Como nasce um paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo aquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

“É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO”.
–Albert Einstein

Pensando em investir em ações? Confira algumas dicas de Warren Buffett

Por Fernanda de Lima. Publicado originalmente no site InfoMoney.

Com 75 anos de idade e um patrimônio de US$ 43 bilhões, Warren Buffett é, sem dúvida, um investidor da “velha guarda”. Avesso à tecnologia, como ele mesmo afirma, Buffett estima que, desd e 1955, tenha obtido um retorno médio anual de 31% em sua carteira de ações. Para quem não se impressionou com a afirmação, vale lembrar que isso equivale a quase três vezes o resultado obtido pelo índice S&P 500, que no mesmo período foi de 11%.

Não importa se você concorda, ou não, com o estilo do segundo homem mais rico do mundo, atrás apenas de Bill Gates, uma coisa é certa: não dá para ignorar que sua estratégia de investimento foi, ao menos até o momento, muito bem sucedida. Assim, selecionamos algumas das principais dicas de Buffett para quem pensa em investir no mercado de ações.

Ignore o mercado, ele não instrui

Uma das afirmações mais conhecidas de Buffett é de que o investidor não deve considerar o mercado ao tomar suas decisões, mas, ao contrário, deve ignorá-lo. Na prática isso significa que o desempenho do mercado não está tentando lhe dizer alguma coisa, o que diz se você está certo ou errado são os resultados da empresa.

Nesse senti do, Buffett recomenda que, ao aplicar o seu dinheiro o mercado de ações, o investidor opte por empresas com histórico de boa rentabilidade e com uma presença marcante de mercado. Contudo, ele lembra que o correto não é analisar o retorno anual, mas sim o retorno médio ao longo de um período de pelo menos 5 anos.

Aliás, esse é um dos vários pontos em que – para usar a sua própria terminologia, Buffett “come o que faz”, já que é conhecido por tomar decisões de investimento sozinho, sem recorrer à ajuda de consultores ou à análise detalhada de inúmeros relatórios. Em sua opinião, essa é a única forma de se manter “racional” como investidor e, portanto, ganhar dinheiro em um mercado dominado por investidores irracionais.

Buffet completa afirmando que o maior inimigo do investidor racional é o otimismo. Exatamente por isso ele recomenda aos investidores cautela quando o resto do mercado está ganancioso, mas defende que sejam gananciosos, quando o resto do mercado está temeroso.

Não se esqueça do que é uma ação

Por mais que a maioria dos investidores saiba que uma ação nada mais é do que parte de uma empresa, Buffet acredita que, na hora de investir, muitos não pensem da mesma forma. Ele justifica sua percepção afirmando que, ao invés de refletir sobre a escolha das ações, a maioria dos investidores procura entender o momento correto de investir, quando já sabemos que é a escolha das ações corretas que garante 90% do retorno de uma carteira de investimentos.

Assim, Buffett propõe que pensemos no seguinte: e se, por alguma razão qualquer a bolsa de valores ficar fechada por três anos? Se, mesmo sob esse cenário você estiver satisfeito de manter a ação, então provavelmente você está satisfeito com a empresa. O que está em jogo, portanto, não é o prazo durante o qual você irá manter o investimento, essa é uma outra discussão, mas sim se você acredita que no longo prazo esse seria um bom investimento.

Desta forma , nunca se deve investir em empresas que não se conhece. Pois, como ele mesmo afirma: “o maior risco que o investidor enfrenta é o de não saber o que está fazendo”.

Na hora de investir, deixe uma margem

Buffett também afirma que antes de tomar uma decisão de investimento, o investidor precisa entender qual o valor da empresa. Pois, é com base nele, que irá oferecer um preço que lhe assegure um retorno atrativo. Mas, como saber qual é esse preço, se até mesmo os analistas de mercado são unânimes em dizer que é impossível prever exatamente qual será o preço de uma ação em um determinado momento?

Para quem se pergunta então qual o trabalho dos analistas vale lembrar que ao projetar o preço alvo de uma ação, o que eles estão fazendo é indicando uma tendência sob um determinado cenário. Basta que esse cenário não se confirme, e aqui existem várias razões pelas quais isso pode acontecer, para que a previsão se distancie do inicialmente previsto.

Portanto, a melhor forma de se proteger, é deixar algum tipo de margem de manobra, para o caso de algo não acontecer como previsto. Assim, Buffett recomenda que só invista em uma ação se estiver seguro que terá um ganho positivo, mesmo no caso de algo dar errado.

Para quem está começando e ainda está temeroso de tomar esse tipo de decisão, Buffett lembra que basta evitar grandes erros, ou seja, o investidor não precisa fazer coisas extraordinárias para ser bem sucedido.

Endividamento consciente

Buffett também é avesso ao uso indiscriminado de crédito, segundo ele: dinheiro emprestado é a maneira mais comum pela quais pessoas espertas quebram.”

Diante disso, não chega a surpreender que, em seu Manual do Proprietário, ele afirme que só utiliza crédito esporadicamente. Mesmo quando levanta empréstimos, Buffett afirma que os mesmos são estruturados no longo prazo e embutem taxa de juro fixa.

Buffett é claro ao afirmar que isso pode ter lhe custado um retorno e xtra, mas ainda assim prefere perder uma boa oportunidade de investimento a aumentar significativamente o grau de endividamento da sua empresa. Além disso, ele afirma não conseguir trocar uma boa noite de sono, por alguns pontos percentuais a mais de retorno.

Emoções e investimento

Buffett também chama a atenção para o envolvimento das emoções nas decisões de investimento. E, aqui ele faz uma afirmação interessante: a ação não sabe que você a possui.

Na prática isso significa que, mesmo que você tenha sentimentos pela ação de uma determinada empresa, é importante que tenha a consciência de que a recíproca não é verdadeira. Exatamente por isso o investidor não deve ficar emocionalmente envolvido com as suas ações.

Da mesma forma, ele lembra que não é recomendável tomar decisões precipitadas porque o mercado está em baixa. Afinal, trata-se de um investimento de longo prazo, em que o sucesso de um investidor pode ser atribuído à sua capacidade de resist ir à tentação de constantemente comprar e vender. Nesse sentido, ele lembra que só devem investir em ações os investidores que conseguirem ver, mesmo que temporariamente, o valor de seu investimento cair 50% sem ter uma crise de pânico.

Como as boas idéias morrem

De acordo com um estudo recente da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, mais da metade dos projetos iniciados pelas companhias não chegam até o mercado. E os que chegam sofrem diversas modificações que vão tirando o caráter inovador do produto. Nesse caminho até o consumidor, as boas idéias vão sendo bombardeadas, ignoradas ou até mesmo ironizadas. “É muito difícil para as empresas quebrar a inércia e introduzir produtos ou serviços revolucionários”, diz Richard Nelson, especialista em inovação da Universidade Colúmbia.

A inovação tem dois grandes inimigos dentro das empresas. Segundo 15 especialistas ouvidos pela Revista Exame, os gargalos mais comuns são a burocracia corporativa e a aversão natural que as empresas têm ao risco.

Conheça os inimigos da criatividade.

Burocracia

A idéia tem de ser aprovada por diversos setores. No caminho, acaba modificada e perde seu caráter inovador.

Aversão ao Risco

As empresas relutam em lançar produtos que de alguma forma se choquem com seu negócio principal.

Disputas internas

Brigas entre departamentos e seus respectivos diretores atravancam a aprovação ou liberação de dados para novos projetos.

Custos

Companhias descartam projetos inovadores sob a alegação de que a tecnologia necessária para implementá-las é muito cara e, portanto, inacessível.

Falta de comunicação

Líderes não conseguem envolver todos os funcionários no processo inovador, inibindo a aparição de novas idéias.

Fonte: Revista Exame com texto de Carolina Meyer e Felipe Seibel.

25 Toques de Roberto Shinyashiki

Por Roberto Shinyashiki.

1. Seja ético.

A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

2. Estude sempre e muito.

A glória pertence àquele que tem um trabalho especial para oferecer.

3. Acredite sempre no amor.

Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.

4. Seja grato a quem participa das suas conquistas.

O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar todos motivados.

5. Eleve suas expectativas.

Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: “Isso não é para nós”. Os vencedores pensam e m como realizar seu objetivo.

6. Curta muito a sua companhia.

Casamento dá certo para quem não é dependente. Aprenda a viver feliz mesmo sem uma pessoa ao lado. Se não tiver com quem ir ao cinema, vá com a pessoa mais fascinante: você!

7. Tenhas metas claras.

A história da humanidade é cheia de vidas desperdiçadas. Amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam a carreiras de sucesso. Ter objetivos evita o desperdício de tempo, energia e dinheiro.

8. Cuide bem do seu corpo.

Alimentação, sono e exercícios são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para que os outros gostem também.

9. Declare o seu amor.

Cada vez mais as pessoas devem exercer seu direito de buscar o que querem (sobretudo no amor), mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10. Amplie os relacionamentos profissionais.

Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11. Seja simples.

Retire de sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários. Crie espaço para desfrutar mais a viagem da vida.

12. Não imite o modelo masculino.

Os homens fizeram sucesso à custa da solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvidas, temos mais a aprender com as mulheres do que vocês conosco.
Preserve a sensibilidade feminina – é mais natural e lucrativa.

13. Tenha um orientador.

Viver é decidir na neblina sabendo que o resultado só será conhecido quando pouco restar a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência ao mais experiente e bem sucedido, para lhe orientar nas indecisões.

14. Jogue fora o vício da preocupação.

Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem! Defina suas metas, conquiste-as e deixe a neura para quem gosta dela!

15. O amor é um jogo cooperativo.

Se vocês estão juntos, é para jogar no mesmo time. Ficar mostrando dificuldades do outro ou lembrando suas fraquezas para os amigos não tem graça.

16. Tenha amigos vencedores.

Campeões falam de e com campeões. Perdedores só tocam na tecla perdedores. Aproxime-se de pessoas com alegria de viver e afaste-se de gente baixo-astral, que seca até espada-de-são-jorge.

17. Diga adeus a quem não merece.

Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é masoquismo e atrapalha sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você tiver um marido que não esteja usando, empreste, venda, alugue, doe e deixe espaço livre para um novo amor.

18. Resolva.

A pessoa do próximo milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários. Saiba tomar decisões, mesmo as antipáticas. Você otimizará seu tempo e seu trabalho. A Vida fluirá muito melhor.

19. Aceite o ritmo do amor.

Assim como ning uém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é começo de muita frustração.

20. Celebre as vitórias.

Compartilhe o sucesso, mesmo pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore encha-se de energia para os desafios seguintes.

21. Perdoe.

Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22. Tenha ídolos.

Uma pessoa que você admira é uma fonte de inspiração. Ajuda a tomar decisões e a evitar desvios de rota.

23. Arrisque!

O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho só terá de decidir que pizza pedir. E o único risco que corre será o de engordar.

24. Tenha uma vida espiritual.

Conversar com Deus é o máxim o, especialmente para agradecer. Ore antes de dormir, faz bem ao sono e à alma. Oração e meditação são forças de inspiração.

25. Planeje bem uma mudança.

Os arquitetos gostam de conhecer bem as pessoas e discutir o projeto antes de começar a obra. Fazer tudo de sopetão o leva a desgastes desnecessários. A melhor ação é a análise do novo projeto de vida.

Financiar imóvel para viver de renda exige cautela

Por Fernanda de Lima

Publicado originalmente no site InfoMoney

Preocupados em proteger suas economias, diante da forte instabilidade dos mercados financeiros, algumas pessoas acabam optando por investir todas as suas economias em imóveis.

O grande problema é que nem sempre esta decisão reflete uma análise cuidadosa dos objetivos da pessoa ao investir e, em alguns casos, a falta de entendimento dos custos envolvidos, sobretudo quando a compra do imóvel é financiada, torna o investimento pouco atrativo.

Financiar imóvel não é o problema Não há nada de errado em levantar um financiamento imobiliário. Muito ao contrário, não só se trata de uma forma de financiamento positiva, pois contribui para a formação de um patrimônio, como também de um financiamento de custos mais atrativos.

O problema surge quando o investidor opta por resgatar o dinheiro aplicado no mercado financeiro para dar de entrada na compra de um imóvel, com o intuito de viver da renda de aluguel deste imóvel. Ainda que possa haver situações em que esta opção seja justificada, esta não é uma alternativa recomendada, sobretudo para quem ainda não acumulou um patrimônio significativo.

Na maioria das vezes, a decisão se baseia na percepção de que investir em imóveis é a única forma segura de se aplicar o dinheiro, sobretudo em épocas de forte volatilidade do mercado. Ainda que investir em imóveis possa ser seguro, isso não significa que não haja outras opções de investimento que ofereçam segurança e garantam ao investidor uma melhor combinação em termos de risco e retorno. Até porque, no investimento em imóveis, não se pode esquecer do risco de liquidez!

Mas, é preciso fazer as contas!

Por mais que a taxa de juro esteja em queda, o reflexo disso no custo do financiamento imobiliário deve ser pequeno, até porque estamos falando de financiamentos de longo prazo, cujas taxas, além de mais baixas, tendem a ser mais estáveis. Ainda que o Governo tenha lançado medidas para incentivar a redução dos juros nos financiamentos através do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), é de se esperar que ele seja de, ao menos, 1,1% ao mês.

Além disto, a maioria dos contratos prevê a correção da prestação com base na inflação ou na poupança. Apesar da desaceleração da inflação, não podemos esquecer que muitas vezes os salários não são reajustados na mesma proporção, de forma que o peso das prestações no seu orçamento pode aumentar.

Mas, como o objetivo aqui é entender se o retorno que será obtido no investimento vale a pena, resta comparar o custo do financiamento com o retorno do investimento, ou através do aluguel do imóvel, que gera uma renda mensal, ou através da valorização do preço do imóvel.

Considerando que os aluguéis variam entre 0,5-1,2% do valor do imóvel, antes do pagamento de impostos, o retorno depois de impostos cai para 0,425% e 0,85% ao mês, abaixo, portanto do custo do financiamento (ao menos 1,1%). Neste sentido, a operação não vale a pena. Se juntarmos a isto o fato de que o saldo devedor é corrigido pela inflação ou pela poupança, o que muitas vezes não acontece com o preço do aluguel, sobretudo nas regiões onde há excesso de oferta, a situação é ainda pior.

Custo de aquisição supera valor de mercado O retorno, em termos de valorização do preço do imóvel, também fica comprometido, pois se considerarmos que em geral no máximo 70% do valor do imóvel é financiado, isto significa que, em um imóvel de R$ 50 mil, o valor financiado é de R$ 35 mil.

Porém, se somarmos os gastos com juros, em apenas cinco anos, com juros de 1,1% ao mês, o total será de aproximadamente R$ 13 mil, dependendo do sistema de amortização utilizado e da correção do saldo devedor. Com isto, o custo do imóvel sobe para R$ 63 mil, ou R$ 15 mil pagos de entrada e R$ 48 mil equivalentes ao valor do principal e dos juros pagos no financiamento.

Na prática, isso significa que, para não sair perdendo em termos de valorização do imóvel, é preciso que o mesmo suba 26% no período, pois assim seu valor de mercado seria ao menos equivalente ao custo do financiamento. Porém, como na venda do imóvel você incorre em custos relativamente altos, como por exemplo, corretagem, escritura, registro em cartório e imposto de transmissão, a valorização deve ser ainda maior para que o retorno do investimento valha a pena.

A análise, ainda que simples, permite entender que, ainda que possa haver situações em que o financiamento de imóvel com o objetivo de investimento seja atrativo, é importante analisar todos os custos envolvidos na decisão, para não se acabar perdendo dinheiro. Neste sentido, um dos fatores mais importantes é a escolha do imóvel, uma propriedade em boas condições e localização por um preço abaixo do mercado pode oferecer um retorno atrativo, que compense o custo do financiamento. Mas, é preciso fazer as contas com calma.

O vaso com rachaduras

Conta a lenda indiana que um homem transportava água todos os dias para a sua aldeia usando dois grandes vasos, que prendia nas extremidades de um pedaço de madeira e colocava atravessado nas costas.

Um dos vasos era mais velho que o outro e tinha pequenas rachaduras. Cada vez que o homem percorria o caminho até sua casa, metade da água se perdia.

Durante dois anos, o homem fez o mesmo percurso. O vaso mais jovem estava sempre muito orgulhoso de seu desemprenho e tinha certeza de que estava à altura da missão para o qual havia sido criado, enquanto que o outro vaso morria de vergonha por cumprir apenas a metade de sua tarefa, mesmo sabendo que aquelas rachaduras eram fruto de muito tempo de trabalho.

Estava tão envergonhado que um dia, enquanto o homem se preparava para pegar água no poço, decidiu conversar com ele:

– Quero pedir desculpas, já que devido ao meu tempo de uso, você só consegue entregar metade da minha carga e saciar a metade da sede que o espera em sua casa.

O homem sorriu e lhe disse:

– Quando voltarmos, por favor, olhe cuidadosamente o caminho.

Assim foi feito. E o vaso notou que, do seu lado, cresciam muitas flores e plantas.

– Vê como a natureza é mais bela do seu lado? _comentou o homem.

– Sempre soube que você tinha rachaduras e resolvi aproveitar-me desse fato. Semeei hortaliças, flores e legumes, e você as tem regado sempre.

Já recolhi muitas rosas para decorar minha casa, alimentei meus filhos com alface, couve e cebolas. Se você não fosse como é, como poderia ter feito isso?

“Todos nós, em algum momento, envelhecemos e passamos a ter outras qualidades. É sempre possível aproveitar cada uma dessas novas qualidades para obter um bom resultado.”

Você é um empreendedor?

Abaixo, texto excelente publicado na revista ISTOÉ.

Por Marcos Hashimoto

Estou procurando alguém para trabalhar em minha empresa. Tem sido difícil encontrar esta pessoa, não tanto pela carência de profissionais com o perfil desejado, mas pelo conjunto de particularidades que estou exigindo. Trata-se de um conjunto de requisitos que não são identificáveis no processo tradicional de seleção, mas algo que se percebe na medida que se vai conhecendo a pessoa. Portanto, já sei que o processo seletivo será lento e contínuo.

O candidato pode ter qualquer formação profissional, desde que compense uma eventual carência educacional com um boa bagagem de experiência e outras habilidades complementares que descreverei a seguir. Homem ou mulher, jovem ou com alguma senioridade, pobre ou abastado, gordo ou magro, alto ou baixo, pouco me importa. Religião, cor ou raça? Tampouco. Seu valor deve estar incutido na sua espiritualidade e na sua vontade de construir coisas positivas. Não necessariamente precisa ser alguém que conheça muita coisa, pois vou ensinar a maioria. Mais importante do que aprender rápido é ter muita vontade de aprender. Suas atitudes devem demonstrar sempre entusiasmo, perseverança e determinação. Seu padrão de excelência pessoal deve ser, no mínimo, o melhor de todos.

Vou compartilhar muitas coisas com esta pessoa. Meus conhecimentos, minha experiência, minha vivência. Fatos, dados, informações, impressões e percepções que colecionei ao longo de toda minha vida serão transferidos incondicionalmente para esta pessoa. Por isso, é fundamental que esteja aberta para assimilar tudo isso. No entanto, o que é raro é que a pessoa deverá ter o discernimento suficiente para saber filtrar tudo o que passarei de forma a incorporar as coisas que façam sentido perante seus próprios valores e princípios. Não precisa rejeitar o que não acredita, mas deve questioná-los comigo de forma a construir novos saberes através do processo de atribuição de significado pessoal ao que eu lhe passar.

Esta pessoa deverá saber que nem tudo o que aprendeu vai ser usado sempre da mesma maneira, mas saberá se desestabilizar para incorporar o novo, assimilá-lo e então se equilibrar novamente, para depois se desequilibrar outra vez num novo e repetitivo ciclo de renovação e aprendizado constante.

Preciso de um profissional que pense como eu, aja como eu, decida como eu, mas que, sabendo que não será eu, saiba usar sua própria personalidade para complementar a minha. É importante que tenha uma grande visão do futuro sobre si mesmo. É importante que veja este trabalho apenas como uma etapa em direção a algo maior que acredite merecer. É importante que saiba que algo melhor lhe estará reservado e que posso perdê-lo a qualquer momento para trabalhos mais nobres e mais engrandecedores. É importante que me veja como modelo mas que acredite poder se tornar mais do que eu.

Seus valores serão seus princípios mais sagrados. Os seguirá à risca, mesmo podendo perder o emprego por isso. Sua determinação é mais poderosa do que minhas ordens. Não precisa ser obediente, mas também não deve ser desobediente. Será inconformado com a situação a ponto de buscar sempre soluções aos problemas existentes, mas será também conformado com a condição presente que não apresentar nenhum espaço para mudança. Precisa, enfim, saber conviver com a ambigüidade.

Essa pessoa entenderá o meu negócio, perceberá minhas necessidades, compreenderá minha missão, antecipará minhas angústias e preocupações, e estará tão comprometida com o negócio quanto eu. Sua aguçada percepção me ajudará a identificar as oportunidades e a ser oportunista sempre que convier. Precisa ter a capacidade de me surpreender a todo instante, e em alguns momentos, poderá até mesmo me chocar com suas idéias e ações.

Me conhecerá tão bem que freará meus impulsos quando eu quiser voar alto demais, e me impulsionará quando julgar meus pés demasiadamente enraizados. Se eu fracassar, se sentirá fracassado também, se eu vencer, se sentirá vencedor também. Para todos à sua volta tecerá floreados elogios sobre mim, reservando as críticas apenas para meu conhecimento e com genuína e real intenção de me ver crescer para que cresça junto comigo.

Deve ter sua própria interpretação do mundo, das pessoas e dos fatos. Seus julgamentos decorrerão de como constrói sua visão sobre o mundo. Deve confiar para inspirar a confiança e só desconfiar quando houver motivos para isso. Sabe trabalhar em equipe como membro dela, comprometido com os objetivos e construindo a partir das habilidades individuais da equipe. Se for liderar uma equipe, saberá fazê-lo sem que a equipe se dê conta de sua influência.

Não quero uma pessoa completa, mesmo porque acho que ela não existe. Mas quero que cada candidato me demonstre que, não sabendo fazer tudo isso, pode ter o potencial para desenvolvê-lo, dadas as condições apropriadas. Quero alguém que saiba que o auto-conhecimento é a base para o seu desenvolvimento. Quero alguém que acredite poder se tornar alguém melhor do que foi ontem e pior do que será amanhã. Quero, enfim, alguém com espírito empreendedor.

O que Thomas Edison achava da genialidade

“Gênio é uma pessoa talentosa que faz a lição de casa.”

A frase acima é de Thomas Alva Edison. O texto, abaixo, de Aldo Novak
Para republicar este texto, leia explicação ao final.

Todos nós temos limitações, mas temos também um potencial quase inacreditável.

Você nasceu com um cérebro meio vazio, do tamanho de um tomate pequeno, mas esse mesmo cérebro já estava totalmente preparado para absorver mais conhecimento do que o cérebro de qualquer criatura, das outras espécies, que vivem no planeta.

Gorilas, leões, leopardos, flamingos, águias, abelhas, assim como todos os outros seres vivos, das diferentes espécies da Terra, têm capacidades físicas que, cada um a seu modo, superam em muito a sua. Alguns são mais fortes, outros mais rápidos. Alguns voam, outros respiram debaixo d`água, e há aqueles que têm vidas muito mais longas que eu ou você jamais teremos.

Mas nenhum animal conhecido supera aquele cérebro do tamanho de um tomate, que nasceu com você, e que hoje é do tamanho de um mamão papaia. Impressionante, quando você pensa nisso, não é?

Você já era um gênio quando deu o primeiro berro, ou quando teve que ter as fraldas trocadas. Se somarmos todos os animais, mamíferos, aves, peixes e insetos que povoam a Terra, veremos que há muitos bilhões de criaturas. Nenhuma delas nasceu tão brilhante quanto você.

Mas, ainda que isso seja verdade (e o é), você raramente se compara com uma rã, ou com um coelho, quando tem que se avaliar. O normal é você, ou eu, nos compararmos aos outros seres humanos (em parte, uma perda de tempo). Por isso, tendemos a esquecer que somos (pelo menos nesse momento) o ápice do desenvolvimento biológico na Terra.

Se todos nós somos gênios, quando comparados com o resto das espécies, qual a diferença que pode nos tornar gênios dentro da nossa própria espécie? O que tornaria você “um gênio”?

Uma só característica: r-e-s-u-l-t-a-d-o-s.

Einstein não é considerado um gênio por causa de suas fórmulas matemáticas, mas pelos resultados que conseguiu com elas; Da Vinci, Edison, Ghandi ou qualquer das outras pessoas consideradas geniais, sempre conseguiram resultados espetaculares, antes de serem aclamados como gênios; esses resultados, nem sempre são positivos, mas sempre são resultados claramente observáveis.

Agora vem a parte boa: você não tem que ter um QI estratosférico para fazer algo genial. Edison, que queimou milhares de lâmpadas, antes que a primeira funcionasse, acreditava que o verdadeiro gênio aparecia quando uma pessoa lutasse até conseguir os resultados que queria. Ele disse: “Gênio é uma pessoa talentosa que faz a lição de casa.”

O que Edison queria dizer é que “talento” não é a chave do sucesso, mas sim a ação, foco, treinamento, dedicação, paixão e comprometimento com o fazer. E, claro, com o trabalho silencioso de se preparar para os desafios. Isso é a lição de casa.

Sonhadores não são gênios — e costumam ser esquecidos muito rapidamente. Os gênios são aqueles que, depois de sonhar, conseguem sair da cadeira e fazer as coisas acontecerem. São os fazedores que se tornam os gênios do mundo. Os realizadores. Os construtores. Os que “colocam a mão na massa”.

Você nasceu pronto para que o treinamento de vida prepare suas habilidades e para que você atinja seu máximo potencial. Por isso, ao contrário das crenças ultrapassadas e equivocadas, você não nasceu para ser médico, ator, escritor, vendedor ou trapezista de circo.

Você pode ser tudo isso, ou nada disso. Porque você já nasceu pronto, ou pronta, para ser qualquer dessas coisas, desde que tenha foco, treinamento, dedicação, paixão e comprometimento com o fazer, a ação.

Lembre-se de Edison: gênio é uma pessoa talentosa que faz a lição de casa.

Agora responda: você tem uma coisa muito importante para fazer nos próximos dias, não tem? E você já fez a sua “lição de casa”?


Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista.
Diretor da Academia Novak do Brasil (http://www.academianovak.com.br)


Use este material em suas reuniões, em casa e em seu blog, mas mantenha os direitos autorais.
Seu sucesso começa quando você é ético e faz o que deve fazer, quando ninguém está olhando; nestes momentos, você cresce para a única pessoa que tem que respeitar você. Você mesmo! Por isso, eu peço a gentileza de que você mantenha meu nome como autor deste texto e coloque um link para o site http://www.academianovak.com.br (link ativo, por favor*). É sempre um prazer conhecer as pessoas que usam meus textos em seus sites, blogs e reuniões corporativas ou de RH.

* Link ativo é aquele no qual basta clicar em cima do endereço e você já cai no site informado. É proibido cortar ou alterar este texto, por qualquer razão, omitir o autor ou usa-lo para fins comerciais sem autorização expressa da Academia Novak.

Errei mais de 9000 cestas

“Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo…e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”. — Michael Jordan, superastro da NBA

Se o maior jogador de basquete da história, responsável pela quebra de praticamente todos os recordes mundiais desse esporte, aceita e supera cada falha, cada fracasso, e ainda diz que foram eles que o tornaram um sucesso mundial, por que tanta preocupação com os erros que você cometeu na semana passada, no mês passado, no ano passado ou no último final de semana?

Se seus erros tiverem sido graves, se você tiver machucado física ou emocionalmente alguém, reflita sobre isso, mude seu comportamento agora, e carregue o aprendizado e a cicatriz em seu coração. Isso tornará você uma pessoa melhor hoje e amanhã, já que o ontem não pode ser mudado. Mas agora, uma nova semana está começando. Um novo jogo. Um novo time. Um novo prêmio. Assim é a vida. Quando acordou, hoje pela manhã, o Treinador colocou você para mais um campeonato no jogo da vida.

Talvez você erre a cesta, como Michael Jordan. Talvez você erre o gol (Pelé errou muitos), mas cada erro, cada falha deve ser usada por você para aprender melhor o caminho, para encontrar em sua mente o Poder Pessoal que vai colocar seus pés no pódio da vida.

Outras pessoas viram seu erro? E daí? Será que havia câmeras transmitindo seus erros para 100 milhões de pessoas ao vivo? Pessoas que contavam com você? Improvável. Mas quando Michael Jordan erra, milhões de pessoas se lembram.

Se Michael Jordan não se deixa desanimar por um erro cometido na frente de 100 milhões de pessoas (e registrado para a história), porque você se deixaria desanimar pelos seus? Use ca da erro como uma escada para fazer a coisa certa. Peça desculpas, descanse, volte ao treinamento e inicie uma nova partida. Sua quadra é em casa, com sua família, no trabalho, na escola, com sua alma gêmea ou em todo lugar em que você esteja nos próximos sete dias. Mesmo quando sua única platéia é seu espelho.

E lembre-se do que Jordan diz: “Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que eu sou um sucesso”.

O que Jordan quer dizer é que não é possível alcançar o sucesso sem passar pelo fracasso. Deixe-me repetir isso: não é possível. Até quando nascemos, as lágrimas chegam antes dos sorrisos.

Ao terminar essa frase, o jogo vai começar. O Treinador está olhando.

Dê o melhor que puder. Respire profundamente, sorria… e boa sorte!

Seu verdadeiro valor

Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:

– Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:

– Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.

– Claro, professor – gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo deu ao garoto, dizendo:

– Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos. Já na escola, diante de seu mestre, disse:

– Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

– Importante o que disse, meu jovem… – o professor disse, sorridente

– Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda… Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

– Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

– 58 MOEDAS DE OURO!!! – exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…

O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:

– Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um “expert”. Você pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor?

E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.

* * *

Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!

Pense nisso….