que fazemos do conhecimento que o torna valioso. Dizendo isso de outra maneira, a vida não lhe paga pelo que você pode fazer. A vida lhe paga pelo que você faz.

Woman working on airplane motor

O conhecimento por si só não tem valor algum. É o uso que fazemos do conhecimento que o torna valioso. Dizendo isso de outra maneira, a vida não lhe paga pelo que você pode fazer. A vida lhe paga pelo que você faz.

Me deu vontade de escrever isso porque nesta semana que passou me incomodei com algumas pessoas próximas que insistem em viver reclamando da vida. Pessoas altamente inteligentes, muito cultas, com muita experiência nas costas, mas acomodadas, relaxadas, daquelas que “deixam a vida as levar…”

Um amigo em específico reclamava que não conseguia fazer seu dinheiro crescer nos investimentos, que estava cansado de trabalhar tanto e não ver resultados. Reclamava que estava com quase 40 anos e ainda não tinha conseguido comprar um apartamento. Só para colocar as coisas em perspectiva, estamos falando de uma pessoa que ganha R$ 4500 mensais, mora com a esposa que ganha mais R$ 1000 e não possuem filhos.

Não estou aqui para ser o guardião do que os outros fazem com seu dinheiro, nem para dizer que gastar de um jeito ou de outro seja certo ou errado. Só que meu ouvido também não é penico para ficar ouvindo choro sem sentido. Este casal gasta seu dinheiro em roupas, viagens, TVs LCD (na sala, no quarto, uma pequena na cozinha), jantares regulares… Quando viajam, ficam em ótimos hotéis e não economizam nos passeios noturnos, conhecendo mais restaurantes no exterior do que na cidade em que vivem. Enfim, uma vida bastante interessante, variada e agradável, ou pelo menos é o que seus amigos acham disso.

Estava com paciência naquele dia. Peguei uma folha de papel e comecei a perguntar:

– Para onde vocês viajaram este ano?

– Fomos esquiar no Chile mês passado. Conhecemos as Trilhas Incas em maio. Caribe e Miami em janeiro. E só.

– Só três viagens? Sorte que ainda temos quatro meses para acabar o ano! – ele não entendeu minha ironia.

Conhecendo os hábitos dele e sabendo quanto custam as coisas, comecei a calcular o custo de cada viagem, acertando com grande aproximação. Esqueci de alguns detalhes, das lembranças que trazem para os pais, para irmãos, etc. Sempre há uma caneca ou um pequeno totem que vem para uns e outros em cada viagem destas. São pessoas legais, lembram sempre dos parentes e amigos.

Depois de ter todos os valores, comecei a rabiscar o quanto achava que eles gastavam no dia a dia. Uma média de três jantares fora por semana, passeios de fim de semana, café colonial, pousada, fondue… Cinema. Carros novos dos dois e todos os custos associados a isso, como o aluguel do box extra. Ambos financiados.

Finalmente escrevi três maneiras simples para comprar um apartamento, de R$ 200.000, porque eles não podem morar em um apartamento apertado qualquer. Coloquei as duas tradicionais, poupar e financiar, além de um consórcio. Os valores mensais eram os mesmos nos três casos, R$ 2000. No financiamento eles adquiriam o apartamento imediatamente e se livravam do aluguel, sobrando mais para gastar, como este amigo dizia ao acompanhar meus cálculos. Nem se dava conta de que teria que ficar pagando isso durante 30 anos. A poupança foi rapidamente descartada, precisaria guardar estes R$ 2000 e ainda pagar aluguel, de onde tiraria esse dinheiro? E levaria quase cinco anos. O consórcio, usando o mesmo valor, permitiria adiantar algumas prestações ao longo do tempo, o que poderia ser usado como lance já pago, adiantando as chances de contemplação, mas ele não entendeu o funcionamento disso. Expliquei então que poderia simplificar e ele pagaria um pouco menos mensalmente, por volta de R$ 1700. Era muito pouca diferença, só R$ 300, não conseguia enxergar os R$ 3600 anuais que poderiam pagar uma viagem ao nordeste 🙂

Mostrei uma folha, mostrei a outra, expliquei que se ele não ganhar mais, para realizar o que tinha em uma folha precisava tirar algo da outra. E que mesmo ganhando mais, coisa que foi acontecendo ao longo dos anos, o que ele fazia era sempre direcionar estes valores a mais para a primeira folha, nunca para a segunda. Viajava mais, com mais luxo e com mais frequencia.

Por fim, disse a ele que não precisava se sentir culpado por isso tudo. Só não podia é ficar chorando sobre isso toda hora, porque aí já enche o saco. Nem deveria ficar comparando sua vida com a dos outros, afinal, não sabe quais são as prioridades de cada pessoa.

Um outro amigo certo dia me disse…

…Fabricio, sei como ganhar bastante dinheiro com meu trabalho. E adoro o que faço. Certo dia, resolvi fazer meu dinheiro crescer e comecei a estudar investimentos. Descobri muitas coisas, mas a medida em que investia me sobrava menos tempo para ganhar dinheiro com meu trabalho. Chegou um momento em que até estava ganhando bem com os investimentos e uma coisa acabava compensando a outra. Até me dar conta de que não estava mais trabalhando com o que gosto, mas sim dedicando quase todo meu tempo aos investimentos. Parei de cuidar ativamente do meu dinheiro, coloquei tudo numa aplicaçãozinha simples, segura e tradicional e voltei a trabalhar com o que gosto. Hoje tenho muito mais do que teria se continuasse me preocupando em investir em vez de trabalhar melhor para ganhar mais.

Esse amigo, há algum tempo investindo comigo tanto nos consórcios quanto agora em imóveis, há pouco tempo me comentou: “Olha como as coisas são, eu sei ganhar dinheiro fazendo o que gosto e encontro um cara como tu, que o que gosta é de fazer o dinheiro crescer. E mais que isso, sabe como fazer ele crescer com segurança e consistência. É por isso que as coisas funcionam conosco, cada um faz o que mais gosta e juntos ganhamos muito mais. É por isso que deixo meu dinheiro crescer junto com o teu, a gente sente a paixão nos teus olhos, na tua fala, nos teus gestos.”

Em que isso pode lhe ajudar?

Pense sobre a vida que você está levando atualmente. Para onde suas ações o estão carregando? Se para um destino desejado, continue neste rumo. Se para um ponto obscuro no futuro, jogue a luz da reflexão sobre o que você quer para sua vida, desenhe o caminho para onde você quer chegar e dê os primeiros passos, mesmo que pequenos. Só chegamos aos destinos quando percorremos as estradas que levam a eles. Use seu conhecimento para ir ao encontro do que deseja.

Use o espaço abaixo para comentar o que você busca para sua vida e o que tem feito para alcançar seus objetivos.

Abraço e sucesso.

A música “GURI” e a educação financeira

Na 13ª Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana (RS), a música “GURI” foi a vencedora, na voz de César Passarinho.

Para quem gostar, outra versão, do Galpão Crioulo de 1984…

“DAS ROUPAS VELHAS DO PAI, QUERIA QUE A MÃE FIZESSE”.
“UMA MALA DE GARUPA, E UMA BOMBACHA E ME DESSE”.

Veja que lição de vida nos traz o GURI. Sua guaiaca não dispunha de recursos, mas já pensava em investimentos.

“HEI DE TER UMA TABOADA”.
E MEU LIVRO “QUERES LER”
VOU APRENDER A FAZER CONTAS
E “ALGUM BILHETE ESCREVER”

Mas, Bah Tchê! O GURI sabia da necessidade desta Educação para sua Existência.

A Educação Financeira precisa fazer parte de nossa cultura. O conhecimento do assunto dinheiro, o valor que ele representa no dia-a-dia. A hora de ganhar e gastar; poupar e investir deveria constar do currículo escolar desde o ensino fundamental.

“QUERIA BOINAS E ALPARGATAS E UM CACHORRO COMPANHEIRO”.
“PRA ME AJUDAR A BOTAR AS VACAS NO MEU PETIÇO SOGUEIRO”

O GURI pode estar querendo dizer que precisava de um orçamento fiel, para cuidar do patrimônio pessoal e da família. O orçamento pessoal e familiar é uma questão de hábito. Simples de fazer. Primeiro separe um pouquinho para a poupança, depois anote despesas e recebimentos, e controle para que os gastos não ultrapassem o limite de ganhos. Os investimentos virão a seu tempo, no acumulo de poupança e reservas financeiras.

“BOTAS FEITIO DO ALEGRETE, ESPORAS DO IBIROCAI”.
BOINAS VERMELHAS E GUAIACA
“COMPRADAS LÁ NO URUGUAI”

A la fresca, gaudério! Será que teremos importações e novos investimentos, por aí? À medida que se tem conhecimento dos entreveros financeiros da vida, poderemos pedir:

“QUERO GAITA DE OITO BAIXOS
PRA VER O RONCO QUE SAÍ”

—–
Gilberto Silva
Economista de Finanças Pessoais
Cel. (51) 9724-7752 – Porto Alegre – RS

Escolha já o seu nerd – Os Seminovos

Meninas, prestem atenção na letra desta música e cuidem bem do seu nerd de estimação antes dele ser fisgado por outra!

Acabo de receber email de um carinha me convidando para ministrar uma palestra para um grupo de jovens visando estimular o desenvolvimento pessoal e profissional, no caso específico, algo relacionado a finanças pessoais. Adorei a idéia, mas este texto não é sobre isso, é sobre um dos posts que li no blog dele (claro que eu me informo sobre quem está me convidando para algo).

Sem mais delongas, assista o video e se divirta!

Caso não consiga visualizar o vídeo acima, use o link.

Meninas, prestem atenção na letra desta música e cuidem bem do seu nerd de estimação antes dele ser fisgado por outra! Eu? Já tenho dona 🙂

Escolha já seu nerd – Os Seminovos

Refrão:
O nerd de hoje é o cara rico de amanhã
O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã
O nerd de hoje é o bom marido de amanhã
Garota, escolha já seu nerd!

Enquanto o bonitão está pegando você
O nerd está criando um software no PC
Enquanto o sarado malha na academia
O nerd está lendo as notícias do dia

Enquanto o bonitão tá na balada te chifrando
O nerd com certeza está em casa estudando
O curso superior do gostosão tá no início
E o nerd ganha em dólar no Vale do Silício

(Refrão)

O nerd tem conserto, é só você ensinar
O penteado certo e a melhor roupa pra se usar
O saradão de hoje é o gordo de amanhã…
Parou de tomar bomba? Vai ter que usar sutiã!

O gostosão ainda sai no carro do pai
E o nerd é a atração de um workshop em Dubai
O gostosão te esquece quando vê um carro esporte
E o nerd está lá dentro com uma mulher de sorte

(Refrão)

Imagine o nerd sem cabelo ensebado
Sem espinhas e sem colarinho abotoado
Sem o cinto social junto com tênis branco
Imagine o nerd com cinco milhões no banco!

(Refrão)

Atitude, o mundo é de quem faz!

Um lindo sábado de sol. Excelente dia para pensar em negócios!

Algum tempo atrás, lembro de cansar de tanto ouvir resmungos e reclamações de amigos que constantemente falavam de problemas horríveis que não conseguiam resolver. Na maioria das vezes eu parava, escutava e pensava em soluções possíveis que pudessem ajudar ou até resolver totalmente a questão. Normalmente a solução envolvia trabalho, afinal nada acontece se ficarmos parados no mesmo lugar. Neste momento, em vez de partir para a implementação, vinham desculpas: é difícil, é caro, dá trabalho, não sei fazer, me ajuda, faz para mim…

Atualmente não tenho passado mais por estas situações. Estou tão envolvido com uma série de projetos e empreendimentos que simplesmente não sobra tempo para ficar escutando os chorões. O mais interessante é que não iniciei um processo de afastamento do chororô, isso aconteceu de forma natural à medida em que me tornava menos complacente e mais enfático: “a solução está aí, a parte que estava trancada, pensar em como resolver o problema, já fiz. Agora tira essa bunda da cadeira e vai trabalhar, vai fazer a tua parte”. As pessoas que antes esperavam que eu fizesse tudo para elas foram aos poucos se afastando e com isso foi sobrando não apenas tempo, mas também espaço para a aproximação de novas pessoas, nem melhores nem piores, afinal, estamos falando de gente, de amigos, mas pessoas mais sintonizadas com minha frequência atual, pessoas de menos drama e mais atitude, pessoas que não ficam sentadas esperando o mundo girar, pessoas que levantam a bunda da cadeira e giram as manivelas.

A vida é dura para quem é mole.

Desculpe a franqueza, mas é verdade, a vida é dura para quem é mole. Quem espera que as coisas caiam do céu em seus colos acaba vivendo uma vida vazia e sem sentido ao ver o tempo passar, ver algumas pessoas progredindo e não entender porque para elas não acontece o mesmo, porque suas vidas continuam estagnadas. Vendo de fora, imaginam que tudo de bom acontece para os outros, nada para eles. Passam o domingo na frente da TV reclamando que a programação é uma porcaria e não lembram que poderiam estar lendo um livro.

A rotina de acordar, trabalhar, voltar para casa, ver TV e dormir se torna um ritual, um hábito que parece ser o natural, o que todo mundo faz. Não se dão conta de que enquanto estiverem fazendo o mesmo todos os dias continuarão tendo os mesmos resultados atuais. Iluminamos uma sala ao acender a luz, não adianta ficar no escuro gritando e agitando os braços. Se você está lendo este parágrafo e se identifica com esta situação, pare agora mesmo e se pergunte: o que estou fazendo para mudar minha situação?

Tudo é fácil. E fica mais fácil a cada dia.

Estou vivendo uma fase interessante. Sempre acreditei na minha capacidade, mas confesso que algumas vezes batia um desânimo. Em alguns momentos as coisas pareciam andar muito devagar, quase paradas. Nestes instantes fazia uma pausa, pegava algum livro e lia a história de algum grande empreendedor. O Barão de Mauá, Paul Getty, Samuel Klein, Donald Trump, e muitos outros. Possuiam uma característica em comum, narravam seus sucessos mas também seus fracassos. Colocando suas vidas em uma linha do tempo e comparando com a minha, via que o tamanho delas era bastante diferente, a deles longa, a minha curta. Ainda não estava preparado o suficiente, precisava estudar mais, aprender mais, fazer mais, no dia a dia, na prática. A teoria ajudava a não cometer tantos erros, mas os erros cometidos ensinavam com muito mais força e permanência. E então, com a força de dezenas de empreendedores que venceram antes de mim, sacudia a poeira e seguia em frente, no ritmo que era possível no momento.

Hoje, continuo tendo milhares de idéias a todo instante. Estou um pouco mais focado e assim dispenso a grande maioria dessas idéias. Algumas, ainda ofereço para alguns amigos, mas a maioria deles está satisfeita com suas vidinhas de reclamação diária e não querem sair de suas zonas de conforto, então essas idéias acabam morrendo na praia, ou no caso, em algum dos meus cadernos de rascunho. Um grande amigo, Harry Fockink, me disse uma vez: empreender é saber gerenciar as distrações. Esta frase me ajudou muito a estabelecer um rumo, içar as velas e ir ajustando o leme à medida em que vão mudando as condições do vento.

A questão é que as coisas estão cada vez mais fáceis e automáticas. Não escrevo isso para me gabar, mas para tentar mostrar que a prática leva à perfeição. Escrevo para tentar entender eu mesmo, para me lembrar de que se algo está difícil é porque ainda não sei o suficiente e preciso buscar conhecimento e ajuda. Escrevo para me lembrar que se algo está fácil demais é porque estou entrando em uma zona perigosa de conforto e estagnação. O mundo tem muito a oferecer, mas só para quem fizer o esforço de buscar.

Empreendedores em ação

Somos a média das pessoas com quem andamos.

Olhe para os lados. Com quem você passa a maior parte do seu tempo? Está com pessoas que pensam positivamente ou com os pessimistas de plantão? Seus amigos aproveitam o máximo que a vida oferece ou estão sempre reclamando que não possuem dinheiro? Não ter dinheiro, principalmente no início da vida não é um problema que impeça o crescimento. Ficar constantemente reclamando disso, em vez de pensar em formas de mudar a situação, é. Se você só possui amigos de espírito pobre, está na hora de procurar pessoas que pensam em crescer na vida. Melhore a média de pensamento dos seus amigos e você automaticamente melhorará seus próprios pensamentos.

Nada contra quem goste de futebol, só vou usar esta questão para um exemplo prático. Algumas semanas atrás marquei uma reunião com outros dois amigos. Marcamos em uma cafeteria, as 17h de um domingo. Nenhum de nós se deu conta de um pequeno detalhe, teria Grêmio X Inter as 16h. Certamente não encontraríamos lugar em cafeteria alguma, quanto mais conseguir fazer uma reunião no meio de uma multidão torcendo e gritando. Só nos demos conta disto quando minha esposa, um dia antes, comentou que seria complicado ir para uma cafeteria justo no horário do jogo. Remarcamos a reunião na minha casa e evitamos o problema da aglomeração. Nenhum de nós havia se dado conta disto antes pois simplesmente não gostamos de futebol, logo não há espaço na mente para ficar guardando datas que não nos afetam a existência. Mesmo que no caso, de uma forma paralela, nos afetasse. Dizem que Einstein, quando encontrava com alguém na rua e parava para conversar tinha que perguntar de que direção vinha quando se encontraram, para saber se estava indo ou voltando do restaurante, pois ficava tão absorto em seus pensamentos que não lembrava nem se já tinha almoçado ou não. Isto acontece comigo de vez em quando, de forma mais leve, claro.

Agir, trocar informações, formar parcerias.

Na foto de abertura deste texto e também na foto logo acima, estou com vários amigos, num lindo sábado de sol, aproveitando o dia e fazendo negócios. Passeávamos em um loteamento, estudando as construções existentes, pesquisando profissionais para contratar, formando parcerias com o objetivo de economizar custos em comum. Estávamos trocando figurinhas de uma maneira que algumas pessoas não entendem.

Deixa eu aproveitar e dar os créditos, as fotos acima foram batidas pela minha esposa, documentando o início de mais um empreendimento nosso. Pode ser útil quando decidir escrever minha autobiografia 🙂

Já me criticaram dizendo que eu sou muito aberto com relação aos meus planos, que eu entrego o jogo e ensino os inimigos. É bom que digam isso, pois assim reconheço logo as pessoas que pensam desta maneira, pessoas que querem tudo para elas. E naturalmente, me afasto dessas pessoas. Me aproximo de quem pensa como eu, de quem sabe que idéias sem ação não valem nada.

evolucao_casa

Conversávamos sobre a casa que eles estavam construindo, sobre os desafios, as pessoas que contrataram, sobre o projeto, sobre os valores investidos, sobre a forma de parceria. Recebíamos informações e fornecíamos informações. Fica mais fácil fazer nossos cálculos quando temos um histórico para estudar no mesmo local em que investiremos. Ao mesmo tempo, formamos parcerias. Nossa construção neste local iniciará junto com a próxima construção deles. Podemos economizar na compra de material e também na contratação conjunta da equipe de construção. Ganhamos juntos, não competindo.

Lagos de Ipanema - folder

Esta é a casa que estes amigos estão construindo. Falta apenas o acabamento, pronto em um ou dois meses. As datas de cada foto, para dar idéia de como anda uma obra destas, quando executada por quem sabe o que está fazendo, são as seguintes: foto 1: 05 de maio, foto 2: 05 de junho, foto 3: 21 de junho, foto 4: 02 de julho, fotos 5 e 6: 15 de agosto. Três meses e 10 dias. Somando os dias iniciais para a compra do terreno, para a contratação dos construtores e para a papelada da obra, foram apenas quatro meses. Junta com os dois meses que ainda faltam e temos um empreendimento de apenas seis meses, do início ao fim.

Sou um cara aberto em relação a meus investimentos, mas a casa da foto acima não é minha, é de três amigos, então não vou abrir os números deles. O único número que mostrarei é o valor de venda da casa pronta, R$ 198.000. Se você tiver interesse entre em contato comigo que repasso o telefone dos vendedores.

Gostou?

O mundo é de quem tem atitude, o mundo é de quem faz. Se gostou e quer participar, há alternativas para todos os portes de investidor. Veja em qual situação você se encaixa e venha lucrar conosco.

Onde investir se você é jovem e ganha pouco dinheiro

Recebi o seguinte email de um leitor do Moeda Corrente:

Olá Fabrício, li alguns de seus artigos, e percebi que você pode me ajudar…

Eu tenho 19 anos e tenho um pouco de dinheiro guardado (que junto de bicos e tretas que faço pra ganhar dinheiro), mas o dinheiro que tenho não é suficiente para se investir no negócio imobiliário…carro também não tenho interesse em gastar meu dinheiro nisso… Então eu gostaria de saber qual a forma que tenho para investir meu dinheiro.

Muito Obrigado

Minha resposta para ele foi a seguinte, acredito que possa ajudar mais pessoas na mesma situação:

Coloca teu dinheiro na poupança. Mais importante do que onde investir, é a regularidade no investimento. Não perde teu tempo pensando em formas de ganhar uma miséria a mais de rendimentos neste ponto da vida, porque essa miséria a mais não vai fazer a menor diferença no teu futuro. Usa teu tempo para encontrar formas de ganhar mais, pois isso sim te colocará no patamar de poder aproveitar investimentos melhores.

Saiba que cada esforço em melhorar teus ganhos mensais rende muito mais do que o mesmo esforço para melhorar teus rendimentos nas aplicações. As aplicações melhores e mais rentáveis virão ao teu encontro naturalmente, a medida em que tu ganhas mais e te relaciona com pessoas cada vez mais informadas.

ATUALIZAÇÃO em 2011: Muita coisa boa aconteceu desde julho de 2009, quando escrevi originalmente este artigo. Muitas pessoas me perguntam como eu invisto meu próprio dinheiro. Explico isto no site: http://www.investimentoemimovel.com.br. Invisto na construção de imóveis para venda ou aluguel.

Sucesso!

Sobre a escrita

Algumas possíveis respostas à pergunta: porque escrevo?

Porque perco tempo escrevendo e tentando ensinar o pouco que sei se não ganho nada com isso? Foi a pergunta que surgiu em minha mente no dia 23/11/2008. Sei a data certa porque foi quando anotei esta pergunta no mesmo caderno onde escrevi há pouco o primeiro rascunho deste texto.

A resposta simples e rápida poderia ser que escrevo para obter fama e fortuna, mas acredito que para isto precisaria levar mais a sério esta atividade, em vez de escrever apenas quando tenho vontade. Poderia ainda dizer que escrevo para ensinar, mas me parece um pouco de pretensão, já que no íntimo sinto que tenho muito a aprender.

Então escrevo para aprender. Ao colocar no papel (sim, costumo escrever em um moleskine usando uma caneta tinteiro) o que já sei, fica faltando apenas o que ainda preciso aprender. Não é bem isso, mas estamos chegando perto, muito perto.

Quando comecei a escrever este texto, não sabia o que escreveria. As idéias vão se encadeando na minha cabeça e, palavra por palavra, vou colocando tudo no papel (a caneta tinteiro é uma Mont Blanc, curioso). Escrevo para aprender, escrevo para pensar.

Ficando somente dentro da minha cabeça as idéias podem se perder. Há muito espaço vazio lá 🙂

Ao colocar meus pensamentos no papel, ou melhor, ao pensar no papel, as idéias tomam forma física. Deixam de ser simples idéias e se tornam palpáveis. Posso não fazer nada com elas, mas estão lá, sempre a me lembrar que existem. As vezes tiro-as do papel e as jogo na rede, como agora. É quando deixam de ser minhas idéias, meus pensamentos, e criam vida própria.

Publicar o que penso e escrevo é uma forma de conversar com quem ainda não conheço. É abrir às minhas idéias e pensamentos a possibilidade de conhecer gente nova. Alguém que pode gostar delas mais do que eu mesmo. Alguém que pode usa-las e crescer. Alguém que pode ajudar outros a crescer. Alguém que pode apresenta-las a outras idéias e juntas se tornarem maiores e mais fortes. Alguém que pode querer me conhecer e assim me contar suas próprias idéias e como elas se relacionam com as minhas.

Por tudo isto, eu escrevo.

Foto: Paul Worthington

O menor guia de como ser magro e rico

O título já diz tudo, leia e descubra.

Muito já foi dito sobre como perder peso, mas no final tudo se resume a apenas duas coisas:

  1. Coma menos
  2. Se exercite mais

Da mesma forma, muito é escrito sobre enriquecer, e novamente, o “segredo” se resume a apenas duas coisas:

  1. Gaste menos do que você ganha (ou, ganhe mais dinheiro do que você gasta)
  2. Invista a diferença

Veja só, se você fizer essas quatro coisas você será magro e rico!

Mas se é tão simples, porque todos não são esbeltos e ricos? Fique a vontade para compartilhar seus comentários abaixo.

Pequenos rituais

Vivemos em uma sociedade de excessos, tudo é rápido, o imediatismo impera.

lp

Vivemos em uma sociedade de excessos, tudo é rápido, o imediatismo impera. Não nos damos conta de menos ser mais.

Faça uma rápida comparação mental (se você tiver mais de 30 anos) entre as diferenças na sua percepção e na experiência pessoal de ouvir música na época dos LPs, dos CDs e hoje, com os MP3.

Eu tinha poucos LPs. Tratava-os com cuidado, eram frágeis, arranhavam se eu fosse descuidado. Cada um tinha uma história sobre sua aquisição. A maioria continha encartes com as letras das músicas, fotos dos artistas. Ouvia as músicas me imaginando no show. E havia um ritual, abrir a tampa do três-em-um, pegar o LP, tirar do envelopão, cuidando para deixar dentro o plástico protetor. Colocar com cuidado no prato, apertar o botão e olhar o braço levantando, andando, repousando sobre o discão.

A facilidade e grande quantidade de músicas a que temos acesso hoje em dia torna essa experiência bastante superficial. Muita agilidade, muita rapidez, excesso.

Falta tempo para maturar as idéias. É como são a maioria dos blogs. Textos cuspidos de forma serial. Não este, claro. Neste, escrevo minhas idéias em um caderno moleskine usando uma caneta tinteiro Mont Blanc. É uma pequena praticidade a que me dou o direito de abusar. Penas, tinteiros e mata-borrões fariam muita sujeira e bagunça.

O tempo gasto para afiar a pena, molhar no tinteiro, passar o mata-borrão, era usado para pensar no assunto antes de escrever.

Vamos em frente. Mas em uma velocidade que nos permita apreciar a paisagem.

Crédito da foto: roel1943

Ter razão ou ser feliz?

Pessoalmente gosto muito da sensação da felicidade em meu corpo e, por isso, escolho me conectar com regularidade a esse circuito.

Você quer ter razão, ou ser feliz?

Pessoalmente gosto muito da sensação da felicidade em meu corpo e, por isso, escolho me conectar com regularidade a esse circuito. Sempre me perguntei: Se isso é uma escolha, então por que alguém escolheria outra coisa que não a felicidade? Posso apenas especular, mas suponho que muitos apenas não percebam que temos a possibilidade de escolher, não exercitando essa capacidade de escolha.

MEDO

Expectativas falsas que parecem reais.

Numa tentativa de reduzir o poder de minha resposta ao medo/raiva, escolho intencionalmente não assistir a filmes de terror ou me envolver com pessoas cujos circuitos de raiva sejam desencadeados com facilidade. Faço escolhas que causam impacto direto nos meus circuitos. Como gosto de ser alegre, prefiro me relacionar com pessoas que valorizem minha alegria.

Einsten disse:

Preciso me dispor a desistir do que sou para me tornar o que serei.

E eu completo: Quem escolhemos ser hoje não é predeterminado por quem fomos ontem.

Ou como disse Ghandi:

Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo.

Porque isso?

Acabo de ler A cientista que curou seu próprio cérebro, da Jill Bolte Taylor. Os textos acima, apesar de parecerem saídos de mim, foram pinçados no livro dela. Recomendo a leitura. Querendo saber um pouco mais antes de comprar o livro, clique no nome dela na frase anterior e assista a palestra ministrada na TED.

Arco-íris

Minha irmã fez uma breve comparação entre os estilos literários da família.

arco-iris-pMinha irmã fez uma breve comparação entre os estilos literários da família. Não exatamente isso, leia o texto dela para compreender.

A ordem dos livros na minha estante não é exatamente a mesma que ela descreveu mas os títulos são os mesmos, com a inclusão de algumas biografias de milionários e bilionários para saber o que outros já conquistaram.

Há de se ressaltar que o pote de ouro simboliza a felicidade. E que a felicidade não se encontra no final do arco-íris, ela está em cada passo do caminho colorido que temos que percorrer do início ao fim da vida.

Da mesma maneira, a busca da independência financeira ou da riqueza também não é o objetivo final da minha caminhada. A caminhada em sí é o que importa. Cada passo, os caminhos escolhidos, as amizades conquistadas, os viajantes para os quais damos da nossa água ou que simplesmente ajudamos com a informação sobre a rota mais adequada. Tudo nos leva ao final do arco-íris.

A riqueza não é algo a ser conquistado. A riqueza é o simples resultado das nossas escolhas diárias. É celebrar a beleza de cada dia que passamos com quem amamos.