Roma, segundas impressões

Carros

Da mesma maneira que Madrid, Barcelona e Paris, Roma também possui uma enorme frote de carros SMART e Mini Copper, além de Porsches de tudo que é modelo, normalmente Carrera 4, mas também alguns conversíveis mais baratinhos.

Nosso hotel é muito engraçado. Devido ao prédio ser antigo e o hotel ser pequeno, após passarmos pela recepção e nos dirigirmos ao fundo para o elevador, notamos que a área interna era compartilhada com o hotel ao lado. O nosso tinha os andares 2, 3 e 5 e eles possuiam o 1, parte do 2 e o 4. Compartilhavam também o segundo, onde ficava o café da manhã. Uns dias depois, ao descer pelas escadas devido a demora do elevador, descobrimos que as mesmas eram compartilhadas com um terceiro hotel, do outro lado (o nosso ficava no meio).

No café da manhã, naturalmente temos uma máquina de café expresso na cafeteria do hotel. Todas as variedades, caffé latte, expresso, capuccino, moka…

Piazza Navona

Uma praça, tipo as praças de Madrid, lajes e monumentos, mas diferente de Madrid, aqui há fontes, naturalmente de água potável. E tudo enorme, gigantesco. Ao redor, pizzarias, cafés, o básico para uma vidinha simples. Comemos uma das melhores pizzas quattro formaggi da nossa vida.

A noite em Roma é tranquila, no sentido de segurança para caminhar pelas ruas. No sentido de trânsito é Roma, não há como descrever de outra maneira.

Nas ruas, sempre pechinche com os vendedores ambulantes. São todos indianos, tomam conta de cada esquina. Um tripézinho daqueles pequenos para máquinas fotográficas compactas caiu de € 15 para apenas € 5 em menos de 30 segundos. O diálogo foi mais ou menos o seguinte:

– quanto costa?

– fifitin euros – todos falam inglês capenga, não interessa em que língua é feita a pergunta sempre respondem em inglês capenga.

– molto caro.

– qué pagá quanto?

– cinque (tinqüe) euro.

– ok.

Igrejas

Acabo de lembrar do filme do Dan Brown, onde o Tom Hanks fala que a bomba está em uma igreja e o policial responde que em uma área de poucas quadras há centenas de igrejas. É verdade, há quadras onde há uma igreja em frente a outra, e mais uma ou duas nas laterais. Acho que a única coisa que há mais em Roma do que igrejas, são indianos vendedores ambulantes.

Indianos

Acho que há mais indianos do que romanos em Roma. Estão por todo lugar, tomam conta das ruas e espalham seus carrinhos-lanchonete vendendo paninis, pizzas congeladas e sorvetes em toda saída de atração turística.

Divertidíssimos os “romanos” vestidos de gladiadores, cobrando para posar para fotos com os turistas os rendendo, com as espadas no pescoço. € 1 se for mulher e brasileira, € 5 se for homem inglês. As capas que usam possivelmente são do tempo do império romano, tão velhas, gastas e sujas que são 🙂

Confirmei minha dúvida sobre as fontes, em Roma há ainda mais fontes de água potável do que no Vaticano. Leve uma garrafinha na mochila e você não passará sede. Ou faça como a maioria, beba direto na fonte. Inclusive nas que são monumentos, como na Piazza Spagna.

Ainda sobre os indianos, todos são muito simpáticos. Um em especial, na Fontana di Trevi, batia fotos dos turistas com uma máquina instantânea para ganhar uns trocados. Ao oferecer seu serviço e ter sua oferta rejeitada, oferece então para bater foto com a própria máquina do turista, sem cobrar nada. E para os que desconfiam de tudo e de todos, não é golpe, ele batia a foto e devolvia a máquina, obeservei várias vezes.

Lavar as mãos pode ser difícil

Se em todas as fontes romanas há água potável, lavar as mãos nos banheiros dos restaurantes pode ser algo difícil. Não há torneiras nem sensor automático de presença das mãos nas pias. Na terceira vez, observando um “local”, descobri o segredo, há no chão um ou dois pedais, quase escondidos debaixo da pia. Pise e a mágica acontece. O que no final faz todo o sentido, porque assim você não suja as mãos ao fechar a torneira depois de te-las lavado.

Porque há tantas igrejas em Roma?

Descobri isso também. Somente tendo muita fé para conseguir atravessar certas ruas. Ao conseguir, entre na igreja em frente e agradeça pela graça alcançada 🙂

Café expresso

Ao pedir um café expresso em Roma (e em Florença isso também é verdadeiro), o que trazem é uma microxícara, daquelas bem pequeninhas mesmo, pela metade. Pouco menos de um gole de café, para ser mais exato.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Pai, marido, polímata, empreendedor serial, curioso.