O vaso com rachaduras

Conta a lenda indiana que um homem transportava água todos os dias para a sua aldeia usando dois grandes vasos, que prendia nas extremidades de um pedaço de madeira e colocava atravessado nas costas.

Um dos vasos era mais velho que o outro e tinha pequenas rachaduras. Cada vez que o homem percorria o caminho até sua casa, metade da água se perdia.

Durante dois anos, o homem fez o mesmo percurso. O vaso mais jovem estava sempre muito orgulhoso de seu desemprenho e tinha certeza de que estava à altura da missão para o qual havia sido criado, enquanto que o outro vaso morria de vergonha por cumprir apenas a metade de sua tarefa, mesmo sabendo que aquelas rachaduras eram fruto de muito tempo de trabalho.

Estava tão envergonhado que um dia, enquanto o homem se preparava para pegar água no poço, decidiu conversar com ele:

– Quero pedir desculpas, já que devido ao meu tempo de uso, você só consegue entregar metade da minha carga e saciar a metade da sede que o espera em sua casa.

O homem sorriu e lhe disse:

– Quando voltarmos, por favor, olhe cuidadosamente o caminho.

Assim foi feito. E o vaso notou que, do seu lado, cresciam muitas flores e plantas.

– Vê como a natureza é mais bela do seu lado? _comentou o homem.

– Sempre soube que você tinha rachaduras e resolvi aproveitar-me desse fato. Semeei hortaliças, flores e legumes, e você as tem regado sempre.

Já recolhi muitas rosas para decorar minha casa, alimentei meus filhos com alface, couve e cebolas. Se você não fosse como é, como poderia ter feito isso?

“Todos nós, em algum momento, envelhecemos e passamos a ter outras qualidades. É sempre possível aproveitar cada uma dessas novas qualidades para obter um bom resultado.”

O que Thomas Edison achava da genialidade

“Gênio é uma pessoa talentosa que faz a lição de casa.”

A frase acima é de Thomas Alva Edison. O texto, abaixo, de Aldo Novak
Para republicar este texto, leia explicação ao final.

Todos nós temos limitações, mas temos também um potencial quase inacreditável.

Você nasceu com um cérebro meio vazio, do tamanho de um tomate pequeno, mas esse mesmo cérebro já estava totalmente preparado para absorver mais conhecimento do que o cérebro de qualquer criatura, das outras espécies, que vivem no planeta.

Gorilas, leões, leopardos, flamingos, águias, abelhas, assim como todos os outros seres vivos, das diferentes espécies da Terra, têm capacidades físicas que, cada um a seu modo, superam em muito a sua. Alguns são mais fortes, outros mais rápidos. Alguns voam, outros respiram debaixo d`água, e há aqueles que têm vidas muito mais longas que eu ou você jamais teremos.

Mas nenhum animal conhecido supera aquele cérebro do tamanho de um tomate, que nasceu com você, e que hoje é do tamanho de um mamão papaia. Impressionante, quando você pensa nisso, não é?

Você já era um gênio quando deu o primeiro berro, ou quando teve que ter as fraldas trocadas. Se somarmos todos os animais, mamíferos, aves, peixes e insetos que povoam a Terra, veremos que há muitos bilhões de criaturas. Nenhuma delas nasceu tão brilhante quanto você.

Mas, ainda que isso seja verdade (e o é), você raramente se compara com uma rã, ou com um coelho, quando tem que se avaliar. O normal é você, ou eu, nos compararmos aos outros seres humanos (em parte, uma perda de tempo). Por isso, tendemos a esquecer que somos (pelo menos nesse momento) o ápice do desenvolvimento biológico na Terra.

Se todos nós somos gênios, quando comparados com o resto das espécies, qual a diferença que pode nos tornar gênios dentro da nossa própria espécie? O que tornaria você “um gênio”?

Uma só característica: r-e-s-u-l-t-a-d-o-s.

Einstein não é considerado um gênio por causa de suas fórmulas matemáticas, mas pelos resultados que conseguiu com elas; Da Vinci, Edison, Ghandi ou qualquer das outras pessoas consideradas geniais, sempre conseguiram resultados espetaculares, antes de serem aclamados como gênios; esses resultados, nem sempre são positivos, mas sempre são resultados claramente observáveis.

Agora vem a parte boa: você não tem que ter um QI estratosférico para fazer algo genial. Edison, que queimou milhares de lâmpadas, antes que a primeira funcionasse, acreditava que o verdadeiro gênio aparecia quando uma pessoa lutasse até conseguir os resultados que queria. Ele disse: “Gênio é uma pessoa talentosa que faz a lição de casa.”

O que Edison queria dizer é que “talento” não é a chave do sucesso, mas sim a ação, foco, treinamento, dedicação, paixão e comprometimento com o fazer. E, claro, com o trabalho silencioso de se preparar para os desafios. Isso é a lição de casa.

Sonhadores não são gênios — e costumam ser esquecidos muito rapidamente. Os gênios são aqueles que, depois de sonhar, conseguem sair da cadeira e fazer as coisas acontecerem. São os fazedores que se tornam os gênios do mundo. Os realizadores. Os construtores. Os que “colocam a mão na massa”.

Você nasceu pronto para que o treinamento de vida prepare suas habilidades e para que você atinja seu máximo potencial. Por isso, ao contrário das crenças ultrapassadas e equivocadas, você não nasceu para ser médico, ator, escritor, vendedor ou trapezista de circo.

Você pode ser tudo isso, ou nada disso. Porque você já nasceu pronto, ou pronta, para ser qualquer dessas coisas, desde que tenha foco, treinamento, dedicação, paixão e comprometimento com o fazer, a ação.

Lembre-se de Edison: gênio é uma pessoa talentosa que faz a lição de casa.

Agora responda: você tem uma coisa muito importante para fazer nos próximos dias, não tem? E você já fez a sua “lição de casa”?


Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista.
Diretor da Academia Novak do Brasil (http://www.academianovak.com.br)


Use este material em suas reuniões, em casa e em seu blog, mas mantenha os direitos autorais.
Seu sucesso começa quando você é ético e faz o que deve fazer, quando ninguém está olhando; nestes momentos, você cresce para a única pessoa que tem que respeitar você. Você mesmo! Por isso, eu peço a gentileza de que você mantenha meu nome como autor deste texto e coloque um link para o site http://www.academianovak.com.br (link ativo, por favor*). É sempre um prazer conhecer as pessoas que usam meus textos em seus sites, blogs e reuniões corporativas ou de RH.

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Errei mais de 9000 cestas

“Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo…e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”. — Michael Jordan, superastro da NBA

Se o maior jogador de basquete da história, responsável pela quebra de praticamente todos os recordes mundiais desse esporte, aceita e supera cada falha, cada fracasso, e ainda diz que foram eles que o tornaram um sucesso mundial, por que tanta preocupação com os erros que você cometeu na semana passada, no mês passado, no ano passado ou no último final de semana?

Se seus erros tiverem sido graves, se você tiver machucado física ou emocionalmente alguém, reflita sobre isso, mude seu comportamento agora, e carregue o aprendizado e a cicatriz em seu coração. Isso tornará você uma pessoa melhor hoje e amanhã, já que o ontem não pode ser mudado. Mas agora, uma nova semana está começando. Um novo jogo. Um novo time. Um novo prêmio. Assim é a vida. Quando acordou, hoje pela manhã, o Treinador colocou você para mais um campeonato no jogo da vida.

Talvez você erre a cesta, como Michael Jordan. Talvez você erre o gol (Pelé errou muitos), mas cada erro, cada falha deve ser usada por você para aprender melhor o caminho, para encontrar em sua mente o Poder Pessoal que vai colocar seus pés no pódio da vida.

Outras pessoas viram seu erro? E daí? Será que havia câmeras transmitindo seus erros para 100 milhões de pessoas ao vivo? Pessoas que contavam com você? Improvável. Mas quando Michael Jordan erra, milhões de pessoas se lembram.

Se Michael Jordan não se deixa desanimar por um erro cometido na frente de 100 milhões de pessoas (e registrado para a história), porque você se deixaria desanimar pelos seus? Use ca da erro como uma escada para fazer a coisa certa. Peça desculpas, descanse, volte ao treinamento e inicie uma nova partida. Sua quadra é em casa, com sua família, no trabalho, na escola, com sua alma gêmea ou em todo lugar em que você esteja nos próximos sete dias. Mesmo quando sua única platéia é seu espelho.

E lembre-se do que Jordan diz: “Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que eu sou um sucesso”.

O que Jordan quer dizer é que não é possível alcançar o sucesso sem passar pelo fracasso. Deixe-me repetir isso: não é possível. Até quando nascemos, as lágrimas chegam antes dos sorrisos.

Ao terminar essa frase, o jogo vai começar. O Treinador está olhando.

Dê o melhor que puder. Respire profundamente, sorria… e boa sorte!

Seu verdadeiro valor

Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:

– Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:

– Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.

– Claro, professor – gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo deu ao garoto, dizendo:

– Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos. Já na escola, diante de seu mestre, disse:

– Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

– Importante o que disse, meu jovem… – o professor disse, sorridente

– Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda… Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

– Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

– 58 MOEDAS DE OURO!!! – exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…

O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:

– Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um “expert”. Você pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor?

E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.

* * *

Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!

Pense nisso….

Código de ética indígena

1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará, se você ao menos, falar.

2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrenal.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seuscorações e ágüe com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, de-lhes espaço para que cresçam.

13. Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental. Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.

16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.

17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.

20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

–Fonte Desconhecida.

Reflexões sobre a atitude desapegada

Quanto mais conectados estamos com a nossa Porção Divina, nossa Alma , mais livres nos tornamos da necessidade de possuirmos coisas, pessoas, certezas.

O Amor e a Caridade quando presentes às nossas ações , permitem que a Atitude Desapegada inunde todo nosso Ser. Desta forma, a escolha é nossa.Podemos decidir viver e participar do deslumbrante banquete da vida sem reações mentais negativas ou emoções impulsivas .Ao fazermos esta escolha, nossos sentidos se aquietam e começam a encarar a vida com desapego.

Ao compreendermos definitivamente o sentido ilusório daquilo que nomeamos realidade e o caráter sagrado de tudo que há , deixamos a vida fluir com uma maior consciência da abundância divina.

A Atitude Desapegada nos fortalece na vida diária.Ao percebemos a irrevogável verdade de que ” tudo o que move é sagrado..”( O CIO DA TERRA) , nos tornamos além de desapegados, amorosos e caridosos. Damos do que há em nós. Vamos além do pão. Ofertamos ao sagrado banquete da vida nosso conhecimento, força de trabalho, intuição, tempo, fé.

Ao nos desapegarmos ficamos também tolerantes, pois sabemos repetir o antigo gesto e as mágicas palavras: ” Nada tenho , mas do que tenho lhe dou.”

SUGESTÕES PRÁTICAS PARA UMA ATUTUDE DESAPEGADA:

  • tente ajudar o outro, sem querer ser o dono da verdade;
  • faça seu melhor e libere o outro para seguir seu caminho;
  • encontre maneiras de servir anonimamente;
  • faça uma pausa em sua correria para ouvir a voz de sua Alma;
  • promova uma limpeza em sua casa, seu trabalho, suas atitudes, suas crenças limitadoras.

A importância do entusiasmo

A palavra ENTUSIASMO vem do grego e significa ter um DEUS dentro de si. Os gregos eram panteístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa ENTUSIASMADA era aquela possuída por um dos deuses e por causa disso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse ENTUSIASMADO por Ceres (Deusa da Agricultura) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita e assim por diante. Segundo os gregos, só as pessoas ENTUSIASMADAS eram capazes de vencer desafios do cotidiano.

Era preciso, portanto, ENTUSIASMAR-SE. Assim, o ENTUSIASMO é diferente do otimismo. Otimismo significa acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez, até torcer para que dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo.

No mundo de hoje, é preciso SER ENTUSIASMADO. A pessoa entusiasmada é aquela que ACREDITA NA SUA CAPACIDADE DE TRANSFORMAR AS COISAS, DE FAZER DAR CERTO. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.

E só há uma maneira para ser entusiasmado.

É AGIR ENTUSIASTICAMENTE

Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos.

Não é o sucesso que traz o entusiasmo,

É O ENTUSIASMO QUE TRAZ O SUCESSO.

Conheço pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma.

O ENTUSIASMO É QUE TRAZ A NOVA VISÃO DA VIDA.

Nesta semana que termina/inicia, gostaria de perguntar a você, como vai o seu entusiasmo. Como vai o seu entusiasmo pelo Brasil, pela sua empresa, pelo seu emprego, pela sua família, pelos seus filhos, pelo sucesso de seus amigos?

Se você é daqueles que acha impossível entusiasmar-se com as condições atuais, acredite – jamais sairá dessa situação. É preciso acreditar em você. Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade.

Deixe de lado todo o seu negativismo. Deixe de lado o ceticismo. Abandone a descrença e seja entusiasmado pela sua vida e principalmente entusiasmado com você.

VOCÊ VERÁ A DIFERENÇA.

(A.D.)

— recebida da Inês Bertocco Teixeira

O respeito ao mistério

Os gregos foram os grandes mestres em descrever o comportamento humano através de pequenas histórias, que costumamos chamar de “mitos”. Todas as gerações que vieram depois deles, da psicanálise de Freud (com o complexo de Édipo, por exemplo), aos filmes de Hollywood (como o Morpheus de “Matrix”) terminaram por beber desta fonte.

Durante grande parte de minha vida, uma destas histórias me deixava muito intrigado: o mito de Psyche.

Era uma vez…uma linda princesa, admirada por todos, mas que ninguém ousava pedir sua mão em casamento. Desesperado, o rei consultou o deus Apolo; esse disse que Psyche deveria ser deixada sozinha, vestida de luto, no alto de uma montanha. Antes que o dia raiasse, uma serpente viria a seu encontro para desposá-la. O rei obedeceu, e por toda a noite a princesa esperou, aterrorizada e morta de frio, a chegada de seu marido.

Terminou adormecendo; ao despertar, estava em um lindo palácio, transformada em rainha. Todas as noites seu marido vinha a seu encontro, faziam amor, mas ele havia imposto uma única condição: Psyche podia ter tudo o que desejasse, mas devia demonstrar total confiança, e jamais poderia ver seu rosto.

A moça viveu muito tempo feliz; tinha conforto, carinho, alegria, estava apaixonada pelo homem que lhe visitava todas as noites. Entretanto, vez por outra tinha medo de estar casada com uma serpente horrorosa. Certa madrugada, quando o marido dormia, com uma lanterna iluminou a cama; e viu, deitado ao seu lado, Eros (ou Cupido) – um homem de incrível beleza. A luz o despertou, ele descobriu que a mulher que amava não era capaz de cumprir seu único desejo, e desapareceu.

Sempre que eu lia este texto, me perguntava: será que não podemos nunca descobrir a face do amor?

Foi preciso que muitos anos passassem por debaixo da ponte de minha vida, até compreender que o amor é um ato de fé em uma outra pessoa, e seu rosto deve continuar envolto em mistério. Ele deve ser vivido e desfrutado a cada momento, mas sempre que tentemos entendê-lo, a magia some.

Quando aceitei isso, passei também a deixar que minha vida fosse guiada por uma linguagem estranha, que chamo de “sinais”. Sei que o mundo está falando comigo, eu preciso escutá-lo, e se assim fizer, serei sempre guiado em direção ao que existe de mais intenso, mais apaixonado, e mais belo. Claro que não é fácil, e às vezes sinto-me como Psyche no penhasco, com frio e terror; mas se sou capaz de passar aquela noite, e entregar-me ao mistério e à fé na vida, termino sempre por acordar em um palácio. Tudo que preciso é confiar no Amor, mesmo correndo o risco de errar.

Concluindo o mito grego: Desesperada para ter seu amor de volta, Psyche se submete a uma série de tarefas que Afrodite (ou Vênus), mãe de Cupido (ou Eros), invejosa de sua beleza, lhe impõe – uma dessas tarefas era a de que entregasse um pouco de sua beleza para ela. Psyche fica curiosa com a caixa que conteria a beleza da Deusa e novamente não consegue lidar com o Mistério – resolve abri-la – na caixa nada encontrou de beleza, mas sim um infernal sono que a deixou inerte, sem movimentos.

Eros/Cupido também está apaixonado, arrependido por não ter sido mais tolerante com sua mulher. Consegue entrar no castelo e despertá-la de seu sono profundo com a ponta de sua flecha e mais uma vez lhe diz – quase morreste devido a sua curiosidade – esta a grande contradição, Psyche que buscava encontrar segurança no conhecimento encontrou insegurança.

Os dois vão até Júpiter, o deus supremo, implorar que esta união jamais possa ser desfeita.

Júpiter advogou com empenho a causa dos amantes que conseguiu a concordância de Vênus. A partir deste dia, Psyche (a essência do ser humano) e Eros (o amor) estão para sempre juntos. Quem não aceitar isso, e procurar sempre uma explicação para as mágicas e misteriosas relações humanas, irá perder o que a vida tem de melhor.

Deus quer prosperidade para seus filhos

“Olhai os lírios do campo, acaso se preocupam? No entanto, têm as vestes mais brancas que as de Salomão”. Trecho bíblico.

O Rei Salomão era o homem mais rico da época, mesmo assim, sua vestimenta não poderia atingir brancura perfeita, porque naquele tempo não existiam os produtos químicos necessários para tais processos.

É da vontade de Deus dar vida abundante aos seus filhos, isto significa: saúde, conforto, vitórias e até mesmo opulência.

A verdadeira riqueza é ter tudo o que precisa, na hora que precisa. Não é necessário acumular uma elevada quantia de dinheiro, isto não garante saúde, conforto, bem estar e felicidade.

Se é da vontade divina doar riquezas aos homens, porque estes passam tanta necessidade? Por que não recebem a riqueza que está sendo doada pela natureza?

Podemos observar onde está um dos maiores bloqueios à abastança. Analisem a passagem a seguir, e observem o exemplo da natureza. “Os lírios não se preocupam, nem as aves, nem os peixes e nem os animais”.

Sem sombra de dúvida o problema está na qualidade do pensamento. É a forma errônea de pensar que causa tanta infelicidade aos homens.

Se você deseja prosperidade, decida mudar radicalmente sua forma de pensar. Não permita mais seu pensamento ficar vagando aleatoriamente aqui, ali ou acolá.

Saiba que o Eu Real, o verdadeiro Eu, pode e deve comandar o pensamento. Imagine que o seu pensamento é um anzol cósmico que irá pescar e trazer para você aquilo que você deseja. Esta ilustração parece absurda, todavia, é exatamente o que ocorre em nossas vidas.

Veja bem, tudo aquilo que temos intenção e desejo de fazer, sobre o qual colocamos a nossa atenção e pensamento, tornam-se sementes atiradas num mar de energia cósmica, que irão germinar e retornarão mais cedo ou mais tarde, numa colheita multiplicada de centenas de frutos.

Pare um pouco e procure analisar a situação desses poderes em sua vida.

Sobre que temas e assuntos você tem colocado sua intenção, atenção, desejo e pensamento?

O poder da atenção vem da centelha Divina e ele age como um magneto, contudo, ele não pode atrair duas coisas ao mesmo tempo, boas e más, certas e erradas, carência e prosperidade, saúde e doença.

As pessoas costumam ter seu pensamento e atenção dividida ou vagando sobre muitas coisas ao invés de concentrar o pensamento naquilo que realmente desejam. Ou seja, para reverter as situações, aqueles que têm problema de doença, devem pensar na saúde, vigor, alimentação saudável e dirigir a atenção para assuntos de cura.

Quem tem problema econômico financeiro, deve manter a atitude mental positiva, pensar que irá superar tudo com a ajuda de Deus. Não permita que imagens externas, permaneçam poluindo seu corpo mental, sejam elas, imagens negativas e anti vitória, ou imagens evasivas como as cenas de novelas, propagandas ou filmes que você tenha visto.

Devemos deixar nossa mente livre e limpa para receber a luz e energia que irá materializar nossos desejos construtivos. Permitir imagens mentais ilusórias ou que nada tenham a ver com nossas metas, é perder energia e tempo precioso. Imagens inúteis bloqueiam o sucesso.

Em seu livro Criando Prosperidade, a Consciência da Fartura, o dr. Deepack Chopra, explica claramente que existe uma única fonte de matéria prima que cria todo o universo material. Todas as coisas que podemos ver e tocar vêm da mesma origem. Tudo aquilo que o homem pode conceber e crer, ele pode criar, porque esta inesgotável fonte de matéria prima está ao alcance de todos nós.

Todas as coisas materiais são feitas de átomos. Os átomos são compostos de partículas subatômicas, estas sub partículas nada mais são que flutuações de energia e informação, num imenso espaço.

Esse imenso espaço de energia é chamado pela ciência de “campo unificado” e conhecido pelos místicos como Deus, Cosmos, Brahman ou Inteligência Infinita. As partículas subatômicas são chamadas de elétrons, prótons, quarks e nêutrons, elas constituem um átomo.

Assim vemos que a matéria prima do universo material é pura energia imaterial, sendo que ela mesma, a fonte de tudo.

Como se apresentam as diferenças no plano físico?

A diferença está na organização e quantidade de impulsos ou partículas subatômicas.

Aí está a diferença entre o ouro e o ferro, a madeira e o papel, a montanha, um carro ou uma pessoa.

“Afinal, o que é um pensamento se não um impulso de energia e informação? Esses mesmos impulsos de energia e informação que vivenciamos como pensamento são a matéria prima do universo… Toda criação material é estruturada a partir de informação e energia… Sintetizando, posso dizer que a conclusão fundamental dos estudiosos do campo quântico é que a matéria prima do mundo, não é material, as coisas essenciais do universo, são, não coisas… ”

Esta magnífica definição do pensamento é uma chave de ouro para abrir a porta da consciência para a prosperidade.

Portanto, se o pensamento é um impulso de energia e informação, precisamos apenas desenvolver a capacidade de liberar pensamentos com a informação daquilo que realmente desejamos.

Por isso é tão sábia esta conhecida frase:

“Mantenha o pensamento e a atenção naquilo que deseja e fora das coisas que não deseja.”

Em regra geral, as pessoas que têm problema financeiro, pensam nas dívidas ao invés de pensar na prosperidade, quando querem saúde, pensam na doença, no médico, nos remédios materiais, e assim por diante… Mantendo sempre a atenção focada nos problemas.

Para reverter a carência em prosperidade é necessário atingir uma consciência de riqueza. Isto pode ser conquistado com a quebra de velhos e arcaicos padrões de pensamento e mudando para uma atitude mental positiva nos bons e maus momentos.

Para isso é imprescindível saber claramente quais são os seus propósitos na vida. Estas metas devem ser escritas, e tê-las sempre em mente; uma técnica infalível é visualizar seu projeto como se ele já tivesse ocorrido.

Por exemplo, se deseja formar-se em medicina, deve visualizar-se trabalhando e exercendo a profissão no lugar sonhado, veja a clínica, o consultório ou o hospital. Se ambicionar comprar uma casa, decida a rua e o bairro e visualize-se dentro dela, andando, tocando as peças, sentindo cheiro e ouvindo barulhos característicos do local.

A visualização deve ser acompanhada dos cinco sentidos. Recentes pesquisas cientificas tem provado que a mente aceita como verdade aquilo que é visualizado, a mente subconsciente trabalha 24 horas por dia, ela providenciará para gerar oportunidades, para que seja realizada a cena visualizada. Por isso é importante a riqueza de detalhes e o trabalho com todos os sentidos.

A melhor hora para esta visualização é quando o individuo está quase dormindo e no momento que desperta; em ambas as situações ele está atuando no nível subconsciente.

Se você não sabe qual é a sua meta na vida pergunte ao seu Deus Interior, a Presença Eu Sou, até obter a resposta. É bom para todos, praticar um serviço voluntário. Isto contribui muito para a pessoa encontrar seu próprio caminho.

O dinheiro deve ser encarado apenas como um meio para atingirmos nossos propósitos na vida. Ele não é o fim, mas sim o mecanismo que ajuda-nos a conquistar vitórias. Por isso a atenção não deve ser focalizada no dinheiro, mas sim na meta final.

Quando o individuo deseja ganhar mais dinheiro, não deve dizer a Deus como Ele deve fazer isso. Ou seja, espere que abundancia venha de fontes inesperadas. Não deve limitar a Inteligência Infinita pedindo: – “Eu preciso vender esta casa para realizar meu projeto de vida”. A mente Divina tem mil formas para disponibilizar a verba necessária.

Tudo o que nos acontece na vida é resultado da qualidade da nossa atenção e pensamento. Portanto, se o individuo muda o foco de sua atenção para coisas mais belas, positivas e construtivas, ele esta semeando um futuro muito melhor.

“Procure os reinos do Espírito e tudo o mais lhe será acrescentado”. O que há de mais belo, rico, poderoso, sábio e ao mesmo tempo é a essência do próprio amor? Deus é esta Fonte dentro de cada um de nós.

Ao colocar seu pensamento e atenção em Deus, o individuo começa a atrair tudo que há de bom para sua vida; lembrando que a atenção tem poder magnético, podemos projetá-la como “anzol” do pensamento no mar de energia que é a fonte inesgotável de todas as coisas boas e belas.

Dicas de prosperidade: quando receber seu salário, abençoe o dinheiro e sinta gratidão por quem o contratou. Se você considera seu chefe injusto, saiba que nós atraímos os acontecimentos de nossa vida. Quem é dono de seu negócio, tem como patrão seu clientes.

Cada um tem o chefe que merece, o conjugue que merece, o cunhado, sogra e nora que merece. A vida está lhe proporcionando oportunidade de resgatar carma com essas pessoas.

Ao invés de rebelar-se, procure ser melhor a cada dia para que a situação a sua volta possa mudar.

Dinheiro é energia e deve ser tratado com carinho. Arrume as notas direitinho, cara com cara, e decrete a seguinte frase quando receber seu salário:

“Esta verba será suficiente para todas as minhas necessidades!”

Lembre-se de que quanto mais pessoas forem beneficiar-se de seus sonhos e projetos, maior e mais rapidamente o cosmos o ajudará. “Nós” é a palavra chave para o sucesso.

A gratidão multiplica o que é bom e elimina o que é ruim; portanto devemos agradecer até mesmo as situações difíceis. Existem três chaves maravilhosas que abrem a porta da prosperidade: gratidão, perdão e louvor.

Sem gratidão não há alquimia. É bom começar com auto perdão: os erros são parte integrante das experiências que levam a maturidade da alma.

Como pode alguém ser grato à Deus, que ele não vê, se não pratica gratidão com seus irmãos, a quem ele vê?

Cada mínimo favor que você faz ou recebe, cria um carma positivo; a vida sempre proporciona oportunidade de retribuição.

Louvar a Deus liberta das situações mais difíceis. Quando o apóstolo Paulo estava acorrentado em uma prisão, ele começou a entoar hinos de louvor a Deus; em breve as correntes se romperam, a porta abriu-se e ele pôde sair tranqüilamente.

A carência financeira limita o individuo como uma prisão, e o louvor à Deus pode quebrar estas correntes. Faça bem feita a sua parte e mantenha uma consciência de expectativa positiva, para receber o bem que você merece.

É necessário ter uma poupança para que a vida possa multiplicá-la. O milagre da multiplicação requer que a pessoa tenha ao menos um pouco daquilo. Jesus tinha alguns peixes e pães que foram multiplicados aos milhares. Assim, mesmo que deva dinheiro, uma boa chave é ter também, uma poupança, mesmo que pequena. Mas, lembre-se de adicionar a ela todos os meses.

Mude e mantenha o foco da sua atenção para coisas boas e construtivas, assim, estará mudando sua vida para melhor.

Heróis de verdade

Revista IstoÉ desta semana. Vale a pena ler a entrevista abaixo.

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever “Heróis de verdade” (Editora Gente, 168 págs.). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

* Por Camilo Vannuchi

ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis.