O que eu espero

O Marco Arment, principal desenvolvedor do Tumblr e do Instapaper escreveu o que espera das pessoas. Saiu algo semelhante ao que eu que eu queria dizer quando descrevi porque eu escrevo. Semelhante, mas diferente. Se preferir ler o original, está em inglês. Abaixo, minha tradução livre…

Meu conteúdo será roubado e republicado de maneiras que violam minha licença Creative Commons extremamente permissiva. Isso será feito tanto por bots quanto por humanos. Os bots usarão meu conteúdo para roubar centavos de anunciantes e tempo das pessoas. Alguns humanos não se darão conta que estão fazendo algo errado. Os outros pensam que eu não notarei.

Pessoas irão citar erroneamente, mudar o título e editar meu conteúdo para faze-lo mais sensacionalista, ao custo de minha credibilidade e da confiança de seus leitores, em um esforço para aumentar os pageviews de seus próprios sites, como o Business Insider, ou aumentar seu rank ou reputação em sites de terceiros, como Hacker News.

Pessoas irão ler errado e entender errado o meu conteúdo, normalmente porque estarão passando os olhos sem atenção procurando por frases gatilho e conceitos que confirmem ou inflamem suas próprias crenças.

Isto irá incita-los a deixar comentários sem sentido, mal escritos e insultantes em cada site que republica ou referencia meu conteúdo. Muitos dos comentaristas irão ler apenas o título (editado, sensacionalizado) antes de comentar. Irão insultar minha inteligência, me xingar, dizer que eu não presto, e refutar argumentos que eu não citei. Muitos desses irão enviar estes comentários por email para garantir que eu os veja.

Mesmo assim eu escrevo.

Porque apesar de todo spam, fraude, e maldade, pessoas estão lendo o que eu escrevo. Algumas inclusive enviam comentários positivos ou contra argumentos válidos.

Mais importante, estou livremente expressando minhas idéias em público, o que me ajuda a clarear meus pensamentos, aumentar e alterar meus pontos de vista, e melhorar minha escrita ao longo do tempo.

Penso que estou ficando com a melhor parte da transação.

Olho maior que a barriga

April 4, 2007 - My first bento box!

As vezes somos sacaneados pela programação mental a que fomos submetidos na infância. Não que eu ache que nossos pais tenham algum tipo de culpa, pelo contrário, acredito que os pais tentam nos ensinar a sermos melhores, mas as vezes o tiro sai pela culatra.

Sabe aqueles momentos em que nos servimos mais do que devíamos? É desses momentos que quero falar. O que você faz ao se dar conta de que o prato está mais cheio do que deveria? Come tudo ou deixa comida no prato? Ao ler esta frase, já se lembrou do pai ou da mãe dizendo algo como “come tudo ou não ganhará sobremesa” ou então “não joga comida fora, tanta gente passando fome, é pecado”?

Desperdiçar comida não é legal, mas ao notar que nos servimos demais, o melhor é tentar lembrar deste momento na próxima refeição, não empurrar a comida goela abaixo como uma punição por termos nos servido tanto e estarmos privando alguém daquela comida.

Então, na próxima vez que for se servir, lembre-se deste texto e pegue uma porção um pouco menor. E se por acaso pegar mais do que deveria, lembre-se sempre da seguinte frase:

“Melhor no lixo, do que na minha cintura”.

Boa refeição!

Sucesso, qualidade de vida e generosidade

Recebi o texto a seguir por email, enviado pelo amigo Harry Fockink. Não sei a fonte original, então agradeço a quem puder me indicar.

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Numa interessante análise realizada com grupo de pessoas com patrimônio acima de 300 milhões de dólares, entre as muitas coisas pesquisadas, o que chama mais atenção é pode ser feita uma nítida divisão entre os que tinham uma vida plena, com um grande sentido e os demais, que apesar de ricos, não eram felizes e a razão disso.

Entre os que estavam bem consigo mesmos, os felizes, se apresentaram algumas coisas em comum, destacando-se a generosidade e a ambição, que se manifestavam através de uma postura de preocupação com os demais e de uma constante busca da evolução, ou seja, uma sadia e variada inquietude, de crescimento em algum setor de sua vida, pessoal ou espiritual.

Já do outro lado, entre os não felizes e até frustrados, apesar da sua situação financeira, existia em comum a extrapolação da ambição, ou seja, a ganância, o uso unilateral dos outros, a excessiva preocupação consigo mesmos – um enorme egoísmo que se manifestava através de um nítido egocentrismo.

Obviamente, a qualidade de vida do primeiro grupo era imensamente melhor que a do segundo, até porque o dos frustrados ainda sempre manifestava a ocorrência de tragédias significativas, acidentes, familiares envolvidos com drogas ou extremamente revoltados ou algo do gênero. Como se fosse um castigo. Pelo menos esta foi a maneira como descreveram.

O que será causa e o que é conseqüência? Sem dúvida, a postura egocêntrica é a desencadeadora da desgraça. Não se trata de castigo divino, mas é o resultado de uma dinâmica negativa que se formaliza através ou em alguém mais fraco, ingênuo ou menos preparado para a vida.

Isso pode ser modificado? As experiências desenvolvidas com os que estão sendo chamados de frustrados mostraram que, nitidamente, repensar a ganância e o egocentrismo faz todo o sentido.

Para tornar isso um hábito, precisa sentir o quanto é positivo. Uma forma interessante de exercitar a generosidade e ao mesmo tempo a empatia, por assim dizer, o reverso do egocentrismo, é ajudar algum amigo, um conhecido, que esteja em dificuldades. E não apenas com conselhos ou lições de moral. Deve ser financeiramente, por que o dinheiro é a manifestação concreta ao redor da qual gira a vida do egocêntrico – seja de forma consciente ou inconsciente. E por isso ele precisa ser dado a outros. E porque algum amigo? É menos difícil exercitar com alguém próximo o dar “de coração”, ou seja, precisa sentir organismicamente – em todo seu corpo – que vai fazer uma coisa boa para ele mesmo!

Com o tempo a pessoa tende a observar ganhos tão significativos na sua qualidade de vida que irá fazer isso inclusive com estranhos.

O retorno foi tão significativo que a atividade foi recomendada inclusive para os integrantes do primeiro grupo, o dos já felizes, reforçando ainda mais sua qualidade de vida.

Portanto, independente em qual grupo de pessoas nos encontramos, é altamente recomendável a terapia de busca da realização via a generosidade e assim uma espécie de “salvo conduto” em relação a tragédias futuras.

Se for a primeira vez, vale a sugestão da escolha recair sobre alguém da relação da pessoa, desde que esta esteja em dificuldade e a ela seja feito um empréstimo significativo, recomendando apenas que o beneficiado pague quando puder e que passe a fazer o mesmo por outros. Quando esse e outros empréstimos na mesma linha retornarem, pode-se usar o dinheiro para apoiar desconhecidos. O ciclo positivo, a satisfação pessoal que o que o estudo demonstrou que se irá perceber, gerará um sentido de plena realização da sua vida e, interessantemente, o retorno não é só esse. A pessoa fica mais rica ainda.

Essa é uma das explicações porque pessoas que dizimam espontaneamente, seja no mundo cristão evangélico ou no judaico, também são muito mais realizadas e alcançam mais “graças”.

Tem uma notícia ruim nisso tudo. Não espere para ser generoso. Saber que deve sê-lo e não exercitar a atividade aumenta o potencial da ocorrência de novas tragédias. 🙂

Sobre as escolhas que fazemos

Após ler o email de um amigo que acaba de ganhar bebê, conto o pecado preservando o pecador, se ele quiser, se identificará nos comentários: 

Aqui, estabelecendo enfim uma rotina entre as trocas de fraldas…

Tenho percebido o privilégio que tenho de trabalhar em casa e poder estar o tempo todo ao lado da nossa filhinha. Somos em cinco novos pais esse ano aqui no condomínio, e vejo os outros falando da dificuldade de sairem de casa pra trabalhar deixando os bebês em casa.

Esses mesmos pais gastam o dinheiro recebido em troca das horas longe de casa pagando financiamento de carros que eles não precisam. E nem se dão conta disso. Estabelecer prioridades na vida não é fácil, e vejo que você sabe bem fazer isso. Vai ser um ótimo pai, chega de esperar! Providencia logo os herdeiros. Assim mesmo, no plural!! 🙂

Vamos deixar guardada a última frase dele para outra hora, sabendo que não deve demorar muito. A pressão dos pares é algo que realmente funciona, mas resistiremos por mais um tempinho, ainda temos algumas coisas a fazer antes da chegada dos herdeiros. Que serão assim, no plural 🙂 

O objetivo hoje é refletir um pouco sobre as escolhas que fazemos de forma automática, as escolhas que deixamos o mundo escolher por nós, por serem o padrão, o usual, aquilo que todos fazem, sem nos dar conta de que há diversos caminhos menos percorridos, as vezes, caminhos mais adequados para nós.

A mesma percepção que o amigo acima teve, também tenho tido em relação aos amigos que se tornaram pais recentemente. É interessante ver que cada um gerencia a questão de uma maneira particular, mas muito poucos fogem do convencional. Há os pais que deixam as filhas na creche, os pais que contratam babás para cuidar das crianças em casa, sempre existe a ajuda das avós, claro. Há uns poucos que conseguem folgar um ou dois dias, ou pelo menos alguns turnos na semana, mas realmente são poucos os que conseguem cuidar pessoalmente dos filhos.

A questão central não é como cuidar dos bebês, cada um faz da sua maneira e no final das contas, estamos todos aqui, bem, saudáveis e trocando idéias uns com os outros, então, seja da forma que for, a maneira de nossos pais já comprovou funcionar. O que gostaria de fazer pensar é um passo anterior, antes mesmo de chegar a hora de pensar em ter um filho ou uma filha. Por isto deixo as perguntas para quem ainda não tem filhos:

  • Você já pensou em como será sua rotina quando chegar a hora?
  • Já imaginou como gostaria que fossem seus primeiros dias e meses com essa criaturinha que acaba de chegar?
  • Está fazendo alguma coisa para tornar sua rotina doméstica mais próxima da desejada?

Alguns exemplos práticos do que estou perguntando…

Você trabalha longe de casa, commuting de duas horas para ir, duas horas para voltar para casa. Já se perguntou sobre a possibilidade de encontrar um emprego mais próximo, mesmo ganhando um pouco menos?

Ambos trabalham. Ambos ganham bem. Ao menos passou pela cabeça do casal a possibilidade de um dos dois fazer uma parada temporária para cuidar do novo membro da família? E sobre a possibilidade de ambos trabalharem meio turno?

Para os já pais, deixo a pergunta clássica, como foi (ou como está sendo) a sua experiência com a chegada de um filho? E a chegada do segundo ou terceiro? Que escolhas você fez e que escolhas foram diferentes da segunda ou terceira vez?

… mas não é só isso…

Devido ao teor do email que recebi, tratei muito da questão da chegada do primeiro filho. Certamente isto gera as maiores mudanças na vida de uma pessoa, mas o objetivo final da reflexão é válido para todas as outras situações em que simplesmente “escolhemos”, assim entre aspas mesmo, o caminho mais percorrido, sem parar ao menos um momento para refletir se em nosso caso não poderia haver uma alternativa mais adequada. Neste sentido, tenho tido muita sorte de não apenas viver uma vida fora do convencional, mas também de ter vários amigos com vidas assim com quem compartilhar e trocar idéias.

Em todos os sentidos, você está vivendo a vida que realmente deseja? Está percorrendo seu caminho dos sonhos? Está se perguntando sobre os próximos passos que dará, planejando o futuro? Ou está simplesmente seguindo pela estrada mais percorrida? Será ótimo ouvir sua história. Com certeza muitas outras pessoas se beneficiarão do que você contar aqui.

Doe sangue. Não custa nada, é simples rápido e não dói.

O sangue que corre em nossas veias é um bem precioso. Nas pessoas saudáveis, podemos tirar um pouco de tempos em tempos e logo nosso corpo repõe a quantidade retirada. Porém nem tudo é perfeito, algumas pessoas podem ter problemas em manter o sangue assim, sempre saudável, então precisam filtra-lo de tempos em tempos. Nos piores casos, ou em acidentes graves, precisam de mais sangue do que seus corpos conseguem produzir por conta própria.

Para facilitar o trabalho dos hospitais, que nem sempre possuem o tipo de sangue adequado para cada necessidade, temos o hemocentro, um local onde o sangue é coletado, selecionado e distribuído para os diversos hospitais que fazem uso de seu serviço.

Reproduzo abaixo o texto do Instituto Eckart sobre doação de sangue:

Diante da falta de hábito e preconceitos, agora para agravar a situação, a vacinação da gripe A. A expectativa é de queda nos estoques de sangue devido a restrições de o vacinado não poder doar por 30 dias, conforme a coordenadora de captação de doadores no Hemocentro, Maria de Lourdes Peck.

Com o objetivo, de amenizar essa situação e promover uma ação não apenas de efeito remediador, mas acima de tudo preventivo, a Diretora de Relacionamento do Instituto Eckart, Angelita Walter lançou o Grupo “Cavaleiros da Vida” que estima sensibilizar para a Doação de Sangue entre 30 a 40% dos alunos e colaboradores da própria Instituição, da FA.RS e outras redes de conexões como Clientes, Fornecedores, Familiares e Amigos.

A idéia é criar uma grande celebração em torno deste ato – Uma Festa pela Vida. Os Cavaleiros da Vida irão se reunir toda última sexta-feira do mês no Instituto e juntos se deslocarão ao  Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul – HEMORGS, é o Departamento de Sangue e Hemocomponentes da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – FEPPS, ligado à Secretaria da Saúde do Estado (SES/RS). Uma instituição pública que coleta, processa, qualifica e distribui sangue, hemocomponentes e hemoderivados (através de sua Clínica de Hematologia) para cerca de 40 hospitais conveniados e pacientes hemofílicos, em Porto Alegre, na Grande Porto Alegre e no Interior, além de desenvolver atividades de ensino, treinamento, pesquisa e assistência.

Muitas pessoas não sabem que doar sangue é simples, rápido e não dói. Desconhecem que todo ser humano em boas condições de saúde pode doar sangue sem qualquer risco ou prejuízo a sua saúde. Por isso tem medo de ir sozinhas. Desta forma todo mundo apóia todo mundo e o HEMORGS também é apoiado a poder ajudar um número maior de pessoas.

Se cada cidadão saudável doasse sangue pelo menos duas vezes por ano não seriam necessárias campanhas emergenciais para coletas de reposição de estoques. O sangue não tem substituto e por isso a doação voluntária é fundamental.

Maiores informações para participar do GRUPO CAVALEIROS DA VIDA DO INSTITUTO ECKART basta ligar para 51-3012.9693. Participe. Desenvolvimento humano continuado, também é amor ao próximo continuado.

Guia Marcelo Dourado de como cuidar do seu dinheiro

Caro Marcelo,

Começo esta pequena carta te dando os parabéns pela vitória no BBB. O que conseguiste é resultado do excelente aproveitamento de algumas das características dos grandes empreendedores, a citar: a sorte, o senso de oportunidade, a análise dos erros do passado e a busca pelo aperfeiçoamento pessoal. Mostraste a todo o Brasil a força de um guerreiro.

Haverá pessoas que não concordarão com algumas das tuas opiniões sobre a vida e sobre as pessoas. Mantém a força no que acredita, mas sempre olha para os lados para verificar se o mundo já mudou e esqueceste de acompanhar, ou se, pior que isto, mudaste junto, mas não estás conseguindo transmitir o que sentes de forma efetiva.

Deixando o passado para trás, gostaria de tratar de um assunto que me é muito próximo: como lidar com o dinheiro. Tu já deves ter lido em tudo quanto é lugar que a maioria das pessoas que ganham prêmios em dinheiro costumam perder tudo em poucos anos. Certamente acompanhaste teus outros companheiros ganhadores do Big Brother e viste que a maioria não soube muito bem como lidar com o prêmio de maneira efetiva, de maneira a resolver para sempre suas vidas. Não gostaria que isto acontecesse contigo, nem com ninguém, então continuo minhas reflexões nas próximas linhas.

As lições sobre como cuidar do nosso dinheiro são simples, o problema é que somos humanos, e como tais, emocionais demais. Então a primeira grande lição é aprender a controlar nossa emoção ao tratar de dinheiro. A vontade de ajudar as pessoas próximas é nobre, mas não podemos deixar que esta emoção nos faça as ajudar da maneira mais rápida e mais simples, porque esta, normalmente, é a menos efetiva. Já li por aí que queres ajudar tua família, dar uma casa para tua mãe, etc. Acredito que devas fazer o que tem vontade, mas de maneira que não te coloque em situação precária no futuro.

Primeira lição: saber a diferença entre ativos e passivos.

Um contador formal iria se arrepiar lendo isto, mas para definir ativos e passivos irei utilizar as palavras do Robert Kiyosaki, escritor famoso internacionalmente pela série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”. Ele diz que ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro em teu bolso. E passivo, tudo aquilo que tira dinheiro do teu bolso.

Se tens um apartamento que esteja alugado, este apartamento é um ativo. Se tens uma aplicação bancária ou uma caderneta de poupança que renda juros, isto também é um ativo. Se és sócio de uma empresa que te paga dividendos trimestrais ou mesmo anuais, esta participação na empresa é um ativo.

Se tens um apartamento para morar, um apartamento onde precisas pagar condomínio, IPTU, gás, luz, limpeza, este apartamento é um passivo. Se tens um carro que precisa de seguro, manutenção, gasolina, IPVA, este também é um passivo.

A questão aqui não é deixar de ter o que tu gostaria de ter, muito pelo contrário. O ponto central de compreender a diferença entre ativos e passivos é justamente nos permitir obter o máximo de resultados a partir do que temos. Vou dar um exemplo rápido: imagina que tens R$ 80.000 no banco e queres comprar um carro. Como tu farias para comprá-lo?

Muitas pessoas, ao serem confrontadas com a pergunta acima, comprariam o carro a vista, argumentando que assim não pagariam juros. Os juros são irrelevantes para a questão, é preciso dar um passo além no pensamento. O importante não é evitar os juros, o importante é não sermos nós a pagarmos os mesmos.

Supondo que tu compres o carro a vista, o que acontecerá daqui há cinco anos? Tu terás um carro que gostaria de trocar, mas ele não vale mais os R$ 80.000 que custou, vale menos da metade. E para trocar por um novo, precisarás gastar dinheiro novo, ou seja, tiveste que guardar dinheiro ao longo destes cinco anos para poder trocar de carro.

Com os R$ 80.000 em dinheiro, não compraria um carro, compraria um apartamento para alugar. E com o dinheiro recebido mensalmente de aluguel, compraria o carro, parcelado. Quem pagará meu carro e os juros do financiamento do mesmo, será o inquilino deste meu apartamento. E mais, daqui alguns anos, quando meu carro estiver quitado, eu poderei vendê-lo e usar o dinheiro recebido para dar de entrada em um novo, que terá o restante pago novamente pelo inquilino do apartamento que comprei. Com o valor de apenas um carro, posso ter carro novo pelo resto da vida, além de um imóvel de minha propriedade.

O apartamento para alugar é um ativo, gera renda mensal para ti. O carro é um passivo, tem custos para manter. O maior segredo para manter tua riqueza ao longo dos anos, é sempre procurar um ativo que te permita adquirir os passivos que desejas sem precisar se desfazer do teu dinheiro. Isto é uma pequena introdução ao conceito de fluxo de caixa.

Como hoje é sábado, véspera de Páscoa, acabei de voltar da minha caminhada matinal e dentro de uma hora vou almoçar com a família da minha esposa, termino esta carta por aqui para poder ir tomar um banho e sair. Dentro de alguns dias escrevo novamente, ampliando esta discussão.

Um grande abraço deste amigo gaúcho.

Meus equipamentos não quebram e costumam funcionar direito

Tenho amigos que reclamam constantemente sobre problemas em seus telefones, computadores, impressoras e outros dispositivos que quebram ou simplesmente param de funcionar. Nenhum dos meus equipamentos dá problemas na proporção que dá para as pessoas que me comentam essas coisas.

Pode parecer presunção minha, mas acho que eu simplesmente trato meus eletrônicos melhor do que a maioria das pessoas. Parte disso é por conta da minha história, não cresci em uma família rica, meu primeiro computador veio depois de muito convencimento de que não era um brinquedo passageiro. O gravador cassete que usava era da família, se estragasse ficava sem nada. Não apenas cuidava bem dele, como supervisionava o uso que minha irmã fazia do mesmo. Todos meus “brinquedos” tecnológicos, com exceção de um Atari e meu primeiro computador, um MSX, sempre foram comprados com meu próprio dinheiro, mesmo quando ganhava uma miséria dando aulas de informática durante a greve de professores do colégio onde estudava. Ainda morando com meus pais, pagava minha própria conta de telefone para poder acessar BBSs sem ter que ouvir reclamações de que o telefone de casa estava sempre ocupado. Já que era difícil e caro para adquirir esses equipamentos, tratava-os realmente bem, e continuo tratando tudo o que possuo com o mesmo cuidado até hoje.

Protejo meu telefone e meu notebook com capas de neoprene, não para evitar danos maiores ao deixá-los cair, pois não os deixo cair, nunca. Protejo-os para evitar arranhões. Também nunca derramei líquidos em nenhum dos meus equipamentos, simplesmente não deixo líquidos chegarem perto e quando deixo, é sob olhar cuidadoso e movimentos pensados.

Nunca quebrei ou arranhei uma tela. Meus PDAs e telefones sempre são carregados em um bolso exclusivo para eles, com a tela voltada para dentro. Meu Treo 650 tem alguns arranhões de ficar em cima de mesas, mas a tela está em perfeito estado. Este é o motivo para você manter seu dispositivo com a tela virada para sua perna e não exposta pra fora.

Meus notebooks, mesmo o que carregava diariamente de um lado para o outro quando trabalhava fora de casa e este era meu único computador, nunca teve nenhum arranhão, amassado ou área desgastada. Nunca tive o problema do teclado marcar a tela porque o colocava na mochila de forma a ter pressão somente na parte inferior, nunca na tela.

Nenhum dos computadores que já tive sofreram qualquer falha crítica de alguma peça antes de se tornarem ridiculamente obsoletos ou eu parar de usa-los. Até 2008 ainda usava um Pentium Pro 200 que foi o primeiro servidor da minha empresa de internet em 1996, como servidor de impressora na minha última empresa. O servidor da empresa que abri em 1999 ainda é o computador de uso diário do meu pai, em 2010.

Nunca perdi meu telefone, nem minhas chaves ou minha carteira. Nem por pouco tempo. Sempre sei onde estão porque somente os coloco em uns poucos lugares de sempre. Está no meu bolso esquerdo? Não? Então está sobre a mesa ou na base junto ao computador.

Quando escuto pessoas reclamando que a tela de seus iPhones racharam ou que seus notebooks quebraram onde a tela se junta ao corpo do mesmo, ou que esqueceram seus celulares em um táxi, não consigo fazer diferente de silenciosamente os culpar, sendo grato por ter mais atenção e cuidado por meus equipamentos.

2010, um ano excelente para crescer nossos negócios

No final do ao passado um amigo me convidou para me associar a ele em um novo negócio que estava montando. A idéia era excelente e os planos de crescimento e implementação muito bons. A idéia era excelente, mas era uma cópia do meu negócio atual, o investimento em consórcios, com uma série de expansões que não implementei por ve-las como distrações ao objetivo principal, por fugirem da minha missão pessoal, que é auxiliar as pessoas a construir patrimônio com objetivo de geração de renda para uma vida tranquila pelo resto da vida.

A idéia dele envolvia a criação de produtos e serviços que poderiam trazer um bom lucro para a empresa, mas atenderia um outro público, diferente do investidor que deseja construir patrimônio para garantir sua tranquilidade futura. Na prática, tais expansões poderiam ser implementadas até mesmo como um outro negócio, completamente distinto, apesar de intimamente relacionado.

O que foi legal desse convite é que me levou a uma profunda reflexão sobre os meus dois últimos anos profissionais, tudo o que alterei na minha vida e como as coisas começaram a dar muito certo de maneiras extraordinárias após eu ter implementado pequenas mudanças na minha forma de agir em relação aos negócios. Acredito que esta reflexão poderá lhe ajudar a cortar um longo caminho de frustração se você é um empreendedor iniciante, cheio de capacidades e possibilidades a sua frente. Se tivesse um texto desses para me orientar quando comecei, os resultados viriam bem mais rápidos.

Segue o meu email de resposta ao convite, junto com a reflexão levemente editada para não expor segredos de terceiros que comento na resposta original.

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Sobre nossa conversa, refleti e vou deixar passar a sociedade no momento. Mas vou aproveitar para trocar algumas observações contigo, porque acho que temos muita coisa em comum, trilhamos muitos caminhos parecidos e também temos muitos objetivos que convergem para várias parcerias.

Por favor não toma nada do que escrever como crítica, não é este o objetivo. Como já conversamos longamente, ambos acreditamos que pessoas diferentes fazem coisas diferentes e nada do que fazem é certo ou errado, mas sim, adequado aquela pessoa, naquele momento.

Uma caraterística que tu tens e que foi o principal motivador de eu preferir não entrar de sócio contigo agora, é a de querer abraçar o mundo em todas as frentes. Eu já fiz isso por muitos anos, em muitos setores. Uma característica de pessoas como nós, que somos altamente perceptivos em relação às oportunidades e absurdamente capazes de adaptação e de criação de negócios em torno de uma idéia, é justamente a capacidade de poder fazer qualquer coisa que queiramos fazer. E por anos, para mim, isso resultou em querer fazer TODAS as coisas que teria capacidade de fazer.

Então certo dia um amigo, padrinho de casamento, mentor, empresário de sucesso, me disse:

“Fabrício, empreender é aprender a gerenciar as distrações”.

E ele estava certo. Explico isso no meu caso logo mais.

Qual foi a percepção que tive quando tu me apresentaste o convite? Notaste um negócio bom, promissor, com boas possibilidades de lucro, com facilidade de entrada. Notaste ainda que dava para fazer crescer o negócio de diversas formas, que atendia clientes distintos e que podia ainda integrar com outros negócios, e então começaste a implementar. Ok, acho que vais ter sucesso. Mas junto com esse negócio, tens mais diversos outros andando em paralelo. E tens o emprego na ——–. Uma seguradora. A gestão de clubes de ações. E as franquias da financeira. E outros negócios que manténs para ajudar tua familia.

Tudo isso gera um bom lucro. O lucro combinado de cada um, dá um bom valor mensal (ou dará, no caso do que ainda está engatinhando). A questão é que não há foco e dedicação integral a um negócio. E isso, eu aprendi da maneira mais árdua, errando por mim mesmo, é o que traz o maior resultado. Mas como escrevi antes, isso não é uma crítica a tua forma de atuar, pode ser que para ti esta seja a melhor forma e não sou eu que vou dizer que está errado. O que vou dizer com todas as letras, isso sim, é que PARA MIM, isto é errado, isto não funciona. Porque durante anos eu fiz dessa maneira, em negócios excelentes onde eu via outros lucrarem muito e eu apenas ganhar um bom dinheiro. Ao longo do tempo pensei diversas vezes se seria eu o incapaz, limitado, que não sabia ganhar dinheiro de verdade, porque tudo em que eu entrava, crescia mais ou menos bem, mas não dava o salto gigantesco que via outros terem.

Só que tenho olhos abertos e percepção aguçada. E passei a olhar cada vez mais de perto os casos de sucesso enorme que me rodeavam. Estive por anos próximo a incubadoras e startups e já vi centenas de sucessos absolutos e fracassos retumbantes. TODOS os sucessos que vi tinham empreendedores focados em apenas um objetivo: fazer o negócio deles crescer. Fé cega, queimando todas as pontes alternativas. É aquilo ou aquilo e somente aquilo.

Então dei o salto. Vendi minha parte na empresa de internet para meu sócio e me dediquei a um único negócio, a Megacombo. Em um ano multipliquei meus ganhos por cinco. E sabe o que de mais engraçado aconteceu? A empresa de internet também multiplicou os ganhos por três neste mesmo período, porque agora, sem eu estar presente no negócio, meu sócio não poderia se distrair com os vários outros negócios que tinha enquanto éramos sócios juntos. Deixou de lado as distrações e junto com a namorada passou a dedicar 18 horas por dia a fazer sites e hospeda-los.

A Englishvox, minha empresa do curso de inglês online, passou pelo mesmo processo neste último ano. Passamos anos com ela no vai não vai. E não ia. Todos os sócios estavam envolvidos com outros negócios. Quando um sócio largou tudo (emprego excelente, diretor de uma boa empresa) e se dedicou apenas a fazer sua própria empresa crescer, em um ano atingimos o ponto de equilíbrio e seis meses depois o faturamento já mostra os primeiros lucros. Eu não me envolvo com a empresa, sou apenas acionista, como seria de uma Petrobras ou Vale, mas com potencial de crescimento bem maior por ser uma startup. Mas como disse, não me envolvo, tenho um e apenas um negócio que é o meu negócio. E só vou tocar outros negócios depois desse estar do tamanho que eu quero que esteja, com as estruturas todas estabilizadas, com funcionários tocando o dia a dia da empresa.

E falando em funcionários tocando o dia a dia da empresa, aí vem outra descoberta que fiz do que funciona para mim. Preciso estar em todos os pontos, preciso ser o boy, a faxineira, a telefonista e a secretária, além de ser o gerente de contas, de parcerias e operacional. Além de ser o diretor. Pois tendo passado por tudo desde o início, sei o que funciona e o que não funciona. Eu tenho que saber como funcionam todos os aspectos do meu negócio antes de colocar alguém para executar as diversas funções que posso delegar a um funcionário. Este é o segundo estágio, o estágio onde estou agora, automatizando as rotinas e sistemas da empresa e colocando funcionários treinados por mim em cada posição. Não posso fazer outra coisa, preciso estar presente para afinar os detalhes e depois disso sim, poder sair com tranquilidade.

Sei que é difícil dar um pulo no escuro e arriscar tudo o que já conquistamos. Foi mais fácil para mim largar um emprego quando montei minha primeira empresa porque na época ganhava pouco. Nunca acreditei naquele conselho que lemos nas revistas de empreendedorismo que dizem para montar um negócio em paralelo ao emprego e quando o negócio render o mesmo que o emprego rendia, aí sim largar o emprego. Para mim, o que funciona é pular no abismo e queimar as pontes atrás de mim, é ter certeza de que ao pular, conseguirei costurar um paraquedas antes de atingir o solo. E que este paraquedas na verdade não é um paraquedas, mas sim um paraglider, que não apenas evitará a queda, mas me levará para cima.

É isso. Agradeço a oportunidade de refletir um pouco sobre os últimos dois anos da minha vida, por conseguir colocar em texto um pouco do que aprendi funcionar para mim e por ajudar a manter meu foco no negócio que estou construindo, um degrau por vez, mas com uma solidez cada vez maior.

Abraço e sucesso a todos,
Fabricio Stefani Peruzzo

Sobre Zé Mário Storino

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Não é que eu seja muito diferente. Os outros é que são muito iguais.

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Eu tenho um coração de menino. Eu o guardo em um vidro com formol, em cima da minha estante.

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O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o aqui e o agora.

É claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais…
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção e hiena come porcaria e ri, eu sei.
Não quero ser cego, burro ou dissimulado.
Quero viver bem.

2008 foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões.
Normal.

Às vezes se espera demais das pessoas.
Normal.

A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.
Normal.

2009 não vai ser diferente.

Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí?
Fazer o quê?
Acabar com seu dia?
Com seu bom humor?
Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!

Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida.
Não pode ser responsável por um dia ruim…

Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3 dos amigos.
Ou mude de classe, transforme-o em colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também, já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (lembro-me sempre de um lance que eu adoro: “Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade”).

Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso.

Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.

Desejo para todo mundo esse olhar especial.

2008 pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.

2009 pode ser o bicho, o máximo,
maravilhoso, lindo, espetacular…
Pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser…
E que seja!

FELIZ OLHAR NOVO!

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“A felicidade deve ser praticada.”
Anaïs Nin

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Você não enriquecerá economizando no cafezinho

Publiquei um artigo com este título na Revista Papo de Homem. Leia…

Publiquei um artigo com este título na Revista Papo de Homem. Clique abaixo para ler:

Você não enriquecerá economizando no cafezinho.