O segundo colocado

Já ouviste aquela frase?

“O segundo colocado é o primeiro perdedor.”

Pois é. Não concordo com ela. Em primeiro lugar porque, se estamos aqui, fomos os campeões na corrida pelo óvulo. Começamos a vida como verdadeiros vencedores, com a conquista máxima. Parabéns, campeão!

Sou um cara bem competitivo, mas quem me vê de fora geralmente não enxerga isso. Sou competitivo comigo mesmo, busco sempre melhorar e conquistar mais. Ao mesmo tempo, não me interessa o lado de fora. Não preciso ser “melhor que o concorrente” do ponto de vista de vender mais, aparecer mais, etc. Busco ser melhor que o concorrente no atender melhor, orientar melhor, isso sim, mas quantidade de vendas… Claro que quero vender mais, mas mais do que eu mesmo já faço. Não uso a baliza externa para isso.

As vezes me pego pensando no custo de ser o número 1. E mais que isso, no custo de se manter como número 1. Como fã de Fórmula 1, não tem como não lembrar do ídolo Ayrton Senna e do que custou sua obcessão em ser o primeiro. Ao mesmo tempo, vejo o que pode sentir ser o número 2. Sou fã também do Rubinho, da história que ele construiu, de estar sempre lá presente entre os campeões, mostrando habilidade, trabalhando, se divertindo. Pode não ter o nome no topo, mas fez sua parte com competência e dedicação. As piadas, os memes na internet, espero de coração que não o afetem, como acredito que não façam mesmo.

Me sinto muito mais próximo do Rubinho do que de outros campeões. Rubinho para mim é campeão na vida. Tem uma família pela qual lutar. Ajuda sem precisar se autopromover. Foi competente e regular em toda a sua carreira, fazendo o seu melhor e subindo os degraus, mas sempre consciente de até onde gostaria de arriscar. Não acho que ele deixou de ganhar mais por falta de competência, mas sim, por ausência de apetite ao risco extremo. O custo de tentar ser o número 1 na profissão dele pode ser extremo. Eu, estando lá, também limitaria meus riscos frente aos resultados.

No final, acredito em viver a boa vida em família. Classificações e competição externa não passa de métrica de vaidade.

Como isso funciona para você?

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Papai investidor, marido, polímata, empreendedor, curioso. Tranquilidade financeira é qualidade de vida.

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