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Oportunidades de investimento nos EUA

Este texto surgiu da resposta a uma leitora do site que perguntava se eu poderia aproveitar que estou vivendo uma temporada aqui nos Estados Unidos para escrever sobre oportunidades de investimento por aqui. Abaixo, segue minha resposta, que espero possa ajudar mais pessoas a tomar suas decisões de investimento com um pouco mais de consciência da situação do planeta.

Os Estados Unidos estão quebrados. É uma coisa engraçada falar isso enquanto estamos aqui e vemos o dia a dia deles, pois há muitas coisas que foram conquistadas pela sociedade aqui, em termos de consumo e conforto pessoal, que aparentemente parece que está tudo bem. Por exemplo, agora há pouco vimos uma das arrumadeiras do hotel em que estamos saindo daqui, em um carro grande e relativamente novo. Um carro que no Brasil, é carro de empresário, de quem está realmente bem de vida, mas aqui, com dois anos, um carro destes é realmente muito barato e qualquer pessoa com um emprego estável tem condições de comprar. Mesmo porque, os financiamentos são inúmeros e as taxas de juro próximas de zero. A mentalidade aqui é “a prestação cabe no bolso, vamos comprar”. O conceito de crédito é rei aqui. Ninguém precisa ter dinheiro para adquirir os confortos da vida, precisa ter crédito. E depois vemos uma minoria lendo Pai Rico, Pai Pobre para tentar sair da corrida dos ratos em que se meteram com tantas contas comendo tudo o que ganham.

Então não podemos deixar nossos olhos nos enganar com coisas materiais que são diferentes do que estamos acostumados, temos que olhar mais profundamente.

Oportunidades, há inúmeras em todo o lugar. Se vão vingar, só com bola de cristal. Hoje em dia, por exemplo, se compram mansões em Las Vegas por oito vezes menos do que custavam há apenas três anos. Mansões que no Brasil custariam mais de 10 milhões de reais, aqui se encontram por US$ 500.000. Mas será que valorizarão novamente? Será que o país sairá do buraco em que se meteu com a crise fiscal que gerou nos últimos 10 anos?

E aí vemos o Brasil, o último a sofrer com a tal crise em 2008 e o primeiro a se recuperar. Um lugar onde temos não apenas o conhecimento de como as coisas funcionam, mas onde temos um dos melhores climas e terras do planeta, sem terremotos, sem tsunamis, sem furações, sem vulcões. Porque perder tempo investindo onde tudo o que havia para ser feito já está pronto, quando podemos investir em nosso próprio país, onde tudo ainda está para ser construído, gerando infinitas possibilidades? Aqui nos EUA já estão de pé todas as escolas, todos os hospitais, todas as estradas. O trabalho aqui é só de manutenção. No Brasil, tudo está para construir, tudo está por fazer, oportunidade assim só aparece durante uma ou duas gerações, quem aproveitar aproveitou, quem deixar passar ficará para trás. O Eike Batista está fazendo a parte dele. E cada um de nós, o que está fazendo?

E mais, estudando a história da construção das nações e adaptando para a realidade atual, temos ferramentas incríveis para aproveitar muito melhor as oportunidades. A maioria não estuda, a maioria não pesquisa, a maioria não tem cultura global, não conhece o que acontece intimamente nos outros países e continentes. Quem tem estas vivências e informações pode muito mais, simplesmente porque possui melhores condições de analisar a situação e comparar com o que já experimentou fora do país. Usar estas informações é uma alavanca que tão pouca gente possui, que pode nos dar um vantagem desproporcional em termos de escolha.

Basta agora fazer as escolhas acertadas 🙂

Eu, por exemplo, pretendo iniciar um negócio onde americanos invistam seus dólares no Brasil, investindo em imóveis. As vantagens para eles? Não apenas o lucro muito maior possível nos negócios em nosso país, mas também os juros muito mais atrativos para o capital enquanto não utilizado diretamente nas construções. Sem esquecer a vantagem cambial, com a moeda deles valendo cada vez menos frente ao real.

Sobre esta última vantagem, disse isso aos amigos que estavam no Japão, guardando suas economias em dólar… Falei para transformarem tudo em real de uma vez, que ainda ficaria pior. De 1,80 já estamos em menos de 1,60 na cotação, e continua baixando. Isto apenas de fevereiro para cá. Se pegarmos a cotação dos últimos dois anos, a coisa é ainda pior. Mas o pessoal se apega naquela esperança em vão de que as coisas vão voltar ao que eram… Não voltam, o mundo é cíclico, e os ciclos são mais longos do que a média das pessoas tem paciência para esperar.

E aí temos um post. Estava escrevendo isso como comentário para a questão de uma leitora do site, mas a coisa foi ficando cada vez maior e então resolvi compartilhar esta resposta com todos.

O que você está fazendo para aproveitar a onde de crescimento em nosso país nos últimos anos? Como você está se preparando para aproveitar as oportunidades que ainda surgirão? Você já domina uma segunda ou terceira língua, ao menos para compreender textos escritos na mesma e buscar as informações diretamente nas fontes, ou tem que esperar alguém traduzir e mastigar tudo na sua língua pátria? Lembre-se que quando a informação chega traduzida, já é informação velha. No mundo dinâmico de hoje, consumir tradução só te ajuda a manter a cabeça fora d’água, mas não é suficiente para conseguir nadar longe dos tubarões.

O que você precisa fazer para enriquecer

Acabo de ler um post curtinho, mas muito interessante do Diego Nolde, no site Jovens Investidores. Lá, ele fala da velha regra dos 10%. A parte mais relevante é a seguinte:

Acredito que o principal erro da maioria das pessoas seja o de não entender qual o objetivo desses 10%. Devem ser investidos para NUNCA gastar. É isso mesmo, NUNCA. A maior parte das pessoas começa a juntar dinheiro e, assim que acumula um valor considerável, compra um carro ou um apartamento para morar, faz uma viagem ou qualquer outra coisa do tipo. Porém a idéia desse dinheiro é investir bem e por tempo o bastante para que ele comece a gerar uma receita! Essa receita sim você pode gastar o quanto quiser! Essa receita é a que te dará a tal “independência financeira”.

E é isso que quero ressaltar aqui. Para ser considerado rico, o que você precisa ter é PATRIMÔNIO! E formar patrimônio significa acumular, seja capital, sejam bens que valorizem com o tempo, sejam artigos colecionáveis, sejam moedinhas de ouro para tomar banho como o Tio Patinhas.

Valorização e rendimentos constantes.

No início da formação do seu patrimônio, outra coisa muito importante, é escolher veículos de investimento que tragam retorno regular, mas mais importante do que a escolha destes “retornos regulares”, é que tais rendimentos sejam MANTIDOS junto do bolo principal, REINVESTIDOS para manter o patrimônio crescendo em velocidade acelerada. Ou como diz O Homem Mais Rico da Babilônia: “não mate os filhos de seus escravos dourados”. Aproveitando o ensejo, se ainda não leu, compre AGORA, O Homem Mais Rico da Babilônia.

Desta maneira, se você decide investir em imóveis, use os aluguéis recebidos na compra de novas propriedades, ou para pagar os consórcios que você usará para aquisição de mais imóveis. Use e abuse da alavancagem proporcionada pelos veículos de investimento, mas faça isso de forma consciente, para o tiro não sair pela culatra. Ainda no exemplo dos consórcios, se você depende de receber aluguéis para pagar as prestações de um consórcio, antes de fazer uma nova carta, forme uma pequena reserva que garanta alguns meses de pagamento para o caso de ficar com o imóvel sem alugar durante algum tempo.

Apenas UM investimento.

Deixa eu explicitar mais uma coisa. Escolha UM investimento e se abrace a ele por tempo suficiente para que se torne relevante. Um dos maiores erros que vejo sendo cometidos diariamente por investidores iniciantes é estar sempre atrás “do melhor investimento”, perdendo seus rendimentos anteriores em busca de um percentual momentâneo a mais. Escolha o tipo de investimento que mais ressoe com seu perfil pessoal e pare de procurar sarna para se coçar. A hora de diversificar não é quando você tem pouco, é quando já tem o suficiente para dividir em várias cestas. Use a analogia do supermercado, você não carrega uma maçã e uma laranja em sacolas distintas, se só tem isso para carregar. Você só pega duas sacolas se tiver dúzias de maçãs e laranjas para carregar.

Minha escolha pessoal.

Quem já me conhece a mais tempo e sabe da minha história pessoal de investimentos sabe como eu invisto e provavelmente já é meu parceiro de investimentos de uma forma ou de outra, mas se você está lendo um texto meu pela primeira vez e tem interesse em saber como eu atingi a minha independência financeira em tempo recorde, leia minhas orientações nos sites http://www.investimentoemimovel.com.br e http://www.investimentoemconsorcio.com.br. Tendo curiosidade em me conhecer melhor e ler textos mais focados em crescimento pessoal ou o que penso das coisas que me interessam, costumo escrever com regularidade no meu site pessoal, Peruzzo.Org.

A disponibilidade é uma moeda que paga excelentes dividendos

Ontem, enquanto passeava pelo El Camino Real aqui em Mountain View, cruzei com a Lamborghini aí da foto. Gosto de carros esportivos e quando tenho a chance, gosto de fotografá-los. Esta foto só foi possível porque estava com minha máquina fotográfica, claro, mas o que as pessoas que veem esta foto não sabem é da conversa que aconteceu um pouco antes de sairmos (minha esposa e eu):

– Para que a máquina? Só vamos caminhar até o mercado – Pergunta minha esposa.
– Nunca se sabe que oportunidades surgirão. E quero brincar com minha lente nova – respondi.

Conscientemente escolhi carregar um peso aparentemente desnecessário para ir até o supermercado, pois queria ter a disponibilidade da máquina para qualquer oportunidade fotográfica. Tirei outras fotos no passeio, de um fusca conversível amarelo e de outras coisinhas quaisquer, mas o importante é que não levei simplesmente a máquina para passear pendurada a tiracolo (nota *1), levei a máquina sem a tampa da lente, ligada, pronta para fotografar sem perda de tempo. Ela estava completamente disponível para a função.

Sobre disponibilidade ainda, depois de fotografar a Lamborghini me dei por satisfeito com o passeio da tarde. Desliguei a máquina, virei o para-sol para dentro, coloquei a tampa na lente. Uma quadra depois vemos quatro carros de polícia trancando a rua, vários policiais, um carro batido sendo guinchado, o primeiro acidente que vimos na região, porque do jeito que as pessoas andam aqui, não sei como acidentes ainda podem acontecer. O fato é que acontecem, e como não estava com a máquina tão disponível quanto antes, você vai ter que ficar apenas com minha descrição da cena, já que não a fotografei 🙂

Está sem vontade de sair?

Voltando um pouco ao tópico do meu artigo anterior, Como arranjar um bom marido, para a vida social vale a mesma regra. Você só terá a chance de encontrar uma pessoa legal para compartilhar a vida, se estiver disponível nos locais onde tenha maiores chances de cruzar com pessoas legais. Ficar em casa não fará um Príncipe Encantado se materializar no meio da sua sala. Então, mãos à obra, disponibilize-se.

E nos negócios e empreendedorismo?

Tem aquele ditado que diz: “Quem trabalha muito não tem tempo para ganhar dinheiro”. Acredito nisso. Trabalhar é importante, mas a escolha das atividades realizadas pode ser ainda mais importante no seu crescimento profissional. Fazer hora extra no serviço para dar conta de tarefas atrasadas, ou participar daquele evento onde você poderá fechar um excelente negócio, ou conhecer um futuro parceiro comercial? Se você não estiver disponível para atividades que o coloquem em contato com coisas diferentes do que seu dia a dia, como poderá mudar sua situação atual? Supondo, claro, que você deseje crescer na vida, não ficando somente no degrau em que já se encontra.

Quando receber aquele convite para um café, disponibilize-se. Vá, ouça, palpite, troque idéias. Eu recebo uma série de convites deste tipo, muitas vezes de jovens empreendedores que ficam admirados que eu, do alto da posição em que eles próprios me colocam, esteja disponível para um papo informal com “um guri que não tem nada para oferecer em troca”. Foi em um papo destes que conheci muitas pessoas interessantes, hoje amigos e parceiros de negócios.

Então deixo a questão: você está se tornando disponível, com regularidade e constância, para as coisas boas que podem acontecer em sua vida? Ou está em casa ou no trabalho, simplesmente afundado na rotina ou na preguiça? Aguardo seus comentários aqui no site.

Notas:

*1. Comprei uma faixa Black Rapid, fantástica para carregar uma máquina fotográfica grande com conforto e mantê-la sempre pronta para levantar e fotografar. A minha é a RS-4, mais simples, pois não tinha a RS-7 indicada a seguir quando a comprei. Todas são igualmente ótimas. Compre a sua na Amazon: Black Rapid Strap RS7 Black Fabric, Curved Ergonomic, with ConnectR-2 and FastenR-3

Como arranjar um bom marido

Não é para ser convencido, mas quando minha esposa conta algumas coisas da vida de casada para as amigas ainda solteiras, muitas vezes vem aquele suspiro de “como eu queria alguém assim, mas está tão difícil achar um homem legal para constituir família”. Como escrevi, não é para ser convencido, mas é que realmente o mundo de hoje está carente de bons machos. Já há muito mais mulheres do que homens, e alguns ainda escolhem jogar no time contrário… Como já estou fora do mercado, vou dar algumas dicas para facilitar a vida da mulher em busca de um marido.

Já passei estas dicas para várias amigas, minhas e da minha esposa. Então hoje, quando tentava escrever sobre este assunto no Twitter, resolvi que era hora de escrever o artigo definitivo sobre como arranjar um marido decente. Porque vamos falar sério, no mundo de hoje está cada vez mais difícil de conseguir achar um bom partido, aquele cara legal, divertido, inteligente, culto, trabalhador, que já tenha saído da casa dos pais, que não seja um galinhão, etc. Sei disso porque a cada dia, mais e mais amigas reclamam da falta de bons homens no mercado. E com quase todos meus amigos já devidamente fisgados, para ajudar estas amigas e todas outras mulheres em busca do amor ideal, segue a receita básica.

Como achar o homem certo.

O primeiro passo é ir ao supermercado, mais especificamente, se você é do Rio Grande do Sul ou da capital de SP, ao Zaffari. Se onde você mora não tem Zaffari, desculpa, mude para uma cidade legal antes de tentar arranjar um bom marido. Ou vá ao supermercado mais ajeitadinho da sua cidade, mas vá sabendo que não é a mesma coisa, Zaffari, é só o Zaffari. A escolha do supermercado é o primeiro filtro necessário para achar um futuro marido com todas as características desejadas. Denota bom gosto, inteligência e busca pelo melhor.

O segundo cuidado é o horário em que você vai ao supermercado. Tem que ser entre 18h30 e 20h. Fazendo isso você aumenta as chances de conhecer um rapaz trabalhador, sério, mas não bitolado, que sai do trabalho em um horário compatível com a futura vida de casado. Ao mesmo tempo, estar no supermercado neste horário garante que o pretendente futuro não é um galinhão nem botequeiro, afinal, se fosse, estaria no bar com os amigos. Evite as sextas-feiras, afinal, na véspera de fim de semana todo mundo pode dar uma folguinha no bom-mocismo.

Em terceiro lugar, defina exatamente o local onde você deve procurar seu homem no supermercado. É no setor de comida congelada. Ou nos pães e frios. O horário, o fato de estar no supermercado e de estar comprando comida, mesmo que congelada, denota que o mesmo mora sozinho, não é um daqueles bebezões que ainda moram com os pais. Nada pessoal contra quem ainda mora com os pais, mas um homem sério depois dos 25 anos já tem que saber cuidar da própria vida, principalmente se é para ser pretendente de uma amiga minha, então, está dada a dica. Se você é natureba, pode adaptar um pouco esta regra e variar entre o setor de congelados e o de frutas e verduras. Assim aumentam as chances de você encontrar um futuro pai para seus filhos que facilitará o processo de educação alimentar das crianças. E convenhamos, um homem que não come frutas e verduras ainda não está pronto para cuidar de uma família, já que nem de si mesmo está cuidando muito bem.

O cuidado com o visual, sem exageros, é um ponto a mais. Sapatos ou tênis em bom estado denotam o cuidado básico necessário. Escolha pelos pés, de acordo com seu gosto pessoal. Sapato, tênis de corrida, tênis mais discreto ou mais chamativo, All Star, sandália (existe homem que usa sandália?), chinelos ou alpargatas. A escolha do calçado define o perfil, escolha o que mais combina com o estilo de vida que você deseja. Lembre que seu futuro marido está saindo do trabalho, está vestido como passa a maior parte do dia.

Como se preparar para a caçada.

Com a primeira parte do trabalho definida, vamos à segunda parte, que é como você deve estar ao sair para seu safári. Porque não se engane, os homens que ainda estão livres no mercado são a caça, mas só se colocam na mira das caçadoras certas e mais preparadas. Um vestido, um sapatinho bonito ou uma sandália de salto não muito alto já contam bons pontos. Mostrar as pernas idem, então, nada de calças compridas. Minissaia também é bem vinda, mas vista-se de acordo com a estação, nada de apelar, que isso irá causar o resultado contrário ao esperado. Uma maquiagem leve denota cuidado pessoal. Os homens não notam estes detalhes de forma consciente, mas inconscientemente processam tudo, então maquiagem sim, mas não como fazem as atrizes mexicanas, por favor!

Claro que você pode deixar de lado tudo o que escrevi no parágrafo acima e se vestir como se veste sempre, afinal, você é o que você é, mas talvez você atraia o tipo errado de homem ideal. Depois não venha reclamar comigo. Apesar das dicas de local e horário ajudarem, nada impede que os tipos errados também estejam circulando no supermercado no mesmo momento.

Como abordar seu homem.

Pode estar certa de uma coisa. Se o cara está ali, sozinho e solteiro, com idade para casar, não é por opção na maioria das vezes. É por timidez. Se fosse um galinhão, não estaria ali, estaria no bar torpedeando para todo lado. Então, sabendo dessa timidez, cabe somente a você tomar a iniciativa. Desculpa, não disse que seria fácil, mas também não é muito difícil. Olhe para dentro do carrinho dele, escolha um ítem qualquer que esteja lá e pergunte: “Esta lasanha de quatro queijos é boa mesmo, ou esta é a primeira vez que tu compra desta marca?” A partir daí, basta estabelecer um diálogo sobre um ou outro produto extra que ele tenha no carrinho, sorrir bastante, agradecer e continuar suas compras. Dê um jeito de cruzar com ele novamente em outro corredor, passe por ele, mostre o produto que ele havia comprado, agora também no seu carrinho, sorria e não diga mais nada. Pode apostar, nesta noite ele irá sonhar com você. Agora basta repetir a dose nos dias seguintes, fazendo o mesmo com outros possíveis pretendentes, até o destino fazer você cruzar novamente com um homem com quem já havia conversado antes. Nesta hora é preciso boa memória, porque ele certamente lembrará de você e do produto que indicou a comprar. Você então diz oi, sorri, lembra da situação, ele ficará sem jeito, mas não se preocupe, é apenas a timidez, e então você fala como gostou do produto que ele havia indicado da vez anterior e pede se ele não tem nenhuma dica nova para lhe dar.

Neste segundo encontro, comente que você e uma amiga combinaram de sair uns dias depois e pergunte se ele não tem um amigo que quisesse ir também. Pode ser uma peça de teatro, um filme no cinema, um chopp ou uma pizza, não interessa, faça o convite, afinal, vocês já se conhecem de outro encontro no supermercado! Não dê tempo para ele pensar, abra sua bolsa, pegue um papel e anote seu nome e telefone (porque até então, ele nem sabia seu nome). Pergunte o nome dele e aguarde o telefone, que certamente virá. Como bônus, talvez você resolva também a procura de outra amiga.

E assim acabo, com a sensação de dever cumprido, sabendo que com este pequeno texto estarei ajudando homens e mulheres a formarem lindos casais e viverem felizes para sempre. Sejam muito felizes e povoem o mundo de crianças alegres.

Atualização: parece que este texto está ficando famoso. Poucas horas depois de o ter publicado, já é o texto mais acessado do site. Deixa então eu aproveitar os minutos de fama e fazer uma propagandinha no final…

Meninas, caso as dicas acima não funcionem e você não encontre um príncipe encantado que já possua o próprio castelo, vale a pena conhecer a Megacombo e já planejar a compra da sua casa própria. O mesmo vale para as que já encontraram seu príncipe, mas ambos ainda não tenham construído seu castelo.

E se você é um cara legal, que leu estas dicas só por curiosidade, e ainda não encontrou seu par perfeito, vai uma dica: ter sua própria casa ajuda bastante a mostrar que você é responsável e pensa no futuro da família.

Quando você irá se aposentar?

Estava descansando hoje a tarde… Mentira, estava DORMINDO hoje a tarde, depois de ter acordado cedo para ir visitar Alcatraz (e não ter visitado, pois não tem visitas este mês) e voltado para casa depois do almoço, quando, naqueles minutos entre o despertar e o levantar da cama, fiquei pensando na situação de um amigo e em algumas perguntas que gostaria de fazer a ele. Ainda deitado, pensei que estas perguntas, feitas de maneira mais genérica, poderiam render um texto interessante para os leitores do Moeda Corrente. Então levantei da cama, porque sábado, assim como qualquer outro dia na vida de um empreendedor é dia de trabalhar, e aqui estou com a primeira pergunta:

Quando você irá se aposentar?

Pensei em fazer especificamente esta pergunta, porque este amigo tem vontade de ser empreendedor, em ter um negócio próprio, em montar uma empresa, mas a impressão que tenho sobre isso é de que na verdade o que ele procura é apenas um atalho para “como conseguir ganhar dinheiro suficiente para me aposentar e poder realmente fazer o que desejo”.

Entre dizer que deseja algo e realmente dar os passos necessários para atingir este objetivo, há uma grande diferença. No caso específico deste amigo, falo da “vontade” de ter um negócio próprio. O que vejo de fora nesta situação, com os olhos da experiência de quem já fez o que é necessário para viver de suas próprias habilidades empreendedoras, é uma certa romantização do empreendedorismo, da mesma forma que aspirantes a escritor romantizam como seria a vida e o dia a dia dos grandes escritores. A realidade normalmente é bem diferente do que imaginamos 🙂

E na questão prática, na realidade de empreender pode haver muito que talvez tenhamos que abrir mão, como certos confortos materiais, certos hábitos estabelecidos ao longo dos anos, certas garantias e seguranças já conquistadas. Por exemplo, um funcionário público com garantia vitalícia de emprego abriria mão disso para ter tempo para montar seu próprio negócio, com todos os riscos de não dar certo? Ou o funcionário estável em uma grande empresa, com a carreira em construção, abriria mão de sua trajetória profissional já traçada para realizar o sonho de viver de música?

Eu sonho em ter meu próprio negócio, mas não posso largar meu emprego para perseguir este objetivo, porque senão, não teria como manter o padrão de vida que já estou acostumado, teria que morar em uma casa menor, viajar menos, talvez vender o carro…

— Discurso de um “funcionário”.

Esta pergunta, “quando você irá se aposentar?”, juntamente com a explicação que a segue, visa sacudir um pouco a mente, fazer pensar “vem cá, é isto mesmo que você deseja? Porque se é, você precisa dar os passos necessários. E se não é, tem que parar de perder tempo pensando neste assunto! Ou c*** ou desocupa a moita!”

Porque sempre há os paliativos, aquilo que fazemos para aplacar a ânsia que nos consome. Você sonha em viver de música, mas como não acha que isso seja realista, então monta uma bandinha para tocar para os amigos nos fins de semana. Para cada paixão que poderia ser uma carreira, existe um paliativo que pode nos manter na vidinha chata que estamos acostumados em prol de “uma profissão estável e que pague as contas”. Então, se você não vai dar o passo necessário para conquistar o que realmente deseja para sua vida, assuma isso de vez, arranje um paliativo que lhe traga alguma alegria na rotina diária e viva o resto da sua vida neste equilíbrio entre trabalho chato e um pouquinho de prazer de vez em quando. Afinal, somente você é responsável por suas escolhas e suas consequências.

Quando você irá se aposentar: receita básica.

1. Defina quanto você precisa para se aposentar. Por exemplo, 2 milhões de dólares.

2. Verifique o quanto você já tem de patrimônio investido. Sua casa e seu carro não entram nesta conta, a não ser que sua “aposentadoria” envolva vendê-los. Vai que você deseje passar o resto de seus dias na beira da praia, acordando cedo para pescar, surfar, tomar um sol… Ou talvez você sonhe em viver em um sítio, com plantas e bichos ao seu redor… Ou ainda, sonhe em viver viajando, morando em hotéis ao redor do mundo. O sonho é seu, verifique seu patrimônio atual de acordo com seus objetivos.

3. Determine a quantia mensal que você dedica à sua pilha de investimentos.

4. Analise o seu histórico pessoal de resultados, seus investimentos nos últimos dois ou três anos, e determine realisticamente o quanto você consegue fazer seu patrimônio render com seus investimentos.

5. Coloque tudo em uma planilha, e, com o que você já tem, com o que você consegue investir mensalmente e com o quanto você consegue fazer esse patrimônio render, calcule o tempo que irá levar para você atingir o valor definido como “patrimônio de aposentadoria” no item 1 desta lista. Aproveite este momento para reavaliar este valor, baseado no seu custo de vida e no quanto você consegue fazer seu patrimônio crescer de forma automática, para que você possa manter o patrimônio com o poder de compra acima da inflação enquanto gasta parte dos rendimentos para viver.

Fazendo isso, temos um fantástico exercício para mostrar que somente investindo “o que sobra”, você provavelmente não vai se aposentar muito cedo. E levando em conta que sem estar no topo de uma montanha procurando uma mina de prata, ou cavando o chão tentando achar petróleo você provavelmente também não ganhará na loteria ou terá dinheiro caindo do céu direto em seu bolso, lanço então a seguinte pergunta:

Você quer realmente enriquecer e atingir a independência financeira? Está disposto a abrir mão do conforto atual em busca deste objetivo?

O problema que vejo com a maioria das pessoas que dizem desejar enriquecer, é que falam isso meio que da boca para fora, sem realmente parar para pensar o que é necessário fazer para realmente conseguir este objetivo. São pessoas que veem outras que já chegaram lá, que já conquistaram sua própria independência financeira, e tentam imitar o pouco que conseguem ver, sem se interessar pela história por trás das aparências, sem perguntar como foi que conseguiram chegar lá, quando isto custou em tempo e trabalho duro. São pessoas que descobrem que determinada pessoa formou sua fortuna investindo em ações, e começam a investir em ações elas mesmas, sem ao menos se perguntar que estratégia de investimento seu “guru” usou para chegar lá, o quanto estudou para atingir certa competência nos resultados, ou com que golpe de sorte eventualmente contou para obter resultados fora da média das outras pessoas. Sim, existem casos de gente que recebe a sorte grande, para quem dinheiro cai do céu, mas a grande maioria dos milionários que não estão nos jornais se fez por conta própria, ao custo de muito trabalho e dedicação, normalmente, buscando ardentemente conquistar não o dinheiro propriamente dito, mas alguma coisa que para si era mais importante que uma vida simplesmente confortável.

Neste grupo estão artistas que contra todas as probabilidades, decidiram viver de música, mesmo que nos primeiros dez ou quinze anos da “carreira” tivessem que trabalhar como garçons para ganhar um dinheiro extra para pagar as contas. São empreendedores que em busca da construção de seu negócio próprio eventualmente passaram alguns anos sem tirar férias, sem feriados e sem fins de semana, sem horários fixos de trabalho, este último, no sentido de que não tinham hora para sair, porque para chegar, sempre foram os primeiros. Depois que atingem o sucesso financeiro, depois que podem relaxar um pouco e viver do que construíram, a maioria das pessoas só enxerga isso, o resultado, sem sequer fazer idéia do que custou chegar lá.

Como conseguir enxergar a realidade?

O primeiro passo para tentar enxergar a realidade, é se dar conta da existência dela. Depois disso, o que temos que fazer é simplesmente buscar a maior quantidade de exemplos possíveis, absorvendo-os um a um, de maneira a construir as relações mentais necessárias para que então possamos nós mesmos, começar a desenhar nosso próprio caminho.

Uma forma de fazer isso é através das biografias de pessoas que já conquistaram o que buscamos para nós. Por exemplo, para quem deseja se tornar escritor, aconselho fortemente ler o livro “On Writing” do Stephen King, assim como “Zen in the Art of Writing”, do Ray Bradbury, e ainda “Bird by Bird” da Anne Lamott. Para quem deseja ser empreendedor, um bom livro é “Sete Homens e os Impérios que Construiram”. Ou os livros do Richard Branson. Ou os do Donald Trump. Biografias contam não apenas o sucesso final, mas o caminho percorrido. São uma excelente fonte de informação para sabermos o que nos espera pela frente e não ficarmos sentados sonhando em obter os louros sem antes entregar o suor necessário.

Deixo então a pergunta final, não de quando você irá se aposentar, mas sim do que você deseja para sua vida? E o que você está fazendo por você mesmo para chegar lá? Vou adorar saber sobre seus sonhos e seus passos para a realização dos mesmos nos comentários.

Um dia na vida

Fabricio no Lake TahoeMinha rotina mudou um pouco nos últimos meses, e achei que seria interessante escrever um post “um dia na vida” para contar como se parece um dia do meu tempo (pelo menos neste momento), ao menos para dar um noção do que tem minha atenção, em que estou trabalhando, em que projetos estou envolvido, e como isto pode ou não se relacionar com você. Claro que todos temos nosso próprio ritmo, então não há sentido em comparações, mas de toda forma, as vezes é divertivo olhar por trás das cortinas, não?

Manhãs

Quem convive debaixo do meu teto sabe que tenho um certo “ritual matinal”, mas deixando os detalhes de lado, levo aproximadamente uma hora para estar pronto para o dia, contando nisto o café da manhã, o banho e uma primeira passada de olhos nos emails, onde apago os spams que o filtro do gmail deixou passar e os emails que não exigem resposta.

Quando estou em casa, costumo fazer uma caminhada de uma hora no meio deste ritual, antes do banho, claro. Também costumo lavar a louça do dia anterior quando volto da caminhada, numa espécie de meditação.

Nestes meses em que estamos viajando pelos Estados Unidos, esta rotina foi alterada em parte. Não tenho feito a caminhada, substituída por tudo que caminhamos durante as tardes. Além disso, devido a diferença de horários entre Brasil e Califórnia (estou com 4 horas a menos) tenho acordado mais cedo para atender aos telefonemas do Brasil, usando VoIP. Então basicamente as manhãs são dedicadas a atender aos clientes do Brasil, respondendo emails e atendendo os telefones quando tenho conexão.

Costumo escrever usando o iPad e a App PlainText, que sincroniza os textos automaticamente com meu notebook. Uso o teclado sem fio da Apple para textos mais longos, mas normalmente acabo usando mesmo o teclado na tela do iPad, devido a praticidade e ao fato de já estar bem treinado nisso.

Os emails, respondo praticamente 100% no iPad. Só uso o notebook para salvar alguns arquivos e para fazer backup das fotos batidas a cada dia. Isto provavelmente irá se alterar a partir de amanhã, pois hoje foi lançado o novo MacBook Air, lançamento que eu previa e aguardava antes de comprar mais este “brinquedo”.

Computação móvel

Deixa eu discorrer um pouco sobre este assunto, pois disto eu entendo bem. Se pudesse dar apenas uma dica sobre que computador comprar para usar em viagens, seria a seguinte: compre o mais leve, o mais rápido, e o mais barato, exatamente nesta ordem. Se você for neurótico como eu sou e levar seu notebook para todo canto junto com você, o peso é a característica mais importante.

Estar no meio de uma viagem, com todas as coisas diferentes que você tem que lidar e os pequenos problemas que tem que resolver diariamente para manter as coisas em ordem, e ainda ter que lidar com um computador que simplesmente não responde na velocidade esperada, ainda mais se você está acostumado com um computador potente em casa, é algo realmente irritante. Depois do peso, performance é o que há.

Infelizmente, optando por peso e performance nos faz cair na classe de notebooks que não custam barato. Minha sugestão, pague o preço que for preciso. Sua felicidade, bom humor e principalmente, vontade de trabalhar, pagarão rapidamente a diferença de valor. Mais que isso, me escute com atenção, porque neste caso específico, comprar o notebook menor, mais leve e mais caro, acabará saindo mais barato! Depois de ter gasto com um grande, pesado e lento, você se irritará tanto que acabará comprando o leve e rápido, gastando duas vezes em vez de uma só. Eu sei! Já fiz isso Smile

Conexão com a internet

Na Califórnia, mesmo no Silicon Valley, onde se imagina que conexão com a internet não seja problema, tenha sempre um plano B, se você depende de conexão para trabalhar. A internet nos hotéis mais simples costuma ser gratuita e péssima. Nos hotéis mais caros, costuma ser paga e tão ruim quanto. As lojas da Apple são uma benção na vida do viajante conectado, sempre dispondo de conexão boa, sem custos extras. Cafeterias e restaurantes também costumam ter conexões disponíveis com regularidade. Planos 3G costumam também funcionar bem, mas encontrar um nos Estadus Unidos que não exija contrato de dois anos é tarefa de gincana. O mundo ainda não está realmente preparado para atender viajantes móveis de maneira ideal.

Tardes

Ainda devido a diferença de fuso horário, durante as minhas tardes já é noite no Brasil, então cuido dos negócios que estou desenvolvendo aqui. Estou montando uma empresa de investimentos imobiliários, nos USA, para que os norte-americanos interessados em investir no Brasil possam fazer isso da maneira mais simples possível. Como as coisas aqui ainda estão incipientes, na maior parte dos dias apenas tiramos as tardes para passear. A imagem que abre este artigo é de uma volta completa que demos no Lake Tahoe. Abaixo, o local de onde escrevo este texto Smile

2011-07-19-15h11m36

Equipamento: máquina fotográfica

Para quem gosta de passear e bater boas fotos, com a melhor qualidade possível, não tenho palavras para descrever o quão apaixonante é a Nikon D3100. É uma câmera DSLR, relativamente grande para quem costuma usar câmeras compactas, mas a diferença de qualidade nas fotos vale o quanto pesa. Falando assim, até parece que estou descrevendo uma câmera monstruosa, o que é muito longe da verdade. A D3100 é apaixonante justamente por colocar em um corpo extremamente compacto e leve o suprasumo da tecnologia e qualidade para fotos. Ela pesa menos da metade da minha máquina “oficial”, uma Nikon D7000 que é maravilhosa por suas razões próprias, mas muito pesada para levar como câmera de turista. A D3100 simplesmente não se sente no pescoço, é como se estivéssemos sem ela. E no entanto, ela está alí, sempre a mão, sempre disponível.

Noites

Não temos badalado muito, com excessão de Las Vegas, onde estávamos dormindo bem mais tarde do que nos outros dias. Jantamos em casa, então enquanto minha esposa prepara o jantar, normalmente uma salada ou sanduíches, me dedico a escrever ou a responder os últimos emails do dia, já preparando o dia seguinte.

Também é a noite que atualizamos nosso site da viagem para informar aos pais que está tudo bem, que os negócios estão em ordem e a viagem está ótima. Os filhos, mesmo com quase 40 anos, sempre serão os “filhinhos”.

Resumo

Com a rotina completamente alterada pela viagem as coisas estão completamente fora do padrão. Ao mesmo tempo, passei os últimos anos planejando os negócios e os investimentos para poder conseguir fazer o que estou fazendo agora, trabalhar, manter as empresas funcionando e ganhar dinheiro, independente de onde esteja no planeta. Hoje, com uma conexão à internet e um computador (ou iPad), tenho tudo que preciso para manter a vida profissional andando perfeitamente bem.

Em um próximo texto, vou falar sobre um insight que me surgiu ao longo desta viagem. Tenho que fazer um pouco de mistério aqui pois é uma idéia que gostei tanto, que pretendo lançar um site para desenvolvê-la com exclusividade, mas basicamente fala de empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e profissional e independência financeira para atingirmos o máximo de nosso potencial individual. É a consolidação de tudo o que venho fazendo pessoalmente ao longo dos últimos anos, dos meus resultados e de como isto me ajudou e ajuda a conquistar tudo o que desejo.

Qual é o melhor investimento para seu dinheiro?

Estou morando na Califórnia com minha esposa há pouco menos de três semanas. Passamos os primeiros dias em um hotel e agora estamos em uma espécie de flat, chamam aqui de Long Stay Hotels, que basicamente é um quarto de hotel com cozinha completa. Ficaremos até o final de agosto, com alguns passeios mais longos programados, alguns dias em Las Vegas e uma Road Trip descendo do Silicon Valley, onde estamos agora, até San Diego, pelas praias do sul da Califórnia.

Toda esta introdução é para descrever um pouco da vida cigana que estamos tendo no momento, pois foram justamente estes dias diferentes dos dias comuns que tinhamos em Porto Alegre, que tornaram possíveis algumas reflexões sobre qual é o melhor investimento.

Começando a responder esta pergunta, inicio dizendo que não acredito haver uma resposta universal para esta questão. O melhor investimento sempre vai depender dos objetivos de cada um, do nível de risco que se está disposto a correr e do tipo de vida que se deseja levar antes, durante e depois do período de formação de patrimônio. A parte universal é que, se desejamos investir, isso envolve diretamente a questão central de formar patrimônio.

Onde investir

1. Empresas

Minha experiência mostra que não há nada mais lucrativo do que os negócios, do que montar e fazer crescer empresas. Isto pode nos leva a pensar em investir em tais empresas e por consequencia, em investir em ações de empresas que já existam. Há dois problemas nesta abordagem:

a) Tratando do investimento em ações de empresas que já existem, perdemos uma parte do que temos com a criação de novas empresas, que é a possibilidade de lucrar com o crescimento acelerado delas. Investir em uma empresa já forte e estável pode nos trazer bons rendimentos, mas é muito pouco provável que nos dê retornos realmente significativos.

b) A estratégia usual das pessoas que investem em ações não é a de investir “nas empresas”. Digo isso no sentido de que as pessoas não pensam realmente em se tornar sócias destas empresas. Pensam em comprar e vender ações. Agora imagine se o Jorge Gerdau ficasse pensando em vender suas ações da empresa que construiu… Ou se o Bill Gates desejasse vender suas ações da Microsoft. Não, eles são donos de considerável parte das suas empresas, ganham dinheiro com o que a empresa rende, não com o valor dela na bolsa de valores.

Então, quando escrevi “empresas” logo acima no título, não me referi a investimento em ações. Me referi realmente a investir na criação e crescimento de uma empresa nova ou ainda incipiente. Quando digo que é um bom negócio investir em empresas, me refiro a criar novas empresas, o que por si só é um imenso desafio e aprendizado para uma vida inteira de trabalho. Os resultados podem ser estupendos, mas este não é o caminho mais fácil que existe. Exige experiência, conhecimento e recursos, tudo equilibrado de maneira a obtermos os resultados estupendos que vemos de vez em quando na mídia.

Então, desculpe pelo balde de água fria, mas criar e investir em novas empresas não é investimento para qualquer um. Exige conhecimento e dedicação por um longo período. Dá muito mais trabalho e preocupações do que a maioria da população está disposta a passar para conseguir sucesso nesta empreitada. É justamente por isso que temos tão poucos empreendedores em relação ao número de trabalhadores convencionais.

Se você não está disposto a virar noites trabalhando quando necessário, se não consegue suportar a insegurança de saber se terá ou não dinheiro para pagar as contas da semana que vem, se não se imagina tendo não um, mas inúmeros chefes (todos os clientes da sua própria empresa), construir um negócio próprio não é para você.

Por outro lado, não se sinta mal por isso. Como escrevi nos parágrafos de abertura, cada pessoa possui características diferentes de personalidade, e estas características não as tornam melhores ou piores umas que as outras, são apenas mais aptas a determinadas tarefas ou mais inadequadas às mesmas. O importante é descobrir o que funciona para você.

2. Imóveis

Investir em imóveis possui diferentes facetas, estratégias e maneiras de ganhar dinheiro. Algumas são mais passivas, enquanto outras são mais negócios imobiliários do que propriamente investimentos simples.

Tome o exemplo de construir imóveis para vender. Mesmo que você não seja dono de uma construtora e contrate uma, ou contrate um mestre de obras e pedreiros para realizar sua obra, na prática, você tem um negócio imobiliário. Tem que se preocupar com todas as etapas e detalhes do mesmo, sob o risco de perder dinheiro em vez de ganhar, se se descuidar de qualquer etapa.

O investimento descrito acima é bem mais complexo que a fórmula de nossos avós, de comprar imóveis para alugar e usufruir desta renda na aposentadoria. Só para deixar claro, quando escrevo “fórmula dos nossos avós”, me refero a uma prática comum duas gerações atrás que era comprar imóveis para acumular patrimônio. Infelizmente meus avós não foram seguidores desta “receita” 🙂

Há também a opção de comprar imóveis na planta para vendê-los quando prontos. Você se torna sócio da construtora na construção, recebendo parte dos lucros. Há alguns riscos, no entanto. Você é o responsável por vender seu imóvel depois de pronto. E isto se torna mais difícil a partir do momento em que a construtora não possui mais o plantão de vendas no local, afinal, a parte dela já foi vendida. Claro que você pode, no final, ficar com o imóvel para alugar. Como comprou com desconto ainda na planta, terá um imóvel que vale mais do que foi pago, provendo um fluxo de caixa positivo mensalmente. Aqui entra o maior segredo do investidor de sucesso: REINVESTIR OS LUCROS. Use tais aluguéis para bancar a compra de um novo imóvel e mantenha esta estratégia por tempo suficiente para que consiga formar o patrimônio que deseja para seu futuro.

Comprar para reformar e vender, participar de leilões, comprar para alugar… Há múltiplas maneiras de lucrar com investimento em imóveis, mas assim como no investimento em empresas, normalmente não é o tipo de investimento passivo em que investimos e no final recebemos o lucro. Temos que trabalhar para lucrar. É, no final das contas, um pequeno negócio.

Os valores nos investimentos imobiliários costumam ser maiores do que os necessários para outros investimentos mais simples, então normalmente temos nos investidores imobiliários o tipo de pessoas que já alcançou certo sucesso no acúmulo de dinheiro. Isso já é um indicativo de qual investimento costuma dar melhores resultados 🙂

3. Ações

Já expliquei acima os problemas de investir em ações com foco em especulação, ou seja, comprar, esperando que os valores subam, para vender com lucro e então repetir esta fórmula novamente e novamente e novamente. Não temos bola de cristal, isto é especulação, jogo, loteria. Não há conhecimento que bata o mercado, basta analisar que ao longo da existência das bolsas de valores, nenhum investidor particular se destacou por anos e anos de resultados superiores a média do mercado total das ações negociadas. Ou melhor, há UM investidor que se destaca: Warren Buffett. O que ele faz? Investe nas empresas, para ser sócio das mesmas, sem se preocupar tanto com o sobe e desce do valor delas. E o que faz com os lucros gerados por estas empresas em que investe? Usa para investir em mais empresas ou comprar mais participação nas empresas que já possui em sua carteira de investimentos.

Quer repetir esta estratégia vencedora? Invista nas empresas que você conhece, que possuam espaço para crescer, que estejam sendo negociadas pelo preço que valem segundo algum critério técnico conhecido. Depois disso, não venda, não se preocupe com a cotação da mesma, reaplique os dividendos anuais seguindo a mesma regra e continue fazendo isso com regularidade ao longo de vários anos, até formar um patrimônio decente. Talvez algum dia você possa dizer o mesmo que o Warren disse na última assembléia dos acionistas de sua empresa:

Não quero ser conhecido como o maior investidor do mundo. Quero ser conhecido como o mais velho investidor do mundo.

Vida longa e próspera ao Warren Buffett e a seus bons exemplos de vida.

4. Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa, a poupança e o juntar dinheiro debaixo do colchão, são no final das contas quase a mesma coisa. O problema não está no investimento e em seus baixos rendimentos, mas sim nas pessoas, na vida diária, nos hábitos de consumo e na satisfação antecipada de todos os nossos desejos.

Se você investir R$ 100 por mês, durante 20 ou 30 anos, recebendo 0,5% a.m. de juros, você irá se aposentar com vários milhares ou milhões de reais… Aquela histórinha da mágica dos juros compostos… Tudo isso é real, funciona, mas costuma funcionar só no papel, porque, com toda sinceridade, me apresente UMA SÓ PESSOA que tenha investido regularmente, por mais de 20 anos, todos os meses, atualizando os valores anualmente, sem tirar parte do dinheiro do fundo de investimento ao longo de todo esse período. As pessoas não são assim. Vão trocar de carro, vão desejar comprar um imóvel, fazer uma reforma no apartamento que possuem, viajar para conhecer novos países… Para tudo isso, não irão formar uma nova reserva destinada a estes objetivos, irão usar o dinheiro que está lá aplicado, afinal, “trabalharam tanto para isso, merecem este presentinho”. No final, a quantidade de vezes que esses “presentinhos” ou pequenos mimos são auto-proporcionados ao longo dos tais 20 ou 30 anos, acaba com a possibilidade da tal mágica dos juros compostos de atuar verdadeiramente. O problema não é matemático, é pessoal. Não somos máquinas, agimos por impulsos e por desejos.

É muito fácil usar dinheiro líquido. E depois que o usamos, não há mais chance de arrependimento, não adianta chorar sobre o leite derramado, o dinheiro se foi. Precisamos dificultar o uso das nossas reservas em coisas que não sejam relacionadas ao crescimento do patrimônio, justamente para nos dar tempo de pensar na “besteira que iremos fazer”. Não quer dizer que não devemos viajar, reformar o apartamento ou trocar de carro, muito pelo contrário, a vida é uma viagem em que o que importa é o caminho, não o ponto de chegada. Só que precisamos nos proteger para não consumir antecipadamente os valores necessários para viver com conforto os últimos quilômetros desta nossa caminhada.

5. Outros investimentos

Há diversas outras maneiras de investir, mas se não estão listadas com um tópico nominal, se não são normalmente incluídas nas listas de investimentos “normais”, é porque estes investimentos não são para as pessoas comuns. São para os entendidos do assunto. Inclua aqui o investimento em petróleo, minas de carvão, minérios, pedras preciosas, artigos colecionáveis, obras de arte. Inclua também Forex, negócios de marketing multi-nível. Esta categoria é a das excessões, não é para as massas. Cada um destes “investimentos”, colocado entre aspas por não serem realmente investimentos, mas sim negócios, possui um mundo de conhecimentos necessários para se obter sucesso com os mesmos. Se você está se aperfeiçoando em alguma destas alternativas, desejo todo o sucesso, mas não perca seu tempo tentando dizer que “qualquer um” pode investir desta maneira.

A dica mais importante que já ouvi sobre investimentos.

Um amigo que trabalha muito, excelente profissional que ganha muito dinheiro fazendo o que ama, certa vez me disse:

Fabrício, eu sei como ganhar dinheiro na minha profissão. Tu podes ver que na verdade ganho muito dinheiro fazendo o que gosto. Sei que é importante investir com sabedoria para que meu dinheiro ganho com suor se multiplique, mas cada minuto que eu perco buscando pessoalmente mais rendimentos para o que já ganhei, é um minuto em que deixo de ganhar dinheiro novo. E de nada adianta eu conseguir descobrir uma maneira de ganhar 0,2%, 0,8%, ou mesmo 2% a mais que seja, se eu não tiver o dinheiro para que estes percentuais possam render sobre.

Eu sei o que gosto de fazer e sei como ganhar dinheiro com a profissão que escolhi. Deixo para quem é apaixonado por otimização de investimentos a tarefa de cuidar do que já consegui juntar. Pago bem os profissionais que me auxiliam nesta tarefa, vendedores, corretores, consultores, pois sei que obtenho resultados muito melhores do que obteria sozinho.

A dica acima não foi apenas a melhor dica que já ouvi sobre investimentos, foi também o melhor elogio que já recebi pelo meu trabalho.

O que funciona para mim, para meu perfil e minhas habilidades?

Estou completamente fora do perfil das pessoas normais. Já atingi minha independência financeira, ou seja, não precisaria trabalhar para manter meu padrão de vida atual. Por outro lado, sou muito inquieto, preciso estar sempre evoluindo e criando novos negócios. Sou empreendedor, gosto de novos desafios. Então preciso de investimentos que sejam o mais automatizados possível, que não necessitem de minha atenção diariamente, para que possa continuar fazendo o que gosto, criando novos negócios.

Além do já exposto, gosto muito de viajar, então também é importante que possa manter meus investimentos e negócios crescendo mesmo com periodos longos de ausência física. Tenho que poder manter os investimentos andando através das maravilhas da tecnologia, ou seja, correio, telefone e internet.

No meu caso específico, resolvi todos os problemas com uma ação aparentemente simples: a participação em um conjunto de empresas que mantém meus investimentos em constante crescimento. Montei para mim mesmo uma estrutura empresarial de investimento. Desta forma, as empresas, sócios e funcionários cuidam do dia a dia da operação e eu cuido de definir os rumos e estratégias desta estrutura.

Hoje em dia possuo uma fórmula muito simples, mas extremamente efetiva, que me permite investir de maneira automática, reinvestindo os lucros, enquanto vivo em qualquer lugar do planeta, sabendo que há uma estrutura empresarial cuidando dos detalhes de manutenção destes investimentos. Isto me permite obter os resultados dos investimentos em negócios e em imóveis, com a facilidade dos investimentos mais simples de renda fixa.

Claro que o que eu preciso fazer, saber e estar a par para tocar toda esta estrutura é muito mais do que simplesmente investir em um fundo de renda fixa, mas por poder manter esta máquina de investimentos funcionando mesmo que fique distante alguns meses, é uma estrutura que funciona perfeitamente para o meu caso.

Montar este conjunto de empresas de investimento foi o meu aprendizado dos últimos 22 anos. Otimizar e automatizar ao máximo esta estrutura foi a tarefa dos últimos 10 anos. O melhor de tudo é que isto é só o começo…

Como posso ajudá-lo a melhorar seus investimentos e mantê-los da maneira mais automatica possível?

O melhor de tudo na estrutura de investimentos que montei para mim mesmo é que fiz isso de tal forma que fica fácil agregar novos participantes no mesmo modelo de negócio. Desta forma, montei algo para meu próprio uso que acabou se tornando um novo negócio. Hoje, você pode investir não apenas da mesma forma que eu próprio invisto, mas pode fazer mais, pode ser meu sócio exatamente nos mesmos empreendimentos imobiliários em que estou investindo. Tudo isso com a facilidade de um investimento comum.

Como todos os meus investimentos tem o objetivo de formação de patrimônio da maneira mais efetiva possível, não é um investimento para quem tem pressa ou deseja aplicar o dinheiro por um curto periodo de tempo. Os investimentos são em imóveis, os prazos devem ser levados em conta. Um prédio pequeno leva um ano e meio para ser construído, isto sem contar os prazos de projeto e aprovações nos diversos orgãos municipais. Quando compramos um terreno, podemos levar alguns meses estudando qual a melhor forma de lucrar no local, por exemplo decidindo entre construir um imóvel residencial, comercial ou misto.

Uma das melhores características desta estrutura de investimentos que montei é que ela permite a entrada de investidores de todos os portes. Hoje tenho amigos investindo R$ 430 mensais, junto de outros que investem três milhões de reais de uma só vez. O funcionamento é relativamente simples, invisto em cartas de consórcio de imóveis que ao serem contempladas são investidas na construção de imóveis para venda. O conjunto das empresas de que sou sócio cuida de todos os detalhes. Não vou explicar tudo neste artigo, o funcionamento disto está bem descrito no site Investimento em imóvel.

Eu já descobri qual é o melhor investimento para meu dinheiro. Se você acha que posso te ajudar com isso, será um prazer lhe receber como sócio. Para o primeiro passo, basta seguir as orientações descritas em http://www.megacombo.com.br/como-investir.

Quanto você paga de imposto de renda?

lion

Esta semana, jantando com uma amiga, escuto uma declaração fora do comum:

Acho que sou a única pessoa que faz questão de pagar mais imposto de renda do que deveria.

Curioso com o que acabara de escutar, pergunto o porquê dela pagar mais imposto do que deveria, principalmente por ela ter deixado bem claro que isso não se deveu a algum erro, mas sim, por vontade própria.

Há pouco mais de um ano, queria comprar um apartamento para investir. Daria uma entrada, financiaria o restante e com o aluguel pagaria boa parte do financiamento. Vendo a situação hoje, vejo que errei na pressa em optar por um financiamento e que no final das contas, com 30 anos para pagar, provavelmente não seja tão bom negócio assim, mas quando pensei nisso ainda era novata nos investimentos, e melhor errar fazendo, do que ficar parada.

Logo no primeiro passo tinha uma pedra no meu caminho. Verifiquei o financiamento que precisaria com o banco e só conseguiria me qualificar se ganhasse quase o dobro do que realmente ganhava. Sou arquiteta, profissional liberal, as vezes ganho mais, as vezes menos, mas sempre fiz minha declaração de IR direitinho, pagando tudo o que devia para não ter problemas no futuro. Pensei um pouco e resolvi a questão rapidinho. Ao fazer minha declaração daquele ano, simplesmente declarei que ganhei mais do que realmente consegui. Paguei o imposto mais alto do que deveria, mas consegui o financiamento que buscava.

Não vou entrar no mérito de se isto é certo ou errado, pois não vem ao caso para o ponto que desejo defender. A questão toda que quero focar é na ação e solução de problemas. O que quero dizer é que se você precisa construir uma casa e só tem uns gravetos a disposição, levante-se, abra os olhos e procure algumas folhas de banananeira para fazer as paredes. Se mova, pense, busque soluções. Pode ser que você não ache a melhor solução logo de cara. Pode ser que, como essa amiga, você ache uma solução que no final das contas saia mais cara do que poderia custar uma solução melhor. O importante é estar em movimento, agindo, aprendendo coisas novas, refinando.

Da próxima vez que tiver um problema “insolúvel” para resolver, pense um pouco antes de desistir. Este é o ponto principal que desejo deixar com este texto. Para tudo há diversas soluções possíveis, busque-as.

PS: para quem ficou curioso com o problema imobiliário desta amiga e com a solução final para o mesmo, foi relativamente simples. Ela fará um consórcio de aproximadamente 80% do valor do crédito devedor do financiamento. Ao ser contemplada, se livra das prestações deste. Como o consórcio tem um prazo máximo de 10 anos para contemplar e o financiamento prazo de 30 anos, mesmo que demore para contemplar ela ainda economizará milhares de reais. Mais que isso, se demorar, o valor do consórcio pode chegar a ficar maior que o saldo devedor, sobrando então um bom crédito extra para investir em outro imóvel menor.

Osama, Obama, fatos, tragédias e suas relações conosco e com nosso dinheiro

No dia 11 de setembro de 2001, quando as torres gêmeas vieram ao chão, aprendi algumas coisas importantes sobre como funciono sob stress emocional.

2001

O que estava acontecendo era demais para eu conseguir entender. Entendia os fatos em sí, mas a brutalidade, a proporção, a execução, tudo isso fez com que meu cérebro desligasse qualquer processamento lógico. Era apenas emoção, tentando aceitar o que tinha acontecido. Alguns meses antes estava planejando ir aos EUA. Ficaria na casa de um amigo que morava perto de Nova Iorque. Quando cairam as torres, tentei contato com ele e só consegui muitas horas depois. Ele então me disse que estava a trabalho na segunda torre, no quarto andar, enquanto caía a primeira torre. Se tivesse viajado para os Estados Unidos, teria aproveitado a oportunidade de ir junto com ele ao World Trade Center, mas como não estaria trabalhando, certamente iria ver a vista no topo do prédio. Sem chances de chegar ao solo a tempo.

Uns meses antes, a empresa onde trabalhava, uma startup de internet que recebia investimentos vindos dos EUA, sofreu com o estouro da bolha de internet e ficou sem recursos para continuar. Estava há seis meses sem receber e, com minhas reservas acabando, achei mais prudente cancelar a viagem. Alguns dizem que foi sorte. Outros chamam de providência divina. Eu apenas digo que:

Quando nos acontecem coisas ruins, geralmente há algo bom relacionado. Pode ser uma “sorte”, ou pode ser uma chance de aprender algo. Normalmente não temos ainda a capacidade de compreender as implicações disso, mas aprendi a aceitar as pequenas tragédias diárias e a tentar sempre buscar algum aprendizado delas.

Escapei da tragédia. Meu dinheiro, não.

Naquela época todo meu patrimônio estava investido em ações. Havia multiplicado meu dinheiro em poucos anos. Com um investimento inicial de R$ 3000, fiz o mesmo crescer para R$ 15.800 em apenas dois anos na bolsa de valores. Estava com ações em carteira que sabia serem bastante voláteis na época, mas não ficaria com elas muito tempo então não havia motivos para preocupação. A não ser, claro, se destruíssem a confiança do planeta de um dia para o outro.

Minhas ações despencaram de R$ 15.800 para apenas R$ 700 (não esqueci um zero, são setecentos reais mesmo). Só notei isso três dias depois, quando saí do estado de choque em que estava com a tragédia e lembrei: “minhas ações!”

Nada que possuímos é concreto. Tudo pode mudar de uma hora para outra. O mundo tem tantas variáveis em jogo que é impossível termos o controle de tudo. É impossível termos controle.

2011

Em 2010 visitei aquele amigo que citei na história anterior. Desta vez na Califórnia, do outro lado dos EUA. Fiquei pouco tempo no Silicon Valley, mas o suficiente para reacender a chama do que um dia havia sido meu sonho de nerd adolescente, morar no vale do silício, berço das empresas de tecnologia. Em março deste ano estava prestes a me mudar para lá para uma temporada de seis meses, uma espécie de mini-sabático, já que continuaria a tocar meus negócios de investimento em imóveis e consórcios imobiliários através da internet.

Poucas semanas antes da viagem recebo um convite irrecusável, com uma proposta de viagem ao Japão para duas semanas divulgando o investimento em consórcios e o investimento em imóveis para um grupo de 350 famílias de brasileiros que moram e trabalham lá. Prorrogo a viagem aos EUA por 12 dias e arrumo as malas para o Japão. Tudo corre bem nesta viagem, mas fico chateado de não ter conseguido ficar alguns dias a mais para aproveitar o lançamento de dois produtos eletrônicos que estava aguardando, uma máquina fotográfica Fuji X100 e o iPad 2.

Voltando do Japão, faço escala em Nova Iorque um dia antes do lançamento do iPad 2. UM DIA!!! Chego no Brasil e ao ligar meu celular, ainda em São Paulo, começo a receber mensagens perguntando se já havia voltado, se estava tudo bem porque a família estava preocupada… Entro no twitter e vejo do que estão falando. Saí do Japão exatamente um dia antes dos terremotos e tsunamis. Sem máquina fotográfica, sem iPad 2, mas com vida.

Osama, Obama e o nosso dinheiro.

Há coisas sobre as quais não temos controle, mas nem por isso devemos desligar o cérebro, deixar de planejar e deixar a vida simplesmente nos levar. Sim, as vezes não há o que fazer, é mais forte do que nós, como foi o estado de choque que fiquei com a queda das torres gêmeas. Porém outras vezes, simplesmente não nos damos conta das implicações de certos fatos, não por conta de algum bloqueio, mas porque apenas não paramos tempo suficiente para pensar. Tudo é tão corrido em nosso dia a dia, que acabamos não dedicando tempo para digerir as notícias do dia. Apenas as recebemos de maneira automatizada, sem realmente as processar. Em relação às notícias desta semana, você já pensou nas implicações que esta notícia tem para o mercado, para o ânimo dos americanos, para a percepção mundial sobre os Estados Unidos? Já pensou que implicações a morte do Osama traz para seu dinheiro e seus investimentos?

Não tenho bola de cristal, mas tenho algumas opiniões sobre o futuro da bolsa de valores no Brasil. Você investe em ações? Eu acho que nossa bolsa vai cair nos próximos meses. Tenho uma teoria sobre este assunto. Com o aumento da confiança na economia americana e as melhoras dos fundamentos atreladas a isso, muito dinheiro que hoje está em países emergentes, leia-se, Brasil, irá voltar aos EUA, derrubando com isso o mercado altamente inflado que vinhamos tendo nos últimos anos. Acho que a morte do Osama irá causar na população norte-americana uma reação do tipo “nós conseguimos realizar tudo o que nos propomos”. Na minha opinião, correções fortes virão. E já estou me preparando para aproveitar as barganhas.

E você, o que acha? Desculpe misturar tantos assuntos em um só texto, mas você já me conhece, sabe que meu cérebro nunca fala de algo sem pensar em suas diversas interrelações. E no final das contas, quem faz as melhores relações entre fatos aparentemente desconexos, acaba agindo mais cedo e aproveitando as melhores oportunidades 🙂

O herói de uma nação

Foto batida em Suzuka, no Japão, onde o título deste post é tão válido quanto aqui no Brasil.

 

Hoje faz 17 anos que os jovens da minha geração perderam seu ídolo máximo. Como naquele dia trágico, não tenho palavras para descrever o que senti, mas o RicaPerrone, jornalista e bem mais hábil com as palavras, conseguiu retratar exatamente como estavam os ânimos do país após o fatídico acidente. No meu caso, se lhe interessa saber, tudo o que consegui fazer foi imprimir uma foto do Senna em uma camiseta, e andar com ele no peito, carregando comigo, por mais uns poucos dias, o herói próximo ao coração. A camiseta não existe mais. O herói permanece.

Siga com o texto do Rica clicando no link abaixo:

O herói de uma nação, por Rica Perrone.