Osama, Obama, fatos, tragédias e suas relações conosco e com nosso dinheiro

No dia 11 de setembro de 2001, quando as torres gêmeas vieram ao chão, aprendi algumas coisas importantes sobre como funciono sob stress emocional.

2001

O que estava acontecendo era demais para eu conseguir entender. Entendia os fatos em sí, mas a brutalidade, a proporção, a execução, tudo isso fez com que meu cérebro desligasse qualquer processamento lógico. Era apenas emoção, tentando aceitar o que tinha acontecido. Alguns meses antes estava planejando ir aos EUA. Ficaria na casa de um amigo que morava perto de Nova Iorque. Quando cairam as torres, tentei contato com ele e só consegui muitas horas depois. Ele então me disse que estava a trabalho na segunda torre, no quarto andar, enquanto caía a primeira torre. Se tivesse viajado para os Estados Unidos, teria aproveitado a oportunidade de ir junto com ele ao World Trade Center, mas como não estaria trabalhando, certamente iria ver a vista no topo do prédio. Sem chances de chegar ao solo a tempo.

Uns meses antes, a empresa onde trabalhava, uma startup de internet que recebia investimentos vindos dos EUA, sofreu com o estouro da bolha de internet e ficou sem recursos para continuar. Estava há seis meses sem receber e, com minhas reservas acabando, achei mais prudente cancelar a viagem. Alguns dizem que foi sorte. Outros chamam de providência divina. Eu apenas digo que:

Quando nos acontecem coisas ruins, geralmente há algo bom relacionado. Pode ser uma “sorte”, ou pode ser uma chance de aprender algo. Normalmente não temos ainda a capacidade de compreender as implicações disso, mas aprendi a aceitar as pequenas tragédias diárias e a tentar sempre buscar algum aprendizado delas.

Escapei da tragédia. Meu dinheiro, não.

Naquela época todo meu patrimônio estava investido em ações. Havia multiplicado meu dinheiro em poucos anos. Com um investimento inicial de R$ 3000, fiz o mesmo crescer para R$ 15.800 em apenas dois anos na bolsa de valores. Estava com ações em carteira que sabia serem bastante voláteis na época, mas não ficaria com elas muito tempo então não havia motivos para preocupação. A não ser, claro, se destruíssem a confiança do planeta de um dia para o outro.

Minhas ações despencaram de R$ 15.800 para apenas R$ 700 (não esqueci um zero, são setecentos reais mesmo). Só notei isso três dias depois, quando saí do estado de choque em que estava com a tragédia e lembrei: “minhas ações!”

Nada que possuímos é concreto. Tudo pode mudar de uma hora para outra. O mundo tem tantas variáveis em jogo que é impossível termos o controle de tudo. É impossível termos controle.

2011

Em 2010 visitei aquele amigo que citei na história anterior. Desta vez na Califórnia, do outro lado dos EUA. Fiquei pouco tempo no Silicon Valley, mas o suficiente para reacender a chama do que um dia havia sido meu sonho de nerd adolescente, morar no vale do silício, berço das empresas de tecnologia. Em março deste ano estava prestes a me mudar para lá para uma temporada de seis meses, uma espécie de mini-sabático, já que continuaria a tocar meus negócios de investimento em imóveis e consórcios imobiliários através da internet.

Poucas semanas antes da viagem recebo um convite irrecusável, com uma proposta de viagem ao Japão para duas semanas divulgando o investimento em consórcios e o investimento em imóveis para um grupo de 350 famílias de brasileiros que moram e trabalham lá. Prorrogo a viagem aos EUA por 12 dias e arrumo as malas para o Japão. Tudo corre bem nesta viagem, mas fico chateado de não ter conseguido ficar alguns dias a mais para aproveitar o lançamento de dois produtos eletrônicos que estava aguardando, uma máquina fotográfica Fuji X100 e o iPad 2.

Voltando do Japão, faço escala em Nova Iorque um dia antes do lançamento do iPad 2. UM DIA!!! Chego no Brasil e ao ligar meu celular, ainda em São Paulo, começo a receber mensagens perguntando se já havia voltado, se estava tudo bem porque a família estava preocupada… Entro no twitter e vejo do que estão falando. Saí do Japão exatamente um dia antes dos terremotos e tsunamis. Sem máquina fotográfica, sem iPad 2, mas com vida.

Osama, Obama e o nosso dinheiro.

Há coisas sobre as quais não temos controle, mas nem por isso devemos desligar o cérebro, deixar de planejar e deixar a vida simplesmente nos levar. Sim, as vezes não há o que fazer, é mais forte do que nós, como foi o estado de choque que fiquei com a queda das torres gêmeas. Porém outras vezes, simplesmente não nos damos conta das implicações de certos fatos, não por conta de algum bloqueio, mas porque apenas não paramos tempo suficiente para pensar. Tudo é tão corrido em nosso dia a dia, que acabamos não dedicando tempo para digerir as notícias do dia. Apenas as recebemos de maneira automatizada, sem realmente as processar. Em relação às notícias desta semana, você já pensou nas implicações que esta notícia tem para o mercado, para o ânimo dos americanos, para a percepção mundial sobre os Estados Unidos? Já pensou que implicações a morte do Osama traz para seu dinheiro e seus investimentos?

Não tenho bola de cristal, mas tenho algumas opiniões sobre o futuro da bolsa de valores no Brasil. Você investe em ações? Eu acho que nossa bolsa vai cair nos próximos meses. Tenho uma teoria sobre este assunto. Com o aumento da confiança na economia americana e as melhoras dos fundamentos atreladas a isso, muito dinheiro que hoje está em países emergentes, leia-se, Brasil, irá voltar aos EUA, derrubando com isso o mercado altamente inflado que vinhamos tendo nos últimos anos. Acho que a morte do Osama irá causar na população norte-americana uma reação do tipo “nós conseguimos realizar tudo o que nos propomos”. Na minha opinião, correções fortes virão. E já estou me preparando para aproveitar as barganhas.

E você, o que acha? Desculpe misturar tantos assuntos em um só texto, mas você já me conhece, sabe que meu cérebro nunca fala de algo sem pensar em suas diversas interrelações. E no final das contas, quem faz as melhores relações entre fatos aparentemente desconexos, acaba agindo mais cedo e aproveitando as melhores oportunidades 🙂

Deixe de ser preguiçoso se você deseja investir bem em imóveis!

Passei aqui rapidinho só para dizer que ontem publiquei um novo texto no meu site sobre Investimento em Imóveis. Clique no título abaixo para ler diretamente o original.

Artigo: Deixe de ser preguiçoso se você deseja investir bem em imóveis!

Abraço e sucesso!

Made in Japan

Castelo Hikone, foto do meu amigo Marco Bianchini.

Tudo que eu escrevo acontece.

Parto em viagem de trabalho ao Japão na segunda-feira, dia 21 de fevereiro de 2011. Fico lá até dia 10 de março na região de Suzuka, mais especificamente em Kameyama. Para acompanhar a viagem, siga-me no Twitter, veja as fotos no Flickr e lembre-se de assinar para receber meus textos aqui do Peruzzo.Org diretamente no seu email, cadastrando-se na barra lateral do site.

A semana passada foi intensa. Estávamos com a passagem para os EUA marcada para dia 18 de março. Toda preparação prévia estava pendente, entre elas:

  • vender o apartamento onde moramos;
  • vender alguns imóveis de investimento na planta;
  • vender as coisas que não precisaremos depois que voltarmos, principalmente alguns eletrônicos, computadores, notebooks, máquinas fotográficas, filmadoras e alguns móveis;

Semana passada acertamos a venda do apartamento, acertamos a venda dos três apartamentos que tinhamos na planta e ainda aconteceram uma série de fatos incríveis. Vamos por partes…

Há quatro anos…

Há quatro anos minha sobrinha estava morando no Japão. Minha esposa é madrinha dela. Planejamos visitar eles lá dois anos depois de terem se mudado. Antes disso, voltaram para o Brasil. Sem a viagem para o Japão, ficamos aquele ano no Brasil, compramos um apartamento bem maior (escrevi que moraria com mais espaço em meu plano de vôo de 2006) e no ano seguinte fomos para Europa. Conhecer o Japão havia ficado para trás. Sem minha sobrinha e minha cunhada lá, não havia muito que nos puxasse a isso fora a curiosidade natural e meu apreço pela alta tecnologia.

De volta aos dias atuais…

Há pouco mais de uma semana um casal de amigos, investidores em consórcios pela Megacombo, me ligam em continuação a uma conversa que havíamos tido 40 dias antes. Perguntavam se estava de pé nossa parceria. Basicamente o que queriam era divulgar meu trabalho sobre os investimentos em consórcios e imóveis, junto com os planos de formação de patrimônio, para os brasileiros que moravam na mesma cidade e trabalhavam na mesma fábrica que eles. Moram no Japão. Foram para lá como muitos, com os planos de trabalhar duro, economizar, comprar a casa própria no Brasil, formar uma boa reserva financeira ou um bom patrimônio para adquirir imóveis de aluguel ou montar seus próprios negócios quando voltassem.

Disse que continuava tudo de pé, que eles poderiam divulgar a vontade meus textos e que se fechasse negócios com os amigos deles atenderia-os individualmente por email ou telefone, analisando cada situação e bolando o plano mais adequado para cada um. Avisei que estava de mudança para os EUA no dia 18 de março deste ano, então as coisas estavam um pouco corridas. Disse mais, que se houvessem vendas suficientes, eu usaria toda a comissão que a Rodobens me paga para ir até o Japão conhecê-los pessoalmente. Isso foi o gancho que faltava. Depois dessa sugestão, disseram que o ideal seria exatamente isso, falar pessoalmente com cada um dos interessados, todos cheios de perguntas e dúvidas, ávidos por conhecer pessoalmente minha história e de como conquistei cada um dos meus objetivos financeiros e de qualidade de vida. Aquilo que escrevi lá atrás sobre ir ao Japão agora estava se tornando real, por motivos totalmente diferentes. Diferente de tudo que planejei, mas ao mesmo tempo de maneira muito mais curiosa e interessante. Já escrevi várias vezes aqui, trabalhar e divulgar este investimento que tanto me ajudou e continua ajudando a formar patrimônio nao é um trabalho para mim, é um prazer. Eu realmente me realizo ajudando as pessoas a realizarem seus sonhos financeiros. Adoro falar desses assuntos e de mostrar como um plano simples pode gerar um resultado surpreendente.

Liguei para outro amigo, agente de viagens. Perguntei quanto custaria uma viagem para o Japão em determinadas datas. Ele me retornou por email alguns minutos depois do telefonema. Não havia me passado o orçamento, enviou diretamente a reserva das passagens. Bastava eu confirmar para efetivar a compra. Falei com o casal que estava no Japão e no mesmo dia confirmamos tudo. Uma semana depois embarcaríamos para o Japão!

Dentro de dois dias, na próxima segunda-feira, minha esposa e eu pegamos o vôo que nos levará para a Terra do Sol Nascente. Um grupo de brasileiros descendentes de japoneses nos aguarda para duas semanas inteiras de bate papo e tira-dúvidas. O casal de amigos que organizou tudo está montando uma agenda com as folgas semanais de cada um, para conseguirmos conversar com o máximo de pessoas possível.

Um pouco sobre japoneses e descendentes de japoneses…

Há muito tempo tenho uma afeição enorme pela cultura japonesa. Não é apenas pela questão da tecnologia, mas também pelos rituais, pela história de força e superação. Fui sócio de vários japoneses no passado não muito distante. Em uma das empresas, era o único brasileiro no meio de seis japoneses sócios e a contadora da empresa também japonesa. Era engraçado quando um se empolgava e no meio de uma explanação “chaveava” a língua para o japonês e no final me olhava com aquela cara de “e aí, o que tu acha, Fabricio?”. E então todos se viravam para mim e abriam um sorriso, a forma contida que eu sabia ser o equivalente a uma enorme risada, quando o falante em questão finalmente se dava conta que na empolgação eu havia ficado sem entender nada do que havia dito 🙂

Tenho uma história legal sobre a colonização japonesa. Não lembro de detalhes exatos, ouvi esta história quando era muito pequeno e ela me marcou, retomando sua força quando passei a investir com os consórcios. Diz mais ou menos o seguinte:

Quando os primeiros descendentes de japoneses vieram para o Brasil, fugindo da guerra, da crise e da falta de perspectivas em sua terra natal, formaram pequenas colônias mais ou menos fechadas, onde preservaram sua cultura e seus rituais, passando os mesmos de pai para filho. Era como se tivessem construído um pequeno Japão em cada uma das cidades em que se estabeleceram. Se integraram com as pessoas destas regiões, mas mantinham seu núcleo coeso, forte, cada família ajudando as outras que viviam próximas.

A maneira que encontraram para sobreviver e prosperar nesta nova terra envolvia os conceitos de comunidade enraizados em sua cultura, mas o mais interessante é a forma como aos poucos, cada família de descendentes japoneses abria seus pequenos negócios, fazendo toda a comunidade crescer e prosperar.

O que faziam era o seguinte: cada família dava uma pequena contribuição mensal para um ancião, normalmente o mais velho ou o mais experiente dos imigrantes que moravam alí. Este, a cada mês, sorteava uma família para receber o conjunto das contribuições de todos os outros para poder, com este dinheiro, iniciar seu próprio negócio. Assim, ao longo do tempo, cada uma das famílias receberia uma pequena bolada de dinheiro e no final das contas todos teriam condições de se estabelecer prosperamente na região.

O que eles faziam é o conceito básico e essencial dos consórcios!!! Muito obrigado, japoneses, pela maior e mais perfeita ferramenta de alavancagem pessoal e patrimonial que existe. Devo a maior parte do que conquistei nesta vida a este sistema fantástico. Muito, muito obrigado!

Futuro…

Esta experiência é única, no sentido de ser a primeira vez que isso acontece. Já fiz coisas parecidas indo até São Paulo, Rio de Janeiro, interior do RS. Já houve pessoas bem mais próximas que tiveram vontade de fazer algo parecido mas não passaram da vontade, nunca realizando efetivamente algum evento, palestra ou encontro. Já conversei sobre os consórcios com brasileiros que moram nos EUA, na Inglaterra, em Barcelona, em Florença… Todas as vezes aproveitando viagens turísticas que havia programado. Ir até o outro lado do planeta, tão longe, é que é a novidade única, principalmente porque desta vez não vou para turismo, eventualmente aproveitando para conversar com uma ou duas pessoas. Desta vez vou especificamente para falar de investimentos!

Por outro lado, esta é uma nova porta que se abre. Tenho certeza de que esta experiência me levará a muitos outros lugares para conversar com muitas outras pessoas. Eu sempre digo que o maior benefício que esta carreira de “orientador para formação de patrimônio” me trouxe, não foi o simples crescimento dos negócios. O maior benefício são as pessoas maravilhosas que tenho oportunidade de conhecer ao longo desta caminhada. Gente simples, sincera, honesta, focada no crescimento pessoal, profissional e financeiro. Gente que busca o melhor para si e para suas famílias. Gente que busca o mesmo que eu, paz, tranquilidade, conforto e um futuro ensolarado.

Por tudo isto só posso terminar este texto de uma maneira:

Obrigado, Luciana e Marco, por cruzarem meus caminhos. Obrigado por terem acreditado em mim e em minha empresa mesmo morando do outro lado do planeta. Sei que o futuro me reservará muitas novas surpresas desse tipo, mas tão longe quanto o outro lado do planeta, só vocês 🙂

Garota eu vou pra Califórnia…

O estado das coisas em fevereiro de 2011

O ano de 2011 começou de maneira alucinante para mim. Há tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que precisaria de vários posts para contar tudo e refletir mais detalhadamente em relação a cada assunto. Este é o primeiro, outros virão em seguida. Espero que estes textos ajudem ao menos uma pessoa que esteja passando por um furacão parecido.  A propósito, é um furacão de coisas boas!

Bondinho histórico em San Francisco.

Garota eu vou pra Califórnia…

Não vou para viver a vida sobre as ondas, tampouco para ser artista de cinema. Meus objetivos são mais práticos, junto com minha esposa, vamos para aperfeiçoar o inglês falado. Ficaremos pouco menos de seis meses por lá, um tempo razoável para conseguir a fluência na língua quando já se sabe alguma coisa. Ao mesmo tempo é um período relativamente longo, precisando de certas preparações prévias em relação ao que temporariamente deixamos no Brasil. Esta parte do texto pode ajudar quem pretende fazer uma viagem de longa duração e não sabe por onde começar. No mínimo servirá para que você deixe de se dar desculpas para não fazer uma viagem deste tipo.

Como ganhar dinheiro morando fora do país.

Qualquer período em outro país envolve questões práticas de como nos sustentar lá fora. No nosso caso é tudo relativamente simples, já que ao ter conquistado a independência financeira em 2007, poderia viver indefinidamente dos rendimentos das minhas aplicações. Só que isso, na época, era referente a viver um custo de vida relativamente limitado em relação ao que temos hoje. Mais que isso, era algo referente ao custo de vida no Brasil, com contas em reais, não em dólar. Além disso, nossos investimentos imobiliários mais recentes exigem um fluxo mensal de capital bastante elevado, ou seja, continuar com nossos negócios gerando dinheiro é essencial para manter “a máquina rodando”.

Felizmente conseguimos organizar nossas vidas ao longo dos últimos anos, de maneira a conseguir trabalhar independente de nossa localização. Minha esposa é estilista e designer, trabalha como freelance em diversos projetos usando as ferramentas da internet para comunicação e envio dos trabalhos. Eventualmente faz reuniões presenciais ou usa os correios para envio de objetos físicos, mas na maior parte do tempo, uma máquina fotográfica, um scanner e um notebook conectado à internet são o suficiente.

Na Megacombo as coisas são mais simples ainda. Meu trabalho é essencialmente de orientação aos investidores, usando email, skype, MSN e telefone para isto. Na parte prática de geração de contratos e boletos de pagamento, tudo é online. Para os consórcios da Rodobens que vendo, gero os contratos diretamente no sistema web deles, preenchendo os dados dos clientes e enviando arquivos PDF dos contratos. Os clientes simplesmente imprimem estes contratos, assinam e enviam diretamente para a Rodobens, aos cuidados da minha gerente de negócios. Funciona como um reloginho, tendo me permitido ajudar investidores de todo o Brasil e até mesmo muitos brasileiros que moram no exterior. Sobre estes últimos, brasileiros que moram no exterior, tenho novidades impressionantes… Escrevo mais adiante sobre isso…

Atendimento aos clientes brasileiros.

Em relação ao atendimento telefônico, com serviços de VoIP é possível ter um número telefônico nacional que atendo diretamente no meu iPhone, em qualquer lugar do planeta em que eu esteja. Assim, meus clientes no Brasil ligam para um número local, sem custos de ligação internacional. Atualmente, morando em Porto Alegre, tenho apenas um número telefônico local. Ao mudar para os Estados Unidos aproveitarei para também adquirir um número de telefone de São Paulo, onde está a maioria dos meus clientes.

Graças a diferença no fuso horário, o atendimento telefônico ficará bem resolvido. Acordo cedo nos USA e trabalho em casa no período da manhã, sendo o equivalente a atender o turno da tarde no Brasil. Lá, estarei cinco horas a menos do que aqui, então as 8h da manhã, começo a atender os telefones da tarde no Brasil. Claro que isso significa que vocês não devem me ligar pela manhã daqui, mas isso não faria muita diferença, já que morando no Brasil, normalmente marcava minhas reuniões pela manhã, não estando disponível no telefone. Além do mais, muito poucas pessoas me ligam, a maioria prefere relatar suas dúvidas por email, onde dá para explicar em mais detalhes e tudo fica bem documentado.

E como ficam meus investimentos imobiliários no Brasil?

Hoje em dia concentro meus investimentos imobiliários na D&P Investimentos Imobiliários. Esta empresa é gerenciada pelo meu sócio e pela equipe profissional da Steffen & Pozzi S.A., da qual também sou acionista. Isto significa que não preciso estar presente no dia a dia da operação, participando apenas de reuniões periódicas de andamento dos negócios. Explico isso tudo em mais detalhes no site sobre investimentos imobiliários.

A D&P Investimentos Imobiliários também é a empresa onde meus clientes da Megacombo investem seus consórcios contemplados, transformando-os em investimento na construção de imóveis para venda. Isto permite que lucrem tanto com a alavancagem proporcionada pelos consórcios, quanto com os lucros normalmente obtidos na construção de imóveis para venda. Lucros encadeados são uma beleza… Tudo é explicado e organizado usando a internet. No final, os contratos físicos são enviados pelo correio, tudo prático, simples e seguro. Alguns investidores mais curiosos as vezes nos visitam para conhecer os empreendimentos que estamos construindo, então para estes, por alguns meses enquanto eu estiver fora, serão recepcionados pelo meu sócio Gerson Pozzi 🙂

Tenho ainda três apartamentos que adquiri na planta, com perspectiva de lucrar 200% em cada em dois anos. As obras concluem em abril e julho de 2012 e já se passou um ano inteiro desde que adquiri os mesmos. Em princípio poderia ficar com eles para executar o plano original de vender uns meses antes da data de conclusão, mas resolvi vendê-los antecipadamente. Decidi por isso ao planejar os próximos meses depois da aventura californiana. Voltamos no final de agosto, ficamos um mês no Brasil e um prêmio anual da Rodobens nos leva a Cancun e Miami por alguns dias. De lá, estendemos a viagem para NY por mais uma semana e então partimos direto para Paris, onde moraremos os seis meses seguintes. Ou seja, não estaremos no Brasil nos meses que antecedem a conclusão das obras, que é justamente o momento ideal de vender estes apartamentos para os futuros moradores. Três pessoas já estão de olho nos mesmos, um já enviou os documentos para a Goldsztein-Cyrela (a construtora responsável pelas obras) e os outros ainda não. Se você que lê isto estiver interessado, ainda pode dar tempo. Resumindo: lucro de pelo menos 100% em um ano de investimento; investimento de R$ 30.000 a R$ 60.000; estou repassando pelos valores de aquisição em outubro de 2009.

O que vocês vão fazer em Paris? Porque morar lá?

A resposta curta é: porque podemos e porque gostamos de queijos e iogurtes! Quem conhece Paris pode dar milhares de outros motivos. Já escrevi antes que minha esposa é estilista e agora completo que o objetivo central deste ano “meio sabático” é o crescimento pessoal e profissional da minha família. Assim, direcionando os holofotes um pouco para minha esposa, vamos imaginar uma estilista brasileira, eventualmente trabalhando em uma “casa de moda”, fluente em inglês, francês e italiano. Com visto americano para negócios e turismo válido por 10 anos. Com passaporte europeu. Com experiência fora do país. Parece uma profissional diferenciada? Pois é. Este ano é para isso. Quanto a mim, adoro Paris, adoro a cultura que se respira por lá e gostaria muito de aprender francês bem o suficiente para aproveitar melhor alguns locais da Europa.

Como aprender inglês morando nos EUA? Ou, porque vamos para o Silicon Valley?

Um dos segredos que pretendo utilizar para “respirar em inglês” são os meus conhecimentos e experiência em negócios de internet. Apesar de não poder trabalhar oficialmente nos EUA, posso circular livremente como turista e posso participar de encontros e eventos de tecnologia e startups, ajudando, conversando e trocando idéias com programadores e empreendedores locais. Eventualmente posso até me tornar sócio de alguma empresa por lá! O importante é que ao me inserir em um grupo, aumentam minhas interações com a língua, acelerando a fluência. A Iasmine fará o mesmo, já tendo localizado inclusive um museu de moda na cidade onde ficaremos, para atuar como voluntária.

Se fossemos apenas fazer um ano sabático de diversão, Las Vegas seria bem mais interessante!!! Devido a crise americana, os preços por lá são até três vezes menores do que no Silicon Valley. Aluguéis de apartamentos de um dormitório em condomínios de luxo, totalmente mobiliados como casinha de boneca, construção de 2009, piscina olímpica, academia, salão de festas e business center, por menos do que cinco diárias em um hotel da Strip. Ok, divago, mas já pesquisei tudo porque os parentes e amigos que desejam conhecer Las Vegas já estão sendo convidados. Temos alguns amigos que casam este ano e não estaremos presentes. Se forem nos visitar, poderão casar novamente por lá, com um Elvis!

Próximos passos.

Construímos nosso futuro com nossas ações, um dia após o outro. Desta forma, deixo abertas todas as possibilidades. Os planos estão traçados, mas alterações sempre são possíveis ao longo do caminho.

E você, já pensou em morar fora do país durante algum tempo? O que te impede? Deixe suas impressões nos comentários.

Obrigado por confiar no meu trabalho

Acabo de voltar de viagem da Europa com minha esposa. Desta vez, fomos apenas a Paris e Londres, com um dia em Versailles para ver os jardins floridos e a exposição do Takashi Murakami no palácio.

Esta viagem foi especial, os primeiros dias foram pagos pela Rodobens como prêmio aos classificados Diamante no Programa Qualy. Esta é a qualificação máxima. Se a atingi, em grande parte isto se deve a cada um dos amigos e clientes que confiam no meu trabalho. Pessoas que na grande maioria, confiaram em mim sem nunca terem me visto pessoalmente, baseados apenas no pouco que consigo mostrar através dos meus textos e sites.

Há pouco tempo comecei a gravar alguns videos com o objetivo de tentar chegar um pouco mais perto de cada cliente. Espero com isso que aqueles que sentem a necessidade de verem com quem investem seus dinheiros e seus sonhos de vida, possam amenizar um pouco a distância através das ferramentas que a tecnologia nos oferece.

Gravei um breve vídeo de agradecimento aos meus amigos e clientes.

Como estava dizendo antes, hoje o dia é de agradecimento, então, muito obrigado por toda confiança depositada em mim e no plano de investimento em imóveis que desenvolvi. Um plano usado por investidores com muito dinheiro, mas também por jovens que estão apenas no início. Um plano que permite o crescimento contínuo e sustentável. Um plano que beneficia os bons hábitos financeiros.

O futuro pertence àqueles que o buscam com intensidade. Para atingir uma vida financeiramente livre, basta nos atermos a poucos detalhes:

1. Trabalhar para ganhar dinheiro.
2. Viver com menos do que ganhamos.
3. Investir a diferença entre o primeiro e o segundo.

Com meus textos, busco ajudar a facilitar a compreensão de cada um destes pontos, explicando formas de obter mais rendimentos, fazer melhores escolhas para viver melhor gastando de forma mais inteligente financeiramente, e finalmente, orientando em todas as etapas do investimento em busca da formação de um patrimônio sólido e seguro que garanta um futuro livre e tranquilo.

Obrigado por me proporcionar a possibilidade de te ajudar a construir um futuro melhor.

Para quem tem curiosidade em saber como foi o passeio, publiquei algumas fotos em:

Álbum de fotos de Paris e Versailles
Álbum de fotos de Londres

Mais uma vez, muito obrigado.

Em que tipo de imóvel minha empresa de investimento imobiliário costuma investir?

Como a maioria das pessoas que lêem meu site já sabem, sou sócio de uma empresa de investimentos imobiliários. É nesta empresa que invisto minhas cartas de consórcio quando as contemplo, obtendo o maior lucro e a maior segurança possíveis.

Organizamos a empresa para aceitar investimento de outras pessoas. Fazendo isso, capitalizamos nosso conhecimento do mercado e do negócio, ajudamos novos investidores a diminuir seus riscos ao contar com nosso know-how e conseguimos investir em empreendimentos maiores.

A pergunta mais freqüente que costumava receber era a pergunta do título deste post. Espero que com o texto que acabo de publicar no site em que divulgo o investimento em imóveis, diminua a freqüência com que receba este tipo de questionamento. Conheça alguns dos empreendimentos onde estamos investindo.

Que tal a casinha acima em sua carteira de investimentos? Ela faz parte da minha. Invista conosco!

Você não enriquecerá economizando no cafezinho

Publiquei um artigo com este título na Revista Papo de Homem. Leia…

Publiquei um artigo com este título na Revista Papo de Homem. Clique abaixo para ler:

Você não enriquecerá economizando no cafezinho.

Sobre o conhecimento

O conhecimento por si só não tem valor algum. É o uso que fazemos do conhecimento que o torna valioso. Dizendo isso de outra maneira, a vida não lhe paga pelo que você pode fazer. A vida lhe paga pelo que você faz.

Woman working on airplane motor

O conhecimento por si só não tem valor algum. É o uso que fazemos do conhecimento que o torna valioso. Dizendo isso de outra maneira, a vida não lhe paga pelo que você pode fazer. A vida lhe paga pelo que você faz.

Me deu vontade de escrever isso porque nesta semana que passou me incomodei com algumas pessoas próximas que insistem em viver reclamando da vida. Pessoas altamente inteligentes, muito cultas, com muita experiência nas costas, mas acomodadas, relaxadas, daquelas que “deixam a vida as levar…”

Um amigo em específico reclamava que não conseguia fazer seu dinheiro crescer nos investimentos, que estava cansado de trabalhar tanto e não ver resultados. Reclamava que estava com quase 40 anos e ainda não tinha conseguido comprar um apartamento. Só para colocar as coisas em perspectiva, estamos falando de uma pessoa que ganha R$ 4500 mensais, mora com a esposa que ganha mais R$ 1000 e não possuem filhos.

Não estou aqui para ser o guardião do que os outros fazem com seu dinheiro, nem para dizer que gastar de um jeito ou de outro seja certo ou errado. Só que meu ouvido também não é penico para ficar ouvindo choro sem sentido. Este casal gasta seu dinheiro em roupas, viagens, TVs LCD (na sala, no quarto, uma pequena na cozinha), jantares regulares… Quando viajam, ficam em ótimos hotéis e não economizam nos passeios noturnos, conhecendo mais restaurantes no exterior do que na cidade em que vivem. Enfim, uma vida bastante interessante, variada e agradável, ou pelo menos é o que seus amigos acham disso.

Estava com paciência naquele dia. Peguei uma folha de papel e comecei a perguntar:

– Para onde vocês viajaram este ano?

– Fomos esquiar no Chile mês passado. Conhecemos as Trilhas Incas em maio. Caribe e Miami em janeiro. E só.

– Só três viagens? Sorte que ainda temos quatro meses para acabar o ano! – ele não entendeu minha ironia.

Conhecendo os hábitos dele e sabendo quanto custam as coisas, comecei a calcular o custo de cada viagem, acertando com grande aproximação. Esqueci de alguns detalhes, das lembranças que trazem para os pais, para irmãos, etc. Sempre há uma caneca ou um pequeno totem que vem para uns e outros em cada viagem destas. São pessoas legais, lembram sempre dos parentes e amigos.

Depois de ter todos os valores, comecei a rabiscar o quanto achava que eles gastavam no dia a dia. Uma média de três jantares fora por semana, passeios de fim de semana, café colonial, pousada, fondue… Cinema. Carros novos dos dois e todos os custos associados a isso, como o aluguel do box extra. Ambos financiados.

Finalmente escrevi três maneiras simples para comprar um apartamento, de R$ 200.000, porque eles não podem morar em um apartamento apertado qualquer. Coloquei as duas tradicionais, poupar e financiar, além de um consórcio. Os valores mensais eram os mesmos nos três casos, R$ 2000. No financiamento eles adquiriam o apartamento imediatamente e se livravam do aluguel, sobrando mais para gastar, como este amigo dizia ao acompanhar meus cálculos. Nem se dava conta de que teria que ficar pagando isso durante 30 anos. A poupança foi rapidamente descartada, precisaria guardar estes R$ 2000 e ainda pagar aluguel, de onde tiraria esse dinheiro? E levaria quase cinco anos. O consórcio, usando o mesmo valor, permitiria adiantar algumas prestações ao longo do tempo, o que poderia ser usado como lance já pago, adiantando as chances de contemplação, mas ele não entendeu o funcionamento disso. Expliquei então que poderia simplificar e ele pagaria um pouco menos mensalmente, por volta de R$ 1700. Era muito pouca diferença, só R$ 300, não conseguia enxergar os R$ 3600 anuais que poderiam pagar uma viagem ao nordeste 🙂

Mostrei uma folha, mostrei a outra, expliquei que se ele não ganhar mais, para realizar o que tinha em uma folha precisava tirar algo da outra. E que mesmo ganhando mais, coisa que foi acontecendo ao longo dos anos, o que ele fazia era sempre direcionar estes valores a mais para a primeira folha, nunca para a segunda. Viajava mais, com mais luxo e com mais frequencia.

Por fim, disse a ele que não precisava se sentir culpado por isso tudo. Só não podia é ficar chorando sobre isso toda hora, porque aí já enche o saco. Nem deveria ficar comparando sua vida com a dos outros, afinal, não sabe quais são as prioridades de cada pessoa.

Um outro amigo certo dia me disse…

…Fabricio, sei como ganhar bastante dinheiro com meu trabalho. E adoro o que faço. Certo dia, resolvi fazer meu dinheiro crescer e comecei a estudar investimentos. Descobri muitas coisas, mas a medida em que investia me sobrava menos tempo para ganhar dinheiro com meu trabalho. Chegou um momento em que até estava ganhando bem com os investimentos e uma coisa acabava compensando a outra. Até me dar conta de que não estava mais trabalhando com o que gosto, mas sim dedicando quase todo meu tempo aos investimentos. Parei de cuidar ativamente do meu dinheiro, coloquei tudo numa aplicaçãozinha simples, segura e tradicional e voltei a trabalhar com o que gosto. Hoje tenho muito mais do que teria se continuasse me preocupando em investir em vez de trabalhar melhor para ganhar mais.

Esse amigo, há algum tempo investindo comigo tanto nos consórcios quanto agora em imóveis, há pouco tempo me comentou: “Olha como as coisas são, eu sei ganhar dinheiro fazendo o que gosto e encontro um cara como tu, que o que gosta é de fazer o dinheiro crescer. E mais que isso, sabe como fazer ele crescer com segurança e consistência. É por isso que as coisas funcionam conosco, cada um faz o que mais gosta e juntos ganhamos muito mais. É por isso que deixo meu dinheiro crescer junto com o teu, a gente sente a paixão nos teus olhos, na tua fala, nos teus gestos.”

Em que isso pode lhe ajudar?

Pense sobre a vida que você está levando atualmente. Para onde suas ações o estão carregando? Se para um destino desejado, continue neste rumo. Se para um ponto obscuro no futuro, jogue a luz da reflexão sobre o que você quer para sua vida, desenhe o caminho para onde você quer chegar e dê os primeiros passos, mesmo que pequenos. Só chegamos aos destinos quando percorremos as estradas que levam a eles. Use seu conhecimento para ir ao encontro do que deseja.

Use o espaço abaixo para comentar o que você busca para sua vida e o que tem feito para alcançar seus objetivos.

Abraço e sucesso.

Escolha já o seu nerd – Os Seminovos

Meninas, prestem atenção na letra desta música e cuidem bem do seu nerd de estimação antes dele ser fisgado por outra!

Acabo de receber email de um carinha me convidando para ministrar uma palestra para um grupo de jovens visando estimular o desenvolvimento pessoal e profissional, no caso específico, algo relacionado a finanças pessoais. Adorei a idéia, mas este texto não é sobre isso, é sobre um dos posts que li no blog dele (claro que eu me informo sobre quem está me convidando para algo).

Sem mais delongas, assista o video e se divirta!

Caso não consiga visualizar o vídeo acima, use o link.

Meninas, prestem atenção na letra desta música e cuidem bem do seu nerd de estimação antes dele ser fisgado por outra! Eu? Já tenho dona 🙂

Escolha já seu nerd – Os Seminovos

Refrão:
O nerd de hoje é o cara rico de amanhã
O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã
O nerd de hoje é o bom marido de amanhã
Garota, escolha já seu nerd!

Enquanto o bonitão está pegando você
O nerd está criando um software no PC
Enquanto o sarado malha na academia
O nerd está lendo as notícias do dia

Enquanto o bonitão tá na balada te chifrando
O nerd com certeza está em casa estudando
O curso superior do gostosão tá no início
E o nerd ganha em dólar no Vale do Silício

(Refrão)

O nerd tem conserto, é só você ensinar
O penteado certo e a melhor roupa pra se usar
O saradão de hoje é o gordo de amanhã…
Parou de tomar bomba? Vai ter que usar sutiã!

O gostosão ainda sai no carro do pai
E o nerd é a atração de um workshop em Dubai
O gostosão te esquece quando vê um carro esporte
E o nerd está lá dentro com uma mulher de sorte

(Refrão)

Imagine o nerd sem cabelo ensebado
Sem espinhas e sem colarinho abotoado
Sem o cinto social junto com tênis branco
Imagine o nerd com cinco milhões no banco!

(Refrão)

Atitude, o mundo é de quem faz!

Um lindo sábado de sol. Excelente dia para pensar em negócios!

Algum tempo atrás, lembro de cansar de tanto ouvir resmungos e reclamações de amigos que constantemente falavam de problemas horríveis que não conseguiam resolver. Na maioria das vezes eu parava, escutava e pensava em soluções possíveis que pudessem ajudar ou até resolver totalmente a questão. Normalmente a solução envolvia trabalho, afinal nada acontece se ficarmos parados no mesmo lugar. Neste momento, em vez de partir para a implementação, vinham desculpas: é difícil, é caro, dá trabalho, não sei fazer, me ajuda, faz para mim…

Atualmente não tenho passado mais por estas situações. Estou tão envolvido com uma série de projetos e empreendimentos que simplesmente não sobra tempo para ficar escutando os chorões. O mais interessante é que não iniciei um processo de afastamento do chororô, isso aconteceu de forma natural à medida em que me tornava menos complacente e mais enfático: “a solução está aí, a parte que estava trancada, pensar em como resolver o problema, já fiz. Agora tira essa bunda da cadeira e vai trabalhar, vai fazer a tua parte”. As pessoas que antes esperavam que eu fizesse tudo para elas foram aos poucos se afastando e com isso foi sobrando não apenas tempo, mas também espaço para a aproximação de novas pessoas, nem melhores nem piores, afinal, estamos falando de gente, de amigos, mas pessoas mais sintonizadas com minha frequência atual, pessoas de menos drama e mais atitude, pessoas que não ficam sentadas esperando o mundo girar, pessoas que levantam a bunda da cadeira e giram as manivelas.

A vida é dura para quem é mole.

Desculpe a franqueza, mas é verdade, a vida é dura para quem é mole. Quem espera que as coisas caiam do céu em seus colos acaba vivendo uma vida vazia e sem sentido ao ver o tempo passar, ver algumas pessoas progredindo e não entender porque para elas não acontece o mesmo, porque suas vidas continuam estagnadas. Vendo de fora, imaginam que tudo de bom acontece para os outros, nada para eles. Passam o domingo na frente da TV reclamando que a programação é uma porcaria e não lembram que poderiam estar lendo um livro.

A rotina de acordar, trabalhar, voltar para casa, ver TV e dormir se torna um ritual, um hábito que parece ser o natural, o que todo mundo faz. Não se dão conta de que enquanto estiverem fazendo o mesmo todos os dias continuarão tendo os mesmos resultados atuais. Iluminamos uma sala ao acender a luz, não adianta ficar no escuro gritando e agitando os braços. Se você está lendo este parágrafo e se identifica com esta situação, pare agora mesmo e se pergunte: o que estou fazendo para mudar minha situação?

Tudo é fácil. E fica mais fácil a cada dia.

Estou vivendo uma fase interessante. Sempre acreditei na minha capacidade, mas confesso que algumas vezes batia um desânimo. Em alguns momentos as coisas pareciam andar muito devagar, quase paradas. Nestes instantes fazia uma pausa, pegava algum livro e lia a história de algum grande empreendedor. O Barão de Mauá, Paul Getty, Samuel Klein, Donald Trump, e muitos outros. Possuiam uma característica em comum, narravam seus sucessos mas também seus fracassos. Colocando suas vidas em uma linha do tempo e comparando com a minha, via que o tamanho delas era bastante diferente, a deles longa, a minha curta. Ainda não estava preparado o suficiente, precisava estudar mais, aprender mais, fazer mais, no dia a dia, na prática. A teoria ajudava a não cometer tantos erros, mas os erros cometidos ensinavam com muito mais força e permanência. E então, com a força de dezenas de empreendedores que venceram antes de mim, sacudia a poeira e seguia em frente, no ritmo que era possível no momento.

Hoje, continuo tendo milhares de idéias a todo instante. Estou um pouco mais focado e assim dispenso a grande maioria dessas idéias. Algumas, ainda ofereço para alguns amigos, mas a maioria deles está satisfeita com suas vidinhas de reclamação diária e não querem sair de suas zonas de conforto, então essas idéias acabam morrendo na praia, ou no caso, em algum dos meus cadernos de rascunho. Um grande amigo, Harry Fockink, me disse uma vez: empreender é saber gerenciar as distrações. Esta frase me ajudou muito a estabelecer um rumo, içar as velas e ir ajustando o leme à medida em que vão mudando as condições do vento.

A questão é que as coisas estão cada vez mais fáceis e automáticas. Não escrevo isso para me gabar, mas para tentar mostrar que a prática leva à perfeição. Escrevo para tentar entender eu mesmo, para me lembrar de que se algo está difícil é porque ainda não sei o suficiente e preciso buscar conhecimento e ajuda. Escrevo para me lembrar que se algo está fácil demais é porque estou entrando em uma zona perigosa de conforto e estagnação. O mundo tem muito a oferecer, mas só para quem fizer o esforço de buscar.

Empreendedores em ação

Somos a média das pessoas com quem andamos.

Olhe para os lados. Com quem você passa a maior parte do seu tempo? Está com pessoas que pensam positivamente ou com os pessimistas de plantão? Seus amigos aproveitam o máximo que a vida oferece ou estão sempre reclamando que não possuem dinheiro? Não ter dinheiro, principalmente no início da vida não é um problema que impeça o crescimento. Ficar constantemente reclamando disso, em vez de pensar em formas de mudar a situação, é. Se você só possui amigos de espírito pobre, está na hora de procurar pessoas que pensam em crescer na vida. Melhore a média de pensamento dos seus amigos e você automaticamente melhorará seus próprios pensamentos.

Nada contra quem goste de futebol, só vou usar esta questão para um exemplo prático. Algumas semanas atrás marquei uma reunião com outros dois amigos. Marcamos em uma cafeteria, as 17h de um domingo. Nenhum de nós se deu conta de um pequeno detalhe, teria Grêmio X Inter as 16h. Certamente não encontraríamos lugar em cafeteria alguma, quanto mais conseguir fazer uma reunião no meio de uma multidão torcendo e gritando. Só nos demos conta disto quando minha esposa, um dia antes, comentou que seria complicado ir para uma cafeteria justo no horário do jogo. Remarcamos a reunião na minha casa e evitamos o problema da aglomeração. Nenhum de nós havia se dado conta disto antes pois simplesmente não gostamos de futebol, logo não há espaço na mente para ficar guardando datas que não nos afetam a existência. Mesmo que no caso, de uma forma paralela, nos afetasse. Dizem que Einstein, quando encontrava com alguém na rua e parava para conversar tinha que perguntar de que direção vinha quando se encontraram, para saber se estava indo ou voltando do restaurante, pois ficava tão absorto em seus pensamentos que não lembrava nem se já tinha almoçado ou não. Isto acontece comigo de vez em quando, de forma mais leve, claro.

Agir, trocar informações, formar parcerias.

Na foto de abertura deste texto e também na foto logo acima, estou com vários amigos, num lindo sábado de sol, aproveitando o dia e fazendo negócios. Passeávamos em um loteamento, estudando as construções existentes, pesquisando profissionais para contratar, formando parcerias com o objetivo de economizar custos em comum. Estávamos trocando figurinhas de uma maneira que algumas pessoas não entendem.

Deixa eu aproveitar e dar os créditos, as fotos acima foram batidas pela minha esposa, documentando o início de mais um empreendimento nosso. Pode ser útil quando decidir escrever minha autobiografia 🙂

Já me criticaram dizendo que eu sou muito aberto com relação aos meus planos, que eu entrego o jogo e ensino os inimigos. É bom que digam isso, pois assim reconheço logo as pessoas que pensam desta maneira, pessoas que querem tudo para elas. E naturalmente, me afasto dessas pessoas. Me aproximo de quem pensa como eu, de quem sabe que idéias sem ação não valem nada.

evolucao_casa

Conversávamos sobre a casa que eles estavam construindo, sobre os desafios, as pessoas que contrataram, sobre o projeto, sobre os valores investidos, sobre a forma de parceria. Recebíamos informações e fornecíamos informações. Fica mais fácil fazer nossos cálculos quando temos um histórico para estudar no mesmo local em que investiremos. Ao mesmo tempo, formamos parcerias. Nossa construção neste local iniciará junto com a próxima construção deles. Podemos economizar na compra de material e também na contratação conjunta da equipe de construção. Ganhamos juntos, não competindo.

Lagos de Ipanema - folder

Esta é a casa que estes amigos estão construindo. Falta apenas o acabamento, pronto em um ou dois meses. As datas de cada foto, para dar idéia de como anda uma obra destas, quando executada por quem sabe o que está fazendo, são as seguintes: foto 1: 05 de maio, foto 2: 05 de junho, foto 3: 21 de junho, foto 4: 02 de julho, fotos 5 e 6: 15 de agosto. Três meses e 10 dias. Somando os dias iniciais para a compra do terreno, para a contratação dos construtores e para a papelada da obra, foram apenas quatro meses. Junta com os dois meses que ainda faltam e temos um empreendimento de apenas seis meses, do início ao fim.

Sou um cara aberto em relação a meus investimentos, mas a casa da foto acima não é minha, é de três amigos, então não vou abrir os números deles. O único número que mostrarei é o valor de venda da casa pronta, R$ 198.000. Se você tiver interesse entre em contato comigo que repasso o telefone dos vendedores.

Gostou?

O mundo é de quem tem atitude, o mundo é de quem faz. Se gostou e quer participar, há alternativas para todos os portes de investidor. Veja em qual situação você se encaixa e venha lucrar conosco.