Você Milionário


Você Milionário

Michael LeBoeuf

Este livro contém muitas verdades sobre o dinheiro, ditas de forma simples e direta. É tão simples, que a maioria das pessoas não acredita em seu poder e deixa de ser muito próspera por não colocar esses ensinamentos em prática assim que o descobrem.

O autor ensina rapidamente o que precisamos fazer para ganhar, poupar, fazer crescer e gastar. De forma direta ele mostra que o importante não é o que ganhamos, mas sim, o que fazemos com o que ganhamos.

Leitura obrigatória para todos que tem o desejo sincero de enriquecer e propiciar uma vida de prazeres para si e para sua família. Clique agora mesmo no link para comprar e não deixe-se atingir pelo demônio da procrastinação. Faça agora, pois sabe que não vai fazer depois.

Muitas pessoas gostariam não só de ter dinheiro mas também tempo para aproveitá-lo. Ter as duas coisas ao mesmo tempo parece impossível, mas Michael LeBoeuf é prova viva de que essa meta pode ser atingida. Ele afirma que há apenas quatro coisas sobre o dinheiro que é preciso saber: como ganhá-lo, como poupá-lo, como investi-lo e como desfrutá-lo. A filosofia financeira simples de LeBouef inclui truques testados e aprovados para maximizar seu dinheiro.

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Foreign Exchange – Alerta vermelho

Por Adriana Cotias e Daniele Camba De São Paulo

Há cerca de um ano, o diretor financeiro de uma empresa paulista recebeu uma proposta para aplicar no mercado internacional de moedas, o foreign exchange (forex, na sigla em inglês). Motivado por promessas de ganhos polpudos, ele foi convencido a deslocar uma parte da sua poupança pessoal para a aventura das operações alavancadas – ou seja, montando posições acima dos valores que o aplicador efetivamente dispõe. Depois de ser envolvido na adrenalina dos derivativos, ele não viu um único centavo do valor aplicado de volta. O investidor perdeu US$ 80 mil.

Histórias assim não são mais tão raras em praças como São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Empresas bem instaladas, com consultores de fala afável e ditos conhecedores dos meandros da engenharia financeira mundial têm procurado investidores que costumam diversificar a alocação de seus recursos, mas sem experiência no mercado externo. Essas consultorias atraem clientes para “brokers” (corretoras) internacionais e são comissionadas por isso.

Quando o prejuízo vem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem dificuldade de punir esses escritórios porque os investidores não fazem denúncias formais. Além disso, o presidente da CVM, Marcelo Trindade, lembra que atualmente muitas dessas empresas só atuam por meio de sites na internet, dificultando ainda mais a fiscalização.

A CVM tem se esforçado para cercear esse tipo de atividade e, na sexta-feira, publicou dois pareceres de orientação. Um deles diz que qualquer divulgação de oferta de valores mobiliários pela internet caracteriza oferta pública e, como tal, requer registro da CVM. O outro vai no cerne das operações de forex, confirmando que qualquer intermediador estrangeiro que ofereça investimento a residentes no Brasil têm de estar registrado na CVM. “Além de fiscalizar, estamos fazendo um esforço para alertar o investidor a não comprar produtos não registrados”, diz Trindade.

Ele lembra que, como forex é um derivativo, as empresas que captam clientes para esse tipo de negociação precisam, obrigatoriamente, estar registradas na CVM, o que não tem ocorrido. O presidente da autarquia também afirma que não é permitido qualquer tipo de promessa de retorno. Algumas de forma velada e outras explicitamente, as consultorias de forex embutem estimativas de lucros em seus discursos. “Qualquer esforço do intermediador para alcançar um ganho configura-se como promessa de retorno”, explica o presidente.

O investidor lesado resiste em fazer a denúncia formal porque o envio de dinheiro ao exterior para aplicar no forex é considerado ilegal em algumas circunstâncias. Pelas regras cambiais brasileiras, não é permitido remeter recursos para investir em derivativos fora do país. Segundo o sócio do escritório Mattos Filhos Advogados, José Eduardo Queiroz, esse investimento só é previsto com objetivo de “hedge” (proteção). Uma empresa que possua dívida em euros pode, por exemplo, montar posições nessa moeda para se proteger de flutuações no câmbio.

No caso do forex, segundo Queiroz, aos olhos do Banco Central, além do investidor, o banco que fechou câmbio para formalizar a remessa também comete uma ilegalidade. “O investidor está fazendo algo proibido e o banco também, ao permitir que seu cliente mande recursos para fazer uma operação que não tem previsão cambial no Brasil”, explica o advogado.

A reportagem do Valor visitou um desses escritórios. Recebida por dois funcionário, obteve a explicação de que as operações de forex consistem em montar posições cambiais em dólares, por exemplo, contra ienes, libras ou euros, estabelecendo um limite de perdas (“stop loss”). No caso de ganho, em que a divisa escolhida variasse um centavo para cima, o retorno poderia atingir 30% num único dia. Na média, para um investidor conservador, o ganho seria de 10% ao mês, em dólar.

Para concretizar a transação, o investidor teria de abrir uma conta num “broker” inglês, localizado nas Ilhas Virgens Britânicas e que opera na América Latina por meio de uma filial no Panamá, com remessas a partir de US$ 20 mil. O banco destinatário está baseado na Suíça e tem ramificações que vão de Londres a Jersey ou de Nova York a Taipei e Cingapura. Segundo um dos funcionários, as instituições estão submetidas à legislação e fiscalização dos respectivos países. Já a consultoria, por prestar serviços de informações financeiras, não teria de responder a nenhum órgão regulador no Brasil.

No caso do executivo paulista, ele primeiro foi convencido a remeter pequenas quantias (de até U$ 20 mil). Depois dos primeiros ganhos, de 20% a 30%, a proposta da corretora evoluiu para operações chamadas de corporativas, com aplicações mais vultosas, entre US$ 50 mil e US$ 100 mil. “Mas no final, quando você pede para retornar os recursos, eles te convencem a fazer uma última operação.”

No meio do pregão, o operador telefonou para o investidor e disse que estava perdendo tudo. Pediu coberturas adicionais para reverter o prejuízo. O buraco foi aumentando até ele desistir. O rombo chegou a US$ 80 mil. “Você não tem controle sobre as posições, não sabe se estão sendo manipuladas e o dinheiro desaparece em segundos da sua conta virtual.”

Pai Rico, Pai Pobre

Livro “Pai Rico, Pai Pobre”

Se você quer saber como ficar rico e continuar rico, leia este livro! Aprenda o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro que a classe média e os pobres não ensinam!

“É excelente. Em algumas horas devorei o livro, passadas algumas semanas ainda estou aprendendo algo novo. Vale a pena descobrir o que anda errado com você e o poder que você mesmo tem para mudar a sua história. O conteúdo é inigualável”
–Adna Teixeira, Brasília, DF.

“Sensacional livro. Toda pessoa que deseja um futuro econômico e financeiro auspicioso o deve ler e comprar para seus filhos. Já o recomendei a mais de dez amigos.Imperdível!!!”
–Daniel Gustavo C. Coulomb, Rio de Janeiro, RJ.

“A série de finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre” acaba de atingir a marca dos 200 mil exemplares vendidos.”
–Folha de S.Paulo, Caderno Dinheiro, 9/4/2002

Saia da “Corrida dos Ratos”!

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante.

A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas e consegue entrar na faculdade. O filho se forma e, então, faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego.

O filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa.

A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa!

O feliz casal conclui que suas carreiras são de maior importância e começa a trabalhar, cada vez mais, para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego.

Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam: para onde todo esse dinheiro vai?

O feliz casal está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa aonde trabalham, para o governo, quando pagam o impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos. Trabalham e trabalham, mas não saem do lugar. Esta é a “Corrida dos Ratos”. (trecho adaptado do livro “Pai Rico, Pai Pobre”)

Se você se identificou com algum trecho desta história e deseja mudar, sair da “Corrida dos Ratos”, é preciso adquirir proficiência financeira: a maioria das pessoas passa anos na escola e nunca aprende nada sobre dinheiro. O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é o seu primeiro passo para sair da “Corrida dos Ratos”.


Capa do Livro “Pai Rico, Pai Pobre” da Editora Campus.

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Por que o título “Pai Rico, Pai Pobre”?

Narrado em primeira pessoa na maior parte do tempo, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” conta a história do próprio autor: Robert Kiyosaki.

Ele nasceu no Havaí nos anos 50. Aos 9 anos foi vítima de um choque econômico-cultural respeitável. Seu ‘pai pobre’ (o pai biológico, um professor universitário) o estimulava a seguir caminhos conhecidos. Estudar muito, tirar boas notas, conseguir um bom emprego numa grande corporação e garantir segurança.

Seu ‘pai rico’ (na verdade o pai de seu melhor amigo) era o oposto. Um homem sem formação acadêmica, sem cultura formal, rude e básico. No entanto, com um profundo tino para os negócios, ensinou ao jovem Kiyosaki as regras de funcionamento do dinheiro. Seguindo os conselhos do ‘pai rico’, hoje Kiyosaki é milionário. (trecho adaptado da Revista Exame).

Como o Livro é dividido?

O livro é composto de 10 capítulos. São eles:

Lições

Capítulo Um: Pai rico, pai pobre
Capítulo Dois: Lição 1 – Os ricos não trabalham pelo dinheiro
Capítulo Três: Lição 2 – Para que alfabetização financeira?
Capítulo Quatro: Lição 3 – Cuide de seus negócios
Capítulo Cinco: Lição 4 – A história dos Impostos
Capítulo Seis: Lição 5 – Os ricos inventam dinheiro
Capítulo Sete: Lição 6 – Trabalhe para aprender, não trabalhe pelo dinheiro

Início

Capítulo Oito: Como superar obstáculos
Capítulo Nove: Em ação
Capítulo Dez: Ainda quer mais?
Conclusão: Como pagar a faculdade dos filhos com apenas US$ 7.000

Resumindo, por que ler “Pai Rico, Pai Pobre”?
  • É o ponto de partida para quem quer controlar o seu futuro financeiro.
  • Não é um livro comum sobre dinheiro.
  • A leitura é fácil e divertida.
  • É um best-seller nas listas de livros mais vendidos do Wall Street Journal, New York Times, Business Week.
  • No Brasil, já vendeu mais de 200 mil exemplares.

Sobre este texto: uma Garantia

Sou formado em administração de empresas e um entusiasta do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. O livro teve impacto significativo nas minhas escolhas profissionais. Sempre recomendo o livro para amigos, colegas e conhecidos.

É muito recompensador ouvir dos mesmos amigos, colegas e conhecidos para quem indiquei o livro uma mensagem de agradecimento, contando que o livro trouxe influências positivas nas suas respectivas decisões sobre dinheiro. Por esse motivo, resolvi escrever este texto e criar o site AmigoRico. Acredito que assim será possível indicar o livro para um número expressivamente maior de pessoas.

Marcelo Junqueira Angulo, marcelo.angulo@amigorico.org

O que eu devo fazer para começar?

Não adie suas decisões. Comece a agir hoje mesmo!

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Leia mais sobre cada um dos livros da coleção Pai Rico Pai Pobre:

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Conheça também outros livros indicados por Robert Kiyosaki, autor da série ‘Pai Rico, Pai Pobre’.

Vendedor Rico
Pense e Enriqueça
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Aposentado Jovem e Rico
A Arte da Guerra: Sun Tzu
Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais
Seu Imóvel: Como Comprar Bem
A Energia do Dinheiro
Pai Rico: O Guia de Investimentos
Os Axiomas de Zurique
Vendedor Rico
Especulador Eletrônico

Envie sugestões e comentários sobre este texto.

O conteúdo desta página foi escrito por Marcelo Junqueira Angulo, criador do site AmigoRico.Org.

Alavancando o Capital com Consórcios

Novo site sobre o investimento em consórcios

O texto abaixo foi escrito originalmente em 2003 e atualizado diversas vezes ao longo dos últimos anos. Continua contendo informações válidas sobre o funcionamento do investimento em consórcios, porém apresenta dados numéricos já ultrapassados e faz referência a planos de consórcio de valores que não existem mais, como as cartas de R$ 25.000.

Para conhecer em detalhes o funcionamento do investimento em consórcios e saber como você pode fazer seu dinheiro crescer bem mais do que simplesmente aplicando em fundos de investimento comuns, conheça o novo site informativo que coloquei no ar em:http://www.investimentoemconsorcio.com.br.

Segue o texto original do artigo…

Por Fabrício Stefani Peruzzo, 14 de junho de 2005.

Este texto é uma atualização do artigo “Alavancando o Capital com Consórcios”, escrito em 2003 e atualizado posteriormente em 2004. Contém toda a informação dos artigos anteriores, atualizado com as últimas novidades sobre o mercado de consórcios. Toda informação do texto abaixo se refere aos consórcios de imóveis da Rodobens, pelos motivos expostos no decorrer do texto.

  • TEXTO ORIGINAL DE 2003: Neste ponto é necessária uma explicação: não trabalho para a Rodobens, nem ganho nada deles para escrever este texto. Não falo por eles nem tenho autorização de representá-los ou de defendê-los. Apenas conto minha experiência pessoal com os consórcios deles, além da experiência de amigos que desejaram colaborar com este texto. 
  • ATUALIZAÇÃO 24/11/2004: Desde esta data, me tornei sócio de uma representação da Rodobens. Estou cuidando pessoalmente do atendimento dos amigos que desejam adquirir consórcios como investimento de acordo com o explicado abaixo no artigo. Envie e-mail para fabricio (a) megacombo.com.br.
  • ATUALIZAÇÃO 06/06/2005: A partir deste mês deixei de ser sócio da representação da Rodobens de que participava. Abri minha própria representação da Rodobens, a Megacombo. Continuo cuidando pessoalmente do atendimento dos amigos que desejam adquirir consórcios como investimento de acordo com o explicado abaixo no artigo, agora de forma ainda mais completa e profissional. Envie e-mail para fabricio (a) megacombo.com.br.

Tenho experiência com os consórcios da Rodobens, dos quais eu participo ativamente desde abril de 2002. Porque os consórcios da Rodobens? Além de serem uma empresa sólida, que gerencia os consórcios do Unibanco e da Ford, entre outros, e atuarem em todo o Brasil, eles ainda tem uma forma de lance diferente do lance tradicional, chamada lance fixo, que equivale a 36 prestações (no caso do plano de 120 meses, que são os que participo). Pelo acompanhamento que fiz nos últimos anos, menos da metade dos participantes utilizam os lances fixos, proporcionando uma chance muito maior de sermos contemplados. Desde novembro de 2004 a Rodobens criou um novo plano de consórcios, incluindo uma nova forma de contemplação por lance fixo de 24 antecipações. Adiante no artigo eu explico por que isso é bom e como podemos nos beneficiar disso.
Lances livres, o lance tradicional dos consórcios, também funcionam bem, mas somente se tivermos o dinheiro do lance e nosso objetivo for comprar um imóvel. Mas comprar imóveis não é a melhor forma de usar os consórcios para alavancar nosso dinheiro…

A melhor forma de usar os consórcios é para nos capitalizarmos rapidamente.

Vejamos como funciona, de forma resumida.

Compramos um consórcio, damos lance fixo todos os meses até sermos contemplados (vale a pena por até um ano, em média, por dois anos no máximo), somos contemplados, vendemos com ágio.

Fácil? Sim. Funciona? Sim. Vamos aos detalhes? Sim.

O básico é o seguinte: muita gente não acredita no que não conhece. Então, a primeira coisa é entender que consórcios contemplados podem ser vendidos com ágio, facilmente. E com ágios bastante altos em alguns casos. Porque? Simples, o consórcio possui muito menos burocracia para liberar o crédito do que um financiamento qualquer. E ainda é muito mais barato. Qualquer um pode comprar uma carta contemplada. É muito fácil vender uma carta de crédito contemplada, mesmo com um ágio alto por esse motivo. Isso é válido para consórcios de imóveis. O motivo para isso é simples: faltam alternativas de crédito para financiamento de imóveis. E as alternativas disponíveis, além de cobrar juros altíssimos, são cheias de burocracia para serem obtidas. Além de tudo isso, a Rodobens ainda tem uma grande vantagem em relação às outras administradoras de consórcio, que é o fato de não exigirem comprovação de renda por parte de quem vai utilizar o crédito.

Exemplos.

Vejamos um exemplo prático, ocorrido em 2002 com uma amiga de muita sorte: Ela entrou em um consórcio e foi sorteada “na cabeça” logo no segundo mês. Havia pago aproximadamente R$ 1.000 para um crédito de R$ 35.000. Vendeu a carta de crédito contemplada por R$ 10.000, tendo um lucro líquido de R$ 9.000. Está certo que isto exigiu a sorte dela ganhar por sorteio simples, no número exato da cota dela. Mas isso pode acontecer com qualquer um. Em três anos investindo em consórcios, já fui contemplado 4 vezes “na cabeça”.

Eu não tenho a mesma sorte dela, mas sabendo como funciona o investimento, eu mantenho a regularidade. Faço consórcios de R$ 35.000, com prestação mensal de R$ 400 (as 5 primeiras prestações são um pouco maiores, de R$ 540). Sempre dou lance fixo e regularmente um ou dois são contemplados. Nestes casos, como é por lance fixo, tenho que pagar as 36 prestações do lance. Dá uns R$ 10.500 (mais detalhes sobre o porquê desse valor podem ser obtidos analisando a tabela das prestações), mais uns R$ 3.100 que é a soma do que pagaria mensalmente até ser sorteado, por exemplo, no sexto mês. No total então investi R$ 13.600 em seis meses. Vendo a carta contemplada por R$ 16.000 e ganho R$ 2.500 de lucro. Nesse momento o consórcio deixa de ser meu, completamente. Quem comprou a carta assume as prestações restantes e o consórcio passa para o nome dele. Retiro meu investimento inicial e passo a operar apenas com o lucro. Fabriquei R$ 2.500 e usarei esse dinheiro para iniciar outro consórcio, com a garantia de ter o dinheiro para pagar as prestações por bastante tempo (neste caso, com o lucro de R$ 2.500 mais o valor que recuperei dos 6 meses que já havia pago tenho um ano inteiro garantido). Poderia ganhar ainda mais do que R$ 2.500, mas minha estratégia é vender rápido. Geralmente vendo em menos de uma ou duas semanas. Se esperasse mais, até aparecer um comprador mais “desesperado”, poderia conseguir um valor maior, até próximo de R$ 4.000.

E se eu não tivesse o capital para pagar o lance fixo?

Isso é uma coisa que sempre nos passa pela cabeça. Para se ganhar dinheiro, é preciso ter dinheiro. Mas não ter dinheiro para o lance fixo não é problema algum. No mundo dos investimentos, um investidor ajuda o outro e todos ganham. Os investidores do mercado de consórcios sabem o quanto é fácil vender uma carta contemplada. Por este motivo, é fácil achar um investidor que “banque” o valor do lance para nós e quando a carta for efetivamente vendida, divida o lucro conosco, donos da carta. Isto diminui o nosso lucro, mas possibilita que quem não tenha o dinheiro para o lance fixo ganhe também. Já aconteceu três vezes comigo, em contemplações que não tinha o dinheiro disponível para bancar o lance fixo. E já aconteceu a situação inversa em pelo menos quatro oportunidades, quando eu tinha um dinheiro guardado e ajudei um amigo “bancando” o lance vencedor dele. Siga lendo, que explico isso logo a seguir.

E se eu tiver mais dinheiro disponível?

Para quem tem mais dinheiro disponível, por exemplo uma poupança rendendo no banco ou um fundo de investimentos, é possível obter ganhos ainda maiores ajudando os que não tem o dinheiro para os lances fixos (bancando o lance fixo de pessoas que não têm esse dinheiro extra). No momento em que começamos a participar, todo um mundo de possibilidades se abre para nós.
Eu comecei com dois consórcios, há apenas três anos. Hoje tenho sete consórcios em andamento e já contemplei nove, seis com lance fixo e três por sorteio. O negócio, a partir de um certo momento, passa a operar com o próprio lucro obtido. Ou seja, tiramos o valor inicial que investimos e continuamos tendo dinheiro do próprio lucro para o pagamento de mais e mais prestações, por mais e mais tempo. É uma bola de neve que nunca para de crescer. Eu cheguei nesse ponto depois de dois anos investindo.

Além disso, podemos ajudar nossos amigos a ganhar junto. Eu tenho muitos amigos que até hoje me agradecem por ter explicado o funcionamento desse negócio para eles. Eles tinham o dinheiro disponível para pagar as prestações de um consórcio. Mas não teriam o suficiente para o lance fixo, se fosse necessário. Ajudando eles, acabo me ajudando, pois ao pagar o lance fixo deles, ganho junto na hora da venda. Quando todos ganhamos juntos, nada nos segura. Tenho amigos na Bahia que se juntaram para fazer o investimento em conjunto. Dessa forma, aumentaram as possibilidades deles e ao mesmo tempo diminuíram o investimento de cada um, pois tinham a chance de contemplar bem mais fácil por estarem fazendo vários consórcios ao mesmo tempo.

O que é preciso para começar logo?

Para começar é bastante simples. Só o que precisamos é ter a disponibilidade para pagar as prestações mensais do consórcio. É vantagem fazermos vários consórcios de menor valor do que um de valor mais alto (assim aumentamos a chance de um deles ser sorteado, tanto por lance fixo quanto por sorteio). Quando somos contemplados, após a venda da carta contemplada, basta fazer um ou dois (depende do ágio que conseguimos) novos consórcios, e assim por diante. Em poucos anos estamos com consórcios suficientes para garantir quase uma contemplação por mês. É uma bola de neve maravilhosa de ver rolando. Atualmente eu tenho uma contemplação a cada 3 ou 4 meses, em média.

Pouco antes de completar 2 anos do investimento, já passei a operar apenas com dinheiro ganho com os consórcios, já tendo retirado todo o dinheiro que investi no início. Da última vez que havia calculado, o dinheiro próprio que tinha aplicado em consórcios estava multiplicado nove vezes. Eram 800% de lucro em apenas 18 meses. Era mais de 530% de rendimento ao ano. Hoje, enquanto escrevo essas linhas, já não posso mais calcular meu lucro sobre o dinheiro aplicado. Já recuperei tudo o que havia aplicado e estou apenas com dinheiro “fabricado” no próprio investimento.

O poder da disciplina.

Outra grande vantagem dos consórcios é que eles servem para disciplinar as pessoas com pouca disciplina financeira. Em pouco tempo o valor acumulado com o pagamento das prestações se torna relativamente grande. Isto faz as pessoas se darem conta de quanto dinheiro elas jogavam fora sem saber exatamente onde.

Outra coisa interessante de se notar é a seguinte: possuir apenas um, ou possuir vários consórcios em andamento, possui a mesma complexidade. Tudo que precisamos fazer é pagar as prestações e quando contemplados autorizar a venda. O acompanhamento de quem foi contemplado é feito pessoalmente por mim e minha equipe, que também cuidamos da venda das cartas contempladas. Todo mês anunciamos as cartas que temos disponíveis em classificados de diversos jornais e também na Internet.

Se tivermos capital para um consórcio de R$ 140.000, por exemplo, é melhor dividirmos ele em quatro consórcios de R$ 35.000. Com isso, temos quatro vezes mais chances de ganhar por sorteio. Lembrando que não dependemos apenas do sorteio para ter lucro, mas se podemos aumentar nossas chances, porque não fazer? Claro que isso é válido para quem não alcançou ainda os degraus financeiros mais altos. Tenho amigos que possuem mais de 10 cartas simultâneas de 100.000 cada uma. Mas com o tempo, todos temos condições de chegar a esse patamar.

Liquidez e venda das cartas contempladas.

Sobre a liquidez das cartas, ou seja, em quanto tempo, depois de contempladas, conseguimos vender:

Pela minha experiência (de três anos, com nove consórcios já contemplados e vendidos), em três consórcios levei duas semanas para vender, em outros três, vendi em menos de uma semana. Outros três deles foram vendidos no dia seguinte à contemplação. Pode demorar mais, ou menos, dependendo de quanto ágio cobramos além do valor já pago nas prestações. Ou seja, se quisermos um lucro maior, pode demorar um pouco mais para conseguirmos vender. De toda forma, qualquer que seja o ágio, por menor que seja, ultrapassa com folga o rendimento de qualquer fundo de investimentos tradicional. Meus números confirmam minha estimativa de venda em uma semana ou no máximo em um mês. Tive clientes que demoraram até três meses para vender. Isso aconteceu por não terem entendido que o investimento nos consórcios tem que ser visto com olhos de estatístico. Nem sempre ganhamos em todas as cartas que investimos. Com certeza, nunca perdemos, mas nem sempre ganhamos. Agora, quando ganhamos, é lucro de verdade. É multiplicar diversas vezes o valor original investido. E quando olhamos o conjunto de consórcios que temos, aí sim notamos o quanto o investimento é bom. Por exemplo, se tivermos duas cartas que pagamos por 2 anos inteiros e contemplarmos as duas, sendo uma por lance fixo e uma por sorteio: na contemplada por sorteio, ganharemos uns R$ 5.000 de ágio (lembrando que temos 2 anos pagos). Na contemplada por lance fixo, conseguiremos apenas recuperar nosso dinheiro (talvez dê para ganhar uns R$ 500 ainda). O importante é que vendo as duas cartas em conjunto, o que ganhamos de lucro foi muita vezes mais do que ganharíamos se tivéssemos deixado esse dinheiro no banco. Em uma carta ganhamos pouco ou quase nada, mas no conjunto, ganhamos muito.

Quem faz a venda é a Megacombo e minha equipe. Eu cuido particularmente de cada um dos meus clientes. Cobramos uma pequena comissão nessas vendas, pois anunciamos em jornais, contamos com um cadastro de compradores e possuímos vendedores exclusivos para este tipo de carta. A comissão costuma variar entre R$ 200 e R$ 600 (uma boa fórmula para isso é calcular em 10% do ágio obtido). Eu preferia pagar esse valor e não me preocupar com mais nada do que ter que eu mesmo fazer minhas vendas. Agora que sou o dono do negócio, acabei eu mesmo cuidando disso. A venda se resume simplesmente na transferência do consórcio para o comprador. O comprador nos paga para ficar com nossa carta contemplada e as prestações passam para o nome dele. Embolsamos o valor que havíamos investido, mais o ágio (lucro), e podemos partir para um novo consórcio, geralmente com dinheiro mais que suficiente para “bancar” as prestações deste por um ano inteiro. Ou seja, geralmente, quando contemplamos uma carta e vendemos com ágio, temos condições de fazer outro consórcio para substituir o que vendemos (e para o qual temos dinheiro para pagar as prestações mensais), e mais um, que será pago com o lucro obtido com a carta contemplada que foi vendida.

Entendendo melhor essa história de lances fixos e livres…

Lance fixo é o diferencial que a Rodobens criou que permite que ganhemos tanto em pouco tempo. Eles estudaram os vários consórcios, e descobriram que para os de 120 meses, um lance de 36 prestações era suficiente para o grupo ter dinheiro para uma contemplação. Assim, eles criaram o lance fixo. São lances de 36 prestações. Quando tem o sorteio, o número sorteado é contemplado “na cabeça”, e o primeiro número seguinte (que deu lance fixo) é contemplado também. Acontece que pelo estudo que fizemos do histórico de lances nos grupos em que participamos, descobrimos que menos da metade dos participantes dão lance fixo. Com isso, a chance de sermos contemplados cresce enormemente, dependendo bem menos da sorte. Com o tempo, diminui o número de participantes que dá lances fixos. Pelos estudos do histórico dos consórcios descobrimos que dando lances fixos todo mês, geralmente em menos de dois anos conseguimos contemplar a carta, sendo a média, apenas um ano para a contemplação. Desde novembro de 2004 a Rodobens ampliou ainda mais esse conceito. Os novos grupos agora tem dois tipos de lance fixo, os que já existiam, de 36 prestações e um tipo novo, de 24 prestações. Com isso, muita gente que dava lance fixo de 36 prestações passaram a dar o de 24, tornando ainda mais fácil a contemplação.
O lance livre é um lance de um número qualquer de prestações. É o lance normal dos consórcios tradicionais. Quem der o maior, é contemplado. No início é difícil contemplar por lance livre, porque as pessoas que querem muito a carta para uso próprio (para comprar o imóvel) acabam dando lances muito altos para tentar contemplar. E lances muito altos acabam diminuindo ou até inviabilizando o ágio que podemos conseguir. Nunca dei lance livre em nenhum dos meus consórcios.

Riscos do negócio:

Como todo negócio, este também tem alguns riscos. Abaixo listamos alguns deles e possíveis saídas sem arriscarmos muito nosso capital:

  1. Podemos não ter dinheiro para pagar as prestações (perder o emprego, etc.). Este é o pior caso, na minha opinião. Neste caso, temos que vender o consórcio ainda não contemplado. Mas pouca gente vai querer pagar o que já pagamos, vão querer comprar com deságio. Se por exemplo pagamos oito prestações, teríamos que acabar vendendo pelo valor de cinco prestações ou até menos. A Megacombo ajuda nessa venda. Saímos no prejuízo, mas pelo menos não perdemos tudo. Este é o principal risco do negócio, mas só deve nos preocupar caso aconteça algo que exija dinheiro imediato. É semelhante ao risco de termos um imóvel e necessitarmos vender ele com urgência. Agora devemos notar que podemos nos beneficiar disto também, comprando consórcios de quem precisa vender, com deságio, e saindo no lucro desde o começo. Como isso é um “filé” do negócio, só é oferecido para os clientes com uma quantidade razoável de consórcios em andamento. 
  2. Podemos não ser contemplados por lance fixo em dois anos ou menos. Neste caso, o valor do ágio vai diminuir se formos contemplados por lance fixo (por termos muitas prestações pagas e o valor pago se aproximar muito do valor da carta). Mas ainda podemos contar com a sorte e sermos contemplados por sorteio (podemos contar com isso por até quatro ou cinco anos, para ser financeiramente lucrativo). Outra forma, é acompanharmos o histórico de lances livres (vem impresso atrás do boleto) e descobrirmos que depois do segundo ano, os lances livres são mais raros e geralmente menores. Assim, podemos dar um lance livre menor que as 36 prestações do lance fixo, e ainda conseguir uma venda com ágio alto. De toda forma, depois de dois anos sem contemplar, paramos de dar lances fixos e esperamos ganhar por sorteio simples, até chegar no quinto ano.
  3. A pior situação é não sermos sorteados de forma alguma em até cinco anos, e os lances livres do grupo serem sempre altos e tudo o mais dar errado. Temos três estratégias de saída:
    1. Vender a carta com o menor deságio que conseguirmos e compensarmos a perda dessa com o lucro de outra carta. Afinal de contas, não se ganha todas. 
    2. Continuar pagando até ser contemplado e usar o crédito para comprar um imóvel qualquer, para alugar ou vender.
    3. Sendo contemplado perto do fim, deixar o dinheiro rendendo (a Rodobens aplica o dinheiro enquanto não usamos a carta contemplada) e quando acabar o grupo (no final dos 120 meses) retirar o dinheiro (no fim do grupo, pode-se retirar o dinheiro mesmo sem comprar imóvel algum).

Enfim, pelo que já vivenciei do mercado e com as experiências de amigos, nunca vi acontecer algo do terceiro tipo de risco. Mas sei que pode acontecer, então é bom estarmos preparados para todas as alternativas. Já vi do segundo e as saídas foram através lance fixo e venda com um ágio menor. E já vi muito do primeiro caso, mas acontecendo sempre com gente que fez o consórcio sem saber se poderia ou não pagar as prestações mensais, ou que teve alguma eventualidade, um problema qualquer, por exemplo, perder o emprego.

Ganhamos sempre, de uma forma ou de outra, automaticamente.

Por isso os consórcios são tão interessantes. Se tiver lucro, tem MUITO lucro. Na baixíssima possibilidade de não ter lucro, o prejuízo se resume à falta de rendimento, o valor aplicado volta para nosso bolso. Lembrando sempre que isso só é válido para quem fica com os consórcios. Se for vender, antes de contemplar, certamente perderemos dinheiro, de 25% a até 50% do que investimos. Mas como venho fazendo isso há três anos, com muito sucesso, não estou preocupado. Já retirei TODO O DINHEIRO QUE INVESTI. E o negócio dos consórcios se mantém e cresce somente com dinheiro FABRICADO pela aplicação inicial (o valor máximo que já tive aplicado nisso foi de sete meses de pagamento das prestações de quatro consórcios).

Assim, vimos como usar os consórcios para ganhar bem mais que em outros investimentos financeiros, sem necessidade de conhecimento difícil. É como o Robert Kiyosaki (autor dos livros da série Pai Rico, Pai Pobre) fala, um plano automático, até chato algumas vezes, de aplicar o dinheiro e ver ele girar e crescer.

Porque as pessoas aceitam pagar um ágio tão alto?

Porque as pessoas compram as cartas contempladas e porque aceitam pagar um ágio tão alto por elas?

Quando alguém compra uma carta contemplada, paga um valor X por ela, e vai ficar pagando por vários anos as prestações. Quem compra está preocupado com duas coisas: ter dinheiro para pagar a entrada e se poderá pagar as prestações mensais posteriores. Geralmente são pessoas que não se qualificam para um financiamento imobiliário, ou porque não tem bem algum, ou porque não conseguem comprovar renda suficiente para terem o crédito aprovado. O consórcio não exige nada disso. A carta é liberada, o bem é alienado em nome da Rodobens e tudo que o comprador da carta precisa fazer é continuar pagando as prestações restantes. A quantidade de gente procurando por cartas contempladas é infinitamente maior que a quantidade de cartas no mercado.

Algumas considerações sobre o quanto cobrar de ágio.

Se por exemplo uma carta for de R$ 35.000 e já tivermos pago R$ 5.000 em prestações (aproximadamente um ano) e ainda estiver faltando nove anos de prestações, se vendermos essa carta por R$ 15.000, teremos um lucro de R$ 10.000. No mesmo caso, se já tivermos pago R$ 10.000 (dois anos pagando o consórcio) e vendermos ele contemplado pelos mesmos R$ 15.000, nosso lucro passará a ser de R$ 5.000 (ainda muito bom, comparando com a maioria dos fundos de investimento). Uma alternativa no segundo caso seria vender por mais de R$ 15.000, por exemplo, por R$ 18.000. Nesse caso, conseguiríamos um lucro mais próximo do primeiro, R$ 8.000.

O problema ocorre quando o valor a ser pago (a entrada) fica próximo do valor da carta (os R$ 35.000). Aí deixa de valer a pena para o comprador. Uma regra básica para fazer esse cálculo é que deixa de fazer sentido se o valor da entreda passar muito de 50% do valor do crédito a ser recebido. Então em uma carta de R$ 35.000, a coisa complica um pouco se o valor de venda for maior que R$ 17.500.

Para clarear, pagar R$ 10.000 mais R$ 400 mensais por 9 anos, ou pagar R$ 10.000 mais R$ 400 mensais por 8 anos, faz pouca diferença para quem compra. Nos dois casos, ele vai pagar R$ 10.000 e botar a mão em R$ 35.000 para comprar o bem que desejar. Se quem compra a carta a usa para comprar um JK, deixa de pagar R$ 400 mensais de aluguel e passa a pagar esse valor para o consórcio, ele efetivamente comprou o apartamento dele por R$ 10.000 da entrada mais o valor que ele já estava acostumado a pagar de aluguel. E dali a alguns anos (oito ou nove, no nosso exemplo), quando acabar as prestações do consórcio, ele será o dono do apartamento dele, quitado.

Devemos lembrar sempre que a preocupação de quem compra é saber se TEM COMO pagar. Pagar R$ 10.000 de “entrada” e R$ 400 por mês, para ter um crédito de R$ 35.000 é útil. Pagar R$ 25.000 de “entrada” e R$ 400 por mês para ter um crédito de apenas R$ 10.000 a mais deixa de ser útil.

Outras considerações importantes.

A Megacombo, mencionada no texto, é a representação da Rodobens de propriedade do autor, desde junho de 2005. A empresa está registrada e possui autorização da Rodobens para efetuar a venda de planos de consórcios. Além de vender planos de consórcio, presta o serviço de intermediação na venda de cartas contempladas. Faz isso para todo o Brasil, sem problema algum e sem burocracia. Para entrar em contato com o autor, estou cuidando pessoalmente do atendimento dos amigos que desejam adquirir consórcios como investimento de acordo com o explicado no artigo. Meu telefone para contato direto é (51) 9116-1410. Ou através de e-mail para fabricio (a) megacombo.com.br.

As técnicas de alavancagem de capital expostas neste artigo podem ser utilizadas em parte com outras administradoras de consórcios e outras empresas especializadas na compra e venda de cartas de consórcio em andamento. Isso, porém, exige amplo conhecimento do mercado e das opções disponíveis. Muitas opções mencionadas no texto são específicas para consórcios da Rodobens, não podendo ser usadas em consórcios de outras administradoras. O texto reflete a experiência do autor, não sendo garantia de lucro em todas as situações possíveis. Muito cuidado deve ser tomado com administradoras que exijam comprovação de renda para liberar o crédito, pois na maioria dos casos isso inviabiliza a venda da carta contemplada. A Rodobens não tem esse tipo de exigência.

Escrito por Fabrício Stefani Peruzzo

Atualizado em setembro de 2008.

Para entrar em contato com o autor:

Mande e-mail: moedacorrente (a) moedacorrente.com.br.

Todos os direitos reservados. Este texto pode ser publicado somente no todo, incluindo as informações sobre autor e contato com o mesmo, mediante autorização por escrito do mesmo. O autor solicita a quem publicar este texto que mande uma cópia da publicação para fins de arquivo.

Como escrever um bom artigo

Escrever um bom artigo é bem mais fácil do que a maioria das pessoas pensa. No meu caso, português foi sempre a minha pior matéria. Meu professor de português, o velho Sales, deve estar se revirando na cova. Êle que dizia que eu jamais seria lido por alguém. Portanto, se você sente que nunca poderá escrever, não desanime, eu sentia a mesma coisa na sua idade.

Escrever bem pode ser um dom para poetas e literatos, mas a maioria de nós está apta para escrever um simples artigo, um resumo, uma redação tosca das próprias idéias, sem mexer com literatura nem com grandes emoções humanas.

O segredo de um bom artigo não é talento, mas dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples. Cada colunista tem os seus padrões, eu vou detalhar alguns dos meus e espero que sejam úteis para vocês também.

1. Eu sempre escrevo tendo uma nítida imagem da pessoa para quem eu estou escrevendo. Na maioria dos meus artigos para a Veja, por exemplo, eu normalmente imagino alguém com 16 anos de idade ou um pai de família. Alguns escritores e jornalistas escrevem pensando nos seus chefes, outros escrevem pensando num outro colunista que querem superar, alguns escrevem sem pensar em alguém especificamente.
A maioria escreve pensando em todo mundo, querendo explicar tudo a todos ao mesmo tempo, algo na minha opinião meio impossível. Ter uma imagem do leitor ajuda a lembrar que não dá para escrever para todos no mesmo artigo. Você vai ter que escolher o seu público alvo de cada vez, e escrever quantos artigos forem necessários para convencer todos os grupos.
O mundo está emburrecendo, porque a TV em massa e os grandes jornais não conseguem mais explicar quase nada, justamente porque escrevem para todo mundo ao mesmo tempo. E aí, nenhum das centenas de grupos que compõem a sociedade brasileira entende direito o que está acontecendo no país, ou o que está sendo proposto pelo articulista. Os poucos que entendem não saem plenamente convencidos ou o suficiente para mudar alguma coisa.

2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são. Se você for jovem, você é presa fácil para este estilo, porque todo jovem quer se incluir na sociedade. Mas não o faça pela erudição, que é sempre conhecimento de segunda mão. Escreva as suas experiências únicas, as suas pesquisas bem sucedidas, ou os erros que já cometeu.
Querer se mostrar é sempre uma tentação, nem eu consigo resistir de vez em quando de citar um Rousseau ou Karl Marx. Mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade. Querer se exibir nem fica bem.

Resumindo, não caia nessa tentação, leitores odeiam ser chamados de burros. Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer. Seu objetivo será deixar o seu leitor, no final da leitura, tão informado quanto você, pelo menos na questão apresentada.

Portanto, o objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova idéia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.

3. Reescrevo cada artigo, em média, 40 vezes. Releio 40 vezes, seria a frase mais correta porque na maioria das vezes só mudo uma ou outra palavra, troco à ordem de um parágrafo ou elimino uma frase, processo que leva praticamente um mês. No fundo, meus artigos são mais esculpidos do que escritos. Quarenta vezes é desnecessário para quem escreve numa revista menos abrangente, 20 das minhas releituras são devido a Veja, com seu público heterogêneo onde não posso ofender ninguém.

Por exemplo, escrevi um artigo “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. É uma análise sociológica do Brasil e tive de me preocupar com quem poderia se sentir ofendido com cada frase. Lula, apesar do artigo não ter nada a ver com ele, poderia achar que é uma crítica pessoal? Ou um leitor petista achar que é uma indireta contra este governo? Devo então mudar o título ou quem lê o artigo inteiro percebe que o recado é totalmente outro? Este é o tipo de problema que eu tenho, e espero que um dia você tenha também.

O meu primeiro rascunho é escrito quando tenho uma inspiração, que ocorre a qualquer momento, lendo uma idéia num livro, uma frase boba no jornal ou uma declaração infeliz de um ministro. Às vezes, eu tenho um bom título e nada mais para começar. Inspiração significa que você tem um bom início, o meio e dois bons argumentos. O fechamento vem depois.

Uma vez escrito o rascunho, ele fica de molho por algum tempo, uma semana, até um mês. O artigo tem de ficar de molho por algum tempo. Isto é muito importante. Escrever de véspera é escrever lixo na certa. Por isto, nossa imprensa vem piorando cada vez mais, e com a Internet nem de véspera se escreve mais. Internet de conteúdo é uma ficção. A não ser que tenha sido escrito pelo próprio protagonista da notícia, não um intermediário.

A segunda leitura só vem uma semana ou um mês depois e é sempre uma surpresa. Tem frases que nem você mais entende, tem parágrafos ridículos, mas que pelo jeito foi você mesmo que escreveu. Tem frases ditas com ódio, que agora soam exageradas e infantis, coisa de adolescente frustrado com o mundo. A única solução é sair apagando.

O artigo vai melhorando aos poucos com cada releitura, com o acréscimo de novas idéias, ou melhores maneiras de descrever uma idéia já escrita. Estas soluções e melhorias vão aparecendo no carro, no cinema ou na casa de um amigo. Por isto, os artigos andam comigo, no meu Palm Top, para estarem sempre à disposição.

Normalmente, nas primeiras releituras tiro excessos de emoção. Para que taxar alguém de neoliberal, só para denegri-lo? Por que dar uma alfinetada extra? É abuso do seu poder, embora muitos colunistas fazem destas alfinetadas a sua razão de escrever.
Vão existir neoliberais moderados entre os seus leitores e por que torná-los inimigos à toa? Vá com calma com suas afirmações preconceituosas, seu espaço não é uma tribuna de difamação.

4. Isto leva à regra mais importante de todas: você normalmente quer convencer alguém que tem uma convicção contrária à sua. Se você quer mudar o mundo você terá que começar convencendo os conservadores a mudar.

Dezenas de jornalistas e colunistas desperdiçam as suas vidas e a de milhares de árvores, ao serem tão sectários e ideológicos que acabam sendo lidos somente pelos já convertidos. Não vão acabar nem mudando o bairro, somente semeando ódio e cizânia.

Quando detecto a ideologia de um jornalista eu deixo de ler a sua coluna de imediato. Afinal, quero alguém imparcial noticiando os fatos, não o militante de um partido. Se for para ler ideologia, prefiro ir direto na fonte, seja Karl Marx ou Milton Friedman, pelo menos eles sabiam o que estavam escrevendo.

É muito mais fácil escrever para a sua galera cativa, sabendo que você vai receber aplausos a cada “Fora Governo” e “Fora FMI”. Mas resista à tentação, o mercado já está lotado deste tipo de escritor e jornalista. Economizaríamos milhares de árvores e tempo se graças a um artigo seu, o Governo ou o FMI mudassem de idéia.

5. Cada idéia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Muitas vezes, eu tento encaixar ainda uma terceira versão.

Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.

Informação é redundância. Você tem que dar mais informação do que o estritamente necessário. Eu odeio aqueles mapas de sítio de amigo que quando você erra uma indicação você estará perdido para sempre. Imaginem uma instrução tipo: “se você passar o posto de gasolina, volte, porque você ultrapassou o nosso sítio”. Ou seja, repeti uma idéia mais ou menos quatro vezes no parágrafo acima, e mesmo assim muita gente ainda não vai saber o que quer dizer “redundância” e muitos nunca vão seguir este conselho.

Neste mesmo exemplo acima também misturei teoria e dois exemplos práticos. Teoria é que informação para ser transmitida precisa de alguma redundância, o posto de gasolina foi um exemplo. Não sei porque tanto intelectual teórico não consegue dar a nós, pobres mortais, um único exemplo do que ele está expondo. Eu me recuso a ler intelectual que só fica na teoria, suspeito sempre que ele vive numa redoma de vidro.

6. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Se ele chegar à mesma conclusão, você terá um aliado, se você apresentar a sua conclusão, terá um desconfiado.

Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes, e parar por aí. Se o leitor for esperto, ele fará o passo seguinte, chegará à terrível conclusão por si só, e se sentirá um gênio.

Se você fizer todo o trabalho sozinho, o gênio será você, mas você não mudará o mundo, e você perderá os aliados que quer ter.

Num artigo sobre erros graves de um famoso Ministro, fiquei na dúvida se deveria sugerir que ele fosse preso e nos pagar pelo prejuízo de 20 bilhões que causou, uma acusação que poderia até gerar um processo na justiça por difamação. Por isto, deixei a última frase de fora. Mostrei o artigo a um amigo economista antes de publicá- lo, e qual não foi a minha surpresa quando ele disse indignado: “um ministro desses deveria ser preso”. A última frase nem era necessária.

Portanto, não menospreze o seu leitor. Você não estará escrevendo para perfeitos idiotas e seus leitores vão achar seus artigos estimulantes. Vão achar que você os fez pensar.

7. O sétimo truque não é meu, aprendi num curso de redação. O professor exigia que escrevêssemos um texto de quatro páginas. Feita a tarefa, pedia que tudo fosse reescrito em duas páginas sem perder conteúdo. Parecia impossível, mas normalmente conseguíamos. Têm frases mais curtas, têm formas mais econômicas, tem muita lingüiça para retirar.

Em dois meses aprendemos a ser mais concisos, diretos, e achar soluções mais curtas. Depois, éramos obrigados a reescrever tudo aquilo novamente em uma única página, agora sim perdendo parte do conteúdo. Protesto geral, toda frase era preciosa, não dava para tirar absolutamente nada. Mas isto nos obrigava a determinar o que de fato era essencial ao argumento, e o que não era.

Graças a esse treino, a maioria das pessoas me acha extremamente inteligente, o que lamentavelmente não sou, fui um aluno médio a vida inteira. O que o pessoal se impressiona é com a quantidade de informação relevante que consigo colocar numa única página de artigo, e isto minha gente não é inteligência, é treino.
Portanto, mãos à obra. Boa sorte e mudem o mundo com suas pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.

Stephen Kanitz

Viver de aluguéis

Abaixo, texto de Stephen Kanitz…

O sonho de muito brasileiro é construir duas ou três casinhas e viver na velhice de aluguel.

Nos últimos 50 anos, a população brasileira cresceu de 50 para 176 milhões de brasileiros, exercendo assim enorme valorização nos preços de imóveis e terrenos para construção. Por isto, imóveis sempre foram nossa primeira opção de investimentos.

Só que nos próximos 50 anos, nossa população não vai mais crescer 300%, e sim uns pífios 28%, ainda bem. Isto significa, que a necessidade primária de novos imóveis será de menos do que 0,5% ao ano. Será que imóveis irão se valorizar como no passado? É óbvio que não.

Dez anos atrás, tomei uma das melhores decisões financeiras da minha vida. Vendi um apartamento de um dormitório que alugava, e coloquei os R$ 60.000,00 em ações de seis empresas diferentes, cotadas em Bolsa. Reduzi meu risco diversificando meu investimento, lição número um de uma aplicação prudente.

Minha primeira alegria foi descobrir que a corretagem em ações não chegava a 0,5% por transação, enquanto em imóveis o valor da corretagem chega até a 6%, mais SISA, mais CPMF, mais o custo do cartório e do advogado, o que pode elevar a brincadeira toda para 10%.

A segunda alegria foi perceber que enquanto meu inquilino me considerava seu algoz, as empresas me chamavam de sócio e de parceiro. Meu inquilino considerava o meu aluguel uma despesa a ser evitada e reduzida de tempos em tempos, já que o prédio envelhecia ano após ano. Por outro lado, as ações valorizavam-se com o tempo.

Enquanto meu apartamento ficava de três a quatro meses vazio entre um inquilino e outro, nas empresas meu dinheiro não ficava parado um minuto.

Nunca mais precisei pagar o primeiro aluguel para um corretor arrumar outro inquilino, nem foi preciso pintar o apartamento, nem consertar a porta trincada, o que consumia mais dois aluguéis por vez.

Enquanto meu apartamento desvalorizava 1% ao ano por obsolescência, as ações valorizavam-se no mínimo 4% ao ano, porque 75% dos lucros eram reinvestidos na empresa, financiando seu crescimento.

Hoje, graças às minhas ações da Embraer, tenho pessoas como Mauricio Botelho, eleito um dos 25 melhores executivos do mundo segundo a revista Fortune, trabalhando para mim. Por outro lado, meu inquilino vivia desempregado e atrasando o pagamento.

Prédios de apartamentos normalmente são construídos em terrenos já valorizados. É como comprar ações na alta e vender 30 anos depois na baixa, quando seu bairro já não está mais em moda ou está em franca decadência. Obviamente, há exceções.

A precaução que recomendo é nunca comprar ações no meio de uma alta, mesmo conselho que daria para quem ainda acredita em imóveis como investimento.

Culturalmente, o brasileiro acredita em imóveis por causa da inflação e das constantes manipulações dos índices de correção dos títulos públicos, além do fato de que “imóvel ninguém rouba”.

Mas empresas em Bolsa também são no fundo imóveis e também se protegem da inflação, e muito bem, e também ninguém rouba. Ficam custodiadas na própria Bolsa.

Ação tem liquidez diária, imóveis jamais são vendidos de imediato, levam meses. Por isto, os preços das ações variam diariamente e são publicados nos jornais. Os preços dos imóveis também variam diariamente, só que ninguém fica sabendo por causa da pouca liquidez.

Aí, jornalistas econômicos afirmam que a Bolsa é um mercado de elevado risco e volatilidade, o que é uma grande mentira. É volátil porque tem enorme liquidez. É muito mais arriscado ter que esperar até um ano para poder vender um imóvel.

Dos 6 a 8% do rendimento anual de aluguel, você precisa descontar o custo do corretor, do cartório, do administrador imobiliário, do alugador, do pintor, do advogado, dos atrasos, da inadimplência, dos aborrecimentos, da depreciação do imóvel, da manutenção obrigatória, do aumento do IPTU. Quem fizer os cálculos vai descobrir que no fim mal sobra 1% a 3% por ano. Uma miséria!

Quem nestes últimos 12 anos aplicou em ações triplicou seu investimento. Ter seu próprio imóvel é uma paz de espírito que recomendo a todos, mas tente vencer essa barreira cultural começando com R$ 5.000,00 aplicados numa ação bem escolhida para perceber que não só de aluguel vive um homem ou uma mulher aposentada.

Stephen Kanitz

Como ficar rico no Brasil

Por Stephen Kanitz

Inovação, criatividade e sofisticação têm sido apontadas como as principais qualidades para o sucesso empresarial em quase todos os livros de administração publicados pelo mundo afora. Em países onde todo consumidor já tem televisor, rádio, carro e computador, a única forma de fazer dinheiro é tornar obsoleto o produto que as pessoas têm em casa. Por isso, criam-se produtos cada vez mais luxuosos, sofisticados e, portanto, mais caros.

No Brasil, infelizmente ou felizmente, a maioria dos consumidores ainda não comprou o seu primeiro produto. Os brasileiros e, diga-se de passagem, 83% da população do mundo. A receita para o sucesso precisa ser outra.

A fórmula para se ficar rico no Brasil consiste em fazer produtos para quem nunca comprou um produto na vida. Consiste em criar produtos para brasileiros, o chamado produto popular, ou para os mercados de baixa renda, já que nossa renda não é a americana. Por isso, as regras são outras.

Nada de produto sofisticado que encareça o preço, ou opcionais complicados. A última coisa que alguém que nunca guiou quer é um carro que vá de 0 a 200 quilômetros por hora em um segundo. Nada que tenha um manual de 100 páginas, os produtos terão de ser simples e amigáveis.

Em 1993 propus esta estratégia num livro prevendo que, com a vinda do real, “o novo padrão industrial brasileiro será voltado às faixas de renda mais baixa da pirâmide econômica, ou seja, ao mercado de produtos populares”. “Nossa indústria precisa adequar sua produção ao nível de renda do país, e não vice-versa”. “Produtos menos sofisticados e mais condizentes com a nossa realidade. O carro popular a 12.000 reais no Brasil está longe de ser popular.” “Carro popular deveria ser uma lambreta ou uma bicicleta com motor.”

Pequenos empresários que se enveredaram por esse caminho saíram-se bem. Quem continuou na mesma tecla de produtos para a classe média amargou prejuízos e inadimplências. Um dos grandes problemas deste país é a nossa má distribuição da renda. Mas não é só a renda que é mal distribuída, a produção também o é. Praticamente 50% da população brasileira produz o que somente 10% consegue consumir. Por essa razão não temos escala, não temos competitividade internacional, não temos tecnologia.

A Fiat do Brasil, campeã em produzir carros populares, detém diversas patentes internacionais na área de motores de 1.000 cilindradas, algo que poucos brasileiros sabem. O que faz todo sentido enquanto americanos e alemães dominaram nos motores de 3.000 cilindradas e 5.000 cilindradas.

A Gessy Lever introduziu no Brasil um sabão em pó 50% mais barato, que demandou 42 modificações estruturais, muitas aprendidas por técnicos que pesquisaram por dois anos a Índia. Tentar competir mundo afora com produtos sofisticados é suicídio, por uma razão muito simples. Um trabalhador alemão da Mercedes, que vai ao trabalho com sua Mercedes usada, sempre fará um carro melhor que um trabalhador brasileiro que vai de ônibus da mesma marca. Hoje a qualidade total requer um nível de dedicação e esmero por parte do trabalhador que só será possível alcançar se este for capaz de comprar o produto que ele próprio fabrica. Parece uma frase de Karl Marx, mas é puro bom senso.

Uma aliança como a ALCA, dificilmente dará certo para o Brasil. Sempre seremos fornecedores de componentes e matérias- primas. Uma política industrial voltada para os mercados de baixa renda daria ao Brasil escala para exportar para outros países de baixa renda, como a Índia, a China, a Turquia, enfim, o resto do mundo. Que por sinal são os países que mais crescem. A globalização estaria a nosso favor e não contra, como agora.

Propus recentemente no Índia Economic Summit, da World Economic Forum, em vez da ALCA, o início de discussões de uma BRINDIA, Brasil e Índia. O Brasil exportando para a Índia produtos populares com marcas próprias, as que sabemos fazer melhor do que eles e vice- versa.

Essa política industrial infelizmente tem um defeito. Não é moderna, os livros traduzidos nem a comentam, é “made in Brazil”, “é um retrocesso” como criticou um economista brasileiro.

A tecnologia de produção e os materiais podem e precisam ser modernos, os produtos de fato não são. Mas não podemos esquecer que a economia americana originalmente também começou com produtos populares, os da época. Mania brasileira de querer queimar etapas a qualquer custo.

Stephen Kanitz é um administrador

A aposentadoria sumiu

Precisamos ensinar educação financeira para as crianças desde cedo. Coisa que o Kiyosaki, o Greenspan e vários outros dizem a muito tempo.

Cada um tem que saber que é responsável por seu custo de vida (e por sua manutenção quando fora do mercado de trabalho). Mas não apenas isso, cada um tem que saber como se preparar para isso. Aí é que entra a educação financeira.

Um bom livro que ensina isso e que poderia ser adotado como leitura em qualquer colégio é “O Homem mais Rico da Babilônia”. É um livro de 1926, mas extremamente atual. Acredito que já venceram os copyrights sobre ele, restando apenas o copyright da tradução para o português, que com certeza poderia ser refeita por voluntários. Eu seria um desses voluntários se o governo tivesse o mínimo de vontade para tal. Mas como sabemos, o governo se beneficia da ignorância do povo. Então me resta fazer o que posso, que é ensinar os que estão próximos a mim.

O livro tem uma linguagem extremamente simples, semelhante às parábolas da Bíblia. Essa é uma forma bastante consagrada de ensinar, porque as crianças lêem e sempre se lembrarão das histórias. A medida que vão crescendo, vão compreendendo detalhes das histórias que não entendiam quando leram pela primeira vez.

É fácil tomar as rédeas da situação mas ainda temos outro problema cultural. No Brasil (e em quase todos outros países) as pessoas acham que é obrigação do Estado cuidar delas na velhice. Não é. Não chega a ser um cada um por sí, afinal, pagamos impostos para que algumas coisas sejam feitas. Mas todos tem que se dar conta que precisamos planejar nosso futuro. Isso pode parecer difícil para um gurizão que cresceu com todas as mordomias e quer mais é gastar tudo o que ganha na juventude com festas e diversão. E pode parecer difícil para quem não teve a mesma sorte e tem que trabalhar desde cedo para ajudar a sustentar a família. Mas ambos estão no mesmo barco. Ambos podem ter um futuro seguro e garantido se planejarem desde cedo.

Para os que preferem uma leitura mais atual, o livro “Você Milionário” é basicamente uma releitura do “O Homem Mais Rico da Babilônia”. Dá as informações necessárias para não nos preocuparmos com o futuro. Mas não adianta apenas ler. Tem que colocar em prática.

Pequenas coisas

Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: “- Bem-vindo ao Venetia!”.

Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem, que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.

Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente, uma cafeteira ligada por um timer automático estava preparando o seu café e junto um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!” Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe?

De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal.

“Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?”

Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.

O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?

Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.

Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas.

O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!

Isto vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento), enfim, pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia, mas, na maioria das vezes, passamos despercebidos.

Os investimentos de um taxista esperto

Sueli Vital, P-NEWS

25 de abril, 2001

A aventura de pegar um táxi no Rio de Janeiro, partindo do Aeroporto Santos Dumont com destino à Barra da Tijuca, tinha tudo para se tornar insuportável pelo enorme congestionamento, mas foi salva por uma conversa fantástica que mais parecia uma aula de mercado de capitais com Jairo Arruda – o motorista do táxi.

Meu dileto condutor de 55 anos de idade – 20 deles passados em seu táxi – nunca compra nada a prazo.

“Quando me casei, quebrei o cartão de crédito de minha esposa. Jamais gasto o que não tenho e não pago juros para ninguém. Compro tudo à vista. Me privo de algumas coisas, mas durmo tranqüilo por não estar devendo a ninguém”, diz Arruda.

O taxista contou que viajava para o exterior todos os anos, quando nossa moeda estava forte. Seus colegas não entendiam como ele conseguia a façanha, algo impensável para eles.

“É muito simples: enquanto vocês pegam R$ 15 mil na financeira, pagam no mínimo R$ 25 mil no final das contas. Este é o dinheiro que eu economizo e uso para viajar”, explicava para os atônitos companheiros.

Hoje Jairo é um investidor que diversifica seu portfólio em nada menos que Fundos DI e ações do setor de telecomunicações e energia elétrica.

“Comprei agora, na baixa, e consegui, por sorte, vender as ações que estavam em minha carteira na alta. Neste mercado, é preciso ficar de olho, mas, às vezes, a sorte também decide”, avalia.

“Para saber se estou comprando um mico ou uma ação que a longo prazo me dê bons retornos, avalio se a empresa é sólida e verifico se há risco de quebrar”, diz ele.

Porém, em sua história nem tudo são flores.

“Há alguns anos, comprei ações da Arapuã, que foi a the best da bolsa. Ela chegou a bater em R$ 28 e eu comprei 10 milhões de ações por R$ 0,30. Mas ela entrou em concordata e não é mais nem negociada no pregão. Se a Arapuã se levantar e voltar a ser negociada, acredito que seu preço mínimo será de R$ 1. Aí, triplicarei meu capital”, diz, esperançoso.

Resta saber se a Arapuã voltará a ser negociada, quanto tempo isto ainda demorará e se realmente sua cotação será de, no mínimo, R$ 1.

Para Arruda, existem muitos patos na bolsa, que entram e saem sempre no prejuízo e que não sabem lidar com a ganância e o medo.

“Quando você compra uma ação e ela sobe, muitas vezes as pessoas não vendem movidas pela ganância, esperando uma alta maior. Aí, ela cai e o pato vende. Por outro lado, quando as pessoas começam a ter prejuízo, vão segurando a ação na esperança de que ela reaja e ela vai caindo mais ainda até que o pato vende com um prejuízo maior do que o inicial”, conclui o investidor.

Na opinião do motorista, quem conseguir dosar estas duas forças é um bom especulador.

Arruda tem uma teoria: é apanhando que se aprende.

“São experiências de anos. Você entra na bolsa, leva uma surra e sai depois de seis meses feito um cachorro magro. Pode ir embora e não voltar mais. Mas, se souber perder e ganhar, você continua e vale a pena”, ensina.

Ele finaliza dizendo que, com a caderneta de poupança rendendo cerca de 8% ao ano, muito abaixo do rendimento do Ibovespa e do Dow Jones nos últimos 10 anos, quem investe em ações tem de pensar a longo prazo.