Como as boas idéias morrem

De acordo com um estudo recente da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, mais da metade dos projetos iniciados pelas companhias não chegam até o mercado. E os que chegam sofrem diversas modificações que vão tirando o caráter inovador do produto. Nesse caminho até o consumidor, as boas idéias vão sendo bombardeadas, ignoradas ou até mesmo ironizadas. “É muito difícil para as empresas quebrar a inércia e introduzir produtos ou serviços revolucionários”, diz Richard Nelson, especialista em inovação da Universidade Colúmbia.

A inovação tem dois grandes inimigos dentro das empresas. Segundo 15 especialistas ouvidos pela Revista Exame, os gargalos mais comuns são a burocracia corporativa e a aversão natural que as empresas têm ao risco.

Conheça os inimigos da criatividade.

Burocracia

A idéia tem de ser aprovada por diversos setores. No caminho, acaba modificada e perde seu caráter inovador.

Aversão ao Risco

As empresas relutam em lançar produtos que de alguma forma se choquem com seu negócio principal.

Disputas internas

Brigas entre departamentos e seus respectivos diretores atravancam a aprovação ou liberação de dados para novos projetos.

Custos

Companhias descartam projetos inovadores sob a alegação de que a tecnologia necessária para implementá-las é muito cara e, portanto, inacessível.

Falta de comunicação

Líderes não conseguem envolver todos os funcionários no processo inovador, inibindo a aparição de novas idéias.

Fonte: Revista Exame com texto de Carolina Meyer e Felipe Seibel.

Autor: Fabricio S. Peruzzo

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