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Guia Marcelo Dourado de como cuidar do seu dinheiro

Caro Marcelo,

Começo esta pequena carta te dando os parabéns pela vitória no BBB. O que conseguiste é resultado do excelente aproveitamento de algumas das características dos grandes empreendedores, a citar: a sorte, o senso de oportunidade, a análise dos erros do passado e a busca pelo aperfeiçoamento pessoal. Mostraste a todo o Brasil a força de um guerreiro.

Haverá pessoas que não concordarão com algumas das tuas opiniões sobre a vida e sobre as pessoas. Mantém a força no que acredita, mas sempre olha para os lados para verificar se o mundo já mudou e esqueceste de acompanhar, ou se, pior que isto, mudaste junto, mas não estás conseguindo transmitir o que sentes de forma efetiva.

Deixando o passado para trás, gostaria de tratar de um assunto que me é muito próximo: como lidar com o dinheiro. Tu já deves ter lido em tudo quanto é lugar que a maioria das pessoas que ganham prêmios em dinheiro costumam perder tudo em poucos anos. Certamente acompanhaste teus outros companheiros ganhadores do Big Brother e viste que a maioria não soube muito bem como lidar com o prêmio de maneira efetiva, de maneira a resolver para sempre suas vidas. Não gostaria que isto acontecesse contigo, nem com ninguém, então continuo minhas reflexões nas próximas linhas.

As lições sobre como cuidar do nosso dinheiro são simples, o problema é que somos humanos, e como tais, emocionais demais. Então a primeira grande lição é aprender a controlar nossa emoção ao tratar de dinheiro. A vontade de ajudar as pessoas próximas é nobre, mas não podemos deixar que esta emoção nos faça as ajudar da maneira mais rápida e mais simples, porque esta, normalmente, é a menos efetiva. Já li por aí que queres ajudar tua família, dar uma casa para tua mãe, etc. Acredito que devas fazer o que tem vontade, mas de maneira que não te coloque em situação precária no futuro.

Primeira lição: saber a diferença entre ativos e passivos.

Um contador formal iria se arrepiar lendo isto, mas para definir ativos e passivos irei utilizar as palavras do Robert Kiyosaki, escritor famoso internacionalmente pela série de livros “Pai Rico, Pai Pobre”. Ele diz que ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro em teu bolso. E passivo, tudo aquilo que tira dinheiro do teu bolso.

Se tens um apartamento que esteja alugado, este apartamento é um ativo. Se tens uma aplicação bancária ou uma caderneta de poupança que renda juros, isto também é um ativo. Se és sócio de uma empresa que te paga dividendos trimestrais ou mesmo anuais, esta participação na empresa é um ativo.

Se tens um apartamento para morar, um apartamento onde precisas pagar condomínio, IPTU, gás, luz, limpeza, este apartamento é um passivo. Se tens um carro que precisa de seguro, manutenção, gasolina, IPVA, este também é um passivo.

A questão aqui não é deixar de ter o que tu gostaria de ter, muito pelo contrário. O ponto central de compreender a diferença entre ativos e passivos é justamente nos permitir obter o máximo de resultados a partir do que temos. Vou dar um exemplo rápido: imagina que tens R$ 80.000 no banco e queres comprar um carro. Como tu farias para comprá-lo?

Muitas pessoas, ao serem confrontadas com a pergunta acima, comprariam o carro a vista, argumentando que assim não pagariam juros. Os juros são irrelevantes para a questão, é preciso dar um passo além no pensamento. O importante não é evitar os juros, o importante é não sermos nós a pagarmos os mesmos.

Supondo que tu compres o carro a vista, o que acontecerá daqui há cinco anos? Tu terás um carro que gostaria de trocar, mas ele não vale mais os R$ 80.000 que custou, vale menos da metade. E para trocar por um novo, precisarás gastar dinheiro novo, ou seja, tiveste que guardar dinheiro ao longo destes cinco anos para poder trocar de carro.

Com os R$ 80.000 em dinheiro, não compraria um carro, compraria um apartamento para alugar. E com o dinheiro recebido mensalmente de aluguel, compraria o carro, parcelado. Quem pagará meu carro e os juros do financiamento do mesmo, será o inquilino deste meu apartamento. E mais, daqui alguns anos, quando meu carro estiver quitado, eu poderei vendê-lo e usar o dinheiro recebido para dar de entrada em um novo, que terá o restante pago novamente pelo inquilino do apartamento que comprei. Com o valor de apenas um carro, posso ter carro novo pelo resto da vida, além de um imóvel de minha propriedade.

O apartamento para alugar é um ativo, gera renda mensal para ti. O carro é um passivo, tem custos para manter. O maior segredo para manter tua riqueza ao longo dos anos, é sempre procurar um ativo que te permita adquirir os passivos que desejas sem precisar se desfazer do teu dinheiro. Isto é uma pequena introdução ao conceito de fluxo de caixa.

Como hoje é sábado, véspera de Páscoa, acabei de voltar da minha caminhada matinal e dentro de uma hora vou almoçar com a família da minha esposa, termino esta carta por aqui para poder ir tomar um banho e sair. Dentro de alguns dias escrevo novamente, ampliando esta discussão.

Um grande abraço deste amigo gaúcho.

Rodobens lança consórcio para reforma de imóvel

Nesta quarta-feira a Rodobens lançou, em transmissão nacional para seus representantes, mais um produto inovador no mercado: o consórcio para reforma de imóvel, com valores entre R$ 19.000 a R$ 38.000 e prestações a partir de R$ 499,38

O plano base é de 48 meses com 192 participantes, com opção de pagamento também em 12, 24, ou 36 meses, além dos 48 meses originais.

O novo produto conta com vários diferenciais já conhecidos pelos clientes da Rodobens, como o lance fixo, prêmio pontualidade seguro que sorteia todas as semanas R$ 31.384,00 pela loteria federal, além de quatro contemplações previstas mensalmente, uma por sorteio, duas por lance livre e uma por lance fixo de 10 parcelas (do plano base de 48 meses). Há ainda um seguro desemprego que cobre 3 meses de prestações de acordo com as especificações constantes no contrato.

A próxima assembléia acontece no dia 16/04/2010 e os interessados de todo o Brasil podem entrar em contato com a Megacombo, representante Rodobens categoria Diamante, para adquirir seus planos a partir de hoje.

Uma última característica deste plano, que não aparece nos prospectos, mas que é o maior diferencial entre usar este plano específico em relação a usar um consórcio de imóveis para efetuar uma reforma, é a possibilidade de efetuar a reforma mesmo em imóveis financiados ou alienados em garantia a outras instituições de crédito. Dependendo do saldo devedor do consórcio é feita uma análise de crédito e podem ser dados outros bens, como carro, em garantia, podendo, em muitos casos haver até mesmo a liberação de garantias físicas.

Abaixo, em primeira mão, a tabela de valores de crédito e prestação para cada um dos planos.

Lembrando novamente que a próxima assembléia acontece no dia 16/04/2010 e os interessados de todo o Brasil podem entrar em contato com a Megacombo, representante Rodobens categoria Diamante, para adquirir seus planos a partir de hoje.

FGTS pode ser usado para amortizar prestações do consórcio imobiliário

Excelente notícia para quem desejava quitar seu imóvel adquirido através dos consórcios, a partir de amanhã o FGTS poderá ser utilizado para quitar ou amortizar o saldo devedor dos consorciados.

Leia a notícia completa e as regras para obter este benefício no site da Megacombo.

Confissões de uma anta

Semana passada a Cora Rónai se confessou uma anta financeira ao “investir” em títulos de capitalização. Sou solidário a ela pois apesar de não cometer os mesmos erros, cometo outros pelos mesmos motivos que a levou a tal erro: confiar nas pessoas e não ler as letrinhas miúdas.

Tenho uma história relacionada ao assunto, contada por um amigo médico psiquiatra que trabalha na fundação dos funcionários de um grande banco nacional. Diz ele que quando um gerente chega até ele, normalmente é por depressão. Qual não foi minha surpresa ao saber os reais motivos disso… Eles sofrem em ter que oferecer aos clientes produtos que sabem ser péssimos para os mesmos. Eles sofrem ao oferecer especificamente os títulos de capitalização, mas não tem o que fazer pois há metas e seus cargos ficam em risco ao não cumpri-las. Uma destas metas é vender no mínimo X títulos de capitalização todos os meses.

Há alguma esperança no horizonte. Gerentes: revoltem-se com esta situação e cuidem de suas saúdes evitando o que lhes causa esta depressão. Não ofereçam títulos de capitalização como investimento.

Meus equipamentos não quebram e costumam funcionar direito

Tenho amigos que reclamam constantemente sobre problemas em seus telefones, computadores, impressoras e outros dispositivos que quebram ou simplesmente param de funcionar. Nenhum dos meus equipamentos dá problemas na proporção que dá para as pessoas que me comentam essas coisas.

Pode parecer presunção minha, mas acho que eu simplesmente trato meus eletrônicos melhor do que a maioria das pessoas. Parte disso é por conta da minha história, não cresci em uma família rica, meu primeiro computador veio depois de muito convencimento de que não era um brinquedo passageiro. O gravador cassete que usava era da família, se estragasse ficava sem nada. Não apenas cuidava bem dele, como supervisionava o uso que minha irmã fazia do mesmo. Todos meus “brinquedos” tecnológicos, com exceção de um Atari e meu primeiro computador, um MSX, sempre foram comprados com meu próprio dinheiro, mesmo quando ganhava uma miséria dando aulas de informática durante a greve de professores do colégio onde estudava. Ainda morando com meus pais, pagava minha própria conta de telefone para poder acessar BBSs sem ter que ouvir reclamações de que o telefone de casa estava sempre ocupado. Já que era difícil e caro para adquirir esses equipamentos, tratava-os realmente bem, e continuo tratando tudo o que possuo com o mesmo cuidado até hoje.

Protejo meu telefone e meu notebook com capas de neoprene, não para evitar danos maiores ao deixá-los cair, pois não os deixo cair, nunca. Protejo-os para evitar arranhões. Também nunca derramei líquidos em nenhum dos meus equipamentos, simplesmente não deixo líquidos chegarem perto e quando deixo, é sob olhar cuidadoso e movimentos pensados.

Nunca quebrei ou arranhei uma tela. Meus PDAs e telefones sempre são carregados em um bolso exclusivo para eles, com a tela voltada para dentro. Meu Treo 650 tem alguns arranhões de ficar em cima de mesas, mas a tela está em perfeito estado. Este é o motivo para você manter seu dispositivo com a tela virada para sua perna e não exposta pra fora.

Meus notebooks, mesmo o que carregava diariamente de um lado para o outro quando trabalhava fora de casa e este era meu único computador, nunca teve nenhum arranhão, amassado ou área desgastada. Nunca tive o problema do teclado marcar a tela porque o colocava na mochila de forma a ter pressão somente na parte inferior, nunca na tela.

Nenhum dos computadores que já tive sofreram qualquer falha crítica de alguma peça antes de se tornarem ridiculamente obsoletos ou eu parar de usa-los. Até 2008 ainda usava um Pentium Pro 200 que foi o primeiro servidor da minha empresa de internet em 1996, como servidor de impressora na minha última empresa. O servidor da empresa que abri em 1999 ainda é o computador de uso diário do meu pai, em 2010.

Nunca perdi meu telefone, nem minhas chaves ou minha carteira. Nem por pouco tempo. Sempre sei onde estão porque somente os coloco em uns poucos lugares de sempre. Está no meu bolso esquerdo? Não? Então está sobre a mesa ou na base junto ao computador.

Quando escuto pessoas reclamando que a tela de seus iPhones racharam ou que seus notebooks quebraram onde a tela se junta ao corpo do mesmo, ou que esqueceram seus celulares em um táxi, não consigo fazer diferente de silenciosamente os culpar, sendo grato por ter mais atenção e cuidado por meus equipamentos.

É impossível…

É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.

Adrian Rogers, em 1931.

Não existe rendimento mágico nos investimentos

Pergunta: “Há pouco tempo comecei a pesquisar sobre fundos de investimento e minha ideia é o seguinte: fazer um investimento mensal entre 600 e 1000 reais todos os meses só que gostaria de saber que tipo de investimento me daria um retorno de entre 2,9% a 4% ao mês.

E qual o melhor caminho para fazer isso, ou seja através de uma corretora ou o meu banco. Ah, esse meu investimento é a longo prazo, tipo 120 meses. Obrigado e aguardo contato.”

Recebo dezenas de questionamentos desse tipo todos os meses, seja de amigos pessoais, seja de leitores daqui ou dos leitores dos outros sites onde escrevo de vez em quando. Normalmente respondo com um sorriso e a seguinte frase: “Quando encontrar um investimento desses, por favor me apresenta.”

Falando sério agora, leia meu novo artigo na Revista Papo de Homem.

Lucro na venda ou patrimônio e renda?

Hoje recebi um email que mereceu uma resposta pública, pois notei que podia ajudar mais pessoas a tomar a decisão mais lucrativa a longo prazo. Aproveitei então para escrever o primeiro tópico de discussão no meu mais novo projeto, a Sociedade do Imóvel. Este é um pré-lançamento, já temos um logotipo, mas não temos ainda o cabeçalho do site. Os textos iniciais estão saindo do forno, esta semana publicarei um artigo detalhando um dos meus mais novos investimentos em imóveis na planta.

Sem mais delongas, leia minha resposta para a questão: é melhor vender a carta de consórcio com lucro ou investir o crédito contemplado em imóveis?

Lançamento do meu SEGUNDO livro!

O número 14 é um número de sorte para mim. Casualmente nasci neste dia, em outubro. Casualmente, no mesmo dia e mês em que nasceu minha avó materna. Não tão casualmente, foi o dia que escolhi para meu casamento, neste caso, em maio, mês das noivas, impossível de esquecer a dobradinha e por consequencia minimizei a probabilidade de esquecer de comemorar na data certa. Então em novembro do ano passado, no dia 14, houve a sessão de autógrafos e lançamento do meu primeiro livro. Exatamente dois meses depois, novamente no dia 14, lançamento do meu segundo livro. Não sou supersticioso, apenas achei divertido quando me dei conta destas coincidências.

Esta é uma coisa engraçada, me dei conta agora. Escrevo sobre o lançamento do meu segundo livro depois do fato já ter ocorrido. Por favor algum marketeiro apareça para me dizer que a propaganda tem que ser feita antes, para que meus leitores possam saber com antecedência e aparecer lá no dia certo. De toda forma, por conta disto, já informo que haverá uma nova sessão de autógrafos, dia 21/01 no Rio de Janeiro, na Saraiva Megastore do Shopping Rio Sul, no terceiro piso, as 19h30. Infelizmente não poderei estar presente nesta, mas apareçam lá que muitos dos escritores da PdH estarão no local, além dos autores dos outros livros que ganharam o Prêmio BlogBooks, como o Conrado Navarro, do Dinheirama.

Voltando ao assunto do título, na verdade não é exatamente MEU segundo livro. O livro é do site Papo de Homem, onde escrevo como Dr. Money. Há vários textos meus no livro, vários, no caso, mais de cinco, então, voltando ao tópico, meu segundo livro 🙂

Uma das coisas mais divertidas do evento foi conhecer pessoalmente muitos dos leitores, mas principalmente, os outros colunistas do site. É interessante notar como as coisas mudam com o tempo, hoje em dia escrevemos, trocamos idéias e montamos negócios onde os participantes estão fisicamente distantes, muitas vezes sem se conhecer pessoalmente ao iniciar o relacionamento e no nosso caso, mais de um ano depois disso.

Como uma imagem vale mais que mil palavras (apesar do Google não achar isso quando indexa nossos textos para as buscas), deixo a seguir algumas fotos da noite, com breves comentários.

Equipe Papo de Homem - Gitti, Dr. Money, Gus, Dr. Drinks, Pablo e Guilherme sentado.
Rodão, Fabricio, Fred e Conrado.
Cheio de gente. Fabrício e Isabella em primeiro plano, foto do Rafael Olah.

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Livro Amigo Rico

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Acabaram-se todos os exemplares que tinha para vender. Ainda é possível encontrar o livro nas livrarias de todo o país, mas depois que esgotar esta edição, não devo reeditar novamente tão cedo.

Estou estudando a possibilidade de lançá-lo como audiolivro e já iniciei o processo de tradução para o inglês, pois fui convidado a lançar este livro nos EUA!

Muito obrigado a todos que já compraram um exemplar e a todos que leram o livro. Foi escrito com muito carinho, para todos vocês. Obrigado.