Pague a previdência oficial, o INSS no valor máximo possível para você. Isso é a sua segurança em caso de algum acidente que o impossibilite de trabalhar no futuro, além de ser a garantia de uma renda mensal de aposentadoria caso todo o resto dê errado. Há anos que vemos as notícias de que a Previdência está quebrada, mas por menor que seja o valor da aposentadoria, todos que tem direito a ela recebem com regularidade.
Categoria: Assuntos diversos
Multiplique seus rendimentos
A medida em que vai economizando dinheiro, reinvista os retornos obtidos até atingir a quantia suficiente para viver de seus rendimentos sem precisar trabalhar. Obtenha ganhos compostos sobre seus rendimentos até que a quantia de capital investido atinja uma massa crítica que crie a renda que você deseja na vida. Não gaste o rendimento de seus investimentos, porque é a “mágica” dos juros compostos que permite que uma pequena quantia mensal economizada se torne uma grande montanha de dinheiro.
Acabe com suas dívidas
Garanta sua prosperidade futura
Garanta sua futura prosperidade e guarde pelo menos 10% de tudo o que ganhar, independente das dívidas que tem para saldar. O fato de conseguir economizar ao mesmo tempo em que começa a quitar suas dívidas é de grande ajuda para que você se sinta bem consigo mesmo. Dessa forma, você não fica com aquela sensação de que todos estão ganhando, menos você.
Escreva um plano para saldar suas dívidas
Escreva em uma folha de papel todos os valores que você deve e para quem deve. Use 20% do que ganhar exclusivamente para quitar suas dívidas. Divida esses 20% de forma proporcional entre todos os seus credores. Faça uma pequena tabela listando os credores, os valores devidos para cada um e os valores possíveis de serem pagos mensalmente de acordo com os 20% separados de seu salário para este fim.
Renegocie com seus credores. Mostre a listagem de tudo que está devendo e o plano concreto para quitar esses débitos. Explique que esses valores são tudo o que você pode pagar mensalmente. Mostre que você está decidido a quitar suas dívidas e sair do buraco em que se meteu.
Consolide pagamentos de forma a pagar menos juros. Se você tem dívidas em vários cartões de crédito, converse com seu gerente do banco para conseguir um empréstimo a juros mais baixos para quitar essas dívidas. Faça o empréstimo de forma a ficar com uma prestação que se encaixe nas suas possibilidades. Mostre seu plano de quitação das dívidas. Os gerentes de banco são compreensivos com quem tem a real intenção de resolver seus problemas financeiros.
Viva a vida dentro de suas possibilidades
Use os 70% restantes do seu salário para comprar comida, pagar as contas da casa, comprar as roupas necessárias. Use esta parte também para proporcionar algum lazer para você e sua família. Pode ser um jantar, um filme, uma peça de teatro. Com certeza não vai sobrar para fazer muita coisa, lembre que você está deixando de ser um devedor. O mais importante é: não compre nada que não possa ser comprado com a quantia disponível. Não faça novas dívidas. Viva dentro das possibilidades que esses 70% dos seus ganhos permitirem. Não viva acima dos seus ganhos, pois isso irá lhe afundar cada vez mais.
Se isso significa que você não terá dinheiro para ir ao cinema todo fim de semana, vá apenas uma vez por mês. Se não der para ir a todas as festas, escolha as mais divertidas. Se não puder trocar de carro, fique mais um tempo com o atual. Se não puder nem manter o carro, passe a andar de ônibus. Lembre-se que suas dívidas estão cobertas de juros. Esses juros comem todo o seu dinheiro. A situação toda só pode piorar enquanto você não se livrar das dívidas.
Agora lembre de que no momento em que se livrar das dívidas você já estará acostumado a viver com apenas 70% do seu salário. Que não terá mais os juros dessas dívidas comendo parte do que ganha. Continue o plano de economizar no mínimo 10% de tudo que ganhar e se possível, economize também os 20% que estavam sendo usados para quitar suas dívidas. Quanto mais você conseguir economizar, vivendo dentro de suas possibilidades, sem luxo mas com certo conforto, mais rápido você chegará ao pódio dos vencedores. Mais rápido atingirá sua independência financeira.
Aplique seu dinheiro com segurança
Busque conselhos com quem está acostumado a lidar com o dinheiro. Converse com o gerente de seu banco. Diga a ele que você procura um investimento que proteja seu dinheiro e que lhe traga um rendimento seguro e estável todos os meses.
Não coloque seu dinheiro em “aplicações” que ofereçam sorteios. O dinheiro que paga os prêmios desses sorteios é o seu dinheiro. Somente uns poucos conseguem ter a sorte de ganhar enquanto todos os outros pagam a conta. No final dessas “aplicações”, você acaba com menos dinheiro do que começou.
Não arrisque suas reservas em aplicações que não conheça. Não caia no canto da sereia das aplicações que renderam muito mais do que a aplicação segura indicada pelo banco. Verifique se esse rendimento foi tão bom no mês anterior, no ano anterior e em três anos anteriores. Tome todas as precauções, porque uma vez que seu dinheiro se foi, você já sabe o quanto é difícil de conseguir juntar ele de novo.
Invista seu tempo ativamente e seu dinheiro, passivamente. Use seu tempo para aprender coisas novas. Aprenda coisas que podem lhe trazer uma melhor remuneração. Não perca tempo tentando aprender a “bater o mercado”. Mais de 80% dos especialistas em investimentos não conseguem esta façanha, o que o faz pensar que você conseguiria? Aplique seu dinheiro em fundos indexados pelo mercado, com as menores taxas de administração.
O dinheiro trabalha para o homem prudente que encontra um investimento lucrativo. Note que a palavra-chave na frase anterior é prudente, não só lucrativo. Não acredite naquela dica quente de investimento, fornecida pelo seu vizinho cheio de dívidas. Escute quem sabe como lidar com o dinheiro.
Não peça sugestões de investimentos para aquele seu amigo que anda com o carro do ano financiado. Ele provavelmente não tem dinheiro algum aplicado mesmo e não saberá lhe responder.
Fuja dos ganhos impossíveis. O dinheiro foge de quem o emprega em negócios que não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupa-lo. Tome cuidado com os conselhos enganosos de trapaceiros. Eles sabem como seduzir os incautos. Se todas as aplicações que você estudou pagam entre 1% e 5%, é muito pouco provável que aquela oferta que paga 40% seja verdadeira.
Controle seus gastos
A maioria das pessoas não tem a menor idéia da grande quantidade de dinheiro que passa por suas mãos todos os dias. Esse dinheiro, dividido em dezenas de pequenos valores, passa por nossas mãos sem nos darmos conta de sua quantidade.
Porque as pessoas não enriquecem?
O desprezo pelos pequenos valores: Todos os dias fazemos diversas pequenas transações financeiras. Tão pequenas que no final do dia sequer lembramos delas. Algumas pessoas costumam tomar café da manhã fora de casa, pagando bem mais pelo pãozinho com presunto e queijo do que custaria se preparassem em casa. A maioria das pessoas costuma jogar num canto qualquer as moedas recebidas de troco. Isso quando não deixam o troco de “brinde” para o dono do estabelecimento. Todos esses pequenos valores, quando somados, costumam surpreender as pessoas.
O descaso por uma boa negociação: Muita gente costuma fazer as compras da maneira mais parcelada possível, para conseguir uma prestação mais baixa. Fazem isso e se esquecem de calcular o quanto irão pagar no total. Geralmente as lojas possuem taxas de juros consideravelmente mais altas do que o dinheiro renderia no banco. Adiar a compra daquele liquidificador por poucos meses pode significar pagar apenas metade do preço do que comprando parcelado.
A ausência de percepção financeira: Quantas pessoas você conhece que até possuem uma pequena reserva financeira? E quantas dessas pessoas tem o saldo do cartão de crédito parcelado todo mês? É completamente ilógico. Porque deixar o dinheiro rendendo 1% ao mês e pagar 12% de juros no cartão de crédito?
Não saber onde se quer chegar: Esse é um fato incontestável. Se as pessoas não sabem o que desejam atingir, não têm como fazer o planejamento para conquistar tal objetivo.
Como controlar seus gastos
Existem diversas técnicas para fazer o controle dos gastos. A primeira coisa que temos que fazer é bastante simples:
- Coloque uma folha de papel junto do seu dinheiro;
- Anote cada gasto feito durante o dia, classificando em alguma categoria pré-determinada.
Com apenas essas duas atitudes já teremos meio caminho andado. Depois disso temos que consolidar os gastos das categorias de forma a saber o quanto gastamos mensalmente em cada uma delas.
Para as categorias, sugiro algo relativamente simples. Quanto mais complexo e cheio de divisões, mais chato e complicado de aplicar no dia a dia. As suas categorias podem ser diferentes das minhas, mas deixo uma sugestão abaixo:
- Pague-se primeiro: Essa categoria serve como acompanhamento. Sempre que ganhar algum dinheiro, separe a sua parte (no mínimo 10%) e coloque em sua conta de aplicação (ou em uma caixinha, caso o valor seja muito baixo para poder aplicar no banco);
- Doação: Anote tudo o que você doa. Pode ser para a caixinha da Igreja, para algum mendigo, para a instituição de caridade que você se identifica. Em capítulos adiantes vou escrever mais sobre esse assunto.
- Impostos e taxas: Não temos como fugir. Mesmo que estejamos livres do imposto de renda por ganhar menos do que o limite de isenção, ainda assim temos impostos e taxas. É a CPMF, as taxas de manutenção da conta no banco, etc.;
- Moradia: Se está pagando a casa própria, aqui vão os valores da prestação do financiamento, os gastos de manutenção da casa, tais como consertos e melhorias, as reformas necessárias, etc.;
- Custo de vida: Essa é a categoria que conterá a maior parte de suas despesas. Aqui vai a conta do supermercado, do almoço na rua, do telefone fixo, celular, internet, roupas. Enfim, tudo que seja necessário para viver sua vida. Nesta categoria também entra a conta do condomínio e aluguel, caso não possua a casa própria;
- Carro ou Transporte: Aqui vão os gastos de gasolina, manutenção, seguro, IPVA, passagens de ônibus, corridas de táxi, estacionamento, pedágio, enfim, tudo que se relacione com locomoção;
- Lazer: Cinema, teatro, CDs, passeios, jantar fora com a família;
- Seguros: Do carro, de vida, da casa…;
- Diversos: Tudo que não se enquadra em nenhuma das categorias anteriores;
- Negócios: Gastos em pequenos negócios. Por exemplo, o material necessário para fazer algo artesanal que será vendido com pequeno lucro. Ou a compra de um equipamento que será revendido.
As categorias acima são apenas uma sugestão. São as categorias que usei durante muito tempo. Dependendo do seu momento na vida, as categorias podem variar um pouco. Pode ser retirada a categoria “Seguros” caso você não possua nenhum. Pode ser acrescentada uma categoria “Estudo” para classificar as prestações da faculdade e o material didático. O importante é manter o sistema simples, para que a complexidade não o impeça de usar a classificação em todos os seus gastos diários.
Note que anotar o valor que gastou, em que foi feito esse gasto e a que categoria pertence é tão simples que não deve tomar mais do que alguns segundos. O mais importante é classificar todos esses gastos no final da semana e no final do mês e estudar para onde está indo o seu dinheiro. As descobertas que fazemos depois de realizar esse acompanhamento por apenas um mês, são desconcertantes.
Depois de descobrir como gastamos nosso dinheiro, podemos decidir o que pode ser cortado e o que não pode. Quais são os pequenos gastos que no final do mês fazem com que todo nosso dinheiro suma da carteira.
Como fazer um orçamento mensal
Depois de ter feito o acompanhamento de seus gastos por pelo menos três meses, você deve fazer um orçamento mensal. Este orçamento vai definir o quanto você pode gastar em cada uma das categorias principais. O orçamento deve levar em conta os valores que você apurou ao fazer o acompanhamento e também os valores que você decidiu cortar dos seus gastos mensais para poder economizar.
Existe uma técnica que recomendo para as pessoas que simplesmente não conseguem se controlar em relação aos seus gastos. É a técnica do envelope. Esta é uma maneira extremamente simples de controlar seus gastos e fazer um pequeno orçamento mensal. Consiste no seguinte:
- Liste suas contas mensais;
- Pegue vários envelopes;
- Escreva um tipo de gasto em cada um: por exemplo, supermercado, comer fora, roupas, passagens de ônibus;
- Quando receber seu salário, separe a quantia para pagar as contas mensais e os valores que você precisa para cada tipo de gasto e coloque nos respectivos envelopes;
- Pague todas as suas contas mensais;
- Use o dinheiro de cada envelope apenas com os gastos daquele envelope. Não misture as contas.
Dessa forma, em pouco tempo você terá adquirido o hábito de gastar apenas o que pode em cada tipo de despesa na sua vida. Isso ajudará a manter as contas controladas e permitirá que seu salário dure pelo menos até o fim do mês.
Táticas para poupar dinheiro sem fazer força
Chega de papo furado, vamos agora a algumas táticas que o ajudem a aumentar sua poupança sem fazer muito esforço.
A primeira grande técnica é simplesmente separar 10% de tudo o que ganhar, no momento em que ganhar, e colocar em uma conta de investimento. Simples assim. Esqueça que ganhou esse dinheiro. Imagine que seu salário é composto apenas dos 90% restantes.
Comece cedo. Quanto antes você começar, mais rápido conseguirá atingir sua independência financeira. Qual é o melhor momento para começar? Hoje, agora, neste exato segundo.
Quando receber um aumento de salário, destine esse aumento à sua poupança. Lembre-se que quanto mais você conseguir economizar, mais rápido sairá da corrida pelo dinheiro. Se você levar isso a sério, você provavelmente terá que economizar pelo menos 30% de sua renda. Isso pode ser difícil se você ganha pouco. A melhor maneira de fazer isso sem sentir tanto é destinando futuros aumentos ou outros ganhos diretamente à sua poupança. A maior parte das pessoas comete o erro de gastar os aumentos e ganhos inesperados em novos luxos. Uma vez acostumados, esses novos luxos se tornam hábitos, difíceis de se abrir mão. E assim entramos em uma bola de neve cada vez maior de ter que ganhar mais para poder gastar mais.
Adie seus impostos ao máximo. Existem planos de previdência do tipo PGBL e VGBL que permitem recebermos rendimentos sobre valores que deveriam ser pagos de imposto de renda. Deixamos de pagar esse imposto agora para só pagar no futuro, quando formos realizar os resgates. Os rendimentos sobre esses impostos prorrogados podem ser bastante significativos.
Contribua com o plano de aposentadoria de sua empresa. Algumas empresas possuem planos de aposentadoria em que para cada real que você aplicar, a empresa aplica um percentual do valor. Existem empresas que depositam 100% do valor. Ou seja, se você aplicar R$ 100 por mês, a empresa depositará mais R$ 100 na sua conta de aplicação. Claro que isso tem um limite percentual do seu salário. Mas é um valor extra que você pode ganhar. Descubra o valor máximo que pode contribuir e coloque em prática.
Não compre um carro novo. O carro é um dos itens mais caros que costumamos comprar, provavelmente o mais caro depois da casa própria. Mas a casa geralmente valoriza com o tempo, enquanto o carro certamente desvaloriza assim que saímos da revenda. Carros zero são um péssimo investimento, perdendo cerca de um terço do valor nos primeiros dois anos.
A melhor opção é comprar um carro usado, com dois a cinco anos de uso. Escolha com calma. Procure por um carro com quilometragem baixa, visivelmente bem cuidado. Verifique se as manutenções preventivas foram feitas com regularidade. Se você andar só na cidade, sem fazer viagens com freqüência, dê preferência por um carro popular ou com um motor um pouco mais fraco. A diferença no custo de gasolina e seguro com certeza será bastante significativa.
O prazer de um carro novo pode ser uma ótima experiência. Já passei por ela e com certeza passarei outras vezes. Mas tudo tem seu momento certo. Um jovem iniciando a vida, sem dinheiro no banco, simplesmente não pode se dar a esse luxo e ainda assim pretender atingir a independência financeira de forma mais rápida.
Os custos de um carro são geralmente subestimados pelos proprietários. Faça uma pequena lista dos gastos anuais que terá com seguro, manutenção, troca de óleo, desvalorização, IPVA e estacionamento. Tranquilamente chega a R$ 500 mensais de valor extra para um carro popular novo, que custe uns R$ 18.000. Note que não contabilizei a gasolina na lista acima, já que o valor desta geralmente é semelhante ao que gastaríamos com ônibus, lotação e táxi.
Pague sua dívida do cartão de crédito integralmente. Com os juros praticados no Brasil, financiar o saldo do cartão de crédito é a pior coisa que pode ser feita com nosso dinheiro. Use o cartão de crédito apenas por conveniência, comprando apenas o que pode pagar à vista.
Controle seus gastos. Mantenha um registro de seus gastos durante um mês e descobrirá uma montanha de itens desnecessários que passam desapercebidos dia após dia. O próximo capítulo será dedicado a este item em mais detalhes.
Calcule o custo da riqueza perdida. O custo de determinado item não é aquele que desembolsamos por este item. O custo real é o que deixamos de possuir no futuro por ter adquirido este item hoje. Não sou contra possuir as boas coisas da vida. Mas faça o cálculo de quanto o valor dessas coisas representa no futuro se fosse investido em um fundo de aplicação financeira. Somente após este cálculo decida se vale a pena comprar este item agora e atrasar em alguns anos a sua independência financeira.
Lembre-se do essencial: existe uma grande diferença entre a riqueza real e os símbolos da riqueza. Alguém andar com um carro caro, morar em uma casa espaçosa e usar roupas ostentosas não significa que seja rico; na verdade, a falência pode estar a um contra-cheque de distância.
O que definirá se você conseguirá subir os degraus da independência financeira não é o quanto você ganha. É o quanto você poupa!
Mentalidade de pobre e mentalidade de rico
Uma das coisas que torna mais difícil o ato de poupar é o fato de que nossa sociedade enaltece os gastadores e ridiculariza os poupadores. Basta olhar a TV para notarmos isso. Quem são os ídolos? Aquela artista que pagou uma fortuna pelo apartamento novo. O jogador que desfila com o carrão importado. Enquanto isso vemos os poupadores serem chamados de sovinas, unhas de fome, pão-duros.
Qual é a primeira coisa que vem a mente quando você pensa em um judeu? Vai dizer que não é a fama de avarentos? A grande verdade é que a grande maioria deles é extremamente generosa e filantrópica. Séculos de perseguição exigiram que aprendessem a poupar para sobreviver.
Nas histórias em quadrinhos, quem é o grande pão-duro? O Tio Patinhas, um rico poupador. No cinema, quem são os grandes vilões? Geralmente empresários e milionários traiçoeiros. É comum ainda professores universitários apresentarem empresários como avarentos e desonestos. Porém esses empresários são os que criam as riquezas que permitem que as universidades existam.
O que pensamos sobre os ricos, inconscientemente, bloqueia nosso acesso à riqueza. Temos que manter a mente aberta. Precisamos entender a fundo todas as benesses que o dinheiro pode nos trazer se é bem utilizado. Não podemos ser escravos do dinheiro, devemos ser seu senhor.
Poupar é melhor do que ganhar dinheiro
Se pararmos um pouco para pensar, financeiramente é melhor poupar do que ganhar dinheiro. Cada R$ 100 que poupamos, são exatamente R$ 100. Agora, para conseguirmos ganhar R$ 100, temos que ganhar aproximadamente R$ 140, porque existem impostos a serem pagos sobre o que ganhamos. Nossa renda é sujeita a impostos, mas nossa riqueza não.
Toda fortuna tem como base a poupança. Ganhar dinheiro, como já vimos diversas vezes nos casos de jogadores de futebol e ganhadores de loterias, por exemplo, não faz as pessoas ricas. Faz apenas com que elas tenham dinheiro por algum tempo. O que as torna ricas é o ato de poupar o que ganharam e então fazer uso dos rendimentos. Os investimentos fazem as pessoas ricas. Mas não podemos investir o que não foi poupado. Não existem atalhos. Em cada milionário que construiu sua própria riqueza existe um poupador dedicado.
Pode parecer difícil conseguir economizar em nossa sociedade viciada em gastar. As propagandas saltam aos nossos olhos com novidades e mais novidades. Como não experimentar aquele novo chocolate, não comprar aquele modelo de carro recém lançado, comprar aquela calça da moda, o CD daquele artista que começou a fazer sucesso? As propagandas são tão bem feitas que a maioria das pessoas confunde quem são com o que possuem.
Falta de dinheiro não é problema, mas falta de poupança, sim. Sabendo que poupar pode trazer a liberdade e a riqueza, a maioria se mantém refém do consumismo e do hábito de gastar. Quando estamos tristes por qualquer motivo, o remédio geralmente é sair para comprar algo.
Essa é a primeira coisa que temos que mudar. Poupar tem que ser um hábito.
Conserve contigo uma parte de tudo o que ganhar
O maior segredo e a primeira grande lição que precisamos aprender para conseguir alcançar a nossa independência financeira é o seguinte:
Gaste menos do que você ganha e invista a diferença.
Outras formas de explicar isso são:
- Conserve contigo uma parte de tudo o que ganhar.
- De cada dez moedas ganhas, não gaste mais que nove.
- Pague primeiro a si mesmo.
Pode parecer coisa de pensamento positivo, mas o dinheiro tem suas leis. O dinheiro vem de bom grado e em quantidade crescente para todo homem que separa pelo menos um décimo de tudo o que ganha a fim de criar um fundo para si e sua família.
Guardar para si uma parte de tudo o que ganham é o maior segredo de sucesso de mais de 99% dos milionários do mundo.
Existe uma pequena parcela da população que ganha muito dinheiro todos os meses. São jogadores de futebol da seleção, artistas famosos, grandes advogados e médicos. São pessoas públicas e que por estarem sempre nos jornais e televisão fazem com que pensemos que essa é a única forma de ser rico. Andam em carrões, gastam rios de dinheiro com jóias. Mas por incrível que possa parecer, muitos desses não são ricos de verdade. São apenas pessoas que ganham muito dinheiro. Quantas vezes vemos esse tipo de gente que já “pareceu” muito rico acabar a vida em asilos, sustentados por alguma alma caridosa que pague a conta para eles?
O que torna a pessoa rica e livre não é a quantidade de dinheiro que ela gasta e sim a quantidade de dinheiro que ela guarda. É a forma como ela ganha o dinheiro que a sustenta. Um jogador de futebol que ganha muito dinheiro enquanto está jogando e gasta todo esse dinheiro em carros e presentes, quando parar de jogar certamente passará por grandes dificuldades.
Vamos examinar agora o exemplo do Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Na época em que ele jogava, não existiam os salários milionários que existem hoje. Ele ganhava bem, mas nem tanto. Ganhava ainda um dinheiro extra, fazendo propaganda. Mas o mais importante é que ele guardava uma parte de tudo o que ganhava. Com o tempo essa reserva que ele guardava permitiu que ele se aposentasse ainda cedo. E permite até hoje que ele continue a viver bem sem precisar se preocupar em trabalhar. Além dessas reservas, ele ainda recebe royalties pelos produtos que usam a sua marca. Isso não deixa de ser uma outra forma de reserva. O importante é notar que ele sempre buscou fontes de renda extras, que não apenas o salário dele como jogador de futebol.
Existe uma parcela muitas vezes maior de milionários que ganham salários comuns, trabalham em empresas comuns, andam em carros comuns. Pessoas que podem andar de Mercedes ou BMW. Não são apenas milionários, são também livres. Podem fazer o que querem com o tempo que possuem. Não são como o Pelé, que podem receber dinheiro apenas por ter uma boa imagem associada a produtos diversos. Mas possuem uma série de investimentos, construídos ao longo dos anos, que permitem que eles também tenham diversas fontes de renda extra, além dos salários.
Guardar uma parte do tudo o que ganhar é a primeira ação real que todo mundo que busca a independência financeira deve executar. Não existem atalhos. Aplicando os conhecimentos aqui descritos, qualquer pessoa comum pode obter a independência financeira e fugir da famigerada corrida pelo dinheiro. E vou mostrar como conseguir isso sem precisar abrir mão dos pequenos prazeres do dia a dia. É possível alcançar a liberdade e ainda assim sair para jantar de vez em quando, assistir um filme no cinema, sair com os amigos, etc.
A liberdade está lhe chamando, você quer trilhar esse caminho?
Independência financeira para pessoas comuns
Muito se fala em atingir o primeiro milhão. Alguns autores ainda esperam mais, o milhão tem que ser em dólares! Vamos ser realistas. Para a grande maioria das pessoas, o simples fato de pensar em um número tão grande é difícil. O que dirá então de acreditar que uma pessoa comum pode juntar todo esse dinheiro.
Por outro lado, por menos que você ganhe, sempre existe o potencial de economizar uma pequena parte. Se você ganha R$ 1000 e só consegue economizar R$ 100, tudo bem. Se ganha R$ 500 e só consegue economizar R$ 50, tudo bem também.
É importante notar que para quem ganha R$ 500 por mês, quaisquer R$ 50 economizados fazem uma grande diferença. Se você conseguir economizar esses R$ 50 todos os meses, em menos de um ano terá economizado o equivalente a um mês inteiro de salário.
A segurança proporcionada por um mês inteiro de salário, ou mais especificamente, por sabermos que podemos ficar um mês inteiro sem trabalhar e mesmo assim ter o dinheiro para pagar todas as nossas contas, é sensacional.
Imagine que você perdeu seu emprego. Que a empresa em que trabalhava fechou as portas. Não seria ótimo ter o salário de um mês inteiro guardado no banco? Saber que você tem o dinheiro para pagar as contas do mês corrente? Isso lhe permitiria procurar um novo emprego sem tantas preocupações. É muito mais fácil encontrar um emprego quando conseguimos tempo de procurar. Imagine a dificuldade de encontrar um novo emprego se além de procurar por um, você ainda tivesse que fazer diversos “bicos” para conseguir pagar as contas que estão vencendo no mês.
E que tal então ter guardado no banco o equivalente a seis meses inteiros de salário. Seria bom? Daria segurança? E que tal juntar R$ 10.000? E R$ 100.000? Isso é possível para qualquer pessoa. O segredo para conseguir esta façanha se encontra nos artigos seguintes. O conhecimento necessário para isso é simples de entender e de aplicar. Mas não basta ler os próximos artigos. Temos que aplicar os ensinamentos para conseguir alcançar os resultados.
Este artigo é a introdução do meu novo livro que vai mostrar o caminho para atingir a independência financeira. Para qualquer pessoa, com qualquer salário. É uma tarefa que vai levar um bom tempo. Mas não vai ser muito difícil, pelo contrário. Depois de começar e se acostumar com nosso método, você vai se perguntar por quê não começou isso antes. A recompensa é se aposentar bem mais cedo, com muito dinheiro no banco, sobrando muito tempo para simplesmente aproveitar a vida ao máximo. Lembre-se, tudo isso sem grande esforço e sem abrir mão dos prazeres da vida. Meu livro será escrito através deste site. Não existirá na forma impressa, pelo menos não tão cedo.
A primeira coisa que temos que fazer é definir o que é essa tal de independência financeira:
Independência Financeira é a possibilidade de viver da forma que estamos acostumados, sem precisar trabalhar para isso.
Note que de acordo com a definição acima, no momento em que você atingir a independência financeira, você pode parar de trabalhar. Mas provavelmente você não vai fazer isso. Você vai continuar no seu emprego. Dessa forma, a partir deste momento, você passa a ter uma renda equivalente ao dobro do seu salário. Você continuará recebendo seu salário e também receberá os rendimentos de suas aplicações. Poderá aumentar seu padrão de vida consideravelmente. E com segurança.
De toda forma, vamos ignorar o parágrafo anterior e imaginar que você queira largar seu emprego. Talvez você queira fazer um curso que não podia fazer antes por falta de tempo. Ou você pode finalmente abrir sua própria empresa, com a segurança de ter uma fonte de renda que garanta o seu sustento até que sua nova empresa comece a crescer.
No momento em que os rendimentos de seus investimentos sejam suficientes para cobrir todas as suas contas, você tem todo o tempo disponível para fazer o que quiser. Você tem algo incrível. Você tem LIBERDADE! Algumas possibilidades que esta liberdade proporciona são:
- Fazer cursos: esses cursos podem aumentar sua capacidade de ganhar dinheiro, permitindo um aumento no padrão de vida. Que tal trocar o carro 1.0 por um modelo mais potente? Quem sabe uma casa maior onde seus filhos tenham espaço para correr e brincar? Você pode retomar os estudos que parou por ter que trabalhar. Pode aprender aquele hobby que sempre quis ter e nunca tinha tempo antes. Tenho um amigo que atingiu a independência financeira e fez um curso de culinária. Hoje ele é dono de um pequeno restaurante. Realizou o sonho que tinha há muito tempo.
- Viajar: com todo o tempo livre conquistado, você poderá viajar com muito mais freqüência. Conhecer todos os lugares com que sempre sonhou.
- Abrir a própria empresa: o sonho de muita gente. Lembra do meu amigo que abriu o próprio restaurante? Ele é apenas um, de muitos que conseguem realizar este sonho. Conheço muita gente que conseguiu abrir a própria empresa depois de conquistar a independência financeira. Alguns possuem empresas pequenas, outros maiores. O tamanho não é importante. O que realmente interessa é o fato de eles poderem fazer o que gostam, trabalhar com o que lhes dá prazer. Mesmo que no final das contas ganhem apenas o suficiente para manter a empresa funcionando, neste caso o trabalho funciona como terapia, como diversão.
Uma coisa muito importante a ser levada em conta é que a independência financeira é diferente para cada pessoa. Alguns precisam de R$ 500 por mês para viver. Outros podem precisar de R$ 5000 ou mais. O importante é que independente de quanto precise para viver, todos têm condições de chegar lá. E mais importante que isso, quando uma pessoa que precisa de R$ 500 mensais para atingir sua independência financeira finalmente consegue, torna muito mais fácil e rápida a subida para o próximo degrau na escada do sucesso.
Assim, com um passo de cada vez, convido vocês a subir esta escada. A escada do sucesso e da independência financeira para pessoas comuns.
Eu consegui! Você também consegue!
Quarta aplicação, mudança de planos
Hoje fiz minha quarta aplicação e uma total mudança de planos…
Tirei todo o dinheiro que havia aplicado no Banrisul e no Itaú dos fundos de RF.
Fiz um novo cálculo… Se quando tivesse me formado (aos 23 anos) começasse a depositar R$ 200 por mês em um fundo que rendesse 1% ao mês, depois de 7 anos teria depositado R$ 16.800. Mas teria no total R$ 26.395,80 devido ao rendimento dos juros compostos. Se com 30 anos passasse a depositar R$ 500 por mês nesta aplicação, durante mais 3 anos (para chegar aos 33 que tenho atualmente), teria depositado mais R$ 18.000. Meu saldo final na aplicação seria então de R$ 59.520,11 com a mágica dos juros compostos.
Ou seja, se tivesse feito aquelas aplicações que os livros sobre independência financeira falam, teria hoje aproximadamente R$ 60.000. Coloquei esse valor inicial em uma planilha e calculei o seguinte:
Para chegar ao R$ 1.000.000,00 até os meus 45 anos (faltam 12), começando com R$ 60.000, em uma aplicação que renda 1% ao mês, preciso aplicar R$ 2.500,00 mensais pelos próximos 7 anos, podendo diminuir para R$ 2.000,00 mensais nos 5 anos seguintes. Isso me levará ao Milhão.
Meu objetivo imediato então é esse. Fazer sobrar R$ 2.500 mensais pelos próximos 7 anos. E ainda assim, viver com um padrão de vida confortável, trocando de carro a cada 5 anos, tirando férias no inverno pelo menos por uma semana e fazendo uma viagem internacional no mínimo a cada dois anos.
Se falhar algum mês, ou não chegar perto do valor necessário, vou recalculando os valores mensais necessários para chegar no número final.
Por outro lado, se acontecer tudo conforme o planejado e mais algumas coisinhas não totalmente planejadas… Então vou recalcular a rapidez da minha chegada ao milhão. Tenho certeza que com números reais para atingir mensalmente e com a atenção extra criada por esse planejamento, novas oportunidades aparecerão e eu estarei pronto para aproveitar várias delas. Essas oportunidades futuras é que serão minha “pista de alta velocidade”.
Fiquem a vontade para enviar suas atualizações de posição dos investimentos e seus próprios planos de atingir o Milhão.
Meu Projeto Milhão original, que é paralelo e independente dos meus outros investimentos, continua aqui. Só que agora, o começo do zero foi “artificialmente” adiantado em 10 anos. Um dos motivos é para mostrar de forma imediata que com 7 anos de R$ 200 de economia mensal, mais 3 anos de R$ 500 de economia mensal, dá para conseguir juntar R$ 60.000.
O motivo real de eu ter cancelado aquelas aplicações pequenas e aos pouquinhos é que esses fundos cobram taxas de administração exageradamente altas. Já tive que conviver com elas quando meus investimentos eram poucas centenas de reais. Não tem sentido continuar fazendo isso.
Para vocês terem uma idéia dos valores de taxas que estou falando, são 4,5% ao ano no caso do Banrisul e do Itaú, para valores de aplicação menor que R$ 10.000. E baixa muito pouco para valores menores que R$ 100.000.
Já no Citibank, com R$ 10.000 aplicados, a taxa é de apenas 1,5% ao ano. E com R$ 25.000, cai para míseros 0,99% ao ano.
Vamos em frente. A estratégia atual, com a bolsa nos níveis em que está, passando de 41.000 pontos, é aplicar em fundos de renda fixa, ganhando com cada queda da taxa de juros. Estou fora da bolsa até que ela caia a níveis mais realistas. Meu negócio é ganhar com consistência e sem precisar ficar o dia todo de olho nas cotações.