Consultoria

Estou desenhando um produto de consultoria.

Normalmente não sou uma pessoa que gosta de pagar por consultoria. Penso: porque deveria pagar por algo que posso aprender sozinho? Será que o consultor realmente sabe mais do que eu sobre isso? Ou ainda, será que vai ajudar mesmo ou é só jogar dinheiro fora?

Um arquiteto pode ajudar em coisas que a vivência já mostrou ser importante. Quem nunca fez uma reforma não faz ideia de coisas que podem trazer impacto futuro de longo prazo. Uma simples consulta, até mesmo um pequeno projeto, podem mostrar detalhes que não teríamos nos dado conta sozinhos.

Aprender a tocar um instrumento musical também vale. Aulas partículas nada mais são que consultoria regular sobre o assunto.

A idade traz clareza. A idade te faz ver que o tempo é um recurso precioso. Sim, posso aprender algo sozinho, mas usar o conhecimento de quem faz regularmente isso que desejo fazer pode abreviar o caminho. Seja uma dica, uma sugestão que não tinha pensado ou uma armadilha que não conseguiria evitar sozinho. Pagar pode ser mais barato.

Meu caso particular pode ser parecido com o seu. Vou tentar escrever sobre porque até hoje não presto consultoria paga.

Vendo consórcios de imóveis. Uso os consórcios como ferramenta de investimento. O consórcio faz a mágica do crescimento e diversifico investindo os lucros obtidos com eles em ações, FIIs, dólares…

Me consultam sobre compra de imóveis. Perguntam se o consórcio pode ajudar, se cartas contempladas são boa alternativa para compra. Na prática, não é somente escolher a melhor opção financeira. É preciso escolher a melhor opção que se adapte ao perfil de quem está assumindo o compromisso. Para uns, o financiamento, mesmo “mais caro”, pode ser a melhor opção. Se tiver o perfil e conseguir quitar antes o financiamento adiantando parcelas ao longo do tempo, o mais caro se torna mais barato.

Presto consultoria há anos, mas não cobro. Pensava que havia uma interseção entre quem deseja comprar um imóvel para morar e quem quer investir. Se tivesse a chance de falar do consórcio para o comprador do imóvel, talvez atingisse o investidor também.

Acredito que alguns deixem de me consultar pensando que vou empurrar consórcios goela abaixo. Mesmo tendo vários artigos meus explicando quando os consórcios não são uma boa opção, nem sempre quem chega até mim já leu esses artigos ou sequer sabe da sua existência. Muita gente chega apenas com os preconceitos: vendedor de consórcios vai tentar me vender consórcios. Para essas, não tenho a chance de eventualmente dizer que para a compra do imóvel que desejam o consórcio não é a melhor ferramenta, mas que, se no futuro desejarem investir usando os consórcios, posso ajudar.

Pessoas também deixam de me consultar por vergonha de abusar da minha boa vontade. Não recebo e também não ajudo. Por isso a consultoria. Quem desejar pagar para me ouvir, poderá.

Saiba mais aqui.

Aposentadoria do pequeno empreendedor.

Quando somos funcionários de uma empresa, esta recolhe o INSS sobre nosso salário. Isso garante, na pior das hipóteses, um prato de sopa para a velhice. Arriscar todo seu futuro em um só emprego é temerário, mas ao menos esse recolhimento automático existe. Apesar de muitos reclamarem, a verdade é que se não houvesse tal recolhimento, muitos não teriam como se aposentar.

Já quando somos pequenos empreendedores, normalmente temos a prerrogativa de definir sobre quantos salários mínimos recolher o INSS. E a maioria recolhe sobre o mínimo possível, com o argumento de que são mais capazes que o governo de cuidar do próprio dinheiro.

Eu gostaria de sugerir fazer diferente. Gostaria de sugerir aos pequenos empreendedores que recolham o INSS sobre o máximo possível pelas regras em vigor. O motivo para isso é simples. Uma empresa própria é ainda mais arriscado do que apenas um emprego padrão. Se tudo der certo (e as estatísticas falam o contrário) recolher o INSS pelo teto máximo não será um gasto relevante frente aos resultados. Foi gasto, não compensará no futuro, mas na verdade não fará nenhuma diferença.

Por outro lado, se os anos passarem e seu negócio não decolar, ou se até der certo, mas apenas para manter uma vida digna enquanto for possível manter sua dedicação ao longo do tempo, você contará então com uma aposentadoria um pouco melhor.

Claro que os sabichões de plantão irão dizer que é melhor pagar sobre o mínimo e investir a diferença. Mas eu rebato: quem disse que você sabe investir? E mais, quem garante que você realmente fará isso? Recolher o INSS pelo teto é mais simples e automático, você orienta seu contador a fazer desta maneira e esquece o assunto até o fim dos dias.

Em um país onde a maioria dos negócios quebram antes de poucos anos, pagar pelo teto é ainda uma forma de garantir que você está no caminho certo, ganhando o suficiente para poder fazer isso.

Você se acha um cara de sorte?

Conto hoje em video a história de três clientes. Um contemplou sua carta no primeiro mês, os outros dois levaram 10 anos para obter a contemplação.

Explico as situações de cada um e como todos se beneficiaram do consórcio, independente de quando efetivamente foram contemplados.

Para adquirir seu consórcio através da Megacombo (sem custos extras) e contar com meu acompanhamento e orientação ao longo de todo seu investimento, basta selecionar a carta que desejas no Portal do Representante, uma página segura que faz parte do sistema da Rodobens, seguindo o link abaixo:

https://representante.rodobens.com.br/megacombo

A compra é feita selecionando o tipo de bem (para investimento, sempre cotas de imóvel) e o valor do crédito desejado (cotas a partir de R$ 80.000, com prestações mensais de R$ 507,69 no prazo de 216 meses). Depois de selecionar o crédito e o prazo (o maior lucro se dá com o prazo mais longo, 216 meses), basta se cadastrar como “novo cliente”, se esta for sua primeira compra, ou utilizar seu CPF e senha, caso já possua outro consórcio com a Rodobens. Nota que estarás acessando uma página diretamente no sistema da Rodobens, para maior confiança na aquisição.

Você não vai enriquecer investindo apenas R$ 500 por mês

Você não vai enriquecer investindo apenas R$ 500 por mês

É o que um forte influenciador da internet costuma dizer a seus mais de 800 mil seguidores. E posso falar? Ele está certo. Investir R$ 500 mensais da forma tradicional em renda fixa, fundos multimercado ou ações, não vai te enriquecer. Ele diz para investir em ti. Concordo com isso também. Investir em ganhar mais traz resultados palpáveis ao longo do tempo.

Mas deixa te contar uma história diferente. Com este valor mensal para investir você pode sim enriquecer. O que você precisa é de uma mudança de mentalidade. Não essas coisas metafísicas de força do pensamento, ‘O Segredo’ ou coisa do tipo, mas sim algo bastante trivial: a prática constante.

Um dos problemas de ter pouco dinheiro para investir é a falta de regularidade. Você não tem muito. Quando recebe o salário pensa: “é tão pouco que não vai fazer diferença se eu pular este mês.” E o próximo. E o próximo.

Isso quando simplesmente não esquece do compromisso que assumiu consigo mesmo de se pagar primeiro.

O segundo problema atinge aquela minoria disciplinada o suficiente para fazer aportes regulares. Estes, depois de um tempo até conseguem juntar um certo valor, digamos R$ 5000, R$ 10.000, mas não passam disso. Inconscientemente não se acham dignos destes valores. Então, quando a soma começa a passar de seus limites mentais, gastam uma parte. Pode ser um celular novo à vista, justificando com isto um desconto ou não precisar pagar juros. Pode ser uma viagem. Pode ser a troca do carro.

Se este é o seu caso, basta ver seus resultados para saber. Você precisa de uma ferramenta que te ajude a vencer essas barreiras da falta de disciplina e do seu senso de merecimento. Você merece mais. Você precisa de uma ferramenta que te ajude a crescer como poupador, como investidor. Para daí dar saltos maiores.

Conquistei minha independência financeira em apenas sete anos com o investimento em consórcio de imóveis, começando com menos do que R$ 500 mensais. Estou aqui para te contar minha história e te guiar neste caminho, caso seja este teu desejo.

Documente sua jornada

Foi o Gary V. quem primeiro falou sobre documentar nossa jornada nas redes sociais. A questão toda é simples: não sabemos quão alto iremos chegar, mas ao longo dos anos, todos iremos percorrer algum caminho.

O que constrói um vencedor é o trabalho diário. O sucesso da noite para o dia leva ao menos 10 anos para surgir. Então, enquanto cresce, documente sua jornada. Seus maiores fãs (procure por “1000 fãs verdadeiros”, do Kevin Kelly) serão justamente os que te viram crescer, os que te conhecem desde antes do sucesso da noite para o dia. Você vai poder se referir a eles com frases como “quem estava aqui quando ainda era tudo mato.”

Veja minha história. Há 19 anos comecei a investir usando os consórcios de imóveis como ferramenta de formação de patrimônio. Minha área era a informática, meu negócio era um provedor de acesso à internet.

Documentei o início da minha jornada nos investimentos até os lucros com os consórcios surgirem. Documentei meu crescimento como investidor e ajudei aos primeiros amigos que me pediram orientação. De 2002 a 2008 foi assim.

Em 2009 vendi minha empresa de internet, passei a me dedicar integralmente aos consórcios e, da noite para o dia, me tornei um dos maiores vendedores de consórcio do Brasil. Do início até as premiações com viagens internacionais foram seis anos que não apareceriam para quem me conheceu depois do sucesso, não fosse eu estar documentando essa jornada.

O mais importante de documentar sua jornada é justamente a chegada do sucesso. É a jornada que justifica a confiança dos novos clientes em teu trabalho. Quem chega hoje vê minha empresa sólida, com anos de mercado. É fácil comprar de mim agora, não preciso provar que existo.

É até engraçado escrever isso, mas quando comecei, precisava, literalmente, provar que eu existia de verdade. A internet não era essa ferramenta presente na vida de todos. Documentar minha jornada era essencial, pois meus clientes, em outros estados e até mesmo em outros países, precisavam saber que o Fabrício existia e era real, não uma história escrita nessa tal de internet.

Investir é um estilo de vida

Investir deve ser uma atividade regular. Todos os meses você separa um pouco (ou muito) do que ganha com seu trabalho e investe em ativos que geram renda ou possam valorizar ao longo dos anos.

Você não vai enriquecer investindo. Você vai enriquecer com os frutos do seu trabalho que serão investidos. É importante diferenciar essas duas coisas, pois muitos pensam poder enriquecer investindo e perdem tempo precioso de suas vidas tentando encontrar a fórmula mágica para enriquecer da noite para o dia, em vez de utilizar seu tempo para aperfeiçoar suas habilidades de ganhar dinheiro e, com isso, ter efetivamente algum valor relevante para investir. Sei disso porque já caí nessa armadilha.

Então você não vai enriquecer investindo, mas investir regularmente é importante, pois é o que forma patrimônio. E patrimônio, você sabe, é a materialização da riqueza. Por isso a importância de saber o mínimo sobre investimentos. Seu patrimônio precisa crescer de forma automática. Não precisa ser um gênio para isso, basta saber o básico sobre investimentos e aplicar o que já se provou vencedor: simplicidade e diversificação. Não invente moda e não deixe todos os ovos na mesma cesta.

O que torna uma pessoa rica é seu trabalho. Invista em você. Trabalhe mais e melhor. Diversifique seus investimentos, mas diversifique também suas fontes de renda. Se você tem um emprego, pense em um pequeno negócio que possa tocar depois do trabalho. Se ainda não se sente capaz disso, use o tempo fora do trabalho para se aperfeiçoar, faça cursos, estude inglês. Busque atividades que o qualifique para trabalhos mais bem pagos.

Se você é empreendedor, concentre todas suas forças no seu negócio e aí sim, não diversifique. Um negócio próprio é a melhor forma de enriquecer de verdade, basta olhar a sua volta os grandes empreendedores de todo planeta. Neste caso específico, o foco é seu melhor amigo. Por outro lado, com a concentração da sua fonte de renda, diversificar os investimentos se torna ainda mais importante.

Existe uma situação específica em que devemos ignorar essa questão da diversificação. É quando estamos começando a formar patrimônio. Neste período inicial foque em construir uma reserva de segurança. O objetivo deste valor não é crescer da melhor forma possível, mas sim, ter liquidez imediata em caso de emergência, como uma doença que te impeça de trabalhar por um tempo, por exemplo. Use a poupança ou um fundo de renda fixa simples, com a menor taxa possível. Junte o suficiente para três, seis, ou doze meses do seu custo de vida. O objetivo aqui é te dar tranquilidade de que as eventualidades da vida não irão te derrubar financeiramente.

Viva uma vida plena, mas sem extravagâncias caras. Busque ganhar mais não para gastar mais, mas para poder economizar um percentual maior do que ganha. Em pouco tempo seu patrimônio crescente produzirá frutos. Reinvista esses e, logo, poderá viver a vida que sempre quis, com a renda de seu patrimônio acumulado.

É simples, mas não é fácil. Se precisar de ajuda, conta comigo.

Patrimônio, liquidez, diversificação, conhecimento

Ia escrever um texto sobre a importância do patrimônio na nossa vida, mas aí me lembrei de uma situação particular e o texto tomou rumos diferentes antes mesmo de eu começar a escrever.

Diria que nos investimentos muitas vezes não nos damos conta de que patrimônio é tudo que se deve buscar como objetivo. Que no final das contas, o que conta é o número total que temos quando somamos tudo. Falo isso porque muitas pessoas ficam obcecadas em buscar investimentos mirabolantes que gerem lucros enormes, mas não conseguem sequer focar no básico que é guardar um pouco do que ganham todos os meses com o objetivo de investir esse dinheiro regularmente.

Um amigo me pergunta sobre a aquisição de uma sala comercial como investimento. Representa mais da metade de todo seu patrimônio. Os riscos não superam os benefícios. Se esta sala não estiver alugada, não pesará tanto em suas contas. Por outro lado, se qualquer imprevisto acontecer que exija dinheiro imediato, como uma doença de tratamento caro, não há como transformar isso em dinheiro rapidamente sem implicar em grandes perdas em uma venda apressada. Faltou diversificação na formação desse patrimônio. Ele não possui liquidez alguma no conjunto do que possui.

Conheci uma família que herdou uma praia inteira. Sério, centenas de terrenos em uma praia já formalmente constituída. Não sabiam dos negócios do pai em detalhes até que ele morreu. Um patrimônio sensacional a ser dividido entre seis irmãos. E aí, brigas em família, objetivos diversos e tudo mais, estão, ano a ano, dilapidando esse patrimônio. Um pouco de cooperação entre irmãos e uma boa assessoria poderia triplicar o valor do que possuem em poucos anos, gerando uma fonte de renda vitalícia para as seis famílias envolvidas. A falta de conhecimento e os ânimos acirrados, no entanto, estão jogando tudo isso no lixo. Todo ano cada um vende um ou outro terreno para pagar suas contas. Em breve não terão mais nada para desenvolver e aumentar o valor. A praia em questão precisa de infraestrutura básica, mas isso resolvido, terrenos mais longe da praia que hoje não valem nada passariam a valer ao menos três vezes mais. Ainda dá tempo de desenvolver algo, mas dentro de algum tempo, depois de consumidos os terrenos nobres que restam, não haverá mais como obter a liquidez necessária aos investimentos que precisam ser feitos na frente. E então, possuirão um patrimônio que não interessará a mais ninguém, até ser consumido em impostos.

Patrimônio é importante, mas precisa ser equilibrado com liquidez, diversificação e conhecimento de onde se planeja chegar.

Linha editorial

The Apartment. Billy Wilder.

Dizem que para ter sucesso no ambiente digital é preciso uma linha editorial bem definida. O que é isso? Porque é importante?

Uma linha editorial é simplesmente a definição dos tópicos que você costuma falar em sua comunicação. Inclui o assunto principal que você deseja transmitir, por exemplo, o uso dos consórcios como investimento no meu caso, mas também assuntos acessórios como finanças pessoais e tranquilidade financeira, para pegar tópicos relacionados, ou paternidade ativa, como um tópico extra, mas ainda assim, complementar.

Por fim, sua linha editorial pode e deve incluir assuntos que não estejam diretamente relacionados com o objetivo principal, mas que dão um alívio ao assunto ou simplesmente ajude seu público a lhe conhecer melhor. Gera intimidade, te mostra real, não uma figura construída artificialmente. Novamente citando meu caso, temos aquarelas e desenhos, temos computadores antigos e máquinas fotográficas velhas. Temos máquinas de escrever. Temos cadernos e rabiscos.

Note que esta última parte da minha linha editorial mostra o tipo de coisas que eu gosto, mas mais que isso, mostra coisas de um tempo em que as relações eram mais pacientes, construídas com o tempo. Pode parecer não haver relação com o consórcio de imóveis que trato como ferramenta de investimento, mas estão intimamente relacionadas. Assim como uma carta escrita a mão e enviada pelo correio, da mesma forma que uma foto que precisa ser revelada depois de batida, o consórcio possui um tempo de maturação até ser contemplado e gerar lucros. A tranquilidade financeira chega depois de um tempo em que economizamos todos os meses para formar uma reserva de segurança.

As coisas se entrelaçam. Mostrar quem sou e o tipo de relacionamento que prezo ajuda a atrair para meu negócio o perfil de investidor que busca coisas semelhantes a mim. Um investimento simples, automático, que deve nos acompanhar por toda a vida e nos proporcionar a tranquilidade que buscamos atingir.

Você busca uma forma de enriquecer rapidamente? Seu lugar não é aqui. Não acredito em pressa, acredito em qualidade e tranquilidade.

Vem comigo?

A importância de consultar um especialista ANTES de adquirir um consórcio

Ontem vendi seis consórcios. Poderiam ter sido dez. Não faz diferença para mim, o valor final seriam os mesmos R$ 800.000 em crédito. Em um dos casos teria vendido 10 cartas de R$ 80.000 cada, mas o negócio final ficou em uma carta de R$ 400.000 e cinco cartas de R$ 80.000 cada. Tudo para o mesmo cliente.

Diferente do que acontece as vezes, quando a pessoa que já comprou um consórcio X ou Y me liga para tirar dúvidas, desta vez o interessado ligou antes de fazer a compra. Conversamos por uns 40 minutos, não apenas sobre as possibilidades que ele tinha em mente (investir), mas também sobre outros fatores da vida dele que poderiam afetar as decisões futuras sobre o assunto.

Na conversa, ele contou que tinha comprado um apartamento na planta, para morar. Entrega em dois anos. Trocamos uma ideia sobre a maneira como iria quitar o saldo na entrega. Com o Plano Pontual da Rodobens ele conseguiria fazer a quitação dentro de dois anos, independente de contemplar ou não. É um plano que possui um financiamento integrado que pode ser usado sem juros depois de 24 prestações pagas, mesmo que o consórcio não tenha sido contemplado. Utilizando esse financiamento automático, a quitação do mesmo se dá no momento da contemplação.

Com menos de uma hora de conversa ele resolveu dois problemas. Se não tivesse essa consultoria prévia, ele teria adquirido planos bons, mas que não resolveriam as diferentes necessidades que tinha. Acabaria caindo em um financiamento tradicional na entrega do imóvel e pagaria muito mais de juros do que com o plano que acabou fazendo.

Um caso oposto aconteceu mês passado enquanto ainda estava na praia. Uma pessoa ligou perguntando sobre o investimento com os consórcios. Me disse que já tinha adquirido duas cartas de determinada administradora, e conhecendo os produtos desta, expliquei que, para o tipo de investimento que eu explico, essas cartas não seriam adequadas.

Ele realmente queria investir como faço. Uma conversa prévia teria evitado a compra errada. O pior é que só há dois caminhos: ou ele assume o erro e perde o que já pagou, cancelando essas cotas, ou mantém, e acaba com um prejuízo enorme, pois quando contemplar, não obterá o resultado desejado. Só que cancelar implica em assumir ter errado. E isso é difícil para algumas pessoas. Foi o caso. Me mandou mensagem uns dias depois dizendo que iria continuar e entraria em contato quando contemplasse. Desejei boa sorte, mas avisei que não adiantaria entrar em contato quando contemplasse. Como já tinha explicado, não teria como ajudar com aquelas cartas, elas não possuem liquidez no mercado e não conseguiria vendê-las com lucro. É difícil aceitar a realidade.

Compromisso por toda a vida

Minha esposa e eu, em nossa viagem ao Japão em 2011. Lá fizemos amizades por toda a vida.

Assumir um compromisso por toda a vida é tarefa difícil. O casamento é um deles. É fácil assumir um compromisso por toda a vida quando tudo está bem. Difícil é manter esse compromisso nos momentos em que as coisas complicam.

Com os investimentos é parecido, um compromisso por toda a vida. Também neles é fácil quando acabamos de encontrar um emprego, quando ganhamos um aumento ou enquanto ainda não temos família e filhos para alimentar, mas aí chega a vida real e nos mostra que manter esse tal investimento todos os meses, sem falta, não é tão simples assim. Nessa hora os investimentos acabam.

Sempre tive dificuldade com a regularidade. É diferente de não assumir seus compromissos. É esquecimento, é mudança de foco, é concentração tão grande em uma coisa nova que a anterior fica eclipsada. É dizer que todo mês vai investir em algo, mas os estudos levam a outro tipo de investimento e aquele original é esquecido por um tempo. E quando pensamos em voltar, já é tarde.

Outro inimigo da regularidade é ir com muita sede ao pote. Sofro disso também. Quando gosto de determinado investimento quero investir tudo de uma vez. As vezes, mais do que devia. A realidade chega e exige que eu desfaça uma parte da posição. Em um momento inadequado.

Encontrei nos consórcios de imóveis uma ferramenta para manter o compromisso regular de investimento. Todo mês chega a prestação. Pago primeiro a mim mesmo. Ao mesmo tempo, não vou com muita sede ao pote. Não há como investir uma bolada toda de uma vez, é prestação por prestação, mês a mês, um por vez. Já fiz mais consórcios do que a renda mensal permitia. Chamo isso de tocar fogo na bunda. Assumo um compromisso maior do que poderia e então levanto a bunda da cadeira e faço a realidade se dobrar ao novo patamar.

E você, investe regularmente? Consegue cumprir a regra número um dos investimentos, que é pagar primeiro a si mesmo? Deixa eu te ajudar nisso.

Meu compromisso é por toda a vida.