Recomeçar

(Paulo Roberto Gaefke)

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…

Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…

Pois é… agora é hora de reiniciar… de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal
Um corte de cabelo arrojado… diferente?
Um novo curso… ou aquele velho desejo de aprender a
pintar… desenhar… dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio… quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira… tem tanta gente que você afastou com o seu “período
de isolamento”… tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar”
perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.

Recomeçar… hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar? ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor… queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos
pequeno… coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho de coisas tristes…
fotos… peças de roupa, papel de bala… ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que
guardamos quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas
principalmente…
esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo
amor…
Lembre-se: somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas
vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo,
e não do tamanho da minha altura.”
— Carlos Drummond de Andrade

Dalai Lama em frases

1 “Grande parte do sofrimento é criado por nós mesmos”

2 “Nada garante que no futuro teremos uma vida melhor e mais feliz do que a que vivemos hoje”

3 “O medo é útil quando ele nos deixa alertas”

4 “Transformar nosso coração e mente é compreender como funcionam os pensamentos e as emoções”

5 “Não existe nada absoluto, tudo é relativo. Por isso devemos julgar de acordo com as circunstâncias”

6 “É ilógico esperar sorrisos dos outros se nós mesmos não sorrimos”

7 “Para lidar com o sofrimento é preciso perceber que ele faz parte da nossa vida”

8 “Um inimigo externo não tem como destruir a nossa tranqüilidade de espírito”

9 “Reagir com raiva costuma não dar certo. Sem ódio, agimos de modo mais eficaz”

10 “Tenho certeza de que se eu sorrisse menos teria menos amigos”

11 “A compaixão não é um sentimento que transforma os outros em seres inferiores”

12 “As transformações mentais demoram e não são fáceis. Demandam um esforço constante”

13 “Se você quer transformar o mundo, mexa primeiro em seu interior”

14 “É muito importante que o homem tenha ideais. Sem eles não se vai a parte alguma”

15 “A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância”

16 “Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância”

17 “É triste passar pela vida causando problemas a outras pessoas e ao ambiente”

18 “O maior juiz de seus atos deve ser você mesmo e não a sociedade”

19 “A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana”

20 “A opressão nunca conseguiu suprimir nas pessoas o desejo de viver em liberdade”

21 “O apego é cheio de parcialidade. O amor e a compaixão são imparciais”

22 “A vingança não vai reduzir ou prevenir o mal, porque ele já aconteceu”

23 “Uma poderosa ferramenta para nos ajudar a gerir com habilidade a nossa vida é perguntar antes de cada ato se isso nos trará felicidade. Isso vale desde a hora de decidir se vamos ou não usar drogas até se vamos ou não comer aquele terceiro pedaço de torta de chocolate”

A macieira encantada

Era uma vez um reino antigo e pobre, situado perto de uma grande montanha.

Havia uma lenda de que, no alto dessa montanha havia uma Macieira mágica, que produzia maçãs de ouro. Para colher as maçãs era preciso chegar até lá, enfrentando todas as situações que aparecessem no caminho. Nunca ninguém havia conseguido essa façanha, conforme dizia a lenda.

O Rei do lugar resolveu oferecer um grande prêmio àquele que se dispusesse a fazer essa viagem e que conseguisse trazer as maçãs, pois assim o reino estaria a salvo da pobreza e das dificuldades que o povo enfrentava. O prêmio seria da escolha do vencedor e incluía a mão da princesa em casamento.

Apareceram três valorosos e corajosos cavaleiros dispostos a essa aventura tão difícil.

Eles deveriam seguir separados e, por coincidência, havia três caminhos:

1º – rápido e fácil, onde não havia nenhum obstáculo e nenhuma dificuldade;

2º – rápido e não tão fácil quanto o primeiro, pois havia algumas situações a serem enfrentadas;

3º – longo e difícil, cheio de situações trabalhosas.

Foi efetuado um sorteio para ver quem escolheria em primeiro lugar um desses caminhos. O primeiro sorteado escolheu, naturalmente, o Primeiro caminho. O segundo sorteado escolheu o Segundo caminho. O terceiro sorteado, sem nenhuma outra opção, aceitou o Terceiro caminho.

Eles partiram juntos, no mesmo horário, levando consigo apenas uma mochila contendo alimentos, agasalhos e algumas ferramentas.

O Primeiro, com muita facilidade chegou rapidamente até a montanha, subiu, feliz por acreditar que seria o vencedor e quando se deparou com a Macieira Encantada sorriu de felicidade. O que ele não esperava, porém, é que ela fosse tão inatingível. Como chegar até as maçãs? Elas estavam em galhos muito altos. Não havia como subir. O tronco era muito alto também. Ele não possuía nenhum meio de chegar até lá em cima. Ficou esperando o Segundo chegar para resolverem juntos a questão.

O Segundo enfrentou galhardamente a primeira situação com a qual se deparou, porém logo em seguida apareceu outra, e logo depois mais uma e mais outra, sendo algumas delas um tanto difíceis de superar. Ele acabou ficando cansado, esgotado até ficar doente, e cair prostrado. Quando se deu conta de seu péssimo estado físico, foi obrigado a retroceder e voltou para a aldeia, onde foi internado para cuidados médicos.

O Terceiro teve seu primeiro teste quando acabou sua água e ele chegou a um poço. Quando puxou o balde, arrebentou a corda e ele então, rapidamente, com suas ferramentas e alguns galhos, improvisou uma escada para descer até o poço e retirar a água para saciar sua sede. Resolveu levar a escada consigo e também a corda remendada. Percebeu que estava começando a gostar muito dessa aventura.

Depois de descansar, seguiu viagem e precisou atravessar um rio com uma correnteza fortíssima. Construiu, então, uma pequena jangada e com uma vara de bambu como apoio, conseguiu chegar do outro lado do rio, protegendo assim sua mochila, seus agasalhos e todo o material que levava consigo para o momento que precisasse deles, incluindo a jangada.

Em um outro ponto do caminho ele teve de cortar o mato denso e passar por cima de grossos troncos. Com esses troncos ele fez rodas para facilitar o transporte do seu material, usando também a corda para puxar.

E assim, sucessivamente, a cada nova situação que surgia, como ele não tinha pressa, calmamente, fazendo uso de tudo o que estava aprendendo nessa viagem e do material que, prudentemente guardara, resolvia facilmente a questão.

A viagem foi longa, cheia de situações diferentes, de detalhes, e logo chegou o momento esperado, quando ele se defrontou com a Macieira Encantada. O Primeiro havia se cansado de esperar e também retornara ao povoado.

O encanto da Macieira tomou conta do Terceiro. Ela era tão linda, grande, alta, brilhante. Os raios do sol incidindo nos frutos dourados irradiavam uma luz imensa que o deixou extasiado. Quanto mais olhava para a luz dourada, mais ele se sentia invadir por ela, e percebeu que todo o seu corpo parecia estar também dourado. Nesse momento ele sentiu como se uma onda de sabedoria tomasse conta de seu ser. Com essa sensação maravilhosa ele se deixou ficar, inebriado, durante longo tempo. Depois do impacto ele se pôs a trabalhar e preparou cuidadosamente, seu material, fazendo uso de todos os seus recursos. Transformou a jangada numa grande cesta, para guardar as maçãs dentro, subiu na árvore, pela escada, usou o bambu para empurrar as maçãs mais altas e mais distantes. Tudo isso e mais algumas providências que sua criatividade lhe sugeriu para facilitar seu trabalho, que havia se transformado em prazer.

Depois de encher a cesta com as maçãs, e com a certeza de que poderia voltar ali quando quisesse, por ser a Macieira pródiga, ele agradeceu a Deus por ter chegado, por ter conseguido concluir seu objetivo. Agradeceu principalmente a si mesmo pela coragem e persistência na utilização de todos os seus recursos, como inteligência e criatividade.

Voltou pelo caminho mais fácil, levando consigo os frutos de seu trabalho e de seus esforços, frutos esses colhidos com muita competência e merecimento. Descobriu, entre outras coisas que:

– tudo que apareceu em seu caminho foi útil e importante para sua vitória;

– cada uma das situações que ele resolveu, foi de grande aprendizado, não só para aquele momento, mas também para vários outros na sua vida futura;

– quando você faz do seu trabalho um prazer, suas chances de sucesso são muito maiores;

– quando seu objetivo vale a pena, não há nada que o faça desistir no meio do caminho;

– a sua vitória poderia beneficiar a vida de muita gente e também servir de exemplo a outras pessoas, a quem ele poderia ensinar tudo o que aprendeu nessa trajetória.

O resto da história vocês podem imaginar. E como toda história que se preze, viveram felizes para sempre…

Eu gostaria de convidar a todos que lerem essa metáfora a fazerem uma reflexão sobre seu conteúdo e acrescentar, de acordo com a sua própria experiência e compreensão do texto, novas descobertas e possíveis benefícios e aprendizado, tanto para si, quanto para outras pessoas.

–Maria Madalena de Oliveira Junqueira Leite

Alerta! Vírus atacam sua mente!

As pessoas andam muito preocupadas com os vírus em seus programas de computador, mas se esquecem que há certos tipos de pensamentos automáticos que provocam verdadeiras panes em suas próprias mentes.

Passe agora um ANTIVÍRUS em seu cérebro!

Se detectar algum desses vírus, delete-o imediatamente:

Vírus 1: Pensamento sempre/nunca: Esse vírus ocorre quando você pensa que alguma coisa que aconteceu vai SEMPRE se repetir, ou que você NUNCA vai conseguir o que quer. Variantes do vírus: Ele SEMPRE me diminui, ninguém vai telefonar pra mim, Eu NUNCA vou conseguir um aumento, Todo mundo se aproveita de mim, meus filhos NUNCA me ouvem. Quando você perceber este vírus, delete-o usando os programas da sua consciência.

Vírus 2: Vírus do negativismo: Ocorre quando seus pensamentos refletem apenas o lado ruim de uma situação e ignoram qualquer parte boa. Delete-o com o programa otimismo.

Vírus 3: Vírus de prever o futuro: Esse terrível vírus ocorre quando você prevê o pior resultado possível de uma situação. Ele provoca um colapso em suas iniciativas, fazendo-o desistir antes de tentar. O antivírus para este é cair na real. Afinal, se você pudesse prever o futuro, seria um bilionário da loteria agora.

Vírus 4: Vírus de leitura das mentes: Este vírus está agindo sempre que você acha que sabe o que as pessoas estão pensando, mesmo que elas não lhe tenham dito nada. O antivírus é lembrar que já é meio difícil ler a própria mente, quanto mais a dos outros.

Vírus 5: Vírus pensar com sensações: Estes vírus em geral te infectaram em alguma situação desagradável no passado. Agora, situações semelhantes vão provocar pensamentos negativos: “Eu tenho a sensação que isso não vai dar certo”… Simplesmente DELETE O BICHO!

Vírus 6: Vírus da culpa: Substitua palavras como: eu deveria, eu preciso, eu poderia, eu tenho que… por:
Eu quero, eu vou, eu posso fazer assim…Não fique centrado no passado. Use o “antivírus momento presente”.

Vírus 7: Vírus rotulação: Sempre que esse vírus coloca um rótulo em você mesmo ou em outra pessoa, ele detém a sua capacidade de ter uma visão clara da situação: Variantes – Tonto, frígida, arrogante, irresponsável e mais de um milhão de rótulos auto-instaláveis. O rótulo generaliza, transformando a realidade das pessoas em imagens virtuais de sua imaginação infectada. O melhor anti-vírus pra ele é o “ampliação da consciência.exe”.

Vírus 8: Vírus da personalização: Esse faz você levar tudo pro lado pessoal. Exemplo: Quando alguém passa por você de cara amarrada e não te cumprimenta, o vírus faz CRER que a pessoa certamente está com raiva de você. A “expansão da consciência.exe” deleta muito bem este tipo de vírus.

Vírus 9: Vírus culpar os outros: É o pior de todos os vírus do pensamento! Ao culpar automaticamente os outros pelos problemas da sua vida, este vírus o torna impotente para responsabilizar-se pelo próprio destino. Incapaz de mudar qualquer coisa. Use o “antivírus da auto-estima” e pare de projetar nos outros as suas próprias culpas.

Use como anti-vírus palavras como: Eu gosto de… Eu faço isto por você… Eu amo você… Você é meu amigo… Vamos sorrir juntos… Que tal um abraço… Como vai você? Um carinho… Muitos beijos.

A Caixa de Pandora

O BEM E O MAL

AS EMOÇÕES NEGATIVAS

Diz a lenda grega que Pandora foi a primeira mulher, criada por Hefesto e provida de todos os dons. Foi enviado aos homens munida de uma caixa que continha todos os bens e todos os males. Epimeteu, o primeiro homem, abriu a caixa e tudo se espalhou pelo mundo, permanecendo no fundo apenas a esperança.

Reprimir emoções negativas é a maior causa das doenças psicossomáticas, que muitas vezes explodem da pior forma possível. O que fazer com elas então?

Por exemplo, o medo. Em vez de tentar sufocá-lo, observe-o, caminhe em sua direção. Você ficará cada vez mais apavorado, até que, num dado momento, ele simplesmente desaparecerá. Por quê? Porque é um fantasma, não existe. Se você o encara, ele só lhe assusta até certo ponto. Depois, some!

A tristeza? Não a reprima. Utilize-a para escrever poesias ou pintar um quadro. Ela é uma tremenda energia inspirativa. Solte todo este êxtase que está dentro de você!

Raiva? Empregue-a naquele afazer que sempre relegou a segundo plano. É uma grande energia de vontade: de repente, estará arrumando toda a casa ou terminando aquele trabalho que nunca começou.

A angústia é uma grande energia purificadora. Quando você aceita a angústia, ela queima a causa e, quando chega o momento do fato, ele nunca acontece. Contudo, se você a reprime… volta-se contra você! A natureza sempre se vinga, esta é uma das suas leis! Basta ver o que está acontecendo com a Terra nos dias atuais, com secas onde antes existia vegetação etc. etc. etc.

Não se reprima. Tudo que é reprimido volta à tona de forma violenta, porque precisa sair e, nestes momentos, é que os atos mais insanos são cometidos.

Sentir as chamadas “emoções negativas” acontece em determinados momentos, haja ou não uma razão lógica para isso. A diferença está na alquimia, na pedra filosofal que permite transformar metal em ouro. Uma raiva ou tristeza bem canalizada torna-se útil e bela.

Se estas emoções, existem, há a sua razão de ser, porque nada é por acaso.

Não, não é fácil controlar as emoções, principalmente porque as emoções não são para serem controladas, mas canalizadas.

Quem pratica artes marciais sabe que a maior razão da sua existência não é a simples defesa contra um possível inimigo, mas dar vazão a toda a agressividade que há dentro de si. Quando chega a hora de uma luta real, muitas vezes consegue vencer sem lutar.

Quem é tímido, pode, por exemplo, fazer um curso de teatro, onde poderá dar expressão as suas emoções e, assim, tornar-se mais seguro de si, pondo para fora toda a expressão do seu ser tolhido por suas próprias ações.

Jamais negue a si mesmo! Jamais reprima o que sente! Uma raiva genuína é mais bela do que um sorriso hipócrita! Apenas conduza o que sente de uma forma inteligente. O primeiro passo para controlar as emoções é aceitá-las, sem repressão, e utilizá-las de modo inteligente. Lembre-se, uma faca pode ser usada por um cirurgião ou por um assassino.

Contudo, jamais vire a outra face, se for agredido. Responda à altura, porque a autodefesa e a sobrevivência são leis naturais, fazem parte da sua natureza. O ponto de partida é onde você está, é você mesmo. Se você não ama a si mesmo, como pode amar mais alguém?

Vencendo o desânimo

O grande carro de luxo parou diante do pequeno escritório à entrada do cemitério e o chofer, uniformizado, dirigiu-se ao vigia.

– Você pode acompanhar-me, por favor? É que minha patroa está doente e não pode andar, explicou. Quer ter a bondade de vir falar com ela?

Uma senhora de idade, cujos olhos fundos não podiam ocultar o profundo sofrimento, esperava no carro.

– Sou a Sra. Adams, disse-lhe. – nestes últimos dois anos mandei-lhe cinco dólares por semana…

– Para as flores, lembrou o vigia.

– Justamente. Para que fossem colocadas na sepultura de meu filho.

– Vim aqui hoje, disse um tanto consternada, porque os médicos me avisaram que tenho pouco tempo de vida. Então quis vir até aqui para uma última visita e para lhe agradecer.

O funcionário teve um momento de hesitação, mas depois falou com delicadeza:

– Sabe, minha senhora, eu sempre lamentei que continuasse mandando o dinheiro para as flores…

– Como assim? Perguntou a dama.

– É que… a senhora sabe… as flores duram tão pouco tempo…

– E afinal, aqui, ninguém vê…

– O senhor sabe o que está dizendo? Retrucou a senhora Adams.

– Sei, sim senhora. Pertenço a uma associação de serviço social, cujos membros visitam os hospitais e os asilos.

– Lá, sim, é que as flores fazem muita falta…

– Os internados podem vê-las e apreciar seu perfume.

A senhora deixou-se ficar em silêncio por alguns segundos. Depois, sem dizer uma palavra, fez um sinal ao chofer para que partissem.

Meses depois, o vigia foi surpreendido por outra visita. Duplamente surpreendido porque, desta vez, era a própria senhora que vinha guiando o carro.

– Agora eu mesma levo as flores aos doentes, explicou-lhe, com um sorriso amável.

– O senhor tem razão. Os enfermos ficam radiantes e fazem com que eu me sinta feliz.

– Os médicos não sabem a razão da minha cura, mas eu sei.

– É que reencontrei motivos para viver. Não esqueci meu filho, pelo contrário, dou as flores em seu nome e isso me dá forças.

A Sra. Adams descobrira o que quase todos não ignoramos mas muitas vezes esquecemos. Auxiliando os outros, conseguira auxiliar-se a si própria.

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Você sabia que não é necessário visitar o túmulo dos entes queridos que partiram para levar o nosso carinho?

É que eles, definitivamente, não estão ali, onde foi enterrado o corpo físico, mas são como pássaros que deixaram a gaiola e voam livres.

Para que demonstremos o nosso afeto, basta que lhes enviemos as flores da nossa gratidão através do pensamento impulsionado pelos sentimentos de afeto que sempre nos nutriu e eles receberão, onde quer que estejam.

Assim, a nossa visita ao cemitério será apenas para conservação e limpeza do lugar que serviu de aduana para a libertação do ser a quem tanto amamos e que continua vivendo.

Vida

A vida são deveres que nós trouxemos

Pra fazer em casa. Quando se vê já são seis Horas!

Quando se vê, já é sexta-feira…

Quando se vê, já terminou o ano…

Quando se vê, passaram-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado…

Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade,

Eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em

Frente e iria jogando, pelo caminho,

A casca dourada e inútil das horas…

Dessa forma eu digo, não deixe de fazer algo que

Gosta devido à falta de tempo, a única falta que

terá, será desse tempo que infelizmente

Não voltará mais.

–Mário Quintana

Mandamentos de Jefferson

1. Não deixes para amanhã o que puderes fazer hoje.

2. Não peças o auxílio de outrem no que puderes fazer só.

3. Não compres objetos inúteis sob o pretexto de que são baratos.

4. Não sejas vaidoso nem orgulhoso, pois o orgulho e a vaidade custam mais do que a fome e a sede.

5. Nunca te arrependas de ter comido pouco.

6. Não despendas o teu dinheiro antes de o teres ganho.

7. Pratica de boa vontade todos os atos e nunca te cansarás.

8. Não tenhas apreensão, pois não sabemos o que o futuro nos reserva. As desgraças que mais tememos são, em geral, as que não se realizam.

9. Considera todas as coisas sob um ponto de vista favorável.

10. Quando estiveres contrariado, conta até dez, antes de proferir qualquer palavra; contarás até cem, se estiveres encolerizado.

Os morangos da vida

Um caçador estava sendo perseguido por um tigre e correu por entre as árvores daquela floresta. De repente a floresta acabou e um grande barranco apareceu sob os pés do homem que, perdendo o equilíbrio, escorregou por suas paredes. Mas, afortunadamente, ele agarrou-se a umas raízes bem fortes que brotavam nas paredes do barranco.

Avaliando a situação, percebeu aflito que, além do tigre que o espreitava lá em cima, haviam dois enormes ursos lá em baixo aguardando que ele caísse. O homem ficou assim, pendurado, por alguns segundos, pensando o que fazer quando viu na parede do barranco onde estava seguro, um lindo pé de morango com uma fruta lindamente avermelhada brilhando perto de si. Vagarosamente com uma das mãos livres o homem arrancou o morango e o saboreou lentamente….

Moral da estória: Mesmo que você esteja perturbado com desafios e situações muito difíceis, tanto vindo de cima quanto vindo de baixo, não perca a oportunidade, se aparecer, de comer os “morangos da vida”….

A recompensa do lenhador

Encomendou-se certa vez a sete lenhadores uma porção de lenha serrada.

O primeiro lenhador disse: “Esta lenha está verde, e a serra assim não correrá bem. Esperarei até que a lenha esteja seca”. E assim fez.

O segundo lenhador disse: “Esta serra está cega, e nunca terminarei de serrar a minha porção de lenha. Pedirei ao patrão que a mande afiar, e então serrarei a lenha.” E assim fez.

O terceiro lenhador disse: “Esta lenha tem tantos nós que me custará muito serrá-la. Pedirei ao patrão que em lugar dela me dê outra, mais direita, e esta serrarei com todo gosto.” E assim fez.

O quarto lenhador disse: “Esta lenha é dura demais para ser serrada. Direi ao patrão que a troque por lenha mais branda, e então serrarei.” E assim fez.

O quinto lenhador disse: “Hoje faz muito calor. Esperarei até que o tempo refresque um pouco.” E assim fez.

O sexto lenhador disse: “Dói-me terrivelmente a cabeça. Esperarei até que me sinta melhor”. E assim fez.

O sétimo lenhador teve que serrar lenha verde, nodosa e muito dura. Sua serra também estava embotada, e doía-lhe a cabeça. Além do mais, fazia para ele o mesmo calor que fazia aos outros.

Mas afiou a serra, de modo que serrava com toda facilidade a lenha mais dura e nodosa. O exercício tirou-lhe a dor de cabeça e o fez sentir-se bem.

No fim do dia o patrão o incumbiu de serrar as outras seis porções de lenha.

Quando olhamos para as dificuldades, não fazemos aquilo que devíamos ter feito.