Declarar o amor

“O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo” – Gandhi

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

– O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

– Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta.

O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

– Querida, eu vou fazer você ficar boa.

– Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

– Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

– Você nunca me disse isso.

– Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

* * *

É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Quisera

“Temer o amor é temer a vida, e os que temem a vida já estão meio mortos.”
–Bertrand Russell

Quisera ser uma flor a envolver seus cabelos em suave perfume, alegrando suas horas.

Quisera ser a brisa leve da manhã, para tocar o seu rosto com leveza e carinho…

Quisera possuir o canto delicado de um pássaro, para embalar os seus dias com suave canção…

Quisera possuir o encanto das águas cristalinas de uma fonte, para dessedentar sua sede e refrescar o calor.

Quisera ser os raios luminosos do sol, para clarear sua estrada e espantar o frio rigoroso do inverno.

Quisera ser a relva verde e macia, para atapetar o caminho por onde andam seus pés…

Quisera possuir o brilho prateado da lua e lhe recitar mil poemas, até o sono chegar…

Quisera ser frondosa árvore, para oferecer sombra generosa na hora de repousar…

Quisera… Quisera…

Mas, neste dia especial, quero fazer-me especial e dizer que se não posso ser uma flor para lhe ofertar meu perfume, posso ser uma presença constante, envolvendo você no mais puro afeto…

Se não posso ser a brisa suave das manhãs, desejo ser a inspiração para seus sonhos de amor…

E, se não possuo o canto delicado de um pássaro, quero cantar pra você a suave melodia da ternura, dedilhada nas cordas mais sutis do coração.

Se não sou a água cristalina da fonte, posso lhe ofertar um copo de água fresca nos dias de secura e dor.

E como não sou um raio de sol, desejo ser pequena chama de esperança nas horas de indecisão…

Se não sou a relva verde para atapetar seu caminho desejo seguir seus passos, lado a lado, ofertando meu abraço, por toda eternidade…

Quisera ser tanto… e tão pouco sou…

Não possuo o brilho prateado do luar, mas posso deslizar meus dedos por entre seus cabelos até o amanhecer…

Aceite meu amor para que, juntos, possamos realizar o mais belo sonho de felicidade…

Eu estarei sempre ao seu lado para segurar sua mão nas noites sem estrelas ou em dias de plena ventura…

Serei o braço amigo no qual poderá apoiar a cabeça nas horas de enfermidade ou cansaço.

Quero lhe desejar boa noite ou saudar o amanhecer com beijos salpicados de carinho e afeto…

Eu serei a mão que mostra o caminho quando tudo for escuridão…

Ou serei, quem sabe, a mão que, unida a sua, aponta a direção que juntos resolvemos seguir.

Ah!.. Eu queria ser tanto… e tão pouco sou.

Mas o que sou lhe ofereço para poder continuar sendo sempre… o seu verdadeiro amor.

* * *

O namoro é suave encantamento em que duas almas se envolvem na busca de alguém para compartilhar seus sonhos.

É no período do namoro que os pares se conhecem e decidem seguir juntos uma longa estrada.

E quem experimenta essa ventura de carinho a dois, entrelaçando sonhos e esperanças, nem repara que o tempo passou…, pois sempre teve e sempre terá alguém para compartilhar suas horas, seus dias, seus anos, suas vidas…

Bambu chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos – exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.

Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas… uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.

Então, ao final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.

Um escritor de nome Covey escreveu: “muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava. O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos…

Apesar de toda a sua altura, o bambu chinês é capaz de curvar-se até o chão diante de um vendaval. No entanto, tão logo cesse o vento, ele se reergue e volta a ser majestoso como sempre.

Para efetivos resultados em nossas ações de cooperação, devemos sempre lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Em nosso trabalho, inevitavelmente estaremos diante de projetos que envolvem mudanças de comportamento, de pensamento e de cultura.

Então, a exemplo do bambu chinês, tenha sempre dois hábitos:
persistência e paciência, pois assim você alcançará tudo o que planeja!!!

Lembre-se que é preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

Remador incompetente

Conta a história que em 1994 houve uma competição entre as equipes de remo do Brasil e do Japão. Logo no início da competição, a equipe japonesa se distanciou e completou o percurso trinta minutos antes da brasileira.

De volta ao Brasil, o Comitê Executivo de Remo se reuniu para avaliar o fracasso e verificou que a equipe japonesa era formada por um chefe de equipe e dez remadores. A equipe brasileira era formada por um remador e dez chefes. O problema passou para a esfera do Planejamento Estratégico visando à reestruturação da equipe para o ano seguinte.

Em 1995, novamente, o Japão venceu e desta vez a equipe brasileira chegou com uma hora de atraso. Foi feita nova análise do fracasso que mostrou o seguinte:

1) a equipe japonesa continuava com um chefe e dez remadores;

2) a equipe brasileira, após as mudanças sugeridas pelo Planejamento Estratégico, era formada por:

a) um chefe de equipe;
b) dois assistentes de chefia;
c) sete chefes de departamento;
d) um remador.

A conclusão do Comitê que analisou as causas do novo fracasso foi unânime: o remador era incompetente!

Em 1996, nova competição. O Departamento de Tecnologia e Negócios colocou em ação um plano para vencer os japoneses, baseado nas mais modernas técnicas de gestão. Os brasileiros, desta vez, iriam humilhar os japoneses.

O resultado foi catastrófico. O Brasil chegou com três horas de atraso! As conclusões do Comitê desta vez revelaram o seguinte:

1) a equipe japonesa continuava com um chefe de equipe e dez remadores;

2) a equipe brasileira utilizou a seguinte composição vanguardista:

a) um chefe de equipe;
b) dois auditores de Qualidade Total;
c) um assessor de empowerment;
d) um supervisor de downsizing;
e) um analista de procedimentos e não-conformidades;
f) um analista de sistemas;
g) um controller;
h) um chefe de departamento;
i) um controlador de tempo;
j) um remador.

Depois de vários dias de análise, o Comitê resolveu castigar o remador e, para isso, aboliu “todos os benefícios e incentivos em função do fracasso”. Depois resolveu trocar de remador, utilizando um terceirizado, para não terem mais despesas com pessoas porque “o projeto estava ficando num custo abusivo e não estava dando os resultados esperados”.

Qualquer semelhança com alguma instituição, empresa ou país que você conheça, evidentemente é mera coincidência!

Boa semana e muito sucesso!

A tijela de madeira

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.

As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.

A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.

Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão.

Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.

O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.

– “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho. “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”

Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.

Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.

Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.

Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos.

Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.

O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.

Ele perguntou delicadamente à criança:

– “O que você está fazendo?”

O menino respondeu docemente:

– “Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer.”

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.

Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.

Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.

Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.

Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.

E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça,ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.

Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.

Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.

Aprendi que “saber ganhar” a vida não é a mesma coisa que “saber viver”.

Aprendi que a vida, às vezes, nos dá uma segunda chance.

Aprendi que viver não é só receber, é também dar.

Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor,a felicidade vai encontrá-lo.

Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto,geralmente acerto.

Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.

Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano – segurar na mão, receber um abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.

Aprendi que ainda tenho muito que aprender.

Aprendi que você deveria passar essa mensagem para todos seus amigos. Fiz exatamente isso. Às vezes, eles precisam de algo para iluminar seu dia.

As pessoas se esquecerão do que você disse…
Esquecerão o que você fez…
Mas nunca esquecerão como você as tratou.

A pedra que sobra

Um dos grandes monumentos da cidade de Kyoto é um jardim zen, uma superfície de areia com 15 rochas.

O jardim original tinha 16 rochas. Conta a lenda que, assim que o jardineiro terminou sua obra, chamou o imperador para contemplá-la.

Magnífico – disse o imperador. – É o mais lindo jardim do Japão. E esta é a mais bela rocha do jardim.

Imediatamente o jardineiro tirou do jardim a pedra que o imperador tanto apreciara, e jogou-a fora.

– Agora, o jardim está perfeito – disse. – Não existe nada que se sobressaia, e ele pode ser visto em toda sua harmonia.

“Um jardim, como a vida, precisa ser visto na sua totalidade. Se nos detivermos na beleza de um detalhe, todo o resto parecerá feio.”

Esforço individual

Você já pensou no valor do esforço individual?

Uma demonstração desse valor foi realizada numa noite escura, sem estrelas, durante um comício patriótico no Coliseu de Los Ângeles.

Havia cerca de cem mil pessoas reunidas no local, quando o presidente avisou que todas as luzes seriam apagadas.

Disse que, embora ficassem na mais completa escuridão, não havia motivo para receio.

Quando as luzes se apagaram e as trevas tomaram conta do ambiente, ele riscou um fósforo e perguntou à multidão: “quem estiver vendo esta pequenina luz queira exclamar: sim!”

Um vozerio ensurdecedor partiu da assistência. Todos percebiam aquela minúscula chama.

O silêncio se fez novamente e o homem falou: “assim também fulgura um ato de bondade num mundo de maldade.”

E insistindo em suas idéias, lançou um desafio: “vejamos agora o que acontece se cada um de nós acender um palito de fósforo.”

Num instante, quase cem mil minúsculas chamas banharam de luz a imensa arena, fruto da colaboração de cem mil indivíduos, cada um fazendo a parte que lhe tocava.

Essa foi a maneira singela que um homem utilizou para despertar nos indivíduos o valor do esforço pessoal.

Geralmente, na busca de soluções para os problemas, imaginamos que somente grandes feitos poderão ter um resultado eficiente.

Quando olhamos uma imensa montanha, por exemplo, concluímos que muito trabalho foi preciso para que ela tomasse as dimensões que possui, mas nos esquecemos de que ela é formada de pequenos grãos de areia.

Olhando o mundo sob esse ponto de vista, e fazendo a parte que nos cabe, em pouco tempo teríamos um mundo melhor.

Mas se pensarmos que somos incapazes de mudar o mundo, o mundo permanecerá como está por muito tempo.

Todos temos valores íntimos a explorar. Todos temos condições de contribuir com uma parcela para a melhoria do mundo em que vivemos.

Como pudemos perceber, um palito de fósforo aceso, é capaz de derrotar as trevas.

Pode ser uma pequena chama, mas a sua claridade é percebida à grande distância.

Jesus falou das possibilidades individuais de cada um com a recomendação: “brilhe a vossa luz.”

Assim, quando a situação se apresentar nublada em derredor, podemos acender a nossa pequena chama e romper com a escuridão.

Não importa a situação em que estamos colocados, sempre poderemos fazer algo de bom em benefício de todos.

Cada indivíduo é uma engrenagem inteligente agindo no contexto da máquina social.

E a máquina somente funcionará em harmonia e atingirá seus objetivos se todas as peças cumprirem a parte que lhes cabe.

Eu me demito

Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.

Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos, no máximo.

Quero acreditar que o mundo é justo, e que todas as pessoas são honestas e boas.

Quero acreditar que tudo é possível.

Quero que as complexidades da vida passem desapercebidas por mim, e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.

Quero de volta uma vida simples e sem complicações.

Estou cansado de dias cheios de computadores que falham, montanhas de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças, e a necessidade de atribuir um valor monetário a tudo que existe.

Não quero mais ter de inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.

Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.

Quero ajoelhar aos pés da cama todas as noites e chamar ao Deus Todo-Poderoso de “Papai do Céu”.

Quero ter a certeza de que Ele está mesmo no céu, e de que, por isso, tudo está direitinho neste mundo.

Quero ir à pizzaria da esquina, e achar bem melhor do que um restaurante cinco estrelas.

Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.

Quero jogar pedrinhas n’água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.

Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.

Quero ficar feliz quando amadurece o primeiro caju, a primeira goiaba ou a primeira manga, quando a jabuticabeira fica pretinha de fruta.

Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.

Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.

Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bolas gude ou uma pelada…

Eu quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, as cantigas de roda, a “Batatinha quando nasce” e isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia…

Voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar e aborrecer.

Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.

E o que é mais: quero estar convencido de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!

Por isso, tomem aqui as chaves do carro, a lista do supermercado, as receitas do médico, o talão de cheques, os cartões de crédito, o contracheque, os crachás de identificação, o pacotão de contas a pagar, a declaração do imposto de renda, a declaração de bens, as senhas do meu computador e das contas no banco, e resolvam as coisas do jeito que quiserem.

A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.

Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar, porque…

PIQUE! O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ!

e, para sair do pegador, só tem um jeito: demita-se você também dessa sua vida chata de adulto, mandando esta mensagem para alguns de seus amigos mais sérios e preocupados.

NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ!

Diferença entre países pobres e ricos

A diferença entre os países pobres e os ricos não é a antigüidade do país.

Fica demonstrado pelos casos de países como a Índia e Egito, que tem mais de 2000 anos de Antigüidade e são pobres. Ao contrario, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que ha pouco mais de 150 anos eram quase desconhecidos, hoje são, todavia, países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre países pobres e ricos também não está nos recursos naturais de que dispõem, pois o Japão tem um território muito pequeno e 80% dele é montanhoso, ruim para a agricultura e criação de gado, porém é a segunda potência econômica mundial, seu território é como uma imensa fábrica flutuante que recebe matéria-prima de todo o mundo e exporta os produtos transformados, também a todo o mundo, acumulando sua riqueza.

Por outro lado, temos uma Suíça sem oceano, que tem uma das maiores frotas náuticas do mundo; não tem cacau, mas tem o melhor chocolate do mundo; em seus poucos quilômetros quadrados, cria ovelhas e cultiva o solo durante apenas quatro meses por ano, já que o resto é inverno, mas tem os produtos lácteos de melhor qualidade de toda a Europa.

Como o Japão, não tem recursos naturais, mas dá e exporta serviços, com qualidade muito dificilmente superável; é um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o converteu na caixa forte do Mundo.

Também não está na inteligência das pessoas a tal diferença, como o demonstram estudantes de países pobres que emigram aos países ricos e conseguem resultados excelentes em sua educação.

Outros exemplos são os executivos de países ricos que visitam nossas fábricas e, ao falar com eles, nos damos conta de que não há diferença intelectual.

Finalmente, não podemos dizer que a raça faz diferença, pois nos países centros-europeus ou nórdicos, vemos como os chamados “ociosos” da América Latina (nós!!) ou da África, demonstram ser a força produtiva desses países.

O que é então que faz a diferença?

A ATITUDE DAS PESSOAS FAZ A DIFERENÇA.

Ao estudar a conduta das pessoas nos países ricos se descobre que a maior parte da população cumpre as seguintes regras, cuja ordem pode ser discutida:

1. A moral, como principio básico.

2. A ordem e a limpeza.

3. A integridade.

4. A pontualidade.

5. A responsabilidade.

6. O desejo de superação.

7. O respeito às leis e aos regulamentos.

8. O respeito pelo direito dos demais.

9. Seu amor ao trabalho.

10. Seu esforço pela economia e investimento.

Necessitamos, então, de mais leis? Não seria suficiente cumprir e fazer cumprir estas 10 simples regras?

Nos países pobres, só a mínima (quase nenhuma) parte da população segue estas regras em sua vida diária.

Não somos pobres porque ao nosso país faltem riquezas naturais, ou porque a natureza tenha sido cruel conosco, mas simplesmente, por nossa atitude.

Nos falta caráter para cumprir estas premissas básicas de funcionamento das sociedades.

Se você não repassar este e-mail, não vai morrer seu animal de estimação, nem você vai ser mandado embora do emprego, nem vai ter má sorte por sete anos e nem tampouco vai ficar doente.

Se amar seu país, faça circular esta carta para que a maior quantidade possível de gente medite sobre isto.

Se esperarmos que o governo solucione nossos problemas, ficaremos toda a vida esperando.

Quanto mais empenho colocarmos em nossos atos, mudando nossa atitude, mais rápido pode significar a entrada do nosso país na senda do progresso e bem-estar para todos…

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Não sei quem é o autor, recebi o texto acima por email. Se você souber a autoria, por favor me avise para que possa dar os devidos créditos. Obrigado.

Sobre o tempo

No corre-corre cotidiano, às vezes nos esquecemos dos elementos mais importantes da vida. A desculpa é uma só – falta de tempo. Assim tudo é feito atropeladamente – e mal. Benjamim Franklin se expressou assim: “Amas a vida? Então, não desperdices o tempo, porque dele é feito a vida.” Certas coisas em nossa vida são tão essenciais, que temos de organizar nosso tempo em função delas. Gostei do que li, de um autor desconhecido, sobre o tempo:

1. Dedique tempo para trabalhar: é o preço do triunfo.

2. Dedique tempo para pensar: é a fonte do saber.

3. Dedique tempo para recrear-se: é o segredo da juventude.

4. Dedique tempo para ler: é a base do conhecimento.

5. Dedique tempo para rir: é a essência do contentamento.

6. Dedique tempo para adorar: é o caminho da reverência.

7. Dedique tempo com os amigos: é o caminho da felicidade.

8. Dedique tempo para amar e ser amado: é o produtor da endorfina (substância da alegria e do bem-estar)

9. Dedique tempo para sonhar: eleva a alma às estrelas.

10. Dedique tempo para planejar: é o segredo para encontrar tempo para as 9 coisas anteriores.