10 mandamentos da boa gestão empresarial

Uma pequena contribuição sobre gestão empresarial. Pode parecer simplório, mas é basicamente com estas 10 regrinhas que empresas como AmBev e ALL são campeãs na geração de riqueza para seus acionistas (Jorge Paulo Lemman, dono delas, que o diga. Não é à toa que ele é um dos homens mais ricos do mundo com seus 2,6 bi de dólares).

Analise cada uma delas e as imagine funcionando em sua empresa:

1 – O verdadeiro critério da boa qualidade é a preferência do consumidor por nossa organização;

2 – É necessário gerenciar as organizações para obter tal preferência;

3 – Só se gerencia o que se mede;

4 – Gerenciar é atingir metas (objetivo gerencial + valor + prazo);

5 – Com medições pode-se comparar o quanto se faz (real) com o quanto se deve fazer (meta);

6 – Problema é um resultado indesejado (real diferente da meta);

7 – Para atingir metas é necessário resolver problemas;

8 – Para resolver problemas é necessário método;

9 – Você pode usar vários métodos para resolver problemas, como o terorema de Chutágoras ou os Cálculos Hipotéticos Usando Técnicas Estatísticas (CHUTE). No entanto o método científico de resolver problemas é o PDCA (Planejar, executar (DO), Checar e Agir, ou em bom português: “Problemas Devem Cientificamente Acabar”);

10 – Ninguém sabe sempre a solução de todos os problemas. Por isso antes de querer se mostrar como o sabe-tudo na reunião, baseie seu discurso em fatos e dados (medições).

Parece simples demais pra ser verdade. Mas há mais sabedoria nestas regras do que eu consigo colocar neste texto. Foi seguindo estas idéias que o Japão saiu de país destruído na segunda guerra a potência mundial. É baseada nestes valores que a AmBev já impôs seu modo de gerenciar negócios à Interbrew. É seguindo estas regras que a Toyota é a montadora mais rentável do mundo. É rezando esta missa que a Gerdau não para de crescer no mundo. É com estas crenças que Aécio Neves está dando um show de administração pública em Minas Gerais, eliminando um déficit público de R$6,2 bilhões anuais em apenas dois anos de mandato (imagine se ele vier a ser presidente do Brasil e fizer o mesmo no governo federal!). E por aí vai.

Sucesso e bons negócios.

Helder Barboza

Como ser indispensável

CEGUEIRA GERAL!

Ricardo Jordão Magalhães*

O problema da falta de futuro não é a falta dele, mas a falta de vontade das pessoas em olhar além daquilo que elas conhecem. A oportunidade das nossas vidas está SEMPRE a nossa frente, mas não enxergamos, porque acreditamos que é preciso fazer aquilo que todos fazem, mesmo quando não existe mais espaço para todos fazerem.

Querida (o) amiga(o),

Os melhores empreendimentos do mundo – a Cruz Vermelha encabeça a lista – e os melhores empreendedores do mundo – Bill Gates encabeça a lista -, COMEÇARAM DO ZERO. Sem nada, sem nenhum tostão no bolso, sem nenhuma estrutura corporativa.

Os céticos podem não acreditar, mas não é o dinheiro que atrai as pessoas. As pessoas é que atraem o dinheiro.

Os arrogantes podem não concordar, mas ganhar o prêmio iBest da internet não vale nada, o que interessa é estar bem rankeado no eBit.

Trabalhar na quitanda do Zé Quitandeiro tem muito mais futuro do que mendigar emprego em empresa bonita que faz propaganda na televisão. Ler um livro na biblioteca pública mais próxima da nossa casa ou mesmo gratuitamente na internet, e depois discutir o livro com os amigos próximos e os próximos aos nossos amigos, é muito mais importante do que fazer qualquer faculdade.

Não interessa de onde você vem, nem o que você tem, nem o que você já fez de errado, o que interessa é como você VALORIZA o que você tem hoje.

E o que você tem hoje?

As pessoas que conhecem você. E não simplesmente as pessoas que você diz que conhece.

Se eu perguntar a você, “Você conhece a Maria Eduarda da Empresa XPTO?”, você vai dizer que conhece, mas será que a Maria Eduarda conhece você? Será que ela se lembra de você? Tem certeza?

O que você fez nos últimos três meses que tenha sido feito pensando genuinamente na Maria Eduarda e não em você?

Mesmo todo o dinheiro do mundo no seu bolso, as melhores pessoas na sua empresa – e os melhores computadores e softwares na sua mesa – não substituem a necessidade de você construir relacionamentos com as pessoas a sua volta.

TODOS OS DIAS!

Os peixes que colhemos durante a nossa vida são resultado da rede de relacionamentos que construímos todos os dias.

Não basta manter o Outlook atualizado, você precisa fazer algo pelas pessoas que vá além de distribuir o seu “santinho corporativo”.

Os melhores seres humanos sentem prazer em ajudar as pessoas que os ajudaram nos momentos em que mais precisaram.

Bill Gates e a Cruz Vermelha puderam desenvolver as suas idéias, nos primeiros dias dos seus empreendimentos, porque eles tinham, e têm até hoje, relacionamentos com pessoas que conhecem pessoas que conhecem empresas que precisam deles.

Eles foram indicados.

85% dos negócios do mundo acontecem por indicação.

Entretanto, no Brasil, como tantas outras coisas, o trabalho “por indicação” tem sua imagem distorcida pelo comportamento oportunista, corrupto e egoísta de algumas pessoas.

Entretanto, não se engane por isso; ser “indicado por alguém” é prova de que você realmente ajudou alguém no passado. É prova de que você realmente se importou com alguém, e agora, este alguém está retribuindo a sua ajuda ao indicar você para alguém que também precisa da sua ajuda.

Ao tomar conta de alguém no passado, ao se importar com o ser humano, você se diferenciou das pessoas-commodities, e serviu de exemplo para os outros.

O trabalho “por indicação” é prova de que o “dar para receber” é o princípio do mundo dos negócios, o princípio da vida, o princípio da construção de relacionamento com outras pessoas.

Não interessa se o mundo está se moldando com computadores, sistemas e velocidade. Por trás de tudo isso, existem seis bilhões de pessoas que precisam de pessoas que se interessam por pessoas.

Na sua fantástica jornada de 12 horas de trabalho braçal diário, você PRECISA ENCONTRAR – que seja – trinta minutos por DIA para construir relacionamentos com as pessoas que estão na sua base de dados atualizadíssima do seu Outlook.

Você PRECISA encontrar uma maneira de DOAR trinta minutos do seu dia para “dar para receber”, ou melhor ainda, para “dar” aos outros sem esperar nada em troca.

Porque mesmo nesse caso, não tem jeito, se você fizer as pessoas sentirem que você realmente se interessa pelas suas vidas, pelos seus negócios, e pelo seu futuro, o ser humano vai te ajudar.

O que você pode fazer para se DOAR para os outros? OBSERVE o que as pessoas precisam, ABRA OS SEUS OLHOS para perceber o que elas não conseguem fazer, e faça por elas. Envie a elas boas idéias com freqüência e consistência, indique negócios, indique coisas que as ajudem a se desenvolver como seres humanos, se ofereça para ajudar em algum projeto que não anda pra frente por falta de braços, corações e mentes. Faça palestras, escreva artigos, levante o seu blog, empreste livros, compartilhe suas revistas, suas planilhas, seus documentos. Ajude as pessoas a olhar para o mundo com OTIMISMO. Distribua Entusiasmo.

ABRA OS SEUS OLHOS!!!! O mundo gira através das pessoas.

Portanto, quantas pessoas conhecem você? O que você está fazendo para preservar ou aumentar o número de pessoas que conhecem você?

ABRA OS SEUS OLHOS!!! Não interessa aumentar e aumentar e aumentar qualidade das coisas que você faz, se você diminui e diminui e diminui o tempo que você dedica a pensar em como ajudar outras pessoas a crescer e prosperar.

TRINTA MINUTOS POR DIA!!!! É só isso que eu te peço.

Os próximos TRINTA ANOS dependem disso.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

* Ricardo Jordão Magalhães é fundador e presidente da BIZREVOLUTION, onde ele ajuda as pessoas e as empresas a descobrir o que elas têm de melhor, quebrar paradigmas e inventar o futuro através de consultoria, treinamento e publicações.

Meu jeito de fazer negócios


Meu Jeito de Fazer Negócios
Anita Roddick

Campeão de vendas no Submarino, líder em todas as livrarias, Meu Jeito de Fazer Negócios mostra que com idéias diferentes, força de vontade e crença em nossas capacidades, podemos chegar muito longe.

Este livro conta, de forma empolgante e entusiasmada, a biografia da inglesa Anita Roddick e a história de seu empreendimento The Body Shop. Depois de ter trabalhado na Divisão dos Direitos da Mulher da Organização Mundial do Trabalho, órgão da ONU, Anita decidiu abrir um negócio diferente. Idealizou e fundou uma empresa de cosméticos chamada The Body Shop que, além de vender produtos naturais, com matérias-primas que não foram produzidas com o uso de agrotóxicos, utilizavam embalagens feitas de materiais recicláveis e menos sofisticadas. Anita Roddick tornou-se um ícone da luta ambiental e social mundial, abraçando diversas causas ao longo de sua trajetória profissional. Em 1994, foi convidada para apresentar o evento em comemoração do 50.º Aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, organizado pela ONU em parceria com a Anistia Internacional.

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Pai Rico, Pai Pobre

Livro “Pai Rico, Pai Pobre”

Se você quer saber como ficar rico e continuar rico, leia este livro! Aprenda o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro que a classe média e os pobres não ensinam!

“É excelente. Em algumas horas devorei o livro, passadas algumas semanas ainda estou aprendendo algo novo. Vale a pena descobrir o que anda errado com você e o poder que você mesmo tem para mudar a sua história. O conteúdo é inigualável”
–Adna Teixeira, Brasília, DF.

“Sensacional livro. Toda pessoa que deseja um futuro econômico e financeiro auspicioso o deve ler e comprar para seus filhos. Já o recomendei a mais de dez amigos.Imperdível!!!”
–Daniel Gustavo C. Coulomb, Rio de Janeiro, RJ.

“A série de finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre” acaba de atingir a marca dos 200 mil exemplares vendidos.”
–Folha de S.Paulo, Caderno Dinheiro, 9/4/2002

Saia da “Corrida dos Ratos”!

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante.

A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas e consegue entrar na faculdade. O filho se forma e, então, faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego.

O filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa.

A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa!

O feliz casal conclui que suas carreiras são de maior importância e começa a trabalhar, cada vez mais, para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego.

Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam: para onde todo esse dinheiro vai?

O feliz casal está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa aonde trabalham, para o governo, quando pagam o impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos. Trabalham e trabalham, mas não saem do lugar. Esta é a “Corrida dos Ratos”. (trecho adaptado do livro “Pai Rico, Pai Pobre”)

Se você se identificou com algum trecho desta história e deseja mudar, sair da “Corrida dos Ratos”, é preciso adquirir proficiência financeira: a maioria das pessoas passa anos na escola e nunca aprende nada sobre dinheiro. O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é o seu primeiro passo para sair da “Corrida dos Ratos”.


Capa do Livro “Pai Rico, Pai Pobre” da Editora Campus.

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Por que o título “Pai Rico, Pai Pobre”?

Narrado em primeira pessoa na maior parte do tempo, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” conta a história do próprio autor: Robert Kiyosaki.

Ele nasceu no Havaí nos anos 50. Aos 9 anos foi vítima de um choque econômico-cultural respeitável. Seu ‘pai pobre’ (o pai biológico, um professor universitário) o estimulava a seguir caminhos conhecidos. Estudar muito, tirar boas notas, conseguir um bom emprego numa grande corporação e garantir segurança.

Seu ‘pai rico’ (na verdade o pai de seu melhor amigo) era o oposto. Um homem sem formação acadêmica, sem cultura formal, rude e básico. No entanto, com um profundo tino para os negócios, ensinou ao jovem Kiyosaki as regras de funcionamento do dinheiro. Seguindo os conselhos do ‘pai rico’, hoje Kiyosaki é milionário. (trecho adaptado da Revista Exame).

Como o Livro é dividido?

O livro é composto de 10 capítulos. São eles:

Lições

Capítulo Um: Pai rico, pai pobre
Capítulo Dois: Lição 1 – Os ricos não trabalham pelo dinheiro
Capítulo Três: Lição 2 – Para que alfabetização financeira?
Capítulo Quatro: Lição 3 – Cuide de seus negócios
Capítulo Cinco: Lição 4 – A história dos Impostos
Capítulo Seis: Lição 5 – Os ricos inventam dinheiro
Capítulo Sete: Lição 6 – Trabalhe para aprender, não trabalhe pelo dinheiro

Início

Capítulo Oito: Como superar obstáculos
Capítulo Nove: Em ação
Capítulo Dez: Ainda quer mais?
Conclusão: Como pagar a faculdade dos filhos com apenas US$ 7.000

Resumindo, por que ler “Pai Rico, Pai Pobre”?
  • É o ponto de partida para quem quer controlar o seu futuro financeiro.
  • Não é um livro comum sobre dinheiro.
  • A leitura é fácil e divertida.
  • É um best-seller nas listas de livros mais vendidos do Wall Street Journal, New York Times, Business Week.
  • No Brasil, já vendeu mais de 200 mil exemplares.

Sobre este texto: uma Garantia

Sou formado em administração de empresas e um entusiasta do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. O livro teve impacto significativo nas minhas escolhas profissionais. Sempre recomendo o livro para amigos, colegas e conhecidos.

É muito recompensador ouvir dos mesmos amigos, colegas e conhecidos para quem indiquei o livro uma mensagem de agradecimento, contando que o livro trouxe influências positivas nas suas respectivas decisões sobre dinheiro. Por esse motivo, resolvi escrever este texto e criar o site AmigoRico. Acredito que assim será possível indicar o livro para um número expressivamente maior de pessoas.

Marcelo Junqueira Angulo, marcelo.angulo@amigorico.org

O que eu devo fazer para começar?

Não adie suas decisões. Comece a agir hoje mesmo!

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Leia mais sobre cada um dos livros da coleção Pai Rico Pai Pobre:

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Conheça também outros livros indicados por Robert Kiyosaki, autor da série ‘Pai Rico, Pai Pobre’.

Vendedor Rico
Pense e Enriqueça
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Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais
Seu Imóvel: Como Comprar Bem
A Energia do Dinheiro
Pai Rico: O Guia de Investimentos
Os Axiomas de Zurique
Vendedor Rico
Especulador Eletrônico

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O conteúdo desta página foi escrito por Marcelo Junqueira Angulo, criador do site AmigoRico.Org.

Como ficar rico no Brasil

Por Stephen Kanitz

Inovação, criatividade e sofisticação têm sido apontadas como as principais qualidades para o sucesso empresarial em quase todos os livros de administração publicados pelo mundo afora. Em países onde todo consumidor já tem televisor, rádio, carro e computador, a única forma de fazer dinheiro é tornar obsoleto o produto que as pessoas têm em casa. Por isso, criam-se produtos cada vez mais luxuosos, sofisticados e, portanto, mais caros.

No Brasil, infelizmente ou felizmente, a maioria dos consumidores ainda não comprou o seu primeiro produto. Os brasileiros e, diga-se de passagem, 83% da população do mundo. A receita para o sucesso precisa ser outra.

A fórmula para se ficar rico no Brasil consiste em fazer produtos para quem nunca comprou um produto na vida. Consiste em criar produtos para brasileiros, o chamado produto popular, ou para os mercados de baixa renda, já que nossa renda não é a americana. Por isso, as regras são outras.

Nada de produto sofisticado que encareça o preço, ou opcionais complicados. A última coisa que alguém que nunca guiou quer é um carro que vá de 0 a 200 quilômetros por hora em um segundo. Nada que tenha um manual de 100 páginas, os produtos terão de ser simples e amigáveis.

Em 1993 propus esta estratégia num livro prevendo que, com a vinda do real, “o novo padrão industrial brasileiro será voltado às faixas de renda mais baixa da pirâmide econômica, ou seja, ao mercado de produtos populares”. “Nossa indústria precisa adequar sua produção ao nível de renda do país, e não vice-versa”. “Produtos menos sofisticados e mais condizentes com a nossa realidade. O carro popular a 12.000 reais no Brasil está longe de ser popular.” “Carro popular deveria ser uma lambreta ou uma bicicleta com motor.”

Pequenos empresários que se enveredaram por esse caminho saíram-se bem. Quem continuou na mesma tecla de produtos para a classe média amargou prejuízos e inadimplências. Um dos grandes problemas deste país é a nossa má distribuição da renda. Mas não é só a renda que é mal distribuída, a produção também o é. Praticamente 50% da população brasileira produz o que somente 10% consegue consumir. Por essa razão não temos escala, não temos competitividade internacional, não temos tecnologia.

A Fiat do Brasil, campeã em produzir carros populares, detém diversas patentes internacionais na área de motores de 1.000 cilindradas, algo que poucos brasileiros sabem. O que faz todo sentido enquanto americanos e alemães dominaram nos motores de 3.000 cilindradas e 5.000 cilindradas.

A Gessy Lever introduziu no Brasil um sabão em pó 50% mais barato, que demandou 42 modificações estruturais, muitas aprendidas por técnicos que pesquisaram por dois anos a Índia. Tentar competir mundo afora com produtos sofisticados é suicídio, por uma razão muito simples. Um trabalhador alemão da Mercedes, que vai ao trabalho com sua Mercedes usada, sempre fará um carro melhor que um trabalhador brasileiro que vai de ônibus da mesma marca. Hoje a qualidade total requer um nível de dedicação e esmero por parte do trabalhador que só será possível alcançar se este for capaz de comprar o produto que ele próprio fabrica. Parece uma frase de Karl Marx, mas é puro bom senso.

Uma aliança como a ALCA, dificilmente dará certo para o Brasil. Sempre seremos fornecedores de componentes e matérias- primas. Uma política industrial voltada para os mercados de baixa renda daria ao Brasil escala para exportar para outros países de baixa renda, como a Índia, a China, a Turquia, enfim, o resto do mundo. Que por sinal são os países que mais crescem. A globalização estaria a nosso favor e não contra, como agora.

Propus recentemente no Índia Economic Summit, da World Economic Forum, em vez da ALCA, o início de discussões de uma BRINDIA, Brasil e Índia. O Brasil exportando para a Índia produtos populares com marcas próprias, as que sabemos fazer melhor do que eles e vice- versa.

Essa política industrial infelizmente tem um defeito. Não é moderna, os livros traduzidos nem a comentam, é “made in Brazil”, “é um retrocesso” como criticou um economista brasileiro.

A tecnologia de produção e os materiais podem e precisam ser modernos, os produtos de fato não são. Mas não podemos esquecer que a economia americana originalmente também começou com produtos populares, os da época. Mania brasileira de querer queimar etapas a qualquer custo.

Stephen Kanitz é um administrador

A ordem é pensar como empresário

Carlos Armida, Patagon

26 de abril, 2001

A figura tradicional do empresário é a representada por uma pessoa que faz seu trabalho perfeito e se dedica a sua empresa de corpo e alma. De certa forma, o empresário vive para a empresa, o que não se aplica à maioria dos empregados.

Se você quer ser um executivo bem sucedido, a fórmula é simples: viva e trabalhe como um empresário. Faça de sua empresa não somente a empresa da qual você vive, como também a empresa para a qual você vive.

O que foi descrito anteriormente tem muitos significados e, neste momento, só irei abordar alguns, talvez não os mais importantes, mas começaremos por aí.

Em primeiro lugar, quero esclarecer que viver para a empresa não quer dizer, nem de longe, “viver na empresa”. Não é questão de estar lá o tempo todo, mas somente durante as horas em que podemos ser produtivos. Este é o primeiro passo: não “fique” na empresa somente por ficar, mas para produzir.

Muitos executivos pensam que são um bom enfeite para o escritório e que, quanto mais tempo passarem lá, mais contente ficará o chefe. De fato, existem chefes que apreciam esta “disponibilidade”, mas, felizmente, não irão durar muito nesta nova economia.

Hoje em dia, o importante é o que fazemos, e não o que damos a impressão de estarmos fazendo.

Aí, se encaixa o segundo ponto: o empresário traz resultados, ao invés de somente falar sobre resultados.

A inovação é, sem dúvida alguma, uma característica muito bem vista e necessária nos empresários. Este é o terceiro ponto: aja de forma inovadora e contribua para sua empresa, faça crer que a empresa é sua.

Tudo vale, inclusive novas idéias e maneiras de fazer as coisas. Não espere que lhe digam que você tem de mudar; antecipe essa necessidade. O empresário arrisca tempo, capital, esforço e seu prestígio. Pois bem, aí vai outro ponto em que refletir: arrisque, não seja conformista.

Não fique tranquilo e cômodo esperando que alguém faça as coisas por você. Você deve e pode fazê-las. Claro que sempre vai haver risco, mas lembre-se de que, quem não arrisca não petisca, e, pior ainda, se entedia, no sentido mais amplo da palavra.

Nesta nova economia, os executivos bem sucedidos serão os que compreenderem o que está acontecendo no ambiente de trabalho. Porque, se você ainda não percebeu, a maneira pela qual trabalhamos está mudando e, embora não se queira acreditar, de forma mais rápida do que gostaríamos que mudasse.

Desta forma, ou você muda ou fica de fora e o termo “de fora” quer dizer de fora mesmo. Somente os que demonstrarem grande capacidade de adaptação sobreviverão.

Você será um desses? Tudo depende de você, pois, agora, você já sabe como ser um executivo bem sucedido: é preciso se comportar como um empresário.

Uma grande lição de vida

por Aparecida de França Sales (Cida)

Surpresa com a energia que sinto da vida, estou sempre em atividade, em constante movimento. São estas condições que me fazem assumir responsabilidades, principalmente na família e na comunidade, dois mundos em que coloco meu verdadeiro interesse.

Esposa do astro rei da família Sales, o Paulo, e mãe de 3 criaturinhas maravilhosas, Tati, Juju e Lina, cada uma com seu curso acadêmico e vida profissional completos, um dos meus sonhos realizado, ao longo de anos de trabalho árduo meu e do Paulo (astro), saindo às 5h da manhã, de retorno às 00h do mesmo dia.

Trabalho árduo que também nos presenteou com nosso apartamento, nosso lar, carro, telefone, que naquela época era privilégio ter linha, e conseguimos, e uma vida bastante confortável.

Quando as pimpolhas já formadas, com minha formação técnica contábil fui convocada ao serviço administrativo na Secretaria de Segurança Pública Municipal, e por ali descobri ser possível ter o meu próprio negócio. Marido já estabelecido em seus projetos de edificações, colaborando em parceria no projeto da pousada no Litoral Norte Paulista (www.tocadapraia.com.br), abri meu primeiro negócio. E aí com toda inexperiência e seqüências de erros, deu-se o início da grande virada.

Vamos começar a aventura de meio século de vida e vitórias de uma família; família é nosso fã-clube do peito, do coração, e é aí que devemos toda nossa importância e potencialidade do que somos.

No exercício de 2003, ou seja, em 12 meses, perdi quase tudo que havia conquistado nesses 46 anos de vida, restaram minha dignidade e meu apto. Pode crer é isso mesmo. E tudo por efeito de “N” erros seqüenciais, falta de competência, cansaço físico e mental, e dissabores que a própria vida se incumbe de nos presentear. É sim, presentear, porque é daí, desses dissabores, que crescemos e como crescemos.

Quando me vi nocauteada e notei no semblante do sparring, já estava pronta a toalha a ser jogada no ring da vida, eu disse:

– Cida isto precisa mudar.

E mudei. Foi isso, mudei tudinho na minha vida. Comecei pelo meu maior ídolo, meu astro rei, carinhosamente meu fofo que estava muito entristecido com tudo o que estava ocorrendo em nossas vidas. A parceria da pousada no Litoral Norte havia se desfeito, eu por conseguinte, não tive capacidade suficiente para bem administrar o escritório que por hora havia aberto.

Ele, com 53 anos, encontrar oportunidade onde? Recomeçar do zero. Quando não se encontra oportunidade então produzimos uma, e assim foi feito.

A partir deste ponto, tudo que aconteceria dali em diante seria uma grande possibilidade de se reerguer e recomeçar, disso eu não tinha dúvidas. Num retiro de 2 dias na casa do meu pai e pensando na vida, cheguei a um resultado positivo. Mudanças!! Adentrando em casa após o retiro, vi meu fofo na maior depressão, baixou o “5 minutos” em mim, e da porta da sala disse a ele:

– Benhê… vou vender água no farol!!

Pronto, estava declarada a sentença da mudança. O Paulo acordou, ficou possesso; bem ele já se mexera, era o que eu queria. Afinal se eu queria que acontecesse alguma coisa, então aconteceu alguns momentos de tensão e foi aquele forrobodó.

O Paulo virou uma fera. Indignado mesmo e não entendia porque eu ia fazer aquilo. Eu vender água no farol, não tinha cabimento, ele dizia. E olha que ele é mineiro e mineiro geralmente é calmo. Imagine o caos.

Na mesma noite, a convite do professor da Lina (minha caçula), fui participar de uma apresentação de empreendedorismo na faculdade dela. Deixei o Paulo falando sozinho e fui explanar empreendedorismo para a nova geração.

Foi a glória! Nesta apresentação que fiz à classe, tive a certeza que eu estava certa, tinha que ir para o farol, e pensei, era a única maneira de tirar o Paulo daquela tristeza, daquele momento de desesperança, sabia no meu íntimo que ele ia aprender algo até nunca pensado antes, ia ter uma atividade agitada, desinibida, uma possibilidade que precisava aparecer, o contato com as pessoas, com os empresários que viajam para o interior e param no farol, era também minha chance.

Foi engraçado, por que enquanto eu falava, intimamente a certeza ficava mais profunda na decisão que eu tinha tomado. Sim, e o Paulo ficou em casa amuado, brigamos muito mesmo, mas não arredei pé.

No sábado, fiz o que havia dito na quinta, comprei 1 caixa de água. Na sexta ficou gelando à noite e no sábado fui para o farol. Arranjei um carinho aqui, comprei uma caixa de isopor grande e enchi de copo de água.

Quando ele viu que eu ia mesmo ele foi junto e tomou a frente, mesmo amuado, mas foi… rsrsrs Uma hora depois, fui comprar outra caixa e as pessoas pediram suco. Fui e comprei e assim estamos até hoje, de suco e de água no farol e na feira aqui perto de casa. A saber, um copo de água pagava no atacado R$ 0,15 e vendemos a R$ 1,00. O suco pago R$ 0,50 e vendo a R$ 1,00. No calorzão mesmo é uma mina de dinheiro(maneira de falar, claro… mas pra quem estava se enterrando na tristeza como vi meu amor Paulo, é uma mina sim).

Olha só como são as coisas, vai daí que esses dias chegando em casa depois de um dia de farol, toca o telefone e uma empresa de um conhecido nosso chamou o Paulo pra trabalhar como representante comercial. Veja a experiência da água no farol pra que serve. Ele é outro homem, outra pessoa, viu que pode, que ele tem uma vida toda pela frente pra viver com decência e tem talento para desenvolver em prol dele, e da própria vida. Precisa de ver que transformação incrível aconteceu. A atitude que ele tomou para vida. Foi algo inenarrável.

Hoje ele vê e enxerga a vida com horizonte próspero. Não pelo dinheiro que digo isso, mas pela busca de uma vida melhor, pela produtividade do seu interior pessoal. É lindo de ver ele assim a todo vapor, empolgado fazendo acontecer! A sua disposição sincera o levou a vencer todos os obstáculos!

Bem ele ficou com a representação da loja, participou de palestras de motivação da Venda Mais, foi no Sebrae e fez um curso de representação comercial, para entender mais sobre o assunto, e no final de semana vai para o farol vender suco, acredita nisso! E ele diz claramente sem pestanejar, depois que ele aprendeu a vender água e suco agora nunca mais ele fica sem um tostão no bolso!! Rsrs

Sem dizer o astral dele, que está ótimo, é legal não é! E além do mais, logo logo estaremos de carro, e isso vai facilitar bastante, imagina isso… rsrs

Pensa que parou aí… tem mais…

Eu nessas andanças de buscar as coisas, oportunidades e por aí a fora, descobri que lá em São Roque, 30km daqui, ia acontecer um vestibular, 9/11/2003 e que os 20 primeiros aprovados teriam direito a uma bolsa de estudos na disciplina de Direito no período da manhã.

Não pensei duas vezes, me inscrevi. Dia 9/11/2003 estava eu lá, no meio daquela moçada toda fazendo o vestibular, a cabeça estava a mil porque tinha brigado com o Paulo, mas fui assim mesmo. Bem, passei no vestibular, mas não consegui a pontuação para me beneficiar da bolsa de estudos. E mesmo assim fiquei feliz, porque esta experiência mostrou que ainda posso concorrer com essa meninada de hoje. E daí vai que por onde eu ando vou distribuindo curriculum e minha apresentação de trabalho, o que é de praxe em mim. *rs

Pois bem, dia 14/11/2003, me liga aqui a Bit Company (www.bitcompany.com.br ), agendando uma entrevista para a segunda, 17/11/2003, às 15h. Normal, falei para meu fofo Paulo e para as meninas, deve ser pra vaga de copeira, porque eu lembrava que tinha uma placa de precisa-se de copeira e recepcionista lá.

Fui na tal entrevista quando, de surpresa, fui conduzida a uma sala que estava com uma meia dúzia de empresários, gerente de empresa, profissionais da área, bem trajados, de gravata, aquelas bolsas pretas lindas, profissionais mesmo, as mulheres todas no salto. Apesar de eu estar bem trajada, eu pensei, nossa, estou na sala errada! Quando naquele momento fiquei sabendo que eu estava concorrendo a uma vaga para instrutora de Gestão Empresarial. Ahahah… até me belisquei… não acreditava no que estava acontecendo… ahahahah

Conclusão, entre os profissionais de carreira, tinha um que dava aula há 15 anos, outro gerente da Astra Zeneca (o laboratório que faz a vacina da AIDS. O Cazuza veio se tratar aqui na Astra). Nossa!! Pensei, concorrer com essas feras não tenho a mínima chance, mas meu curriculum estava lá no meio do deles… rsrs

Foi um dia de entrevista, uma prova de desenvoltura e exame psicológico. 3 dias depois fiquei sabendo que fui selecionada. Você acredita nisso? Nem eu… rsrs Me belisca, porquê eu ainda estou sonhando… rsrs Vou dar aulas à noite de GEA – Gestão Empresarial: Administrativo, Contabilidade, Empreendedorismo e mais toda a motivação e ânimo que tenho de viver… calcula o que é isso… para quem foi disposta a uma vaga de copeira! 😉

Daí que chegamos no dia 05/01/2004, fui iniciar as aulas do novo ano, e para mais alegria minha, veio o convite formal para ministrar aulas, de dia, sobre QUALI – Qualificação Administrativa com ênfase em Informática, e também o que me fez a pessoa mais feliz do mundo, dar palestras aos empresários da região… ou seja, mirei no que vi e acertei no que não vi.

São palestras, na verdade, com o intuito de elevar o nome da escola da qual dou aulas e com o conteúdo das aulas, que nada mais são do que tudo o que trabalho: empregabilidade. Falo por todos os ventos, entretanto é esta oportunidade que eu precisava, justamente pela dificuldade e momento que estava passando. É tudo o que eu queria na vida. Detalhe, é aqui bem pertinho de casa, vou a pé… rsrs

Seguir em frente e com coragem, nesta nova empreitada estou preparada, com toda força que tenho, porque sei que estas palestras, mesmo sendo a princípio em prol da escola, com meu talento, mais uma vez a serviço do bem da vida, a serviço do profissionalismo meu e de todos que me rodeiam, desenvolvendo meu trabalho com amor, vou abrir este campo empresarial para outros motivos de palestras, quem sabe no segmento de motivação, contabilidade para contador, dentre outras, sem abrir mão das conquistas que fiz e estou fazendo neste belíssimo presente de natal que se pôs a minha frente.

Tenho coragem e não desperdiço energia sempre cuidando dos meus pensamentos, dos meus propósitos, acreditando na minha capacidade e sei que tudo sempre da certo. Não sou presunçosa, mas a fé que tenho na vida é mesmo a nutrição que mantém meu corpo sadio e mente sã, conseqüente e obviamente, com o apoio da minha família, do meu fofo e amigos, mas se não fizermos nossa parte de nada valeria tudo isso não é verdade.

É isso, sei muito bem que fazemos parte do espetáculo da vida e bem por isso, devemos aproveitar muito o que ela tem a nos oferecer a todo instante. Definitivamente, Papai Noel foi generoso comigo, ganhei um baita presente de natal. Agora dá para calcular como estou de felicidade nessa minha vida.

Verdade seja dita, bendita seja a hora em que meu instrutor de IPGN me recomendou o grupo de emprBr (Empreendedor do Brasil) para ingressar. Aprendi muito neste grupo de conversação, vi nitidamente meus erros, onde falhei. Hoje, as vezes, comento com o Paulo que muitos erros cometi. Hoje, aprendi como fazer.

Talvez não tivesse fechado meu escritório se tivesse o aprendizado que tenho hoje, aprendizado este que obtive primeiramente no grupo. Não falo isso por hipocrisia, me sinto bem sim em nosso grupo, participo de outros grupos, mas desde o primeiro contato no emprBr fui muito bem recebida, por igualdade de condição, aprendi e até hoje aprendo bastante com todos, assuntos que são abordados, me sinto totalmente a vontade e confortável e dele vieram outros grupos, tão bom quanto, e os amigos que conquistei, minha nossa, são maravilhosos, alguns já vieram aqui em casa, tenho amigos aqui que é para toda vida, prezo muito as amizades. Digo sempre: posso perder meus amores, sofrerei muito, mas se perder meus amigos, sofrerei muito mais. *rsrs

Tenho um amor incondicional por todos, sobretudo os amigos especiais. Não citarei nomes para não cometer injustiças, uma coisa é certa a lista é longa e faço muito gosto que todos venham aqui em casa, é um prazer receber a visita de amigos como os que conquistei aqui.

Tenho um casamento de 30 anos, e acredito que um bom casamento não tem fórmula para dar certo, mas tem algumas regras que precisam ser seguidas. A primeira delas é investir no casamento a fundo perdido e a segunda é não fazer contabilidade. Mais que isso, para acabar com um casamento, basta colocá-lo na ponta do lápis! Sabemos que não tem casamento que é uma eterna história de amor. Sobrevive-se enfrentando crises e situações que aparecem ao longo da vida. Mas ele perdura porque a gente quer que perdure, porque a gente quer que de certo e dá certo. Casa-se por amor, por hormônio, paixão, tesão e mantem-se por sabores, dissabores, alegrias e dureza do dia-a-dia.

É isso. Concilio nos grupos de conversações e vejo tudo isso de uma forma muito cordial e profissional, quase como um casamento. Em todas mensagens redigidas, é uma busca de dar certo, de encontrar caminhos e alternativas para que as ações dêem certo e as respostas estão em todos os componentes, que se respeitam, se compartilham e se doam para um só bem, cada um em sua peculiaridade. E tudo isso é NOSSO e quando digo NOSSO, entenda-se, toda humanidade ilimítrofe, a nossa nação.

Como empreendedora deixo meu agradecimento a minha família, meu marido/ídolo Paulo, hoje 2004 ele voltou a estudar e esta foi minha maior vitória dos últimos tempos. Agradeço ao meu amigo Omar Queiroz, a todo o Grupo emprBr, a todos amigos que conquistei até hoje através deste canal de conversação aparentemente frio e que tem a magia de nos fazer mais felizes. Um carinho em especial ao meu amigo Ivan F. César, por seu convite publico para expor esta mensagem, e deixo minha admiração pela lisura e competência a qual administra o grupo EmpreenderParaTodos.

Aparecida de França Sales (Cida)

Socorro! Abri uma empresa!

Sim, ele abriu uma empresa! Sim, ele acorda às 5h da manhã e continua até às 10h da noite, sem horário para almoço! Sim, ele trabalha aos finais de semana! Sim, por vezes, o medo bate e ele pergunta porque foi mesmo abrir a tal empresa! Não, ele não sabe a solução!

Com certeza, você ou se identificou com as linhas acima, ou, pelo menos, já conheceu alguém em situação parecida. Por mais que imaginemos os donos de empresas como empreendedores visionários, na vida real não é bem assim. É o que conta Michel Gerber, autor do livro “O Mito do Empreendedor”, leitura recomendada por Kiyosaki, autor da coleção “Pai Rico, Pai Pobre”.

As estatísticas comprovam: tanto aqui no Brasil, quanto nos EUA, a absoluta maioria das empresas fecha as portas antes de completar o primeiro aniversário. Por que?! É o tal mito do empreendedor. Mito porque a maioria daqueles que abrem uma empresa são técnicos e não empreendedores. Isso mesmo, técnicos. O João é um ótimo programador de computadores, faz o computador falar, um dia, cansado do chefe, ele abriu uma empresa de software. A Maria cozinha que é uma beleza, quem não gosta da comida da Maria…, um dia “deu na telha” e ela abriu um restaurante.

E aqui entra a mais importante lição: ser muito bom em alguma atividade não significa que você vai ser muito bom em montar um negócio que faz tal atividade. O fato de o João ser um brilhante programador não significa que ele vai criar uma empresa de software de sucesso.

Uma empresa precisa de três personagens para crescer. O primeiro é o empreendedor, aquele que vive no futuro, determina o rumo da empresa e exerce a liderança. Outro é o gerente, aquele que é pragmático, planeja e torna as coisas previsíveis. Por fim, vem o técnico, que é importante também, é o executor. Toda empresa precisa ter os três personagens para obter sucesso e mesmo que o João seja o único funcionário da empresa, ele terá que administrar o tempo para saber atuar como os três personagens.

Mas você deve estar se perguntando da Maria, não está? Primeiro, a boa notícia: o restaurante cresceu ela até contratou dois funcionários, um é garçom e outro, cozinheiro promissor. Cozinheiro, mas faz de tudo um pouco, sabe como é… A má notícia é que nem sempre a comida sai tão gostosa quanto a da Maria, o atendimento… o atendimento é outro problema, pedidos trocados e demora para servir… É, alguns clientes estão reclamando e não acham mais a comida do restaurante tão gostosa…

Escrevo este texto para ajudar o João e a Maria e o leitor, depois de tantos parágrafos, já deve estar ansioso com a solução para os dois. A base de tudo é entender que um bom fazedor de certa atividade não vai necessariamente criar uma boa empresa que faz aquela atividade. Tendo isto em mente, é preciso investir nas habilidades de negócios. Difícil? Não. O autor do livro “O Mito do Empreendedor” criou um método para ajudar os donos de empresas que se percebem em maus lençóis. São 7 passos, dos quais vou destacar 3 que julgo muito importantes. Provavelmente, você já ouviu falar neles, mas é provável que o João e a Maria tenham se esquecido de implementá-los.

O primeiro passo é escrever qual o “objetivo básico”. Por que o João criou aquela empresa? A quem ele quer ajudar? Este “objetivo básico” que pode ser também chamado de missão vai dar a energia necessária para o dono do negócio enfrentar os desafios que surgirem.

O segundo é estabelecer o organograma da empresa. Mesmo que seja uma empresa bem pequena é importante definir quem faz o quê. E é claro uma mesma pessoa pode exercer mais de uma função. O João, por exemplo, está em todas as posições do organograma, mas é importante que ele tenha claro que exerce as funções nas áreas de marketing, finanças, na presidência ou até mesmo na limpeza.

Por fim, pense no seu negócio como ele sendo uma franquia. Todos as atividades devem ter sido pensadas e oficializadas por escrito. O seu negócio deve ser previsível. Para facilitar o mapeamento das atividades, novamente vale mencionar a importância de um organograma bem definido. A Maria poderia criar o Manual de Procedimento do setor de atendimento ao cliente. Neste manual, estaria explicado como o garçom deveria conduzir suas atividades. Seguindo o manual, já pensado da melhor forma pela Maria, independente do garçom que lá esteja, o atendimento será sempre o mesmo.

Pense no McDonald´s, imagine se em cada loja, fosse necessário contratar um gerente espetacular. Seria impossível. A idéia da franquia é poderosa. Criando procedimentos bem definidos, funcionários bons, seguindo o manual, vão conseguir prestar um serviço espetacular.

Para concluir, um breve depoimento. Li o livro e me identifiquei por algumas vezes com o João ou com a Maria. Defendo o surgimento de empresas, por conta disso, após ler o livro, escrevi este texto. Tenho utilizado as idéias do livro com sucesso. Sei que não existem soluções prontas, mas acredito que os passos sugeridos podem ser muito úteis. Se você tem um amigo que pode se beneficiar da leitura, envie para ele. Quem sabe ele não vai dizer: Sim, eu abri uma empresa! Sim, eu sei a solução!

Nota do autor: se você ficou curioso e quer visitar o restaurante da Maria, não posso garantir, mas aposto que tem um no seu bairro.

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Texto escrito tendo como referência bibliográfica o livro “O Mito do Empreendedor” ou “The E-myth Revisited” de Michael Gerber. Livro recomendado por Robert Kiyosaki, autor da coleção “Pai Rico, Pai Pobre”.

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Marcelo Junqueira Angulo
Marcelo Junqueira Angulo é administrador de empresas pela EAESP-FGV. É fã da série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”, e criador do site http://www.amigorico.org.

Assuma o risco

Por Augusto Pinto

Quem de vocês já não escutou a seguinte desculpa esfarrapada para explicar o medo e a falta de agressividade: “Eu tenho os pés no chão e não dou um passo maior que as pernas”. Como já sou um cinqüentão, com muitas batalhas vividas, posso ousar discordar: vivo dando um passo maior que as pernas e isso funciona na maioria das vezes (o que é ótimo, para quem não é onisciente). Não entendam mal, pois dar um passo maior que as pernas não significa ser irresponsável. Significa assumir decisões, encarar o desconhecido. Vocês acham que Colombo foi irresponsável? Provavelmente não, pois deve ter planejado sua aventura com a maior quantidade de detalhes possível.

Até onde podemos arriscar sem quebrar a cara? Para responder a essa pergunta, só com outra: qual é o objeto de nosso risco? Emprego, ganhar ou perder dinheiro, credibilidade? Para melhor avaliarmos a questão, alguns aspectos devem ser levados em consideração:

Qual a sua idade? Arriscar aos 25 anos é obrigação, já que nessa idade qualquer decisão é arriscada pela falta de referências. O risco aos 40 deve ser calculado, já que a experiência permitirá uma avaliação correta das alternativas, mas o que se pode perder já é significativo. Após os 50, o risco deve ser marginal: arrisca-se a sobra, aquilo que calculadamente se pode perder.

Quais as implicações do erro de avaliação?

Qual é o prêmio pelo risco tomado?

Além de sua experiência, você tem informações suficientes para escolher a melhor alternativa?

Uma empresa sem cultura de riscos é uma empresa de alto risco. Quando você não arrisca, o mundo o faz por você, já que as decisões sempre terão de ser tomadas. Todas as entidades vivas (plantas, animais, homens, equipes, empresas, países) vivem em ciclos, com fases de crescimento, maturidade, apogeu e declínio. Você sabe o que vem após o declínio? Se respondeu a morte, errou: depois do declínio surge o renascimento, a menos que você rejeite as mudanças impostas nessa fase. Em outras palavras, renascer (começar em um novo emprego, abrir novo negócio etc.) implica riscos. Não assumi-los, sim, implica morrer (desemprego, falência, frustração).

Cabe ainda mais um comentário: uma vez tomada uma decisão, enterre as suas preocupações e as suas dúvidas. Pense como um pára-quedista: depois de pular, o melhor a fazer é curtir a paisagem. Não tem coisa mais chata nem mais desanimadora do que alguém que tomou uma decisão arriscada no trabalho e depois disso vive com uma “nuvenzinha sobre a cabeça”. Como os olhos são o coração da alma, esse indivíduo transmitirá insegurança e desmotivação por onde passar. Tratando-se de um “soldado raso”, será considerado um chato medroso, mas se for um “general de quatro estrelas” certamente espalhará pânico entre a tropa. Lembre-se: o risco, quando bem calculado, é o grande tempero desta vida.

Mandamentos de Jefferson

1. Não deixes para amanhã o que puderes fazer hoje.

2. Não peças o auxílio de outrem no que puderes fazer só.

3. Não compres objetos inúteis sob o pretexto de que são baratos.

4. Não sejas vaidoso nem orgulhoso, pois o orgulho e a vaidade custam mais do que a fome e a sede.

5. Nunca te arrependas de ter comido pouco.

6. Não despendas o teu dinheiro antes de o teres ganho.

7. Pratica de boa vontade todos os atos e nunca te cansarás.

8. Não tenhas apreensão, pois não sabemos o que o futuro nos reserva. As desgraças que mais tememos são, em geral, as que não se realizam.

9. Considera todas as coisas sob um ponto de vista favorável.

10. Quando estiveres contrariado, conta até dez, antes de proferir qualquer palavra; contarás até cem, se estiveres encolerizado.