Sobre as mentiras que contamos a nós mesmos

“Nunca é tarde para ser o que você poderia ter sido”. — George Eliot

Sobre as mentiras que contamos a nós mesmos.

O título acima surgiu em minha mente ao chegar na sala para o café da manhã. Acendo o fogo, aqueço a água, preparo o café e venho para uns minutos de Instagram (minha nova ferramenta de trabalho e estudo). Me deparo com a imagem acima. Se tinha dúvidas sobre o que escrever, agora acabou. Abro o editor de textos e aqui estou.

Preciso disso para fazer aquilo. Sem tal coisa não tem como obter tal outra. Preciso viajar e aproveitar a vida antes de ter filhos. Não dá para fazer isso sem muito dinheiro. Não posso largar meu emprego certo para abrir meu próprio negócio. Nunca vou ganhar nada sem ter uma faculdade. Aquele que enriqueceu foi certamente com alguma tramóia. Claro que para ela as coisas são fáceis, casou com um cara rico.

As mentiras que contamos para nós mesmos costumam ser apenas desculpas veladas para não vivermos a vida que desejamos, mas que não temos a coragem de viver. Os motivos podem ser o medo do fracasso, da rejeição dos pares, do que “os outros vão dizer.” Tudo desculpas.

A vida que sonhamos viver está poucos passos adiante, mas não chegará sem darmos os primeiros. O caminho pode ser longo, pode ser tortuoso, mas com certeza é um caminho que vale a pena ser trilhado. Não será um caminho fácil. Podem haver desvios, obras na pista e ser necessário fazer retornos longos no trajeto, mas pode ter certeza, valerá a pena.

Tento evitar mentir para mim mesmo, mas as vezes as coisas estão complicadas em tantas áreas que fica difícil. Não tenho tempo para isso, preciso fazer aquilo antes, esta semana não vai dar. Na seguinte também não. E aqui estou eu, um escritor que não escrevia há muito tempo, acordando mais cedo todos os dias e escrevendo diariamente alguma coisa, nem que seja apenas essa pequena missiva de hoje.

O que você está deixando para depois que deveria estar fazendo hoje. Não tarefas banais, deixa reformular a pergunta: que vida você deveria estar vivendo diariamente, mas não vive porque sempre há uma desculpa para evitar fazer isso?

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Papai investidor, marido, polímata, empreendedor, curioso. Tranquilidade financeira é qualidade de vida.

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