Não tome para si os problemas dos outros

Sabe o que acontece quando começamos a juntar algum dinheiro?

Os problemas acontecem.

Se não os nossos problemas, os problemas dos outros.

Quando nossa disciplina começa a mostrar resultados e nosso patrimônio começa a crescer é natural que as pessoas vejam a diferença acontecendo, mesmo que sejamos discretos. São os detalhes que nos entregam. É o tempo livre para fazer alguma atividade em um horário que para os outros seria “horário de expediente,” é a ida ao restaurante e olhar o lado esquerdo do cardápio, pedindo o que se deseja, não o que “cabe no bolso.”

Com essas mudanças sutis sendo percebidas alguns começam a insinuar porque não fazemos certas coisas que eles fariam se tivessem dinheiro guardado. Porque não um carro melhor? Porque não sair com mais frequência para jantar fora? Porque não uma bolsa cara de marca de luxo? Muitos ainda relacionam ter dinheiro com ostentar um padrão de vida pré-estabelecido. Quando não nos enquadramos no padrão mental que eles possuem, ficam confusos.

Independente disso, as pessoas notam que algo mudou. Não vai demorar muito para alguém que não respeita o próprio dinheiro te pedir um pouco emprestado. Ou querer te fazer pagar algo para eles. Ou te chamar de sovina por não bancar o café, já que estás tão bem, enquanto eles estão ainda patinando.

“Parcela pra mim no teu cartão, que não tenho limite para isso, que aí te pago todos os meses.”

Se você tem uma situação tranquila e deseja ajudar algum familiar ou amigo, tudo bem. Ajude, doe, dê de presente, mas não empreste dinheiro. Você perderá tanto o dinheiro quanto a amizade. Se não emprestar te fizer perder o amigo, ao menos terá perdido apenas uma das duas coisas.

Pior do que perder dinheiro, é perder a credibilidade. Não empreste seu nome. Se alguém está com nome sujo por qualquer motivo, use isso como alerta de que a chance de sujar seu nome em uma situação dessas é o resultado mais provável. De novo, se você deseja e tem condições, ajude, mas não se ponha em risco de perda por alguém que não respeitou a si mesmo antes.

Não empreste seu nome, nem seu dinheiro.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Papai investidor, marido, polímata, empreendedor, curioso. Tranquilidade financeira é qualidade de vida.

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