Saudade da praia.

Lar da Coruja-Buraqueira

Morar na praia, em uma casa, há poucos metros do mar, pode ser interessante. Principalmente para quem vive uma rotina como a que vivemos, sem empregada, com ambos em casa com os filhos, sem grandes necessidades de sair para jantar fora e coisas desse tipo.

As vantagens para os pequenos são gigantescas. Estávamos sem TV. Mesmo o iPad disponível não era páreo contra passear para procurar as corujas com o baixinho. Nem contra brincar na areia ou andar de bicicleta com a baixinha. Manter distância social é mais difícil para eles, mas as atividades ao ar livre e o cuidado do grupo ajudavam a minimizar os riscos.

Dormir mais cedo era relativamente fácil. Acordar cedo idem. Andar sob os ciclos do sol é melhor do que dormir tarde e acordar tarde. Com a energia de um dia correndo, brincando e se divertindo, a noite também chegava mais tranquila.

Haveriam dificuldades no dia a dia retornando ao normal, claro. Sol, areia e mar competindo contra as aulas online é covardia. E quando tudo voltar ao normal, não há como comparar as opções de escola daqui com as da praia, então não é uma opção válida para longo prazo.

O que esta experiência proporcionou, no entanto, foi a ideia de pensar a respeito das possibilidades de mudar para uma casa na cidade. Apesar de morarmos em um prédio com uma floresta preservada como jardim, termos acesso a tudo próximo, o simples esforço de pegar as bicicletas lá no fundo, descer de elevador e depois fazer todo o caminho inverso para guardar as coisas já torna tudo mais arrastado. Uma casa com quintal resolve tudo isso, está tudo ali pronto para uso, ao alcance das mãos. O mesmo vale para o espaço de pintura sempre pronto para usar. E o cantinho dos brinquedos. E a piscina.

No meu caso particular, um escritório dentro de casa, ou ainda melhor, em um anexo pequeno nos fundos do quintal, seria uma maravilha. Poder trabalhar em silêncio quando necessário, mas ao lado o tempo todo. É ainda melhor que a solução atual com o escritório a uma quadra daqui.

Sonhar não custa nada. É sonhando que desenhamos o que desejamos para nosso futuro. Um dia por vez, chegamos lá.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Papai investidor, marido, polímata, empreendedor, curioso. Tranquilidade financeira é qualidade de vida.

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