Pensando em investir em ações? Confira algumas dicas de Warren Buffett

Por Fernanda de Lima. Publicado originalmente no site InfoMoney.

Com 75 anos de idade e um patrimônio de US$ 43 bilhões, Warren Buffett é, sem dúvida, um investidor da “velha guarda”. Avesso à tecnologia, como ele mesmo afirma, Buffett estima que, desd e 1955, tenha obtido um retorno médio anual de 31% em sua carteira de ações. Para quem não se impressionou com a afirmação, vale lembrar que isso equivale a quase três vezes o resultado obtido pelo índice S&P 500, que no mesmo período foi de 11%.

Não importa se você concorda, ou não, com o estilo do segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas de Bill Gates, uma coisa é certa: não dá para ignorar que sua estratégia de investimento foi, ao menos até o momento, muito bem sucedida. Assim, selecionamos algumas das principais dicas de Buffett para quem pensa em investir no mercado de ações.

Ignore o mercado, ele não instrui

Uma das afirmações mais conhecidas de Buffett é de que o investidor não deve considerar o mercado ao tomar suas decisões, mas, ao contrário, deve ignorá-lo. Na prática isso significa que o desempenho do mercado não está tentando lhe dizer alguma coisa, o que diz se você está certo ou errado são os resultados da empresa.

Nesse senti do, Buffett recomenda que, ao aplicar o seu dinheiro o mercado de ações, o investidor opte por empresas com histórico de boa rentabilidade e com uma presença marcante de mercado. Contudo, ele lembra que o correto não é analisar o retorno anual, mas sim o retorno médio ao longo de um período de pelo menos 5 anos.

Aliás, esse é um dos vários pontos em que – para usar a sua própria terminologia, Buffett “come o que faz”, já que é conhecido por tomar decisões de investimento sozinho, sem recorrer à ajuda de consultores ou à análise detalhada de inúmeros relatórios. Em sua opinião, essa é a única forma de se manter “racional” como investidor e, portanto, ganhar dinheiro em um mercado dominado por investidores irracionais.

Buffet completa afirmando que o maior inimigo do investidor racional é o otimismo. Exatamente por isso ele recomenda aos investidores cautela quando o resto do mercado está ganancioso, mas defende que sejam gananciosos, quando o resto do mercado está temeroso.

Não se esqueça do que é uma ação

Por mais que a maioria dos investidores saiba que uma ação nada mais é do que parte de uma empresa, Buffet acredita que, na hora de investir, muitos não pensem da mesma forma. Ele justifica sua percepção afirmando que, ao invés de refletir sobre a escolha das ações, a maioria dos investidores procura entender o momento correto de investir, quando já sabemos que é a escolha das ações corretas que garante 90% do retorno de uma carteira de investimentos.

Assim, Buffett propõe que pensemos no seguinte: e se, por alguma razão qualquer a bolsa de valores ficar fechada por três anos? Se, mesmo sob esse cenário você estiver satisfeito de manter a ação, então provavelmente você está satisfeito com a empresa. O que está em jogo, portanto, não é o prazo durante o qual você irá manter o investimento, essa é uma outra discussão, mas sim se você acredita que no longo prazo esse seria um bom investimento.

Desta forma , nunca se deve investir em empresas que não se conhece. Pois, como ele mesmo afirma: “o maior risco que o investidor enfrenta é o de não saber o que está fazendo”.

Na hora de investir, deixe uma margem

Buffett também afirma que antes de tomar uma decisão de investimento, o investidor precisa entender qual o valor da empresa. Pois, é com base nele, que irá oferecer um preço que lhe assegure um retorno atrativo. Mas, como saber qual é esse preço, se até mesmo os analistas de mercado são unânimes em dizer que é impossível prever exatamente qual será o preço de uma ação em um determinado momento?

Para quem se pergunta então qual o trabalho dos analistas vale lembrar que ao projetar o preço alvo de uma ação, o que eles estão fazendo é indicando uma tendência sob um determinado cenário. Basta que esse cenário não se confirme, e aqui existem várias razões pelas quais isso pode acontecer, para que a previsão se distancie do inicialmente previsto.

Portanto, a melhor forma de se proteger, é deixar algum tipo de margem de manobra, para o caso de algo não acontecer como previsto. Assim, Buffett recomenda que só invista em uma ação se estiver seguro que terá um ganho positivo, mesmo no caso de algo dar errado.

Para quem está começando e ainda está temeroso de tomar esse tipo de decisão, Buffett lembra que basta evitar grandes erros, ou seja, o investidor não precisa fazer coisas extraordinárias para ser bem sucedido.

Endividamento consciente

Buffett também é avesso ao uso indiscriminado de crédito, segundo ele: dinheiro emprestado é a maneira mais comum pela quais pessoas espertas quebram.”

Diante disso, não chega a surpreender que, em seu Manual do Proprietário, ele afirme que só utiliza crédito esporadicamente. Mesmo quando levanta empréstimos, Buffett afirma que os mesmos são estruturados no longo prazo e embutem taxa de juro fixa.

Buffett é claro ao afirmar que isso pode ter lhe custado um retorno e xtra, mas ainda assim prefere perder uma boa oportunidade de investimento a aumentar significativamente o grau de endividamento da sua empresa. Além disso, ele afirma não conseguir trocar uma boa noite de sono, por alguns pontos percentuais a mais de retorno.

Emoções e investimento

Buffett também chama a atenção para o envolvimento das emoções nas decisões de investimento. E, aqui ele faz uma afirmação interessante: a ação não sabe que você a possui.

Na prática isso significa que, mesmo que você tenha sentimentos pela ação de uma determinada empresa, é importante que tenha a consciência de que a recíproca não é verdadeira. Exatamente por isso o investidor não deve ficar emocionalmente envolvido com as suas ações.

Da mesma forma, ele lembra que não é recomendável tomar decisões precipitadas porque o mercado está em baixa. Afinal, trata-se de um investimento de longo prazo, em que o sucesso de um investidor pode ser atribuído à sua capacidade de resist ir à tentação de constantemente comprar e vender. Nesse sentido, ele lembra que só devem investir em ações os investidores que conseguirem ver, mesmo que temporariamente, o valor de seu investimento cair 50% sem ter uma crise de pânico.

Faça sua aposta

— Mauro Halfeld

Viaje no tempo, de volta para 1992. Você é um investidor internacional e seu corretor lhe sugere investir em ações na China ou no Brasil. Os dois países têm enorme potencial econômico. Qual deles teria mais chance de adicionar valor ao seu patrimônio nos próximos onze anos?

Esse interessante caso foi analisado pelo professor Jeremy Siegel, da Wharton Business School. O crescimento da economia chinesa já havia decolado em 1992. Dez anos antes, o governo de Deng Xiaoping iniciara um programa de reformas. Em 1990, a Bolsa de Xangai foi aberta e causou grande excitação nos chineses. Dois anos depois, o número de ações listadas saltaria de 20 para 70, e o volume de negócios triplicaria em relação ao ano anterior.

Em 1993, o preço das ações chinesas disparou, e famílias americanas já investiam em fundos de ações dedicados aos orientais. Muitos acreditavam que a economia chinesa iria crescer enormemente nos próximos anos. Acertaram. O PIB chinês cresceu 9,3 % ao ano, em média, nos onze anos que se seguiram. Simplesmente, o triplo do forte crescimento anual americano no mesmo período. Em 2003, o PIB chinês, ajustado pela paridade do poder de compra, já era o segundo maior do mundo.

Por outro lado, o Brasil começou os anos 90 em crise. Em 1992, tivemos a queda de Collor, e a inflação fechou o ano em 1.100%. Fernando Henrique venceu as eleições em 1994, reduziu a inflação substancialmente à custa de juros exorbitantes e de uma âncora cambial. Em 1999, o mercado derrubou o mito do real forte em um país com enormes déficits em suas contas externas. Escândalos políticos, apagão e forte austeridade nas contas públicas geraram insatisfação.

Em 2002, Lula ganhou as eleições gerando uma forte crise nos mercados. De 1992 a 2003, o PIB brasileiro cresceu só 1,8% ao ano, ficando entre os piores desempenhos dos países em desenvolvimento. Enquanto o PIB chinês acumulou um crescimento de 166% em onze anos, o PIB brasileiro aumentou apenas 22%.

Que país teria enriquecido mais o patrimônio dos investidores em ações? A resposta certa é Brasil. Sim, de 1992 a 2003, uma quantia de mil dólares investida no índice de ações chinês valeria só US$ 320. Por outro lado, mil dólares aplicados no Ibovespa valeriam US$ 4.781!

Qual o motivo dessa aparente distorção? No início do período analisado, as ações chinesas já estavam muito caras e as brasileiras eram vendidas a preços de banana. Moral da história: muito mais lucrativo do que aplicar em países e empresas da moda é comprar ativos que estejam desvalorizados.

Pai Rico, Pai Pobre

Livro “Pai Rico, Pai Pobre”

Se você quer saber como ficar rico e continuar rico, leia este livro! Aprenda o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro que a classe média e os pobres não ensinam!

“É excelente. Em algumas horas devorei o livro, passadas algumas semanas ainda estou aprendendo algo novo. Vale a pena descobrir o que anda errado com você e o poder que você mesmo tem para mudar a sua história. O conteúdo é inigualável”
–Adna Teixeira, Brasília, DF.

“Sensacional livro. Toda pessoa que deseja um futuro econômico e financeiro auspicioso o deve ler e comprar para seus filhos. Já o recomendei a mais de dez amigos.Imperdível!!!”
–Daniel Gustavo C. Coulomb, Rio de Janeiro, RJ.

“A série de finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre” acaba de atingir a marca dos 200 mil exemplares vendidos.”
–Folha de S.Paulo, Caderno Dinheiro, 9/4/2002

Saia da “Corrida dos Ratos”!

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante.

A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas e consegue entrar na faculdade. O filho se forma e, então, faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego.

O filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa.

A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa!

O feliz casal conclui que suas carreiras são de maior importância e começa a trabalhar, cada vez mais, para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho… e a necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego.

Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam: para onde todo esse dinheiro vai?

O feliz casal está agora preso na armadilha da “Corrida dos Ratos” pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa aonde trabalham, para o governo, quando pagam o impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos. Trabalham e trabalham, mas não saem do lugar. Esta é a “Corrida dos Ratos”. (trecho adaptado do livro “Pai Rico, Pai Pobre”)

Se você se identificou com algum trecho desta história e deseja mudar, sair da “Corrida dos Ratos”, é preciso adquirir proficiência financeira: a maioria das pessoas passa anos na escola e nunca aprende nada sobre dinheiro. O livro “Pai Rico, Pai Pobre” é o seu primeiro passo para sair da “Corrida dos Ratos”.


Capa do Livro “Pai Rico, Pai Pobre” da Editora Campus.

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Por que o título “Pai Rico, Pai Pobre”?

Narrado em primeira pessoa na maior parte do tempo, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” conta a história do próprio autor: Robert Kiyosaki.

Ele nasceu no Havaí nos anos 50. Aos 9 anos foi vítima de um choque econômico-cultural respeitável. Seu ‘pai pobre’ (o pai biológico, um professor universitário) o estimulava a seguir caminhos conhecidos. Estudar muito, tirar boas notas, conseguir um bom emprego numa grande corporação e garantir segurança.

Seu ‘pai rico’ (na verdade o pai de seu melhor amigo) era o oposto. Um homem sem formação acadêmica, sem cultura formal, rude e básico. No entanto, com um profundo tino para os negócios, ensinou ao jovem Kiyosaki as regras de funcionamento do dinheiro. Seguindo os conselhos do ‘pai rico’, hoje Kiyosaki é milionário. (trecho adaptado da Revista Exame).

Como o Livro é dividido?

O livro é composto de 10 capítulos. São eles:

Lições

Capítulo Um: Pai rico, pai pobre
Capítulo Dois: Lição 1 – Os ricos não trabalham pelo dinheiro
Capítulo Três: Lição 2 – Para que alfabetização financeira?
Capítulo Quatro: Lição 3 – Cuide de seus negócios
Capítulo Cinco: Lição 4 – A história dos Impostos
Capítulo Seis: Lição 5 – Os ricos inventam dinheiro
Capítulo Sete: Lição 6 – Trabalhe para aprender, não trabalhe pelo dinheiro

Início

Capítulo Oito: Como superar obstáculos
Capítulo Nove: Em ação
Capítulo Dez: Ainda quer mais?
Conclusão: Como pagar a faculdade dos filhos com apenas US$ 7.000

Resumindo, por que ler “Pai Rico, Pai Pobre”?
  • É o ponto de partida para quem quer controlar o seu futuro financeiro.
  • Não é um livro comum sobre dinheiro.
  • A leitura é fácil e divertida.
  • É um best-seller nas listas de livros mais vendidos do Wall Street Journal, New York Times, Business Week.
  • No Brasil, já vendeu mais de 200 mil exemplares.

Sobre este texto: uma Garantia

Sou formado em administração de empresas e um entusiasta do livro “Pai Rico, Pai Pobre”. O livro teve impacto significativo nas minhas escolhas profissionais. Sempre recomendo o livro para amigos, colegas e conhecidos.

É muito recompensador ouvir dos mesmos amigos, colegas e conhecidos para quem indiquei o livro uma mensagem de agradecimento, contando que o livro trouxe influências positivas nas suas respectivas decisões sobre dinheiro. Por esse motivo, resolvi escrever este texto e criar o site AmigoRico. Acredito que assim será possível indicar o livro para um número expressivamente maior de pessoas.

Marcelo Junqueira Angulo, marcelo.angulo@amigorico.org

O que eu devo fazer para começar?

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Leia mais sobre cada um dos livros da coleção Pai Rico Pai Pobre:

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O conteúdo desta página foi escrito por Marcelo Junqueira Angulo, criador do site AmigoRico.Org.

Os investimentos de um taxista esperto

Sueli Vital, P-NEWS

25 de abril, 2001

A aventura de pegar um táxi no Rio de Janeiro, partindo do Aeroporto Santos Dumont com destino à Barra da Tijuca, tinha tudo para se tornar insuportável pelo enorme congestionamento, mas foi salva por uma conversa fantástica que mais parecia uma aula de mercado de capitais com Jairo Arruda – o motorista do táxi.

Meu dileto condutor de 55 anos de idade – 20 deles passados em seu táxi – nunca compra nada a prazo.

“Quando me casei, quebrei o cartão de crédito de minha esposa. Jamais gasto o que não tenho e não pago juros para ninguém. Compro tudo à vista. Me privo de algumas coisas, mas durmo tranqüilo por não estar devendo a ninguém”, diz Arruda.

O taxista contou que viajava para o exterior todos os anos, quando nossa moeda estava forte. Seus colegas não entendiam como ele conseguia a façanha, algo impensável para eles.

“É muito simples: enquanto vocês pegam R$ 15 mil na financeira, pagam no mínimo R$ 25 mil no final das contas. Este é o dinheiro que eu economizo e uso para viajar”, explicava para os atônitos companheiros.

Hoje Jairo é um investidor que diversifica seu portfólio em nada menos que Fundos DI e ações do setor de telecomunicações e energia elétrica.

“Comprei agora, na baixa, e consegui, por sorte, vender as ações que estavam em minha carteira na alta. Neste mercado, é preciso ficar de olho, mas, às vezes, a sorte também decide”, avalia.

“Para saber se estou comprando um mico ou uma ação que a longo prazo me dê bons retornos, avalio se a empresa é sólida e verifico se há risco de quebrar”, diz ele.

Porém, em sua história nem tudo são flores.

“Há alguns anos, comprei ações da Arapuã, que foi a the best da bolsa. Ela chegou a bater em R$ 28 e eu comprei 10 milhões de ações por R$ 0,30. Mas ela entrou em concordata e não é mais nem negociada no pregão. Se a Arapuã se levantar e voltar a ser negociada, acredito que seu preço mínimo será de R$ 1. Aí, triplicarei meu capital”, diz, esperançoso.

Resta saber se a Arapuã voltará a ser negociada, quanto tempo isto ainda demorará e se realmente sua cotação será de, no mínimo, R$ 1.

Para Arruda, existem muitos patos na bolsa, que entram e saem sempre no prejuízo e que não sabem lidar com a ganância e o medo.

“Quando você compra uma ação e ela sobe, muitas vezes as pessoas não vendem movidas pela ganância, esperando uma alta maior. Aí, ela cai e o pato vende. Por outro lado, quando as pessoas começam a ter prejuízo, vão segurando a ação na esperança de que ela reaja e ela vai caindo mais ainda até que o pato vende com um prejuízo maior do que o inicial”, conclui o investidor.

Na opinião do motorista, quem conseguir dosar estas duas forças é um bom especulador.

Arruda tem uma teoria: é apanhando que se aprende.

“São experiências de anos. Você entra na bolsa, leva uma surra e sai depois de seis meses feito um cachorro magro. Pode ir embora e não voltar mais. Mas, se souber perder e ganhar, você continua e vale a pena”, ensina.

Ele finaliza dizendo que, com a caderneta de poupança rendendo cerca de 8% ao ano, muito abaixo do rendimento do Ibovespa e do Dow Jones nos últimos 10 anos, quem investe em ações tem de pensar a longo prazo.