Sobre as coisas importantes que aprendi

Era uma vez uma época em que não havia internet. Alguns aqui me conhecem dessa época. Naquele tempo, as coisas importantes da vida eram ensinadas pelos pais.

Foi meu pai que deu o exemplar dele do Dale Carnegie “Como fazer amigos e influenciar as pessoas”, para ler quando tinha uns 12 anos. Foi dele também que ouvi desde cedo que a coisa mais importante para não passar por apertos na vida é um colchão de segurança, uma reserva financeira que te permita apagar os incêndios sem precisar se descabelar. Meu pai me ensinou a paciência. Me ensinou a ser pai.

Ser gentil, conversar, escutar. Expor os sentimentos. Essas coisas aprendi com minha mãe.

A humildade aprendi com minha irmã do meio. Não que ela fosse humilde (o que ela é), mas sim porque ela era (e é) tão melhor que eu em tantas coisas, que não tem como não entender que somos pouco perante tudo que há.

Minha irmã menor me ensinou a coragem de viver a própria vida. Quantas escolhas deixei de fazer por medo. Ela também me ensinou a ouvir música boa, me apresentou bandas que eu devia conhecer antes dela ter nascido, mas se você perguntar para ela, vai dizer que eu é que fui boa influência na vida dela.

Tudo isso aconteceu antes da internet existir. Depois que ela apareceu, eu a adotei, ajudei a criar, vi crescer e florescer. Foi na empresa de internet que conheci minha esposa, que foi lá trabalhar comigo nos primórdios.

Minha esposa me apresentou o amor universal. A forma como ela cuida dos seus, como vive com os amigos. Tudo é sincero e real. Não é a toa que é tão amada por tantos. Um tempo depois me proporcionou a realização completa com o nascimento dos nossos filhos. Aí sim eu conheci o amor incondicional, aquele que ninguém nunca apaga, que nunca deixa de existir.

Eu sou um cara de sorte de ter ao meu lado essas pessoas maravilhosas. E a internet, que usamos hoje para nos comunicar por aqui, proporciona aos que não tiveram essa minha sorte a oportunidade de conhecer pessoas assim, segui-las e aprender com elas. Que mundo fantástico esse em que vivemos.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

Papai investidor, marido, polímata, empreendedor, curioso. Tranquilidade financeira é qualidade de vida.

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