Isso não é possível

Diz o mestre a seu discípulo:

– Quando você começar seu caminho, vai encontrar uma porta com uma frase escrita. Volte e me conte qual é esta frase.

O discípulo se entrega de corpo e alma à sua busca. Chega um dia em que vê a porta, e volta até o mestre.

– Estava escrito, no começo do caminho: ISSO NÃO É POSSÍVEL, diz.

– Onde estava escrito isso, num muro ou numa porta? – Pergunta o mestre.

– Numa porta – responde o discípulo.

– Pois coloque a mão na maçaneta e abra.

O discípulo obedece, como a frase está pintada na porta, também vai se movendo com ela, com a porta totalmente aberta, ele já não consegue mais enxergar a frase e segue adiante.

* É hora de acreditar em nossos sonhos e começar nossa caminhada, pois, quando atingirmos nossos objetivos nada mais será impossível!

Quanto custa?

Um navio carregado de ouro, revestido de todo o cuidado e segurança, atravessava o oceano quando, de repente, o motor enguiçou.

Imediatamente, o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo.

O técnico chegou de helicóptero e trabalhou durante uma semana, porém sem resultados concretos.

Chamaram então o melhor engenheiro naval do país. O engenheiro trabalhou três dias inteiros, sem descanso, mas nada conseguiu. O navio continuava enguiçado.

A empresa proprietária do navio mandou, então, buscar o maior especialista do mundo naquele tipo de motor. Ele chegou, olhou detidamente a casa das máquinas, escutou o barulho do vapor, apalpou a tubulação e, abrindo a sua valise, retirou um pequeno martelo. Deu uma martelada em uma válvula vermelha (que estava emperrada) e guardou o martelo de volta na valise.

Mandou ligar o motor e este funcionou perfeitamente na primeira tentativa.

Dias depois, chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação.

Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou US$ 700. O engenheiro naval cobrou, por três dias de trabalho, US$ 900. Já o especialista, por sua vez, cobrou US$10,000.00 pelo serviço.

Atônito com esta última conta, o Diretor Financeiro da empresa enviou um telegrama ao especialista, perguntando: “Como você chegou a esse valor de US$10 mil por cerca de 1 minuto de trabalho e uma única martelada?”

O especialista, então, enviou as seguintes especificações, no cálculo dos seus honorários profissionais à empresa :

– Por dar uma martelada…………………………………… US$1

– Por saber exatamente onde bater o martelo… US$ 9.999

“O que vale, na prática, não é dar a martelada, mas saber onde bater o martelo. A martelada você pode até, delegar para outro”…

Cinco grandes lições

Primeira importante lição

Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última que era:

“Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?”

Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?

Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.

“É claro!”, respondeu o professor. “Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples “alô”. Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

Segunda lição importante

Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana, do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:

“Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado. Sinceramente, Mrs. Nat King Cole”

Terceira importante lição

Sempre se lembre daqueles que te serviram. Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.

– “Quanto custa um sundae?” ele perguntou.

– “50 centavos” – respondeu a garçonete.

O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.

– “Bem, quanto custa o sorvete simples?” ele perguntou.

A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete perdendo a paciência.

– “35 centavos” – respondeu ela, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:

– “Eu vou querer, então, o sorvete simples”.

A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou, deixou o dinheiro do lado do prato do sorvete e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas – ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

Quarta importante lição

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou requer mover a pedra dali. De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu: “Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição”.

Quinta importante lição

Dando quando se conta. Há muitos anos, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la. O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu vi ele hesitar um pouco mas depois de uma profunda respiração ele disse: – “Tá certo, eu topo já que é para salvá-la…”. À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu (sentiu aquele mal estar comum quando se doa sangue). Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:

– “Eu vou começar a morrer logo?”

Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar irmã! Pois é, compreensão e atitude são tudo.

Lembre-se:

“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro.
Ame como se você nunca tivesse se machucado.
Dance como você dançaria se ninguém estivesse olhando.”

O que você faz?

Muitas vezes os amigos nos fazem essa pergunta e caso não sejamos médicos, advogados, contadores, dentistas, entre outras profissões bem conhecidas, podemos ter certa dificuldade em explicar exatamente “o que fazemos”.

Mesmo os profissionais citados anteriormente podem ter essa dificuldade. São médicos com alguma especialidade pouco conhecida ou advogados especializados em assuntos estranhos ao grande público, por exemplo.

Mas acredito que o pessoal que trabalha com computadores são os que mais sofrem dessa sindrome. Hoje em dia, os computadores fazem parte de nossa vida de tal forma, que é impossível não conhecer alguém que “mexe com computador”. E as necessidades que aparecem a cada dia faz com que essas pessoas precisam estar em constante evolução. Por isso, a pergunta “o que você faz?”, pode ter uma resposta hoje e outra resposta na semana que vem.

Vamos a um exemplo prático. Eu trabalho com informática. O que isso pode dizer? Que eu instalo computadores nas casas das pessoas? Que eu vendo computadores? Que eu resolvo os problemas quando o computador para de funcionar?

Vou ser um pouco mais específico então. Eu trabalho com Internet. Não ajudou muito… Eu tenho um provedor de acesso? Um provedor de hospedagem de sites? Faço sites para as pessoas e empresas?

Como dá para notar, a coisa não é tão simples assim. E o que piora ainda mais, é que muitas das coisas que faço não são comuns às pessoas que não trabalham com isso. E isso gera uma pequena frustração velada entre os amigos. Eles querem ajudar, indicar conhecidos que possam precisar dos nossos serviços, mas como fazer isso se nem eles sabem direito o que fazemos.

Aí nasce a nescessidade de definirmos nosso foco, sabermos o que fazemos e quem pode precisar dos nossos serviços. E então, o principal de tudo isso, contar aos amigos! Nada dá mais alegria a um amigo verdadeiro que saber que ajudou seu companheiro a arranjar um trabalho, a fechar um negócio. E cabe a nós facilitar a tarefa dos nossos amigos se quisermos contar com a ajuda deles.

Lembrando sempre que não basta sabermos o que fazemos. Temos que fazer bem feito, afinal, não queremos deixar nossos amigos em maus lençois por uma indicação ruim.

Eu sou empresário. Tenho duas empresas principais. Uma desenvolve sites para a Internet. A outra, hospeda sites em nossos servidores e instala servidores para clientes que desejam ter seus próprios equipamentos de uso exclusivo.

Geralmente, tenho que explicar que para ter um site é necessário um provedor de hospedagem para dar “uma casa” para ele. Tenho que explicar que meu servidor é como “um condomínio fechado” onde o site do cliente tem seu endereço. E como na vida real, tem gente que prefere ou que precisa construir seu próprio prédio (usar seu próprio servidor exclusivo).

Como deu pra notar, mesmo explicando o que faço nos dois parágrafos acima, ainda está um pouco vago. Tem muita coisa que faço que não está devidamente explicitado. E muita coisa que não faço, que pode ser incluída na descrição mais genérica que escrevi.

Para resolver isso, o jeito mais simples é dar meu cartão. Nele tem o endereço do site da minha empresa (www.OpenWeb.com.br), onde todos podem ler cada um dos nossos serviços, com a explicação mais detalhada deles.

E você, o que faz?

A estrada para o futuro

Esse artigo começou como resposta a um e-mail do meu amigo Gustavo Lopes, de Goiania. Acabou ficando maior do que imaginei. Achei que o conteúdo poderia ser útil a bastante gente, então reescrevi algumas partes para deixar o sentido mais amplo.

Falo sobre algumas empresas de Marketing de Rede (MMN) das quais faço parte, mas apenas superficialmente. Na verdade, o texto fala sobre nossas aspirações profundas, aquilo que realmente gostamos de fazer. Claro que a vida não é um conto de fadas, onde podemos fazer o que quisermos. Mas ela pode ser levada de forma bem mais tranquila quando sabemos dosar nossos desejos com nossas obrigações.

Trabalhar com uma empresa de Marketing de Rede é uma experiência bastante interessante. Principalmente se nunca tivemos nenhuma experiência em ter um negócio próprio. Mas algumas pessoas cometem o erro de largar a estabilidade de seus empregos muito antes do momento certo para isso. Muitos fazem isso por detestar seus empregos. Outros, por acreditar que podem ganhar mais com dedicação exclusiva ao Marketing de rede.

A idéia é não se dedicar exclusivamente a um MMN. Nos dois artigos anteriores que publiquei sobre MMN, um fala de quando devemos largar nosso emprego atual para fazer MMN em tempo integral. O outro, fala a verdade sobre o sucesso imediato em Marketing de Rede. É muito fácil, para quem trabalha a anos com MMN, por exemplo, falar que o negócio é fácil, que qualquer um consegue ganhar rios de dinheiro em pouco tempo. A verdade, nua e crua, é que a coisa não é tão simples assim. Nem tão rápida assim.

Eu até já ganho alguma coisa com a Herbalife, uma das empresas de marketing de rede com que trabalho, mas exclusivamente com vendas, nada com rede. Já no Caixa Rápido, outro empreendimento de MMN, minha rede está começando a crescer, mas não estou preocupado com a velocidade com que isso acontece. É algo que faço no tempo livre, não me custa nada. E com certeza vai me dar algum retorno no futuro.

Sobre a Tianshi, a terceira empresa de que participo, ninguém aqui em Porto Alegre conhece os produtos. Vai demorar um tempão para as pessoas conhecerem. Se eu quiser ganhar com isso, simplesmente tenho que me tornar vendedor deles. Só que como a empresa trabalha com MMN, eu seria um vendedor sem salário, só com comissões. Tudo bem, eu poderia então formar uma “equipe de vendas”, e ganhar comissões maiores com isso. Ainda assim, eu seria um gerente de equipe de vendas. Quando eu crescesse mais na empresa, eu poderia gerenciar várias equipes de venda. Eu então me tornaria um dos “presidentes” da empresa (ou Leão de Sei lá que Pedra Preciosa, no caso da Tianshi). Ainda assim, eu seria um funcionário, sem carteira assinada, sem salário, e dependeria das minhas comissões.

Mas o pior não é tudo isso. Eu trabalharia a vida toda para uma ou duas empresas de MMN. Elas ganhariam rios de dinheiro com o meu trabalho. Eu mesmo ganharia rios de dinheiro com isso. Mas no final, quando fizermos o balanço da vida, a gente descobre que trabalhou a vida toda para uma empresa ou duas, em troca de dinheiro.

Isso vai completamente contra o que o Kiyosaki fala nos livros. Não que o Kiyosaki seja o senhor da verdade, ninguém o é. Mas o que ele escreve nos livros sobre sermos donos de nossas próprias empresas é exatamente o meu pensamento, muito antes de ouvir falar nos livros e idéias dele. Exatamente por isso, ser vendedor de outra empresa vai completamente contra o que eu sempre quis da minha vida. Eu sempre quis ser o dono dos meus próprios negócios. E tenho tido um bom sucesso nisso. Eu nunca quis ser o melhor vendedor do negócio dos outros. Eu sempre quis ser o melhor vendedor dos meus próprios produtos e serviços.

É por esse motivo extremamente simples que eu não desenvolvo nenhuma empresa de Marketing de Rede, se isso depender de esforço real da minha parte. Porque simplesmente não quero ser o melhor vendedor dos outros. Quero ser o melhor vendedor para mim mesmo.

Não acho a idéia do Marketing de Rede uma má idéia, muito pelo contrário. Tanto assim, que participo de empresas de Marketing de Rede. E acredito ajudar muito meus downlines. Ajudo eles mantendo-os focados em vencer as dificuldades. Ajudo, mostrando que o caminho não é fácil, mas que é muito mais recompensador que trabalhar todos os dias das 7h às 18h. Ajudo eles ensinando o pouco que sei sobre poupança e investimentos. Ajudo eles e outros mais, publicando as idéias, minhas e de muitos amigos, no site Moeda Corrente.

O objetivo de atingir a independência financeira é bastante louvável. Querer nosso próprio bem e o de nossa família é algo maravilhoso. Mas não podemos esquecer da importância do caminho que trilhamos para atingir este objetivo. No final das contas, a vida não é medida pelo que conseguimos ganhar, e sim, pelo caminho que percorremos para chegar lá.

Os maiores índices de suicídio do mundo estão entre a minoria muito rica. A maior parte, entre os que herdaram grandes fortunas e pessoas que já nasceram ricas. Acredito que isso se deva a uma falta de perspectiva de crescimento pessoal, ao tédio de ter tudo o que quer, ao desespero de não saber se as pessoas se aproximam delas apenas pelo dinheiro. Quem trabalhou a vida toda para alcançar esse Nirvana, nunca teve tempo para se preocupar com essas coisas menores. Sempre estiveram focados no bem que podem fazer a sí e aos outros, com tudo o que construiram.

O futuro será cada vez melhor, na medida em que entendemos que o caminho para ele é que faz isso possível. Para finalizar, deixo uma historinha que muitos já devem conhecer, mas vale a pena ser lembrada de vez em quando…

O executivo e o pescador

Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.

O executivo chega perto e diz:

– Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?

– Tudo bem, doutor.

– Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?

– Como assim? – Respondeu o pescador.

– Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto – disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.

– Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri? – Perguntou calmamente o pescador.

– Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro. Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa…

– Mas isso eu já tenho hoje! – respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.

Um ótimo futuro para todos!

Fabricio Peruzzo, 08/10/2003.

A verdade sobre sucesso imediato em Marketing de Rede

Li estes dias um texto excelente, que explica de forma muito clara a verdade sobre as histórias de sucesso imediato em marketing de rede. Esse tipo de sucesso é raro. E quando ocorre, geralmente existe uma boa razão.

Muitas vezes vocês podem ouvir algum dos palestrantes em um treinamento ou oportunidade de negócios falando:

“Eu entrei a pouco tempo, falei com algumas pessoas e, puxa vida, em apenas um mês…

… Eu cheguei no topo do plano de remuneração e eles precisaram de um caminhão para levar meu cheque gigante de bônus mensal!”

Bom, o que o palestrante falou pode ser verdade. Ele chegou ao topo e fez isso rápido.

Infelizmente, por causa de restrições no tempo da reunião, o palestrante não chegou a contar a história completa.

Vejam só, a razão pela qual o palestrante patrocinou tantas pessoas em sua organização em apenas 30 dias pode ter sido por que:

Ele tinha 20 anos de experiência em marketing de rede.


Ele tem muitos contatos, relacionamentos e amigos que o conhecem, confiam nele e o respeitam. Sendo eles também experientes em marketing de rede, eles foram capazes de patrocinar várias pessoas rapidamente também. O palestrante tinha 20 anos de preparação para este “sucesso imediato em apenas um mês.”

Ou por que…

O palestrante bateu porta-a-porta em sua cidade e todo mundo com quem ele falou entrou na empresa.


Pena que não houve tempo durante a apresentação para mencionar que o pai dele era o prefeito da cidade, dono de todas as casas, e que os locatários se sentiram obrigados a fazer o que o filho dele sugeriu.

Ou por que…

O palestrante trabalhou como professor por 40 anos na comunidade.


Todo mundo na cidade conhece ele e o respeita. Na verdade, ele ensinou a maioria dos moradores da cidade. Como dizer não à pessoa que costumava te fazer apagar as borrachas?

Sucesso imediato? Acho que não.

Você tem que conquistar seu sucesso no marketing de rede. É por isso que algumas pessoas crescem mais rápido que outras.

Então, se você não tem nenhum amigo, as pessoas lhe odeiam, ninguém lhe respeita, bom, você precisa começar a construir alguns novos relacionamentos para fazer seu negócio iniciar. Uma vez construídos os relacionamentos, seu negócio irá crescer.

Boa prospecção!

Quando largar seu emprego para se dedicar ao MMN em tempo integral?

Quando eu devo largar meu emprego e me dedicar em tempo integral ao marketing de rede?

Nas últimas semanas o pessoal de uma das listas de discussão que eu participo estava discutindo sobre marketing de rede. Uma das conclusões a que eles chegaram é que uma das maiores razões para as pessoas entrarem em um negócio de marketing de rede é por que elas odeiam seus empregos.

O objetivo dessas pessoas é ganhar dinheiro suficiente para poder largar seus empregos atuais. Isso lhes trará a independência financeira? Provavelmente não.

Por exemplo, digamos que Paulo ganhe R$ 2.500 mensais em seu emprego.

Esses R$ 2.500 mensais pagam as despesas de Paulo e sua família.

Enquanto ele está construindo seu negócio de marketing de rede, seu cheque do trabalho em tempo parcial de R$ 1.000 mensais representa renda extra que não é necessária para pagar seus gastos pessoais.

É dinheiro extra, sem destino definido.

Esses R$ 1.000 extras todo mês poderia pagar viagens, carros luxuosos, diversão, pagar dívidas, ou poderia ser economizado para a aposentadoria ou investido para segurança financeira. A vida é boa com dinheiro extra para gastar como quisermos.

Mas o que acontece quando o cheque de bônus do marketing de rede do Paulo alcança R$ 2.500 por mês?

Ele comete o erro devastador para sua carreira no marketing de rede. Ele larga seu emprego.

Agora os R$ 2.500 mensais que Paulo ganha com o marketing de rede pagam as despesas de Paulo e sua família. Não há dinheiro extra ou dinheiro para a diversão. O orçamento é apertado. Paulo examina seu volume de vendas todos meses desejando que seu cheque não baixe de R$ 2.300.

Viram a diferença?

Os empresários em marketing de rede de sucesso que eu conheço mantém seus empregos e investem seus cheques do marketing de rede. Depois de alguns anos eles estão financeiramente independentes por causa de seus investimentos.

Então, eles largam seus empregos. Seus investimentos pagam as despesas mensais enquanto seus cheques do marketing de rede são gastos em férias e outras atividades divertidas.

“Todo o progresso é baseado no desejo universal de todo ser humano de viver além de seus rendimentos.” — Samuel Butler.

A Mágica do Tempo Parcial.

Em Marketing de Rede, você pode iniciar esse milagre de adquirir a independência financeira construindo seu negócio em tempo parcial.

Jim Rohn fala frequentemente:

“Lucros são melhores que salários.
Salários permitem as pessoas viver;

Lucros permitem que elas obtenham uma fortuna.”

Se você perguntar para Jim Rohn sua opinião sobre marketing de rede, ele diria algo tipo…

Digamos que você dedique 10-15 horas semanais para seu negócio de marketing de rede e você começa a ter lucro. Isso é o que você pode dizer.

“Eu trabalho tempo integral em meu emprego e tempo parcial em minha fortuna. Mas não vai demorar para eu passar a trabalhar tempo integral em minha fortuna… você pode imaginar como minha vida será?”

Seu próximo objetivo pode ser ganhar em tempo parcial com seu negócio de marketing de rede o mesmo valor que você ganha em tempo integral com seu emprego.

Isto não deve demorar muito se você fizer isso direito e aprender as noções básicas. Alguns fizeram em 6 meses, alguns em 2 anos, alguns demoraram um pouco mais.

Aqui está o que você pode dizer agora:

“Eu descobri uma forma de trabalhar tempo parcial na minha fortuna, e eu estou ganhando tanto dinheiro nisso quanto ganho em meu emprego em tempo integral. Gostaria de ouvir minha história?”

Incrível!

Seu próximo objetivo pode ser ganhar duas vezes mais dinheiro trabalhando em tempo parcial em sua fortuna do que ganha trabalhando tempo integral em seu emprego. Olhe agora a sua história.

“Descobri uma maneira, através desta oportunidade única, de trabalhar em minha fortuna. E hoje, estou ganhando duas vezes mais trabalhando em tempo parcial do que ganho trabalhando tempo integral em meu emprego. Gostaria de ouvir minha história?”

Muitos de seus prospects trabalham tempo integral em seus empregos. Praticamente todos irão dizer:

“Sim! O que você está fazendo!?”

É um convite incrível, uma história eletrizante que você pode construir sem largar seu emprego.

“Desde que deixei meu emprego, durmo como um bebê.
A cada três horas eu acordo e choro.”

— Distribuidor Anônimo

Você pode imaginar como é acordar de manhã sabendo que pode trabalhar tempo integral em sua fortuna? Os exemplos são muitos.

Se você insiste em largar seu emprego, aqui segue uma boa regra geral para seguir:

Quando seu negócio de marketing de rede em tempo parcial igualar seu emprego em tempo integral por três meses consecutivos, apenas assim você deve pensar em considerar largar seu emprego e se dedicar tempo integral ao marketing de rede.

Tenho um amigo que tem uma estratégia interessante sobre este conceito. Ele pediu a seu empregador para deduzir 100% do salário de seu emprego em tempo integral para o imposto de renda! Por que?

Isto ajuda a pagar o imposto que ele deve em seu crescente negócio em marketing de rede!

Ele hoje conta a seus prospects: “Meu negócio em tempo parcial está indo tão bem, que eu uso todo o salário de meu emprego em tempo integral apenas para pagar meu imposto de renda! Você gostaria de ouvir minha história?

Boa prospecção!

Sobram vagas

Você acredita que é possível ganhar de R$ 500 a R$ 3.000, trabalhando em casa? Provavelmente não. Afinal, tudo que parece bom demais para ser verdade, costuma não ser. De qualquer modo, você já deve ter notado a quantidade de anúncios classificados, panfletos, cartazes e outros meios de divulgação prometendo esses resultados por aí, não é mesmo? Eles estão por toda parte…

Então eu pergunto: por que há tanta gente envolvida nisso? Será que funciona? Será que é ilegal? Você gostaria de saber do que se trata? Se fosse uma oportunidade real de mudar a sua vida, você estaria preparado para aceitá-la? Ou descartaria de imediato, como vem sempre fazendo?

Eu não sei qual é a sua experiência nisso, mas recomendo que você baixe suas armas e preste muita atenção no que vou dizer: nem todos os anúncios têm a mesma origem. Portanto, não existe uma resposta fácil para qualquer dessas perguntas. Não dá para saber se a oportunidade é verdadeira pelo anúncio, simplesmente porque há inúmeras empresas usando estratégias parecidas para divulgarem seus negócios. Algumas são fraudulentas, outras mal-intencionadas… e muitas têm algo realmente bom a oferecer.

Parece óbvio, mas a grande maioria das pessoas se fecha às oportunidades que surgem por puro preconceito. Elas tiveram alguma experiência negativa ou escutaram alguém falar de negócios que não deram certo, e pensam que todas as oportunidades que existem se referem à mesma empresa, produto ou situação. Enfim, passam a vida inteira falando mal das pessoas que desenvolvem esse tipo de negócio, sem conhecer.

Não seja tão ingênuo. Que tal investigar um pouco mais sobre negócios domiciliares antes de assumir uma postura definitiva? Mesmo que você não se interesse em construir esse tipo de negócio, poderá ajudar os amigos e parentes que se envolverem.

O PRODUTO “OPORTUNIDADE”

Está claro que o desemprego chegou para ficar. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, o mercado de trabalho vem sofrendo grandes transformações. Hoje, não se têm as mesmas garantias do passado e está cada vez mais difícil manter uma posição.

Diante deste quadro, quantas pessoas estão ociosas por falta de emprego? Faz sentido imaginar que o medo de perder o posto obriga àqueles que estão empregados a aceitarem condições piores de trabalho e salários mais baixos?

Ao mesmo tempo em que o trabalho formal vem sendo desvalorizado a cada dia, basta olhar para os lados para perceber a maior obsessão das empresas: conquistar e fidelizar seus clientes. São promoções, publicidade, condições de pagamento a perder de vista, enfim, vale tudo para sobreviver mais um dia nesse mercado.

Nunca, em qualquer tempo, tantas empresas surgiram e desapareceram tão rápido quanto agora. Ou seja, a competitividade que existe entre os seres humanos para conseguir empregos, é praticamente a mesma que as existe entre as empresas, para conseguir clientes.

Percebendo isso, alguns empresários resolveram unir o útil ao agradável. Eles começaram a oferecer oportunidades para as pessoas insatisfeitas com o mercado de trabalho formal, da seguinte forma: “quanto mais vocês me ajudarem a expandir as vendas, mais dinheiro eu estou disposto a pagar”. Criou-se, então, o produto “Oportunidade” para empreendedores autônomos de todo tipo: vendedores, treinadores, administradores e pessoas comunicativas em geral.

Faz sentido, não? Claro que faz!

O DISTRIBUIDOR INDEPENDENTE

Talvez você nunca tenha ouvido falar nesta profissão, mas já existem mais de um milhão de brasileiros trabalhando como Distribuidores Independentes. Não é incrível? Este é o mercado de Vendas Diretas, que faturou R$ 3,6 bilhões e cresceu 21% no último semestre, segundo a ABEVD – Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas.

O que os Distribuidores Independentes fazem? De um modo geral, apresentam os produtos e serviços dessas empresas para o maior número de pessoas possível. Fazem demonstrações, palestras e realizam vendas para começar, mas a atividade de vendedor costuma ser apenas o início do seu próprio negócio. É um ganho imediato que, dependendo da empresa, pode chegar tranqüilamente aos números divulgados por aí.

Basta fazer a conta: a maioria das empresas oferecem 30% de descontos sobre o preço sugerido à venda, para seus Distribuidores Independentes. Ou seja, um determinado produto que custa R$ 100 ao cliente final, é adquirido pelo Distribuidor por R$ 70. Dependendo da empresa, os números podem variar, mas o fato é que se você fizer apenas uma venda por dia, e vender de vinte a trinta itens no mês, irá movimentar algo em torno de R$ 2.000 em vendas ao cliente final, colocando no bolso aproximadamente R$ 600.

É pouco? Talvez seja pra você, mas eu sugiro que enxergue o mercado como um todo. Quantas pessoas no Brasil trabalham dia e noite para ganhar bem menos que isso? Quantas estão dispostas a trabalhar e não conseguem ser absorvidas pelo mercado formal? Quantas querem uma oportunidade para reconquistar sua auto-estima e sustentar suas famílias com dignidade? Milhões é a resposta.

Portanto, se você acha pouco receber R$ 600 sobre as próprias vendas, que tal receber R$ 1.500, R$ 3.000 ou até R$ 10.000 por recrutar e treinar essas pessoas?

Sim, como eu disse antes, a venda direta é apenas o início deste tipo de negócio. Todos começam realizando vendas pessoalmente, mas à medida em que se desenvolvem como líderes e formadores de equipes produtivas, os Distribuidores Independentes podem se tornar grandes empreendedores autônomos, gerenciando redes espalhadas por todo o País e pelo mundo.

Se você é um bom treinador, determinado a aprender as melhores técnicas e se aprimorar a cada dia, pode começar com cinco, depois dez, vinte, cem… até alcançar mil Distribuidores ativos em sua equipe, no prazo de dois a cinco anos. Considerando os números acima, você pode gerar um volume de negócios de R$ 2.000.000 mensais para a sua empresa. Se um dia você receber 1% disso, estamos falando em um ganho aproximado de R$ 20.000/mês.

Você pode alcançar resultados expressivos, mas o potencial de crescimento não é o mais importante. O fundamental é entender que todos começam do mesmo ponto, sem a necessidade de fazerem grandes investimentos. Ou seja, você pode iniciar um negócio domiciliar com apenas R$ 200 e, daqui a cinco anos, gerenciar um mercado de distribuição milionário. Só depende de você!

DICAS E ARMADILHAS

O sistema faz sentido e os números estão aí para provar que funciona. Em 2002, pouco mais de 1 milhão de brasileiros movimentaram o equivalente a R$ 6,9 bilhões. Nos Estados Unidos, foram mais de 12 milhões de distribuidores e US$ 28 bilhões em vendas.

O negócio de vendas diretas funciona e vai muito bem, obrigado!

Entretanto, é natural que nem todas as empresas deste setor sejam prósperas e vencedoras. Sabemos que nem todos os produtos comercializados têm qualidade compatível com os preços praticados, nem todos os profissionais são éticos… enfim, podemos encontrar os mesmos problemas em qualquer outra indústria.

Além disso, são comercializados diferentes tipos de produtos, nos segmentos de cosméticos, nutrição, cuidados pessoais, cuidados com a casa, roupas e praticamente tudo que você pode imaginar. Algumas empresas priorizam o ganho imediato e oferecem um plano de carreira mais simples. Outras, querem expandir rapidamente e valorizam o potencial de ganhos a médio e longo prazos. Ou seja, há oportunidades para todos os gostos. Cabe a você distinguir as melhores oportunidades para o seu perfil.

Uma sugestão que vale ouro: jamais se envolva em uma companhia sem conhecer e testemunhar a qualidade de seus produtos/serviços. Você precisa enxergar o valor do que está vendendo para o negócio funcionar ao longo do tempo. Qual o benefício real que você estará levando para as pessoas? O produto tem um preço compatível ou você está interessado apenas na oportunidade de ganhar dinheiro? Tenha a consciência limpa. Isso é indispensável para alcançar o sucesso pessoal e profissional.

Outra coisa: certifique-se de que a estratégia utilizada pela empresa e seus treinadores são sustentáveis e compatíveis com seus valores éticos. Infelizmente, existem empreendedores que cometem alguns abusos na tentativa de buscar atalhos para o sucesso. Além de não conseguirem resultados duradouros, acabam prejudicando o trabalho de quem atua corretamente.

Por exemplo, há Distribuidores Independentes que se utilizam da prática de SPAM (e-mail comercial não-solicitado) para promoverem suas oportunidades. Isso é uma forma errada de desenvolver qualquer negócio, pois além de comprometerem seriamente a própria imagem, prejudicam a empresa e os demais distribuidores. Para cada pessoa interessada, a prática de SPAM gera centenas ou milhares de descontentes, falando mal do sistema. Ou seja, é uma prática muito similar às queimadas que esgotam o solo rapidamente.

Portanto, se você deseja construir um futuro de sucesso, cuide bem de suas raízes. Respeite consumidores e parceiros potenciais, oferecendo algo de real valor. Não aumente, nem invente. A oportunidade de vendas diretas é muito positiva e funciona no tempo certo, se você estiver disposto a trabalhar e se desenvolver como profissional.

QUEM PODE FAZER?

Aí é que está o grande diferencial deste mercado. Todas as empresas de Vendas Diretas querem vender mais e oferecem estrutura para atender um número ilimitado de Distribuidores Independentes. Por isso, sobram vagas!

Além disso, por não haver qualquer limitação quanto à experiência, faixa etária, formação profissional, o mercado de vendas diretas acolhe todo tipo de pessoa. A única seleção que existe está relacionada a sua vontade de iniciar algo novo e investir o tempo necessário em seu próprio aprendizado. Se você quer, você pode!

Algumas pessoas podem iniciar seus negócios de venda direta em meio expediente, para não abandonarem sua fonte de renda principal. Depois, à medida em que os resultados aparecem, podem se dedicar mais e assim por diante.

Outra coisa importante: por lidarem com pessoas de origens tão diferentes, as empresas de vendas diretas investem muito em capacitação profissional. Todas oferecem cursos e materiais de apoio bem elaborados, que visam ensinar passo-a-passo o que você precisa para galgar os degraus do sucesso.

Neste mercado, não há privilégios para quem tem formação A, B ou C. O diferencial está na determinação de cada um. Pode ser até que uma pessoa com nível superior ou capital para investir comece um pouco mais rápido, mas essa diferença desaparece logo nos primeiros passos da caminhada. A prova disso é que as principais histórias de sucesso deste mercado são de pessoas que começaram da base, com pouco ou nenhum recurso.

A verdade é que não há ganho sem dor. Este é um negócio sério como outro qualquer. É preciso trabalhar com afinco e se desenvolver diariamente para chegar a algum lugar.

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Sergio Buaiz
Publicitário, escritor, consultor e conferencista. Autor do livro “Marketing de Rede – A Fórmula da Liderança”, é membro do Conselho Editorial da Revista VENCER!, Embaixador da Universidade do Sucesso e Diretor de Projetos da Comunidade BeFriends. Visite seu site pessoal: http://www.buaiz.com

Livro do Fabrício

Este livro é minha modesta tentativa de mostrar a sabedoria de um dos melhores livros que já li: O Homem Mais Rico da Babilônia, de George Clason. Os ensinamentos e a narrativa são semelhantes ao original, porém transcritos para os dias atuais, com os problemas vividos por muitas pessoas em todo esse nosso Brasil.

O livro conta a história de Marcelo e Paulo, dois amigos cansados de passar mês após mês sem dinheiro no bolso. Eles até ganham um bom dinheiro com seus trabalhos, mas sempre acabam o mês com a carteira vazia. Saiba como eles conseguiram sair desta rotina de ganha-gasta sem fim. Saiba o que é necessário para viver uma vida cheia de riquezas, sem preocupações com o tempo que o salário deve durar. Aprenda a gerar uma renda extra que pagará todas suas contas, independente de você trabalhar ou não.

Qualquer dos personagens poderia ser eu ou você, leia o livro e escolha quem você quer ser no futuro, com que personagem você mais se identifica. E parta para a ação, caso se identifique com algum personagem que não lhe agrada. Todos temos um futuro brilhante à nossa frente. Devemos apenas tomar a atitude de viver nossa vida como ela merece ser vivida. Não podemos deixar acontecer o que fala aquela famosa música: ‘deixa a vida me levar, vida leva eu…’

Tomemos o controle de nossa existência, façamos o que é necessário para alcançar tudo o que, com certeza, todos merecemos. Para isto, precisamos de exemplos fortes e honestos em quem nos espelhar. Precisamos estudar cada vez mais sobre o funcionamento do jogo da vida. Precisamos saber as regras e jogar para ganhar.

Sigam comigo nesta jornada. Ao final, um mundo de riquezas e felicidade espera por todos nós. Nossa jornada só depende de uma coisa: um desejo ardente e insubstituível de “chegar lá”. Uma vontade incomensurável de vencer na vida. Todos podemos conseguir, independente de nossas condições iniciais. Eu consegui, você também consegue.

Estou escrevendo o livro e enviando os capítulos para os assinantes do Informativo Moeda Corrente. Para ler os capítulos já publicados, basta se cadastrar na página do YahooGrupos. É gratuito.

A decisão é sua. A informação é aqui!

MoedaCorrente, sua fonte de informação para a independência financeira!

Fabrício S. Peruzzo, setembro de 2003.

Adams Óbvio, notas do autor

Notas do autor, muitos anos mais tarde.

Cinco maneiras de testar o óbvio.

Cinco caminhos criativos para reconhecer o óbvio.

Cinco maneiras de testar o óbvio.

Em 1916, quando o livro “Adams Óbvio” foi publicado pela primeira vez, achei que levar os homens de negócios a fazer o óbvio seria fácil: bastaria apontar a solução óbvia ou o caminho a seguir.

Eu estava completamente errado. Descobri que, na maioria das situações, figurativamente, quase se todos nós vamos de New York a Mineápolis, via New Orleans, ao invés de pegarmos a rota mais direta e óbvia.

O problema é que o óbvio tende a ser tão simples e comum, que não tem apelo à imaginação. Todos nós gostamos de idéias inteligentes e planos engenhosos, que sejam algum motivo de conversa na hora do almoço. Há alguma coisa a respeito do óbvio que é, Santo Deus, tão óbvio….!

Em todas as atividades, o óbvio sempre funciona. Nos negócios, ele é seguro e lucrativo.

Então fiz uma segunda descoberta: somos inclinados a exagerar na busca do óbvio. Tentamos encontrá-lo através do raciocínio lógico.

O pensamento lógico é um dos processos mentais mais cheios de armadilhas. O que elegemos como solução óbvia ou o caminho a seguir muitas vezes não é, de forma alguma, o óbvio, mas mera racionalização.

Como, então, reconheceremos o óbvio?

Através dos anos, desenvolvi cinco maneiras de testar o óbvio. Não são 100% seguras. Nada é totalmente seguro neste mundo complexo e mutante em que vivemos. Mas estas são as normas práticas para checá-lo.

A PRIMEIRA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO, eu copiei do Sr. Kettering, da General Motors, que mandou colocar uma placa no Edifício da GM, em Daytona:

“Este problema, depois de resolvido, será simples.”

O óbvio, quase sempre, é simples – tão simples que, muitas vezes, uma geração inteira de homens e mulheres olham para ele sem vê-lo. Quando uma idéia tenta ser esperta, engenhosa ou complicada, deveríamos desconfiar. Provavelmente não é óbvia.

A história da ciência, das artes e dos grandes avanços no mundo dos negócios é a história dos homens encontrando, por acaso, soluções fáceis para problemas complexos.

Parafraseando o provérbio do Sr. Kettering: “A solução, quando encontrada, será óbvia”.

A SEGUNDA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO é a pergunta: Esta solução é compatível com a natureza humana?

Se você não tiver absoluta certeza de que sua idéia ou plano vão ser facilmente compreendidos – e aceitos – pela sua mãe, sua mulher, irmãos, irmãs, primos, vizinhos, colega que trabalha na mesa ao lado, o mecânico que conserta o carro, o pároco, seu barbeiro, o gerente da mercearia onde sua mulher faz compras, o pretinho que engraxa seus sapatos, sua tia Mary, sua secretária, seu companheiro do trem das 5:29, seus amigos mais francos e sinceros – se você não se sentir à vontade ao explicar sua idéia “óbvia” a eles, é porque, provavelmente, a idéia não é óbvia.

Essa gente vai vê-la na sua realidade mais simples, livres das complicações de envolvimento profissional e técnico, e das inibições nascidas da experiência.

Coletivamente, essas pessoas são uma amostra da natureza humana e essa mesma natureza humana constrói ou destrói qualquer plano ou a solução de qualquer problema. É o que rege a vida, os negócios, a ciência e as artes.

Quer se trate de vender mercadorias para pessoas, ou conseguir adesões para uma causa, ou convencer as pessoas a agirem de uma certa maneira, ou persuadi-las a mudar hábitos antigos, de nada adiantará, se a sua maneira de fazer isto não estiver de acordo com a natureza humana. Você vai perder tempo, dinheiro e energia, tentando atingir seus objetivos.

O público é curiosamente óbvio em suas reações – porque a mentalidade do público é simples, direta e sem sofisticações.

A TERCEIRA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO é colocar a idéia no papel.

Escreva seu plano ou projeto em palavras de uma ou duas sílabas, como se você o estivesse explicando a uma criança.

Será que você consegue isso em dois ou três parágrafos curtos, que façam sentido? Se, entretanto, a explicação ficar longa, envolvente, engenhosa, é bem provável que não seja óbvia. Porque, repetindo: ”Quando você encontrar a resposta, ela será simples .“

Nenhuma idéia, plano, programa ou projeto é óbvio, a menos que possa ser compreendido e executado por qualquer pessoa de inteligência média.

Freqüentemente, a simples tentativa de colocar no papel uma idéia ou o rascunho de um plano de um plano mostrará logo suas fraquezas ou complexidades. Ao fazer isto, você verá o que está errado e poderá chegar a uma solução simples e óbvia. Certamente, escrever é uma maneira rápida de verificar o que é que você tem ou não tem!

A QUARTA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIO. Ele “explode” na cabeça das pessoas?

Se, quando você tiver apresentando sua idéia, delineando uma solução para um problema, ou explicado um plano, projeto ou programa, as pessoas disserem: “Puxa! Por que não pensamos nisso antes ?” Você pode sentir-se encorajado pois as idéias óbvias tendem a produzir na mente esse tipo de reação “explosiva”.

Em muitos casos, desse momento em diante, tudo parece entrar nos eixos, sem maiores explicações ou discussões. É óbvio demais e não necessita de considerações prolongadas. Mesmo com esse tipo de reação, entretanto, é aconselhável deixar a decisão para dentro de um ou dois dias. Porque algumas vezes há defeitos ocultos que só aparecem no dia seguinte.

Se uma idéia ou proposta não “explodir”, ou precisar de explicação longa, ou envolver horas de debates, ou não é óbvia ou talvez você não tenha pensado o suficiente para reduzi-las à sua mais óbvia simplicidade.

“Explosões” mentais são reveladas pelas coisas que as pessoas dizem, pelos rostos iluminados, pelos olhos que aprovam, quando deparam com uma idéia óbvia. É um dos modos mais infalíveis de reconhecer o óbvio.

A QUINTA MANEIRA DE TESTAR O ÓBVIOé saber reconhecer o momento certo.

Muitas idéias e planos são óbvios em si, mas obviamente aplicados fora de hora. Identificar o momento exato é tão importante quanto checar se o plano ou idéia são óbvios.

Algumas vezes, o momento pode ter passado definitivamente e irrevogavelmente. E aí o mais óbvio a fazer é esquecer a sua idéia. Em outras ocasiões, o momento certo ainda não terá chegado, o que exige paciência e atenção.

O presidente de uma indústria de borracha me mostrou certa vez um “Armário do Futuro”, onde ele guardava artigos incomuns feitos inteira ou parcialmente de borracha, mas que estavam adiantados para a época. Estes artigos haviam sido desenvolvidos em laboratórios de pesquisa da empresa, mas ainda eram muito caros para competir com similares feitos de outros materiais. Assim, eles ficavam “guardados na prateleira” até que seu preço se tornasse competitivo, seja através do desenvolvimento dos métodos mais econômicos de produção, ou porque os preços dos concorrentes tivessem aumentado. (Desde então, alguns desses produtos do “armário” foram lançados no mercado, com sucesso, e hoje são corriqueiros).

Depois do primeiro teste – o da simplicidade – o teste do momento exato é muito importante na checagem da obviedade de um plano ou programa.

“Uma das virtudes principais”, escreveu Emerson em seu diário, “é reconhecer o momento oportuno. Meu vizinho constrói carrocerias, faz trenós durante todo o verão; e durante todo o inverno faz leves e alegres charretes para junho e agosto. Assim, no primeiro dia de cada estação, ele está preparado…”

Estar pronto para o momento oportuno é o requisito óbvio.

Normalmente, não é necessário aplicar todos os cinco testes de obviedade a determinada idéia, plano, projeto ou programa. Mas é sábio pensar neles todos até estar bem certo que não se aplicam, antes de ignorá-los. É sábio, porque é óbvio proceder assim. É óbvio, porque é sábio reconhecer nossa tendência de convencer-nos facilmente de que nossas idéias são boas.

Mesmo quando estivermos convencidos de que temos uma idéia óbvia, nosso problema não estará inteiramente resolvido. A menos que seja uma que vá de encontro do quarto teste. (Será que ela “explode” na cabeça das pessoas?) – ainda assim, teremos de vendê-la. E a venda pode ser mais difícil, só pelo fato de ser uma idéia completamente óbvia – para nós.

Somos impacientes com outras pessoas se não “comprarem” nossas idéias logo de saída. Como explicou Robert Rawls em “Tempo de Reflexão”: às vezes, dedicamos dias, semanas ou meses desenvolvendo nossa idéia, ficamos tão familiarizados com seus prós e contras, que esperamos que outras pessoas a aceitem imediatamente – só porque nós mesmos estamos propondo. Isso quase nunca acontece. As pessoas têm de ter tempo para pensar e digerir mentalmente. É direito delas.

Cabe a nós explicar nossas idéias com simplicidade e clareza. E deixar que as pessoas perguntem o que quiserem. A sabedoria é tentar encorajá-las a nos desafiar com críticas. Se é óbvia, a idéia vai sobreviver a perguntas e críticas. Se não for, ela corre riscos. Será melhor que nós mesmos a analisemos novamente.

Estes cinco testes de obviedade são apenas sugestões. Cada executivo deveria desenvolver seus próprios testes. O problema é ter a certeza de que não estamos sendo levados pelo nosso próprio entusiasmo por uma idéia ou plano, na fácil suposição de que seja óbvio. Fazer o óbvio não é tão simples quanto parece!

Cinco caminhos criativos para reconhecer óbvio.

Onde e como vamos descobrir o óbvio?

Aqui estão algumas perguntas-teste que devem, pelo menos, conduzir a imaginação através dos caminhos óbvios.

1. Não se impressione como a coisa sempre tenha sido feita ou como outras pessoas gostariam de fazê-la.

O importante é saber: qual a maneira mais simples de fazê-la?

Esqueça todas as idéias, práticas, métodos, técnicas e tradições já usadas. Se uma criança de sete anos desarmada de preconceitos de gerações estivesse, pela primeira vez, analisando o problema, como será que ela o faria?

A experiência da vida é valiosa – mas pode intimidar, dificultar, complicar e afastar-nos do óbvio. É preciso pensar de forma simples, nova, original e corajosa para simplificar qualquer coisa. E não esqueça – “Este problema, quando for resolvido, será simples”.

Existe uma maneira perfeita e mecânica de simplificar um plano ou projeto ou de analisar uma idéia, para testar sua simplicidade. Registre cada item num papel. À medida em que você for escrevendo, cada item, aplique a pergunta-teste : Será que este item é absolutamente necessário?

É muito comum a gente descobrir, sem querer, ter começado no ponto em que os outros pararam. Assim você está aceitando a somatória de idéias de outros homens. Considerando que a maioria das idéias se desenvolveram por acréscimo – como uma bola de neve – o jeito óbvio de simplificar uma idéia é começar novamente. A técnica óbvia é eliminar todas as partes ou características supérfluas. Vá ao cerne do problema. Pergunte a si mesmo: “O que eu estou tentando fazer? E por que? “

Um dos nossos maiores problemas, hoje em dia, é termos muitos métodos e práticas, muita maquinaria complicada, muitas ferramentas, muitos costumes e tradições profundamente arraigados. Pensamos e planejamos nossas bases, construindo por cima de uma fundação enrijecida de experiências e hábitos acumulados através de anos. Ao invés disto, deveríamos começar do zero, como se, a cada manhã, acordássemos num mundo novo, onde nenhum dos problemas da vida e dos negócios, das artes e das ciências, tivessem sido jamais resolvidos.

Este é o primeiro – e mais óbvio caminho para ser óbvio.

2. Imagine como seria divertido se tudo pudesse ser completamente invertido.

Nada abre mais a mente para um caminho novo do que fazer esta corajosa consideração.

O fato de uma coisa ter sido feita ou construída de um certo jeito, por vários séculos, significa, provavelmente, que chegou a hora de questioná-la. Talvez o óbvio seja, realmente, inverter as coisas de algum modo.

A história de como R.J. Pigott, Diretor de Engenharia da Gulf Oil desenvolveu um “dispositivo óbvio” para lubrificar ferramentas de corte é um desses casos.

Pigott estava olhando uma ferramenta produzir rebarbas espirais de uma peça de aço que girava num torno. Um fio de óleo caía do alto, enquanto a lâmina estava cortando por baixo. Um pensamento lhe ocorreu: “Como o óleo por cima pode fazer um bom trabalho de resfriar e lubrificar a ferramenta na parte de baixo?”

Ele foi para a prancheta e projetou um jato de alta pressão, para dirigir o óleo para cima, exatamente entre lâmina da ferramenta e o metal torneado. O novo método não só permitiu maior velocidade de corte como também aumentou a vida da ferramenta.

Pigott chegou a um método óbvio de lubrificar usando a técnica da inversão.

Se o revolucionário Convair Sea Dart, um avião a jato, que pode decolar da água, chegar a fazer tudo o que promete, será porque o criador do projeto, Ernest G. Stout, usou esta mesma técnica de inversão.

A história continua. Apesar das muitas vantagens, e o fato de 4/5 da superfície terrestre serem cobertos de água, arqui-inimiga de todos os aviões que pousam em terra, o hidroavião foi relegado ao esquecimento por todos. Todos, menos pelo jovem Stout, e um pequeno grupo de homens da Marinha e engenheiros da Costa Oeste.

Stout acaba de lançar um avião a jato que pode decolar e pousar na água. Por mais de quatro décadas, o hidroavião não passava de um barco com asas, o que não é um bom desenho aerodinâmico. Stout teve uma inspiração. ao invés de desenhar um barco que podia voar, ele se dispôs a fazer um avião que pudesse flutuar.

Usando essa técnica de inversão, ele desenvolveu um dos mais notáveis aviões do mundo, com a forma de um dardo de papel, praticamente impossível de afundar. Ele promete iniciar uma das mais surpreendentes mudanças na estratégia militar, desde a invenção da bomba atômica. O Sea Dart é um avião óbvio.

3. Será que você conta com a aprovação e com a participação do público no seu projeto?

Nos negócios, muitas decisões são tomadas dentro dos escritórios e não nos lugares onde a ação realmente acontece.

Uma famosa rede de supermercados de Chicago decidiu lançar sua própria marca de café. Os especialistas em café podiam, é claro, recomendar as misturas e tipos de torrefação. Mas o presidente da empresa preferiu fazer com que as famílias de Chicago escolhessem elas próprias a mistura e o ponto de torrefação que desejassem.

Foram preparadas quatro amostras com misturas e graus diferentes de torrefação, embaladas em latas de meia libra sem identificação. Essas latas, cada uma representando uma diferente combinação de misturas e torrefação, foram distribuídas a milhares de domicílios, com um questionário para ser respondido, indicando a preferência.

Desse modo, a rede de supermercados lançou o “Royal Jewel – o Café que Chicago escolheu“. O sucesso do produto já estava garantido, pois o próprio público o havia escolhido.

Muito frequentemente, alguns testes simples com um grupo maior ou menor de pessoas fazem surgir a preferência óbvia ou a maneira óbvia de fazer, produzir, ou dizer alguma coisa.

Sendo o público quem decide o nosso sucesso ou fracasso em tudo que tentamos fazer, parece muito óbvio pesquisar nossos planos junto ao mercado, antes de irmos longe demais.

4. Quais oportunidades estão passando desapercebidas porque ninguém se importou de examiná-las?

Na matriz de uma grande companhia de seguros, um homem ganhou um prêmio de 600 dólares por uma simples idéia na caixa de sugestões. Seu conselho aos companheiros: “Procure o óbvio com o qual ainda ninguém se importou”.

Existem, literalmente, milhares de idéias óbvias, em todos os negócios e profissões, que até aqui “ninguém se importou em examinar”. São tão lugar-comum, que ninguém as percebe.

No seu livro, Ray Giles conta a seguinte história que ilustra o fato de haver grandes oportunidades no óbvio.

“Há alguns anos atrás, o vendedor de uma mercearia estava cortando queijo – um enorme queijo tipo Americano. Quando você pedia meio quilo, o homem levantava a tampa de vidro e cortava uma fatia calculando o peso.”

Enquanto isso o queijo ficava descoberto, sujeito ao pó e às moscas. Se tivesse pouca saída, o queijo esfarelava antes de terminar. A única proteção era uma casca grossa, pela qual você tinha de pagar, juntamente com o peso do queijo.

Um dia, o vendedor teve uma idéia – uma dessas bem óbvias que podia ocorrer a qualquer um: “Por que não dividir o queijo em fatias e acondicioná-las em embalagens higiênicas?” Esse vendedor chamava-se J.L. Kraft. Toda vez que você comer um queijo Kraft não se esqueça: “Uma idéia simples e óbvia pode levar à fortuna”.

Em quase tudo que usamos em nosso cotidiano existe oportunidade para aperfeiçoamento – muitas vezes tão óbvio que deveríamos ter vergonha de nossa cegueira.

Benjamin Franklin, incomodado por ter de usar dois pares de óculos – um para perto e outro para longe -, desenvolveu as lentes bifocais, uma benção para toda a humanidade. Nada poderia ser mais óbvio.

Esse caso sugere que a melhor técnica para descobrir o óbvio é dar uma olhada bifocal em tudo o que usamos, fazemos e precisamos. Examinar de perto para ver se um detalhe pode ser melhorado; olhar de longe para ver se não há uma forma diferente para atingir o mesmo fim. Uma forma que seja mais simples, mais eficiente e mais econômica.

5. Quais são as necessidades específicas do caso?

Muitas vezes, a própria situação indica alguma oportunidade de aperfeiçoamento, que ainda não foi considerada.

David A. Crawford, Presidente da Pullman Inc., me disse há anos atrás que ele percebia a necessidade de acomodações nos trens que oferecessem, ao mesmo tempo, mais privacidade que os antigos beliches, e fossem mais lucrativas para as ferrovias do que os tradicionais carros dormitórios, de capacidade limitada de lugares. Ele explicou o problema aos seus projetistas e estes desenvolveram um conceito inteiramente novo de carros-leito.

Podemos chamar isto de criatividade óbvia, oriunda de uma situação insatisfatória.

Há também o caso dos Hartford Brothers, com suas lojas tipo Pegue e Pague. O caso do Woolworth, com suas lojas de dois mil réis. Os postos de gasolina, com suas toaletes limpas para motoristas. Ou o inventor da caneta esferográfica que acabou com o tinteiro. A Du Pont com suas fibras sintéticas que não amarrotam.

Todas estas soluções eram criativamente óbvias. E também atenderam aos desejos e necessidades do público muitas vezes não expressos e nem mesmo percebidos. Entretanto, no momento em que alguém as transformou em soluções, ficou óbvio que a necessidade já existia há muito tempo.

O mundo está cheio de desejos, vontades e necessidades não expressas, esperando pelo homem ou pela mulher que faça o óbvio para resolver grandes problemas da vida diária.

– E essas pessoas serão regiamente recompensadas, boa sorte!