
Dormi mal os últimos dois dias. Desde quarta passada com um princípio de gripe no Leonardo e, na sequência, em cada um de nós aqui em casa, o sono ficou bem prejudicado para todos. Sábado começou para mim, e estando no momento em que estamos, e eu no intervalo em que estou, hoje pela manhã vou lá no laboratório enfiar o maldito cotonete para identificar se é só uma gripe comum, ou a maldita.
Em termos de padrão, em nada difere das gripes que sempre tivemos aqui em casa, nem em sintomas, nem em sequência de contaminação familiar. Um traz e os outros pegam em série. Mas a ansiedade com o momento que vivemos torna as coisas piores do que são.
Quando essas coisas acontecem, é ladeira abaixo. Afeta a saúde, afeta o humor, afeta a disposição. Estou aqui escrevendo diariamente há 112 dias no que começou com o #desafiodos30textos da @gabipazos e que transformei no #365diasdeescrita quando ultrapassei a marca dos primeiros 30 e continuava disposto e com novas ideias. Continuo disposto a escrever, então as coisas estão sobre controle…
Problema é que começo a me perguntar, escrever para quê? Escrever para quem? Pela quantidade de interação que tenho aqui, parece que para muito poucos. Ao mesmo tempo lembro que se ajudar a apenas uma pessoa, terá valido a pena, então continuo. No final das contas sempre foi assim, e quem mais ganha com minha escrita, sou eu mesmo, que a uso como forma de organizar o pensamento. Publicar o que escrevo é só o ato final. Se ajudar alguém é bom. Se não ajudar, porque me preocupar com o que os outros não darão bola mesmo?
Então se é para ajudar, lembre sempre ao ver as fotos dos amigos e conhecidos, das celebridades e das notícias, que nem tudo é sempre como mostram. A vida de todos é complexa e de diversas cores ou tons de cinza. Aquela celebridade para quem tudo parece perfeito tem suas dificuldades que as vezes não transparecem. Podemos só saber disso quando é tarde demais, como aconteceu com o Robin Williams, por exemplo.
Se você está num período cinzento, saiba que estou por aqui para ajudar. Desse lado, já começo a ver as cores novamente.
Resiliência é meu sobrenome. Tenho uma família para cuidar.