A Semana do Presidente

Lembro de quando era pequeno e assistia TV no domingo. Acho que era no fim dia, junto do Programa Silvio Santos. Não lembro de muitos detalhes, mas tenho certeza de que era no SBT e se não me engano, tinha narração do Lombardi, a eterna voz. O programa era curtinho, resumia o que o Presidente havia feito na semana. O único Presidente que lembro de ter isto era o Figueiredo.

Independente deste programa ter sido uma imposição da ditadura militar em troca da concessão do canal, ou algo parecido com isso, acho que a idéia é bastante válida para implementar no campo pessoal. O pessoal que perde tempo pesquisa organização e otimização do tempo, como técnicas GTD e coisas do tipo, costumam ter algo como “revisão semanal”. Acredito que um tempo dedicado a reflexão do que aconteceu na semana, não apenas as tarefas realizadas, mas as pessoas com quem se conversou e as lições aprendidas, é algo que pode trazer grande conhecimento de si mesmo e acelerar o crescimento pessoal.

Meu texto de retrospectiva dos últimos 15 meses teve bastante repercussão, recebi diversos emails fazendo comentários complementares ou tentando a ajudar a resolver uma ou outra questão comentada. Algumas pessoas escreveram simplesmente para agradecer, por se verem refletidas em algumas das situações descritas. Vou fazer a experiência de algo mais formal, não sei se será toda semana ou se uma revisão mensal já seria o suficiente, mas começa hoje, de maneira oficial:

A Semana do Presidente

Esta semana participei da apresentação de um novo plano de consórcios da Rodobens, logo na segunda-feira. Lançaram um plano para compra de veículos usados, basicamente um consórcio como outro qualquer, já que todo consórcio de veículos, motos ou caminhões pode ser usado para compra de qualquer veículo, novo ou usado. O título na verdade se refere à faixa de valores, entre R$ 12.000 a R$ 24.000, uma faixa ainda não coberta pela Rodobens, que possuía consórcios de menor valor com os consórcios de moto e de maior valor com os de veículos em duas faixas distintas, a partir de 24.000 para o carro mais barato. Então, querendo um consórcio de veículos entre R$ 6.000 a R$ 300.000, pode contar comigo. Lembrando que consórcios de veículos são a melhor maneira de automatizar e otimizar a questão de renovação da frota, seja de apenas um veículo de uso particular, seja de uma empresa com dezenas de veículos rodando diariamente.

Tive algumas frustrações profissionais neste mesmo dia, nada que valha a pena comentar em detalhes, apenas o de sempre, pessoas fazendo patetices sem sentido, criando regras rígidas onde a flexibilidade seria muito mais adequada para elas. Nada que não se resolva rapidamente, mas me impressiona como podem andar para frente tais pessoas. É um passo para frente, dois para trás.

Na terça-feira tenho uma longa página em branco na agenda e na quarta-feira, apesar de ter vários rabiscos, simplesmente não trabalhei. Passei ambos os dias divagando sobre questões existenciais, seja em casa, seja vendo alguns seriados que ainda não tinha posto em dia (a saber, assisto The Mentalist, The Big Bang Theory, Hawaii 5.0, The Game of Thrones e House).

Teria uma reunião importante com uma grande administradora de consórcios (que não é a Rodobens), mas o pessoal que ficou de me ligar para confirmar o horário simplesmente não ligou. Não sei se não vieram a Porto Alegre (falaria com o diretor geral e acionista principal da empresa) ou se arranjaram compromissos mais importantes do que eu. Semana que vem descubro isso.

Também passei um bom tempo pesquisando sobre mochilas, mais especificamente as Goruck, da qual a que mais se adapta ao meu perfil é a Goruck Radio (fica a dica para quem quiser me dar um presente qualquer hora destas). É uma mochila cara, mas feita de cordura 1000D que dura a vida toda e fabricada nos Estados Unidos, com mão de obra americana, coisa que eles explicam exaustivamente no site. A empresa foi fundada por um ex-fuzileiro naval, buscando criar produtos que aguentem qualquer parada. Também a garantia deles é para toda vida, ou seja, se rasgar, raspar, falhar um zíper (YKK made in USA), ou qualquer coisa deste tipo, é só mandar para eles que consertam sem cobrar nada.

Ontem, quinta-feira, o dia foi de grandes questões pessoais. Refleti sobre a mudança para São Paulo, no próximo dia 22, sobre as reformas necessárias no apartamento que compramos no início do ano e onde estamos vivendo desde então e sobre diversas questões mais subjetivas como viagens e a importância que viver novas experiências tem na minha vida.

Quinta-feira também foi um longo dia de trabalho, respondendo diversos emails. A maioria das pessoas não sabe exatamente como eu trabalho, como faço as vendas de novos consórcios para os investidores e interessados em imóveis que atendo ou o que pode ser meu dia a dia. Para ter uma idéia, somente ontem eu respondi emails relativamente longos e bem detalhados para 14 novas pessoas. Estas são pessoas que antes disso, nunca tinham entrado em contato comigo, ou seja, novos amigos que fiz nesta semana. Na segunda-feira, tinha oito novos contatos deste tipo, então foi uma semana relativamente tranquila, onde conheci apenas 22 novas pessoas até agora (vai aumentar, pois já dei uma bisbilhotada nos emails que ainda tenho na caixa de entrada).

Para dar uma idéia mais efetiva, desde o início do ano já conheci e respondi 381 pessoas novas, com as quais ainda não tinha falado pessoalmente ou por email. Conhecer estas novas pessoas é uma das coisas mais legais do meu trabalho. Aprendo muito com a vivência diferenciada de cada um. Além destas, respondi dezenas de pessoas com quem já tinha uma linha de contato prévia. Meus dias profissionais são, basicamente, respondendo emails com dúvidas de possíveis clientes, de investidores que desejam iniciar seus projetos, de pessoas que sonham com a casa própria e precisam de ajuda para encontrar a melhor maneira de realizar isto e de empreendedores que veem minhas realizações pessoais e profissionais e desejam se espelhar em mim para alcançar seu sucesso pessoal. Agradeço todos os dias por poder conhecer e ajudar tanta gente interessante, mas agradeço mais ainda por poder aprender com tanta gente interessante.

***

Então era isso, o formato me lembra um pouco alguns capítulos dos livros do Donald Trump, onde ele descreve uma semana de trabalho dele. No segundo livro em que usou esta técnica, comentou que obteve bastante resposta aos capítulos em que fiz isso pela primeira vez. Nos próximos, penso em ser um pouco mais específico em alguns pontos, com detalhes de tarefas e os resultados esperados. Algumas coisas tem que ficar guardadas enquanto não são lançadas ao mundo, então infelizmente não poderei falar de todos os detalhes de negócios que estão acontecendo, mas vou tentar relatar o máximo possível.

Agora começa um novo dia, para os curiosos de plantão, normalmente como granola com leite e alguma fruta no café da manhã. Caminho 5Km, tomo um banho e começa meu dia profissional. A parte da caminhada vinha sendo deixada para trás nos últimos tempos, mas hoje retomo isto também. Sexta-feira é um dia especial, almoço com os amigos da época da faculdade. Com a mudança para São Paulo, vamos ver se consigo manter isso com os desgarrados que já foram antes de mim.

Como sou bonzinho…

Hoje recebi um email perguntando porque eu ajudava as pessoas sem receber nada em troca. Minha vontade era de responder que ajudo porque sou bonzinho, mas não seria a resposta mais completa para a questão. Então resolvi escrever um pouco mais sobre esse assunto.

Não lembro onde li ou quem me falou a seguinte frase:

“Se os malandros soubessem como é mais lucrativo ser honesto, seriam honestos nem que fosse por simples malandragem.”

Tem outra frase que gosto muito, também sem fonte ou referência, desta vez por preguiça de procurar:

“Ajude as pessoas a resolver os problemas que possuem e você nunca terá problemas em ganhar dinheiro.”

O email que recebi perguntando porque ajudava as pessoas sem receber nada em troca tratava especificamente do investimento em imóveis através dos consórcios, minha especialidade e assunto sobre o qual escrevi uma quantidade imensa de textos. Sobre este assunto, a resposta poderia ser simples: “recebo comissão quando vendo cartas novas de consórcio, o restante do meu serviço é feito gratuitamente para fidelizar os clientes”. Só que a resposta real não é simples assim, pois quando comecei, lá em 2003, com o primeiro texto que escrevi explicando como estava investindo meu dinheiro através dos consórcios imobiliários, não possuía a Megacombo nem ganhava um tostão pelas indicações que eventualmente fazia para quem vendia as cartas de consórcio.

Escrevi o texto original explicando este investimento simplesmente para me ajudar a entender melhor como eu próprio estava investindo e, mais que isso, para que o processo de escrita me ajudasse a pensar em maneiras de otimizar este investimento e localizar eventuais pontos fracos. Divulgar o texto no site que mantinha para meus estudos sobre investimento ajudaria outras pessoas, isto era um bônus. Já tinha o texto pronto para meu próprio uso, ajudar outras pessoas com tal texto não me custava nada, e na minha opinião sincera, geraria boas vibrações.

Quantas vezes já havia lido textos que me ajudaram a crescer sem precisar quebrar a cara por conta própria para aprender determinadas lições? Muitas. Era bom estar agora do outro lado da equação, um texto que eu havia escrito iria ajudar outras pessoas a investir de maneira melhor, mais lucrativa e mais segura. Então, se na época não ganhava nada financeiramente ajudando as pessoas a conhecer esta nova maneira de investir que havia descoberto, ganhava o bem estar de saber que um texto meu, algo que eu mesmo havia produzido, estava ajudando outras pessoas. Desculpa se sou redundante nesta questão, mas o benefício é tão óbvio, e ao mesmo tempo tão obscuro para quem nunca se sentiu recompensado por algo que fez sem buscar recompensa, que faço questão de deixar claro: “não há coisa melhor do que o sentimento de valor próprio, e não há forma mais simples de obter este sentimento de valor próprio do que ajudando outras pessoas”. Então, de certa forma, podemos dizer que todo ato de ajudar os outros com desprendimento pessoal, é na verdade, um pequeno ato de busca de reconhecimento. Mesmo quando ajudamos de forma anônima isto é verdadeiro, porque o sentimento de valor pessoal somente pode ser sentido por nós mesmos, de dentro para fora, ou seja, não importa os outros saberem ou não o que fizemos: nós sabemos.

O mais engraçado de tudo isso é como a vida dá voltas, e algo que fazemos sem nenhuma segunda intenção, com a simples vontade de aprender algo (no meu caso naquela época, a compreender melhor os assuntos que estudava e a aprender a escrever textos melhores), pode voltar para nós de maneiras completamente inesperadas. No meu caso, a explicação de como estava investindo voltou para mim na forma de inúmeras pessoas querendo fazer o mesmo e me perguntando se os podia ajudar. Além disso, fiz vários novos amigos interessados nos assuntos que discutia no artigo, no caso, investimentos em geral e investimento em imóveis de maneira mais específica.

Deste início inusitado para hoje, foram quase dez anos em que saí de um aprendiz para um mestre no assunto, ajudando centenas de pessoas a lucrar e realizar seus sonhos. A cada novo amigo que ajudava, mais realizado me sentia. E assim, ajudando e recebendo de volta as boas vibrações de cada uma destas pessoas maravilhosas, acabei montando minha própria empresa para representar a administradora de consórcios que me atendia e continua me atendendo, a Rodobens. Vendi minha parte na empresa de internet que possuía e acabei me dedicando em tempo integral a ajudar as pessoas a investir utilizando os consórcios imobiliários como alavanca. Fiz isso justamente na época em que havia atingido a independência financeira, quando teoricamente poderia deixar de trabalhar, mas sou inquieto demais para ficar de papo pro ar, sempre busco algo útil e prático para fazer. Ajudar as pessoas, sentir o prazer da auto-realização e ainda receber para fazer isso, estava completa a fórmula da felicidade.

Então faço o que faço porque sou bonzinho com os outros. E sendo bonzinho com o mundo, o mundo simplesmente retorna sendo bonzinho comigo. Esta é a fórmula do sucesso e da felicidade que encontrei para minha vida. Se precisar de ajuda para encontrar a fórmula que funcione para você, vai ser um prazer conversar a respeito.

Evite gritar no megafone

Quando você tem uma mensagem para transmitir, você pode fazer isso berrando para que todo mundo possa ouvir, ou pode fazer isso de maneira mais discreta, explicando em voz baixa para um pequeno grupo de pessoas. A diferença de ambas as formas de comunicação não é o volume, mas a efetividade.

Se você está na rua gritando para quem quiser ouvir, muitas pessoas passarão se perguntando “quem é este esquisito?”, sem realmente parar para ouvir sua mensagem. Se você tem um produto para vender, gritar na rua pode ser o equivalente a colocar um anúncio no rádio ou no jornal, está lá para quem quiser ver, mas na prática, muito pouca gente irá prestar atenção na sua mensagem.

Mas a propaganda não é a alma do negócio? É, só que em um mundo em que a maior parte das coisas se tornou commodity, ganha o cliente quem se diferencia, quem oferece mais do que os outros. Não basta você ser um vendedor, você tem que ser um especialista no que vende para que as pessoas o conheçam e prefiram comprar o que quer que seja com você, e não com um qualquer.

E como se diferenciar? Oferecendo algo de valor antes de sair gritando aos quatro ventos. Formando uma legião de seguidores, de interessados na sua mensagem ou no que você tem a oferecer. Destes, muitos não se interessarão por seu produto ou serviço, mas a maioria estará prestando atenção no que você estiver falando. E é aí que reside a grande diferença, na atenção das pessoas com quem você fala. No momento em que prestam atenção à sua mensagem, mesmo que esta mensagem não as interesse no momento, pode interessar mais adiante. Ou essas pessoas podem conhecer alguém que você pode ajudar com seu produto ou serviço e lhe indicarão para amigos e conhecidos.

Dois exemplos práticos, um pessoal e um que dei como sugestão para um amigo fotógrafo.

Primeiro o exemplo pessoal. Meu negócio, o que faço com minha empresa Megacombo, é vender consórcios, principalmente os consórcios de imóveis. Apesar de poder vender qualquer tipo de consórcio e eventualmente vender uma carta de veículo, caminhão ou serviço, meu foco e minha especialização é o consórcio imobiliário, e como super-especialização, o uso destes consórcios como investimento. O que faço para me diferenciar de todos os outros vendedores de consórcio é justamente mostrar que sou melhor do que a absoluta maioria. Mostro que sei mais, que entendo melhor as necessidades das pessoas, que conheço profundamente os detalhes relevantes e que com minha orientação terão a melhor solução para seu caso específico. Meu objetivo principal não é fechar a venda imediatamente, mas sim, fechar a melhor venda possível, não no sentido do maior valor, mas sim, na melhor solução do que o cliente precisa. O que ganho com isso? Um amigo, alguém que me indicará para seus conhecidos, um cliente para toda a vida.

Como faço isso? Da forma mais simples possível, expondo meu conhecimento e entregando valor. Escrevo artigos explicativos sobre investimentos imobiliários, explico detalhes do funcionamento dos consórcios, faço estudos de caso e fico disponível para responder dúvidas de quem ainda não é meu cliente. Levando em conta que não há nenhum custo extra em adquirir os consórcios comigo, de quem você acha que as pessoas comprarão seus planos de consórcio? De mim, que estarei acompanhando e orientando ao longo de todo o processo, ou de um vendedor qualquer que provavelmente se esquecerá do cliente assim que receber o primeiro pagamento? Meus resultados pessoais respondem esta pergunta 🙂

O segundo exemplo é de um amigo que é fotógrafo de casamentos. Ele me pediu conselhos de como se posicionar de maneira a demonstrar valor antes mesmo de conseguir conquistar o cliente. Somente mostrar seu portfólio não é mais suficiente, até porque, como as pessoas chegariam a seu portfólio? O que mais ele poderia oferecer antecipadamente e sem custo?

Ajudei este amigo sugerindo que fizesse um site onde desse dicas de como tirar fotos em viagens. Ou que mostrasse, através de fotos, qual a melhor maquiagem para ficar bem nas fotos de casamento ou em retratos. Ou que sugerisse bons locais para fazer as fotos de antes do casamento, as fotos de namoro do casal ou as fotos de um book com os padrinhos. Todas essas dicas naturalmente ilustradas com suas próprias fotos, já servindo como portfólio profissional. Poderia ainda indicar soluções para problemas comuns que podem acontecer, como locais com pouca luz e suas possíveis soluções, fotografar um pouco mais cedo a céu aberto, por exemplo.

Claro que muitas pessoas poderiam aproveitar suas dicas e as utilizar para bater as próprias fotos, sem o contratar. Só que estas pessoas não o contratariam nem o conheceriam se não tivessem visto tais dicas. A diferença real é que quando tais pessoas que obtiveram um benefício com o conhecimento oferecido gratuitamente precisarem de um fotógrafo de verdade, certamente saberão a quem chamar ou indicar.

E você, com que trabalha? De que maneira se diferencia dos milhares de outros que fazem o mesmo que você faz?

A disponibilidade é uma moeda que paga excelentes dividendos

Ontem, enquanto passeava pelo El Camino Real aqui em Mountain View, cruzei com a Lamborghini aí da foto. Gosto de carros esportivos e quando tenho a chance, gosto de fotografá-los. Esta foto só foi possível porque estava com minha máquina fotográfica, claro, mas o que as pessoas que veem esta foto não sabem é da conversa que aconteceu um pouco antes de sairmos (minha esposa e eu):

– Para que a máquina? Só vamos caminhar até o mercado – Pergunta minha esposa.
– Nunca se sabe que oportunidades surgirão. E quero brincar com minha lente nova – respondi.

Conscientemente escolhi carregar um peso aparentemente desnecessário para ir até o supermercado, pois queria ter a disponibilidade da máquina para qualquer oportunidade fotográfica. Tirei outras fotos no passeio, de um fusca conversível amarelo e de outras coisinhas quaisquer, mas o importante é que não levei simplesmente a máquina para passear pendurada a tiracolo (nota *1), levei a máquina sem a tampa da lente, ligada, pronta para fotografar sem perda de tempo. Ela estava completamente disponível para a função.

Sobre disponibilidade ainda, depois de fotografar a Lamborghini me dei por satisfeito com o passeio da tarde. Desliguei a máquina, virei o para-sol para dentro, coloquei a tampa na lente. Uma quadra depois vemos quatro carros de polícia trancando a rua, vários policiais, um carro batido sendo guinchado, o primeiro acidente que vimos na região, porque do jeito que as pessoas andam aqui, não sei como acidentes ainda podem acontecer. O fato é que acontecem, e como não estava com a máquina tão disponível quanto antes, você vai ter que ficar apenas com minha descrição da cena, já que não a fotografei 🙂

Está sem vontade de sair?

Voltando um pouco ao tópico do meu artigo anterior, Como arranjar um bom marido, para a vida social vale a mesma regra. Você só terá a chance de encontrar uma pessoa legal para compartilhar a vida, se estiver disponível nos locais onde tenha maiores chances de cruzar com pessoas legais. Ficar em casa não fará um Príncipe Encantado se materializar no meio da sua sala. Então, mãos à obra, disponibilize-se.

E nos negócios e empreendedorismo?

Tem aquele ditado que diz: “Quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro”. Acredito nisso. Trabalhar é importante, mas a escolha das atividades realizadas pode ser ainda mais importante no seu crescimento profissional. Fazer hora extra no serviço para dar conta de tarefas atrasadas, ou participar daquele evento onde você poderá fechar um excelente negócio, ou conhecer um futuro parceiro comercial? Se você não estiver disponível para atividades que o coloquem em contato com coisas diferentes do que seu dia a dia, como poderá mudar sua situação atual? Supondo, claro, que você deseje crescer na vida, não ficando somente no degrau em que já se encontra.

Quando receber aquele convite para um café, disponibilize-se. Vá, ouça, palpite, troque idéias. Eu recebo uma série de convites deste tipo, muitas vezes de jovens empreendedores que ficam admirados que eu, do alto da posição em que eles próprios me colocam, esteja disponível para um papo informal com “um guri que não tem nada para oferecer em troca”. Foi em um papo destes que conheci muitas pessoas interessantes, hoje amigos e parceiros de negócios.

Então deixo a questão: você está se tornando disponível, com regularidade e constância, para as coisas boas que podem acontecer em sua vida? Ou está em casa ou no trabalho, simplesmente afundado na rotina ou na preguiça? Aguardo seus comentários aqui no site.

Notas:

*1. Comprei uma faixa Black Rapid, fantástica para carregar uma máquina fotográfica grande com conforto e mantê-la sempre pronta para levantar e fotografar. A minha é a RS-4, mais simples, pois não tinha a RS-7 indicada a seguir quando a comprei. Todas são igualmente ótimas. Compre a sua na Amazon: Black Rapid Strap RS7 Black Fabric, Curved Ergonomic, with ConnectR-2 and FastenR-3

Um dia na vida

Fabricio no Lake TahoeMinha rotina mudou um pouco nos últimos meses, e achei que seria interessante escrever um post “um dia na vida” para contar como se parece um dia do meu tempo (pelo menos neste momento), ao menos para dar um noção do que tem minha atenção, em que estou trabalhando, em que projetos estou envolvido, e como isto pode ou não se relacionar com você. Claro que todos temos nosso próprio ritmo, então não há sentido em comparações, mas de toda forma, as vezes é divertivo olhar por trás das cortinas, não?

Manhãs

Quem convive debaixo do meu teto sabe que tenho um certo “ritual matinal”, mas deixando os detalhes de lado, levo aproximadamente uma hora para estar pronto para o dia, contando nisto o café da manhã, o banho e uma primeira passada de olhos nos emails, onde apago os spams que o filtro do gmail deixou passar e os emails que não exigem resposta.

Quando estou em casa, costumo fazer uma caminhada de uma hora no meio deste ritual, antes do banho, claro. Também costumo lavar a louça do dia anterior quando volto da caminhada, numa espécie de meditação.

Nestes meses em que estamos viajando pelos Estados Unidos, esta rotina foi alterada em parte. Não tenho feito a caminhada, substituída por tudo que caminhamos durante as tardes. Além disso, devido a diferença de horários entre Brasil e Califórnia (estou com 4 horas a menos) tenho acordado mais cedo para atender aos telefonemas do Brasil, usando VoIP. Então basicamente as manhãs são dedicadas a atender aos clientes do Brasil, respondendo emails e atendendo os telefones quando tenho conexão.

Costumo escrever usando o iPad e a App PlainText, que sincroniza os textos automaticamente com meu notebook. Uso o teclado sem fio da Apple para textos mais longos, mas normalmente acabo usando mesmo o teclado na tela do iPad, devido a praticidade e ao fato de já estar bem treinado nisso.

Os emails, respondo praticamente 100% no iPad. Só uso o notebook para salvar alguns arquivos e para fazer backup das fotos batidas a cada dia. Isto provavelmente irá se alterar a partir de amanhã, pois hoje foi lançado o novo MacBook Air, lançamento que eu previa e aguardava antes de comprar mais este “brinquedo”.

Computação móvel

Deixa eu discorrer um pouco sobre este assunto, pois disto eu entendo bem. Se pudesse dar apenas uma dica sobre que computador comprar para usar em viagens, seria a seguinte: compre o mais leve, o mais rápido, e o mais barato, exatamente nesta ordem. Se você for neurótico como eu sou e levar seu notebook para todo canto junto com você, o peso é a característica mais importante.

Estar no meio de uma viagem, com todas as coisas diferentes que você tem que lidar e os pequenos problemas que tem que resolver diariamente para manter as coisas em ordem, e ainda ter que lidar com um computador que simplesmente não responde na velocidade esperada, ainda mais se você está acostumado com um computador potente em casa, é algo realmente irritante. Depois do peso, performance é o que há.

Infelizmente, optando por peso e performance nos faz cair na classe de notebooks que não custam barato. Minha sugestão, pague o preço que for preciso. Sua felicidade, bom humor e principalmente, vontade de trabalhar, pagarão rapidamente a diferença de valor. Mais que isso, me escute com atenção, porque neste caso específico, comprar o notebook menor, mais leve e mais caro, acabará saindo mais barato! Depois de ter gasto com um grande, pesado e lento, você se irritará tanto que acabará comprando o leve e rápido, gastando duas vezes em vez de uma só. Eu sei! Já fiz isso Smile

Conexão com a internet

Na Califórnia, mesmo no Silicon Valley, onde se imagina que conexão com a internet não seja problema, tenha sempre um plano B, se você depende de conexão para trabalhar. A internet nos hotéis mais simples costuma ser gratuita e péssima. Nos hotéis mais caros, costuma ser paga e tão ruim quanto. As lojas da Apple são uma benção na vida do viajante conectado, sempre dispondo de conexão boa, sem custos extras. Cafeterias e restaurantes também costumam ter conexões disponíveis com regularidade. Planos 3G costumam também funcionar bem, mas encontrar um nos Estadus Unidos que não exija contrato de dois anos é tarefa de gincana. O mundo ainda não está realmente preparado para atender viajantes móveis de maneira ideal.

Tardes

Ainda devido a diferença de fuso horário, durante as minhas tardes já é noite no Brasil, então cuido dos negócios que estou desenvolvendo aqui. Estou montando uma empresa de investimentos imobiliários, nos USA, para que os norte-americanos interessados em investir no Brasil possam fazer isso da maneira mais simples possível. Como as coisas aqui ainda estão incipientes, na maior parte dos dias apenas tiramos as tardes para passear. A imagem que abre este artigo é de uma volta completa que demos no Lake Tahoe. Abaixo, o local de onde escrevo este texto Smile

2011-07-19-15h11m36

Equipamento: máquina fotográfica

Para quem gosta de passear e bater boas fotos, com a melhor qualidade possível, não tenho palavras para descrever o quão apaixonante é a Nikon D3100. É uma câmera DSLR, relativamente grande para quem costuma usar câmeras compactas, mas a diferença de qualidade nas fotos vale o quanto pesa. Falando assim, até parece que estou descrevendo uma câmera monstruosa, o que é muito longe da verdade. A D3100 é apaixonante justamente por colocar em um corpo extremamente compacto e leve o suprasumo da tecnologia e qualidade para fotos. Ela pesa menos da metade da minha máquina “oficial”, uma Nikon D7000 que é maravilhosa por suas razões próprias, mas muito pesada para levar como câmera de turista. A D3100 simplesmente não se sente no pescoço, é como se estivéssemos sem ela. E no entanto, ela está alí, sempre a mão, sempre disponível.

Noites

Não temos badalado muito, com excessão de Las Vegas, onde estávamos dormindo bem mais tarde do que nos outros dias. Jantamos em casa, então enquanto minha esposa prepara o jantar, normalmente uma salada ou sanduíches, me dedico a escrever ou a responder os últimos emails do dia, já preparando o dia seguinte.

Também é a noite que atualizamos nosso site da viagem para informar aos pais que está tudo bem, que os negócios estão em ordem e a viagem está ótima. Os filhos, mesmo com quase 40 anos, sempre serão os “filhinhos”.

Resumo

Com a rotina completamente alterada pela viagem as coisas estão completamente fora do padrão. Ao mesmo tempo, passei os últimos anos planejando os negócios e os investimentos para poder conseguir fazer o que estou fazendo agora, trabalhar, manter as empresas funcionando e ganhar dinheiro, independente de onde esteja no planeta. Hoje, com uma conexão à internet e um computador (ou iPad), tenho tudo que preciso para manter a vida profissional andando perfeitamente bem.

Em um próximo texto, vou falar sobre um insight que me surgiu ao longo desta viagem. Tenho que fazer um pouco de mistério aqui pois é uma idéia que gostei tanto, que pretendo lançar um site para desenvolvê-la com exclusividade, mas basicamente fala de empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e profissional e independência financeira para atingirmos o máximo de nosso potencial individual. É a consolidação de tudo o que venho fazendo pessoalmente ao longo dos últimos anos, dos meus resultados e de como isto me ajudou e ajuda a conquistar tudo o que desejo.

Deixe de ser preguiçoso se você deseja investir bem em imóveis!

Passei aqui rapidinho só para dizer que ontem publiquei um novo texto no meu site sobre Investimento em Imóveis. Clique no título abaixo para ler diretamente o original.

Artigo: Deixe de ser preguiçoso se você deseja investir bem em imóveis!

Abraço e sucesso!

Diário de viagem, Japão 2011, parte 2

Continuando o diário de viagem, que preciso escrever antes de esquecer detalhes interessantes (tantos são os detalhes interessantes)…

24/02/2011

Dormimos praticamente o dia todo, só acordando para o almoço. Fomos a um restaurante em Kameyama, Luciana/Marco, Sandraéli/Jean, Ingue/Eu. Era uma espécie de cumbuca de arroz sem sal com umas carnes em cima. Um pózinho de pimenta fraca fazia as vezes de sal, dando um gosto bastante bom ao arroz originalmente sem graça. Naturalmente comemos usando os hashis, os pauzinhos, o que  não é tão difícil assim, mesmo no caso do arroz.

25/02/2011

Acordo as 6h para dar conta de responder os emails do Brasil ainda no fim do dia anterior lá. Pela manhã não havia nenhuma conversa marcada, então consegui responder vários emails e adiantar alguns textos aqui para o site. De tarde conversamos com a Talita e o Tiago, que nos esperavam com sanduichinhos, chocolates e os mais diversos sabores diferentes de Pringles. Conhecemos o Subaru Legacy B4 com motor boxer bi-turbo do Tiago. A noite fomos jantar com a Meire e o Vitor. Nos levaram em um típico restaurante japonês, Saizeriya. Já no primeiro jantar fora, descobrimos que os japoneses gostam mesmo é de comida italiana. Com eles descobrimos também como acelerar um Nissan Skyline a 160Km/h com pneus para neve 🙂

Fomos dormir as 2h da madrugada.

26/02/2011

Dia corrido. Pela manhã, Dani e Fabio, nos aguardando com petiscos empanados, queijos e sucos. Conversamos não apenas sobre investimentos imobiliários, mas sobre o negócio de transportes e cargas. No almoço fomos a Suzuka com a Leticia e o Fabio, mais um típico restaurante japonês, Capricciosa 🙂

A noite, pizzas diversas com a Marô/Duda, Lucinéia/Diego. Fomos dormir as 3h da madrugada.

27/02/2011

Acordo as 7h da manhã. Manhã e tarde para dar conta dos emails no Brasil. A noite, Kelly e Rafael, com quem fomos, junto da Luciana e do Marco, em um típico restaurante chinês. Menção honrosa para a chinesa do caixa, nos agradecendo com um formidável “aligatô, sayonalá”. Depois da janta fomos a uma megaloja de TUDO imáginável. Desde pilhas, calcinhas travesseiros, ferramentas, comidas, tudo, tudo, tudo. Supermercado não descreve aquela loja. Prateleiras e mais prateleiras de tudo quanto é coisa, inclusive com mais coisas penduradas no teto, empilhadas no chão, brotando das paredes… Imagine a casa mais bagunçada que conseguir, com tudo espalhado por tudo que é lugar. Lá era mais bagunçado, com certeza. Voltamos para casa as 4h da madrugada, mas graças ao meu exagero nos camarões do jantar, acabei passando mal e só consegui dormir as 7h da manhã.

28/02/2011

Acordei (ou fui acordado pelo despertador) as 9h. Banho para acordar e lá fui, sem a Ingue desta vez, conversar com a Angela e o Yoshio e com a Fantini (que não estava presente) e o Anderson. Me esperavam com uma farta mesa de café da manhã, mas já havia comido antes de sair, então fiquei apenas no suco. Lá acabei provando dois sucos de verduras. Um era bom, o outro “dava para tomar”.

Saí de lá e cheguei já com o Jorge e a Gislaine esperando para nos levar para almoçar, junto com o Rodrigo, que estava sem a esposa Adriana por conta de uma mudança nos horários da fábrica. Ela teria que sair para o trabalho as 16h e achava que não daria tempo de conversar e chegar a tempo, no que estava certa, pois ficamos no restaurante 7h seguidas. Acredito que o pessoal lá pensou que iríamos ficar para o jantar. Não ficamos.

A noite, jantamos com a Elen e o Anderson, que nos esperavam em casa com um maravilhoso yakissoba feito por ele.

Depois da virada dos últimos dias, fomos dormir mais cedo, a 1h da madrugada.

01/03/2011

Acordei as 6h da manhã e comecei a responder os diversos emails atrasados do Brasil. As 9h chegam a Luciana e o Marco, avisando que nossa agenda para o dia estava liberada devido a uma série de mudanças nas equipes e turnos da fábrica. Parece que se esforçam lá para conseguir mudar as coisas sempre para o pior possível. Respondi diversos emails até a hora do almoço e depois deste deitamos um pouco e apagamos até o final da tarde. A noite, o Marco trabalharia em uma nova função e a Luciana ficaria de folga. Com ela como guia e eu como o único ser presente com carteira de motorista internacional, tive minha estréia dirigindo em mão inglesa! Tranquilo, nasci para isto 🙂

Fomos a uma megaloja de usados que apelidamos de “casa de adoção”, pois lá, encontramos as nossas filhas adotivas, três bonecas Blythe e uma Pullip. Junto com as bonecas, explico um novo modelo de negócio para a Luciana. No dia seguinte seria a vez do Marco conhecer as bonecas e o novo negócio que montarão através da internet. Fomos dormir as 4h da madrugada.

02/03/2011

Acordados desde as 6h. Nesta quarta-feira iríamos para Nagoya, mas com as trocas de turno e equipe tudo ficou bagunçado. Com o dia livre almoçamos pela primeira vez em um restaurante de sushi. Estava bom. Os pratos passavam numa esteira e íamos pegando o que queríamos comer.  Caso quisessemos algo diferenciado, um “trem-bala” trazia por uma linha superior à esteira. Depois disso fomos ao Jasco, o shopping em Suzuka. De lá, partimos para a KS, uma mega loja de eletrônicos. Vi uma câmera 3D da Fuji que era simplesmente incrível. Fotos 3D que podiam ser vistas diretamente na tela da câmera, sem óculos especiais. Inacreditável, impressionante mesmo! Voltamos para casa e fomos dormir a meia noite e meia.

03/03/2011

Acordo as 6h. Dani e Fabio nos pegam as 9h para ir a Nagoya. Passeio divertido no Castelo de Nagoya, construção de mais ou menos 1600 que pegou fogo e foi totalmente destruído, para ser novamente reconstruído na metade do século 20. De lá, fomos para Kamimaetsu, uma série de ruas cobertas com uma infinidade de lojas. Ou uma espécie de bairro comercial. Tinha de tudo, desde roupas, bolsas e acessórios, até eletrônicos e peças de computador, passando por brinquedos e bonecas, brechós, lojas de artigos esportivos e restaurantes. Divertidíssimo, principalmente porque aqui separamos os meninos das meninas 🙂

Nosso almoço foi um exagero de globalização e integração mundial. Estávamos em uma casa de Kebab grego, atendidos por um turco (realmente vindo da Turquia). O Fabio, um brasileiro de origem japonesa fez o pedido em japonês para o turco, que após concluir os detalhes do pedido largou um bom e totalmente compreensível “obrigadou”. Com um pouco de inglês descobrimos que ele estava alí há seis anos. E assim, com três línguas diferentes, aproximamos um pouquinho mais cada canto do planeta.

Fim do dia, fomos ao Parco, uma megaloja, estilo Galerias Lafayette ou Printemps de Paris. De lá, iríamos jantar no Marinos, outro restaurante italiano, mas desta vez, uma atendente daquelas que não desejo a ninguém nos fez sair de lá irritados com a falta de capacidade em atender. Fomos ao restaurante Outback de Nagoya, onde a boa sorte nos presenteou com uma garçonete que não tinha mais espaço na camisa para pendurar tantos broches de premiação por excelência no atendimento.

1h30 da manhã e já estávamos dormindo.

04/03/2011

Acordamos as 9h, descobrindo que nossa próxima conversa só seria as 11h. A Erika e o Cleiton nos pegaram em casa e fomos almoçar em Kameyama mesmo. Um restaurante que ainda não havíamos ido, mais frequentado por jovens japoneses, com diversos estudantes recém saídos da aula. Pelo comprimento mais longo das saias, notamos que as gurias eram mais novas. Mais tarde, já no final do nosso almoço, as gurias de saias mais curtas começavam a chegar. Aqui, quanto mais curta a saia, mais avançada é a série das estudantes.

No meio da tarde, com a Luciana e o Marco ainda dormindo para se preparar para o turno da noite, pegamos o carro e fomos para Kameyama. Por “pegamos o carro” quero dizer que fomos sozinhos, sem GPS e dirigindo em mão inglesa. Divertido. Passeamos na loja de Y 100 (1,99 japonês) e fomos ao supermercado. Lá, compramos sushi e sashimi prontos para consumir, além dos ingredientes para preparar um risoto de gorgonzola a ser feito nos próximos dias. E agora, pouco antes das 22h, me preparo para dormir. Amanhã começa um novo dia.

05/03/2011

Acordamos as 7h. Neste dia finalmente conversamos (sobre investimentos) com a Luciana e o Marco, que estavam nos hospedando. De tarde fomos a Suzuka e tive uma experiência engraçada na loja de eletrônicos. Entrei, sabia como pedir a câmera fotográfica que estava procurando, ou achava que sabia. O vendedor, um daqueles japoneses elétricos que corre de um lado para o outro me levou até os cartões de memória. Aí eu falo “no cardo, kamera, hai” e voltamos para as câmeras. Ele pega um catálogo da Fuji (entendeu a marca, não o modelo) e pede para eu apontar. Digo que não está no catálogo, havia sido lançada neste dia. Escrevo no meu moleskine o nome da câmera, ele vai a um computador e volta com uma página impressa, mostrando que ela seria lançada dia 5 de março. Aponto para a data, aponto para o calendário no iPhone e então ele desanda a falar com a velocidade de um carro de fórmula 1. Interrompo o discurso com um “nihongo ga wakarimassen”, ele fica congelado por uns segundos e sai correndo, me fazendo sinal para segui-lo. Para na frente de um computador, entra no Yahoo (depois de procurar bastante nos favoritos do navegador). No campo de pesquisa do Yahoo ele procura por “GOGLE”, acha o Google nos resultados, clica, procura mais um pouco e clica em um link e quando vejo estamos com a tela do Google Translator carregada. Em mais alguns minutos ele me diz que deve chegar nas lojas da cidade em umas duas semanas, respondo que sou do Brasil e só ficaria mais uns dias, agradecendo a cordialidade dele. Ele fica agradecendo, “arigatô, arigatô, arigatô, arigatô, …” até sairmos da loja, se curvando a cada arigatô falado. Depois o Marco me explica que ninguém agradece cordialidade de quem está fazendo seu serviço no Japão, então ele ficou muito honrado por eu ter feito isso. Vou dormir por volta das 22h.

06/03/2011

Acordando as 7h nos preparamos para uma segunda conversa com a Kelly e o Yoshito. De tarde fomos a Yokkaichi, em Shiga, conhecer a Rita e o Marcelo, junto com seu filho e duas filhas, mas antes de conseguirmos pegar a estrada, ainda em Kameyama, demos de cara com um encontro de Harlistas prestes a sair em um passeio de domingo pelas estradas japonesas. Junto da concentração deles, um encontro de muscle-cars americanos, com Corvetes de todas as décadas, Pontiacs Firebird, inclusive um K.I.T.T. original usado na série Super Máquina, Chevelles, Camaros também de várias décadas e muitos outros. Dos Harlistas, fica registrada a alegria e a tradicional paixão japonesa em aparecer em fotos. Diversas vezes via, de canto de olho enquanto fotografava as motos, eles se preparando para fazer o “V” tradicional que fazem com os dedos ao aparecer em fotos. Quando apontei a câmera para um grupo de garotas vestidas de couro, logo todos os motociclistas estavam juntos, posando e nos chamando para aparecer junto nas fotos. A noite, conversa legal com a Fernanda e o Wagner, que estão há pouco tempo no Japão. Foi legal saber que o Wagner já havia trabalhado com consórcios de moto no Brasil, ficou bem mais fácil explicar algumas coisas pois ele já sabia algumas formas de obter lucro com os consórcios. Neste dia fomos dormir cedo, as 23h30. Estava complicado manter o ritmo dos primeiros dias, com menos de 4 horas de sono por noite.

07/03/2011

Mais um dia acordando as 7h. Conversamos com a Sandra e o Jean já em ritmo de despedida. Conhecemos a “filha” deles, um furão (uma furoa?). A tarde, coisas incríveis nos esperavam. Fomos a Suzuka com a Kelly e o Yoshito. Conhecemos o autódromo, mas mais que isso, entramos nas arquibancadas, demos sorte de haver testes com carros na pista, invadimos os boxes e chegamos a colocar os pés na pista principal!!! Nos boxes, entramos em um carro esportivo preparado para as pistas. Todos os japoneses nos adorando e AGRADECENDO por pedirmos para tirar fotos. Surreal. Achavam que éramos norte-americanos. Não dissemos que éramos do sul. De lá, fomos para Yokkaichi, que apesar do mesmo nome da cidade que visitamos no dia anterior, é outra. A deste dia, na província de Mie. A noite conversaríamos com a Monica e o Edson, mas a Monica não pode ir e apareceram junto do Edson o Yuji (Flavio, mas ninguém o conhece pelo primeiro nome) e o Josuel, que não precisa de apelido, por ter o sobrenome “Da Hora”. Nesta noite também conhecemos o Tadashi, que veio lá do norte do Japão, mora no país há 20 anos e não pretende voltar mais. Ele é sócio de uma empreiteira que emprega brasileiros. Contou bastante coisa interessante sobre este assunto e sobre os últimos 20 anos deste mercado. Possui imóveis que aluga no Japão, então já conhece os investimentos imobiliários. Gostei muito de conhecê-lo, ainda mais levando em conta que viajou mais de 8 horas somente para me conhecer e conversar algumas poucas horas. Neste dia fomos dormir a 1h30.

08/03/2011

Último dia, acordamos as 8h30 para conversar com a Marô e o Duda. Apesar de não estar nos planos deles, explico o plano de quatro anos de investimento para aposentadoria que desenhei sob medida para “brasileiros trabalhando no Japão”. Gostaram, pensando em mudar os planos originais e ampliar outros planos que tinham. Adoro quando isso acontece, mostrar que a realidade pode ser maior e mais rápida que imaginam. De tarde dormimos, com o cancelamento da conversa com a Talita e o Tiago. A noite fui conversar com a Lucinéia e o Diego, que também adoraram o plano de aposentadoria em quatro anos. A Lucinéia diz que a Talita irá adorar, ficando de explicar para ela no dia seguinte, em que ambas estariam de folga. Converso mais um pouco com ambos, o Diego me dá algumas dicas de lojas de equipamentos fotográficos em Nagoya, caso dê tempo de ainda tentar achar a câmera que procurava e a 1h30 vou para a cama, para a última noite no Japão.

09/03/2011

Acordo as 6h45, elétrico. A partida está próxima, arrumo os últimos detalhes da mala, mochila, jaqueta multi-bolsos. Respondo alguns emails do Brasil, tomo café da manhã e estou pronto para partir. A Sandra e o Jean passam no apartamento para se despedir. Carro, estrada, Nagoya, almoço no aeroporto, revistas japonesas para levar como curiosidade, despedidas rápidas para conter a emoção das meninas e lá fomos nós.

Em Tóquio, tento achar a máquina fotográfica mais uma vez. O vendedor de uma loja de Akibahara que tem filial no aeroporto me diz que há fila de espera de dois meses (Ni-kagetsu). Como alternativa, vejo outra Fuji, 3D, que tem um porta-retrato também 3D que acompanha. Já tinha visto esta máquina antes, em Suzuka. É impressionante, pois mostra a foto em 3D, sem óculos, diretamente na tela de 3,5″. Acabei não comprando nada. No final das contas, acho que estamos “doentes ou curados”, como diz a minha esposa. Nem ela, nem eu compramos nada nesta viagem, com excessão de alguns cacarecos curiosos e uns presentinhos divertidos e diferentes para família e amigos. Acho que é algo como se dar conta de que as experiências vividas valem mais do que as coisas que adquirimos.

Sobre esta última frase, não me entendam mal. Ela não quer dizer que eu deixaria de comprar o novo iPad2, se tivesse a oportunidade. Fizemos escala em NY na volta, chegando lá DOIS DIAS antes do iPad2 estar a venda! Não vou dizer que foi azar por um só motivo…

Hoje pela manhã acordo as 6h, ainda me acostumando com a troca de fuso horário e vejo horrorizado as notícias do terremoto e tsunami no Japão. Saímos de lá um dia antes da tragédia. Apesar de não ter sido tão forte onde estávamos, foi bastante forte em Tóquio, onde recém havíamos passado.

Por fim…

Mais uma vez agradeço de coração à Luciana e ao Marco pelo convite para ir ao Japão e as oportunidades de aprendizado que esta viagem me proporcionou. Agradeço ainda a cada uma das pessoas com quem conversamos, todos que nos contaram suas histórias de vida e luta, as alegrias e as dificuldades, compartilhando experiências valiosíssimas que muito nos ajudarão a ver o mundo de maneira mais completa do que víamos até então. Cada pessoa, uma história, mas todos com detalhes que se interrelacionam formando um padrão de idas e vindas, uns ajudando aos outros para não cometerem os eventuais erros e tropeços naturais a toda atividade nova a que nos dedicamos.

Muito obrigado a cada um de vocês, inclusive quem apenas conheci de nome por conta das trocas de horário na fábrica: Luciana/Marco, Sandra/Jean, Marô/Duda, Lucinéia/Diego, Talita/Tiago, Meire/Vitor, Dani/Fabio, Leticia/Fabio, Yoshito/Kelly, Angela/Yoshio, Fantini/Anderson, Gislaine/Jorge, Adriana/Rodrigo, Elen/Anderson, Erika/Cleiton, Rita/Marcelo, Fernanda/Wagner, Monica/Edson, (qual o nome da tua esposa?)/Yuji, Clarice/Josuel, Tadashi.

Agradeço ainda a cada um que lembrar de me mandar uma foto do casal, pois sou muito visual e gostaria muito de ter uma lembrança mais viva de cada um de vocês.

Muito obrigado por terem entrado na minha vida.

Porque vir ao Japão?

Próxima parada, Hawaii! Loja de usados no Japão tem de tudo, tudo mesmo!

Porque viria ao Japão foi a pergunta que eu mais escutei no Brasil quando falei para as pessoas próximas que estava vindo para cá. O Japão é visto no Brasil como algo distante e fora do alcance das pessoas comuns. Talvez eu seja incomum 🙂

Para quem gosta de novidades tecnológicas como eu, seria muito fácil justificar vir ao Japão para conhecer de perto o berço das mais avançadas tecnologias, mas com o mundo globalizado que temos atualmente, tudo que existe por aqui pode ser facilmente obtido através de importação ou compra direta pela internet. Até mesmo o problema da língua é facilmente resolvido com os sites ou navegadores que traduzem tudo automaticamente. Além disso, vamos morar na Califórnia dentro de um mês, no coração do Silicon Valley… Então, não vim ao Japão somente pela tecnologia.

Poderia dizer que admiro a cultura japonesa, o espírito zen, o método para tudo, as soluções engenhosas para os pequenos problemas diários. Tudo isso é verdade, mas não seria o suficiente para justificar uma viagem tão longa. Poderia ainda falar dos templos, castelos e jardins que visitaria, mas não vim aqui para isso também, mesmo que no final das contas acabe visitando um ou dois lugares desse tipo.

Vim ao Japão para aprender.

Há anos invisto o que ganho buscando a formação de patrimônio para viver uma vida próspera, longa e tranquila. Minha esposa e eu adoramos viajar, adoramos conhecer novas culturas e principalmente conhecer novas pessoas. Esta viagem ao Japão nos proporcionaria tudo isso.  Em relação a uma cultura diferente do que a que estamos acostumados, não há o que falar. Tudo no Japão é diferente do que estamos acostumados. Sobre a questão do passeio, não imagino viagem mais longa e mais cheia de desafios e novidades, com cada desafio servindo de oportunidade para o crescimento pessoal. A sensação de nos sentirmos analfabetos até mesmo para as coisas mais simples, como comprar algum produto no supermercado ou escolher a comida em um restaurante, também é oportunidade impar de crescimento pessoal. É nas novas pessoas que conheceríamos, no entanto, que estava meu maior interesse.

Nestes sete dias em que estamos aqui já conhecemos e conversamos bastante profundamente sobre sonhos, ideais e objetivos de vida com quatorze casais diferentes. Com todos já marcamos uma segunda conversa, pois a primeira acaba sendo um mar de informações que leva um certo tempo para digerir. Não é fácil resumir nove anos de conhecimento em um bate papo, mesmo que com alguns esse bate papo tenha durado SETE HORAS! O ritmo está bastante intenso, estamos acordando as 6h da manhã e dormindo depois das 3h da madrugada. Devido ao fuso horário, passamos manhã, tarde e noite conversando com o pessoal daqui, e o fim da noite e início da madrugada tocando os negócios que continuam rodando no Brasil. As coisas estão corridas, mas não tão corridas quanto descobri ser a rotina dos brasileiros guerreiros que vivem aqui.

Qual é a rotina de um dekassegui no Japão?

É impressionante a energia das pessoas que conheci aqui. Ativos, cheios de sonhos e vontade de crescer. Queridos demais, atenciosos demais, receptivos demais. Estamos nos sentindo totalmente em casa, com pessoas que acabamos de conhecer, mas que em poucos minutos parecem ser amigos de infância. Todos ávidos por nos mostrar todas as novidades, cozinhar para nós, preparar petiscos, apresentar comidas e produtos diferentes.

Em Kameyama, a montanha da tartaruga, cidade próxima de Suzuka e Nagoya, a principal atividade para os brasileiros que moram aqui é o trabalho na fábrica de LCDs da Sharp. Em todo o planeta, apenas três ou quatro empresas possuem a tecnologia de fabricação de telas LCD. Não interessa a marca de seu monitor ou TV, certamente a tela será de um destes fabricantes. A fábrica só contrata casais, então todos com que converso aqui estão construindo os futuros de suas famílias.

A quantidade de trabalho é imensa. Não imensa no sentido de que há trabalho para todos que desejam vir para cá, mas imensa na quantidade de horas trabalhadas e no ritmo necessário para dar conta do trabalho. Isso sem falar da troca semanal de turnos. Como o trabalho no turno da noite paga mais, para manter a justiça nos valores recebidos, toda semana há troca de turno entre os que trabalham de manhã e a noite. Isso quer dizer que uma vez por semana há o equivalente a uma viagem internacional para cada casal, pois deixam de trabalhar em um turno e passam a trabalhar em outro. Os primeiros dias da troca de turno são cruéis, de-lhe Red Bull para manter os olhos abertos. Nos últimos dias, com o corpo mais acostumado, a coisa é tranquila, mas então é hora de se preparar para a troca da semana seguinte. Os turnos são de 12 horas, com três intervalos de 20 minutos e um intervalo para alimentação de 40 minutos. Alguns dias há a “virada seca”, onde trabalham em um turno e já emendam outro, 24 horas seguidas. A fábrica é meio bagunçada na questão dos horários, acontece de chegarem lá e não haver material para o trabalho, mandando alguns para casa.

O dia de folga é usado para descansar ou passear um pouco. A cidade é bem interior do Japão, não há muito o que fazer. Todos com que conversei possuem carro, que são muito baratos em relação ao que custam no Brasil. Um mês de salário paga um carro. Dois meses para pegar um típico esportivo japonês. Mitsubishi Lancer Evolution, Subaru Legacy B4 com motor boxer bi-turbo, Sylvia S13… Aqui se acham todos os modelos famosos. Os apaixonados pelo filme “Velozes e Furiosos” iriam delirar. Em Suzuka há um shopping bastante grande e um supermercado enorme, sem contar a matriz da Honda. Claro, não preciso citar o autódromo que leva o nome da cidade 🙂 Nagoya fica relativamente próxima, há pouco mais de uma hora.

O que aprendi aqui?

O Japão ainda é um mar de oportunidades para os brasileiros que conseguem vir trabalhar aqui. O dinheiro que se ganha trabalhando nas fábricas é enorme em comparação com o que poderiam ganhar no Brasil. Vivendo relativamente bem (descontado o ritmo do trabalho) e com os confortos que o país oferece em termos de bens de consumo, é possível para um casal economizar entre R$ 50.000 a R$ 100.000 por ano. Para isto, no entanto, é necessário foco. As possibilidades de gasto do dinheiro suado para ganhar são muitas.

As histórias que ouvi nestes dias são muito parecidas, cada uma com suas particularidades, mas no geral, convergindo para alguns poucos padrões. Quem vem para cá inicialmente possui um ou dois objetivos básicos, comprar a casa própria no Brasil e juntar dinheiro para começar algum negócio ou investimento na volta. Ao chegar aqui, as facilidades de consumo as vezes pesam um pouco nas decisões. Carros velozes e equipamentos eletrônicos custam uma pequena fração do que custam no Brasil. Um Honda Fit com alguns anos de uso, impecável em sua manutenção, por R$ 5.000. Um esportivo dos sonhos pelo mesmo valor. Um carrinho pequeno, daqueles compactos que só vi por aqui, motorzinho 0,6l, usadinho em bom estado por R$ 1.500.

Gastar o dinheiro e passar a viver a vida japonesa as vezes se torna a maneira de amenizar o peso do ritmo maçante do trabalho. Dá para trabalhar menos e juntar dinheiro, pegando empregos um pouco melhores em relação aos horários, mas evitando o consumo ao máximo. Uma coisa que notei foi a grande quantidade de pessoas que estão aqui pela terceira ou quarta vez, justamente por conta de, ao voltarem para o Brasil, baixarem o ritmo de trabalho, fazerem sobrar mais tempo para pensar e se dar conta de que lá, não conseguirão ganhar o suficiente para levar uma vida parecida em termos de conforto material com a que tinham no Japão. Então voltam, pensando maior. Agora, não querem apenas a casa própria, muitas vezes já comprada da primeira vez. Querem o suficiente para resolver de vez a vida na volta.

Só que apesar de ser muito “fácil” (só vivendo a rotina daqui para ver o quão duro é) guardar uma boa quantia de dinheiro em poucos anos (já escrevi antes, entre R$ 50.000 a R$ 100.000 por ano, por casal), esta quantia não é suficiente, no Brasil, para resolver definitivamente o futuro em nosso país. Então, faz-se necessária uma estratégia.

Um plano de independência financeira para brasileiros trabalhando no Japão!

Esta viagem me proporcionou uma experiência de vida incrível. Como não vim a passeio, mas sim, para me integrar ao máximo na rotina dos brasileiros que vivem aqui, pude sentir, em poucos dias, parte do que eles vivem, sentem e sonham. Os sonhos dessas pessoas são semelhantes aos meus próprios, com a diferença dos caminhos e escolhas. Enquanto eles buscaram primeiro uma maneira de ganhar muito dinheiro e agora buscam uma estratégia para fazer este dinheiro que ganham crescer de forma acelerada, eu fiz o oposto, estudei e testei na prática as melhores formas de fazer o dinheiro crescer, otimizando ao máximo os pontos de lucro e estruturando os negócios para que não precisassem nem de grande conhecimento para investir, nem de muita dedicação de tempo, nem da presença física.

Buscando o que desejava para mim, acabei descobrindo os investimentos ideais para toda pessoa que deseja investir e fazer seu dinheiro crescer de forma acelerada, com segurança extrema, e sem precisar cuidar de milhares de detalhes. Funciona de maneira absolutamente simples, mas exige um tempo de maturação semelhante ao tempo médio que estes brasileiros aguentam o rítmo de trabalho aqui no Japão. Quatro ou cinco anos parece ser o período em que o pessoal que está aqui começa a falar para si mesmo: “preciso voltar, não aguento mais isto aqui”. Aplicando meu plano por este período, é possível voltar ao Brasil com dinheiro suficiente para não se preocupar com dinheiro pelo resto da vida.

Infelizmente para a maioria dos que já estão aqui há alguns anos e não possuiam um plano como o que desenhei para tornar isto possível logo que vieram para cá pelo primeira vez, isto significa que para conseguirem aplicar tal plano de forma completa precisem ficar uns anos a mais do que gostariam. Tendo vivido no ritmo deles, sei o quanto isto é difícil. Espero facilitar muito a vida dos futuros brasileiros que desejam seguir este caminho ao permitir que já saiam do Brasil com um plano completo para a conquista de suas independências financeiras. Para os que descobriram meus métodos apenas hoje, desejo força e esperança para mais uns anos de esforço que certamente serão totalmente recompensados com um futuro tranquilo, feliz e confortável, de volta ao Brasil em poucos anos.

Nos próximos dias estarei explicando o plano que desenhei pessoalmente para cada casal com que conversei. Quando voltar ao Brasil, escreverei em detalhes o funcionamento disto tudo para que mais pessoas possam se beneficiar deste conhecimento. Agradeço enormemente a todas as pessoas maravilhosas que conheci aqui no Japão e também as que ainda irei conhecer nos próximos dias. A experiência de vida de vocês me proporcionou uma série de idéias que tenho certeza irão ajudar muitos outros brasileiros que sonham em fazer o que vocês estão fazendo. Mais uma vez, obrigado. Vejo vocês no yasumi!

Diário de viagem, Japão 2011

Quando comecei a escrever sobre o início dos meus estudos para aumentar a inteligência financeira e de negócios, nunca poderia imaginar onde esta estrada iria me levar. Investir em consórcios e depois de um tempo tornar disto minha principal atividade já parecia ser mais do que minha imaginação permitia sonhar. Meus textos e história de vida me trazerem ao outro lado do planeta, com certeza é bem mais do que pensaria nos mais loucos delírios. Entretanto, aqui estou, no Japão. Este é meu breve relato de viagem. Serve mais para mim do que para qualquer outra pessoa. Apesar de que nunca esquecerei esta experiência e as pessoas maravilhosas que estou conhecendo aqui, relatar este dia a dia me ajuda a pensar em cada vez mais possibilidades não apenas para mim, mas para todas as pessoas envolvidas. Espero que este texto o ajude de alguma maneira, nem que apenas como distração ou perda de tempo. Afinal, descansar o cérebro também é necessário de vez em quando.

21/02/2011

Saída de Porto Alegre com mais de uma hora de atraso. Tranquilo, porque nosso voo GRU-DFW só saía as 22h55. As malas foram despachadas em Porto Alegre direto para Tókio, não precisaríamos nos preocupar com elas até chegar ao Japão.

Em São Paulo encontramos com a Danielle e a Luciany, interessadas em investir em consórcios, imóveis e, depois da nossa conversa, no Precisou (mais sobre isso em um texto futuro, breve). Devem ir a Porto Alegre depois do dia 16/03 para o “treinamento”.

Embarque para Dallas no horário. Voo de 10h, passando de GMT-3 para GMT-6. As aeromoças, ou aero-típicas-senhoras-de-meia-idade-americanas, todas diferentes, mas todas com penteados típicos de estereótipo americano, eram extremamente simpáticas e solícitas. Primeira sorte da viagem: pegamos poltronas no meio do avião, sem acesso direto ao corredor. Em compensação, tinhamos uma poltrona liberada ao nosso lado.

22/02/2011

Dallas, TX

Conseguimos dormir um pouco durante o voo. Chegamos ao Texas as 7h da manhã e o próximo voo devia partir as 10h10. Dallas possui diversos balcões de informação ao longo do terminal, cada um com uma ou duas senhoras idosas vestidas com um uniforme bem bonitinho, casaquinho verde-musgo, sapatos de couro com pinturas de animais selvagens e chapéus de cowboy estilo Indiana Jones.

Na imigração, as perguntas de sempre; quanto tempo ficaríamos (in transit to Japan); o que iríamos fazer no Japão (just visiting some friends); como se falava o primeiro nome da Ingue (sempre perguntam sobre isso: “Aieismíne?”). Só precisei cadastrar os quatro dedos da mão direita. A Ingue teve que colocar todos (four right fingers, right thumb, four left fingers, left thumb). O guarda da fronteira estava bem falante, pediu quanto dinheiro estávamos levando e, apesar de estarmos apenas em trânsito, nos carimbou os passaportes com visto de permanência de seis meses 🙂

O guarda seguinte, que nos encaminhou para o raio-x (o equipamento novo, que “fotografa” a pessoa inteira sob as roupas), também estava falante, com seu spanglish ao falarmos ser do Brasil. Sorte que não nos perguntou sobre Buenos Aires 🙂

No raio-x, fui dispensado da “foto-nú” e passei pelo detector de metais apenas. A Ingue deu uma de modelo e teve que passar no fullbody-scan.

Para os que costumam falar mal do Brasil, saibam que há problemas em todos os cantos do mundo. Nosso voo Dallas-Tókio atrasou mais de 45 minutos para o embarque. Já no avião, saímos em direção a pista e tivemos que voltar ao portão de embarque. Não precisamos descer do avião, mas depois de consertos, testes e mais testes em uma das turbinas, partimos com certa apreensão. E com três horas de atraso.

23/02/2011

Originalmente teríamos quatro horas em Tókio para fazer a imigração, pegar as malas despachadas, passar pela alfândega e finalmente fazer o check-in para o voo final, em direção a Nagoya. Com o atraso, teríamos no máximo uma hora…

Motoquinha 🙂

Voo absolutamente tranquilo, mais uma vez conseguimos uma poltrona livre ao nosso lado. Desta vez, com acesso direto ao corredor. As aeromoças, americanas e japonesas, meio a meio, ainda mais atenciosas do que no voo anterior. Ao chegar, preocupados com o tempo, descemos sem correr, apertamos o passo e antes de passar pela próxima epopéia, fomos ao banheiro. Estes, são uma história a parte. No banheiro público do aeroporto, tudo impecavelmente limpo, assento fofinho no vaso, aquecido para não gelar a bundinha, com chuveirinhos automáticos para limpeza final. Isso no masculino. No feminino, as frescuras eram aindo maiores. Também havia aqueles banheiros em que se fazem as necessidades de cócoras. Ontem à noite uma das novas amigas que fizemos aqui largou essa quando comentamos: “ah, vocês conheceram a “Motoquinha”!!!”. Outra completou: “uma amiga, quando veio, ficou impressionada. Saiu do banheiro dizendo: “que chique, tem até banheirinha para lavar os pés!!!””. E assim vamos nos divertindo por aqui 🙂

Na alfândega (ainda sem as malas despachadas, mas disseram que elas passariam por raio-x), minha mochila foi para a fiscalização manual. Ao ver em nossas passagens que o voo estava prestes a partir, a funcionária avisou o pessoal para segurar nosso avião, que já iríamos. Tudo em perfeito japonês, que eu, claro, compreendi perfeitamente 🙂

Gatinhos da sorte

Finalmente na esteira de bagagens, cada esteira com dezenas de gatinhos (Neko) nos abanando boa sorte na fortuna e no amor, uma funcionária aparava as malas para não baterem ao escorregar para esteira. Ao redor, todos aguardando, perfeitamente alinhados atrás de uma linha de espera imaginável e intransponível até que suas malas particulares estivessem a sua frente.

Na saída nossos amigos esperavam sentados próximos a porta. Não os vimos diretamente, pois estavam sentados devido ao painel dizer que a aeronave ainda estava com os passageiros a bordo. Abraços e beijos de boas vindas, a emoção do encontro inicial, as perguntas de como foi o voo, e o que achamos das diferenças que certamente já tinhamos sentido logo ao entrar no país… Enquanto isso, ao lado, uma senhora japonesa e dois filhos pequenos esperam o marido e pai chegar de viagem. Ele chega, faz uma saudação com a cabeça, à distância, entrega a mala para a esposa e vai caminhando na frente de todos, sem olhar para trás, em direção a saída.

GPS, estradas, papos, conversas sobre a língua, o trabalho, diferenças culturais. As coisas boas, as excelentes, as ruins, as péssimas… Nos perdemos em algumas saídas, andamos, demos algumas voltas extras, conhecemos ruas estreitas, descobrimos que a maioria das casas saem direto para a rua, sem calçadas. Antes de ir para casa ainda passamos em um restaurante (incluirei em breve o nome) e comemos uns pastézinhos (chineses), o frango com gengibre igual ao que comemos aí no Brasil no Daimu (restaurante japonês fantástico que há em Porto Alegre) e os famosos Lamen.

Time traveler

Chegamos. Como nossos anfitriões estavam no dia de folga, estavam relativamente descansados. Nós, com o fuso trocado, estávamos nas 10h da manhã do mesmo dia, também relativamente descansados. Ainda conheceríamos dois brasileiros que vivem aqui há quatro anos, ansiosos para nos conhecer logo no primeiro dia. Sandraéli e Jean, muito queridos, muito engraçados, daqueles que vivem se inticando e se divertindo, ele falando pelos cotovelos e ela dizendo: “Jean, a gente tinha combinado que tu só iria falar essas coisas mais tarde, quando eles já nos conhecessem um pouco melhor”. E assim estamos, nos sentindo totalmente em casa, cercados de pessoas maravilhosas por todos os lados.

Estamos 12 horas na frente do Brasil e estou um dia atrasado nos relatos. Paro por aqui por enquanto. Em breve, continuo com os próximos dias.

Made in Japan

Castelo Hikone, foto do meu amigo Marco Bianchini.

Tudo que eu escrevo acontece.

Parto em viagem de trabalho ao Japão na segunda-feira, dia 21 de fevereiro de 2011. Fico lá até dia 10 de março na região de Suzuka, mais especificamente em Kameyama. Para acompanhar a viagem, siga-me no Twitter, veja as fotos no Flickr e lembre-se de assinar para receber meus textos aqui do Peruzzo.Org diretamente no seu email, cadastrando-se na barra lateral do site.

A semana passada foi intensa. Estávamos com a passagem para os EUA marcada para dia 18 de março. Toda preparação prévia estava pendente, entre elas:

  • vender o apartamento onde moramos;
  • vender alguns imóveis de investimento na planta;
  • vender as coisas que não precisaremos depois que voltarmos, principalmente alguns eletrônicos, computadores, notebooks, máquinas fotográficas, filmadoras e alguns móveis;

Semana passada acertamos a venda do apartamento, acertamos a venda dos três apartamentos que tinhamos na planta e ainda aconteceram uma série de fatos incríveis. Vamos por partes…

Há quatro anos…

Há quatro anos minha sobrinha estava morando no Japão. Minha esposa é madrinha dela. Planejamos visitar eles lá dois anos depois de terem se mudado. Antes disso, voltaram para o Brasil. Sem a viagem para o Japão, ficamos aquele ano no Brasil, compramos um apartamento bem maior (escrevi que moraria com mais espaço em meu plano de vôo de 2006) e no ano seguinte fomos para Europa. Conhecer o Japão havia ficado para trás. Sem minha sobrinha e minha cunhada lá, não havia muito que nos puxasse a isso fora a curiosidade natural e meu apreço pela alta tecnologia.

De volta aos dias atuais…

Há pouco mais de uma semana um casal de amigos, investidores em consórcios pela Megacombo, me ligam em continuação a uma conversa que havíamos tido 40 dias antes. Perguntavam se estava de pé nossa parceria. Basicamente o que queriam era divulgar meu trabalho sobre os investimentos em consórcios e imóveis, junto com os planos de formação de patrimônio, para os brasileiros que moravam na mesma cidade e trabalhavam na mesma fábrica que eles. Moram no Japão. Foram para lá como muitos, com os planos de trabalhar duro, economizar, comprar a casa própria no Brasil, formar uma boa reserva financeira ou um bom patrimônio para adquirir imóveis de aluguel ou montar seus próprios negócios quando voltassem.

Disse que continuava tudo de pé, que eles poderiam divulgar a vontade meus textos e que se fechasse negócios com os amigos deles atenderia-os individualmente por email ou telefone, analisando cada situação e bolando o plano mais adequado para cada um. Avisei que estava de mudança para os EUA no dia 18 de março deste ano, então as coisas estavam um pouco corridas. Disse mais, que se houvessem vendas suficientes, eu usaria toda a comissão que a Rodobens me paga para ir até o Japão conhecê-los pessoalmente. Isso foi o gancho que faltava. Depois dessa sugestão, disseram que o ideal seria exatamente isso, falar pessoalmente com cada um dos interessados, todos cheios de perguntas e dúvidas, ávidos por conhecer pessoalmente minha história e de como conquistei cada um dos meus objetivos financeiros e de qualidade de vida. Aquilo que escrevi lá atrás sobre ir ao Japão agora estava se tornando real, por motivos totalmente diferentes. Diferente de tudo que planejei, mas ao mesmo tempo de maneira muito mais curiosa e interessante. Já escrevi várias vezes aqui, trabalhar e divulgar este investimento que tanto me ajudou e continua ajudando a formar patrimônio nao é um trabalho para mim, é um prazer. Eu realmente me realizo ajudando as pessoas a realizarem seus sonhos financeiros. Adoro falar desses assuntos e de mostrar como um plano simples pode gerar um resultado surpreendente.

Liguei para outro amigo, agente de viagens. Perguntei quanto custaria uma viagem para o Japão em determinadas datas. Ele me retornou por email alguns minutos depois do telefonema. Não havia me passado o orçamento, enviou diretamente a reserva das passagens. Bastava eu confirmar para efetivar a compra. Falei com o casal que estava no Japão e no mesmo dia confirmamos tudo. Uma semana depois embarcaríamos para o Japão!

Dentro de dois dias, na próxima segunda-feira, minha esposa e eu pegamos o vôo que nos levará para a Terra do Sol Nascente. Um grupo de brasileiros descendentes de japoneses nos aguarda para duas semanas inteiras de bate papo e tira-dúvidas. O casal de amigos que organizou tudo está montando uma agenda com as folgas semanais de cada um, para conseguirmos conversar com o máximo de pessoas possível.

Um pouco sobre japoneses e descendentes de japoneses…

Há muito tempo tenho uma afeição enorme pela cultura japonesa. Não é apenas pela questão da tecnologia, mas também pelos rituais, pela história de força e superação. Fui sócio de vários japoneses no passado não muito distante. Em uma das empresas, era o único brasileiro no meio de seis japoneses sócios e a contadora da empresa também japonesa. Era engraçado quando um se empolgava e no meio de uma explanação “chaveava” a língua para o japonês e no final me olhava com aquela cara de “e aí, o que tu acha, Fabricio?”. E então todos se viravam para mim e abriam um sorriso, a forma contida que eu sabia ser o equivalente a uma enorme risada, quando o falante em questão finalmente se dava conta que na empolgação eu havia ficado sem entender nada do que havia dito 🙂

Tenho uma história legal sobre a colonização japonesa. Não lembro de detalhes exatos, ouvi esta história quando era muito pequeno e ela me marcou, retomando sua força quando passei a investir com os consórcios. Diz mais ou menos o seguinte:

Quando os primeiros descendentes de japoneses vieram para o Brasil, fugindo da guerra, da crise e da falta de perspectivas em sua terra natal, formaram pequenas colônias mais ou menos fechadas, onde preservaram sua cultura e seus rituais, passando os mesmos de pai para filho. Era como se tivessem construído um pequeno Japão em cada uma das cidades em que se estabeleceram. Se integraram com as pessoas destas regiões, mas mantinham seu núcleo coeso, forte, cada família ajudando as outras que viviam próximas.

A maneira que encontraram para sobreviver e prosperar nesta nova terra envolvia os conceitos de comunidade enraizados em sua cultura, mas o mais interessante é a forma como aos poucos, cada família de descendentes japoneses abria seus pequenos negócios, fazendo toda a comunidade crescer e prosperar.

O que faziam era o seguinte: cada família dava uma pequena contribuição mensal para um ancião, normalmente o mais velho ou o mais experiente dos imigrantes que moravam alí. Este, a cada mês, sorteava uma família para receber o conjunto das contribuições de todos os outros para poder, com este dinheiro, iniciar seu próprio negócio. Assim, ao longo do tempo, cada uma das famílias receberia uma pequena bolada de dinheiro e no final das contas todos teriam condições de se estabelecer prosperamente na região.

O que eles faziam é o conceito básico e essencial dos consórcios!!! Muito obrigado, japoneses, pela maior e mais perfeita ferramenta de alavancagem pessoal e patrimonial que existe. Devo a maior parte do que conquistei nesta vida a este sistema fantástico. Muito, muito obrigado!

Futuro…

Esta experiência é única, no sentido de ser a primeira vez que isso acontece. Já fiz coisas parecidas indo até São Paulo, Rio de Janeiro, interior do RS. Já houve pessoas bem mais próximas que tiveram vontade de fazer algo parecido mas não passaram da vontade, nunca realizando efetivamente algum evento, palestra ou encontro. Já conversei sobre os consórcios com brasileiros que moram nos EUA, na Inglaterra, em Barcelona, em Florença… Todas as vezes aproveitando viagens turísticas que havia programado. Ir até o outro lado do planeta, tão longe, é que é a novidade única, principalmente porque desta vez não vou para turismo, eventualmente aproveitando para conversar com uma ou duas pessoas. Desta vez vou especificamente para falar de investimentos!

Por outro lado, esta é uma nova porta que se abre. Tenho certeza de que esta experiência me levará a muitos outros lugares para conversar com muitas outras pessoas. Eu sempre digo que o maior benefício que esta carreira de “orientador para formação de patrimônio” me trouxe, não foi o simples crescimento dos negócios. O maior benefício são as pessoas maravilhosas que tenho oportunidade de conhecer ao longo desta caminhada. Gente simples, sincera, honesta, focada no crescimento pessoal, profissional e financeiro. Gente que busca o melhor para si e para suas famílias. Gente que busca o mesmo que eu, paz, tranquilidade, conforto e um futuro ensolarado.

Por tudo isto só posso terminar este texto de uma maneira:

Obrigado, Luciana e Marco, por cruzarem meus caminhos. Obrigado por terem acreditado em mim e em minha empresa mesmo morando do outro lado do planeta. Sei que o futuro me reservará muitas novas surpresas desse tipo, mas tão longe quanto o outro lado do planeta, só vocês 🙂